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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Juízes recebem avaliação sobre atendimento a vítimas de violência doméstica


O Judiciário incorporou o tema da violência doméstica contra a mulher em sua estrutura e políticas, mas precisa avançar para garantir um atendimento que dê respostas efetivas às expectativas das mulheres que procuram ajuda na Justiça brasileira. A conclusão é do relatório final da Pesquisa O Poder Judiciário no Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra as Mulheres, apresentado na ultima quinta-feira (8/8), durante a XIII Jornada Lei Maria da Penha, na sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

A pesquisa qualitativa foi elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) a pedido do CNJ e avaliou o atendimento prestado pelo Poder Judiciário às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, especialmente em relação ao seu caráter multidisciplinar e integral. O levantamento revelou diferenças significativas em rotinas e procedimentos cotidianos de varas e juizados, na estrutura física dos locais de atendimento, na aplicação das medidas protetivas, no acolhimento das vítimas pelos operadores do direito e na frequência e intensidade da interação e atendimento do serviço psicossocial. 

O estudo foi contratado em fevereiro de 2018 e elaborado em parceria com o Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ. Os pesquisadores escutaram a opinião das mulheres em 12 unidades judiciárias: seis juizados e varas exclusivas e seis não exclusivas, distribuídas nas cinco regiões do país.

“Conhecer em profundidade a forma de funcionamento da rede de atendimento prestada pelo sistema de Justiça às mulheres que foram vítimas de violência doméstica é um importante passo para a adequação e o aprimoramento de ações e políticas públicas judiciárias, cuja responsabilidade está a cargo do CNJ”, afirmou a diretora do Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, Gabriela Azevedo.

Aprimoramento

Os resultados apresentados pelas pesquisadoras do IPEA Luseni Maria Cordeiro de Aquino e Natália de Oliveira Fontoura revelaram que a celeridade na apreciação de concessão das medidas protetivas e a importância da aplicação dessas medidas para interromper a espiral de violência foram pontos considerados positivos e relevantes e vistos como o grande diferencial da Lei Maria da Penha.

Ficou evidenciado que o Poder Judiciário tem buscado reverter os elevados números de violência doméstica e familiar que ainda são praticados em todo o território nacional por meio de ações afirmativas. No entanto, o estudo mostrou que o tratamento pouco humanizado e acolhedor ainda é o comum nas unidades de Justiça. “Uma questão que descobrimos em campo foi que, em regra, não há monitoramento eficaz do descumprimento de medidas protetivas. As mulheres estão encarregadas de informar e até mesmo provar as agressões com fotos ou áudios de celulares”, disse Luseni, que é socióloga.

Em uma das entrevistas que constam no relatório, a pesquisadora do Ipea pergunta o que poderia melhorar no atendimento da Justiça e a entrevistada responde: “Tudo! O jeito que tratam a gente, não pela falta de educação, mas no sentido de dar mais importância para o que está acontecendo com a gente. Eles dão audiências todos os dias, então para eles a gente é tudo igual e eles acham que até já sabem o que a gente vai falar. A audiência levou cinco minutos, eu nem consideraria isso uma audiência. Não gostei de nada do que vi hoje, para mim foi uma perda de tempo”, desabafou.

Desconhecimento

De acordo com o estudo, a ausência de informações claras e acessíveis as mulheres que buscaram Poder Judiciário foi um dos problemas mais relatados na pesquisa.

Em geral, as mulheres contaram sair das unidades judiciárias sem saber o desfecho dos seus casos. Como normalmente são as primeiras a serem escutadas e liberadas logo após a tomada de seu depoimento, deixam os fóruns sem saber se o agressor foi condenado, preso ou o que acontecerá a partir daquele momento.

De acordo com as pesquisadoras, não é incomum que o tratamento dado as mulheres seja ríspido e pouco humanizado. “Durante as audiências, o mais comum foi não observar acolhimento das mulheres vítimas de violência pelos atores jurídicos. Mesmo que em algumas unidades a interação fosse marcada pela cordialidade, muito comumente não havia contato visual entre eles. As mulheres vítimas de violência, assim como os agressores, não são apresentadas aos atores jurídicos quando ingressam na sala e, algumas vezes, sequer são cumprimentadas”, revela uma das pesquisadoras de campo.

