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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Síndrome de Borderline tem cura? Entenda!


O estilo de vida contemporâneo influencia relações, molda comportamentos e ações e, por consequência, as emoções podem ser abaladas. Dada a complexidade dessa situação, saber se o Transtorno Borderline tem cura ajuda a reduzir os sintomas desse tipo de transtorno da personalidade e a minimizar os impactos das mudanças comportamentais características da vida moderna.


Nessa perspectiva, dr. Marcel Vella Nunes, psiquiatra do Hospital Santa Mônica irá apresentar o que é o Transtorno de Personalidade Borderline, quais são as suas principais características e como evitar que os efeitos desse distúrbio prejudiquem a qualidade de vida do paciente. Veja, ainda, como o apoio profissional é importante para aprender a lidar com as emoções e a controlar os impulsos típicos desse transtorno. Confira!

O que causa o Transtorno de Personalidade Borderline?

Também conhecido por Transtorno de Personalidade Limítrofe, pode ser causado por múltiplos fatores. Ou melhor, pela combinação de alguns deles, já que não existe ainda uma definição clara sobre o fator causal desse distúrbio.

Entretanto, a hipótese defendida pela ciência é que influências genéticas e heranças familiares quando associadas aos traumas de infância e aos fatores culturais e ambientais podem elevar consideravelmente as chances de desencadear o Transtorno de Borderline.

Isso significa que quem tem parentes próximos, como pais ou irmão com Borderline, tem mais risco de desenvolver esse problema. Além disso, o transtorno é mais comum em pessoas com histórico de traumas infantis, principalmente oriundos de lares conflituosos e com pais separados.

Igualmente importante são os traumas causados por violência doméstica, abandono ou maus tratos, ou decorrentes de abusos sexuais na infância. A exposição continuada a essas condições podem levar a mudanças estruturais no comportamento, tendo como uma possível hipótese o descontrole na liberação das substâncias que regulam as emoções.

Por isso, independentemente da certeza se Transtorno de Personalidade Borderline tem cura, é preciso buscar medidas que objetivem o controle das questões apontadas como causas desse distúrbio. A atenção e o cuidado com a saúde mental da criança são fundamentais para evitar complicações comportamentais no futuro, por exemplo.


Quais as características do Transtorno de Personalidade Borderline?

Ainda que as características possam variar bastante em função do nível de comprometimento mental da pessoa, há algumas similaridades nos portadores desse distúrbio. Vejam as mais comuns:

  • queixas recorrentes de sensação de vazio e solidão;
  • dificuldade intensa para controlar situações de raiva;
  • apresentam falas ou comportamentos suicidas recorrentes;
  • humor intenso, mas que varia bastante durante horas ou dias;
  • tendência para comportamentos autodestrutivos, como a autolesão;
  • esforços muito evidentes para evitar situações de abandono real ou mesmo imaginário;
  • sintomas claros de percepção de falta de apoio, queixas de exclusão do grupo ou de sentimentos de rejeição;
  • relações intensas, mas muito instáveis com amigo e familiares;
  • idealizam um par ideal, mas, quando se frustram, desapaixonam de modo raivoso e fulminante;
  • tendência à distorção da autoimagem, à instabilidade de humor e à baixa autoestima;
  • comportamentos impulsivos e, às vezes, exposição a práticas
  • perigosas, como manter relação sexual desprotegida;
  • ostentação com gastos compulsivos, mesmo sem ter condição financeira estável;
  • situações comuns podem ser interpretadas como rejeições, o que se tornam razões para conflitos ou tempestades emocionais.

Transtorno de Personalidade Borderline tem cura?

Saber se o Transtorno de Personalidade Borderline tem cura pode ajudar bastante a reduzir os impactos negativos desse distúrbio sobre a qualidade de vida de quem tem a doença. O primeiro ponto importante é compreender quais são as consequências desse transtorno e, no momento oportuno, buscar formas de controle.

Ainda que a medicina não tenha evidências de que esse distúrbio possa ser curado, um processo de intervenção especializado pode amenizar os sintomas e ajudar na reabilitação do equilíbrio emocional dos pacientes. Independentemente do grau de comprometimento, é necessário submeter o indivíduo ao tratamento para evitar a evolução para complicações mais graves.

Dados de pesquisas mais recentes mostram que quando o paciente consegue se engajar em um plano de tratamento adequado é possível minimizar sintomas, retomar a sua funcionalidade e recuperar a qualidade de vida. O tempo de tratamento para alcançar esses resultados é em torno de 2 anos.

Quando não corretamente tratado, o Transtorno de Personalidade Borderline pode desencadear surtos psicóticos ou acentuar o risco de suicídio. O descontrole emocional pode gerar reações imprevisíveis, já que a pessoa com esse distúrbio tem fortes tendências a interpretações equivocadas em diversas situações. Logo, ainda que a doença não tenha cura definitiva, o controle dos sintomas é essencial ao bem-estar do paciente.


