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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Estoque de sangue O- atinge nível crítico e GSH Banco de Sangue faz apelo urgente à população

 



O GSH Banco de Sangue de São Paulo emite um alerta urgente: o estoque de sangue tipo O negativo atingiu um nível criticamente baixo, colocando em risco o atendimento a emergências e cirurgias de alta complexidade. 

A instituição pede o apoio imediato da população para reverter essa situação e garantir que vidas possam ser salvas. “Estamos em um momento preocupante. Precisamos da solidariedade dos doadores, especialmente daqueles com sangue O negativo, que é o mais utilizado em emergências”, destaca Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue.

 

Por que o tipo O negativo é tão essencial?

O sangue O negativo é considerado o “doador universal”, pois pode ser transfundido em pacientes de qualquer tipo sanguíneo em situações de risco, quando não há tempo para testes de compatibilidade. Ele é indispensável em casos de acidentes graves, cirurgias de urgência, complicações obstétricas e no tratamento de doenças crônicas, como o câncer. 

Além disso, o Ministério da Saúde recomenda seu uso prioritário em recém-nascidos com até quatro meses de idade, tornando sua disponibilidade ainda mais fundamental.

 

Todos os tipos sanguíneos são bem-vindos

Embora o apelo seja para doadores O negativo, todos os tipos sanguíneos são necessários. A queda no número de doações pode afetar o atendimento a centenas de pacientes diariamente. 

As doações podem ser feitas diariamente – inclusive aos sábados, domingos feriados, das 7h às 18h, no GSH Banco de Sangue de São Paulo, localizado na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso.

 

Requisitos básicos para doação de sangue:

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

 

Serviço:

GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Contatos.: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.

 

Inscrições abertas para residência médica e áreas de atuação em pediatria

Crédito: Wynitow Butenas

Os interessados têm até 20 de outubro para inscrever-se, e as provas serão aplicadas presencialmente, em Curitiba (PR), no dia 9 de novembro


Hospital Pequeno Príncipe está com inscrições abertas, até 20 de outubro, para o processo seletivo dos programas de residência médica e áreas de atuação em pediatria, bem como da Residência em Medicina de Família e Comunidade. A prova objetiva será realizada no dia 9 de novembro.Os processos seletivos são desenvolvidos em parceria com a Faculdades Pequeno Príncipe.

 

Referência na formação de especialistas

52 anos, o Pequeno Príncipe é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) como instituição formadora em residências médicas. Desde a década de 1930, a instituição recebe estudantes de Medicina; à época, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal. 

“A história da pediatria do Paraná está presente na história do Complexo Pequeno Príncipe.Considerado um Hospital especializado, oferece programas em 16 áreas distintas, com destaque para a pediatria, um dos mais procurados do Brasil, além de especialidades cirúrgicas como ortopedia e cirurgia pediátrica. A excelência do ensino atrai médicos de todo o país e também do exterior. São mais de cem anos no ensino da medicina da criança e do adolescente”, reforça o médico pediatra e diretor de Ensino e Bioética do Hospital Pequeno Príncipe, Donizetti Dimer Giamberardino Filho.

 

Conhecimento compartilhado

“O Pequeno Príncipe representa a base da minha formação como médica. Aqui, não só aprendi sobre a medicina, mas também sobre carinho e resiliência. Cada dia é uma nova oportunidade de aprender e crescer, e isso é o que mais valorizo na minha trajetória”, conta Evelise Tissori Vargas, que fez residência em Pediatria e Nefrologia no Pequeno Príncipe. Além de exercer a pediatria no Hospital, Evelise atua como preceptora, orientando e acompanhando o processo de aprendizagem de residentes. 

Em 2024, foram ofertados 15 programas de residência e 11 programas de especialização, que juntos capacitaram 146 profissionais médicos em pediatria. Já pelos programas de estágio passaram 1.080 estudantes de medicina.