Justiça, mesmo que tardia

Atualmente, o país conta com 131 varas ou juizados especializados no processamento de casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres (VDFM). Embora estejam instaladas nas 27 unidades da federação e seu número venha crescendo significativamente desde a implementação da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), essas unidades não conseguem atender toda a demanda processual na matéria, o que faz com que varas criminais comuns respondam por parte significativa dos feitos.

Apesar dos problemas e até mesmo da frustração com o atendimento que receberam da Justiça e de órgãos da segurança pública, a maioria das mulheres entrevistadas pela equipe do IPEA disseram que voltariam a procurar a Justiça em caso de novas violências assim como indicariam para amigas ou colegas que estivessem em situação de violência semelhante.

De acordo com o trabalho, as mulheres reconhecem o Judiciário como única instância disponível para lidar com a violência, por entenderem que devem lutar por seus direitos ou por acreditarem na possibilidade de uma justiça, mesmo que tardia.

Barrar a violência

A pesquisa faz parte das ações do Poder Judiciário no combate à violência contra a mulher no âmbito familiar e doméstico – crime responsável por gerar mais de um milhão de processos em tramitação na Justiça brasileira, sendo 3,6 mil casos de feminicídios, segundo dados dos tribunais de Justiça.

No curso do trabalho, foram entrevistados os profissionais jurídicos envolvidos no processamento dos casos (magistrados, promotores, defensores, advogados e servidores de varas e juizados), especialistas das equipes multidisciplinares e as próprias mulheres em situação de violência.

O levantamento contou ainda com dados obtidos por meio de formulários preenchidos pelos chefes de cartório, por meio de observação de audiências e dos atendimentos, assim como da análise de autos de processos em tramitação.

O sumério executivo pode ser acessado aqui e a íntegra da pesquisa pode ser acessada aqui.




Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Pets: Você sabia que seu cãozinho pode doar sangue?




Especialista explica a importância do procedimento e alerta para a escassez de doadores e a necessidade urgente de promover essa atitude que salva vidas.


Ninguém está livre de sofrer um acidente ou uma doença grave, não é mesmo? Qualquer um de nós pode precisar de transfusão de sangue a qualquer momento e com os pets não é diferente. Porém, se os bancos de sangue para humanos já sofrem com a falta de doadores, imagine a dificuldade de conseguir sangue para os animais.

Para promover e divulgar sobre esse procedimento, a veterinária da Nutrire, Luana Sartori, explica como funciona a doação e quais animais podem fazê-la. “O processo de doação de sangue para os pets dura cerca de 15 minutos e não possui contra-indicação. Um cão doador precisa ter mais de 30 kg, ser vacinado e ter idade entre um e oito anos”, explica. 

Dra. Luana conta ainda que animais com histórico de doenças infecciosas ou que tenham recebido transfusão não podem doar. Os felinos também podem salvar vidas, conforme esclarece a especialista. “Gatos doadores precisam pesar no mínimo 4kg e ter entre um e sete anos. Os animais devem ter temperamento calmo e estar com controle de pulgas e dócil”, acrescenta. 

Além disso, todo animal possui uma tipagem e um fator tipo RH, ou seja, o processo de transfusão precisa ser entre pets de mesma espécie, independente da raça. “Enquanto nós temos sangues dos tipos A, B, AB e O, os gatos contam com três tipos sanguíneos e os cães possuem 13. É essencial que o veterinário responsável pelo procedimento avalie criteriosamente esses precedentes antes de realizar a transfusão sanguínea”, esclarece. 

As vítimas de atropelamentos, picadas de cobras, intoxicações, problemas renais e no pâncreas são as que mais necessitam de doação. “É fundamental que os tutores se informem sobre esse procedimento e contribuem para que possamos salvar mais vidas”, alerta. Muitos têm medo porque ainda desconhecem o procedimento. A ideia de dor e sofrimento para o doador é comum, mas completamente equivocada, conforme explica a médica. 

“Os bancos de armazenamento para animais praticamente estão vazios por falta de doadores, infelizmente. Estamos falando de salvar vidas de fato, visto que a falta de bolsas de sangue nos hospitais é fator decisivo na vida ou morte de um animal que precisa de ajuda”, ressalta Dra. Luana.



Animal é ser senciente



Animal não é coisa, mas não é só o cãozinho.


No antigo Código Civil de 1916 a personalidade jurídica dos animais era a de coisas (res), sendo a classificação mantida no Código Civil de 2002 (Lei 10.406/02).

A classificação vem desde o Direito Romano no qual há três categorias fundamentais: pessoas (persona), coisas (res) e ações (actio). As pessoas têm a condição abstrata de sujeitos de direito, dividindo-se em pessoas naturais (seres humanos) e pessoas jurídicas.

