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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Dia da Pizza: Knorr ensina 4 receitas para colocar a mão na massa, improvisar e reunir os amigos em casa


Com opções que vão da frigideira ao liquidificador, marca mostra que dá pra fazer pizza em casa de um jeito fácil e com muito sabor

 

O Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho no Brasil, é a ocasião perfeita para juntar os amigos em casa e transformar a cozinha em um ponto de encontro. A origem da receita é italiana, mas a pizza se tornou o mais “Puro Caldo de Brasil”, com direito a borda recheada, sabor inusitado e muito improviso. E como toda boa celebração merece receitas à altura, Knorr selecionou quatro opções de pizza fáceis de fazer, cheias de criatividade e com aquele jeitinho versátil que permite adaptar recheios e inventar variações. 

As sugestões vão desde versões mais práticas, ideais para quem está dando os primeiros passos na cozinha, até receitas mais elaboradas, pra aqueles que gostam de testar novas combinações ou preparar algo especial para os amigos. Entre elas estão a pizza de frigideira com muçarela e abobrinha, que fica pronta em apenas 10 minutos; a pizza de liquidificador com brócolis, ideal para quem busca praticidade; a pizza no palito; além de uma versão da clássica Marguerita. E para dar aquela força no improviso, que é praticamente um tempero brasileiro, a Chef de cozinha Natália Santos, gerente de gastronomia da Unilever Alimentos, compartilha dicas simples e criativas pra personalizar os preparos com o que tiver na geladeira. Mais do que seguir as receitas, o importante é se divertir nas escolhas, descobrir novos sabores e saborear uma pizza deliciosa. 

Já para facilitar o preparo e garantir pratos saborosos, os caldos em cubos e temperos em pó são ótimos para realçar o sabor das massas e dos recheios. Na hora de montar a pizza, o Molho de Tomate Knorr sabor Pizza é ideal para compor a camada de molho antes do recheio, afinal, brasileiro gosta mesmo é de pizza caprichada. Já o Molho de Tomate com Manjericão Knorr adiciona um toque italiano que mostra como a cozinha brasileira tem tudo a ver com sabores de outras partes do mundo. E para quem curte um toque especial na finalização, os molhos de pimenta da marca entram em cena com um toque extra de sabor e intensidade que combina perfeitamente com pizza.


 Pizza de frigideira de muçarela com abobrinha


 Divulgação Knorr

 

Tempo de preparo: 10 minutos

Rendimento: 4 pessoas

 

Ingredientes:

Molho de tomate

300 gramas de Molho de Tomate Knorr sabor Pizza

 

Pizzas

1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem

2 abobrinhas italianas cortadas em fatias grossas

4 discos de massa para pizza wrap

250 gramas de queijo muçarela fatiado

 

Modo de preparo:

  1. Aqueça bem a mesma frigideira e unte com azeite. Grelhe as fatias de abobrinha até dourá-las.
  2. Passe 2 colheres de Molho de Tomate Knorr sabor Pizza em cada disco de pizza e cubra com a abobrinha grelhada e o queijo muçarela fatiado.
  3. Coloque uma pizza por vez em uma frigideira e cozinhe em fogo médio com uma tampa até derreter o queijo e a massa ficar crocante.
  4. Antes de servir, você ainda pode finalizar sua pizza com sementes ou castanhas.

 

+ Dicas de improviso da Chef

·         Sem queijo muçarela? Troque por queijo minas padrão, requeijão firme ou até gorgonzola se quiser um toque mais marcante.

·         Grelhou a abobrinha? Jogue um fio de Molho de Shoyu Knorr por cima para um toque que realça o sabor do queijo.

·         Vai finalizar a pizza com castanhas? Coloque-as em uma frigideira seca, mexendo sempre até que dourem e fiquem crocantes.

 

 

 

Pizza de liquidificador de brócolis

 

 Divulgação Knorr


Tempo de preparo: 20 minutos

Rendimento: 8 pessoas

 

Ingredientes:

1 xícara (chá) de leite

1 ovo

1/2 colher de chá de sal

1 pitada de açúcar

1 colher de sopa de manteiga sem sal

1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo

1/2 colher de sopa de fermento em pó

1 colher de sopa de azeite

3 dentes de alho picado

3 colheres de sopa de Molho de Tomate Knorr sabor Pizza

1 maço grande (400 gramas) de brócolis picado grosseiramente

1 sachê de Tempero em Pó Knorr Zero Sal™ Legumes

200 gramas de queijo muçarela ralado

8 tomates-cereja cortados ao meio (opcional)

 

Modo de preparo:

  1. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180° C).
  2. No copo do liquidificador, coloque o leite, o ovo, o sal, o açúcar, a manteiga, a farinha de trigo e o fermento, e bata rapidamente, até ficar homogêneo.
  3. Disponha a massa em uma assadeira redonda (30 cm de diâmetro), untada e enfarinhada, e leve ao forno por 30 minutos, ou até a massa começar a dourar.
  4. Enquanto isso, prepare o recheio: em uma panela, aqueça o azeite e refogue o alho até dourar. Junte o brócolis picado e o sachê do Tempero em Pó Knorr Zero Sal™ Legumes. Cozinhe por 5 minutos, ou até o brócolis murchar levemente.
  5. Retire a massa do forno, espalhe o Molho de tomate Knorr sabor Pizza, o brócolis cozido e cubra com a muçarela e o tomate-cereja.
  6. Volte ao forno por mais 20 minutos, ou até que o queijo derreta. Retire do forno e sirva em seguida.

 

+ Dicas de improviso da Chef

·         Substitua parte da muçarela por requeijão.

·         Se não tiver brócolis, vale improvisar com escarola, couve ou até abobrinha ralada e bem refogada.

