Pesquisar no Blog

terça-feira, 8 de julho de 2025

Brasil atinge apenas 1/3 da porcentagem de exames de mamografia recomendadas pela OMS em 2023 e 2024

Segundo dados do Panorama do Câncer de Mama, o país alcançou 23,7%, muito abaixo da recomendação de 70% para as mulheres na faixa etária-alvo.

 

No Brasil, o câncer de mama continua sendo o tipo que mais atinge mulheres. E, embora a detecção precoce por meio dos exames de rastreamento - realizados quando ainda não há sintomas - seja a principal ferramenta para salvar vidas, ela ainda não é uma realidade para todas. Segundo dados do Panorama do Câncer de Mama 2025, elaborado pelo Instituto Natura em parceria com o Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, apenas 41,7% das mamografias de rastreamento realizadas no SUS foram realizadas por mulheres negras entre 2023 e 2024. Quando analisadas a porcentagem de exames realizados por mulheres amarelas, a participação foi de 11,5%; enquanto entre as indígenas, apenas 0,1% realizaram o exame no biênio de 2023-2024. Já o total de exames em mulheres brancas representou 46,8%. Um retrato que evidencia a desigualdade no acesso à saúde no país. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de uma taxa de cobertura mamográfica de 70%, entre mulheres de 50 a 69 anos, bienalmente. No Brasil, segundo dados do Panorama do Câncer de Mama, o país alcançou apenas 23,7%, muito abaixo ainda da recomendação.
 

“O Panorama do Câncer de Mama 2025 traz um retrato alarmante de como o cuidado com a saúde feminina ainda está longe de ser equitativo no Brasil. Para mudar essa realidade, é preciso fazer muito mais do que campanhas pontuais. O cuidado com a saúde das mamas deve começar na atenção básica e seguir com acesso aos exames, diagnóstico e tratamento em tempo oportuno”, afirma Mariana Lorencinho, líder de Saúde das Mulheres do Instituto Natura.

 

Novos casos de câncer de mama por faixa etária 

Entre 2015 e 2024, foram notificados quase meio milhão de novos casos de câncer de mama no SUS. As faixas etárias que concentraram mais diagnósticos foram as de 50 a 59 anos (26,5%) e 60 a 69 anos (24,9%), justamente o público-alvo das políticas de rastreamento. Ainda assim, chama a atenção o número de casos registrados entre as mulheres mais jovens, de 30 a 49 anos, que representaram 31,4% do total e abaixo de 30 (2,2%), completam o total de diagnósticos de câncer as mulheres acima de 69 anos (15%), esses dados dão um indicativo da necessidade de estratégias específicas para essas faixas etárias. 

Apesar da existência das Leis nº 12.732/2012 e nº 13.896/2019, que garantem prazos para diagnóstico (até 30 dias) e início do tratamento (até 60 dias), esses limites seguem sendo desrespeitados. De acordo com o Panorama do Câncer, o tempo médio na ordem histórica entre o diagnóstico de câncer de mama e o início do tratamento foi de 182 dias, em 2023, último ano de dados disponíveis o tempo chegou a 214 dias ou seja 154 dias acima do recomendado pela lei. 

“As Leis dos 30 e 60 dias representam conquistas importantes no direito à saúde de quem enfrenta o câncer. Mas infelizmente, no Brasil, essas leis ainda são amplamente desrespeitadas. Mulheres com câncer de mama, como vemos aqui no Panorama, frequentemente esperam meses entre a suspeita, o diagnóstico e o início do tratamento, enfrentando filas, falta de estrutura e desorganização nos serviços públicos. O tempo, que deveria ser aliado na cura, acaba se tornando um grande desafio. É inaceitável que, com leis em vigor, pacientes oncológicas ainda morram esperando por atendimento. Garantir o cumprimento dessas legislações é uma questão de responsabilidade do Estado, de gestão do sistema de saúde e, acima de tudo, de respeito à vida”, comenta Dra. Catherine Moura, líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer e médica sanitarista. 

Para Nina Melo, coordenadora de pesquisa do Observatório de Oncologia, é urgente implementar soluções práticas e coletivas que assegurem esses direitos em todas as regiões e grupos sociais. “Infelizmente, o que se vê é uma grande dificuldade de acesso, que compromete o tratamento e as chances de cura”, diz.