Como identificar o Transtorno de Personalidade Borderline?

Conhecer os sinais do transtorno ajuda na escolha da conduta e no direcionamento mais adequados para apoiar a quem enfrenta esse problema.

Tendo isso em vista, listamos os sintomas mais comuns e que podem ajudar os familiares e amigos na identificação desse transtorno em pessoas próximas:

  • irritabilidade;
  • impulsividade;
  • agressividade;
  • automutilação;
  • abuso de drogas;
  • isolamento social;
  • sentimentos intensos;
  • distúrbios alimentares;
  • angústia de abandono;
  • instabilidade emocional;
  • comportamentos suicidas;
  • relacionamentos instáveis;
  • desregulação afetiva excessiva;
  • transtornos de depressão e ansiedade.

Qual a importância do tratamento?

Um estudo recente publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou um panorama muito preocupante em relação à saúde mental dos brasileiros. Problemas associados à ansiedade e à depressão aumentaram bastante na últimas décadas, principalmente nas pessoas mais jovens. Tanto que a prevalência de distúrbios mentais nos adolescentes no Brasil já ultrapassa 30%, afirma a pesquisa.

Nessas circunstâncias, a busca do tratamento para Transtorno de Personalidade Borderline é uma forma segura de minimizar os efeitos dos sinais que colocam a vida pessoal, familiar, afetiva, acadêmica e profissional em risco. Por isso, é importante priorizar o controle de desajustes emocionais associados à doença, principalmente aqueles ligados à depressão, à ansiedade e ao consumo abusivo de drogas e álcool.

O tratamento medicamentoso visa a atenuação das oscilações de humor e o tratamento das comorbidades subjacentes. A psicoterapia é de fundamental importância, bem como atividades terapêuticas ocupacionais e físicas. Um transtorno de fatores desencadeadores de múltiplas causas possíveis deve ser avaliado, diagnosticado, conduzido e tratado por uma equipe de profissionais especializados no âmbito multidisciplinar da saúde.

A escolha da instituição é essencial ao alcance dos resultados. Vale ressaltar que, mesmo durante o isolamento social, o hospital Santa Mônica está adequadamente preparado para prestar um atendimento qualificado, eficiente e de acordo com os protocolos de combate à pandemia de Covid-19.





Hospital Santa Mônica - Itapecerica da Serra - SP
(011) 4668-7455
(011) 99667-7454
contato@hospitalsantamonica.com.br
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Clínica Integrativa - São Paulo - SP
(011) 3045-2228
contato@hospitalsantamonica.com.br
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SARCOPENIA - Faça Sua Poupança de Massa Muscular Enquanto Há Tempo e Garanta um Envelhecimento Saudável!


Previna-se Enquanto Há Tempo!


O QUE É

O termo vem do grego e significa perda ou pobreza de carne. Significa perda significativa da massa muscular (massa magra), prejudicando muito a qualidade de vida da pessoa. Geralmente atinge idosos a partir dos 60 anos. Resumindo, é o resultado do processo de envelhecimento.


SINTOMAS

Os principais sintomas envolvem a perda da força, do equilíbrio e do desempenho físico para realizar atividades como caminhar,  levantar da cama, subir escadas, carregar compras, trocar uma lâmpada, desequilíbrio ao andar em terrenos com desníveis, conferindo assim, maior risco para quedas, fraturas, incapacidade, dependência, hospitalização recorrente e mortalidade no idoso.


CAUSAS

As causas são múltiplas como as alterações hormonais e fisiológicas do próprio envelhecimento, sedentarismo, má alimentação, limitações físicas, depressão e falta de proteína. Em alguns casos ela é decorrente de doenças como o câncer, infecções e inflamações, traumatismos sérios e outros, que são fatores que levam à perda de massa muscular de forma rápida e muito mais grave do que a que ocorre no envelhecimento.


PREVENÇÃO

Segundo a Dra Bruna Marisa, médica, Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e com grande atuação na medicina Esportiva, o mais importante de tudo para prevenir essa perda é “Fazer uma poupança muscular durante a vida para garantir um envelhecimento saudável, com mais músculos, mais força e mais vitalidade”. Exercícios físicos de resistência também são fundamentais. Isso reforça a importância de se buscar massa magra enquanto se é jovem. Certamente isso ajudará e muito na sua qualidade de vida durante a terceira idade.

Obs: Hoje recomenda-se a ingestão de pelo menos 1 a 1,2 g de proteínas por quilo de peso corporal, ao dia.


DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito por um médico clínico geral ou geriatra através de testes simples para avaliar a força muscular e exames de tomografia nas regiões da perna e do abdômen para estimar o volume muscular. Pode-se pedir também exames de densitometria de corpo inteiro, ressonância magnética e ultrassom, embora sejam menos usuais.


