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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Independência financeira x liberdade financeira: o verdadeiro caminho para um futuro seguro

Muitas pessoas sonham em conquistar a chamada liberdade financeira. A ideia de não depender de dívidas, poder escolher onde gastar o dinheiro e decidir o estilo de vida é sedutora. Mas será que isso basta para garantir tranquilidade no futuro? 

Especialistas em educação financeira alertam que existe uma confusão conceitual: liberdade financeira não é o mesmo que independência financeira. Enquanto a primeira está ligada ao poder de escolha imediato, a segunda é a única que garante segurança real e duradoura. 

É o que defende Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN). “A liberdade financeira todos nós temos desde o nascimento, porque podemos escolher o que fazer com o dinheiro que entra. O problema é que, se não houver planejamento, essa liberdade pode virar uma armadilha, levando ao endividamento e à perda de qualidade de vida”, afirma Domingos.

 

O mito do “1 para 1”

Um dos maiores equívocos em torno da independência financeira é acreditar que ela é alcançada quando a renda passiva iguala o padrão de vida. Ou seja, se alguém vive com R$ 5 mil e tem R$ 5 mil de rendimentos mensais de investimentos, estaria, em tese, independente financeiramente. 

“Na prática, essa visão é perigosa. Se a pessoa vive apenas com o que a renda passiva gera, sem recapitalizar, em poucos anos perderá poder de compra. Isso porque a inflação e a evolução natural do custo de vida corroem rapidamente o valor real desse rendimento. A independência financeira verdadeira exige muito mais do que uma relação de 1 para 1”, explica o presidente da ABEFIN.

 

O segredo da independência: 2 para 1

Segundo Domingos, a independência financeira só acontece quando a reserva acumulada é capaz de gerar o dobro do valor necessário para viver.

Exemplo:

  • Uma família que precisa de R$ 5 mil mensais deve ter renda passiva de R$ 10 mil.
  • A lógica é simples: metade cobre o custo de vida; a outra metade é reinvestida. 

“O grande segredo está em reaplicar continuamente parte dos rendimentos. Se gasto R$ 5 mil e minha renda passiva é de R$ 10 mil, recapitalizo R$ 5 mil todos os meses. Isso faz minha reserva crescer, meus rendimentos aumentarem e, com isso, consigo acompanhar o aumento natural do custo de vida ao longo dos anos”, detalha. 

Esse ciclo garante não apenas preservação do patrimônio, mas também seu crescimento constante.

 

Liberdade financeira: poder ou armadilha?

Já a liberdade financeira é uma condição que todos possuem: a autonomia para decidir como usar o dinheiro. Mas sem disciplina, ela pode ser prejudicial. 

Muitos acabam gastando mais do que deveriam, priorizando prazeres imediatos e deixando de lado a construção de um futuro sólido. Isso explica por que, apesar de ganharem bem, muitas pessoas enfrentam dívidas e insegurança. 

“Liberdade sem planejamento não leva à independência. Ter o poder de gastar não significa ter segurança. Só a independência financeira garante tranquilidade no longo prazo”, reforça Domingos.

 

Como conquistar a independência financeira

Alcançar a independência financeira não é um sonho distante. Requer disciplina, consistência e conhecimento. Domingos elenca alguns passos fundamentais:

  1. Diagnóstico financeiro – Faça uma análise dos seus hábitos de consumo e identifique desperdícios.
  2. Planejamento de metas – Estabeleça objetivos de curto, médio e longo prazo.
  3. Construção da reserva – Acumule patrimônio suficiente para gerar o dobro da sua necessidade mensal.
  4. Reinvestimento contínuo – Use apenas metade da renda passiva para viver; recapitalize a outra metade.
  5. Educação constante – Busque aprender sobre investimentos, inflação, juros e como proteger seu capital.

 

Um futuro de escolhas reais

Para Domingos, a verdadeira independência financeira não está em simplesmente não precisar trabalhar, mas em poder escolher o que fazer com o tempo e o dinheiro, sem comprometer o patrimônio. 

“Independência financeira não é o fim do trabalho, mas o início da liberdade de escolher. Você pode continuar trabalhando, mas porque quer, e não porque precisa. Esse é o verdadeiro futuro seguro”, conclui o presidente da ABEFIN. 

Assim, enquanto a liberdade financeira é uma condição presente em todos — mas arriscada sem planejamento —, a independência financeira é uma conquista, fruto de disciplina, paciência e estratégia. 