 

Produção de mamografia e cobertura mamográfica no Brasil

A pandemia de COVID-19 também impactou fortemente o cuidado com a saúde das mamas. Em 2020, o número de mamografias caiu 41,1% em relação a 2019. Em 2021, a queda foi de 17,5%. Embora 2022 e 2023 tenham registrado leve recuperação, com crescimento de 1,5% e 5,7%, respectivamente. Em 2024 houve uma queda de 1,5% na produção de mamografia. 

Quando se trata da taxa de cobertura mamográfica, que é referente à capacidade de ofertas de exames para a população alvo, a cada dois anos, em 2024 a taxa de cobertura mamográfica foi de 23,7% ,ainda muito aquém da recomendação da Organização Mundial de Saúde.

Ao observarmos o estadiamento ao diagnóstico no período histórico (2015-2023), é importante analisar que o percentual de casos avançados nas mulheres faixa etária alvo de rastreamento é 12,45% menor que nas mulheres fora do grupo etário de referência, chegando a 35,3% dos casos em mulheres de 50 e 69 anos e a porcentagem de estadiamento tardio vai aumentando conforme reduz a idade: entre 40 e 49 39,9% dos casos, 30 e 39 foram 47,8%, e de 20 e 29 - 55,6% dos casos. Já para o último ano do estudo (2023), o diagnóstico tardio para 50 a 69 anos foi equivalente a 32%, 40 a 49 anos, 36,6%, 30 a 39 anos, 46,3% e 20 a 29 anos, 56,9%.

Em relação à raça/cor, o Panorama do Câncer destaca que as mulheres brancas apresentaram uma situação mais positiva em comparação com as mulheres negras. No período histórico (2015-2023), enquanto a proporção de diagnósticos em estadio 3 ou 4 para mulheres brancas foi de 35,7%, as mulheres negras apresentaram proporções de diagnóstico de 44,4%. No último ano, esses números foram 33,7% e 41,9%, respectivamente. 

Quando olhamos para os dados de mortalidade, apenas em 2023, o câncer de mama foi responsável por 20.399 óbitos no Brasil, o maior número já registrado, com aumento de 5,4% em relação a 2022.

As faixas etárias com maior número de óbitos para 2023 foram as de 60 a 69 anos (22,4%), 50 a 59 anos (22%) e 70 a 79 anos (18%). Em relação à raça/cor, 57,2% das mortes ocorreram entre mulheres brancas, enquanto as mulheres negras responderam por 42% dos óbitos registrados no último ano analisado (2024).

Acesse o estudo completo: www.panoramacancerdemama.com.br
 

Sobre o Panorama do Câncer de Mama 2025

Criado em 2020, estudo é observacional e transversal com dados públicos dos Sistemas de Informação Ambulatorial (SIA), Hospitalar (SIH) e Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), bem como dados de Registros Hospitalares de Câncer (RHC) do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Os dados usados foram da Produção Ambulatorial (PA) e Autorizações de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC) de Quimioterapia e Radioterapia do SIA, bem como as Autorizações de Internações Hospitalares (AIH) do SIH, Informações hospitalares do RHC e informações sobre a mortalidade do SIM. 

A população consistiu em todas as observações nos referidos bancos de dados para os procedimentos realizados para o diagnóstico de câncer de mama (C50 – 50.0 a 50.9) segundo a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-10) produzidos no SUS entre 2015 e 2024 para os bancos de dados do SIA e SIH e até 2023 para o SIM. Para o número de casos totais, foi usada a plataforma Painel Oncologia do Datasus do Ministério da Saúde para as análises. Para os dados do RHC foi analisado o período de 2015 a 2023 por estar ainda sem dados atualizados em quantidade em 2024. 



Instituto Natura

Observatório de Oncologia


Chocolate amargo: um aliado do coração

FreePik
Gustavo Mello Sá
 Cinco razões, cientificamente comprovadas, que associam o seu consumo a benefícios cardiovasculares. Especialistas alertam: atenção ao tipo e à quantidade ingerida.