 

 

Pizza no palito

 Divulgação Knorr

 

Tempo de preparo: 1 hora

Rendimento: 12 pessoas

 

Ingredientes:

Massa

1 envelope de fermento biológico seco instantâneo

1 colher de chá de açúcar

1 xícara de chá de água morna

3 xícaras de chá de farinha de trigo

1/2 xícara de chá de Amido de Milho

2 cubos de Caldo Knorr Legumes

1/2 xícara de chá de óleo

 

Recheio

300 gramas de Molho de Tomate Knorr sabor Pizza

250 gramas de queijo muçarela ralado no ralo grosso

2 colheres de chá de orégano

 

Modo de preparo:

  1. Em uma tigela grande, misture o fermento, o açúcar, o Caldo Knorr Legumes já dissolvido na água morna e 1 xícara (chá) de farinha.
  2. Cubra com um plástico e reserve por 20 minutos ou até dobrar de volume.
  3. Acrescente o óleo e junte, aos poucos, o restante da farinha e o amido de milho.
  4. Sove até que a massa solte das mãos.
  5. Cubra com um plástico e reserve por 30 minutos.
  6. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180°C).
  7. Unte duas assadeiras grandes (40 x 28 cm) e reserve.
  8. Divida a massa em 12 porções.
  9. Abra-as em discos de aproximadamente 12 cm de diâmetro.
  10. Coloque um palito de churrasco sobre a massa com uma das pontas no centro do disco de massa, espalhe uma porção do Molho de Tomate Knorr sabor Pizza (reserve um pouco do molho para pincelar), cubra com uma porção de muçarela e polvilhe o orégano.
  11. Traga a parte superior da massa até o meio, formando uma meia lua.
  12. Dobre as duas laterais até o centro e pressione a massa na parte inferior para aderir ao palito e não vazar o recheio. Repita a operação com os outros discos de massa.
  13. Coloque nas assadeiras reservadas, com a parte da dobra para baixo. Cubra e deixe crescer novamente por 15 minutos.
  14. Pincele as pizzas com o Molho de Tomate Knorr sabor Pizza reservado e polvilhe com orégano.
  15. Leve ao forno por 20 minutos ou até dourar. Sirva em seguida.

 

+ Dicas de improviso da Chef

·         Quer uma versão vegetariana? Refogue abobrinha ou um legume de sua preferência com Tempero em Pó Knorr Zero Sal™ e use como recheio.

·         Sem ideia do ponto certo? Quando a massa parar de grudar nas mãos e ficar lisinha, ela está pronta pra descansar!

  • Mais ideias para recheio? Você pode variar acrescentando linguiça calabresa moída, atum, azeitonas ou vegetais.

 

 

Pizza Marguerita


 Divulgação Knorr


 

Tempo de preparo: 2 horas

Rendimento: 8 pessoas

 

Ingredientes:

Massa

1 cubo de Caldo Knorr Legumes

1 xícara de chá de água fervente

2 tabletes de fermento biológico seco

1 colher de sopa de açúcar

4 colheres de sopa de óleo

3 xícaras de chá de farinha de trigo

 

Montagem

1 xícara de chá de Molho de Tomate Knorr sabor Pizza

500 gramas de queijo muçarela ralada grossa

20 folhas pequenas de manjericão fresco

 

Modo de preparo:

  1. Em uma tigela grande, dissolva o cubo de caldo de legumes Knorr em água fervente e reserve até amornar.
  2. À parte, em uma tigela grande, junte o fermento e o açúcar até ficar líquido. Acrescente o Caldo Knorr reservado, o óleo e misture bem.
  3. Adicione a farinha de trigo, aos poucos, e amasse até formar uma massa homogênea e macia que solte das mãos. Divida a massa em 2 partes iguais, cubra e deixe descansar por 40 minutos, ou até dobrar de volume.
  4. Pré-aqueça o forno em temperatura máxima (180ºC).
  5. Em uma superfície lisa e enfarinhada, abra uma parte da massa como auxílio de um rolo e forre uma fôrma para pizza com aproximadamente 30 cm de diâmetro. Repita o processo com a outra parte da massa.
  6. Asse em forno preaquecido em temperatura média 180°C por cerca de 15 minutos.
  7. Para a montagem, coloque 1 disco de pizza na fôrma e espalhe metade do Molho de Tomate Knorr sabor Pizza, até cobrir toda a massa.
  8. Distribua metade da muçarela até cobrir toda a superfície e espalhe as folhas de manjericão sobre a muçarela.
  9. Volte ao forno para terminar de assar por mais 15 minutos, ou até a muçarela derreter. Retire do forno e sirva em seguida.
  10. Repita o processo com o outro disco de massa assado e o restante dos ingredientes e asse conforme indicado na receita.

 

+ Dicas de improviso da Chef

  • Se desejar, coloque 6 rodelas finas de tomate sobre a muçarela e polvilhe 1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado antes de levar ao forno.

·         Finalize com o Molho de Pimenta Tradicional Knorr ou o Molho de Pimenta sabor Alho misturado no molho de tomate.

·         Se não tiver manjericão fresco, você pode substituir por orégano.

·         Massa muito grudenta? Jogue um pouquinho de farinha nas mãos e continue amassando até ela ficar macia e soltando dos dedos.

 

Para conferir essas e outras receitas que são o puro caldo de Brasil, siga o perfil oficial da marca no Instagram (@knorrbrasil).