A regra de ouro é clara: não basta igualar o padrão de vida com a renda passiva. É preciso dobrá-la e recapitalizar continuamente para preservar e multiplicar o patrimônio. Assim, mais do que viver sem preocupações financeiras, é possível garantir um futuro de escolhas reais e sustentáveis.

 

Identificada nova onda de golpes envolvendo CNH que utilizam sites falsos para roubar dados e dinheiro de vítimas

Kaspersky descobre esquema de domínios maliciosos ativos que simulam sites do governo e induzem vítimas ao pagamento de taxas inexistentes via PIX 

 

A Kaspersky identificou uma campanha de phishing ativa que utiliza como isca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para aplicar golpes financeiros. Os criminosos exploram temas como a necessidade de regularizar uma CNH supostamente vencida ou cancelada, e também a promessa de facilitar o acesso à CNH Social – programa governamental que oferece o documento gratuitamente em alguns estados. Até o momento, a empresa de segurança já identificou mais de 12 domínios falsos usados na fraude, porém novos domínios são criados diariamente. Entenda o golpe e como se proteger abaixo:   

 


Site falso emula página oficial do governo para induzir vítimas a realizarem uma suposta renovação online 

 

O golpe opera de maneira similar em todas as suas variações. Os criminosos criam sites falsos que imitam visualmente as páginas oficiais. As vítimas chegam a essas páginas por meio de anúncios em redes sociais, links patrocinados em buscadores ou mensagens recebidas via SMS que prometem resolver pendências da CNH ou facilitar a inscrição em programas sociais.
 


Durante o processo, são solicitados dados pessoais  

 

Ao acessar o site fraudulento, a pessoa é instruída a preencher seus dados e, para "resolver" o problema ou garantir o benefício, é informada sobre a necessidade de pagar uma pequena taxa, com valores que variam entre R$ 30 e R$ 80.

O único método de pagamento oferecido é o PIX, e o QR Code ou a chave fornecida direciona o dinheiro para a conta de uma pessoa física (laranja), geralmente em uma fintech. Este é o principal sinal de alerta, já que órgãos governamentais sempre utilizam contas de pessoa jurídica (com CNPJ) para recolher taxas oficiais. Uma vez que o pagamento é feito, o dinheiro é rapidamente transferido para outras contas, dificultando o rastreio e a recuperação dos valores.


Página final do esquema no qual as vítimas precisam pagar uma taxa para liberarem “o documento” 
 

Os criminosos são oportunistas e se aproveitam de temas de grande interesse público, como a CNH Social ou a necessidade de regularizar a documentação, para criar suas armadilhas. Hoje, com o uso da inteligência artificial, os criminosos conseguem facilmente criar uma aparência profissional em sites falsos. Além disso, a promessa de resolver tudo online, na hora, e sem burocracia enganam muitas pessoas. O uso de uma taxa de baixo valor também é estratégico, pois a vítima tende a não desconfiar e a pagar sem pesquisar. O cidadão precisa ter muito cuidado e sempre buscar os canais oficiais do DETRAN de seu estado para qualquer procedimento”, alerta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.
 

Para evitar cair no golpe da CNH, a Kaspersky recomenda:

  • Desconfie de links patrocinados e anúncios: Sempre verifique a URL (endereço) do site para garantir que é o portal oficial do DETRAN do seu estado. Não clique em links recebidos por mensagens ou encontrados em redes sociais.
  • Verifique a forma de pagamento: Órgãos governamentais não utilizam contas de pessoas físicas para recebimento de taxas. Desconfie sempre que o pagamento via PIX for para um CPF.
  • Busque sempre os canais oficiais: Para resolver qualquer pendência ou se inscrever em programas, acesse diretamente o site oficial do órgão responsável, digitando o endereço no seu navegador.
  • Não forneça informações pessoais: Evite inserir seus dados em sites desconhecidos ou suspeitos.
  • Instale uma solução de segurança: Utilize um antivírus de confiança em seus dispositivos, como o Kaspersky Premium, que bloqueia sites e links maliciosos, protegendo seus dados e seu dinheiro.


Para mais informações para proteger sua vida digital, visite o blog da Kaspersky.


