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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Entrevistas de emprego: erros de português reprovam mais que falta de experiência

A língua portuguesa é a sexta mais falada no mundo considerando falantes nativos, com 221 milhões de pessoas. Com várias peculiaridades, o idioma é um dos mais ricos do mundo e, certamente, um dos mais complexos também. Um levantamento realizado pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (NUBE) mostrou que 50,3% dos participantes à procura de um emprego não seriam aprovados por conta de erros de português. Em outra pesquisa feita pela empresa de recrutamento on-line Catho, os equívocos na língua nativa são o principal motivo para desclassificação dos candidatos para 34% dos recrutadores - até mesmo mais do que a experiência. 

De acordo com a assessora de Língua Portuguesa do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento do Colégio Positivo (CIPP), Irinéia Inês Scota, é muito comum cometer erros na escrita pelo pouco interesse em se dedicar à própria língua. “As pessoas passam o tempo aprendendo outros idiomas como inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, entre outros, por necessidade do mercado, para obter conhecimento sobre a cultura de outros países ou para poder viajar, e acabam deixando de lado o estudo mais aprofundado de seu próprio idioma. Claro que é louvável simpatizar com outras línguas e estudá-las, mas isso não exclui as vantagens que o falante da língua portuguesa também terá em se aprofundar em seu idioma", constata. 

Entre os erros mais cometidos – tanto nas entrevistas de emprego, quanto no dia a dia, especialistas listaram os 13 principais.

 

  1. "Ao invés de" e "em vez de"

A professora de Língua Portuguesa do colégio Semeador, Cláudia Fávero dos Santos, de Foz do Iguaçu (PR), explica que o termo "invés" é variante de "inverso", ou seja, o oposto. “Isso quer dizer que devemos utilizar ‘ao invés de’ apenas quando formos indicar uma oposição sobre algo, podendo ser substituído por ‘ao contrário de’. A expressão ‘em vez de’ é usada para dizer que estamos fazendo alguma coisa diferente da primeira proposta, mas que não necessariamente seja o oposto dela, e pode ser trocada por ‘em lugar de’. Na dúvida, ‘em vez de’ funciona melhor para todos os casos”.

 

  1. "Onde" e "aonde"

De acordo com o professor de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Internacional, Diego Emanuel Damasceno Portillo, de Curitiba (PR), a palavra "onde" é utilizada para se referir a um lugar, e pode ser substituída por "em que". O termo "aonde" é a junção da preposição "a" com "onde", ou seja, é usado quando vem acompanhado de outro termo que também necessite da preposição "a" como, por exemplo, no caso do verbo "chegar". Ex: “Ainda não sabemos aonde iremos” e “Onde coloquei minhas chaves?”. 

 

  1. Onde quando não se refere a lugar

Outro caso de erro bastante comum é usar o pronome relativo “onde” sem haver referência de lugar. Ou seja, deve-se usar “onde” somente se antes houver um lugar referido. Segundo o professor de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Master, Ederson Lima de Souza, de Ponta Grossa (PR), o erro acontece porque “onde” pode ser equivalente a “em que”, mas o inverso nem sempre é possível. “O colégio onde estudo é legal”. = “O colégio em que estudo é legal” = “O colégio no qual estudo é legal”, Porém, “Nesse fim de semana, meu namorado e eu vimos uma série EM QUE a personagem principal era morta já no início da trama.” (série não é lugar). “Nesse fim de semana, meu namorado e eu vimos uma série NA QUAL a personagem …”

 

  1. Locuções juntas ou separadas?

De repente, de novo, por isso, a partir, em cima, são escritas sempre em separado. “É algo simples, mas são erros bem comuns de vermos no dia a dia”, ressalta a professora de Redação e Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Santa Maria, Paula Faustino, de Londrina (PR).

 

  1. Uso incorreto do verbo “fazer”

A professora de Língua Portuguesa do Colégio Passo Certo, Kalen Franciele Piano, de Cascavel (PR), esclarece que, quando o verbo “fazer” se refere a tempo transcorrido, ele é impessoal. Ou seja, não tem sujeito com quem concordar e então deve ser empregado no singular. Exemplo: "Faz dez anos que não a vejo".

 

  1. "Mas" e "Mais"

Segundo a professora de Língua Portuguesa do Colégio Passo Certo, Kalen Franciele Piano, de Cascavel (PR), esse é o erro de escrita dos mais comuns da língua portuguesa. “A palavra ‘mais’ é o antônimo de ‘menos’. Para saber se está utilizando da forma correta, use seu antônimo e veja se continua se encaixando na frase. ‘Mas’ é principalmente usado como conjunção adversativa, indicando uma ideia contrária à que foi imposta anteriormente”, explica.