 

Residência médica e cursos oferecidos

Entre os programas de residência, cujo tempo de duração varia de um ano a três anos, estão pediatria, cirurgia pediátrica, oncologia pediátrica, ortopedia e traumatologia, psiquiatria da infância e adolescência e medicina de família e comunidade. 

Já entre os programas de residência para áreas de atuação em pediatria, com dois anos de duração, estão as especialidades de cardiologia, gastroenterologia pediátrica, medicina intensiva pediátrica, nefrologia pediátrica, neonatologia, neurologia pediátrica, nutrologia, pneumologia e reumatologia pediátrica.

 

Fique atento!

As inscrições para a especialização em Saúde da Criança e Adolescente com Área de Ênfase em Ortopedia Pediátrica, Cirurgia da Mão Pediátrica e Cirurgia da Coluna Vertebral, e para os cursos de especialização em Saúde da Criança e do Adolescente, começam no dia 15 de setembro e vão até o dia 2 de fevereiro de 2026. Há vagas para anestesiologia, cirurgia cardíaca pediátrica I e II, cirurgia geniturinária, transplante renal e videoendourologia, radiologia pediátrica, otorrinolaringologia pediátrica, transplante de medula óssea pediátrico, emergência pediátrica, oftalmologia pediátrica, eletrofisiologia e transplante hepático pediátrico.

 

Para acessar os editais na íntegra e as páginas de inscrição, clique nos links abaixo.

Residência médica e áreas de atuação em pediatria

Residência em Medicina de Família e Comunidade

Cursos de especialidades


Dia do Médico-Veterinário: a importância do profissional no centro da saúde e bem-estar dos pets

MSD Saúde Animal celebra a data reforçando o papel essencial do médico-veterinário na promoção da saúde, prevenção de doenças e longevidade dos animais

 

O cuidado com a saúde dos animais de companhia vai muito além das consultas de rotina. Envolve acompanhamento preventivo, orientação aos tutores e atenção integral ao bem-estar em todas as fases da vida. Nesse cenário, o médico-veterinário exerce papel fundamental, atuando como referência de confiança entre a ciência e as famílias multiespécie. Para reconhecer a importância desses profissionais, o dia 9 de setembro marca a celebração do Dia do Médico-Veterinário no Brasil. 

A data homenageia uma profissão que ultrapassa os limites da clínica: médicos-veterinários estão presentes em diversas frentes, desde a pesquisa e desenvolvimento de soluções de saúde, passando pelo controle de zoonoses, até o atendimento direto a cães, gatos e outros animais. “O médico-veterinário é peça-chave na promoção da saúde única, conceito que integra a saúde animal, humana e ambiental. Ele está no centro da relação de cuidado, garantindo não apenas a qualidade de vida dos pets, mas também a segurança e o bem-estar de toda a sociedade”, afirma Delair Bolis, médico-veterinário e presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. 

No dia a dia, esses profissionais orientam sobre vacinação, nutrição, controle de parasitas, prevenção e diagnóstico precoce de doenças. Isso inclui desde enfermidades graves, como raiva, leishmaniose e dirofilariose, até problemas mais comuns, como pulgas, carrapatos e verminoses. Em todos os casos, a recomendação correta do médico-veterinário é essencial para definir a solução mais adequada ao perfil do animal e ao ambiente em que ele vive. 

Para apoiar essa missão, a MSD Saúde Animal oferece um portfólio completo de soluções em saúde preventiva e tecnologia diagnóstica, que inclui produtos para animais de companhia, como a coleira Scalibor®, antiparasitário de longa duração que protege contra mosquitos flebotomíneos (vetores da leishmaniose), moscas, carrapatos e pulgas; a linha Bravecto®, disponível em comprimidos mastigáveis ou formulações tópicas, que proporciona até 12 semanas de proteção contra pulgas, carrapatos e sarnas em cães e gatos, além do Bravecto® 365, solução injetável com proteção de até 1 ano, a Nobivac®, linha de vacinas que contempla a Nobivac® Raiva, e o Defenza®, comprimido mastigável com ação contra pulgas, carrapatos, sarnas e até bicho-de-pé, com duração de até 37 dias. 

