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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Eletrolar Show All Connected 2026

 

NÚMEROS DA EDIÇÃO

+ 100 mil m² de exposição

+ 1 mil fabricantes nacionais e internacionais

+ 5 mil marcas

+ 17 mil produtos

+ 40 mil profissionais do setor

+ R$ 2 bilhões em negócios (potencial)

 

Em sua maior edição, a Eletrolar Show All Connected reúne indústria, varejo, distribuidores, marketplaces, importadores e compradores em um dos principais encontros de negócios da América Latina para os setores de tecnologia, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, casa conectada, mobilidade, climatização, design, decoração e bens de consumo. 

Entre os destaques do evento multissetorial estão robôs humanoides voltados à interação com pessoas, atendimento, monitoramento e aplicações corporativas, além de partidas diárias de futebol entre robôs autônomos. 

A feira também apresenta fechaduras inteligentes com reconhecimento facial, câmeras equipadas com inteligência artificial capazes de identificar pessoas, veículos e animais, televisores integrados ao ChatGPT, smartphones com câmeras desenvolvidas em parceria com a Leica e soluções voltadas à automação residencial e à conectividade dos ambientes domésticos. 

Os lançamentos incluem ainda equipamentos para climatização e qualidade do ar, dispositivos voltados à proteção da infraestrutura digital, nobreaks com conectividade Wi-Fi e Bluetooth, luminárias produzidas por impressão 3D e biomateriais, além de produtos que combinam tecnologia, design, sustentabilidade e eficiência energética. 

As novidades refletem um mercado cada vez mais conectado, em que inteligência artificial, automação e experiência do usuário ganham papel central no desenvolvimento de produtos e serviços.

 

ESPAÇOS INTERATIVOS

A programação da Eletrolar Show All Connected também inclui ambientes dedicados à inteligência artificial, robótica, automação e novas experiências de consumo, permitindo ao público conhecer de perto tecnologias que já começam a transformar o varejo, os serviços e o cotidiano.

 

Robot Park Experience

Novo espaço dedicado à robótica, automação e inteligência artificial, com demonstrações de tecnologias aplicadas a ambientes residenciais, corporativos, educacionais e comerciais.

 

Arena Robot Park

Área dedicada à robótica humanoide com três partidas diárias de futebol entre robôs autônomos, demonstrando avanços em inteligência artificial, visão computacional, mobilidade e tomada de decisão em tempo real.

 

Casa All Connected

Ambiente de 300 m² com curadoria da neuroarquiteta Cris Paola que apresenta aplicações de automação residencial, inteligência artificial, biofilia e tecnologias voltadas ao bem-estar e às novas experiências do morar.

 

Interior Lifestyle South America

Realizada em parceria com a Messe Frankfurt, reúne marcas e soluções ligadas aos segmentos de design, decoração, housewares e Lifestyle. É um espaço que abriga a casa do futuro, o Espaço Viva Decora, o Lounge D&D Shopping e a Arena Interior Lifestyle.

 

AirCon Experience

Área voltada ao setor de climatização, eficiência energética e qualidade do ar.

 

Packaging Park

Espaço dedicado às tendências e inovações para a indústria de embalagens.

 

CICLO DE PALESTRAS

Além da exposição e das experiências interativas, a programação contará com um ciclo de palestras nas Arenas Eletrolar, Interior Lifestyle e AirCon Experience, que reunirá economistas, executivos, especialistas e lideranças do mercado de cada segmento.

 

CONEXÕES E NEGÓCIOS

A Eletrolar Show All Connected reúne fabricantes, varejistas, distribuidores, marketplaces, importadores e compradores de toda a América Latina em rodadas de negócios, encontros estratégicos e agendas comerciais voltadas à geração de parcerias e novas oportunidades para o setor.

 

 

Distrito Anhembi

Av. Olavo Fontoura, 1205

Santana – São Paulo (SP)

Estacionamento

5.850 vagas disponíveis

Carros: R$ 90,00 (período de 12 horas)

Motos: R$ 50,00 (período de 12 horas)

Transporte público

A Estação Portuguesa-Tietê (Metrô) é a mais próxima do local do evento.


domingo, 21 de junho de 2026

Copa do Mundo e fogos de artifício: como proteger os cães do medo dos barulhos?

Divulgação
Em períodos de grandes jogos, estímulos sonoros intensos podem desencadear medo, tentativas de fuga e alterações fisiológicas nos cães. Preparo do ambiente e manejo adequado ajudam a tornar a rotina mais segura


A Copa do Mundo costuma transformar a rotina das casas. A televisão fica mais alta, familiares e amigos se reúnem, buzinas aparecem nas ruas e, em muitos lugares, fogos de artifício e rojões fazem parte das comemorações. Para os torcedores, esses sons representam celebração. Para muitos cães, no entanto, chegam de outra forma: como um estímulo imprevisível, intenso e ameaçador.