Kaspersky
https://www.kaspersky.com.br/


Fim da Guerra Fiscal (e do fôlego): os desafios da Reforma Tributária para os sistemas de gestão

 

Nunca se ouviu falar tanto sobre impostos. A principal razão para isso, sem dúvidas, é a transição para a Reforma Tributária, que já está em curso. No entanto, a promessa de simplificação passa antes por um período de adaptação, e para as empresas que ainda não agiram, o tempo de planejamento acabou e quem deixar para agir na última hora poderá enfrentar sérios riscos operacionais, financeiros e de competitividade.

O sistema tributário brasileiro é considerado o mais complexo do mundo. Não à toa, de acordo com o Banco Mundial, uma empresa de médio porte chega a gastar, em média, 2600 horas por ano para cumprir suas obrigações tributárias. O resultado é cerca de 8 vezes a média dos países da OCDE. Neste contexto, essa pauta, que é debatida há 30 anos, foi aprovada em dezembro de 2023 e, desde então, temos sido bombardeados com diversas notícias e desdobramentos que, na maioria das vezes, causam apreensão, dúvidas e incertezas, mas o período de incerteza deu lugar a prazos concretos que exigem ação.

Quanto a isso, é importante destacar que o pacote de mudanças da Reforma Tributária envolve um âmbito muito maior. Ou seja, setores que operam em diversas regiões, como o de logística, por exemplo, terão que rever suas operações desde os contratos até o fluxo de trabalho entre diferentes estados, além dos impactos nos preços, nas margens e até nos relacionamentos com fornecedores e clientes.

O novo modelo também impactará diretamente as operações processuais e, consequentemente, sistêmicas da empresa. Até porque, os sistemas de gestão precisarão de reajustes para incluir novos impostos e recalcular tudo de acordo com as novas regras. Isso significa mexer em esquemas de cálculos (pricing), códigos de impostos (IVA), relatórios fiscais e nas integrações com outros softwares, como os de mensageria fiscal.

E, justamente neste aspecto, é que está um dos principais desafios a serem superados pelas empresas. Isso é, organizações que já utilizam versões atualizadas e mais recentes de seus ERPs, certamente, terão uma transição mais tranquila e com menos ajustes a serem feitos. Entretanto, aquelas que ainda usam sistemas mais antigos e mantêm o uso de legados terão uma jornada mais árdua e arriscada para se adaptar, em que cada dia de atraso eleva o custo e a complexidade do projeto.

Se, por um lado, temos visto o crescimento do movimento de adesão por parte das empresas em se preparem, do outro, existe uma grande parcela que está deixando esses ajustes para a última hora. Quanto a isso, é fundamental salientar que, mesmo que o início da transição da Reforma Tributária esteja marcado para janeiro de 2026, recentemente, a Receita Federal anunciou que, ainda este ano, terá o início de duas fases, sendo a partir de 1° de julho a abertura do ambiente para testes de processos relativos à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS); e em outubro, todos os documentos fiscais eletrônicos deverão conter os novos campos referentes à CBS e ao IBS.

Tendo em vista a gama de informações e adaptações que terão que ser feitas, a tecnologia se posiciona com um braço direito das empresas nessa jornada. Afinal, o uso de recursos como soluções de automação fiscal, plataformas de análises de dados e, até mesmo, a IA, ajudam prever impactos, identificar economias e até simular cenários diferentes. Na prática, isso ajuda a deixar a empresa mais ágil e preparada para tomar decisões estratégicas.

Com o novo modelo tributário, o segredo vai ser simplificar e centralizar onde for possível. Isso inclui rever toda a operação fiscal, desde como as transações são registradas no sistema até como os dados são analisados e usados nas decisões estratégicas. Executar todas essas tarefas não é, de longe, uma missão simples, por isso, ter o apoio de uma consultoria especializada nesses recursos e que esteja acompanhando os desdobramentos da Reforma Tributária, é uma excelente medida.

Até porque a presença do time de especialistas ajuda a identificar pontos de atenção do negócio, bem como auxilia na preparação da equipe interna desde o planejamento até a execução no dia a dia, garantindo conformidade e padronização.

A aproximação da Reforma Tributária reforça a necessidade e importância das empresas, além de atentarem aos aspectos fiscais, também priorizarem as adequações sistêmicas e o uso da tecnologia como principal aliada. O início da transição trará desafios, mas aqueles que já estivem prontos conseguirão atravessá-los com eficiência e, o mais importante, previsibilidade do negócio. Afinal, enquanto alguns veem problemas, outros enxergam oportunidades. Para aproveitá-las, o preparo não é mais uma opção, é uma condição para a continuidade do negócio.