Nos referimos que o Código Civil de 2002 trata os animais como objeto, e resta claro no artigo 82 que traz conceito sobre os bens móveis, no art. 936 fala acerca da responsabilidade civil do proprietário em razão de dano causado pelo animal e no art. 1.263 sobre a aquisição da propriedade, coisa sem dono (res nullius).

A Constituição traz no artigo 225 o conceito de meio ambiente e dos princípios que devem nortear os atos e leis vigentes no país, deixando clara a disposição do constituinte em intensificar os cuidados com a proteção da vida animal.

Ressalto também notório processo no qual se tratou da colisão de princípios constitucionais expressos nos artigos 225, VII, (atos de crueldade contra animais) em colisão com arts 215 e 216 (manifestação cultural) quando do julgamento do Recurso Extraordinário 153531-8 SC ( STF, que tratava do caso da “farra do boi”).

No particular, maior interesse residiu na proteção dos animais, coibindo-se a prática considerada cruel aos animais.

Há de se ressaltar no plano infraconstitucional a existência da Lei dos Crimes Ambientais ( 9.605/98), que trata de crimes contra a fauna silvestre e também maus-tratos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Porém, ressalto, não há que se falar ainda de um direito dos animais no país, pois estes, ainda que protegidos, não são sujeitos de direito.

Já no direito francês há disposição expressa no Código Civil classificando os animais como seres sencientes(que tem a capacidade de ter percepções conscientes do que lhe acontece).

No direito brasileiro, há iniciativa legislativa visando alterar o classificação de animais como “coisas” ( PLC 27/2018 de autoria do Deputado Federal Ricardo Izar, em fase de tramitação no Senado).

Ao lembrarmos de animais logo vem à mente os animais domésticos. Porém, com o PLC 27 qual será o impacto em razão dos animais criados em cativeiro para alimentação humana? Como ficará a legislação para criação e abate? E aqueles utilizados em pesquisa?

Animal não é coisa, mas não é só o cãozinho.



Cássio FaeddoAdvogado. Mestre em Direitos Fundamentais, MBA em Relações Internacionais - FGV SP.

Dia Internacional do Gato: 5 dicas para você cuidar da saúde e bem-estar do seu felino


CRMV-SP orienta quanto às características, hábitos e necessidades da espécie


Eles são mais de 23 milhões em todo o Brasil. Estamos falando dos gatos, que conquistam cada vez mais lares brasileiros. Para se ter uma ideia, em seis anos houve aumento de 20% na população de felinos no País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais do que amá-los, os tutores desses pets precisam saber quais as necessidades da espécie. Por isso, no Dia Internacional do Gato (08/08), o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) traz cinco dicas de cuidados com a saúde e bem-estar dos bichanos.


1 - Procure orientação médica-veterinária

Além dos cuidados básicos – como manter a carteira de vacinação em dia, castrar e proteger o animal contra pulgas e vermes –, seu felino precisa realizar um check-up anual para saber quais são suas condições de saúde. Mantenha a regularidade das consultas e exames.

Na opinião do médico-veterinário Thomas Marzano, presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, a escolha da clínica ou consultório deve ser criteriosa, levando em conta os impactos que o estresse que o animal pode sofrer por estar em um ambiente diferente. “O local deve ser silencioso e é indicado que a recepção de cães e gatos seja separada, com equipe treinada para lidar com os felinos.”

Ainda de acordo com Marzano, o ideal é que as paredes sejam em cores pastéis, uma vez que os gatos não gostam de superfícies com tons claros e que reflitam muita luz. “Aromas calmantes também são uma boa estratégia para tornar a consulta menos estressante ao animal.”

A capacitação do profissional que atenderá o felino também deve ser avaliada, conforme enfatiza a médica-veterinária e conselheira do CRMV-SP, Mitika Kuribayshi Hagiwara. “A escolha deve levar em conta não só a clínica, mas médico-veterinário que atenderá no local”, aponta ela, ressaltando que há estabelecimentos especializados em felinos, ou seja, que possuem infraestrutura para tal, porém, não possuem o profissional capacitado para atender felinos. “Não basta ter especialização, é necessário ter prática com a espécie”, destaca.