Tradicionalmente associado ao prazer, o chocolate – especialmente o amargo – tem ganhado espaço também como potencial aliado da saúde cardiovascular. O alimento pode contribuir para a saúde do coração, desde que consumido com moderação e critério. “O cacau é uma fonte importante de flavonoides, compostos bioativos com ação antioxidante e anti-inflamatória”, afirma a nutricionista Juliana Meirelles, do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. 

Os flavonóis presentes no cacau estimulam a produção de óxido nítrico, substância que promove a vasodilatação e ajuda a controlar a pressão arterial. Além de favorecer a circulação, os flavonoides contribuem para a proteção das artérias ao combater os radicais livres, responsáveis pelo estresse oxidativo – um dos processos associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como explica a cardiologista Patrícia Oliveira, também do Centro de Cardiologia do Sírio-Libanês. 

Os benefícios, no entanto, estão diretamente ligados à composição do chocolate. Dessa forma, é recomendável escolher chocolates com teor de cacau acima de 70%. “Produtos com muito açúcar, gordura saturada ou recheios acabam anulando os possíveis efeitos positivos à saúde”, atenta a cardiologista. E ainda dar preferência a versões com baixo teor de açúcar, sem gorduras trans e, se possível, enriquecidas com ingredientes funcionais como castanhas e amêndoas, que também apresentam propriedades benéficas para o sistema cardiovascular. 

Embora ainda não haja consenso científico absoluto, há indícios consistentes de que o consumo regular e moderado de chocolate amargo pode contribuir para a melhora da função endotelial (a camada interna dos vasos sanguíneos), além de auxiliar no controle do colesterol e da pressão arterial. 

Juliana Meirelles explica que os flavonóides também podem influenciar positivamente a sensibilidade à insulina e a resposta inflamatória do organismo. “Mas isso só é válido dentro de um contexto de alimentação equilibrada e estilo de vida saudável”, adverte ela, já que o consumo excessivo ou o uso do chocolate como ‘atalho’ para uma vida desregrada, compromete os resultados esperados. 

Outro aspecto relevante é a interação entre o cacau e a microbiota intestinal – o conjunto de bactérias benéficas que habitam o trato digestivo. Um microbioma saudável favorece a absorção dos flavonoides e pode potencializar seus efeitos sobre o sistema cardiovascular. “O desequilíbrio na microbiota pode limitar a ação desses compostos bioativos, o que reforça a importância de uma alimentação rica em fibras e diversidade de nutrientes, para além do chocolate em si”, complementa.
 

Cinco argumentos científicos para tirar o chocolate amargo da lista dos vilões:

  1. Contribui para a redução da pressão arterial;
  2. Melhora a função dos vasos sanguíneos;
  3. Combate inflamações e ajuda na defesa contra o desgaste celular;
  4. Auxilia no controle do colesterol, o que é importante para a saúde do coração;
  5. Tem leve ação anticoagulante, benéfica para a circulação.

A recomendação, reforça a especialista, é manter a porção pequena – idealmente após as refeições – e integrá-la a um plano alimentar balanceado. “No dia a dia, trocar a culpa por consciência pode ser um gesto de cuidado com o próprio corpo. Escolher bem o chocolate é um ato de prazer e de prevenção”, diz Juliana.   



Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site.


A oncologia e o paradoxo humano na era da IA


A presença da IA em diversas sessões da edição 2025 do congresso ASCO, maior evento mundial de oncologia, em Chicago, reforçou o debate sobre o tema e destacou o quanto essa tecnologia já está inserida na rotina dos oncologistas do mundo todo. Percebemos que a IA está presente em todas as etapas do cuidado oncológico, desde o diagnóstico, que ficou mais preciso e mais rápido, até o apoio na tomada de decisão terapêutica e na aceleração de ensaios clínicos. A sua aplicabilidade já vai muito além da simples análise de imagens ou da dosimetria em radioterapia. A tecnologia é capaz de identificar padrões em grandes volumes de dados que seriam imperceptíveis ao olho humano. 