 

  1. Verbo haver com sentido de existir

“Houveram alguns apontamentos interessantes na reunião de hoje” está errado, mas é comum o uso do verbo “haver” no plural em situações em que esse verbo é impessoal. De acordo com o professor de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Master, Ederson Lima de Souza, de Ponta Grossa (PR), o verbo, com o sentido de existir, sempre será em terceira pessoa do singular. O contratempo acontece porque o verbo “existir” concorda com o sujeito da sentença, o qual estará após o verbo. Substituindo o verbo “haver” com o sentido de existir, por “existir” ficaria correto: “Existem vários apontamentos interessantes para hoje”.

 

  1. "Há" ou "a"

O erro aqui acontece por serem palavras que apresentam o mesmo som, mas grafias diferentes. Para o professor de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Internacional, Diego Emanuel Damasceno Portillo, de Curitiba (PR), o importante é perceber que a forma verbal "há", do verbo haver, indica passado e pode ser substituído por "faz". Ex: “Nos conhecemos há dez anos. Nos conhecemos faz dez anos”. Mas o "a" faz referência à distância ou a um momento no futuro. Ex: “O posto de gasolina mais próximo fica a um quilômetro. As Olimpíadas acontecerão daqui a alguns meses”.

 

  1. Uso de "há" e "atrás" na mesma frase

É inadequado falar "há dois dias atrás" ou "há cinco anos atrás". De acordo com a professora de Redação e Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Santa Maria, Paula Faustino, de Londrina (PR), é o mesmo que dizer "descer para baixo", "subir para cima". “É um pleonasmo, ou seja, uma repetição, redundância. e atrás já indicam um tempo passado. Portanto, prefira dizer: " dois dias" ou "Dois dias atrás", ressalta.

 

  1. O obrigado e obrigada

De acordo com o professor de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Joinville, Ítalo Puccini, de Santa Catarina, em contrapartida à regra abordada anteriormente, muitas mulheres utilizam a palavra "obrigado" no masculino para agradecer algo, quando deveriam usar "obrigada". “Nesse caso, é um adjetivo variável, portanto, deve concordar com o gênero que está praticando essa ação”, orienta.

 

  1. Uso dos pronomes mim e eu

Segundo a professora de Língua Portuguesa do Colégio Vila Olímpia, em Florianópolis, Mariana Nascimento do Carmo, a confusão com esses pronomes também é comum, mas simples de resolver. Use "para mim" antes de verbo, caso "mim" não tenha função de sujeito. Se for possível excluir ou deslocar a expressão "para mim", significa que "mim" não é sujeito daquele verbo. Ex: "É difícil para mim falar em público". "É difícil falar em público" ou "Para mim, é difícil falar em público". Nos demais casos, use "eu". Ex: "Empreste o livro para eu ler".

 

  1. Mesmo

A famosa plaquinha do elevador traz um impasse que é cometido por alguns falantes. “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar”. Nessa situação, de acordo com o professor de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Master, Ederson Lima de Souza, de Ponta Grossa (PR), a palavra “mesmo” tem sido usada frequentemente como um elemento referenciador no texto. “Porém, vale lembrar que, nesse caso, está errada. A palavra “mesmo” pode ter um papel de pronome demonstrativo em uma sentença. “Ele mesmo pintou todo o seu quarto”. Nesse caso, “mesmo” reforça a ação do sujeito.  A placa correta seria: “Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar”, pois, nesse caso, “ele” é um pronome que retoma o substantivo “elevador” e pode exercer a função de sujeito para o verbo “encontrar-se”. 

 

  1. Assistir e responder

O professor de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Internacional, Diego Emanuel Damasceno Portillo, de Curitiba (PR), explica que o verbo “assistir”, no sentido de ver, exige a preposição “a”, mesmo que o uso cotidiano esteja mudando. Está errado: "Ele assistiu o filme Guerra Infinita”. "Sem a preposição ‘a’, assistir tem sentido de assessorar, socorrer", esclarece. O certo é: “Ele assistiu ao filme Guerra Infinita”. Da mesma forma, a regência do verbo “responder”, no sentido de dar a resposta a alguém, é sempre indireta, ou seja, também exige a preposição “a”. É errado: “Ele não respondeu o meu e-mail" (apesar dessa regra, a tendência para a omissão da preposição é comum na linguagem coloquial, segundo o professor). O certo é: “Ele não respondeu ao meu e-mail”.


Aplicativo Poupatempo Digital permite acesso à carteira de vacinação contra a Covid-19

Quem precisa tomar a segunda dose da vacina deve levar o comprovante da imunização anterior 


Para atender as necessidades da Secretaria Estadual da Saúde no gerenciamento integrado da pandemia, a Prodesp – empresa de Tecnologia do Governo de São Paulo -, oferece três funcionalidades da campanha de imunização contra a Covid-19 no aplicativo Poupatempo Digital. Entre elas, está a carteira de vacinação, fundamental para quem ainda precisa concluir a imunização, mas está sem o comprovante em papel, que é oferecido nos postos durante a primeira dose da vacina. 