2 – Ofereça alimentação específica

A dieta dos gatos é mais restrita que a dos cães. “O cão está incluído no grupo dos omnívoros e possuem tubo digestório adaptado para uma variedade de alimentos. Já o gato é um carnívoro, que significa que ele necessita, obrigatoriamente, de proteína de origem animal”, esclarece Mitika.

De acordo com a médica-veterinária, a necessidade mínima de proteína de um gato em crescimento é aproximadamente 50% maior do que a de um cão da mesma idade. Em fase adulta, essa quantidade proteica mínima para o gato é 40% maior do que a de um cachorro.

Marzano pede atenção, também, para a qualidade da alimentação. “As rações super premium devem ser priorizadas”, diz o médico-veterinário, que ainda alerta para a importância do estímulo à ingestão de água e oferta de dieta úmida regularmente, uma vez que os gatos são sensíveis à problemas renais.


3 – Busque orientação para a higiene do gato

Quem convive com gatos sabe que eles se lambem com frequência, para auto-higienização.  Justamente por isso, eles não precisam de banho com frequência, já que têm uma ampla capacidade de manterem-se limpos.

“Os gatos são extremamente higiênicos, capazes de realizarem a limpeza por conta própria”, explica Mitika.

Esse hábito, entretanto, leva ao acúmulo de pelos no estômago, o que pode provocar vômitos.  Para ajudar o animal nesse sentido, os tutores podem buscar orientação médica-veterinária quanto a dietas que auxiliam na eliminação intestinal”, comenta Mitika.

De acordo com a médica-veterinária, para gatos com pelagem longa, que se embaraçam facilmente, é fundamental manter a escovação frequente. “Uma vez formada a bola de pelo, fica difícil a eliminação do amontoado, tanto pelo gato quanto pelo seu tutor.”


4 – Tenha atenção ao sono do pet

Os gatos têm hábitos noturnos, ou seja dormem muito durante o dia, já que a noite estariam melhor adaptados para caçar (se estivessem em vida livre). “Eles dormem, em média, de 12 a 16 horas por dia. Mas, em geral, não dormem um sono profundo e despertam a qualquer sinal de perigo”, explica Mitika.

Segundo a médica-veterinária, além de compreender essa característica do bichano, os tutores devem ter cuidado ao tocar ou acariciar o pet, quando ele estiver dormindo. “Isso porque o animal pode interpretar como uma agressão e reagir rapidamente, mordendo ou arranhando e causando ferimentos bastante dolorosos nas mãos o braços.”


5 – Saiba que gatos têm comportamentos parecidos com os de animais selvagens

Embora os gatos sejam frequentemente comparados com os cães, há diferenças marcantes entre esses animais, principalmente comportamentais, conforme alerta o presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP. Esse é um ponto que precisa ser levado em consideração pelas famílias que optam por ter gatos e que ajuda na compreensão das necessidades e preferências dos bichanos.

“Pelo fato do gato ter sido domesticado há muito menos tempo que o cão, eles apresentam comportamento mais semelhante a animais silvestres e selvagens”, argumenta Marzano, que considera que essa característica pode esconder sintomas em casos de problemas de saúde. “Isso também é um fator determinante para os gatos serem mais susceptíveis ao estresse e as consequentes oscilações no quadro de saúde do animal.”


Dia Internacional do Gato

O Dia Internacional do Gato, celebrado em 8 de agosto e criado em 2002 pela International Fund For Animal Welfare, tem como objetivo principal debater a saúde felina e conscientizar os tutores sobre como cuidar corretamente de seus gatos.





Sobre o CRMV-SP
O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do Estado de São Paulo, com mais de 36 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, Estados e Municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.

Ceva destaca importância da prevenção no Dia Nacional de Combate à Leishmaniose Visceral Canina


Campanha de conscientização sobre a doença segue até outubro


No Dia Nacional de Combate à Leishmaniose Visceral Canina - 10 de Agosto, a Ceva Saúde Animal destaca a importância da prevenção como principal medida de enfrentamento da doença no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram 4.103 casos humanos confirmados no país em 2017, um aumento de 31% comprado com o ano anterior. No país, as regiões Nordeste e Sudeste registraram os maiores números de casos, com 1.824 e 908 respectivamente.

A Médica Veterinária e Gerente de Produtos da Unidade Pet da Ceva, Priscila Brabec explica que a Leishmaniose Visceral Canina, ou calazar, é uma zoonose, não tem cura parasitológica e é uma doença silenciosa que vem ganhando espaço no país. “A prevenção é fundamental para conter os avanços da doença, que se espalha silenciosamente pelo Brasil”.