A empresa também oferece soluções para animais de produção (bovinos, suínos, aves e peixes), reforçando seu compromisso com a saúde animal. O portfólio inclui soluções farmacêuticas, biológicas e tecnológicas, como identificação animal, sistemas de monitoramento e produtos inovadores como Exzolt® 5% - que revolucionou o controle de ectoparasitas, inclusive os mais resistentes - e Circumvent CML - a primeira e única vacina que protege contra três dos principais causadores de doenças em suínos com uma única injeção -, entre tantos outros exemplos que unem o que há de mais moderno para uma produção pautada em bem-estar animal, sanidade, sustentabilidade e alta produtividade. E o médico-veterinário é o profissional de confiança para indicar a alternativa mais adequada para cada sistema produtivo, assegurando a eficácia nos tratamentos e a qualidade de vida dos animais. 

Além disso, a companhia investe continuamente em formação e atualização profissional. A Universidade MSD Saúde Animal já capacitou milhares de médicos-veterinários em diferentes especialidades, oferecendo conteúdos técnicos, treinamentos práticos e acesso à inovação científica. A iniciativa reforça o compromisso da empresa em fortalecer a atuação desses profissionais, que são protagonistas na promoção da saúde e do bem-estar animal. 

Segundo Bolis, a valorização da profissão é um passo essencial para a construção de uma sociedade mais saudável e consciente. “Cada consulta é uma oportunidade de prevenção e de cuidado. Reconhecer a importância do médico-veterinário é reconhecer que o bem-estar animal está diretamente ligado ao bem-estar humano”, reforça o presidente da companhia. 

Com iniciativas de educação, inovação e foco na medicina preventiva, a MSD Saúde Animal celebra o Dia do Médico-Veterinário reafirmando sua missão de apoiar esses profissionais que dedicam suas vidas a proteger e promover a saúde dos animais, fortalecendo vínculos e garantindo mais momentos felizes entre tutores e seus pets.



MSD Saúde Animal  
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Controvérsia judicial acerca das limitações da compensação de créditos judicias

No último dia útil de 2023, o país foi surpreendido pela edição da Medida Provisória nº 1.202, que, a um só tempo, promoveu a reoneração gradativa da folha de salários, extinguiu os benefícios fiscais do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE) e impôs contundentes limitações à compensação de créditos judiciais. 

Editada logo após a derrubada do veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de salários até dezembro de 2027, a MP 1.202/23 buscou conter o impacto econômico dessa derrota política. Aproveitou-se, também, para mitigar os efeitos da chamada “tese do século”, que assegurou aos contribuintes o direito à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS. 

O objetivo foi expressamente declarado na Exposição de Motivos da MP 1.202, que reconheceu o “forte incremento na compensação a partir do ano de 2019, especialmente em razão de créditos oriundos de ações judiciais quanto ao Tema 69 de repercussão geral”, bem como “a necessidade de resguardar a arrecadação federal ante a possibilidade de utilização de créditos bilionários para a compensação de tributos”. 

Assim, promoveu-se alteração no artigo 74 da Lei nº 9.430/96, além da inclusão do artigo 74-A, que instituiu um limite mensal à compensação de créditos judiciais, fracionando sua utilização no tempo. 

O novo artigo 74-A estabeleceu que a compensação de créditos decorrentes de decisões judiciais deve observar limites mensais a serem definidos pelo Ministério da Fazenda, aplicando-se a créditos cujo valor total seja superior a R$ 10 milhões. 