"Quando o tutor entende que o medo do barulho não é birra nem exagero, mas uma resposta real do organismo, ele passa a agir de forma mais eficiente. Antecipar o cuidado é sempre melhor do que tentar controlar o problema no auge da crise", afirma Bianca Fenner, médica-veterinária e coordenadora de marketing da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal.


Por que o barulho afeta tanto os cães?

A audição dos cães é mais sensível que a dos humanos em diversos aspectos. Eles percebem frequências sonoras mais altas e captam estímulos que, para as pessoas, podem passar despercebidos. Sons explosivos como fogos e rojões têm uma característica especialmente desafiadora: surgem de forma abrupta e muitas vezes em sequência, sem qualquer previsibilidade.

Essa combinação pode ativar mecanismos fisiológicos associados ao estresse agudo. O organismo interpreta o som como ameaça e aciona respostas de defesa, com liberação de adrenalina e hormônios do estresse. Na prática, isso pode se manifestar como taquicardia, aumento da frequência respiratória, inquietação e tentativa de escapar do ambiente.

"Quando falamos de fogos ou rojões, não estamos tratando apenas de volume alto. Para o cão, o problema envolve intensidade, imprevisibilidade e falta de controle sobre o estímulo. Ele não entende de onde vem o som, nem quando vai acabar, e isso pode ativar uma resposta de medo muito intensa", explica Bianca Fenner.

Em cães sensíveis, a repetição de episódios sem suporte adequado pode evoluir para fobia sonora – quadro em que o animal passa a reagir de forma desproporcional, com antecipação do medo e dificuldade de recuperação mesmo depois que o barulho cessa. Com o tempo, a resposta pode se estender a sons associados, como gritos, buzinas, trovões ou barulhos de motocicleta.

Durante a Copa do Mundo, esse risco se amplifica porque os estímulos não se concentram em uma única noite. Ao longo de várias semanas, jogos decisivos, comemorações em horários diferentes e movimentação incomum dentro de casa alteram a previsibilidade da rotina.


Como preparar o ambiente

O primeiro passo é preparar um local seguro antes do início dos jogos. O ideal é escolher um cômodo mais silencioso, preferencialmente distante da rua, com portas e janelas fechadas, cortinas ou persianas para reduzir estímulos visuais e objetos familiares, como cama, cobertor e brinquedos. O espaço deve funcionar como refúgio – o cão precisa poder entrar e sair livremente, e nunca deve ser preso como forma de contenção.

Sons constantes e previsíveis, como música tranquila ou ruído branco em volume moderado, também ajudam a mascarar os barulhos externos e a reduzir o contraste entre o silêncio do ambiente e um estrondo repentino.

Outro cuidado essencial é evitar o acesso a áreas de risco. Cães assustados podem tentar fugir por portas, janelas, portões ou varandas. Por isso, antes dos jogos, é importante checar se o ambiente está seguro, manter identificação atualizada na coleira e redobrar a atenção com entradas e saídas da casa.

Passeios e atividades físicas devem ser realizados antes do início das comemorações, em horários mais tranquilos. Um cão que já gastou energia tende a lidar melhor com períodos de recolhimento. Nos momentos de maior movimentação, os passeios devem ser evitados, já que um estampido repentino na rua pode desencadear fuga ou acidentes.


Como o tutor deve agir durante os episódios

A forma como o tutor se comporta influencia diretamente a resposta do cão. Gritar ou tentar forçar o animal a "enfrentar" o barulho tende a piorar o quadro. O ideal é agir com calma, oferecer presença e segurança, sem superestimular o pet. Se o cão buscar contato, o acolhimento pode ajudar; se preferir se esconder, essa escolha deve ser respeitada, desde que ele esteja em local seguro.

"A ideia não é ignorar o medo, nem o reforçar de maneira inadequada. O tutor deve oferecer suporte, previsibilidade e segurança. Para o cão, perceber que existe um ambiente protegido e uma referência calma faz diferença", orienta Bianca Fenner.

Brinquedos recheáveis, petiscos de longa duração e atividades de farejamento podem ser aliados para cães que ainda conseguem interagir durante os episódios. No entanto, em animais com medo intenso, o apetite e o interesse por brincadeiras tendem a diminuir. Nesses casos, o foco deve ser reduzir a exposição e garantir segurança.


Recursos de apoio e orientação veterinária

Além das medidas ambientais e comportamentais, recursos que ajudam a promover sensação de segurança podem ser integrados à rotina. ADAPTIL®, solução a base do análogo sintético do odor materno canino, atua como uma ferramenta de apoio em situações desafiadoras, contribuindo para transmitir sensação de conforto e bem-estar. Em períodos de maior estresse, como jogos com grande movimentação e risco de fogos, o produto pode ser utilizado no ambiente ou na forma de coleira como parte de um plano de manejo mais amplo.

Esse recurso deve ser entendido como complementar: não substitui a preparação do ambiente, a conduta adequada do tutor ou a avaliação veterinária em casos mais graves.

