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domingo, 13 de junho de 2021

SBD alerta: ferramenta do Google para identificar doenças de pele não substituirá médico dermatologista

Apesar de avanços tecnológicos que têm surgido, o papel do médico dermatologista ainda é fundamental para o diagnóstico de doenças que afetam pele, cabelos e unhas. Essa é a avaliação de especialistas no uso da telemedicina ao avaliar anúncio de lançamento de uma ferramenta pelo Google que ajudaria na identificação de lesões. O serviço, que se chama Derm Assist, pode entrar em operação até o fim do ano, nos Estados Unidos, mas ainda aguarda autorização da Food and Drug Administration (FDA), agência federal de saúde dos Estados Unidos. No Brasil, não há previsão de lançamento.

O coordenador do Departamento de Teledermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Daniel Holthausen Nunes, considera que esse tipo de mecanismo pode ser útil, mas não substitui a atuação do médico no fechamento do diagnóstico sobre eventuais problemas. Segundo ele, o objetivo do Derm Assist é útil ao apontar possíveis doenças existentes, ficando a cargo do dermatologista confirmar, ou não, a suspeita.


Software - O Google explica que pelo Derm Assist o usuário poderá encaminhar fotos de sua erupção, lesão ou mancha para análise do software abastecido com imagens de referência de 288 doenças de pele. Após buscar correspondências, a ferramenta indica possíveis transtornos associados ao material enviado, mas não é capaz de fazer o diagnóstico definitivo.

"Essa tecnologia pode acelerar a ida ao consultório médico, facilitando diagnósticos precoces, especialmente na triagem de lesões graves, como o câncer de pele, que normalmente não causa sintomas evidentes nos primeiros momentos. Não é raro o paciente só buscar por um dermatologista quando a situação já está avançada, com prognóstico negativo", disse Daniel Holthausen Nunes.

Chao Lung Wen, responsável pela Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), reforça que a novidade não substituirá os dermatologistas. "Esse mecanismo não invadirá a responsabilidade e os cuidados médicos com os pacientes. Somente o médico pode assumir as condutas terapêuticas e o tratamento, traçando um raciocínio investigativo, a partir das informações clínicas de cada paciente, como o biótipo", alerta.


Democratização - Questões éticas devem ser consideradas quanto ao uso de plataformas desse tipo, ressalta Chao Lung Wen. Na sua avaliação, a SBD pode assumir um papel importante, em nome da segurança da população, analisando - quando possível - a beneficência e a não-maleficência desta ferramenta, a partir dos preceitos da bioética.

O especialista acredita que o médico moderno - com capacidade de análise crítica, investigativa e de comunicação -, com o suporte da tecnologia, pode ser capaz de aperfeiçoar sua relação de confiança com os pacientes, oferecendo assistência e contemplando aspectos de segurança, eficiência e empatia. "Assim, será viável promover maior comprometimento da população, por meio dessas condutas, ajudando-a a conhecer melhor sua saúde, as doenças e os autocuidados", finaliza.


Crianças com astigmatismo não devem coçar os olhos

O hábito pode deformar a córnea e levar ao ceratocone



Muitas crianças, ou até mesmo adultos, têm o hábito de coçar os olhos. Porém, esse costume é muito perigoso para quem tem astigmatismo, o erro refrativo mais comum na infância. A ameaça está ligada ao fato de que coçar os olhos pode aumentar o grau do astigmatismo e evoluir para uma doença grave, chamada ceratocone. O tratamento pode demandar até mesmo um transplante de córnea.
 
Segundo a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, o astigmatismo é um dos quatro erros refrativos, sendo o mais prevalente na infância. No primeiro ano de vida, de 15 a 30% das crianças podem apresentar algum grau de astigmatismo. Contudo, na maioria dos casos, não é preciso o uso de lentes corretivas nessa fase.
 
“Quem tem astigmatismo apresenta dificuldade para enxergar de longe e de perto. A visão fica distorcida e borrada. Isso ocorre devido ao formato irregular da córnea ou do cristalino. Em pessoas com visão normal, a córnea é redonda. No astigmatismo, a córnea é mais ovalada, semelhante ao formato de uma bola de futebol americano, por exemplo”.
 