Em 5 de janeiro de 2024, por meio de edição extra do Diário Oficial da União, o Ministério da Fazenda publicou a Portaria Normativa MF nº 14/2024, regulamentando o artigo 74-A. A norma escalonou valores e prazos mínimos de compensação, que variam de 12 a 60 meses, conforme o montante do crédito atualizado na data da primeira compensação. 

Em síntese, a conjugação da MP 1.202/23 com a Portaria MF nº 14/24 resultou em restrições significativas para utilização de créditos judiciais superiores a R$ 10 milhões, impondo faixas mensais de aproveitamento, que agora se encontram consolidadas na Lei nº 14.873/23, fruto da conversão da medida provisória. 

Diante da omissão legal quanto ao alcance das novas regras, inicialmente, os contribuintes temeram sua aplicação retroativa para compensações já em curso, buscando amparo judicial preventivo. A Receita Federal, contudo, confirmou, em seu “Perguntas e Respostas”, que a restrição alcançava todas as compensações, inclusive as já iniciadas. 

A matéria segue judicializada, ainda sem jurisprudência consolidada. Há, no entanto, decisões favoráveis aos contribuintes, em diferentes Tribunais Regionais Federais. 

A controvérsia jurídica se desdobra em dois pontos centrais: a incompatibilidade geral das limitações com o sistema tributário vigente e, subsidiariamente, sua inaplicabilidade retroativa a créditos oriundos de ações ajuizadas e já transitadas em julgado antes da vigência do art. 74-A. 

Quanto ao mérito geral, a tendência é de rejeição das teses contribuintes. O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou entendimento de que a compensação tributária tem natureza infraconstitucional, cabendo ao legislador ordinário discipliná-la. Já no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o entendimento é sedimentado no sentido de que o  art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN) permite ao legislador impor condições ao exercício da compensação. Além disso, nos Temas 265 (REsp 1.137.738/SP) e 345 (REsp 1.164.452/MG), a Corte fixou entendimento de que a lei aplicável à compensação é a vigente na data do encontro de contas. 

Todavia, o STJ excepcionou essa regra para os créditos oriundos de decisões judiciais, aplicando, nesses casos, a lei vigente ao tempo do ajuizamento da ação. 

Esse distinguishing fundamenta a tese subsidiária dos contribuintes: a inaplicabilidade do artigo 74-A a créditos constituídos em demandas ajuizadas antes de 2024, ainda que sem trânsito em julgado à época, ou mesmo nos casos em que, embora já transitados, não tenha havido a primeira compensação. Nesse sentido, a legislação aplicável poderia retroagir até a Lei nº 8.383/91, que introduziu a compensação federal de créditos vincendos. 

A defesa dessa posição repousa, especificamente, no sobreprincípio da segurança jurídica, que é refletido nos princípios da proteção à coisa julgada e da irretroatividade da lei. Soma-se a isso o princípio da justiça tributária, elevado a nível constitucional pela Emenda Constitucional nº 132/23, que instituiu a recente reforma tributária. 

Permitir a retroatividade das restrições introduzidas pela MP 1.202/23 implicaria violação à confiança legítima do contribuinte, que estruturou sua conduta com base no direito à compensação integral, bem como afronta à coisa julgada material, porquanto ao tempo em que ajuizada a ação de origem não havia a condicionante, não podendo o direito constituído sofrer relativizações por ulterior alteração normativa. 

Também sob o prisma da recente reforma, tem-se o  princípio da justiça tributária, que deve ser compreendido não somente voltado ao tratamento isonômico entre contribuintes, mas também como forma de equiparação de direitos e deveres do Estado e de seus jurisdicionados, não mais se concebendo que o Estado siga atuando como agente desestabilizador do equilíbrio de relações jurídicas. 

Importa lembrar que, em precedente semelhante, o STJ afastou a aplicação retroativa do próprio artigo 170-A do CTN — instituído pela LC 104/01 para impedir compensação antes do trânsito em julgado — às ações ajuizadas anteriormente, sinalizando possível orientação futura favorável aos contribuintes quanto ao artigo 74-A. 