 

Rafael Aires - Arquiteto de Soluções da Numen

Ricardo Fonseca - Diretor de Vendas da Numen


Numen
https://numenit.com/

 

Planejamento tributário no e-commerce: Cláudio Lasso explica por que benefício fiscal não é atalho

O contador Cláudio Lasso deu dicas para quem quer abrir uma operação de e-commerce

 

O e-commerce brasileiro cresceu, amadureceu — e com ele, os desafios tributários também. Hoje, quem quer operar com margem e segurança precisa mais do que uma boa plataforma: precisa estrutura, que começa com planejamento tributário. 

Segundo o contador e especialista em estruturação de empresas, Cláudio Lasso, muitos empreendedores são seduzidos por promessas de “pagar menos imposto” ao abrir uma empresa em estados com benefícios fiscais — como Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo. De fato, existem, sim incentivos tributários regionais vantajosos para o e-commerce, mas o que poucos sabem (ou fingem não saber) é que não existe benefício sem responsabilidade técnica, logística e financeira", completa. 

Ele diz que antes de decidir onde abrir sua operação de e-commerce, é preciso avaliar três fatores:

    1.   Tributação real do Estado (ICMS, benefícios, obrigações acessórias);

    2.   Logística: prazos, frete, estrutura local e impacto na experiência do cliente;

    3.   Custo operacional de manter filial ou matriz fora do seu centro de atuação.

 

Cláudio Lasso deu dicas que você deve saber antes de abrir um e-commerce: 

Dica 1: Estudo de Viabilidade é obrigatório. 

Antes de abrir filial em outro Estado para “economizar imposto”, faça um estudo técnico de viabilidade econômica e tributária.

Muitas vezes, o custo de manter a estrutura fora supera o benefício fiscal esperado.

Tributo é só uma parte da equação. Margem líquida exige visão completa.

 

Dica 2: Planejamento tributário não se copia. Se desenha. 

Não adianta replicar o modelo do vizinho. Cada negócio tem um volume, uma precificação, um perfil logístico.

Benefício fiscal sem planejamento estratégico pode gerar bitributação, glosas, bloqueios fiscais e autuações futuras. 

Segundo Cláudio, é preciso cuidado com soluções genéricas. "Evite cair na tentação de contratar escritórios que vendem “modelos prontos” de e-commerce em outros estados sem considerar a realidade da sua operação. 

O contador afirma que planejamento sério exige responsabilidade técnica, análise contábil e jurídico-tributária e visão de médio prazo. "Em um cenário cada vez mais competitivo, quem vence não é quem fatura mais. É quem estrutura melhor. E no e-commerce, isso começa com escolher onde e como tributar sua operação", finaliza.

 

Confira 5 temas que podem ser cobrados na redação do Enem

Freepik Imagens  
Daniela Toffoli, professora de Redação do Curso Anglo, revela que a capacidade de argumentação, o pensamento crítico e a qualidade da escrita estão entre os principais pontos avaliados na produção textual

 

Como em anos anteriores, a prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mantém sua estrutura padrão. Os candidatos devem elaborar um texto dissertativo-argumentativo, demonstrando habilidades linguísticas, gramaticais, socioculturais, além de repertório histórico, político, econômico para embasar suas posições diante da situação-problema apresentada, — e, ainda, propor uma solução para ela. 

 

Daniela Toffoli, professora de redação do Curso Anglo, destaca a relevância da redação e os impactos que um bom ou mau desempenho podem ter no momento da correção. “A redação do Enem avalia simultaneamente a capacidade de argumentação, pensamento crítico e escrita. Pode determinar o ingresso em cursos concorridos da graduação”, afirma.  

 

A especialista explica que, historicamente, os temas solicitados na redação do exame costumam estar relacionados com assuntos de relevância social, política, ambiental, tecnológica, econômica no Brasil. “Esses temas avaliam a capacidade do aluno de refletir sobre questões atuais e propor soluções viáveis a partir de conhecimentos diversos socioculturais. Espera-se que o aluno demonstre conhecimento sobre o tema, além da sua capacidade de argumentação lógica, e que sugira intervenções respeitando os direitos humanos”.  

 

Com o objetivo de auxiliar os estudantes que farão a prova em novembro, Daniella Toffoli elenca cinco apostas de temas que podem ser cobrados na redação do Enem.  A professora também explica os motivos para as escolhas, além dos pontos importantes a serem abordados e erros que podem ser evitados para a conquista do desempenho almejado.  Confira! 