“Essa alteração no formato da córnea faz com que os raios de luz captados pelo olho se espalhem na retina ao em vez de atingirem apenas um ponto focal. Como resultado, a imagem fica embaçada e distorcida, tanto para perto quanto para longe”, explica Dra. Marcela.  



Nunca está sozinho

O astigmatismo, quando comparado aos outros erros refrativos, como miopia e hipermetropia, é mais complexo. Isso porque há muitos tipos de astigmatismo. Contudo, a classificação não faz diferença no tratamento, que é feito com o uso de óculos.

Normalmente, o astigmatismo aparece acompanhado de outros erros refrativos. Isso quer dizer que a criança pode ter miopia e astigmatismo, ou astigmatismo e hipermetropia, por exemplo.


 
Sinais e sintomas
Os sintomas do astigmatismo variam de pessoa para pessoa. Todavia, na infância, existem algumas particularidades quando o assunto é um erro refrativo.
 
“Como o desenvolvimento visual ocorre fora do útero, a criança não tem consciência do que é enxergar bem ou mal. Além disso, o mundo dos bebês e das crianças menores é de perto. Com isso, é provável que apenas as crianças maiores comecem a perceber dificuldades para enxergar”, ressalta Dra. Marcela.  
 
 Fique atento se a criança reclamar de:
 

  • Visão borrada
  • Cansaço visual
  • Dores de cabeça, principalmente depois atividades como leituras e uso do computador
  • Dificuldade para enxergar de longe e de perto

 
Genética conta

Grande parte dos casos de astigmatismo é causada pela herança genética. Pais com astigmatismo devem ficar atentos. A recomendação é levar a criança para uma primeira consulta com um oftalmopediatra ainda no primeiro ano de vida.
 
Dra. Marcela explica que o mais comum é diagnosticar o astigmatismo na idade pré-escolar. “Isso acontece porque é nessa fase que a criança começa a apresentar problemas de aprendizagem ou outras dificuldades nos estudos, bem como consegue expressar dificuldades para enxergar”.
 
Diagnóstico precoce

O oftalmopediatra é capaz de diagnosticar clinicamente o astigmatismo, na consulta habitual, mesmo em bebês. O tratamento do astigmatismo é simples, feito com o uso de óculos.
 
“Entretanto, como as crianças crescem, o formato da córnea pode mudar e alterar o grau, para mais ou para menos.  Além disso, em muitos casos, o astigmatismo pode estar acompanhado da miopia ou da hipermetropia. Portanto, o acompanhamento oftalmológico deve ser contínuo durante a infância e adolescência”, reforça Dra. Marcela.  
 
Prevenção do ceratocone

O astigmatismo não pode ser prevenido. O indicado é levar a criança no primeiro ano de vida para uma consulta de rotina com o oftalmopediatra. As crianças com o diagnóstico não devem adquirir o hábito de coçar os olhos, devido ao risco de desenvolver o ceratocone.

“No ceratocone, a córnea ganha um formato de cone. Daí o nome “ceratocone”. Essa nova forma da córnea resulta em um astigmatismo irregular, que reduz, significativamente, a acuidade visual. Conforme a doença progride, se não houver tratamento, pode haver a necessidade de transplante de córnea”, alerta Dra. Marcela. 

Mulheres recuperam autoestima com procedimentos estéticos na região íntima


César Patez é especialista em cirurgia íntima e ressalta benefícios do procedimento para o bem-estar e autoconfiança da mulher 
 

 

O Brasil é um dos países que mais realiza cirurgias plásticas. Mesmo não sendo tão comentada, a cirurgia íntima é uma das mais procuradas pelas mulheres.  

Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) de 2017, o país é líder mundial neste segmento. Para o especialista César Patez, além de melhorar a estética e o bem-estar feminino, o procedimento também afeta positivamente a autoestima das pacientes. 

“Muitas mulheres deixam de usar roupas mais justas por medo de marcar a região íntima. Outras deixam de usar roupas de banho e ir à praia ou piscina por vergonha. Ainda existem aquelas que se sentem inseguras de ficarem nuas diante de seus parceiros. Esses e outros inconvenientes acabam se tornando fonte de insatisfação e problemas de autoestima”, ressalta o profissional. 