Knorr
https://www.knorr.com/br/
https://www.instagram.com/knorrbrasil/


No Dia da Pizza, descubra como harmonizar o prato tão popular no Brasil com diferentes estilos de cerveja



De acordo com a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (APUBRA), estima-se que no Brasil existem mais de 112 mil pizzarias 

 

Conhecida por ter diversos sabores e ser um prato que caiu no gosto dos brasileiros, a história da pizza começou no Egito Antigo, local onde já existiam os pães e a fermentação e produção de fornos. Quando ela chegou na Itália, ela ganhou o tradicional molho de tomate em sua receita, e aos poucos foi adquirindo as outras características que fez ela se tornar o que ela é hoje na gastronomia. Ela desembarcou no Brasil através dos imigrantes do Sul, e conquistou o paladar dos brasileiros em pouco tempo. De acordo com a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (APUBRA), estima-se que no Brasil existem mais de 112 mil pizzarias.

A pizza ganhou tanta notoriedade no Brasil que ganhou até mesmo um dia para chamar de seu. O Dia da Pizza é comemorado no dia 10 de julho desde 1985. Versátil, a pizza combina com diferentes opções de bebidas, desde refrigerantes ou até mesmo com bebidas alcoólicas, como é o caso da cerveja.

Para quem quer aproveitar a data para saborear uma pizza com uma cerveja, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, explica como harmonizar diferentes sabores de pizza com a bebida, confira:




Pizza de muçarela





O sabor mais pedido pede cervejas leves que vão refrescar o paladar, sem contrastar o queijo com a cerveja. Cervejas estilo Pilsen costumam ser leves, equilibradas e refrescantes, ideal para esse tipo de pizza.



Pizza quatro queijos






Cerveja estilo Strong Ale possui sabor intenso, maltado e licoroso. Tem aroma complexo, corpo denso, amargor acentuado e agradável provenientes da utilização de lúpulos especiais, o que é ótimo para harmonizar com essa mistura de queijos mais leves e fortes.



Pizza de frango com catupiry





Cervejas com boa base de malte vão muito bem com esse sabor. A Weiss, que além de malte de cevada, possui malte de trigo na composição, é um estilo que harmoniza muito bem.



Pizza peperoni















E já que entramos no papo de pizzas mais fortes, nada como contrastar o leve apimentado do peperoni com uma cerveja Porter. Além disso, combinam muito bem com o inverno. Muito apreciado desde o século 18, o estilo Porter tem esse nome justamente porque os trabalhadores dos portos ingleses adoravam seu sabor encorpado e tostado.



Pizza de chocolate com morango













Para quem nunca harmonizou doce com cerveja, essa é uma oportunidade. Aqui temos uma harmonização por semelhança: entre o chocolate pizza e os traços de malte torrado da cerveja Hops. Com corpo leve e colarinho marrom, a Hops Escura faz você sentir um sabor com leve dulçor de caramelo. Apesar de leve, o amargor está presente por causa do lúpulo cascade.



Ashby


Da farinha à fatia, como fazer a melhor pizza

Chef Claudia Genaro ensina o 'pulo do gato' 

 

Crocância na borda, molho equilibrado, cobertura bem distribuída e massa no ponto ideal. Fazer a pizza perfeita pode parecer uma missão difícil, mas com algumas técnicas certeiras, o resultado pode surpreender mesmo fora de uma pizzaria profissional. Para celebrar o Dia da Pizza, comemorado em 10 de julho, a chef Claudia Genaro, do Instituto Gourmet Brasil, compartilha dicas valiosas para transformar a cozinha de casa em uma verdadeira pizzaria artesanal.


A massa é a base de tudo

Segundo a especialista, o pulo do gato começa na escolha dos ingredientes: “Uma boa farinha, de preferência tipo 00, garante leveza e elasticidade. O ideal é deixar a massa fermentar lentamente, por pelo menos 24 horas, para desenvolver sabor”. A água deve ser gelada e o fermento, usado em pequena quantidade, apenas o suficiente para iniciar o processo de fermentação.


Molho caseiro é o segredo

Nada de molhos prontos. A chef recomenda fazer o próprio molho usando tomates pelados ou frescos, apenas triturados com um toque de sal, azeite e manjericão. Para ‘despelar’ os tomates, basta colocá-los em água fervente até que a pele comece a rachar. Com isso, a pele sairá facilmente em água corrente.


Recheio na medida certa

Para garantir um resultado harmônico, Genaro recomenda não exagerar nas quantidades, pois menos é mais, já diz o ditado. Uma boa muçarela de qualidade, um toque de parmesão e ingredientes frescos fazem toda a diferença. Evite misturar muitos sabores e texturas na mesma pizza.


E o forno?

Outro ponto crucial para a pizza perfeita é a temperatura do forno. Segundo a chef, o ideal seria um forno a lenha, mas no forno doméstico dá para chegar num bom resultado com uma pedra refratária ou uma assadeira pré-aquecida. O importante é que o forno esteja ao máximo de sua para garantir crocância e evitar que a massa fique borrachuda.


Últimos detalhes

Após assada, a pizza pode ganhar toques finais que fazem toda a diferença, como folhas frescas de manjericão, azeite trufado ou um fio de mel picante em pizzas salgadas são ótimos para surpreender.

Claudia Genaro também destaca que fazer pizza pode ser uma experiência divertida e afetiva, especialmente em família. “É uma ótima oportunidade de reunir as pessoas, criar sabores personalizados e descobrir a alegria de preparar algo com as próprias mãos”, conclui.

Neste Dia da Pizza, o convite está feito: coloque a mão na massa e descubra o prazer de criar a pizza perfeita.