  

1- O Desafio da Sustentabilidade Ambiental nas Grandes Cidades Brasileiras 

Motivo da Aposta: Segundo a especialista, a crescente urbanização e seus impactos ambientais tornam este tema cada vez mais relevante. 

Atenção: Dados sobre poluição, mobilidade urbana e políticas de sustentabilidade. 

Erros a Evitar: Propostas irreais ou falta de embasamento científico. 

  

2-Os Limites da Regulamentação das Novas Tecnologias: Privacidade e Segurança 

Motivo da Aposta: Com avanços tecnológicos rápidos, regulamentação e ética digital são cruciais. 

Atenção: Legislação atual, casos de vazamento de dados e impactos na sociedade. 

Erros a Evitar: Simplificações ou desconhecimento de leis. 

  

3- Combate à Violência Doméstica: Avanços e Desafios no Brasil 

Motivo da Aposta: Crescente conscientização e mobilização social sobre o tema. 

Atenção: Estatísticas de violência, políticas de proteção e movimentos sociais. 

Erros a Evitar: Generalizações ou proposta de soluções superficiais. 

  

4- O Analfabetismo no Século XXI: Barreiras para uma Educação Plena 

Motivo da Aposta: Importância da educação como direito fundamental e base para o desenvolvimento. 

Atenção: Dados educacionais, barreiras socioeconômicas e políticas de educação. 

Erros a Evitar: Falta de dados atualizados ou propostas irreais. 

  

5- Enfrentando a Homofobia: Caminhos para uma Sociedade Mais Inclusiva 

Motivo da Aposta: A luta por direitos LGBT+ continua central no debate social. 

Atenção: Legislação, casos de discriminação, campanhas educativas. 

Erros a Evitar: Desconsiderar a complexidade social do tema. 

 

Anglo Vestibulares
www.cursoanglo.com.br


Planejamento tributário no e-commerce: Cláudio Lasso explica por que benefício fiscal não é atalho

O contador Cláudio Lasso deu dicas para quem quer abrir uma operação de e-commerce 

O e-commerce brasileiro cresceu, amadureceu — e com ele, os desafios tributários também. Hoje, quem quer operar com margem e segurança precisa mais do que uma boa plataforma: precisa estrutura, que começa com planejamento tributário. 

Segundo o contador e especialista em estruturação de empresas, Cláudio Lasso, muitos empreendedores são seduzidos por promessas de “pagar menos imposto” ao abrir uma empresa em estados com benefícios fiscais — como Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo. De fato, existem, sim incentivos tributários regionais vantajosos para o e-commerce, mas o que poucos sabem (ou fingem não saber) é que não existe benefício sem responsabilidade técnica, logística e financeira", completa. 

Ele diz que antes de decidir onde abrir sua operação de e-commerce, é preciso avaliar três fatores:

    1.   Tributação real do Estado (ICMS, benefícios, obrigações acessórias);

    2.   Logística: prazos, frete, estrutura local e impacto na experiência do cliente;

    3.   Custo operacional de manter filial ou matriz fora do seu centro de atuação.

 

Cláudio Lasso deu dicas que você deve saber antes de abrir um e-commerce: 

Dica 1: Estudo de Viabilidade é obrigatório. 

Antes de abrir filial em outro Estado para “economizar imposto”, faça um estudo técnico de viabilidade econômica e tributária.

Muitas vezes, o custo de manter a estrutura fora supera o benefício fiscal esperado.

Tributo é só uma parte da equação. Margem líquida exige visão completa.

 

Dica 2: Planejamento tributário não se copia. Se desenha. 

Não adianta replicar o modelo do vizinho. Cada negócio tem um volume, uma precificação, um perfil logístico.

Benefício fiscal sem planejamento estratégico pode gerar bitributação, glosas, bloqueios fiscais e autuações futuras. 

Segundo Cláudio, é preciso cuidado com soluções genéricas. "Evite cair na tentação de contratar escritórios que vendem “modelos prontos” de e-commerce em outros estados sem considerar a realidade da sua operação. 

O contador afirma que planejamento sério exige responsabilidade técnica, análise contábil e jurídico-tributária e visão de médio prazo. "Em um cenário cada vez mais competitivo, quem vence não é quem fatura mais. É quem estrutura melhor. E no e-commerce, isso começa com escolher onde e como tributar sua operação", finaliza.