A maioria busca esse tipo de cirurgia para se sentir melhor com o próprio corpo, e assim, também se sentir mais à vontade durante o contato íntimo. Mas se engana quem pensa que a cirurgia é motivada apenas por uma questão estética. O excesso de volume nos lábios da vagina, por exemplo, pode até mesmo causar dores nas relações sexuais.  

“Muitas que procuram por esse procedimento reclamam de dores durante o sexo, desconforto ao usar certas roupas, praticar atividades de lazer, como andar de bicicleta”, explica. “A cirurgia, nesses casos, promove um aumento na qualidade de vida, levando ao aumento da libido, e, por consequência, tornando as relações sexuais mais agradáveis.” 

Como o próprio nome diz, a cirurgia íntima visa o aperfeiçoamento da estética da genitália feminina. A mais popular é a ninfoplastia, também conhecida como labioplastia, que diminui o tamanho dos pequenos lábios vaginais em mulheres que apresentam hipertrofia na área. Segundo César, o público que busca esse procedimento em seu consultório é de jovens, entre 20 e 40 anos, sexualmente ativas, e, na maioria das vezes, solteiras. 

“Na cirurgia, os pequenos lábios são cortados e suas bordas costuradas de forma que não se vê a cicatriz. Ela é realizada com anestesia local, utilizando aparelhos como a alta frequência ou laser, que tem a capacidade de biomodular o tecido, favorecendo a cicatrização e tendo, assim, um melhor resultado estético”, pontua o cirurgião. “O procedimento é rápido, dura de 40 minutos à uma hora e meia. A paciente é liberada para ir para casa no mesmo dia.” 

Mesmo sendo um procedimento simples, o pós-operatório requer alguns cuidados.  

“Dependendo de cada pessoa, mas costuma-se evitar contato íntimo nos primeiros 35 dias, repousar entre três e cinco dias; não realizar atividade física nas três primeiras semanas; fazer higiene íntima com água morna e sabonete neutro; não esfregar a região e usar calcinha de algodão e aplicar compressas frias na região íntima para diminuir o inchaço”, lista o profissional. 

De acordo com César, outras intervenções comuns são a redução do prepúcio do clítoris, para que ele fique mais exposto e favoreça o prazer; rejuvenescimento vaginal, com técnicas de clareamento associada; redução do monte de vênus, quando a vulva é muito alta ou larga; e vaginoplastia, que consiste em reconstituir um canal vaginal que foi, de alguma maneira, deformado ou destruído.   

“Em vários casos, ninguém fica sabendo da cirurgia, ou apenas uma pessoa muito próxima, como o marido e a mãe. É uma cirurgia feita para que a mulher se sinta bem consigo mesma, e não para que os outros reparem. De forma geral, elas ficam muito satisfeitas com o resultado, recuperando sua confiança e se sentindo bem com a aparência do genital”, finaliza.


Rim ainda é um grande desconhecido dos brasileiros

 É o que revela pesquisa que avaliou a percepção do brasileiro sobre o câncer renal

 

Junho Verde é o mês de conscientização e luta contra o câncer de rim, uma doença silenciosa para a qual ainda não existe um protocolo oficial de rastreamento. Os dados disponíveis apontam que cerca de 40% dos diagnósticos[1] da doença no Brasil são feitos já em estágio avançado, quando há poucas chances de cura. Atualmente, a neoplasia renal maligna figura entre os 15 tipos mais comuns de câncer[2]. 

Um levantamento, feito a pedido da Pfizer Brasil, apontou que 1 a cada 5 brasileiros relatou não ter pensado sobre a saúde dos rins e 44% não sabe se o câncer de rim não apresenta sintomas nas fases iniciais da doença. O resultado faz parte da pesquisa online, feita online com 2 mil pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba[3]. 

A pesquisa apontou também a falta de informação sobre as formas de se cuidar do rim e possíveis causas da doença. Dos entrevistados, 76% disse que era verdadeira a afirmação que beber pelo menos 2 litros de água por dia ajuda a prevenir o câncer de rim, 59% não soube afirmar se a doença acomete mais as mulheres e 42% se a doença é mais comum em adultos jovens, sendo o consumo excessivo de álcool, o principal fato de risco. 