Em uma campanha especial de combate e prevenção desde o mês de maio, a Ceva Saúde Animal busca a conscientização de tutores e veterinários por todo o país, juntamente com um time especial de 14 influenciadores digitais de diversas cidades brasileiras para ampliar a informação nas redes sociais sobre formas de transmissão, riscos e a prevenção dessa doença para os cães.

O objetivo da campanha é difundir o conceito Double Defense (Dupla Defesa) da Ceva, que engloba duas frentes de proteção para os cães: a vacinação e o uso de produto repelente. “Nossa principal missão é difundir conhecimento e instruir que o tutor procure o médico veterinário para fazer a prevenção da doença, que apesar de não ter cura, ainda é pouco conhecida pelo grande público”, ressalta.

A campanha, que segue até outubro e conta com uma série de vídeos sobre a leishmaniose que são divulgados nas redes sociais da Ceva e parceiros. O site Leishmaniose Visceral Canina é o canal oficial da ação. Nele são disponibilizadas informações sobre a doença e a prevenção com o uso da vacina e repelente tópico. Os tutores e médicos veterinários podem conferir esses e outros conteúdos em www.leishmaniosevisceralcanina.com.br.

A ação terminará com a participação em cãominhadas que será realizada em Belo Horizonte, no dia 29 de setembro e em Campinas, no dia 20 de outubro


Conceito Double Defense

O conceito Double Defense da Ceva visa a proteção dos cães contra o vetor transmissor e o patógeno causador da doença. Para isso, conta com dois produtos exclusivos, a Leish-Tec, única vacina recombinante do mercado contra a leishmaniose visceral canina, e o Vectra 3D, uma formulação sinérgica inovadora (Dinotefuran, Permetrina e Piriproxifen), que repele e mata o mosquito transmissor da doença, além de proteger contra pulgas e carrapatos e outros insetos.

“O uso combinado dos produtos ajuda na proteção dos cães contra a picada do vetor, que é a principal forma de transmissão da doença e, também, contra a infecção pela Leishmania. Por isso, o uso do conceito Double Defense pode ajudar na prevenção do da doença”, enfatiza Priscila.


A leishmaniose

Com alto poder endêmico, a leishmaniose está presente nas cinco regiões do país e anualmente infecta mais de três mil pessoas, e uma quantidade incontável de cães. Pesquisas indicam que cada caso humano registrado equivale a até 200 animais contaminados. A doença é transmitida para os cães principalmente através da picada do flebótomo Lutzomyia longipalpis infectado, popularmente conhecido como mosquito-palha.




Ceva Saúde Animal

Pets exigem cuidados especiais no inverno


Gripes e dermatites são as doenças mais comuns

Com a queda das temperaturas e a diminuição da umidade do ar, muitos cães e gatos podem sofrer com doenças de inverno, entre elas: gripe canina para os cães, rinotraqueíte felina para os gatos e dermatites. 

De acordo com a doutora Natália Gouvêa, veterinária da clínica Soft Dogs e Cats, localizada em Moema, a vacinação é fundamental para manter o animal saudável durante todo o ano e principalmente no período de frio. “A vacina deve ser aplicada todos os anos em filhotes a partir de nove semanas de vida e a revacinação deve ser feita anualmente. O principal sinal de que o animal foi infectado pelo vírus da gripe é a ocorrência de tosse seca. Aos primeiros sintomas de aumento da temperatura, corrimento ocular e secreção nasal, é preciso tratar, antes que a enfermidade evolua para um quadro de infecção respiratória mais grave”, explica.

Além da gripe, outras doenças também se disseminam com mais facilidade no inverno, como a cinomose. As baixas temperaturas propiciam uma maior sobrevivência e disseminação do vírus. Daí a importância do animal estar em dia com a vacina polivalente (V8, V10).

Ainda é comum que os animais desenvolvam inflamações na pele e desconforto térmico. Nesses casos é preciso tomar medidas adequadas em relação à higiene e ingestão de água. “Com o frio, os pets bebem menos água e correm risco de ficar desidratados. É importante que os donos coloquem mais potes de água pela casa, facilitando a hidratação. Quanto à higiene, é ideal optar por banhos mornos e verificar se o animal não está úmido após a secagem. Esse cuidado pode evitar dermatites”, comenta a veterinária.