Setor de transporte de cargas e logística já sente impactos das tarifas dos EUA, aponta levantamento da NTC&Logística

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Estudo do DECOPE revela redução na demanda, cancelamentos de embarques e incerteza no cenário internacional

 

O recente aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — em vigor desde o último dia 6 de agosto de 2025 — já provoca efeitos significativos no setor de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística (TRC). A constatação é do mais recente levantamento realizado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas – DECOPE. 

De acordo com a pesquisa, 82% das empresas consultadas relataram redução na demanda por fretes relacionados às exportações. Além disso, 65% indicaram que embarques foram antecipados ou cancelados por seus clientes diante da insegurança quanto à efetivação das tarifas. Sobre os valores praticados, o cenário está dividido: 41% não observaram alterações, enquanto 29% apontaram aumento e outros 29% indicaram redução nos preços dos fretes. 

“Os dados apresentados pelo levantamento mostram um cenário que merece atenção, lembrando que o TRC é atividade meio. A redução na demanda por fretes e os cancelamentos ou antecipações de embarques são reflexos diretos desse novo contexto. A NTC&Logística continuará acompanhando a situação de perto, colocando-se à disposição para apoiar as empresas do setor com informações, análises e orientações técnicas, sempre que necessário”, afirmou o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi. 

Segundo Lauro Valdivia, assessor técnico da NTC&Logística e responsável pelo estudo, os impactos já vinham sendo percebidos antes mesmo da efetivação da medida. 

“Nosso levantamento confirma que os efeitos da nova tarifa começaram a ser percebidos ainda antes da entrada oficial em vigor. Empresas precisaram adaptar suas operações, redirecionar rotas e renegociar contratos com base em um cenário instável. Essa fotografia é essencial para que o setor tome decisões com base em evidências”, destacou. 

O estudo ainda revela perspectivas pouco otimistas caso as tarifas se mantenham. Entre as respostas mais frequentes estão insegurança econômica, risco de recessão, necessidade de ajustes operacionais, desemprego e busca por novos mercados fora dos Estados Unidos. 

A NTC&Logística seguirá promovendo levantamentos regulares por meio do DECOPE e mantendo um canal técnico de observação permanente, com foco na sustentabilidade econômica do transporte de cargas e na competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.


Teve o voo cancelado por mau tempo? Saiba como agir

 

AirHelp orienta passageiros sobre os procedimentos corretos e os direitos garantidos por lei em caso de cancelamentos causados por condições climáticas adversas

 

Viajar de avião costuma ser uma experiência memorável, mas nem sempre tudo sai como o planejado. Um dos contratempos mais comuns enfrentados pelos passageiros é o cancelamento de voos em casos de mau tempo. Condições climáticas adversas, como tempestades, neblina densa, ventos fortes ou até neve, podem comprometer a segurança das operações e levar à suspensão de decolagens e pousos. 

A AirHelp, empresa de tecnologia de viagens que auxilia passageiros em interrupções de voos, traz algumas dicas e orientações sobre como proceder para minimizar os transtornos:
 

1. Procure a companhia aérea imediatamente 

Assim que for informado sobre o cancelamento, entre em contato com a companhia pelos canais oficiais - telefone, e-mail, aplicativo ou balcão. Tenha em mãos o número da reserva e solicite opções de reacomodação ou reembolso.
 

2. Conheça seus direitos 

Mesmo em situações causadas por mau tempo, a companhia tem deveres a cumprir. O passageiro pode optar por remarcar o voo sem custo adicional ou receber o reembolso total da passagem. Em caso de espera prolongada, a empresa deve fornecer assistência.
 

3. Documente tudo 

Registre todas as comunicações com a companhia e guarde comprovantes de gastos extras, como alimentação e transporte. Isso pode facilitar eventuais pedidos de reembolso ou ações judiciais.


4. Avalie alternativas de transporte

Se houver previsão de longa espera, considere outras opções viáveis. Confirme com a empresa as condições para reacomodação ou transporte por via terrestre.


5. Seguro viagem pode ser um aliado

Contratar um seguro-viagem é uma forma de se proteger contra despesas inesperadas com hospedagem, alimentação e transporte alternativo. É especialmente útil em viagens internacionais ou com crianças.