TRATAMENTOS:

A Dra. Bruna Marisa ainda ressalta que “a dieta adequada, hormônios e equilíbrio na alimentação rica em proteínas acompanhada por um nutricionista são as melhores formas de prevenir e também amenizar os sintomas da sarcopenia durante o tratamento”; que envolve basicamente exercícios de resistência conforme as condições físicas de cada paciente, dieta com suplementação de proteína e em casos mais avançados, pode incluir também o uso de anabolizantes com acompanhamento médico.

Quer ter um envelhecimento saudável? Cuide hoje de sua saúde física!
Seu corpo agradecerá!





Dra Bruna Marisa - médica, pós graduada em Endocrinologia, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, atua na área de Medicina Esportiva, Ortomolecular e é Especialista em Emagrecimento. Ela também é Médica do Complexo Hospitalar São Francisco e da Santa Casa De Misericórdia de BH. Está à disposição para esclarecer dúvidas, colaborar com artigos exclusivos, pautas, entrevistas.
Instagram: @drabrunamarisa

INVERNO EXIGE CUIDADO REDOBRADO COM IDOSOS


A queda de temperatura pode causar vários problemas graves na vida deles


Com as baixas temperaturas do inverno, é necessário cuidado redobrado com a saúde dos idosos. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o frio aumenta as chances dos idosos terem problemas de saúde e lesões, já que a imunidade costuma diminuir, facilitando a aparecimento de algumas doenças como hipotermia, queimaduras procedentes das baixas temperaturas e até mesmo as quedas ficam mais frequentes.

“A queda da temperatura corporal pode causar imobilidade no idoso, além de sintomas como fraqueza, fadiga, dificuldade de mobilidade e coordenação motora. . É crucial ficarmos atentos a esses sinais, porque uma hipotermia em fase avançada chega a gerar a fala enrolada do idoso, perda de consciência e estado de choque”, alerta Jullyanne Marques, gerontóloga e proprietária da Onix Gestão do Cuidado, empresa especializada no cuidado ao idoso. Além disso, esse grupo fica mais suscetível ao aparecimento de gripes, pneumonias e até mesmo agravamento de dores crônicas como artroses e artrites. 


Para garantir conforto e proteção, a gerontóloga dá dicas básicas que podem evitar maiores problemas: 

- Utilize roupas e agasalhos adequados para proteção em ambientes frio ou ar livre (touca, boné, mantas, cachecóis, luvas, etc)

- Evite o ressecamento da pele (use cremes e hidratantes que ajudem a evitar aspecto seco e doenças dermatológicas)
- Mantenha vitamina D em dia

- Pratique exercícios físicos regularmente, com orientação e acompanhamento de um profissional da área. 

- Hidrate-se (beber água em pequenas quantidades ao longo do dia para melhorar a absorção)

- Aumente consumo de bebidas e alimentos quentes (chocolate quente, chás, sopas, caldos)

- Na hora do banho lembre-se de fechar as janelas para bloquear a circulação do vento frio. Além disso, a ducha deve ser rápida e em temperatura amena para não prejudicar a pele

- Tomar as vacinas contra gripe e pneumonias.





JULLYANE MARQUES - Graduada em Gerontologia pela Universidade de São Paulo. Mestre em Gerontologia pela Universidade de São Paulo. Extensão em Gerontologia Social pela PUC. Atualmente cursando MBA Executivo em Administração: Gestão de Clínicas, Hospitais e Indústrias da Saúde pela FGV. Tem sua linha de pesquisa voltada para área da Assistência domiciliar, Gerontologia e Cuidadores de idosos. Atua há 8 anos na gestão de cuidadores e na assistência domiciliar. CEO da empresa Onix Gestão do Cuidado ao Idoso.

Posso passar álcool gel no rosto?


 Freepik

Questão tem sido trazida com recorrência aos médicos dermatologistas em virtude da pandemia da COVID-19


O álcool gel passou a fazer parte da rotina de todo mundo, desde o início da pandemia do coronavírus. Ele é indicado para limpeza das mãos para todas as situações nas quais não há a possibilidade de fazer a higienização com água e sabonete.

A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS, Taciana Dal Forno Dini, ressalta, no entanto, que pacientes passaram a questionar também se seria adequado usar o produto no rosto. A resposta é não.

“O uso na face não é apropriado porque o álcool gel provoca um ressecamento e pode causar descamações na pele. Além disso, há risco de entrar nos olhos da pessoa provocando irritação, alergia ou até uma lesão”, explica.

Outro fator a ser observado é que o uso do álcool gel no rosto pode causar alergia, o que provocaria o lesões, fazendo com que a pessoa leve mais as mãos ao rosto para coçar ou para retirar as casquinhas.