A carteira de vacinação digital pode ser acessada pelo celular e conta com as mesmas informações do comprovante entregue no formato impresso à população imunizada. No app é possível baixar e fazer a impressão da carteira digital, caso seja necessário. Ela já vem com um QR Code, que comprova os dados do cidadão e da vacinação anterior.   

“Neste momento em que a tecnologia tem se mostrado ainda mais essencial na vida das pessoas, a Prodesp, em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde, desenvolveu a versão digital da Carteira de Vacinação, para oferecer mais praticidade, na palma da mão. Como o comprovante de vacinação deve ser apresentado para a aplicação da segunda dose, caso o cidadão não tenha o documento impresso, poderá apresentar carteira digital, no celular”, explica André Arruda, presidente da Prodesp. 

Além da carteira de vacinação, o aplicativo do Poupatempo também possibilita ao usuário realizar o pré-cadastro e ter acesso à validação do certificado de vacinação. 

Apesar de não ser obrigatório, o pré-cadastro, quando feito online – no app Poupatempo Digital ou no site www.vacinaja.sp.gov.br - diminui em até 90% o tempo de permanência no local de vacinação. O preenchimento é simples e rápido, tanto que a plataforma já contabiliza mais de 8,5 milhões de cidadãos cadastrados. 

Já a validação do certificado de vacinação oferece à pessoa imunizada a garantia de um documento oficial, que pode ser conferido online.
 

Poupatempo Digital 

Desenvolvido pela Prodesp, o super App do Poupatempo disponibiliza mais de 110 serviços online de diversos órgãos. Lançando em maio de 2020, a ferramenta já foi baixada quase cinco milhões de vezes.
 
De janeiro a maio deste ano foram contabilizados quase oito milhões de serviços no app do Poupatempo. A versão digital da Carteira de Vacinação teve 400 mil acessos pelo aplicativo. 


Pesquisa Abracorp revela definição crescente para viajar


Sondagem feita pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) avaliou a percepção do cliente das TMCs associadas em relação ao retorno das viagens. Foi baseada em amostra com 100 empresas representativas dos diferentes ramos e portes das corporações atendidas pelas TMCs no país.

No horizonte, o cenário enseja flexibilização com restrições já incorporadas ao novo normal. E devidamente pautadas pelos protocolos biossanitários. Pesquisa dá conta de que 51% dos respondentes tendem à definição para viajar. Outros 29% já flexibilizaram disposição para viagens. Expectativa: com o avanço da vacinação, mais e mais viagens poderão ser retomadas.

No que tange à flexibilização para viagens internacionais, indefinição alcança 73% das empresas entrevistadas. No entanto, as perspectivas podem mudar. Em que cenário? Naquele em que as fronteiras sejam abertas como consequência do avanço da vacinação.


No campo dos eventos corporativos, estimativa de 40% das empresas aponta para retomada, em 2021, nos níveis próximos àqueles registrados em 2019. Percentual é similar quando a pergunta recai sobre eventos em 2022.

Quanto a pedidos de orçamento para viagens, em 2021, indefinição paira para apenas 33% dos respondentes. Para 2022, embora indefinição ainda seja elevada, há uma atenuante desejável e plausível: o avanço da vacinação e a redução dos riscos de contágio podem estimular o retorno das viagens.





Em relação à política de viagens, 64% das empresas fizeram ajustes em sua política de viagens. Entretanto, cabe ressaltar que itens relacionados a preço têm relevância calculada em 29,5%. Por outro lado, segurança em protocolos tem maior relevância mensurada em 58,8%.


Acordo Certo registra R$ 500 mi em recuperação de crédito em maio

Startup de renegociação de dívidas já ajudou milhões de consumidores a positivarem o nome e pagarem suas dívidas com até 95% de desconto


Com o objetivo de levar bem-estar financeiro e “positivar” o nome dos consumidores, a Acordo Certo, empresa de renegociação de dívidas que atua de forma online, bateu seu recorde histórico de recuperação de crédito no último mês. A fintech alcançou a marca de R$ 500 milhões desde o seu início nas intermediações, ajudando milhões de pessoas a positivar seus nomes e sair das dívidas.

O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida subiu para 68% em maio, o maior nível da série histórica iniciada em 2010, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se de um lado a dívida cresce, do outro, a inadimplência diminui, pois, ainda de acordo com a pesquisa, o percentual de famílias com dívidas em atraso caiu para 24,3% em maio. 

“Os números são um sinal muito forte de que estamos conseguindo cumprir a nossa missão, que é levar o bem-estar financeiro a cada um dos consumidores que estão em situação de inadimplência. Por trás dessa conquista estão milhões de brasileiros que, de alguma forma, a Acordo Certo ajudou a trazer um pouco de tranquilidade e o acesso de volta ao crédito”, ressalta Dilson de Sá, CEO da Acordo Certo.