 

Instituto Gourmet Brasil

 

10 de julho - Dia da Pizza

Como saborear o alimento com equilíbrio e saúde

Nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruzensina como adaptar a receita para diferentes estilos e restrições alimentares

 

O Dia da Pizza, celebrado em 10 de julho, é dedicado a uma das grandes paixões nacionais. Segundo a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), diariamente são preparadas mais de 3,8 milhões de pizzas no país, sendo 870 mil delas somente no estado de São Paulo, conforme dados de 2023. Presente em encontros entre amigos, familiares e nos pedidos por delivery, a pizza é um dos pratos mais consumidos pelos brasileiros, no entanto também é vista com certo receio por quem busca uma alimentação saudável. Mas será mesmo necessário encará-la dessa forma? 

Segundo a nutricionista Tarcila Campos, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é possível sim saborear uma boa pizza sem comprometer a saúde, desde que se façam escolhas conscientes e que a moderação seja o fio condutor. “Demonizar alimentos não é a melhor estratégia para quem busca uma alimentação equilibrada e sustentável ao longo do tempo. O mais importante é entender o contexto geral da dieta e fazer substituições inteligentes, sem abrir mão do prazer de comer”, afirma a especialista.

 

Da massa ao recheio: cada escolha conta

Um dos primeiros pontos de atenção está na base da pizza: a massa. As versões finas e integrais são as mais indicadas para quem busca reduzir o consumo de calorias e aumentar a ingestão de fibras, o que contribui para a saciedade e o controle glicêmico. “Hoje também já é possível encontrar opções de massa à base de vegetais, como couve-flor, batata-doce ou aveia, que agregam valor nutricional e ajudam a diversificar o cardápio”, orienta a nutricionista. 

Para pessoas com restrições ao glúten, como os celíacos, o mercado já oferece versões de massa sem glúten à base de farinhas alternativas, como arroz, grão-de-bico, amêndoas ou mandioca, que permitem incluir a pizza no cardápio de forma segura. “Essas adaptações não precisam comprometer o sabor. Pelo contrário, podem ser uma oportunidade de explorar novas combinações e texturas”, sugere. 

Na hora de escolher o molho, o ideal é apostar em versões caseiras ou artesanais, com tomates frescos, ervas naturais e pouco sal. Molhos prontos, em contrapartida, tendem a ser ricos em sódio, açúcares e aditivos artificiais. “Temperos como orégano, alho, cebola e manjericão dão sabor sem sobrecarregar a receita com ingredientes industrializados”, completa.

 

Equilíbrio também está na cobertura

O recheio, claro, é uma das partes mais atrativas da pizza, e uma das mais desafiadoras do ponto de vista nutricional. Uma dica valiosa é incluir vegetais variados, como tomate, abobrinha, cogumelos, espinafre e rúcula, que oferecem vitaminas, minerais e fibras. Já em relação às proteínas, as melhores escolhas são frango desfiado, atum, ovo cozido ou até mesmo tofu, em vez de processados como calabresa, bacon ou pepperoni, que têm alto teor de gordura saturada e sódio. 

Para quem segue uma dieta vegetariana ou vegana, o uso de cogumelos, legumes grelhados, grão-de-bico tofu ou outros queijos vegetais pode ser uma alternativa saborosa e nutritiva. “Essas substituições também favorecem a digestão e aumentam a variedade de nutrientes na refeição”, aponta a especialista. 

O queijo, por sua vez, pode ser utilizado com moderação, priorizando aqueles com menor teor de gordura, como ricota, muçarela de búfala ou cottage. Pessoas com intolerância à lactose podem recorrer a versões zero lactose ou até a queijos vegetais, cada vez mais acessíveis no mercado. “Muitas vezes, reduzir pela metade a quantidade já faz uma grande diferença no valor calórico final sem prejudicar o sabor”, explica.

 

Comportamento alimentar também importa

Além dos ingredientes, o comportamento à mesa é fundamental. Evitar longos períodos de jejum antes da refeição e consumir a pizza de forma consciente, mastigando bem e prestando atenção nos sinais de saciedade, ajuda a evitar exageros. Uma boa estratégia é começar a refeição com uma salada leve, que aumenta a saciedade e melhora o equilíbrio nutricional do momento. 

Pessoas com diabetes, dislipidemias ou hipertensão arterial, também podem incluir a pizza em seu plano alimentar, desde que com ajustes adequados e seguindo a orientação de um especialista. “Nesses casos, é importante priorizar massas integrais ou com baixo índice glicêmico, usar molhos caseiros com pouco sal e equilibrar os acompanhamentos ao longo do dia, sempre com orientação profissional”, reforça a nutricionista. 

“A alimentação saudável não precisa ser rígida ou punitiva. Há espaço para momentos de prazer, inclusive com alimentos tradicionalmente vistos como ‘vilões’. O segredo está no equilíbrio, na frequência e na qualidade das escolhas”, ressalta. 

 

Tarcila Campos – CRN 15157

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
saber mais: Link

 

No Dia da Pizza, M. Dias Branco esclarece 8 dúvidas para os profissionais da área

Foodservice
Especialistas em farinhas trazem dicas para quem está começando a empreender ou quer aprimorar os serviços 

 

No dia 10 de julho comemora-se o Dia da Pizza, uma das principais paixões gastronômicas do mundo que transcende gerações, estilos e sabores. Embora de origem italiana, a pizza conquistou o coração dos brasileiros e hoje o país conta com inúmeros estabelecimentos que apostam em diferentes aplicações de molhos, recheios e massas.

Seja a sua pizzaria aquela que trabalha com massas mais finas e crocantes, ou aquela que aposta em massas fofinhas, confira as dicas de uso da M. Dias Branco Profissional, trazidas por especialistas em farinhas da Companhia:


1 - Qual a farinha ideal para o preparo de pizzas?

