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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Sonho de ser pai pode ser ameaçado pela infertilidade



  • A infertilidade masculina na maioria dos casos não produz sintomas
  • Conheça as verdades e mitos da fertilidade masculina


Aproximadamente 15% da população mundial enfrenta problemas para conceber um filho. Em 4 de cada 10 casos, o fator de infertilidade está relacionado diretamente com o homem, enquanto outros 2 casos terão fatores mistos, onde o homem e a mulher contribuem nas causas.

Apesar de quase 90% dos casos de infertilidade terem uma solução médica para aqueles que consultam um especialista em reprodução humana, apenas uma pequena parcela da população procura ajuda de um especialista para avaliar o problema e dar início ao tratamento. “Os homens resistem mais que as mulheres, e muitas vezes esta demora pode fazer com que uma solução que poderia ser simples, acabe complicando”, afirma Dra. Genevieve Coelho, especialista em reprodução humana e diretora da clínica IVI Salvador.

Ao contrário do que se pensa, a fertilidade do homem também diminui com a idade, conforme foi comprovado pelo estudo apresentado recentemente pelo Centro Médico Diaconisa Beth, em Israel e Escola de Medicina de Harvard, nos EUA.  O fato dos homens produzirem espermatozoides durante a vida inteira criou o mito da fertilidade permanente, mas a idade do homem e também seus hábitos influenciam na qualidade dos espermatozoides produzidos e, consequentemente, na fertilidade.


Verdades e mitos da fertilidade masculina


1 – Todo homem pode ter filhos mesmo em idade avançada

MITO: O homem produz espermatozoides a vida toda, mas isso não significa que estes espermatozoides não perdem qualidade e também não significa que todos os homens têm o mesmo nível de fertilidade.

2 – Os efeitos nocivos dos anabolizantes desaparecem depois que o homem deixa de utilizar a droga

MITO: Os efeitos estéticos de ganho de massa muscular, forma física e resistência que produzem estas substâncias podem afetar o homem para sempre, mesmo após o abandono do uso do anabolizante. Isso ocorre porque ao consumir testosterona sintética, a produção de testosterona natural é reduzida e como consequência, a produção e qualidade dos espermatozoides também diminuem. “Os danos de “tomar bomba” podem chegar a ser irreversíveis e produzir inclusive problemas sexuais, cardiovasculares e diminuição da imunidade”, alerta Dra Genevieve.

3 – Infertilidade e impotência sexual é a mesma coisa

MITO: É possível que um homem com uma vida sexual muito ativa e satisfatória seja infértil, da mesma forma que as disfunções sexuais não necessariamente afetam a qualidade do esperma e sua capacidade de fertilização.
A infertilidade se caracteriza quando após um ano de relações sexuais frequentes o casal não consegue engravidar, algo que acontece com homens sexualmente ativos. Por outro lado, a impotência sexual é uma disfunção que pode estar associada a uma diminuição da libido, disfunção erétil e falhas na ejaculação.

4 – Exposição a calor intenso na região dos testículos reduz a fertilidade

VERDADE: Homens que trabalham em estufas ou que permanecem expostos a um calor intenso tem um risco aumentado de produzir espermatozoides com alterações que inviabilizam a gravidez.

5 – Obesidade prejudica a fertilidade

VERDADE: O estudo “influência da obesidade masculina nas taxas de gestação em ciclos de reprodução assistida com óvulos doados” coordenado pelo Dr Gabriel de la Fuente, da clínica IVI Madri, revelou que homens obesos ejaculam em média 8 milhões de espermatozoides por mililitro menos que os homens que estão dentro do peso ideal. Neste estudo também foi identificada uma relação entre obesidade e baixa qualidade do sêmen.

Exames que avaliam a fertilidade masculina

O exame básico para a avaliação da fertilidade masculina é o espermograma, que estuda a mobilidade, aspecto morfológico e nível de concentração dos espermatozoides. “O ideal é não apenas realizar o espermograma, mas também complementar o estudo com a capacitação espermática, que ajuda a ter um diagnóstico mais preciso. Porém estes testes não consideram os aspectos genéticos (cromossômicos), nem a quantidade de material genético dos espermatozoides. Para considerar os fatores genéticos os testes indicados são o Cariótipo, a Fragmentação do DNA espermático e, em casos mais graves o FISH”, explica a embriologista do laboratório da Clínica IVI Salvador, Laís Diniz.
Dependendo de cada caso, além dos exames citados anteriormente, na avaliação da fertilidade masculina podem ser solicitadas ecografias e exames hormonais.






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