Para o futuro, o executivo projeta melhorar cada vez mais a oferta de serviços e multiplicar esse número várias vezes. “A Acordo Certo já é referência no Brasil e seremos a principal marca na cabeça do consumidor quando ele precisar de ajuda para se positivar”, reitera o CEO.

Os resultados da empresa são realmente surpreendentes, o que atraiu, inclusive, a atenção do bureau de crédito Boa Vista, que adquiriu a Acordo Certo em dezembro. Atualmente, a startup acumula mais de 18 milhões de clientes cadastrados, 480 mil acordos de dívidas fechados por mês e mais de 57 milhões de CPFs com dívidas em negociação. 

Além disso, todo o processo para fazer um acordo é simples, leve e personalizado. Com alguns cliques é possível consultar o CPF, negociar com mais de 30 empresas parceiras - tais como  Santander, Itaú, Claro - e pagar a dívida com desconto de até 95%. 

 

Acordo Certo

 

Brasil é o país que mais perdeu milionários em 2020

 

Pesquisa revela dados sobre a distribuição de riqueza no Brasil e no Mundo

 

O Brasil é o país que mais perdeu milionários em 2020, com uma queda de 22% em comparação com ano anterior. No total, houve uma diminuição de mais de 81.000 milionários no país.

É o que revela um estudo divulgado pelo portal Cupom Válido que reuniu dados da OCDE e Credit Suisse sobre a distribuição de riqueza.

O Mexico foi o segundo país que mais perdeu milionários, com uma perda de 17.000. Seguido pela África do Sul e Chile respectivamente.

Na ponta oposta, os Estados Unidos foi o país que teve um maior aumento no número de milionários, com aumento de mais de 2 milhões de integrantes.

 

Motivo da diminuição de milionários no Brasil

A desvalorização do Real perante ao Dólar é o principal fator que explica a diminuição de milionários no Brasil.

Dentre as 33 moedas mais negociadas do mundo, o Real foi uma das 8 moedas que tiveram a maior desvalorização no ano de 2020.

No ano, o Real chegou a desvalorizar quase 40% perante ao Dólar. Uma queda maior que as moedas de países que estão crises severas, como o Peso (da Argentina), e a Lira Turca (da Turquia).

A desvalorização do Real perante ao Dólar, impactou significativamente no número de brasileiros considerados milionários (definição para adultos com patrimônio acima de U$1 milhão).

O número total de milionários no Brasil passou de 375.000 para 294.000, uma queda de aproximadamente 22%.

 

Distribuição da Riqueza no Brasil

Mais de 70% da população brasileira tem um patrimônio menor que R$50.000. Na faixa acima, 27% possuem um patrimônio entre R$50.000 e R$500.000. E por fim, 3% possuem valores acima de R$500.000.

Ao compararmos com a média mundial, 58% da polução possui patrimônio menor que R$50.000. 32% possuem um patrimônio entre R$50.000 e R$500.000. E 10% possuem valores acima de R$500.000.

Isso demostra que no Brasil, existe uma grande desigualdade. O Coeficiente de Gini (índice utilizado para medir a desigualdade de renda) do Brasil é de 85%. O valor máximo do índice é de 100%.

 

Os 1% mais ricos

No Brasil, a parcela dos 1% mais ricos detém 47% de toda a riqueza do país. No mundo, a média é de 43%.

A Rússia é o país com a maior concentração, os 1% mais ricos detém 57% de toda riqueza (em 2016 o valor chegou a ser até maior, 64% do total).

Dentre todos os países, o Japão é onde há a menor concentração. Os 1% mais ricos detém 18% da riqueza.  

Confira o infográfico completo abaixo:



 Fonte: OCDECupomValido.com.brCredit Suisse


domingo, 13 de junho de 2021

Dia Mundial do Doador de Sangue reforça a importância do gesto solidário que salva vidas


Banco de Sangue de São Paulo celebra a data; durante o mês, doadores são homenageados com um coração antiestresse


O mês de junho é dedicado à conscientização sobre importância da doação de sangue ao redor do mundo. E é também quando se comemora, no dia 14, o Dia Mundial do Doador de Sangue.

A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2004, em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e as várias diferenças entre os tipos sanguíneos. E também para homenagear e agradecer a todas as pessoas que, voluntariamente, se dispõem a salvar vidas

A OMS recomenda que o percentual ideal de doadores para um país esteja entre 3,5% e 5% de sua população. No Brasil, esse número é preocupante, pois não chega a 2%.