Dicas extras para enfrentar o imprevisto

  • Acompanhe o status do voo em tempo real pelo site ou aplicativo da companhia;
     
  • Leve carregadores portáteis e itens que ajudem a passar o tempo;
     
  • Informe-se: segundo a AirHelp, 95% dos passageiros brasileiros sabem que existem regulamentações que protegem seus direitos em caso de problemas com as companhias aéreas. Entretanto, 91% não utilizam as leis corretamente ou não sabem como proceder em casos de interrupções de voos.

“O mau tempo está fora do controle de todos, mas isso não significa que o passageiro fique desamparado. Conhecer seus direitos e agir com rapidez pode reduzir significativamente os impactos de um cancelamento, afirma Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil. 

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC, entre janeiro e junho de 2025, cerca de 3,2% dos cancelamentos registrados no país tiveram como causa direta o mau tempo. A média histórica gira em torno de 2% a 4% do total de voos cancelados anualmente devido a fenômenos meteorológicos.

Nessas condições, é fundamental que o passageiro saiba como proceder e conheça os direitos garantidos por lei. A ANAC determina que, mesmo quando o cancelamento ocorre por fatores fora do controle da companhia aérea, como o clima, a empresa ainda tem a obrigação de oferecer assistência aos passageiros, especialmente em casos de longas esperas.

De acordo com a Resolução nº 400 da ANAC, o passageiro tem direito à reacomodação gratuita em outro voo disponível, ao reembolso integral da passagem ou serviço por outro meio de transporte. Além disso, a empresa deve fornecer assistência material quando o tempo de espera for superior a uma hora, incluindo: alimentação, hospedagem (quando necessário) e transporte de ida e volta. Mesmo que a causa do cancelamento não seja responsabilidade da companhia, como é o caso de eventos climáticos, esses direitos permanecem válidos.


Compensação de passageiro 
 

Para reivindicar uma indenização, os passageiros devem estar cientes de certas condições. A primeira é verificar se o atraso ou cancelamento realmente causou sofrimento, estresse ou lesão ao usuário. Acontecimentos como faltar a uma consulta médica importante, cancelamento de contrato, demissão, afastamento de um acontecimento de grande relevância emocional, são situações que podem dar lugar a um pedido de indenização perante a companhia aérea. Se o passageiro já sofreu os chamados "danos morais" e pode prová-los, os passageiros têm boas chances de obter uma indenização financeira média de R$ 10.000 por pessoa.  

O passageiro tem mais chance de obter uma compensação financeira se a companhia aérea for a responsável direta pela interrupção do voo, por problemas técnicos ou falta de tripulação, por exemplo. A reparação deve ser integral, inclusive para compensação de sofrimentos psicológicos. Mesmo quando a interrupção do serviço é devida a condições climáticas extremas ou situações de força maior que estão fora do controle da companhia aérea, os passageiros continuam a ter direito ao serviço e à informação adequada e tempestiva.  

“O conjunto de direitos dos passageiros aéreos que temos no Brasil é orientado para o cliente e oferece aos passageiros aéreos uma grande consideração, especificando exatamente quais os cuidados que as companhias aéreas devem oferecer e quando em caso de problemas de voo. No entanto, a lei é muito vaga quando se trata de critérios de compensação e pode ser um desafio para um único indivíduo sem conhecimento especializado interpretar a lei corretamente. Entre os principais motivos pelos quais os passageiros brasileiros não reivindicam seus direitos em caso de problemas de voo, podemos encontrar: falta de conhecimento sobre como fazer uma reclamação, mas também falta de consciência dos direitos dos passageiros”, diz Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil. 

 

Leis que protegem os passageiros no Brasil  

Quem voa no Brasil está amparado pelo Código de Defesa do Consumidor e pela legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que são os instrumentos jurídicos mais relevantes para o passageiro. Essas leis definem claramente as responsabilidades das companhias aéreas para com seus passageiros sempre que houver problemas de voo.  

A legislação brasileira abrange voos domésticos dentro do Brasil, voos internacionais com partida ou chegada em aeroportos brasileiros, bem como voos com conexão em um aeroporto brasileiro.  