Marcelo Matusiak

Combinar diferentes vacinas poderia ampliar a proteção contra a COVID-19, avaliam cientistas



 Duas das candidatas em estágio mais avançado de desenvolvimento começam a ser testadas em voluntários brasileiros. Em seminário on-line, pesquisadores que participam dos ensaios clínicos afirmam que, quanto maior o número de imunizantes aprovados, mais chance a humanidade terá de controlar a doença (foto: Pixabay)


Mesmo antes de a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar a COVID-19 como uma emergência de saúde pública de importância internacional, em março deste ano, a busca por uma vacina já tinha começado em diversas partes do mundo. Alguns desses estudos têm avançado com uma velocidade sem precedentes na história e, apenas sete meses após o surgimento do SARS-CoV-2, 18 das mais de 140 formulações criadas a partir de diferentes conceitos já estão sendo testadas em seres humanos.
Duas das candidatas que estão no estágio mais avançado de desenvolvimento – conhecido como ensaio clínico de fase 3, cujo objetivo é avaliar a eficácia da vacina em um grande grupo de voluntários – começam a ser aplicadas experimentalmente no Brasil. Uma delas, a ChAdOx1 nCoV-19, foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e licenciada para o laboratório AstraZeneca. A outra, nomeada Coronavac, é fruto do trabalho feito pela empresa chinesa Sinovac Biotech, que firmou um acordo com o Instituto Butantan.
Por ser um dos locais onde o novo coronavírus mais circula atualmente e onde mais casos de COVID-19 são confirmados todos os dias, o Brasil se converteu no local ideal para estudos de eficácia de vacinas e, em breve, outras potenciais candidatas devem aportar por aqui. Mas não se trata de uma corrida para ver qual é a melhor ou qual conseguirá obter primeiro a aprovação das agências reguladoras, afirmam os pesquisadores envolvidos nos ensaios clínicos. Quanto mais vacinas se mostrarem capazes de proteger ao menos em parte os imunizados, mais chance a Humanidade terá de transformar a COVID-19 em uma doença possível de ser controlada, como a gripe.
A avaliação foi feita pelos participantes do seminário on-line “As vacinas contra a COVID-19 em teste no Brasil”, realizado na última quinta-feira (02/07) pelo Canal Butantan em parceria com a Agência FAPESP.
“Ter várias vacinas contra a COVID-19 aprovadas pode ser útil, pois é possível que a melhor estratégia para induzir uma resposta imune protetora seja combinar várias formulações. Além disso, todos esses estudos em andamento nos permitem aprender mais sobre a resposta imune contra o SARS-CoV-2. Entender como essas vacinas protegem pode nos dar uma ideia mais clara de qual é o marcador de proteção contra a COVID-19, o que pode acelerar estudos futuros”, disse o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) Esper Kallás, que coordena no Brasil o ensaio de fase 3 com a Coronavac. A pesquisa, que incluirá quase 9 mil voluntários brasileiros em diferentes estados, é patrocinada pelo Instituto Butantan.
Feita com uma cepa viral isolada de uma paciente em janeiro, e depois inativada em laboratório por meio de processos químicos, a Coronavac avançou rapidamente graças ao conhecimento gerado quando se buscava uma vacina contra o SARS-CoV-1, o coronavírus que entre 2002 e 2003 causou a epidemia de síndrome respiratória aguda grave (SARS) na China e em alguns outros países, contou Ricardo Palacios, diretor médico de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan.
“A vacina contra a SARS avançou até a fase 1 dos testes clínicos. Depois o vírus foi contido e o projeto, interrompido. Mas o conhecimento de como desenvolver vacinas contra um coronavírus foi aproveitado. A empresa seguiu um caminho bem tradicional em um tempo muito curto. Normalmente, as diferentes etapas de testes pré-clínicos e clínicos são feitas uma após a outra, mas eles fizeram várias ao mesmo tempo”, contou Palacios.
A segurança da Coronavac e sua capacidade de induzir no organismo uma resposta de defesa foram testadas em diferentes espécies de animais. Observou-se que a imunização reduziu significativamente a carga viral na mucosa nasal dos animais infectados e conferiu proteção significativa contra a infecção do pulmão.
Já nas fases 1 e 2 dos ensaios clínicos foram testados a segurança e o potencial imunogênico de diferentes doses da vacina, com diferentes intervalos entre as duas doses administradas. Até o momento, observou-se que 90% dos voluntários que receberam as duas doses desenvolveram anticorpos neutralizantes contra com o SARS-CoV-2.
O tempo de permanência desses anticorpos no organismo e seu potencial protetor contra a COVID-19 – ou ao menos contra o desenvolvimento de sintomas severos da doença – é algo que somente os ensaios clínicos de fase 3 poderão informar, comentaram os pesquisadores durante o webinar.