“Beber mais água não previne o câncer de rim e um número elevado acredita o contrário. Esses números deixam claro que falta informação sobre a doença e nos faz atuar em várias frentes de conscientização. O junho Verde ajuda nesse caminho, pois sabemos que, a exemplo de outras doenças, prevenção e diagnóstico precoce são os melhores caminhos no combate a qualquer enfermidade”, afirma a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine. 

Para ela, o percentual de 17% dos entrevistados que afirmou ter conversado com um especialista sobre o assunto é um bom indicador. Mesmo assim, é necessário que esse índice aumente. “Exames podem ajudar na identificação da doença, por isso é importante sempre falar com um médico sobre o tema, mesmo sem sintomas” reforça.

 

O que é câncer de rim?

Silencioso, o câncer de rim é a terceira neoplasia mais comum do trato geniturinário, acometendo de 2% a 3% da população mundial, sendo mais frequente entre 60 e 70 anos, no sexo masculino. Os sintomas mais comuns são sangue na urina, dor lombar e massa (nódulo) abdominal palpável na lateral ou na parte inferior das costas. Mas como esses sinais foram identificados entre 6% a 10% dos casos estima-se que 50% dos diagnósticos são incidentais (assintomáticos)[4] 

Entre os principais fatores de risco para o câncer de rim estão a obesidade, o tabagismo e a hipertensão. Os dados sobre a incidência no Brasil são escassos e os mais recentes estão relacionados ao biênio 2018-2019, quando a estimativa foi de ocorrência de 6 mil casos novos de câncer, para cada ano[5]. 

Existem vários subtipos de câncer de rim, mas o mais comum entre eles é o carcinoma de células claras ou renais, que se origina nos rins, pode se espalhar pelo corpo e atinge cerca de 70% dos pacientes. Há também o carcinoma papilar de células renais, que representa cerca de 10% dos casos e o carcinoma cromófobo de células renais que atingem 5% dos casos[6]. 

Filtrando em média, 180 litros de sangue por dia e formando cerca de 1,5 litros de urina, os rins são responsáveis em manter o equilíbrio de água e sais do corpo, fabricar hormônios que estimulam a produção de glóbulos vermelhos, além de ajudar na regulagem da pressão arterial. 

 

 

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Referências

[1] Oncoguia. Avanços no tratamento do câncer de rim melhoram prognóstico de pacientes com metástase.

Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/artigo-avancos-no-tratamento-do-cancer-de-rim-melhoram-prognostico-de-pacientes-com-metastase/1009/8/%20./ Acesso em maio de 2020

[2] World Health Organization. Global Cancer Observatory: Cancer Today. Disponível https://gco.iarc.fr/today/data/factsheets/populations/76-brazil-fact-sheets.pdf . Acesso em maio de 2020

[3] IBOPE Conecta. Pesquisa A percepção do brasileiro sobre o câncer de rim: prevenção, diagnóstico e tratamento. 2020

[4] Oncoguia. Câncer de rim: percepções sobre a realidade do paciente no cenário brasileiro. 2018. Disponível em https://pt.slideshare.net/institutooncoguia/cancer-de-rim. Acesso em maio de 2020

[5] Oncoguia. Câncer de rim: percepções sobre a realidade do paciente no cenário brasileiro. 2018. Disponível em https://pt.slideshare.net/institutooncoguia/cancer-de-rim. Acesso em maio de 2020

[6] Oncoguia. Tipos de Câncer de rim. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-rim/1806/239/. Acesso em maio de 2020.


Covid 19 e a importância de entender os diferentes métodos de testagem

"Para interpretar os exames e conter o avanço dos casos, é preciso compreender as metodologias disponíveis atualmente para detecção do vírus e presença de anticorpos, e também a individualidade das indicações de testagem a serem adotadas", orienta especialista

 

Passa de 480 mil o número de óbitos registrados no Brasil pela Covid 19 e diante deste cenário, tão importante quanto as medidas para conter o avanço de casos é se manter informado quanto às metodologias de testagem disponíveis para identificação de casos, e consequentemente "isolamento de pacientes para mitigar a disseminação do vírus", destaca o médico patologista clínico e gestor do Grupo Sabin, Dr. Alex Galoro.