Em cães com histórico de pânico, tentativas de fuga, destruição intensa ou sinais físicos severos, a orientação do médico-veterinário é indispensável. Alguns animais podem precisar de um plano individualizado, que inclui manejo comportamental e, em situações específicas, suporte medicamentoso prescrito por profissional. A automedicação nunca deve ser considerada.

"Um ponto importante é que o medo pode se intensificar quando o animal passa repetidamente por experiências negativas sem suporte adequado. Cada episódio pode reforçar a percepção de ameaça e tornar a próxima reação ainda mais intensa", afirma a veterinária.

Mais do que impedir que o cão se assuste, o objetivo é reduzir sofrimento e prevenir acidentes. A Copa do Mundo é um momento de festa para as pessoas, mas não precisa ser um período de medo para os pets. Com preparo, ambiente seguro e atenção aos sinais do animal, é possível acompanhar os jogos sem comprometer o bem-estar dos cães. 



Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br


Espírito de Copa na natureza: espécies brasileiras mostram a força do trabalho em equipe

 

Especialistas em conservação mostram como o comportamento colaborativo de botos-cinza, saguis, muriquis e aves brasileiras de bandos mistos podem lembrar um time de futebol 

 

Em ano de Copa do Mundo, conceitos como estratégia, comunicação e trabalho em equipe ganham espaço dentro e fora dos campos. A conexão entre futebol e natureza também aparece em meio aos mascotes oficiais da Copa do Mundo FIFA 2026. O alce chamado Maple, a águia-americana batizada de Clutch, e a onça-pintada Zayu, foram escolhidos para representar, respectivamente, os países-sede Canadá, Estados Unidos e México. Os personagens simbolizam união, diversidade e espírito coletivo.

 

Na natureza, diferentes espécies também demonstram que a cooperação pode ser decisiva para proteção, alimentação, cuidado com os filhotes e sobrevivência. De mamíferos marinhos que coordenam movimentos em grupo a primatas conhecidos pela convivência pacífica e pelo cuidado compartilhado com os filhotes, pesquisadores da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) chamam a atenção para comportamentos que mostram como o jogo coletivo também faz parte da biodiversidade brasileira.

 

Entre as aves, um comportamento chama a atenção dos pesquisadores: a formação dos chamados bandos mistos, grupos compostos por diferentes espécies que se deslocam juntas pelas florestas em busca de alimento e proteção, como um “time”.

 

Nesses grupos, algumas espécies exercem um papel central na comunicação e no alerta contra predadores, funcionando como verdadeiras sentinelas. Enquanto isso, outras aves ocupam diferentes “posições” dentro da floresta; algumas capturam insetos no ar, outras buscam alimento nos troncos ou entre folhas secas no chão, reduzindo “individualidades” e aumentando a importância do “coletivo”.

 

Conforme as aves avançam pela vegetação, o movimento do grupo ajuda a espantar insetos escondidos entre folhas e galhos, beneficiando diferentes espécies ao mesmo tempo.

 

“Seja nas florestas ou nos gramados dos estádios, o esforço coletivo é a chave. Como em um bando misto de aves na natureza, onde espécies diferentes se deslocam em conjunto, aumentando a captura de insetos e se protegendo contra predadores, um time de futebol encontra sua força na diversidade; quando talentos distintos se unem pelo coletivo, a sobrevivência vira vitória”, afirma o biólogo Pedro Develey, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).

 

Segundo o especialista, a comparação entre futebol e natureza vai além da cooperação. “No futebol, o goleiro defende — como a proteção contra predadores nos bandos mistos — e o atacante finaliza a jogada, assim como as aves que capturam suas presas. Ninguém ganha o jogo sozinho”, completa.


 

O time dos botos-cinza

 

No ambiente costeiro-marinho, os botos-cinza (Sotalia guianensis) se destacam pela coordenação entre indivíduos. A espécie costuma viver em grupos organizados e apresenta comportamentos cooperativos importantes, principalmente durante a alimentação e o cuidado com os filhotes.

 

Um dos exemplos mais curiosos é a formação de verdadeiras "creches". Enquanto parte dos adultos sai em busca de alimento, outros indivíduos permanecem próximos aos filhotes. A estratégia contribui para aumentar a segurança dos mais jovens e reforça os laços sociais entre os animais.

 

Além disso, os botos utilizam diferentes sinais sonoros para se comunicar dentro do grupo, comportamento fundamental para deslocamento, proteção e interação social. "Os botos-cinza são um excelente exemplo de como o trabalho em equipe pode trazer vantagens para uma espécie. A colaboração entre os indivíduos é fundamental para atividades como a proteção dos filhotes e a busca por alimento. Assim como acontece em um time, cada integrante desempenha um papel importante para o sucesso coletivo”, explica Camila Domit, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação.


 

Saguis e Muriquis em equipe

 

Nas florestas brasileiras, os saguis (Callithrix) mostram que o cuidado coletivo pode fazer a diferença. As fêmeas frequentemente dão à luz gêmeos e, logo após o nascimento, o pai assume grande parte dos cuidados, carregando os filhotes durante diversos momentos do dia e entregando-os à mãe apenas na hora da amamentação.