Farinhas extensíveis são as melhores opções, pois não grudam na bancada e são tolerantes para fermentação prolongada ou longa fermentação, além de apresentar elasticidade ao abrir com as mãos ou rolo. Durante o forneamento, entrega uma boa borda alveolada e levemente leopardada, com pigmentos circulares mais caramelizados. A farinha Finna para Pizza atende todas essas características.


2 - Qual a diferença entre usar fermento biológico seco e fermento natural na massa?

A escolha entre fermento biológico seco e fermento natural (sourdough ou levain) para a massa da pizza impacta diretamente o sabor, a textura e o tempo de preparo.

Se você busca praticidade, rapidez e resultados consistentes para o dia a dia, o fermento biológico seco é a melhor opção. 

Mas, se você valoriza um sabor mais profundo, uma textura diferenciada, benefícios digestivos e está disposto a investir tempo e paciência no processo, o fermento natural é a escolha ideal. Muitos pizzaiolos artesanais e entusiastas preferem o fermento natural pela complexidade de sabor e textura que ele confere à pizza, elevando a experiência gastronômica. No entanto, para uma pizza caseira rápida e deliciosa, o fermento biológico seco cumpre muito bem seu papel. Ambos têm suas vantagens e desvantagens.

O fermento biológico seco, também conhecido como instantâneo, é composto por leveduras desidratadas. É o tipo mais comum e prático para uso doméstico. Vantagens: Praticidade e rapidez. Já as desvantagens são sabor menos complexo, menor durabilidade da massa e menos benefícios digestivos.

O fermento natural, também chamado de sourdough ou levain, é uma cultura viva de leveduras e bactérias (lactobacilos) selvagens presentes na farinha e no ambiente. Ele é "alimentado" regularmente com água e farinha para se manter ativo. Vantagens: sabor e aroma complexos, textura diferenciada, digestão facilitada, maior valor nutricional e melhor conservação. As desvantagens são o tempo de preparo prolongado, necessidade de manutenção, resultados menos previsíveis para iniciantes e menor disponibilidade.


3 - Como a hidratação (percentual de água na massa) afeta a textura final da pizza?

Quanto mais água, mais rápido a pizza fermenta em temperatura ambiente, maior facilidade de manuseio com as mãos, além de ajudar no desenvolvimento do glúten da massa e melhorar o rendimento da receita.


4 - O que é o ponto de véu e por que ele é importante na massa de pizza?

É o ponto onde as proteínas do glúten estão entrelaçadas, possibilitando a retenção dos gases produzidos na fermentação, resultando em um produto com melhor mastigabilidade.


5 - Há variação do produto para quando se deseja uma massa mais macia ou crocante?

Sim, adicionando margarina ou gordura na formulação, teremos maciez. O tempo de forneamento também é relevante, pizzas que assam por mais de 3 minutos tendem a ficar secas, pizzas que assam em forno frio, macias.


6 - Quais são os principais erros que causam uma massa dura ou ressecada?

Tempo excessivo de forneamento em forno com baixa temperatura e farinha muito escura.

7 - Dicas para quem está começando a trabalhar com o produto?

Pré-pesagem dos recheios para equipes com alta rotatividade é um diferencial que ajuda a equilibrar custos. Em recheios que tendem a secar durante o forneamento, como atum e frango desfiado, recomenda-se a modelagem calzone que preserva melhor a umidade durante o forneamento.

Para montar uma pizzaria precisamos basicamente de um forno que pode ser dos tipos: a lenha, a gás, de lastro a gás, de lastro elétrico, de esteira elétrico, de esteira a gás; bancadas, pista fria (pizzaiola ou cabeçote), geladeiras, balcão refrigerado, multiprocessador de alimentos, liquidificador industrial, amassadeiras (masseiras), rolos para abertura, espátulas e caretinhas para corte, balança de precisão, freezers (vertical e horizontal), computador com programa de pizzaria, além de uma logística de entrega fixa ou via apps. Isso torna esse tipo de negócio o que possui o menor investimento e um dos mais procurados por novos empreendedores.

Foodservice


8 - É possível criar diferenciais para a pizza de modo a valorizar o produto?

Sim. Em recheios, por exemplo, há a opção de trabalhar com pouco recheio e baixo custo, ou recheios nobres e exclusivos, já por tipo de massa: integral, com tubérculos, massa pobre e massa rica, entre outras. Por formas de fermentação: curta fermentação, longa fermentação e fermentação mista, por formas de comercialização: inteira, pedaço, rodízio, festa e delivery, por tipos de cocção: frita, pré-assada, assada em forno elétrico, a gás e a lenha.

As farinhas da M. Dias Branco vêm com adição de ferro e acido fólico. A Companhia dispõe de uma versão especial para Pizza, com massa clara e uniforme, fácil manuseio e estende no ponto ideal. 

 

quarta-feira, 9 de julho de 2025

GSH Banco de Sangue de São Paulo abrirá no feriado de 9 de Julho e convoca doadores


Estoque de bolsas de sangue está 60% abaixo do ideal e tipo O negativo é o mais urgente

 

O GSH Banco de Sangue de São Paulo faz um novo apelo à população: o estoque sanguíneo segue em situação crítica, operando com cerca de 60% de déficit. Para ajudar a reverter esse cenário, a unidade estará aberta no feriado estadual de 9 de Julho (Revolução Constitucionalista), das 7h às 18h, recebendo doadores voluntários. 

Feriados, temperaturas mais baixas e o período de férias escolares contribuem diretamente para a queda nas doações, tornando este momento ainda mais delicado. 

Segundo Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue, “os meses de frio e feriados sempre trazem grandes desafios para os bancos de sangue, pois o número de doadores diminui significativamente, o que faz com que os estoques se esgotem rapidamente, podendo prejudicar o atendimento aos hospitais”, explica. 