“A produção de anticorpos protetores é o mecanismo principal de atuação da maioria das vacinas. Mas no caso de algumas doenças, para que o desempenho seja bom, a vacina também precisa ser capaz de ensinar as células de defesa a agir contra o patógeno, como é o caso das vacinas novas contra herpes zoster, usadas em pessoas com mais de 50 anos”, explicou Kallás.
De acordo com os participantes do evento, tanto a Coronavac quanto a ChAdOx1 nCoV-19 parecem ser capazes de induzir tanto a produção de anticorpos neutralizantes quanto a chamada imunidade celular, que é o treinamento de determinados tipos de linfócito para que se tornem capazes de reconhecer e atacar as células infectadas pelo SARS-CoV-2.
No caso da vacina britânica, a estratégia adotada foi usar um vírus causador de gripe em símios como vetor para induzir no organismo humano a produção de uma das proteínas do novo coronavírus, conhecida como spike. Presente na superfície do microrganismo, essa proteína de espícula se conecta a um receptor presente na membrana da célula humana para infectá-la. Em tese, se o corpo desenvolver defesas contra essa proteína, poderia impedir que o vírus entre nas células e consiga se replicar caso a pessoa seja contaminada.
A estratégia vinha sendo desenvolvida em Oxford havia alguns anos para a criação de uma vacina contra a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), causada pelo coronavírus MERS-CoV. Isso permitiu ao grupo avançar rapidamente para a fase clínica da ChAdOx1 nCoV-19, contou Pedro Folegatti, pesquisador do Jenner Institute, o centro de pesquisa em vacinas da universidade britânica.
“A vantagem dessa tecnologia é que o vetor pode ser adaptado para outras doenças e ele é considerado um bom indutor de resposta humoral [anticorpos] e celular. Há outros grupos testando metodologia semelhante para influenza, tuberculose, febre do Vale do Rift, chikungunya e zika. Todos os estudos mostram perfil consistente de segurança e imunogenicidade com dose única”, disse Folegatti.
Os testes pré-clínicos indicaram que a vacina foi eficaz em proteger a infecção do trato respiratório inferior, que inclui a traqueia, os pulmões, os brônquios, os bronquíolos e os alvéolos pulmonares. No entanto, não mostrou redução significativa da carga viral na mucosa nasal dos animais.
Os ensaios clínicos de fase 1 com a ChAdOx1 nCoV-19 começaram em 23 de abril com 330 voluntários e, cerca de um mês depois, tiveram início as fases 2 e 3. Esta última fase vai incluir cerca de 50 mil voluntários em diversos países, sendo 5 mil no Brasil.
“As negociações para trazer o ensaio de fase 3 para o Brasil começaram em maio. O país estava com uma curva ascendente de infecção e a cidade de São Paulo, então, era o epicentro das infecções no país. Em segundo lugar estava o Rio”, contou a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Lily Weckx, que coordena o braço paulista da pesquisa com a vacina de Oxford. Segundo ela, também haverá vacinação de voluntários na Bahia.
O acordo firmado entre a AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prevê a transferência da tecnologia para o Brasil e a licença para produzir o imunizante no país caso ele seja aprovado pelas agências reguladoras.
“O Brasil tem grandes grupos envolvidos em vários estudos de vacina contra a COVID-19 e, a meu ver, isso é algo estratégico para o país. Já que infelizmente nossa situação epidêmica nos fez o local ideal para ensaios de fase 3, que ao menos isso facilite a negociação com as empresas desenvolvedoras, de modo que, se uma ou mais vacinas forem aprovadas, esses imunizantes fiquem disponíveis para a população brasileira, inclusive os mais desfavorecidos”, afirmou Kallás.
Quando a vacina ficará pronta?
Os estudos clínicos em andamento preveem que os voluntários imunizados sejam acompanhados durante 12 meses. No entanto, segundo informou Palacios, é possível que um resultado preliminar seja anunciado antes do término do prazo.
“Se o número de casos entre os imunizados ficar em um patamar considerado satisfatório, um grupo independente de cientistas será chamado para fazer uma avaliação. Se concluírem que o resultado preliminar de eficácia foi estatisticamente significativo, poderá ser anunciado para o público”, disse o diretor do Butantan.
O percentual de pessoas que a vacina precisa proteger para ser considerada eficaz, porém, é algo que ainda não está muito claro. A OMS recomenda algo entre 50% e 70%. Diretrizes recentes divulgadas pela Food and Drug Administration (FDA, agência reguladora norte-americana) determinam que, para poder obter registro nos Estados Unidos, o imunizante deve proteger ao menos uma em cada duas pessoas vacinadas. Na avaliação de Palacios, esse patamar de eficácia seria suficiente.
“Qualquer que seja a vacina aprovada, não vamos acabar com o coronavírus. Ele veio para ficar e vai nos acompanhar durante todas as nossas vidas. O objetivo das vacinas é proteger contra a doença e não contra a infecção. Se conseguirmos alcançar patamares de pelo menos 50%, evitamos o grande problema da sobrecarga no sistema de saúde e da demanda por cuidado intensivo. Assim, convertemos a COVID-19 em algo controlável”, disse.