A legislação brasileira protege os passageiros, desde que seus voos atendam aos 4 critérios a seguir:  

● O voo pousou ou decolou em um aeroporto brasileiro  

● O voo foi cancelado com aviso tardio, o voo estava com mais de 3 horas de atraso ou estava com overbook  

● Os passageiros não foram atendidos adequadamente pela companhia aérea  

● O problema ocorreu nos últimos 5 anos  

Para mais informações, visite www.airhelp.com/pt-br/ 

 

AirHelp
www.airhelp.com/pt-br/


Profissão que conecta: como o médico-veterinário une bem-estar, ciência e desempenho animal

Da clínica de pequenos animais ao campo, médicos-veterinários desempenham um papel vital na saúde, no bem-estar e no desenvolvimento do país


No dia 09 de setembro, próxima terça-feira, é celebrado o Dia do Médico Veterinário, data que homenageia os profissionais que têm um papel essencial na sociedade. Muito além da atuação em clínicas ou do cuidado com animais de estimação, o conhecimento desses especialistas está presente em todas as etapas da produção e saúde animal: do nascimento ao abate, da pesquisa à prevenção, do laboratório ao campo .  

Segundo dados do último levantamento do Sistema CFMV/CRMVs, o Brasil conta atualmente com quase 240 mil médicos-veterinários registrados, dos quais cerca de 182,3 mil estão em atividade, distribuídos por mais de 80 áreas distintas de atuação1. Esses profissionais desempenham um papel essencial, considerando a enorme população animal do país: cerca de 150 milhões de animais domésticos, 234 milhões de cabeças de gado bovino, 45 milhões de suínos, 1,5 bilhão de aves e 29 milhões de ovinos e caprinos – números que reforçam ainda mais a importância da atuação dos médicos-veterinários em diversas áreas do território nacional2.  

Não à toa, em 2024, o setor do agronegócio respondeu por 23,2% do PIB brasileiro3, consolidando-se como um dos principais motores da economia nacional. Segundo dados do Sindan, os bovinos representaram 47% do faturamento da indústria veterinária, seguidos por animais de companhia (27%), avicultura (14%) e suínos (10%)4. Essa distribuição evidencia como os profissionais estão presentes em todas as cadeias produtivas, do cuidado individual com os pets ao manejo sanitário de grandes rebanhos, conectando ciência, bem-estar e desempenho. 

Sob este viés, a Zoetis, líder global em saúde animal, reforça cada vez mais seu papel como parceira estratégica de médicos-veterinários, oferecendo não apenas um portfólio completo de soluções inovadoras em saúde animal para apoiá-los durante o exercício diário da profissão, mas também expertise técnica, programas de capacitação contínua e suporte especializado para contribuir com a evolução de suas carreiras. Entre as iniciativas estão: 

- Plataforma Zoetis de E-learning, com conteúdos exclusivos para atualização constante; 

- GERAR Corte, programa voltado à reprodução e manejo reprodutivo de bovinos; 

- GERAR Leite, focado na reprodução e manejo reprodutivo de bovinos leiteiros, com soluções personalizadas para aumentar a eficiência e a produtividade 

- Plataforma deZenvolve, iniciativa que apoia a atualização técnica de quem atua com animais de companhia, oferecendo palestras, aulas e cursos on-line, além de materiais técnicos e outros conteúdos para download; 

- Painel da Avicultura, canal exclusivo para compartilhamento de conhecimento técnico sobre a avicultura brasileira; 

- Painel da Suinocultura, hub de conteúdos que reúne artigos, relatos de casos diagnósticos e publicações científicas voltadas ao setor de criação de suínos; 

- Curso de Sanidade Avícola, evento de capacitação para profissionais do setor, com especialistas discutindo temas como doenças, diagnóstico e biosseguridade, promovendo o desenvolvimento da produção avícola;    

“Para nós, a parceria com o médico-veterinário vai muito além de uma relação comercial – ela é parte central do nosso propósito”, afirma Luis Xavier Rojas, Presidente da Zoetis Brasil. “São esses profissionais que, com conhecimento técnico e dedicação, garantem o bem-estar dos animais, a produtividade no campo e a segurança em cada etapa do cuidado. Na Zoetis, entendemos que nosso papel ultrapassaa oferta de produtos: estamos ao lado dos médicos-veterinários oferecendo capacitação contínua, suporte especializado e soluções baseadas em ciência e inovação. É por meio dessa parceria que conseguimos promover uma saúde animal mais eficiente, integrada e sustentável”, finaliza Luis. 

Neste Dia do Médico Veterinário, a Zoetis reconhece o papel insubstituível desses profissionais transformação da ciência em cuidado concreto – seja no campo, nos laboratórios ou nas clínicas, esses especialistas garantem bem-estar, prevenção e desempenho em cada etapa do ciclo de vida animal. Por isso, nos mantemos comprometidos com a promoção do conhecimento e de conexões que moldam o futuro da veterinária.  



Zoetis
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