Para reforçar a importância da data e a necessidade de estimular as doações, no Banco de Sangue de São Paulo, ao longo do mês, acontecem ações de conscientização sobre a campanha Junho Vermelho, com o tema: "O Caminho para a Solidariedade é mais simples do que você pensa", cujo conceito é a trilha que o doador deve percorrer para praticar esse gesto solidário que pode salvar até 4 vidas.

Até o dia 30 de junho (ou enquanto durarem os estoques), os doadores estão sendo contemplados com corações antiestresse, como uma forma de reconhecimento ao seu dia especial e à prática solidária desse gesto de amor pelo próximo.

As homenagens aos doadores acontecem também por meio de uma parceria do Banco de Sangue com Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) e Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta), que lançou a campanha informativa: "A pandemia parou o mundo. Mas a esperança não pode parar".

Essa iniciativa, que também disponibiliza brindes alusivos à data, reforça a importância das doações de sangue, principalmente neste momento em que o mundo está vivendo a crise sanitária decorrente da Covid-19. Com a ação, a instituição ressalta ainda que diversos pacientes dependem desse gesto solidário para sobreviver.

A expectativa da unidade é receber uma média de 160 doações de sangue diárias, e, assim, contribuir para o equilíbrio dos estoques sanguíneos que continuam enfrentando um déficit de 40%.

"Este é um mês em que o mundo se une em prol da conscientização da importância das doações de sangue para as pessoas que estão enfermas, em tratamentos clínicos, cirúrgicos, oncológicos e de transplantes, e agora, mais ainda, com os crescentes casos de Covid-19", ressalta Bibiana Alves, líder de captação do Banco de Sangue de São Paulo.

O Banco de Sangue de São Paulo segue rigorosamente todos os protocolos contra a Covid-19 e recentemente conquistou o selo Covid Free de Excelência, que é concedido às instituições que mantêm boas práticas preventivas para o enfrentamento ao coronavírus.

O Banco de Sangue de São Paulo atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 8h às 16h. Está localizada na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso.


Requisitos básicos para doação de sangue:

• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;

• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);

• Estar em boas condições de saúde;

• Pesar no mínimo 50 kg;

• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;

• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum;

• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);

• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;

• Não ter tido gripe ou resfriado nos últimos 30 dias;

• Não ter tido Doença de Chagas ou Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);

• Não ter diabetes em uso de insulina;

• Aguardar 48h para doar, caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.


Critérios específicos para o CORONAVÍRUS:

• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 30 dias após cessarem os sintomas para realizar doação de sangue;

• Aguardar 48h para doar, caso tenham tomado a vacina Coronavac/Sinovac e 7 dias caso tenha tomado a Astrazeneca ou a Pfizer;

• Candidatos que viajaram para o exterior devem aguardar 30 dias após a data de retorno para realizar doação de sangue;

• Candidatos à doação de sangue que tiveram contato, nos últimos 30 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de infecções pelos vírus SARS, MERS e/ou 2019-nCoV, bem como aqueles que tiveram contato com casos suspeitos em avaliação, deverão ser considerados inaptos pelo período de 30 dias após o último contato com essas pessoas;

• Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos SARS, ERS e/ou 2019-nCoV, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após a completa recuperação (assintomáticos e sem sequelas que contraindique a doação).



Serviço:

Banco de Sangue de São Paulo

Unidade Paraíso

Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 - Paraíso

Tel.: (11) 3373-2000

Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, e sábado, domingo e feriados das 8h às 16h. Estacionamento gratuito R. Tomas Carvalhal, 329 - Paraíso.


Vacina da gripe não deve ser tomada com a de Covid


A gripe pode parecer uma doença simples, mas nas pessoas mais vulneráveis, pode evoluir para quadros graves e até matar. "A gripe afeta anualmente cerca de 20 a 30 por cento das crianças e 10 a 20 por cento dos adultos. Além disso, provoca de oitocentos a mil óbitos nesse mesmo período", alerta o médico Renato Kfouri, membro da Sociedade Brasileira de Imunização.

A melhor forma de se prevenir contra a gripe é a vacinação que continua em todo o Estado de São Paulo até 9 de julho.

Nessa etapa, devem se vacinar os doentes crônicos, pessoas com deficiência permanente, membros das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo e trabalhadores portuários.

As pessoas desses grupos que já tomaram a vacina contra a covid-19 há pelo menos 14 dias podem receber a da gripe. Procure um serviço de saúde e não se esqueça de levar a caderneta de vacinação ou um documento com foto. Também deve apresentar comprovante que demonstre pertencer a este grupo. Saiba mais em gov.br/saude.

 


Doenças reumáticas também atingem jovens e crianças; exposição na Estação São Paulo-Morumbi conscientiza o público a respeito

 Painéis alertam para importância do diagnóstico e tratamento precoces na promoção da qualidade de vida

Júlia Carezzato em painel exposto na mostra "Febre Reumática - Doenças Reumáticas Infantojuvenil"

 

As doenças reumáticas também podem afetar crianças e jovens, mas muitas pessoas associam esses problemas somente à população adulta. Esse desconhecimento pode comprometer a qualidade de vida de quem começa a apresentar sintomas já na infância ou adolescência.