Enquanto isso, os contribuintes seguem litigando para o imediato afastamento das novas limitações, cientes de que uma demora na fixação de jurisprudência poderá esvaziar seus pleitos, já que os prazos máximos de compensação podem chegar a 60 meses.


Mirian Teresa Pascon - advogada especialista em Direito Tributário e Coordenadora Jurídica da Elebece Consultoria Tributária


7 passos para deixar a decoreba de lado e motivar os alunos

Especialista da Heavenly International School ensina como engajar estudantes e estimular o aprendizado real

 

Durante muito tempo, o modelo educacional brasileiro se apoiou em provas, memorização e notas, valorizando apenas a repetição de conteúdos. Esse método, porém, já não prepara os jovens para os desafios do século XXI nem forma cidadãos críticos e criativos. Hoje, novas abordagens mostram que é possível ensinar de outra forma, unindo aprendizado prático, desenvolvimento humano e habilidades socioemocionais. 

Para Michelle Jordão, Diretora de Inteligência Educacional da Heavenly International School (H•I•S), em Brasília, o segredo está em colocar o aluno como protagonista do próprio aprendizado. “O mundo atual exige que os alunos saibam aplicar o conhecimento em situações reais, pensar criticamente e colaborar em equipe. Nosso compromisso é unir aprendizado acadêmico e desenvolvimento pessoal”, afirma. 

Com base nessa experiência, Michelle selecionou 7 passos essenciais para reinventar a educação e engajar os estudantes. Confira como deixar a decoreba de lado e tornar o aprendizado mais significativo:
 

1. Vá além da memorização
Estimule os alunos a questionar, experimentar e relacionar o que aprendem com a vida. Isso desenvolve autonomia e capacidade de inovar.
 

2. Use metodologias ativas

Incorpore práticas como Aprendizagem Baseada em Problemas, sala invertida e gamificação. Elas aumentam o engajamento e reduzem reprovações.
 

3. Cuide da saúde emocional

Ofereça apoio e ambientes seguros. Reduzir pressão por notas e provas ajuda os estudantes a se sentirem confiantes e motivados.


4. Desenvolva competências socioemocionais

Trabalhe empatia, resiliência, colaboração e comunicação. Essas habilidades são essenciais para enfrentar desafios acadêmicos e profissionais.
 

5. Relacione teoria com prática

Permita que os alunos apliquem conceitos em situações reais. Conectar o conteúdo ao dia a dia torna o aprendizado mais significativo.
 

6. Ofereça apoio individualizado

Disponibilize materiais complementares, simulados e acompanhamento personalizado. Cada estudante avança no próprio ritmo e alcança suas metas.
 

7. Equilibre conteúdo e formação pessoal

Combine conhecimento acadêmico com desenvolvimento de atitudes e habilidades socioemocionais. Essa união prepara melhor os alunos para o futuro.

 

 Heavenly International School - Divulgação Victor Brasil

 

Dia do Cliente movimenta vendas e aquece e-commerce para as vendas de final de ano

Com 88% dos consumidores comprando no e-commerce, sendo eletrônicos, moda e beleza entre as categorias de produtos mais procuradas, a data representa uma oportunidade de alavancar resultados em um mês de baixa sazonalidade   

 

Celebrado em 15 de setembro, o Dia do Cliente vem se consolidando como uma oportunidade estratégica para lojistas impulsionarem as vendas em um mês historicamente mais fraco, além de estreitar o relacionamento com os consumidores e preparar o terreno para a Black Friday e vendas do final do ano.

Segundo Thiago Mazeto, diretor de Commerce (Tray, Bagy e Melhor Envio) da LWSA, a data é oportuna para elevar o faturamento no curto prazo. “Mais que aumentar as vendas, o Dia do Cliente é a hora de apostar em uma boa estratégia de marketing e relacionamento. É o momento de se aproximar do consumidor, já preparando o humor dele para a Black Friday e outras datas do fim do ano”, afirma.

