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Volume
exportado foi o maior dos últimos cinco anos para um mês de setembro
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Acumulado
do ano civil de 2019 (jan-set) apresentou crescimento de 27,7% e também
registrou melhor performance dos últimos cinco anos
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Dez
principais destinos do café brasileiro aumentaram a importação do produto em
28,4%
O Brasil exportou 3,2 milhões de sacas de café em
setembro deste ano - considerando a soma de café verde, solúvel e torrado &
moído. O volume representa um aumento de 2,6% em relação a setembro de 2018. A
receita cambial gerada pelas exportações no mês passado chegou a US$ 410,3
milhões, queda de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o preço
médio da saca de café foi de US$ 126,9/saca, decréscimo de 6,9% em relação ao
mesmo mês de 2018. Os dados são do Cecafé - Conselho dos Exportadores de Café
do Brasil.
Em setembro, o café arábica correspondeu a 81,8% do
volume total exportado, equivalente a 2,6 milhões de sacas. O café conilon
(robusta) atingiu a participação de 8,1%, com o embarque de 263,1 mil sacas,
enquanto que o solúvel representou 10% das exportações, com 323,1 mil sacas
exportadas.
“Os volumes de café exportados em setembro registraram o
melhor resultado do mês nos últimos cinco anos. O desempenho no acumulado dos
últimos 12 meses também marca um incremento muito significativo das vendas para
o exterior, alcançando cerca de 42,2 milhões de sacas. Outro fator que deve ser
destacado é o forte crescimento das vendas para os 10 maiores países compradores
entre eles EUA, Alemanha, Japão, Bélgica e Espanha, com exceção do Reino Unido.
Estes resultados registram o aumento da participação brasileira nas exportações
mundiais, de acordo com os dados apurados pela OIC, e confirmam mais uma vez a
alta qualidade do café mais sustentável do mundo que é o café brasileiro. Além
disso, indicam que fecharemos o ano civil com excelentes resultados refletindo
o bom trabalho do setor exportador” afirma Nelson Carvalhaes, presidente do
Cecafé.
Ano civil
O total de café exportado no ano civil (janeiro a
setembro de 2019) permanece sendo o maior dos últimos cinco anos para o
período, com o embarque de 30,4 milhões de sacas. O volume representa um
crescimento de 27,7% em relação a mesma base comparativa do ano passado e a
receita cambial, neste caso, também apresentou crescimento, de 6,5%, chegando a
US$ 3,8 bilhões.
Entre as variedades embarcadas no ano civil, o café
robusta se destaca pelo aumento de 73,7% nas exportações, se comparado ao
volume da variedade exportado de janeiro a setembro de 2018. O café arábica
também obteve um crescimento relevante, de 26,2%, em relação ao período do ano
anterior e o café solúvel, por sua vez, registrou crescimento de 9,9% no
período. Assim como no mês de setembro e ano civil como um todo, ambas as
variedades (café arábica e solúvel) apresentaram o melhor resultado em volume
dos últimos cinco anos para o período de janeiro a setembro.
Já nos últimos 12 meses (de outubro de 2018 a setembro de
2019) o Brasil exportou 42,2 milhões de sacas, dado que sinaliza um recorde
histórico de exportações de café para este ano.
Principais destinos
Os principais destinos de café brasileiro no ano civil, e
que apresentaram um aumento médio de 28,4% de volume importado no período,
foram, respectivamente: Estados Unidos, que importaram 5,7 milhões de sacas de
café (18,9% do total embarcado no período); Alemanha, com 5 milhões de sacas
importadas (16,5%); Itália, com 2,8 milhões de sacas (9,3%); Japão, com 2
milhões de sacas (6,7%); Bélgica, com 2 milhões de sacas (6,6%), Turquia, com
884,6 mil sacas (2,9%); Federação Russa, com 788 mil sacas (2,6%); Reino Unido,
com 751,7 mil sacas (2,5%); Canadá, com 669,7 mil sacas (2,2%); e Espanha, com
665,6 mil sacas (2,2%).
Todos os principais países consumidores de café
brasileiro, exceto Reino Unido, registraram, no ano civil, aumento na
importação do produto, comparando com o mesmo período do ano passado. Os
destinos que registraram maior crescimento no consumo de café brasileiro foram
a Espanha (crescimento de 40%); EUA (38,6%); e Alemanha (37,2%).
Diferenciados
No ano civil, o Brasil exportou 5,6 milhões de sacas de cafés
diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de
certificado de práticas sustentáveis). O volume representa 18,6% de
participação do total de café exportado neste ano até agora e um crescimento de
35,8% comparado ao período de janeiro a setembro de 2018.
A receita cambial gerada com a exportação de cafés
diferenciados do Brasil foi de US$ 886,6 milhões, representando 23,3% do total
de receita gerada pelo Brasil com as exportações no ano civil de 2019.
Os principais destinos de cafés diferenciados foram,
respectivamente: EUA, que importaram 1,4 milhão de sacas (24,2% do volume total
embarcado no ano civil); Alemanha, com 707,6 mil sacas (12,5% de participação);
Japão, com 644,9 mil sacas (11,4%); Bélgica, com 555,5 mil sacas (9,8%);
Itália, com 533,8 mil sacas (9,4%); Canadá, com 233 mil sacas (4,1%); Reino
Unido, com 162,9 mil sacas (2,9%); Suécia, com 158,2 mil sacas (2,8%); Espanha,
com 115,6 mil sacas (2%); e Holanda, com 105,1 mil sacas (1,9%).
Ano-Safra 2019/20
Nos três primeiros meses do Ano-Safra 2019/20 (jul-set),
o Brasil exportou 9,9 milhões de sacas de café, crescimento de 9% em relação ao
mesmo período da safra anterior. Neste caso, o volume também registrou o melhor
desempenho dos últimos cinco anos para o período de julho a setembro e a
receita cambial gerada com as exportações foi de US$ 1,2 bilhão, queda de 3,6%
em relação aos três primeiros meses da safra passada.
Portos
O Porto de Santos segue na liderança da maior parte das
exportações no ano civil de 2019, com 77,6% do volume total exportado a partir
dele (equivalente a 23,6 milhões de sacas). Em segundo lugar estão os portos do
Rio de Janeiro, com 12,2% dos embarques (3,7 milhões de sacas).
Cecafé
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