Para os animais de pelos curtos, a roupinha é uma boa opção para mantê-los aquecidos. Porém, é importante optar por peças em que o cão se sinta livre para brincar e fazer as necessidades. Já os de pelo longo precisam de mais cuidados. Eles podem desenvolver nós, que não secam direito após o banho, gerando fungos e bactérias, que levam à dermatite.

Ainda segundo Natália, outra dica importante é evitar passeios nos dias muitos frios. “O ideal é sair em horários em que a temperatura esteja mais quente, como por exemplo, entre 11 e 15 horas. Esse cuidado evita que o animal passe por mudanças bruscas de temperatura”, finaliza.





Clínica Soft Dogs e Cats

Pesquisa da UFSCar compara técnicas para o tratamento de disfunções miccionais



Estudo recruta voluntárias com queixas de incontinência urinária e urgência miccional para sessões de avaliação e eletroestimulação


O Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está recrutando voluntárias para participarem de estudo que tem por objetivo comparar técnicas utilizadas para o tratamento de dois problemas que afetam muitas mulheres: a urgência miccional e a incontinência urinária de urgência. A urgência miccional está relacionada à vontade urgente e repentina de urinar, de difícil controle ou adiamento. Já a incontinência urinária de urgência (IUU) é a perda de urina devido à vontade urgente de urinar.

A doutoranda Juliana Falcão Padilha, responsável pela pesquisa, conta que os dois problemas são frequentes nas mulheres e que o estudo pretende comparar técnicas de eletroestimulação em diferentes partes do corpo: nervo tibial (perna) e região parassacral (costas). Padilha aponta que a estimulação na região do nervo tibial já é utilizada em adultos e a técnica na região parassacral já foi testada em crianças e adolescentes com efeito positivo. O atual estudo quer avaliar se as duas técnicas são eficazes também em mulheres adultas, contribuindo com mais opções de tratamento fisioterápico para a urgência miccional e a IUU.

Para desenvolver o trabalho, que tem orientação da professora Patricia Driusso, do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar, são convidadas mulheres acima de 18 anos, não fumantes, com queixa de urgência miccional ou IUU. As voluntárias passarão por avaliações e sessões de tratamento com eletroestimulação. O atendimento será no Laboratório de Pesquisa em Saúde da Mulher (Lamu) do DFisio. As interessadas podem entrar em contato com a pesquisadora pelos telefones (16) 98184-2996 (também via WhatsApp) ou (16) 3351-9577 ou pelo e-mail jufpadilha@gmail.com.


Projeto de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 79893917.1.0000.5504).

Paternidade tardia: saiba quais são os fatores de risco e sobre congelamento de sêmen

 Matheus Roque, especialista em reprodução humana explica mais sobre o tema


Ao contrário da maternidade, a paternidade tardia sempre foi vista de forma comum. É que  relógio biológico dos homens produz sêmen independente da faixa etária, diferente das mulheres, que precisam se atentar a idade em relação à qualidade e quantidade de óvulos. Porém, com o avançar dos anos, a qualidade do sêmen também pode piorar, assim como sua produção.

Para explicar mais fatores relacionados à idade do homem quanto à paternidade, o  médico especialista em reprodução humana, Matheus Roque, aponta algumas questões sobre o tema.

“Esses fatores normalmente não estão relacionados a alterações cromossômicas do embrião, como no caso da maternidade tardia. Mas, o avanço de idade dos homens está associado ao maior risco de autismo e doenças psiquiátricas como esquizofrenia e depressão. Então imagina-se que homens acima dos 50 anos de idade, apresente esses riscos aumentados”, explica o médico.

Para as mulheres que querem ser mães após o 30 anos de idade mas ainda não estão tentando engravidar , o congelamento de óvulos é um procedimento 100% recomendado pelos médicos, já que preserva a fertilidade e autonomia na escolha da idade de se ter uma gestação, aumentando as chances de gravidez no futuro, caso esta mulher não engravide naturalmente. Além de diminuir os riscos de aborto e  síndromes cromossômicas.Mas e no caso dos homens? Conforme aponta Roque, o congelamento de sêmen pode ser uma alternativa sim, mas apenas em casos específicos. 

“Ele não é indicado com a mesma relevância como o da mulher, que todo homem deveria congelar pensando no fator idade. O homem,  teoricamente, não tem uma contraindicação para tentar engravidar sua parceira, pois independente da idade, ele produz espermatozoides e pode ser pai de maneira natural ou com tratamentos. Mas, o indicado é que ele tenha um acompanhamento médico periódico e, caso demonstre qualquer modificação na qualidade do sêmen, é indicado que faça o procedimento”, ressalta.