Karina Toledo

Agência FAPESP 

Reforma Tributária é uma das bases para superar a crise


Modernização do sistema de impostos brasileiro deve fazer parte do enfrentamento aos impactos da Covid-19


Embora a sociedade ainda esteja vivendo sob o impacto do coronavírus, muitos setores já estão fazendo retomadas graduais da economia e começam a ser discutidas medidas práticas para enfrentamento da crise econômica pós-pandemia. O Governo Federal, por exemplo, pretende enviar nos próximos meses ao Congresso Nacional um projeto de Reforma Tributária. Na opinião de Caio Bartine, advogado na área de Direito e Processo Tributário, doutor em Direito, com MBA em Direito Empresarial (FGV) e sócio do escritório H.G. Alves, a reforma realmente deve ser debatida, mas para que seja efetiva e contribua para avanços, deve ser baseada em dois fatores: simplificação e redução da carga tributária.

De acordo com Bartine, o Brasil é um dos países que mais despendem horas anuais com essa tarefa: enquanto a média de outras nações é de 300 horas por ano, o Brasil gasta 1.900 horas anuais em obrigações administrativas. "Para cumprir todas as exigências relacionadas a tributos, as empresas em geral mantêm uma controladoria interna e outra externa com organizações de contabilidade, de auditorias fiscais e tributárias e, mesmo assim, estão sujeitas a erros. Além disso, nosso país é dependente do Produto Interno Bruto (PIB) e, basicamente, 40% de toda a riqueza produzida vai para a tributação. Com isso, ficamos menos competitivos e atrativos para investimentos", destaca ele.


O advogado acredita que a discussão é de interesse de todos e deve ser feita o quanto antes. "Creio que devem ocorrer debates mais calorosos em alguns pontos, como a repartição de receita dos impostos entre Estados e municípios, mas creio que a Reforma Tributária tem grandes chances de ser aprovada ainda este ano", afirma.

Uma reforma dessa magnitude realmente pode gerar muitos embates, mas em um ponto todos concordam: a elevada carga tributária brasileira. Para Bartine, a simplificação com a unificação de tributos - como as contribuições que incidem sobre o consumo, caso do IPI, ICMS, PIS e Cofins - auxiliaria, e muito, na diminuição de encargos e de toda a burocracia envolvida. "Em vez de o empresário ter que se preocupar com legislações distintas, prazos diferenciados de cada um desses impostos que, por sua vez, acarretam punições diferentes em caso de descumprimento, a reunião das taxas eliminaria todas essas etapas, assim como reduziria a dependência de auditorias externas, acarretando o não repasse ao consumidor final desse custo e tornando o mercado mais competitivo", analisa ele.

Tornar a tributação mais organizada e efetiva é, ainda, um facilitador para obter recursos externos. Aspecto que também deve impulsionar as discussões no Congresso Nacional. "Uma das exigências de qualquer investimento externo é observar a carga tributária. A sua simplificação e dos critérios que envolvem a segurança jurídica fazem parte do Custo Brasil, que acaba sendo um entrave em muitas negociações. Se houver a possibilidade de uma diminuição e uma simplificação para o cumprimento das exigências administrativas, haverá maior segurança ao investidor externo, o que pode resultar numa alavancagem da macroeconomia", explica.

Outro aspecto que acaba trazendo a necessidade da Reforma Tributária é a crise econômica que afeta Estados e municípios. Embora o Governo Federal tenha sancionado o Projeto de Lei Complementar 39/2020, que concede ajuda financeira de R$ 60 bilhões a Estados e municípios durante a pandemia - R$ 50 bilhões para compensar perdas arrecadatórias e R$ 10 bilhões para ações de Saúde e Assistência Social -, o cenário mostra que ainda há muito a ser feito. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), houve queda de 24% em abril, em média, na arrecadação dos ICMS nos municípios e poderá haver uma perda de R$ 22 bilhões até o final do ano.