O especialista explica que tanto a rede pública quanto a privada de assistência à saúde seguem sem medir esforços para ampliar a capacidade de testagem da população, mas é fundamental entender a indicação dos exames, para resultados mais assertivos. "Um resultado negativo, por exemplo, não pode ser considerado ausência de doença, com 100% de certeza e nem libera o paciente para sair sem máscara ou fazer aglomeração, por exemplo. Pelo contrário, todos devem manter as medidas de proteção, não é hora de descuidar. Hoje, graças ao avanço da medicina e dos processos de testagem, temos disponíveis quatro formas de testar pacientes", explica.

Galoro destaca que RT-PCR, considerado padrão de referência para diagnosticar a covid-19, deve ser realizado em pacientes logo nos primeiros dias de sintomas. "Por meio da coleta com uso de swab, introduzido no nariz ou na garganta, é colhida secreção respiratória, que contém o material genético do vírus vivo. Este é o teste mais indicado e é considerado padrão pela OMS, por ter quase 90% de precisão e raramente termos um resultado falso positivo", orienta.

Além disso, há o teste molecular RT-PCR com material coletado na saliva do paciente. O exame é aprovado pelas autoridades sanitárias e é fundamental para o diagnóstico seguro dos pacientes. O médico esclarece que para realizar o PCR em saliva é utilizada a mesma técnica do RT-PCR tradicional. "O RT-PCR é considerado o padrão ouro para detecção do vírus, mas a coleta pela via nasal pode ser desconfortável para algumas pessoas (crianças e idosos, por exemplo), por isso indicamos o exame em saliva. É uma alternativa indolor, eficaz e menos invasiva - além de ser mais aceita por este público" afirma e complementa "o momento ideal para a coleta é entre o 1º e 7º dia após o início dos sintomas. Quem teve contato com doentes comprovadamente com infecção pelo Coronavírus deve aguardar pelo menos 5 dias após a data de contato para fazer o teste".

Outra opção é o exame PCR Express ‘point of care’, que detecta a presença do vírus SARS-CoV-2 para diagnóstico da infecção ativa em fase aguda. "Este exame deve ser realizado a partir do 1º dia de sintomas, até o 10º dia ele ainda é indicado. O exame também é feito com material coletado nas narinas, por meio de swab nasal. O grande diferencial é que p resultado sai em até 4 horas e é um verdadeiro aliado de quem precisar viajar, por exemplo, e auxilia na rápida tomada de decisão clínica e início do tratamento", atesta o médico.

Indicados para casos em que o paciente teve contato com o vírus e se desenvolveu anticorpos, os exames de sorologia IGM/IGG ajudam a identificar os anticorpos do tipo IgG dos do tipo IgM no organismo do paciente. "Esta é uma alternativa indicada para pacientes que tiveram ou não os sintomas de COVID, não fizeram o RT-PCR e que passam a apresentar sintomas tardios da doença, ou outros agravos que possam estar relacionados à COVID. Neste caso, a melhor fase para fazer a coleta é a partir do 10º dia após o início dos sintomas". O especialista reitera ainda que é importante atentar à diferença de sensibilidade entre os testes PCR e os testes de antígeno. "O PCR é mais sensível, pode dar positivo e a pessoa ter a doença, e o antígeno ser negativo", esclarece.

Aprovado pela Anvisa e indicado pelo FDA (Food and Drug Administration), o teste para detecção de anticorpos neutralizantes para Covid 19 também é uma excelente opção. O exame sorológico detecta a presença de anticorpos neutralizantes, produzidos contra o SARS-CoV-2 e é indicado a partir do 10º dia de sintomas ou 15 dias após a 2º dose da vacina contra a Covid 19. "É este teste que informa se o paciente já teve algum contato com o Coronavírus e se ele desenvolveu uma resposta imunológica ao SARS-CoV-2", explica.

Segundo Galoro, o teste ajuda a entender melhor a relação entre imunidade e a presença de anticorpos, o exame é indicado também quem já tomou vacina contra a Covid 19. " A resposta imune, varia muito entre as diferentes pessoas que tiveram a doença e mais ainda após a vacinação. Os estudos apontam diferença na produção dos anticorpos de pacientes que receberam as vacinas produzidas com o vírus inativado, como a Coronavac, dos vacinados com AstraZeneca, Pfizer e Moderna (que induzem a produção da proteína S do vírus). Por isso, é imprescindível salientar que a sorologia utilizada após a vacinação deve ser avaliada de acordo com a vacina recebida. Um teste de resultado negativo não indica falha de imunidade, assim como um resultado positivo não indica proteção total", ressalta o médico.