Atualmente, a unidade registra cerca de 60 doações por dia, quando o ideal seria alcançar 160 coletas diárias para manter os níveis seguros. Todos os tipos sanguíneos são bem-vindos, mas a situação é especialmente preocupante para o tipo O negativo, cuja demanda é sempre alta, pois é considerado universal e pode ser usado em emergências e em qualquer paciente, independentemente de seu fator Rh. 

A doação é simples, rápida e segura. Os voluntários podem comparecer diretamente à unidade ou agendar previamente. Após o procedimento, o doador ainda tem o restante do feriado para aproveitar com a certeza de que fez a diferença na vida de alguém. 

O GSH Banco de Sangue de São Paulo atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados, na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso. Para doar, basta comparecer à unidade, ou agendar previamente pelos telefones: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001.

 

Requisitos básicos para doação de sangue: 

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias. 

 

Serviço:

GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana e feriados, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.

 

Maquiagem nos olhos pode causar danos à visão, alerta especialista

Freepik
No Dia da Saúde Ocular, entenda os cuidados que fazem diferença na hora de aplicar produtos de beleza na região dos olhos

 

Com o caso recente de uma mulher que ficou temporariamente cega devido ao uso de um produto de beleza, acende-se o alerta para a importância do cuidado com a maquiagem na área dos olhos. Essa região do rosto é muito delicada, por isso, a maquiagem nessa área exige uma atenção maior para evitar irritações, alergias e até infecções. Em 10 de julho é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, data que marca a importância do cuidado com as doenças oculares.

A oftalmologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Vivian Tsai, explica que é importante buscar produtos que sejam oftalmologicamente testados e, sempre que possível, hipoalergênicos, especialmente para quem usa lentes de contato ou tem olhos sensíveis. 

A validade e o armazenamento dos produtos também merecem atenção. “Maquiagens para os olhos, como rímel e delineador líquido, têm um prazo de validade mais curto após abertas, geralmente entre três e seis meses. Esteja atento à data impressa e, se o produto apresentar qualquer mudança de cor, cheiro ou textura, descarte-o imediatamente, mesmo que a data ainda não tenha expirado. Maquiagem vencida é um terreno fértil para bactérias e fungos, que podem causar problemas oculares sérios como conjuntivite”, ressalta a especialista.

Além disso, Tsai ressalta que não é aconselhável guardar os produtos em locais úmidos. “Guarde seus produtos em um local fresco e seco, longe da umidade do banheiro, que pode favorecer a proliferação de microrganismos”, comenta.

Dicas indispensáveis para se maquiar

Sabemos que lavar bem as mãos antes de tocar nos olhos ou nos produtos de maquiagem para evitar a transferência de bactérias, é a dica mais importante para o cuidado com os olhos, porém, a oftalmologista aponta outras sugestões imprescindíveis na hora de se maquiar.

Limpe regularmente seus pincéis e aplicadores: a falta de higiene desses acessórios é uma das principais causas de infecções. A limpeza pode ser feita com água morna e sabão neutro. Também nunca compartilhe maquiagem de olhos com outras pessoas para evitar a contaminação cruzada.

Tenha cuidado na hora de aplicar: faça movimentos leves e suaves ao aplicar o produto, evitando passar a maquiagem muito próximos à linha d'água , pois isso pode entupir as glândulas da região palpebral e causar irritações. “Evite se maquiar em veículos em movimento, já que um solavanco pode causar acidentes e ferir seus olhos”, reforça a oftalmologista.

Cuidado com o glitter nos olhos: é aconselhável evitar produtos com glitter e purpurina, pois essas pequenas partículas podem cair nos olhos, causando arranhões na córnea ou irritações. “Caso queira usar brilho, certifique-se de que seja um glitter cosmético específico para a área dos olhos”, comenta.

Opte por sombras compactas: prefira sombras compactas em vez das soltas, que tendem a se espalhar mais facilmente, e escolha lápis e delineadores com pontas macias para não machucar a pele delicada. “Embora o rímel à prova d'água seja resistente, use-o com moderação, pois sua remoção pode exigir mais fricção e irritar a região”, explica Tsai.

Não durma de maquiagem: sempre remova toda a maquiagem dos olhos antes de dormir, pois deixá-la pode levar a irritações, entupimento de glândulas e infecções. Utilize um demaquilante suave e específico para a área dos olhos. “Remova-a com algodão ou um disco demaquilante, fazendo movimentos suaves e sem esfregar ou puxar a pele delicada. Após a remoção, lave o rosto com um sabonete neutro para garantir que não restam resíduos”, explica a especialista.

Coloque as lentes de contato antes de se maquiar: se você usa lentes de contato, coloque-as antes de se maquiar para evitar que partículas de maquiagem entrem em contato com elas, e retire-as antes de remover a maquiagem. “Fique sempre de olho em qualquer sinal de irritação como ardência, vermelhidão ou coceira. Se isso acontecer, remova a maquiagem imediatamente, lave bem os olhos e suspenda o uso dos produtos. Se a irritação persistir, procure um oftalmologista”, orienta a médica.

 

 Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


Dia da Saúde Ocular: Saiba como manter a visão saudável

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Pesquisa da OMS mostra que quase metade das deficiências visuais poderia ser evitada. Entenda.

 

Na próxima quinta-feira, 10 de julho, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular para alertar sobre cuidados que podem diminuir o risco de complicações nos olhos. Pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm deficiência visual. Dessas, pelo menos 1 bilhão poderiam ser evitadas com tratamento correto. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) a maioria das doenças oculares passam despercebidas no início, devido à plasticidade da visão e à nossa capacidade de adaptação às mudanças. Pior: doenças como degeneração macular, retinopatia diabética, retinopatia hipertensiva e glaucoma não param de crescer. É urgente, portanto, a implementação de mudanças nos hábitos para reduzir os fatores de risco dessas doenças: hiperglicemia, hipertensão arterial e dislipidemia. 