 

Os irmãos mais velhos também participam ativamente da criação dos filhotes, ajudando a carregar os pequenos e colaborando na busca por alimento para o grupo. O comportamento é conhecido como reprodução cooperativa e ajuda a aumentar as chances de sobrevivência.

 

Já os muriquis (Brachyteles), considerados os maiores primatas das Américas, chamam atenção pela convivência social pacífica - cujo nome significa “povo manso da floresta”. Diferentemente de outros grupos de primatas, eles vivem em sociedades com baixos níveis de agressividade e não há hierarquia entre os indivíduos.

 

“A convivência dos muriquis é marcada pela passividade e colaboração. Nos saguis, também observamos comportamentos coletivos importantes, principalmente no cuidado compartilhado com os filhotes. Os dois são exemplos de como a cooperação pode fortalecer a sobrevivência das espécies”, afirma Fabiano de Melo, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV).





Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN)
www.fundacaogrupoboticario.org.br


O VAR do Petisco: como evitar que a Copa do Mundo coloque em risco a saúde de cães e gatos

 

imagem gerada por IA
Médica-veterinária alerta para os riscos de alimentos oferecidos à pets durante as comemorações dos jogos

O Brasil estreia na Copa do Mundo nesta sábado, contra o Marrocos, às 19h. A partida deve reunir famílias e amigos em frente à televisão, com mesas cheias de comidas e bebidas por todo o país. Nesse cenário, cães e gatos que convivem com os torcedores podem ser expostos, sem intenção, a alimentos que representam perigos reais à saúde. Chocolate, alho, cebola e bebidas alcoólicas estão entre os itens mais comuns nas comemorações e também entre os mais prejudiciais para os animais. 

“A recomendação é que nenhum alimento humano seja oferecido aos pets durante os jogos. O animal pode parecer bem no momento e apresentar os primeiros sinais apenas horas depois, o que dificulta a identificação da causa e atrasa o atendimento”, explica Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company. 

Chocolate e cacau contém teobromina, substância que cães e gatos não metabolizam adequadamente e que pode causar vômitos, tremores e convulsões. Já alho e cebola, presentes em molhos, temperos e petiscos industrializados, podem destruir glóbulos vermelhos e provocar anemia hemolítica. Bebidas alcoólicas, mesmo em pequenas quantidades, comprometem o sistema nervoso central dos animais e podem levar à hipoglicemia e falência de órgãos. 

Ossos cozidos e espinhas de peixe, frequentes em churrascos e petiscos, podem se fragmentar facilmente e causar perfurações no trato gastrointestinal. A orientação é manter a alimentação habitual do animal, inclusive nos dias de jogo, respeitando os mesmos horários e a rotina já estabelecida. Para quem deseja incluir o pet na comemoração, a alternativa mais segura é oferecer petiscos desenvolvidos especificamente para cães e gatos.

Orientar os convidados com antecedência também ajuda a evitar situações de risco causadas por desconhecimento. Em casos de ingestão acidental de substâncias tóxicas, a recomendação é procurar imediatamente um médico-veterinário ou serviço de emergência animal, informando o que foi consumido, a quantidade estimada e o horário da ingestão. 

A Seleção Brasileira disputa os três primeiros jogos da Copa do Mundo nos dias 13, 19 e 24 de junho, o que representa diferentes momentos de celebração entre amigos e familiares. Por isso, além da torcida, o período também exige atenção redobrada com a segurança e o bem-estar dos pets dentro de casa.
 



Special Dog Company


Arraial pet

 

Unsplash
Veja como incluir os cães nas festas juninas com segurança, conforto e diversão, adaptando comidas típicas, decoração, e momentos de interação à rotina dos animais

 

Bandeirinhas, música, comidas típicas e casa cheia fazem parte do clima das festas juninas. Entre conversas, brincadeiras e cheiros que vêm da mesa, os cães também percebem a mudança no ambiente. Alguns entram no ritmo da comemoração com facilidade; outros podem estranhar o barulho, a circulação de pessoas, os objetos novos e a movimentação fora do habitual. Por isso, incluir os pets no arraial pede atenção e planejamento de detalhes simples, como conforto, segurança, alimentação adequada e momentos de descanso.

Segundo Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, o primeiro passo é entender como o cão reage ao ambiente. “Alguns animais gostam de interação, toleram bem visitas e participam com tranquilidade de momentos mais movimentados. Outros ficam inseguros com barulho, excesso de pessoas ou mudanças na rotina. Observar esses sinais ajuda o responsável a decidir como incluir o pet sem transformar a festa em uma experiência desconfortável”, explica.

Para auxiliar os responsáveis a criar um ambiente amigável e seguro para os animais, a profissional listou uma série de dicas:


1-Adapte o ambiente antes da festa começar

Antes de receber convidados, vale observar a casa do ponto de vista do cão. Fios de luz, bandeirinhas baixas, balões, fitas, fogueiras decorativas, velas e objetos pequenos podem chamar atenção e virar alvo de mordidas ou ingestão acidental. O ideal é manter enfeites fora do alcance, evitar materiais fáceis de rasgar e garantir que o pet tenha espaço para circular sem risco de tropeçar ou se assustar.