Um estudo apresentado na ASCO mostrou que a IA pode reduzir significativamente erros na classificação de subtipos tumorais, o que abre portas para novas opções de tratamento. A ferramenta demonstrou uma precisão 22% maior no diagnóstico de tumores de mama HER2-baixo e HER2-ultrabaixo, relacionados à proteína HER2 (Human Epidermal Growth Factor Receptor 2), presente na superfície das células mamárias e envolvida no crescimento celular. Em alguns casos de câncer de mama, o gene que produz essa proteína está amplificado, levando à sua superprodução nas células tumorais. E identificar esse tipo de tumor é crucial, pois permite novas possibilidades de tratamento para muitos pacientes que antes não tinham acesso a terapias-alvo contra o HER2.
 

O equilíbrio entre humano e a tecnologia 

Diante do cenário em que a tecnologia é aliada à medicina e a relação se torna fundamental e complementar, colocamos o paciente no centro do tratamento, unindo o atendimento humanizado - emoções, medos, esperanças e valores – com o olhar preciso da ferramenta. A sessão ASCO Voices, foi um verdadeiro convite à escuta, e à expansão do nosso conceito de cuidado oncológico. Longe dos gráficos e dos resultados estatísticos, a proposta foi valorizar as narrativas pessoais que revelam os desafios, dilemas e transformações vividas por pacientes, cuidadores e profissionais da saúde ao longo da jornada, reforçando a importância da humanização do tratamento. Para mim, que enxergo a espiritualidade como parte essencial na jornada, foi um dos momentos que concentrei e refleti que a tecnologia não substituirá o cuidado médico. 

Entender que o cuidado integral inclui acolher as crenças, os valores e as dimensões subjetivas do paciente e as evoluções, não enfraquece a medicina; pelo contrário, a fortalece com compaixão. 



Clarissa Mathias -, oncologista líder do Cancer Center Oncoclínicas e Hospital Santa Izabel, em Salvador, e membro do conselho da ASCO


Lavagem nasal, água oxigenada, óleos essenciais: soluções caseiras para problemas respiratórios podem causar danos

Embora possam proporcionar alívio momentâneo,
receitas caseiras pioram a qualidade da respiração
 e trazem riscos à saúde
Freepik
Com queda das temperaturas e secura do ar, número de doenças respiratórias dispara; entenda os riscos, cuidados essenciais e o que realmente funciona para proteger a respiração

 

A chegada do outono e do inverno traz mudanças climáticas que impactam diretamente a saúde respiratória. O ar seco, típico desses meses, somado ao uso de aquecedores, à permanência em ambientes fechados e à baixa umidade relativa do ar, compromete a primeira barreira de defesa do corpo: o nariz. O resultado? Mais casos de rinite, sinusite, crises de asma, bronquite e infecções que, muitas vezes, levam à internação.

Dados do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostraram um aumento de infecções respiratórias. De meados de maio a meados de junho, a incidência da influenza subiu para mais de 40%, fora as outras doenças respiratórias. Os mais afetados são crianças e idosos, que respondem por mais de 70% das internações por complicações como pneumonia, bronquiolite e crises asmáticas.

“O nariz funciona como um grande filtro. Ele aquece, umedece e filtra o ar antes que chegue aos pulmões. Mas, quando a mucosa nasal está ressecada, esse filtro perde eficiência, e o organismo fica mais exposto a vírus, bactérias e alérgenos”, explica Pauline Michelin, médica otorrinolaringologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, de Curitiba (PR).

Cuidar da respiração nesse período é essencial. “Muita gente acredita que o frio, por si só, causa gripe ou resfriado, mas o maior problema está na baixa umidade e nos ambientes fechados, que facilitam a propagação de vírus e irritam as vias aéreas. Isso afeta principalmente crianças, idosos e adultos que têm o sistema imunológico mais sensível”, afirma a especialista. “O uso de produtos como água oxigenada e óleos essenciais para tentar respirar melhor é perigoso, pois causa inflamação na mucosa, prejudicando as defesas naturais do nariz”, ressalta.

A seguir, a médica esclarece o que é mito e verdade quando o assunto é a saúde respiratória:


Lavagem nasal com soro fisiológico previne infecções

VERDADE: “A lavagem ajuda a hidratar as mucosas, eliminar secreções e fortalecer a defesa natural do nariz. O ideal é fazê-la ao menos duas vezes ao dia, especialmente em dias frios ou secos.”


com a casa toda fechada evita doenças

MITO: “Ambientes sem ventilação acumulam poeira, ácaros e vírus. Abrir as janelas por alguns minutos diariamente é fundamental.”