Para esclarecer sobre esse tema, a Associação Brasileira SUPERANDO o Lúpus, Doenças Reumáticas e Raras, em parceria com a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo, preparou uma mostra com foco em problemas de origem autoimune que podem acometer os mais jovens.

Nos painéis são apresentados os sintomas da febre reumática e de algumas outras doenças reumáticas típicas da infância e juventude. A exposição também traz depoimentos que ajudam a melhor compreender como as doenças se desenvolvem e como é possível conviver com elas, com tratamento e apoio.

Júlia Carezzato, de 18 anos, é uma das jovens que mostra seu rosto nos cartazes. Ela conta sua história pessoal de enfrentamento com o lúpus eritematoso sistêmico juvenil. Diagnosticada tão logo os sintomas surgiram, aos 11 anos, ela convive hoje com a doença sob controle.

"Conscientizar sobre tratamentos e a importância do diagnóstico correto são os objetivos de exposições na área da saúde que levamos às estações, sempre visando a qualidade de vida do nosso público", diz Juliana Alcides , gerente de Comunicação e Sustentabilidade da ViaQuatro. A mostra também será divulgada na página oficial da concessionária no Facebook. Confira o endereço: https://www.facebook.com/ViaQuatroSP.

 

Como ser neurocientista? Saiba o que é preciso para obter essa formação

Divulgação
A neurociência é um ramo da ciência que estuda, entre outras coisas, o funcionamento do sistema nervoso. Uma área repleta de mistérios e informações que fazem desta ciência a mais complexa e desperta a curiosidade de muitas pessoas. Mas você já se perguntou como ser um neurocientista?


Hoje em dia se ouve falar bastante em neurociência, principalmente devido ao avanço da ciência com grandes descobertas relacionadas ao sistema nervoso humano. A maioria das descobertas estão relacionadas a testes e estudos feitos em animais.

Esta evidência da neurociência está fazendo com que muitas pessoas procurem a pós-graduação, acreditando que é a resposta para o comportamento humano, também, como estratégia de marketing ou para intitular-se neurocientista. Pessoas com formações de licenciatura e bacharelado que, na Europa e nos Estados Unidos, nem poderiam ter permissão para fazer neurociência e que no Brasil é "possível". A legislação brasileira ainda não está bem definida sobre a profissão de neurocientista. Levando em consideração que é uma profissão internacional, as leis internacionais de neurociências só consideram neurocientistas pessoas com formações em:

Biologia;
Biomedicina;
Medicina;
Física;
Psicologia;

Ou seja, graduações que estejam relacionadas com o tipo de estudo. Podendo exercer a neurociência como pós-graduação, mestrado e/ou doutorado. No exterior há graduações em neurociência. Nos Estados Unidos, Canadá e Europa não é permitido fazer pós-graduação em neurociência sem formação em graduações que tenha relação com os estudos neurocientíficos. Também é necessário artigos científicos e registro na sociedade de neurociência do país.

 

O que precisa para ser um neurocientista:

·         Projetar e realizar experimentos para entender mais sobre o cérebro e o sistema nervoso

·         Estudar e testar amostras de tecido cerebral

·         Usar técnicas como imagem de ressonância magnética funcional (fMRI) e magnetoencefalografia (MEG) para observar o cérebro ’em funcionamento’

·         Usar modelos teóricos, estatísticos e baseados em computador para analisar dados

·         Pesquisar e desenvolver as técnicas e equipamentos usados pela equipe médica em ensaios clínicos

·         Pesquisar e desenvolver novos tratamentos para distúrbios neurológicos

·         Realizar reuniões com colegas científicos para discutir suas descobertas e ideias para projetos de pesquisa em potencial

·         Trabalhar com médicos e outros especialistas em saúde para testar novos medicamentos com pacientes

·         Compartilhe sua pesquisa em periódicos revisados por pares

·         Usar programação de computador em sua pesquisa

·         Realizar revisões regulares da literatura de pesquisas em neurociência

·         Assistir e apresentar-se em conferências nacionais ou internacionais.

"Para ser considerado neurocientista, é necessário que a pessoa tenha uma graduação em uma faculdade reconhecida pelo MEC que dê base do conhecimento em neurociência, para cursar uma pós-graduação extensiva em neurociência, sendo relevante ter reconhecimento na Sociedade Brasileira de Neurociência com todas as exigências que eles impõem." Disse Lorrana Gomes, advogada especialista em direitos educacionais.

 

 

MF Press Global 

 

Periodontite e hipertensão: qual é a relação entre as duas?