Cuidar da saúde da população brasileira: uma prioridade do Grupo Sabin

Desde que os primeiros casos de Covid 19 foram registrados no Brasil, o Grupo Sabin desenvolveu uma série de medidas de enfrentamento, com impactos positivos na batalha contra a doença, de norte a sul do País. A empresa foi uma das pioneiras a oferecer à população os testes para detecção do vírus, em fevereiro de 2020, e hoje - mais de um ano depois do início dos casos - segue investindo fortemente na inovação dos seus métodos e processos para que seus mais de 5.7 milhões de clientes tenham acesso ao que há de mais inovador em assistência à saúde.



Grupo Sabin

https://www.sabin.com.br/coronavirus


O inverno chegou: o que muda no cuidado com os dentes?


Dr. Paulo Scigliano, que atua há mais de 15 anos em Odontologia Estética e Implantologia Oral, esclarece os mitos e fatos sobre o impacto das temperaturas baixas nos dentes e na saúde bucal

 

O inverno chegou e com ele vem uma série de hábitos que as pessoas adquirem nos dias mais frios: aumentar o consumo de bebidas quentes para aquecer o corpo, entre elas café, chás, chocolate quente e outras; aumentar o consumo de bebidas alcoólicas; mudar a alimentação para comidas mais “quentes”, como sopas e cremes; aumentar o consumo de alimentos mais gordurosos. Isso sem falar de quem come na cama e vai dormir sem escovar os dentes.

Além de hábitos, fatores naturais, como encolher mais o corpo e mudar a postura no frio também acontece. Que tipo de impactos essas mudanças acarretam nos dentes, na estrutura mandibular e na saúde bucal de modo geral? O Dr. Paulo Scigliano, que atua há mais de 15 nas áreas de Odontologia Estética e Implantologia Oral, responde.


1.    O frio aumenta a sensibilidade nos dentes? Mito ou fato?

Resposta Dr. Paulo Scigliano: Mito. O problema de hipersensibilidade não é causado pelo frio, mas quando o esmalte, que é a camada protetora dos dentes, se danifica. Ou também quando acontece o chamado “recuo da gengiva”, que expõe a dentina, que é a camada do dente não protegida pelo esmalte, causando essa sensibilidade, não importando a temperatura.

Como eu sempre reforço, a prevenção é a melhor solução para esses casos: ter atenção quando a pessoa já sofre com o bruxismo (hábito de apertar ou ranger os dentes) ou com a mordida cruzada, ou se tem o costume de escovar os dentes com muita força. Tudo isso pode levar à hipersensibilidade. Caso já sofra desse mal, recomendo visitar o dentista para que ele indique a solução caso a caso.


2.    Os alimentos consumidos no frio causam mais manchas ou cáries nos dentes? Mito ou fato?

Resposta Dr. Paulo Scigliano: Mito. Esse tipo de problema não é causado pelo alimento ou bebida em si, mas pela falta de higiene bucal adequada. Manchas, cáries, enfraquecimento dos dentes, corrosão do esmalte, desconforto e até mesmo dores são causados pela falta de cuidado adequado. Por isso que a visita regular ao dentista é importante: todas as orientações sobre esses cuidados, além das revisões, limpezas de tártaro etc, são adequadamente encaminhados nessas consultas.


3.    Tomar bebidas quentes no frio “trinca” os dentes? Mito ou fato?

Resposta Dr. Paulo Scigliano: Depende. Para que haja a trinca nos dentes é preciso que o choque de temperatura seja alto (muito gelado em confronto com muito quente). Se, por exemplo, você come um sorvete e em seguida bebe um chá quente, isso talvez possa te trazer esse tipo de problema. Recomenda-se que essa prática seja evitada.

A formação dessas trincas não é um processo imediato, e sim prolongado, ou seja, vai acontecendo progressivamente, de acordo com os hábitos da pessoa. Isso também facilita a possibilidade de manchas nos dentes, por conta dos pigmentos acumulados nestas trincas. Para indicar o tipo de correção adequada para esse tipo de problema, é necessário visitar o dentista.