Também é importante preparar um local mais tranquilo, longe do excesso de barulho e movimentação. Esse espaço deve ter cama, água fresca e algum brinquedo conhecido. A ideia não é afastar o cão da comemoração, mas oferecer uma alternativa caso ele precise descansar.


2-Cuidado com as comidas típicas

Milho, pamonha, canjica, doces, amendoim, paçoca, pipoca, bolos e bebidas fazem parte da festa, mas muitos desses alimentos não são indicados para cães. Preparações com açúcar, chocolate, temperos, gordura, sal em excesso ou ingredientes como cebola e alho podem causar desconfortos gastrointestinais e, dependendo da quantidade ingerida e da sensibilidade do animal, levar a quadros de intoxicação, com sinais como vômitos, diarreia, apatia e mal-estar.

Em festas com muitas pessoas, o cuidado precisa ser redobrado, porque é comum que alguém ofereça “só um pedacinho” sem saber que aquele alimento não é adequado. Orientar os convidados de forma simples e manter a mesa fora do alcance do pet ajuda a evitar sustos.


3-Inclua o cão com opções próprias para ele

Para que o pet participe da celebração sem acesso a alimentos humanos, uma boa alternativa é oferecer snacks desenvolvidos especialmente para cães. Nesse contexto, a linha Delícias do Chef surge como uma opção pensada para tornar esses momentos mais seguros e divertidos. Com sabores como Brigadeiro, Beijinho, Mini Churros e Coxinha, os petiscos trazem formatos inspirados em guloseimas conhecidas e ajudam a incluir os cães no clima da festa de maneira adequada.

A proposta é permitir que o responsável crie um momento próprio para o animal dentro da comemoração, sem recorrer aos pratos típicos da mesa junina humana.


4-Transforme os petiscos em parte da experiência

O responsável pode criar pequenas atividades para tornar a participação do cão mais interessante. Uma ideia é montar uma “pescaria pet”, escondendo pequenas porções em potinhos ou caixas abertas para que o animal use o olfato. Outra possibilidade é criar um minicircuito com almofadas, túneis baixos ou objetos seguros, usando os petiscos como estímulo ao longo do percurso.

Para cães mais tranquilos, vale apostar em momentos de interação breve, como pedir comandos simples que o animal já conhece ou oferecer o snack em brinquedos de manipulação. O importante é adaptar a atividade ao perfil do pet, evitando desafios longos ou estímulos excessivos em meio à movimentação da festa.


5-Fantasias e acessórios devem ser confortáveis

Roupas xadrez, lenços e adereços juninos rendem fotos divertidas, mas nem todos os cães se sentem bem com acessórios. O ideal é escolher itens leves, que não apertem, não limitem movimentos e não cubram olhos, focinho ou orelhas. Cada animal pode reagir de uma forma: alguns tentam tirar a peça, ficam paralisados, se escondem ou demonstram irritação. Nesses casos, é melhor remover o acessório.

A participação do pet na festa não depende da fantasia, uma bandana confortável já é suficiente para entrar no clima sem comprometer o bem-estar.


6-Atenção ao barulho e à movimentação

Música alta, palmas, brincadeiras, crianças correndo e fogos podem gerar desconforto em muitos cães. Mesmo animais sociáveis podem se assustar com estímulos repentinos. Por isso, o responsável deve observar sinais como respiração ofegante, tremores, lambedura excessiva, tentativa de fuga, latidos insistentes ou busca por isolamento.

Nesses casos, o melhor cuidado é reduzir a exposição, procurar um ambiente mais calmo, diminuir o volume da música ou permitir que ele fique em um espaço reservado pode evitar que a experiência se torne negativa.


7-Mantenha água disponível e respeite pausas

Mesmo em festas no inverno, os cães podem ficar agitados com a movimentação da casa e precisar de hidratação. Água fresca deve estar sempre acessível. Também é importante garantir intervalos de descanso, especialmente para filhotes, idosos, animais braquicefálicos ou pets com menor tolerância a estímulos.

Bruna reforça que a inclusão do pet no evento deve acontecer com equilíbrio. “O cão pode participar da festa, desde que o responsável respeite seus limites. Quando há alimento adequado, ambiente seguro e possibilidade de descanso, a experiência tende a ser positiva para todos”, afirma.

Festa junina também é um momento de vínculo com os pets, desde que a diversão seja adaptada às necessidades deles. Com escolhas simples, como proteger o ambiente, evitar comidas humanas, oferecer snacks próprios e observar os sinais do animal, o arraial se torna mais seguro, leve e acolhedor para todos e momentos inesquecíveis em família! 