As recomendações do oftalmologista para manter a saúde ocular são:

  1. Consultas anuais para adultos e jovens que tenham diabetes, hipertensão arterial colesterol alto e astigmatismo que podem que funcionar como gatilhos de graves doenças oculares. As doenças detectadas logo no início tem melhores resultados.
     
  2. Crianças recém-nascidas devem ter os olhos examinados a cada 6 meses até a idade de 3 anos para repetir o “teste do olhinho”. Queiroz Neto esclarece que doenças congênitas como a catarata, glaucoma, retinoblastoma, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose nem sempre dão sinais no primeiro exame realizado na maternidade. Em bebês também é comum o canal lagrimal entupir e causar desconforto., pontua.
     
  3. Atenção ao estrabismo natural até os quatro meses porque os olhos estão em desenvolvimento. Quando o desvio persiste após 6 meses pode sinalizar ambliopia, diferença importante de refração entre os olhos que requer a oclusão do que tem melhor visão para permitir o desenvolvimento do outro olho. Antes de iniciar o processo de alfabetização deve retornar à consulta para verificar se tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo.
     
  4. Incentive as atividades ao sol Queiroz Neto afirma que as novas gerações têm mais propensão à miopia que se tornou epidêmica no mundo pela falta de exposição ao sol e excesso de telas. Por isso, a recomendação é expor as crianças durante 2 horas/dia à radiação ultravioleta. O descanso das telas, observa, fortalece as ligações entre as fibras de colágeno da esclera, parte branca do olho, diminuindo desta forma o crescimento axial do olho, maior entre míopes.
     
  5. Evite coçar os olhos para não contrair ceratocone doença que fragiliza a córnea e é uma importante causa de transplante. Levar a mão aos olhos também pode contaminar a superfície com vírus e bactérias e desencadear conjuntivite ou ceratite (inflamação na córnea)
     
  6. Não compartilhe e dispense a maquiagem e as lente de contato caso se tornem desconfortáveis após o compartilhamento. Estes itens são individuais e intransferíveis pontua o oftalmologista. Isso porque, cada pessoa tem uma flora bacteriana e a divisão com a amiga pode antecipar o vencimento de ambos. O sinal de maquiagem vencida é a alteração na cor ou cheiro. Das lentes de contato o desconforto ao usar. .
     
  7. Proteja os olhos no sol e esportes: Os óculos de sol precisam filtrar 100% da radiação ultravioleta (UV) emita pelo sol que aumenta em 60% o risco de contrair catarata de acordo com vários estudos. Os traumas nos esportes podem causar glaucoma, traumas superficiais na córnea que diminuem a acuidade visual e até perfurações que podem levar à perda da visão. Nove em cada 10 acidentes são causados por falta de proteção.
     
  8. Limpe a borda das pálpebras com um cotonete embebido em xampu infantil que é neutro e não causa ardência caso toque a superfície do olho. Além de ficar livre de blefarite (inflamação crônica das pálpebras), elimina o risco de calázio, terçol e evita o olho seco por proteger. Usar colírio por conta própria pode causar complicações graves. São sinais de emergência importantes enxergar manchas escuras, cegueira momentânea e enxergar muitas moscas volantes. A qualquer um desses sintomas a consulta deve ser imediata, finaliza.

Insuficiência cardíaca: corpo cansado pode revelar sinais de alerta do coração

 

A insuficiência cardíaca é uma condição que afeta milhões de brasileiros, caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue de forma eficiente para todo o corpo. Embora seja frequentemente associada à dor no peito, os primeiros sinais da doença são muitas vezes confundidos com o cansaço natural da idade ou da rotina. 

A cardiologista Beatriz Zamuner, médica do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), alerta que é preciso atenção redobrada para sintomas mais sutis, que podem indicar o início de uma insuficiência cardíaca. “Observar sinais como cansaço exagerado em atividades simples, falta de ar ao deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, ganho de peso rápido (por retenção de líquidos), e dificuldade para dormir por falta de ar”, diz ela.
 

Apenas cansaço ou primeiros sinais? 

Mas o que diferencia o cansaço “comum” da fadiga provocada por um coração que está perdendo força? De acordo com a médica, a diferença está na persistência e no contexto em que os sintomas surgem. “O cansaço comum costuma melhorar com descanso e aparece após esforço ou após um dia cansativo, com rotina agitada. Já a fadiga por insuficiência cardíaca é persistente e aparece mesmo em tarefas leves, como tomar banho ou caminhar poucos metros. Muitas vezes vem acompanhada de falta de ar ou inchaço”, explica. 

A insuficiência cardíaca pode inclusive se manifestar em repouso. “Um exemplo típico é acordar à noite com falta de ar ou precisar dormir com vários travesseiros. Sensação de peso nas pernas, cansaço matinal desproporcional e dificuldade para respirar mesmo sentado são outros alertas do corpo”, completa a especialista. 

Uma observação importante diz respeito à faixa etária dos pacientes, já que a insuficiência cardíaca não é exclusiva dos idosos. “Sim, jovens também podem ter insuficiência cardíaca, causada por miocardite, doenças genéticas ou uso de drogas tóxicas. Atualmente temos visto um aumento da doença em pessoas jovens principalmente em decorrência do uso de reposição hormonal sem indicação médica, para fins estéticos”, observa a médica.
 