Para Marcelo Navarini, diretor do Bling, planejamento e antecipação são determinantes para transformar oportunidades em lucro. “O lojista precisa se preparar para esta data com cálculo de precificação, avaliando se há espaço para promoções sem perder margem, além de garantir eficiência na entrega para não comprometer a experiência do cliente”, explica.

Um estudo recente da Octadesk, plataforma de atendimento da LWSA, aponta que 88% dos consumidores brasileiros compram online, com destaque para eletrônicos, moda e beleza entre os itens mais buscados. 

O setor de alimentação também tem participação relevante nas vendas online, especialmente via aplicativos. Para esse nicho, a gestão integrada é fundamental. “Adotar soluções completas de PDV e ERP, que organizem cardápios nos apps e facilitem a operação em comandas ou totens no ponto físico, faz toda a diferença para garantir agilidade e eficiência no atendimento”, finaliza Navarini. Confira algumas dicas para vender mais e fidelizar clientes: 

  • Estratégia de marketing e vendas: planeje-se para as datas importantes, prevendo custos por ações de marketing ao longo do ano. O planejamento também é essencial para gestão da empresa, com previsão de demanda, precificação e logística, pois isso impacta diretamente na experiência do cliente. 
  • Brindes que surpreendem: apostar em mimos para presentear os consumidores com itens simples como ecobags, squeezes ou kits promocionais, reforça a lembrança positiva e mantém a marca no dia a dia do cliente.
  • Cupons de descontos: a oferta de descontos para as próximas compras é uma forma de prolongar a experiência e incentivar a recompra, ajudando a manter o fluxo de vendas aquecido. Plataformas de e-commerce como a Tray possuem ferramentas para gerar os cupons de descontos para sua loja própria. 
  • Vantagens exclusivas: benefícios como frete grátis, acesso antecipado a ofertas ou condições especiais para clientes recorrentes aumentam a percepção de valor.
  • Comunicação personalizada: mensagens de agradecimento, conteúdos exclusivos e interações humanizadas fortalecem a recorrência do cliente. 
  • Ativação nas redes sociais: campanhas que incentivam o engajamento e o compartilhamento de experiências ampliam o alcance e fortalecem a reputação da marca.



LWSA
Para mais informações, acesse.


Felicidade no trabalho exige mais do que benefícios superficiais, aponta especialista

Para Virgilio Marques dos Santos, bem-estar profissional depende de propósito, pertencimento e progresso, não apenas de remuneração ou ambiente descontraído 

 

Com o avanço dos casos de burnout e a judicialização crescente, a discussão sobre felicidade no trabalho deixou de ser periférica e passou a ocupar o centro das preocupações de empresas e trabalhadores. Dados da WTW mostram que 23% dos trabalhadores relatam níveis elevados de estresse relacionados ao trabalho, o que está diretamente ligado ao bem-estar físico, emocional e financeiro. 

Além disso, as ações trabalhistas por burnout cresceram 14,5% entre janeiro e abril de 2025, com pedidos de indenização que somam um passivo de R$ 3,75 bilhões para as empresas, segundo levantamento recente do escritório Trench Rossi Watanabe, divulgado pela Folha de S. Paulo. 

Apesar da relevância, o tema ainda costuma ser tratado de forma superficial, limitado a benefícios como ambientes descontraídos ou eventos pontuais. Para especialista em carreira, essa é uma visão restrita. "Felicidade no trabalho não é sobre mesa de sinuca ou café gourmet. Também não se resume à ideia de 'fazer o que ama', já que a maioria das pessoas não teve esse luxo. O que se busca, na prática, é um ambiente em que seja possível trabalhar sem adoecer e com perspectiva de crescimento", afirma Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, gestor de carreiras e PhD pela Unicamp. 