4.    Alimentos mais gordurosos ou bebidas alcoólicas, que são mais consumidos no frio, estragam os dentes? Mito ou fato?

Resposta Dr. Paulo Scigliano: Mito. Mais uma vez, reforço que o dano causado nos dentes são frutos de uma limpeza insatisfatória. As bebidas alcoólicas tendem a diminuem a produção de saliva, tornando a boca mais seca, que é um “ambiente agradável” para o desenvolvimento de bactérias.

O mesmo acontece com os alimentos. Gorduras e açúcares são elementos que propiciam a ação bacteriana, mas isso se resolve com a higiene bucal adequada. Por isso, nada de comer e beber na cama e ficar com preguiça de escovar os dentes!


5.    Dormir mais encolhido, apertar mais os dentes, mudar a postura em tempos mais frios prejudica a dentição? Mito ou fato?

Resposta Dr. Paulo Scigliano: Fato. O nosso corpo é uma máquina totalmente interligada. Postura adequada, alinhamento da coluna, controle do estress e da ansiedade são pontos positivos para preservar os dentes. Mas nem sempre conseguimos dominar essas questões.

Por isso, a consulta ao especialista vai identificar o que está acontecendo com o seu organismo para que a solução adequada ao seu caso seja adotada, como placa de proteção para usar durante o sono, etc.

 



Dr. Paulo Scigliano - Graduado em Odontologia pela Universidade Paulista (UNIP) em 2001, é Especialista em Implantologia Oral e Prótese Dentária pelo Conselho Federal de Odontologia. Oficial da Reserva do Exército Brasileiro pertencente ao Serviço de Saúde, permaneceu no Serviço Ativo por sete anos, cuidando dos militares e de suas famílias nas Unidades em que serviu e promovendo a saúde bucal, por meio de Ação Cívico-Social (ACiSo) no vale do rio Ribeira e em população ribeirinha no litoral sul do Estado de São Paulo.

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Estudo científico comprova que abandonar o processo terapêutico faz mal a você mesmo

 

Artigo científico publicado por neuropsicóloga e neurocientista revela as causas que levam os pacientes a abandonarem tratamentos terapêuticos e como isso pode ser prejudicial à saúde.

 

Um estudo científico feito pela neuropsicóloga e psicanalista Leninha Wagner e pelo PhD, neurocientista e psicanalista Fabiano de Abreu aprovado e publicado no site do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH) mostra as razões que levam os pacientes a descartarem os tratamentos terapêuticos. Com essa conduta, podem causar sérios problemas para sua própria saúde. 

Durante o tratamento, especialistas observam que, ao iniciar o relato da “queixa principal”, fica evidente que estas pessoas se tornam enrijecidas, inflexíveis, com personalidade cristalizada. É comum nestes casos, que o paciente deseja “mudar o outro para si”, mas não quer mudar em si comportamentos que geram sofrimentos para o próprio e para com quem convive. 

E aí que há um grande problema. No artigo científico, a neuropsicóloga Leninha Wagner lembra que “a terapia é um processo personalizado, feita sob medida para as problemáticas da pessoa. “Não é para mudar o outro, e sim para que o paciente se perceba, se observe, se veja, se ouça. E promova ações que tenham desdobramentos positivos em sua própria vida”. 

Mas às vezes o novo, mesmo com a possibilidade de ser melhor, assusta, desestabiliza. Já o PhD, neurocientista e neuropsicólogo Fabiano de Abreu revela que “a pessoa prefere conviver com a velha dor, do que desbravar novos horizontes. O abandono terapêutico é um dos fatores que colabora para esse quadro”. 

“Se um cliente busca a terapia porque, ao longo do processo, resiste em mudar o comportamento que tanto o faz sofrer e até mesmo abandona o tratamento pode ser por conflitos com o terapeuta ou mesmo uma fuga das hipóteses apresentadas pelo profissional”, acredita Leninha. 

Além disso, Abreu explica que “a resistência à mudança que melhoraria sua condição em relação ao meio em que vive e às pessoas com quem convive pode acontecer por falta de ajustamento num grau significativo para ele próprio ou para as pessoas relevantes do seu mundo. Mas no processo terapêutico a relação terapeuta-cliente é extremamente sensível”. 