A hipertensão é mais comumente relacionada ao coração, mas o que poucas pessoas sabem é que uma das formas de combater o problema é mantendo a saúde bucal em dia, particularmente a gengiva.

É natural ter dificuldades de compreender inicialmente como a gengiva pode interferir em um quadro de hipertensão. Para isso, é importante ter em mente que o organismo humano é formado por um conjunto de sistemas tão intricadamente relacionados que um desequilíbrio em uma parte ou em um processo do mesmo pode refletir no organismo como um todo.

Há décadas têm sido publicados diversos estudos que comprovam haver uma conexão linear entre saúde bucal e saúde cardíaca. Ou seja, os casos de periodontite interferem diretamente no risco de pressão alta, e quanto maior for a gravidade do seu quadro, maior também será o risco de hipertensão – que pode levar a um AVC ou a um ataque cardíaco fatal.

Depois da cárie dentária, as doenças periodontais são as que mais afetam a saúde bucal da população brasileira. Elas podem ser definidas como um conjunto de enfermidades que afetam as estruturas que suportam os dentes. São basicamente divididas em gengivite (inflação da gengiva) e periodontite (inflação do osso com perda óssea), sendo esta última a de maior relevância clínica e que causa maior dano ao paciente.

Assim como a gengivite, a periodontite é geralmente assintomática, sendo percebida pelo paciente principalmente através de: sangramento da gengiva (espontâneo ou usando fio dental), aparência da gengiva (fica inchada, mais vermelha e brilhante), aparência de “dentes crescidos”, aumento dos espaços entre os dentes, pus, mobilidade dental (dente “bambo”), gosto ruim na boca e/ou mau hálito. Dificilmente há dor causada pela periodontite; por isso o paciente deve ficar atento aos sinais e sintomas descritos acima.

Há números que mostram o tamanho da preocupação que se deve ter com a infecção da gengiva. A periodontite é uma doença crônica que afeta de 45% a 50% da população mundial, sendo que a sua forma mais grave afeta 11,2% das pessoas. É a sexta doença mais comum. Só no Brasil são registrados mais de 2 milhões de novos casos de periodontite por ano.

“A periodontite abre literalmente um caminho para a proliferação e entrada de bactérias patogênicas no sistema vascular, além de seus subprodutos bacterianos”, explica o cirurgião-dentista André Luiz Pataro, doutor e mestre em Odontologia e especialista em Periodontia. E ele acrescenta: “se essa porta de entrada não for estancada, a quantidade de bactérias que vão invadir o sistema circulatório tende a aumentar, desencadeando problemas mais graves de hipertensão e suas consequências”, esclarece.

Por outro lado, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 17,9 milhões de óbitos no mundo, um terço do total de mortalidade, afetando milhões de indivíduos no Brasil, sendo atualmente considerada a maior causa de morte nessa população.

“Sabemos que periodontite e hipertensão possuem correlações e plausabilidades biológicas bastantes evidentes, havendo vários fatores envolvidos nesse processo”, destaca.

Uma importante revisão sistemática presente no estudo “Periodontitis and cardiovascular diseases: Consensus report” do professor espanhol Mariano Sanz e colaboradores, publicado no Journal of Clinical Periodontology em 2020, demonstrou um risco aumentado de primeiro evento coronário em pacientes com periodontite clinicamente diagnosticada. Também têm sido relatadas associações positivas entre periodontite e insuficiência cardíaca.

“Há evidências de que espécies bacterianas orais podem entrar na circulação e causar bacteremia, sendo que um maior risco foi associado a um pior estado de saúde periodontal. Há evidências de vestígios de DNA, RNA ou antígenos derivados de espécies bacterianas orais em tecidos aterotrombóticos. Estudos em animais têm demonstrado que bactérias periodontais aceleram a aterosclerose, induzindo estrias de gordura na aorta e também lesões aórticas e coronárias após bacteremia”, ressalta.

Pataro recomenda que:

- Pessoas que apresentem diagnóstico de doenças cardiovasculares passem por um exame oral completo, que inclui uma avaliação periodontal abrangente e tratamento específico quando necessário.

- De forma semelhante, pacientes com periodontite precisam saber que há um risco maior de doenças cardiovasculares, devendo gerenciar ativamente todos os fatores de risco cardiovasculares (tabagismo, exercícios físicos, excesso de peso, pressão arterial, gestão de lipídios e glicose, além de adequada terapia e manutenção periodontal para manter a saúde bucal).

“Isso precisa ficar bastante claro: não estou falando de cura, mas de prevenção. Essas são medidas preventivas que visam reduzir os riscos bidirecionalmente e aumentar a qualidade de vida e a longevidade”, conclui.    


Saúde recebe mais 2,7 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Fiocruz

 Mais de 56 milhões de doses já foram entregues à pasta pelo laboratório


O Ministério da Saúde recebeu mais 2,7 milhões de doses da vacina Covid-19 da AstraZeneca/Oxford na sexta-feira (11). Os imunizantes foram entregues pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que fabrica a vacina no Brasil.