Desta forma, Roque também informa que homens que vão se submeter ao tratamento de câncer, tendo que passar por quimioterapia ou radioterapia, ou que passarão por alguma cirurgia na região testicular ou próstata, ou ainda se foi diagnosticado com varicocele, doença que piora a qualidade do sêmen, podem fazer esse procedimento pensando na preservação da qualidade do sêmen, sem um limite de idade. 

“É importante frisar que o homem é tão responsável quanto a mulher quando o assunto é  infertilidade. Em até metade dos casos, o fator masculino está presente. Em 10% dos casais inférteis não descobrimos uma causa específica. Dos outros 90%,   é sobre um fator feminino isolado, sobre o fator masculino e outro é uma associação de fatores, tanto feminino, quanto masculino. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser examinados em caso de infertilidade. Se o casal está tentando engravidar sem sucesso por mais de 1 ano, ou então mais de 6 meses com a idade da mulher a partir dos 36 anos é preciso procurar auxílio médico, pois há alterações corrigíveis que podemos descobrir e potencializar as chances de gravidez do casal”, finaliza o especialista. 




Dr. Matheus Roque
Instagram: @matheusroque_mr 
https://www.facebook.com/drmatheusroque/

Sinais que indicam que a sua saúde precisa de atenção


Da cabeça aos pés, o corpo emite alertas que podem ajudar a cuidar da saúde


Hipotireoidismo, anemia e diabetes são algumas doenças que podem ser descobertas observando alterações no corpo. Estima-se que o Brasil possua aproximadamente 18 milhões de pessoas que sofrem de hipotireoidismo e, segundo pesquisa recente realizada pelo Instituto Minds4Health, com mais de 2000 pacientes, 65% dos respondentes apontaram que o diagnóstico da doença foi feito após a procura de um médico para realização de check-up geral. Apenas 30% marcaram consultas por conta de algum sintoma.

No mês em que são celebrados o Dia da Farmácia e o Dia Nacional da Saúde, ambos comemorados no dia 5 de agosto, os farmacêuticos da rede de farmácias Extrafarma alertam sobre a importância de dar atenção a certos sinais do corpo a fim de manter a saúde em dia.

“Queda de cabelo, rachaduras na boca ou mesmo olheiras são sintomas que podem parecer inofensivos, mas são um alerta para problemas de saúde. Por isso, é preciso saber identificar esses sinais e buscar orientação de profissionais da saúde para prevenir problemas futuros”, reforça Adriano Ribeiro, farmacêutico da Extrafarma. 

Abaixo, confira os sinais que evidenciam que algo não vai bem no organismo.


Queda de cabelo

A queda frequente dos fios é um sintoma tanto de males que atacam apenas o couro cabeludo quanto dos que também agridem outras regiões do corpo. Avaliar a saúde capilar, além de aumentar a taxa de sucesso do tratamento contra a calvície, ajuda a diagnosticar problemas que poderiam passar despercebidos, como a síndrome metabólica, que lesiona inclusive os vasos que irrigam o couro cabeludo, e a anemia, deficiência de ferro que atinge 30% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Outras complicações que podem apresentar como sintoma a queda de cabelo são doenças inflamatórias intestinais, sífilis e, nas mulheres, síndrome do ovário policístico.


Ganho de peso

Nem sempre o ganho de peso está relacionado à ingestão de alimentos. Existem algumas doenças que podem ser identificadas pela alteração no peso do corpo, como o hipertireoidismo, disfunções hormonais, depressão, entre outras. Caso identifique o ganho de peso de forma não-intencional, é recomendado ir ao médico para que sejam solicitados exames e seja indicado o tratamento adequado para a situação.


Alterações nos cantos dos olhos e na visão

O canto dos olhos de uma pessoa saudável deve ser rosado. Cantos dos olhos avermelhados podem indicar conjuntivite, disfunção lacrimal, inflamação da córnea por bactérias e até problemas circulatórios. Já a dificuldade para enxergar de longe pode ser sintoma de uma alteração do cristalino, comum aos diabéticos. O ressecamento ocular pode ser consequência de alterações hormonais. Ao sinal de qualquer alteração é indicado procurar a orientação de oftalmologistas e endocrinologistas.