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Fogos e buzinas em dias de jogo: especialistas da Unifran alertam sobre os perigos dos ruídos esportivos para cães, gatos, animais de rua e aves

Estudos comprovam que o estresse acústico provoca pânico e fugas repentinas. Especialistas ensinam como proteger pets e a fauna urbana durante as partidas

 

O grito de gol que ecoa nas janelas, as buzinas nas avenidas e os fogos de artifício que estouram entre os prédios representam a alegria da torcida, mas, para os animais, são sinônimo de uma ameaça invisível e aterrorizante. Em períodos de grandes decisões de campeonatos esportivos, o impacto do barulho nas cidades vai muito além do cãozinho que treme no colo do tutor. Ele afeta cães e gatos domiciliados, animais de rua, colônias de felinos, abrigos e até mesmo as aves urbanas que compartilham o espaço público. 

Para a Profa. Dra. Marcela Aldrovani Rodrigues, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade de Franca (Unifran), o impacto do estresse acústico provocado pelo futebol precisa ser compreendido como uma questão de convivência urbana. 

"Quando um animal se assusta com fogos, buzinas ou estampidos, ele reage a um estímulo intenso, inesperado e sem possibilidade de controle. No ambiente urbano, essa reação de pânico pode se transformar rapidamente em fugas desesperadas, quedas, atropelamentos ou desaparecimentos. A nossa preocupação não pode ficar restrita apenas aos animais que vivem protegidos dentro das casas", alerta a professora.
 

O sofrimento silencioso dos gatos

Se os cães costumam latir, tremer ou buscar o colo do tutor, nos gatos o sofrimento pode ser silencioso e, por isso, frequentemente subestimado. De acordo com a médica veterinária Vitória Fontes, especialista em medicina felina da Unifran, os gatos assustados tendem a desaparecer dentro da própria casa, buscando refúgio em armários, frestas, basculantes ou telhados. 

"O gato assustado nem sempre faz barulho ou procura contato físico. Ele pode ficar escondido por horas, parar de comer, urinar fora da caixa de areia ou ficar temporariamente mais reativo ao toque. O silêncio do felino, nesses casos, não significa que ele está tranquilo", esclarece a médica veterinária. 

A orientação para tutores de felinos é preparar a casa antes do jogo: fechar portas, janelas e basculantes para evitar fugas em altura; manter o animal em um cômodo seguro; e nunca forçar a sua saída do esconderijo escolhido, o que aumentaria ainda mais o estresse.
 

O risco invisível para os animais de rua e comunitários

Para quem vive na rua, o barulho é um desafio sem rota de fuga. Cães comunitários e colônias de gatos assustados correm sem direção, o que gera risco imediato de acidentes de trânsito. "Após o anúncio de gols e finais de partidas, os motoristas devem redobrar a atenção nas ruas, pois animais em pânico podem atravessar as vias de forma repentina", alerta Marcela. 

Para proteger os animais de rua, a comunidade pode adotar medidas coletivas simples, como evitar fogos com estampido e não soltar rojões nas proximidades de praças, colônias, abrigos ou clínicas veterinárias. Oferecer abrigo temporário e seguro em garagens e áreas cobertas também ajuda a salvar vidas, mas tentar capturar um animal de rua assustado à força exige cuidado, pois o pânico pode provocar comportamento de defesa (mordidas e arranhões).
 

Até as aves sofrem com a vibração dos fogos

Embora cães e gatos sejam os primeiros lembrados nas campanhas de conscientização, as aves urbanas sofrem impactos severos com as explosões sonoras. Estudos com radares meteorológicos já registraram aumentos expressivos e anômalos de aves em voo logo após queimas de fogos, indicando deslocamentos em massa em horários nos quais as espécies deveriam estar em repouso. 

"As aves urbanas compartilham o ambiente conosco e, para elas, os fogos não são apenas som. Há luz, vibração, fumaça e odor no ar, gerando uma mudança brusca e assustadora no ambiente. Isso provoca decolagem em massa, desorientação e abandono de ninhos e áreas de descanso, o que gera um gasto energético prejudicial à sobrevivência delas", explica Marcela Aldrovani.
 

Como torcer sem estampido?

As especialistas da Unifran destacam que é plenamente possível torcer e vibrar pelo esporte de forma segura e empática. Para quem vai comemorar, a mensagem é trocar os rojões com barulho por fogos de efeito visual (sem estampido), bandeiras, cornetas manuais e camisas. 

Para quem tem pets em casa, as orientações de segurança incluem:

  • Antecipar os passeios diários para horários bem distantes dos jogos.
  • Manter os animais dentro de casa, com portas e janelas fechadas.
  • Ligar a TV ou música em volume moderado para abafar os ruídos externos.
  • Verificar se a identificação do animal na coleira está atualizada.
  • Em caso de animais com histórico de pânico intenso ou automutilação, consultar um médico veterinário previamente para avaliar a necessidade de suporte clínico.