Por outro lado, Leninha reforça que o cliente não deve ser interpretado como uma fonte de dificuldades e o terapeuta por si só não é responsável pelo desenrolar da terapia. “A qualidade da relação é proporcional à compreensão que o terapeuta tem do seu cliente, bem como à sua habilidade para lidar com os problemas trazidos pelo paciente. Assim, o vínculo se aprofunda, e o cliente colhe os benefícios da atuação do terapeuta”. 

Devido a inúmeras circunstâncias e variáveis, o neurocientista ressalta que a terapia pode não alcançar os resultados almejados e esses casos são designados como refratários; “Problemas de difícil solução, tais como: pânico com agorafobia, respostas limitadas ao tratamento, ansiedade social, comportamento obsessivo-compulsivo, ansiedade generalizada, envolvem muito a questão íntima da pessoa. Então, o que ela deve fazer é entender que o tratamento é necessário a ela, e fugir dele só vai piorar sua condição”. 

Situações como essa podem ajudar os profissionais da saúde a melhorar a qualidade dos atendimentos terapêuticos, acredita Leninha. “É relevante para a prática clínica o desenvolvimento de ações específicas de pesquisa e de protocolos de atendimento voltados para a prevenção da interrupção precoce das psicoterapias”, completa a neuropsicóloga no artigo.

 

 

Fabiano de Abreu 


Câncer de peritônio: a importância do diagnóstico precoce

Uma doença rara, portanto, de difícil detecção, que precisa ser diagnosticada com precisão, para que o correto tratamento seja iniciado o mais breve possível 

 

O peritônio é a membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal e recobre órgãos como o estômago e os intestinos, reto, bexiga e útero. Toda essa camada é rica em vasos do sistema linfático, que funcionam como sistema de defesa do organismo.

Segundo o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião geral e oncológico, especialista neste tipo de câncer, ele pode ser classificado em carcinoma primário de peritônio ou mesotelioma, quando se origina no próprio peritônio, ou secundários. “Os primários, são mais raros. Geralmente são diagnosticados os secundários, que se iniciam em algum órgão da região, sobretudo cólon, ovário, útero, apêndice, estômago, pâncreas, intestino, mama ou endométrio e se disseminam para o peritônio”.

Sintomas

O câncer do peritônio pode ser totalmente assintomático. No entanto, dor abdominal, diarreia, náuseas, aumento da circunferência abdominal, ascite (fluído no abdômen), febre, perda de peso, fadiga, perda de apetite, anemia e distúrbios digestivos podem indicar a doença. 

Na presença de um ou mais dos sintomas descritos, Dr. Arnaldo orienta que é muito importante procurar um médico especialista para um diagnóstico preciso.

 

 Tratamento

O tratamento para um câncer varia muito conforme a localização do tumor, o estado de saúde do paciente e, também, o tempo decorrido entre o início da doença e o diagnóstico.

A cirurgia é uma das possibilidades, que será avaliada pelo médico conforme cada caso.

“A complexidade varia, e pode ser alta, como o a carcinomatose peritoneal. Neste caso, a cirurgia é extremamente agressiva e de alta complexidade, comparada a transplantes de órgãos”, explica.

Para a carcinomatose peritoneal é realizada a cirurgia de peritoniectomia (ou cirurgia citorredutora), com quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC). O procedimento consiste em retirar todo o peritônio doente e, se necessário, retirar outros órgãos e aplicar quimioterapia.

Alguns casos de câncer de cólon e estômago, pseudomixoma peritoneal, câncer primário de peritônio e ovário também podem ser tratados com essa técnica.  

De acordo com o Dr. Arnaldo, conforme a origem da carcinomatose, pode também ser indicada a cirurgia citorredutora e HIPEC. “Porém, há casos em que apenas há indicação de cirurgia citorredutora sem HIPEC”.

Seja qual for o tratamento indicado pelo médico, é importante que seja realizado em centros com experiência nos procedimentos, localizados em hospitais referenciados, com uma equipe multidisciplinar especialmente treinada para estas situações. Além de UTI e centro cirúrgico devidamente equipados, são necessários, na equipe, cirurgiões, cardiologistas, clínicos, instrumentadores, anestesiologistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos preparados e habilitados para cuidar destes pacientes.

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