Diagnóstico e tratamento 

O diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença. Entre os exames mais indicados estão o ecocardiograma, eletrocardiograma (ECG), raio-X de tórax e exames de sangue como o BNP ou NT-proBNP, que ajudam a identificar sobrecarga no coração. 

Apesar da gravidade da condição, os avanços da medicina nos últimos anos mudaram significativamente o cenário. “Hoje temos medicamentos de excelência para tratar e controlar a doença. Com diagnóstico precoce, uso correto de medicamentos, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico, muitas pessoas vivem com qualidade por muitos anos”, afirma Dra. Beatriz. 

Do ponto de vista preventivo, ela destaca a importância da escuta ativa ao próprio corpo, especialmente em pessoas com histórico familiar. “Devem observar sinais como falta de ar frequente, inchaço, cansaço fora do comum e palpitações. Além disso, é fundamental manter os fatores de risco sob controle: pressão alta, colesterol, diabetes, obesidade e sedentarismo. Quem tem histórico familiar deve fazer avaliações cardíacas regulares, mesmo que esteja sem sintomas”, finaliza.



Hospital Evangélico de Sorocaba

Ataxia de Friedreich: falta de equilíbrio ao caminhar, fraqueza muscular e alterações na fala podem ser sinais da doença

Neurodegenerativa e progressiva, estima-se que uma a cada 40 mil pessoas sejam afetadas pela AF

 

Dificuldades de coordenação motora, instabilidade ao andar, perda de força nos membros, alterações na fala, além de problemas auditivos e visuais estão entre os sinais da ataxia de Friedreich (AF), doença rara, hereditária e neurodegenerativa. O Dr. Alberto Martinez, neurologista e professor do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (FCM/UNICAMP) explica que, embora grave e sem cura, a condição tem mobilizado pesquisas em busca de tratamentos que retardem sua progressão e ofereçam mais qualidade de vida aos pacientes. “Estamos diante de uma fase promissora no campo das pesquisas sobre a AF. Há desde estudos voltados ao controle dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes, até abordagens como terapias gênicas, que buscam interferir diretamente na causa da doença”, afirma. 

A ataxia de Friedreich (AF) é a forma hereditária mais comum entre mais de 100 tipos de ataxias - condições neurológicas caracterizadas pela dificuldade em realizar movimentos voluntários de forma coordenada.1 Segundo o neurologista, as ataxias são classificadas em dois grupos principais: adquiridas e hereditárias. “Globalmente, estima-se que a AF afete uma a cada 40 mil pessoas”, afirma. A condição se manifesta quando o indivíduo herda duas cópias alteradas do gene responsável - uma de cada um dos pais”, explica. 

Os primeiros sinais da AF costumam surgir antes dos 25 anos de idade, embora também possam aparecer mais tardiamente. Os sintomas incluem perda de equilíbrio, fraqueza, alterações ortopédicas, como escoliose e pés com arco plantar excessivamente elevado (pés cavos), alterações na fala, na audição e na visão, além de maior predisposição ao desenvolvimento de diabetes e problemas cardíacos.2 “Por se tratar de uma condição progressiva, os sintomas tendem a se agravar gradualmente ao longo do tempo. É comum que, entre 10 e 20 anos após o diagnóstico, o uso de cadeira de rodas se torne necessário”, reforça o especialista. 

Assim como acontece em muitas doenças raras, a causa da ataxia de Friedreich está em uma alteração genética. A condição é provocada por mutações no gene FXN, responsável pela produção da frataxina - uma proteína essencial para controlar os níveis de ferro nas mitocôndrias, estruturas das células que geram energia. Nessas mutações, ocorre uma repetição anormal de uma sequência específica de DNA, chamada de repetição GAA, que aparece centenas de vezes e reduz a produção normal da frataxina.2  

“A carência da proteína faz com que o ferro se acumule dentro das células, o que danifica os tecidos e provoca a degeneração progressiva do sistema nervoso, além de impactar órgãos como o coração e pâncreas. Como consequência, a AF pode causar alterações na estrutura do músculo cardíaco, que podem levar a quadros de insuficiência cardíaca e arritimias cardíacas”, explica o Dr. Alberto. 

A confirmação da ataxia de Friedreich é feita por meio de um teste genético, mas o processo diagnóstico começa antes, com a avaliação do histórico médico do paciente. “Para chegar ao diagnóstico, é necessário investigar diferentes sistemas do corpo. Exames como a eletromiografia, que avalia os nervos, eletrocardiograma e ecocardiograma, para verificar o coração, além de exames de imagem do cérebro e da medula espinhal e também exames de sangue, costumam fazer parte da investigação”, esclarece o neurologista. 

Em relação aos impactos da doença, o especialista também explica que a AF não afeta só o sistema nervoso — é uma condição que envolve vários órgãos e sistemas. Por isso, o cuidado com o paciente precisa ser feito por uma equipe que inclua diferentes especialistas, além de terapias de reabilitação motora e fonoaudiológica. “É importante lembrar que o coração, o sistema endócrino e a parte ortopédica também podem ser atingidos. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar precisa ser constante, para que seja possível detectar qualquer problema logo no início e oferecer o tratamento adequado precocemente. Um diagnóstico precoce e cuidado adequado são fundamentais para que o paciente tenha qualidade de vida e melhores perspectivas no avanço da doença”, finaliza.

 

1 NATIONAL HEALTH SERVICE. Ataxia. Acesso em: 15 maio 2025.

2 NATIONAL INSTITUTE OF NEUROLOGICAL DISORDERS AND STROKE – NINDS. Friedreich ataxia. Disponível em: https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/friedreich-ataxia#toc-how-is-friedreich-ataxia-diagnosed-and-treated-. Acesso em: 15 maio 2025.


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