Unifran
www.unifran.edu.br


Animais idosos seguem entre os menos adotados em São Paulo, aponta cenário acompanhado pela CasAdote

Levantamento da Prefeitura de São Paulo mostra que apenas 9 animais idosos foram adotados em 11 meses no Centro Municipal de Adoção; CasAdote busca ampliar interesse por cães e gatos adultos

 

A dificuldade de adoção de cães e gatos idosos segue como um dos principais desafios das organizações de proteção animal em São Paulo. Dados da Prefeitura de São Paulo mostram que, entre 332 animais disponíveis para adoção no Centro Municipal de Adoção, 84 eram idosos. No período de 11 meses, apenas 9 animais nessa faixa etária foram adotados, diante de 352 adoções totais. 

O cenário também é observado pela CasAdote, centro permanente de adoção localizado na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista. Segundo a organização, cães e gatos adultos e idosos costumam permanecer mais tempo aguardando uma família quando comparados aos filhotes. 

A CasAdote, assim como a Prefeitura de São Paulo, mantém atualmente campanhas de incentivo à chamada “adoção tardia”, voltadas a animais com mais de oito anos.  

Além da menor procura, organizações de proteção animal apontam que parte dos interessados ainda associa animais idosos a custos veterinários mais altos ou menor tempo de convivência. Em contrapartida, especialistas e programas municipais destacam características como temperamento já conhecido e adaptação mais rápida à rotina doméstica.  

A CasAdote afirma que o objetivo é ampliar a conscientização sobre adoção responsável e estimular o interesse também por animais adultos e idosos, perfil que representa parte significativa dos pets acolhidos por ONGs e protetores independentes.


Finanças pet: segredos para economizar com animais de estimação sem prejudicar o bem-estar deles

Descubra o gasto médio dos brasileiros com cães e gatos e veja dicas práticas para tornar essas despesas sustentáveis  


 

O investimento nos animais de estimação é uma tendência consolidada e em expansão. É o que revela um estudo da CVA Solutions, que aponta que os brasileiros destinam, em média, 8% do orçamento familiar mensal aos pets . O levantamento também detalha que o gasto médio mensal é de R$690 para cães e R$574 para gatos , reforçando a consolidação do setor como uma categoria de consumo de alta relevância. A dimensão desse investimento é corroborada por dados da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, que mostram que 48% dos tutores destinam cerca de 5% da renda mensal aos cuidados com seus pets, enquanto 31% chegam a investir entre 6% e 10% do orçamento. O levantamento revela ainda que 52% dos tutores já priorizaram gastos com seus animais em detrimento de suas próprias necessidades.

 

Mas como tornar esses gastos mais sustentáveis? Para Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, a resposta começa com organização. "O primeiro passo é classificar os gastos do seu pet como se fossem contas de casa. Ao visualizar onde o dinheiro está indo, é possível identificar com mais facilidade as oportunidades de economia que podem ser feitas, sempre priorizando não prejudicar o bem-estar do animal", explica.

 

Mapeando os gastos de A a Z

 

Os custos com um animal de estimação podem ser organizados em três categorias principais. Primeiro, os gastos fixos, como ração de qualidade e preventivos contra pulgas, que são previsíveis e inegociáveis, mas podem ser otimizados com compras em promoção e a granel. Depois, vêm os gastos com saúde, que incluem ações que podem ser planejadas, como vacinas anuais, ou emergências médicas, que representam o maior risco para o orçamento. Já os gastos com estilo de vida, como brinquedos, roupas e petiscos premium, são onde a economia pode ser mais expressiva, por permitirem uma reflexão sobre o que é realmente necessário para o pet.

 

Planejamento de longo prazo: poupança pet

 

Para o futuro, a especialista reforça a importância de tratar esses gastos como um projeto de longo prazo. Assim como planejamos nossa aposentadoria, nossos pets precisam de uma reserva estratégica. 

 

Os tutores mantêm gastos consistentes com seus animais, priorizando o bem-estar dos pets mesmo frente a imprevistos. Também há uma maior demanda por produtos financeiros específicos, como seguros pet acessíveis ou crédito voltado para emergências veterinárias. Dessa forma, "guardar uma quantia mensal, mesmo que pequena, é o que transforma uma emergência veterinária em um contratempo administrável, preservando as finanças da família", indica a especialista.

 

Gastos essenciais vs mimos: onde dá para economizar?

 

Na hora de economizar, a dica é focar no que é dispensável. Pesquisar marcas de ração de boa qualidade com preço mais acessível (mantendo os nutrientes necessários), optar por petiscos caseiros como cenoura cozida e explorar brinquedos simples, são medidas que aliviam o orçamento. Para tutores de cães de pelagem curta, aprender a dar banho em casa também pode reduzir um custo fixo significativo. 

 

Outra estratégia inteligente é recorrer a plataformas de cupons e descontos. O Cuponation reúne ofertas para marcas como Petz, Petlove, Cobasi e Zee Dog. Com mais de 550 parceiros, a plataforma funciona como um atalho para a economia inteligente: em vez de pesquisar promoções em diferentes sites, o consumidor encontra em um único lugar oportunidades para economizar nos itens do dia a dia sem comprometer o orçamento.

 

No entanto, o  importante é nunca comprometer o essencial a saúde: gastos com saúde preventiva, como vacinas e vermífugos, e a ração de base são investimentos essenciais.