Segundo ele, a psicologia organizacional identifica três fatores centrais para o bem-estar no trabalho: propósito, pertencimento e progresso. "Propósito é perceber relevância no que se faz. Pertencimento está ligado a integrar uma equipe em que há respeito e cooperação. Já o progresso envolve aprender, evoluir e ser reconhecido, inclusive financeiramente", explica Santos. 

A ausência de um desses elementos, acrescenta, tende a impactar diretamente a motivação e a saúde do profissional. Mas isso não significa que apenas trabalhos criativos ou de alta remuneração podem trazer satisfação. "Há quem atue por anos em funções operacionais e se sinta realizado porque entende a importância do próprio trabalho. Em contrapartida, há executivos em posições de prestígio que enfrentam frustração pela falta de clareza sobre seu papel ou pela ausência de perspectivas de evolução", analisa. 

Outro ponto relevante está na qualidade das relações dentro da empresa. "O ambiente de trabalho é determinante. Locais que incentivam cooperação, escuta e reconhecimento favorecem a permanência e o engajamento. Já contextos com ausência de diálogo ou práticas desrespeitosas acabam enfraquecendo qualquer esforço de motivação", diz o especialista.

 

Para quem não pode mudar de emprego imediatamente, Santos recomenda movimentos graduais, como fortalecer conexões dentro da equipe, buscar aprendizado contínuo e desenvolver competências valorizadas. "Pequenas iniciativas podem reposicionar o profissional e abrir portas no médio prazo, seja dentro da própria organização ou em futuras transições de carreira", afirma. 

No que diz respeito à remuneração, o especialista reconhece sua relevância, mas ressalta que ela não é o único elemento. "O salário é essencial, claro, mas o que sustenta a motivação é perceber que o esforço atual contribui para construir algo melhor no futuro. Não se trata de estar feliz todos os dias, mas de saber que há um sentido por trás da rotina", conclui. 

Ao mesmo tempo em que os processos por burnout crescem e o estresse se torna uma das principais queixas dos trabalhadores, repensar propósito, pertencimento e progresso deixa de ser apenas uma questão de engajamento — e passa a ser uma estratégia de sustentabilidade para empresas e carreiras.

 

Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria



Varejo recua 1,4% em agosto, segundo o ICVA

É o terceiro mês consecutivo de queda; cenário indica maior cautela do consumidor

 

O faturamento do Varejo em agosto de 2025 caiu 1,4% em termos reais (descontada a inflação), em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Apesar da deflação registrada no mês, a alta geral de preços acumulada nos últimos 12 meses, de 4,95%, impacta os dados deflacionados. Em termos nominais, que refletem o faturamento dos varejistas, houve crescimento de 3,5% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado.

 

Os dados mostram que, apesar do aumento dos valores transacionados, o volume real de vendas segue pressionado pela inflação e pelo comportamento mais cauteloso do consumidor. O varejo brasileiro manteve a tendência de crescimento nominal, mas com queda real. Isso reflete o ambiente macroeconômico ainda desafiador para o consumo. Esse resultado se mantém consistente com outros indicadores econômicos, como a desaceleração do PIB no segundo trimestre.

 

Os três macrossetores do Varejo registraram queda. Serviços apresentou retração de -1,8% em agosto apesar dos resultados positivos do setor de Turismo e Transporte. No entanto, o recuo do desempenho de Bares e Restaurantes influenciou no resultado. O segmento ainda demonstra enfrentar dificuldades. Mesmo com o efeito positivo do Dia dos Pais, a alta de preços influenciou os resultados do setor.

 

Bens não duráveis também apresentou recuo de -0,4% com o desempenho do setor de Supermercados e Hipermercados. A alimentação dentro do domicílio tem tendência de deflação, o que pode ser um sinal de desaceleração nas compras e ajuste de demanda, exatamente o tipo de resposta que a política de controle da inflação com juros altos que o Banco Central busca: menor pressão de preços via consumo mais contido. 