A Reforma Tributária também deverá trazer à tona debates sobre partição de impostos entre União, Estados e municípios sobre exploração de recursos como o petróleo, por exemplo. Como o tema é vasto, merece ampla discussão. "Sozinha a Reforma Tributária não vai surtir um grande efeito antes que haja uma reforma no próprio pacto federativo, uma reforma administrativa e uma reforma política. Não existe uma única reforma capaz de trazer a segurança devida ao país, mas, sim, um conjunto de reformas. Tivemos no Governo Temer a Reforma Trabalhista, com a Lei 13.467 em 2017; tivemos a Reforma da Previdência com a Emenda Constitucional 103 em 2019 e agora vamos passar para a Reforma Tributária", explica. Bartine ressalta que, embora o momento não seja totalmente propício para uma discussão, porque estamos em plena crise sanitária, é necessário que o país se prepare para isso. "O agravamento da crise de Estados e municípios prejudicará o país e é preciso levar em consideração como eles vão se recuperar".






Caio Bartine – Advogado na área de Direito e Processo Tributário. Doutor em Direito, com MBA em Direito Empresarial (FGV), sócio do escritório HG Alves. Professor de planejamento tributário do MBA em Marketing da FIA/USP. Professor de pós-graduação da Escola Paulista de Direito – EPD. Coordenador de Direito Tributário do Curso Damásio Educacional. Coordenador dos cursos de pós-graduação de Direito Tributário e Processo tributário. Procurador-Chefe da Procuradoria Nacional de Justiça do Conselho Federal Parlamentar. Vice-Presidente do Instituto Parlamentar Municipal – INSPAR.  


Saiba como o governo amparou as pequenas empresas e como entrar no Pronampe



O impacto da COVID-19 nos negócios brasileiros foi imenso. Muitas empresas tiveram que fechar ou reduzir o quadro de funcionários como resultado de um momento muito delicado. Por conta da pandemia, o Governo Federal introduziu o  programa nacional de apoio às microempresas e empresas de pequeno porte, ou Pronampe, que foi instituído pela Lei nº 13.999 no dia 18 de maio de 2020, e que promete facilitar linhas de crédito para empresários manterem o capital de giro por conta do impacto negativo em seus estabelecimentos.

Tive algumas experiências recentes com a Desenvolve SP, o banco do empreendedor, que é vinculada ao BNDES e outras linhas de crédito, mas todas infelizmente com exigências e entraves que impossibilitam os pequenos empresários e empresas de pequeno porte de cumprir os requisitos.

O Pronampe vem com condições melhores. Mas quais são os requisitos necessários para conseguir essa linha de crédito? O primeiro é ser optante pelo SIMPLES e receber na sua caixa de domicílio eletrônico a notificação que a Receita Federal encaminha. Trata-se de um código que deve ser levado até um dos bancos que fazem parte do programa, entre eles estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, bancos estaduais e até fintechs.

Com a situação sendo atípica, e com tantas questões que podem ser prejudiciais para os pequenos empreendedores principalmente para aqueles que necessitam de capital de giro, o Pronampe oferece uma taxa ainda mais flexível, em torno de 4% ao ano, mesmo de 1% ao mês, portanto é muito vantajoso nesse cenário. Lembrando que a taxa máxima permitida é baseada na selic + 1.25% ao ano. O valor praticado pelas instituições financeiras pode ser abaixo, mas nunca acima dessa métrica. 

Esse crédito será concedido até 30% da receita bruta anual gerada no ano de 2019 e deverá ser pago no prazo máximo de 36 meses. Por outro lado, existe o prazo de até oito meses para começar a efetuar o pagamento do empréstimo. Para entrar nesse programa também é importante que haja uma carência de demissões, ou seja, não é permitido reduzir o número  de funcionários registrado em FOLHA DE PGTO do início do empréstimo até o final do período de estabilidade de 60 dias após o termino do pagamento do empréstimo, então deve haver uma estabilidade no quadro de funcionário.

Ainda assim é fundamental conversar com o seu contador, porque geralmente eles são os responsáveis por acessar a caixa de domicílio eletrônico. Já realizamos a aplicação do benefício para alguns clientes, e a maioria deles, já recebeu esse código da Receita Federal facilitando os pagamentos e melhorando a condição atual do negócio.







Fábio Barretta - diretor executivo desde 2018 da COAN- consultoria contábil. É bacharel em ciências contábeis desde 2005 pela PUC/SP.  Também possui especialização em planejamento tributário pela FECAP/SP em 2010. Atua na área contábil desde 1997, onde ingressou na COAN CONTABIL passando pelas áreas contábil, fiscal e legal, acumulando vasta experiência em assessoria contábil. Fábio é sócio diretor desde 2010, período em que marcou o ingresso da COAN CONTABIL nos programas de qualidade e certificação ISO9001. Para saber mais, visite o site https://coancontabil.com.br/, mande e-mail para fabio@coancontabil.com.br ou acesse o perfill no instagram @coan_contabil e pelo facebook CoanContabilidade.


Conseguiremos manter a eficiência em home office com as liberdades do pós-pandemia?