Fissuras nos cantos da boca

Essa condição geralmente tem relação com a falta de vitaminas e sais minerais no organismo. A ingestão de alimentos ricos em vitamina B e ferro, tais como verduras, carnes magras e ovos, e a hidratação podem resolver o problema e evitar infecções.


Pele com manchas ou ressecada

Aquelas manchinhas brancas, geralmente atribuídas a micoses, podem ser indício de doenças como vitiligo ou a eczemátide, que tem relação com processos alérgicos. A hanseníase e a sífilis também possuem sintomas semelhantes, por isso, é preciso ficar atento à incidência dessas aparições. O ressecamento excessivo da pele também deve ser observado, já que pode ter relação com a diabetes, o hipotireoidismo e a psoríase. Esta última é uma doença mais fácil de identificar, devido ao surgimento de placas vermelhas na pele que descamam.


Mudança de aparência das unhas

A aparência das unhas pode dizer bastante sobre o estado de saúde do organismo, indicando possíveis problemas em qualquer região do corpo. Entre as doenças que podem ser identificadas por alterações nas unhas estão o câncer de pele, quando as unhas apresentam linhas bastante escuras; o hipotireoidismo, quando as unhas apresentam curvaturas internas; problemas no fígado e rins, identificadas quando surgem meias luas brancas acompanhadas de avermelhamento nas unhas; a cirrose, em casos de unhas brancas com uma camada preta na ponta (unhas de Terry); doenças pulmonares, em situações de unhas amareladas, sem exposição prolongada a substâncias químicas; e anemia, quando as unhas estão bastante enfraquecidas. Por isso, ao sinal de qualquer mudança na aparência das unhas, a recomendação é procurar ajuda médica.


Oito razões para praticar o aleitamento materno

Imagem retirada da internet

  
 Com o objetivo de conscientizar pais e familiares no apoio à prática da amamentação como fonte exclusiva de nutrição nos primeiros 6 meses da vida do bebê! Conheça as 8 razões indiscutíveis para o aleitamento materno:


1) O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado para o bebê até os 6 meses de idade.


2) Fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês.


3) Colabora para a formação do sistema imunológico da criança.


4) Contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém nascidos. 


5) Previne a anemia.


6) A sucção colabora no desenvolvimento da arcada dentária do bebê.


7) Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário.


8) A amamentação dá às mães a sensação de bem estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia.







Dr. Alberto Guimarães - ginecologista, obstetra e precursor do Parto sem Medo. Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (RJ) e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o médico atualmente encabeça a difusão do “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas. Atuou no cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo e na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Site: https://www.partosemmedo.com.br/
 Instagram: @partosemmedo
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Facebook: @partosemmedo

Índice de obesidade no Brasil não para de crescer


Entenda as causas do aumento da obesidade no país e como tratar


A obesidade tem crescido no Brasil nos últimos anos. Segundo dados divulgados pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção Para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018), a taxa de obesidade do país cresceu de 11,8% para 19,8% entre 2006 e 2008. Os estudos ainda mostraram que 55,7% dos brasileiros tem o Índice de Massa Corporal (IMC) acima do valor ideal segundo os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Causas da obesidade

Uma alimentação de qualidade com uma dieta equilibrada é essencial para evitar a obesidade. “Os hábitos alimentares têm grande influência no aumento de peso. Com tempo reduzido para comer devido a rotina acelerada e o consequente aumento do consumo do fast food, recebemos uma bomba calórica em nosso organismo”, afirmou o especialista em gastroenterologia e nutrologia Bruno Sander.

Essa aceleração da sociedade também contribui para noites mal dormidas que contribuem para obesidade. “A falta de um horário fixo para dormir, o aumento do estresse ocasionado pela rotina e o tempo no celular contribuem para a baixa qualidade do sono, que influencia diretamente no funcionamento do organismo em relação às gorduras” afirmou o especialista.


Tratando a doença

A obesidade traz riscos à saúde, colaborando para o aumento de doenças como diabetes e hipertensão.  Por isso, é importante investir em uma mudança radical de hábitos para ter melhor qualidade de vida. “A reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos são etapas necessárias para perder peso. A orientação profissional durante esse processo ajuda o paciente tratado a escolher a melhor estratégia que resultará na melhora da condição que ele se apresenta”, afirmou Bruno Sander.





 Fonte: Bruno Sander Queiroz, médico cirurgião endoscopista, especialista em gastroenterologia, nutrologia e tratamentos de obesidade. É médico e diretor do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte (www.sandermedicalcenter.com.br).



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