Dessa remessa, 137 mil doses são entregues diretamente ao estado do Rio de Janeiro. O lote será enviado para todos os estados e Distrito Federal nos próximos dias, acelerando ainda mais a campanha de vacinação em todo o país.

A estratégia de distribuição das vacinas Covid-19 é revisada semanalmente em reuniões entre União, estados e municípios, observando as confirmações do cronograma de entregas por parte dos laboratórios. O objetivo é garantir a cobertura do esquema vacinal no tempo recomendado de cada imunizante: no caso da vacina da Fiocruz, o intervalo entre as doses é de 12 semanas.


DISTRIBUIÇÃO NESTA SEMANA

Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou para estados e o Distrito Federal mais 4 milhões de doses da vacina Covid-19 da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. As unidades foram entregues às unidades da Federação em menos de 24 horas.


RITMO DA CAMPANHA

Mais de 109,4 milhões de doses de vacinas Covid-19 dos laboratórios contratados foram enviadas aos estados pelo Ministério da Saúde desde o início da campanha de vacinação. Dessas, mais de 76,7 milhões já foram aplicadas na população. Você confere todo o andamento da campanha pela plataforma LocalizaSUS.


https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/saude-recebe-mais-2-7-milhoes-de-doses-da-vacina-da-astrazeneca-fiocruz


Vacinação contra a Covid-19 avança, mas outras coberturas preocupam especialista

Desde 2018, coberturas de vacinas vêm caindo no Brasil
Divulgação
Os imunizantes são capazes de proteger contra mais de 20 doenças, porém a procura no Brasil vem diminuindo desde 2018


Desde o início da pandemia da Covid-19, o mundo passa por uma nova corrida das vacinas, em que órgãos como o Instituto Butantan (do governo do Estado de São Paulo) e a Bio-Manguinhos (do Governo Federal) trabalham ativamente na produção de vacinas para que a população brasileira seja imunizada. Além disso, empresas privadas com Pfizer, Johnson e Johnson e Moderna também atuam na produção do imunizante.

“Em um momento como o que estamos vivendo, de pandemia da Covid-19, quanto mais as empresas privadas, órgãos e laboratórios se unem para a produção conjunta de imunizantes, logo poderemos superar esse momento tão difícil para todos”, afirma Milton Monteiro, enfermeiro infectologista do hospital HSANP.

Entretanto, desde 2019, a procura por outros imunizantes vem diminuindo no País e, conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil não está chegando à meta de vacinação de diversas doenças.

Em 2020, por exemplo, a cobertura vacinal geral do Brasil foi de 66% da população. Os dados, disponibilizados pelo Datasus, demonstram que pelo menos 34% da população não foi vacinada para alguma doença. A maior cobertura vacinal é da região Centro-Oeste, que chega a 72% da população. Desde 2017, a BCG é o único imunizante que atinge a meta de cobertura vacinal brasileira.

“Esse dado é preocupante, uma vez que muitas doenças que estão praticamente erradicadas do nosso País podem voltar se não houver uma mobilização das famílias em vacinar seus filhos nas faixas etárias corretas para cada imunizante. Além disso, é importante chamar atenção para vacinas contra a gripe e H1N1, por exemplo, que devem ser tomadas anualmente”, lembrou Milton.

PNI – Programa Nacional de Imunizações

Criado pelo Ministério da Saúde, em 1973, o Programa Nacional de Imunizações é responsável por organizar a política de vacinação da população brasileira no geral. Em 1980, o PNI organizou a primeira Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, por exemplo, com o objetivo de vacinar todas as crianças menores de cinco anos de idade em único dia. E desde então, nunca mais parou.

“Ainda que existam pessoas que não acreditam no poder de prevenção e erradicação que a vacina pode trazer para diversas doenças, se a população brasileira se conscientizar e vacinar, com certeza teremos condições de viver melhor em sociedade”, conclui Milton.

História das vacinas

No século XVIII, o inglês Edward Jenner foi o primeiro médico a criar uma vacina. Era contra a varíola, uma doença viral extremamente grave, que causa febre alta, dores de cabeça e corpo, e pode ser fatal. E desde então, a lista de doenças que podem ser combatidas pelas vacinas só aumentou: tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, gripe, hepatite A e B, sarampo, febre amarela, entre outras.

As vacinas são substâncias biológicas introduzidas nos corpos das pessoas com o único objetivo de protegê-las de doenças. Ou seja, por conterem os vírus e bactérias atenuados ou enfraquecidos, ao serem injetadas, ativam o sistema imunológico e “ensinam” nosso metabolismo a identificar e combater os mesmos vírus e bactérias em futuras infecções.

 


HSANP


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