É fato que a pandemia do coronavírus acelerou planos que, em algumas empresas, eram preocupações a longo prazo, como a digitalização e o temido home office. Em algumas companhias, o trabalho em casa era um tema polêmico, muitos gestores ainda se sentiam inseguros e, de repente, viram-se obrigados a encarar o tabu de frente. E, hoje, celebram os bons resultados.

Com economia de custos e funcionários com performance acima da média, muitas empresas de diversos segmentos avaliam adotar definitivamente o formato. Contudo, assim como o início da pandemia nos empurrou para transformações bruscas, o final dela, a entrada no pós-pandemia, igualmente vai exigir novas atitudes para que seja possível manter os mesmos resultados.

Por isso, faço a provocação: como será a rotina de um colaborador em home office no pós-pandemia, quando ele tiver de volta suas liberdades como almoçar fora, encontrar amigos, ir ao shopping, faculdade, etc?

Com essa pergunta, não tenho a intenção de desencorajar empresas a manter seus colabores trabalhando em casa. Pelo contrário, meu objetivo é ajudar com que continuem acreditando no home office, colhendo bons frutos e que seus medos e tabus do passado com o teletrabalho não se tornem realidade.


Um novo momento de transição

Para que seja possível essa continuidade nos resultados, o primeiro passo é ter a consciência de que em breve teremos esse novo momento de transição, o tão aguardado fim do isolamento social, e se preparar para ele.

Existem três principais pontos de atenção que já foram evidenciados durante a pandemia para evitar ao máximo o atrito nos processos de trabalho. No entanto, no futuro, deverão, mais uma vez, entrar no debate para a adequação ao novo ambiente corporativo que está sendo construído, com novas exigências:


Horário do expediente – Muitas empresas simplesmente mandaram seus funcionários para casa e exige deles estarem disponíveis em horário comercial. Será que para o seu tipo de negócio isso vai funcionar? Vou ainda além com essa pergunta. Será o melhor método para alcançar os resultados que precisa?

Mais do que nunca precisamos ter modelos de controle de tarefas e suas entregas. Como um exemplo, pode-se adaptar o modelo Scrum, que é uma metodologia ágil muito utilizada em gestão e planejamento de projetos de software, para a realidade da empresa. Dividir as demandas em Sprints, onde são programadas as entregas semanais e/ou mensais para cada um de sua equipe, permitindo que cada um trabalhe, na medida do possível, em seus melhores e mais produtivos horários. A metodologia ainda estabelece uma reunião diária, de no máximo 15 minutos, para alinhamento do andamento das atividades de cada integrante do projeto. Com isso, garante-se a troca entre os times e, de quebra, o comprometimento dos integrantes.


Estrutura de trabalho – Nesse momento, muitas empresas acabaram aprendendo na raça que o trabalho em casa traz algumas demandas como acesso à internet, telefone, computador, mobiliário ergonômico, etc. Você está preparado para estes investimentos?

Pela medida provisória 927 em decorrência da pandemia, o home office transitório é permitido até dia 31 de dezembro de 2020, como medida paliativa, segue as mesmas regras da CLT em termos de carga horária. No entanto, ainda não existe regra clara quanto a responsabilidade dos custos assumidos pelos colaboradores em casa, como internet, energia e afins. O ideal é que, da mesma maneira que a empresa economiza com despesas fixas e vale transporte, estude reembolsar o seu colaborador nos custos assumidos por ele.


Reuniões virtuais – As reuniões à distância, utilizando programas avançados de telecomunicação, exigem novos códigos de comportamento para ganharem eficiência, uma nova cultura corporativa que ainda está sendo construída e aprendida. Você já tem uma ferramenta segura e estável para estas reuniões? Será que sua empresa terá melhor retorno com a equipe apenas parte do tempo remota, revezando dias em casa e no trabalho?

Reuniões devem ser rápidas e objetivas, principalmente virtualmente. Com pautas bem construídas e discussões relevantes levam ao engajamento da equipe durante esse processo. Outra questão importante são os horários: não é porque as pessoas estão em casa que estão 100% do tempo disponíveis para reuniões de trabalho. Agende em horários comerciais e tente não avançar para fora do expediente.

Busque ajuda de especialistas, entenda a legislação, as tecnologias e as ferramentas disponíveis para viabilizar uma nova relação entre empregador e empregado na qual ambos os lados precisam ter seus benefícios estabelecendo a famosa e importante relação ganha-ganha.





Bruno Grillo Castello - tem parte de seus 15 anos de carreira construída no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sua última atuação antes de fundar a Bcast Consultoria. Como professor e palestrante em cursos de gestão formou mais de 2.200 empresários, e atuou ativamente como consultor ou mentor de aproximadamente 600 executivos e empreendedores. Hoje, dá suporte a empresas desde a criação de negócios startup até a gestão macro de pequenas e médias companhias, além de realizar diagnósticos precisos na solução de crises e obstáculos em busca de potencializar um crescimento sustentável.


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