 

E quando o imprevisto late alto, mesmo com o planejamento?

Nesse momento, o crédito pessoal emergencial pode ser um grande aliado estratégico. “A chave é buscar opções transparentes, rápidas e com prazos que caibam no seu orçamento. É uma ferramenta para superar um momento específico, priorizando o bem estar do pet e garantindo agilidade para o cuidado imediato", finaliza Thaíne Clemente.

 



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Alerta de inverno: Doenças respiratórias e virais também ameaçam os felinos

Divulgação
Frio pode favorecer problemas respiratórios e agravar enfermidades já existentes, exigindo atenção redobrada dos tutores


Com a chegada das temperaturas mais baixas, muitos tutores se preocupam em manter os gatos aquecidos, mas nem sempre percebem que o inverno também pode aumentar os riscos de doenças respiratórias e infecciosas. Embora sejam conhecidos por buscar locais quentes e passarem mais tempo dentro de casa, os felinos não estão imunes aos impactos da estação. 

Segundo a médica-veterinária Vanessa Barreto, da CatLife, o período exige atenção especial, principalmente porque algumas doenças podem se manifestar de forma discreta. “Durante o inverno, observamos um aumento de casos de doenças respiratórias, especialmente em animais mais jovens, idosos ou com a imunidade comprometida. Como os gatos costumam esconder sinais de desconforto, muitas vezes os tutores demoram a perceber que algo não vai bem”, explica. 

Entre os principais problemas observados nesta época do ano estão a rinotraqueíte felina, causada pelo herpesvírus felino, a calicivirose, além de infecções respiratórias secundárias. O frio também pode agravar quadros crônicos já existentes e favorecer a disseminação de doenças em ambientes com maior concentração de animais. 

Gatos diagnosticados com FIV ou FeLV têm o sistema imunológico comprometido e, por isso, são mais suscetíveis a desenvolver infecções respiratórias graves nos meses mais frios. O mesmo vale para raças braquicefálicas (focinho achatado) , como Persa, Exótico e Himalaio, devido a sua anatomia, esses animais já respiram com mais dificuldade, e o inverno pode intensificar esse desconforto. 

Se você acha que os gatos ficam totalmente protegidos por viverem dentro de casa, vale ficar atento. Confira alguns sinais e cuidados importantes durante o inverno:

  1. Espirros frequentes não devem ser ignorados: Espirros recorrentes, secreção nasal, olhos lacrimejando e dificuldade para respirar podem indicar infecções respiratórias que exigem avaliação veterinária.
  2. Menos atividade pode ser sinal de alerta: É normal que alguns gatos fiquem mais recolhidos nos dias frios, mas apatia excessiva, perda de apetite ou redução significativa das atividades merecem atenção.
  3. Atenção à respiração com a boca aberta: Diferentemente dos cães, gatos quase nunca respiram com a boca aberta em situações normais. Esse sinal indica dificuldade respiratória grave e exige atendimento veterinário imediato.
  4. Cuidado com o uso de aquecedores: embora ajudem a manter o ambiente mais confortável durante o inverno, os aquecedores podem ressecar o ar e favorecer irritações nas vias respiratórias dos gatos. Além disso, exigem atenção redobrada dos tutores devido ao risco de queimaduras e à possibilidade de contribuir para quadros de desidratação, especialmente em felinos que já costumam ingerir pouca água.
  5. Gatos que vivem dentro de casa também precisam de cuidados: Muitos tutores acreditam que felinos sem acesso à rua estão livres de riscos, mas vírus e bactérias podem ser transportados por roupas, sapatos e objetos, além de haver exposição em consultas e deslocamentos.
  6. A hidratação continua sendo fundamental: durante o inverno, muitos gatos tendem a reduzir naturalmente a ingestão de água, o que pode favorecer problemas urinários e comprometer o funcionamento adequado do organismo. Para estimular a hidratação, os tutores podem apostar em alternativas como sachês, que ajudam a aumentar o consumo de líquidos, além de bebedouros com circulação de água, já que os felinos possuem preferência natural por água em movimento.
  7. Vacinação e prevenção fazem toda a diferença: A vacinação é uma das principais formas de proteção contra doenças respiratórias e infecciosas bastante comuns na espécie. Além disso, consultas preventivas ajudam a identificar alterações precocemente e garantem mais qualidade de vida aos felinos.

A veterinária reforça que não existe um protocolo único para todos os gatos. “Cada animal possui um estilo de vida, histórico clínico e nível de exposição diferentes. Por isso, o acompanhamento veterinário é fundamental para definir quais vacinas e cuidados são mais adequados para cada caso”, afirma. 

Além de manter a caderneta de vacinação em dia, especialistas recomendam oferecer locais aquecidos para descanso, estimular a ingestão de água, manter os ambientes limpos e ventilados e realizar consultas preventivas regularmente. Com alguns cuidados simples, é possível atravessar o inverno com mais segurança e garantir o bem-estar dos felinos durante toda a estação.


CatLife
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