 

Esse movimento pode indicar que o consumidor está mais sensível a preços e menos disposto a repassar esses aumentos para o carrinho. E que decide focar no que é essencial na hora das compras. Esse comportamento é o efeito esperado da política de juros: menor demanda leva à estabilização ou queda dos preços em itens essenciais.

 

No entanto, entre os bens duráveis, houve destaque positivo no segmento de Turismo e Transporte, principalmente, em Postos de Combustíveis. Isso sugere uma demanda resiliente e maior mobilidade e retomada de viagens, além do impacto dos preços dos combustíveis, que apesar de apresentar inflação no acumulado de 12 meses, na comparação mensal agosto mostrou maior queda que julho.

 

Bens duráveis e semiduráveis apresentou recuo de -4,1%, com resultados negativos de no setor de Móveis, Eletro e Depto e Materiais para construção.

 

Para Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, o brasileiro manteve o comportamento cauteloso frente ao cenário econômico. “Agosto reforça a tendência de crescimento nominal com queda real no varejo brasileiro, evidenciando o impacto da inflação sobre o consumo e a cautela do consumidor. Setores como Turismo e Transporte seguem em destaque positivo, enquanto Supermercados e Hipermercados parecem começar a sentir uma desaceleração no consumo”, afirma.

 

E-commerce e vendas presenciais 

Em agosto, o e-commerce cresceu 3,9% em termos nominais. As vendas presenciais subiram 3,4% em termos nominais em relação ao mesmo mês de 2024.  

 

Inflação

 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia do IPCA divulgada pelo IBGE, registrou deflação de -0,14% em agosto: a primeira queda do índice em mais de dois anos. No acumulado de 12 meses, o indicador atingiu alta de 4,95%. 

 

O grupo Habitação foi o principal responsável pelo comportamento no mês passado, com queda de -1,13%, puxada pelo recuo de 4,93% na energia elétrica residencial. Alimentação e Bebidas apresentaram retração de -0,53%, com destaque para a alimentação no domicílio, que caiu -1,02%. Por outro lado, alimentação fora do domicílio mostrou avanço de 0,71%, mas com desaceleração em relação a julho, quanto a alta foi de 0,84%.

 

Transportes também contribuíram para a deflação, com recuo de 0,47%, revertendo a alta de julho. Combustíveis para veículos apresentaram recuo de -1,18% e passagens aéreas de -2,59%.

 

Ponderando o IPCA e o IPCA-15 pelos setores e pesos do ICVA, a inflação do varejo ampliado acumulada em 12 meses em agosto foi de 5,0%, abaixo dos 5,3% de julho.

 

Regiões

 

De acordo com o ICVA deflacionado e com ajuste de calendário, os resultados de cada região em relação a agosto de 2024 foram: Sudeste (-1,0%), Sul (-2,3%), Centro-Oeste (-2,7%), Nordeste (-1,1%) e Norte (-4,0%).

 

Pelo ICVA nominal – que não considera o desconto da inflação – e com ajuste de calendário, os resultados de cada região foram: Sudeste (+4,0%), Sul (+3,4%), Norte (+1,3%), Centro Oeste (+2,3%) e Nordeste (+2,8%).

 

SOBRE O ICVA  

 

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

 

O ICVA foi desenvolvido pela área de Business Analytics da Cielo com o objetivo de oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.


 

COMO É CALCULADO

 

A unidade de Business Analytics da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento - como a variação de marketshare, substituição de cheque e dinheiro no consumo, bem como o surgimento do Pix. Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

 

Esse índice não é de forma alguma a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.


 

ENTENDA O ÍNDICE

 

ICVA Nominal – Indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.

 

ICVA Deflacionado – ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator que é calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.

 

ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário – ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.

 

ICVA E-commerce - Indicador do crescimento da receita nominal no canal de vendas online do varejo do período em comparação com o período equivalente do ano anterior.


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