Beber bastante água ao longo do dia protege a respiração

VERDADE: “A hidratação mantém as mucosas da nossa via aérea úmidas e funcionais. Quando estão ressecadas, perdem a capacidade de reter e eliminar microorganismos inalados.”


Umidificador ligado a noite toda é bom para evitar doenças em crianças

MITO: “O aparelho pode ajudar, mas o excesso de umidade favorece mofo e fungos. O ideal é usá-lo por até duas horas seguidas, mantendo a umidade entre 50% e 60%.”


Inalações com substâncias caseiras são seguras

MITO: “Produtos caseiros e óleos podem queimar a mucosa e causar lesões, além de favorecer infecções mais graves. A inalação deve ser sempre indicada por um médico.”


Óleos essenciais e água oxigenada podem ser utilizadas para ajudar a destrancar o nariz

MITO: “Muitas vezes, a população recorre a receitas caseiras que, embora possam proporcionar um alívio momentâneo, acabam piorando a qualidade da respiração, trazendo ainda mais riscos à saúde, como inflamação da mucosa nasal, alteração do pH e prejuízos às defesas naturais do nariz”.


Descongestionante nasal pode ser usado sem risco

MITO: “Esses produtos aliviam momentaneamente, mas o uso contínuo pode causar efeito rebote e até problemas cardíacos. Só devem ser usados com orientação médica e por tempo limitado.”


Filtros de ar-condicionado devem ser limpos regularmente

VERDADE: “A falta de limpeza favorece o acúmulo de fungos e poeira, que são liberados no ambiente. Além disso, o uso prolongado do aparelho de ar condicionado vai ressecar a mucosa do nosso nariz pelo seu funcionamento, mesmo estando higienizado.”


Sinais de alerta

Alguns sintomas indicam que o quadro respiratório pode estar se agravando. Procure um médico se houver:

  • febre alta ou persistente;
  • chiado no peito ou falta de ar;
  • dor intensa no rosto, testa ou atrás dos olhos;
  • tosse seca que persiste por mais de uma semana;
  • secreção nasal espessa, amarela ou esverdeada por vários dias;
  • coloração azulada nos lábios ou unhas (cianose);
  • confusão mental, sonolência ou recusa para comer (em idosos e crianças).


Prevenir ainda é o melhor remédio

Ainda de acordo com a otorrinolaringologista, hidratar-se, manter uma alimentação balanceada, lavar o nariz com soro fisiológico, evitar locais fechados por longos períodos e manter as vacinas em dia — especialmente contra gripe e pneumonia — são atitudes simples que ajudam a atravessar o inverno com mais saúde e menos riscos.

 

Hospital São Marcelino Champagnat

Hospital Universitário Cajuru

Reabilitação pós-atropelamento: o passo mais importante depois da UTI

Jovem atropelada por um ônibus teve alta caminhando após reabilitação intensiva
 

Um atropelamento por ônibus, um mês internada na UTI, duas semanas entubada, perda severa de massa muscular, traqueostomia, sonda enteral, acesso venoso contínuo, ausência de fala e de marcha. Esse era o quadro clínico de Valéria Miranda da Silva, de 31 anos, quando foi transferida para a YUNA, instituição especializada em reabilitação e transição de cuidados.

Considerado um caso de politrauma grave, o quadro de Valéria exigiu uma abordagem intensiva e integrada de reabilitação, com foco na retomada funcional, no fortalecimento muscular e na independência para as atividades da vida diária (AVD). 

Segundo o fisioterapeuta Douglas Spencer, a paciente chegou com déficit importante de força em todo o lado esquerdo do corpo, sem conseguir realizar sozinha movimentos básicos como a troca de decúbito, transição da cama para a cadeira de rodas e a marcha com segurança. 

“Ela necessitava de apoio bilateral para qualquer deslocamento e apresentava sérios prejuízos de equilíbrio postural. Iniciamos o trabalho com fisioterapia motora e fortalecimento muscular global, além de treino de marcha, com progressão para ambientes externos e irregulares”, explica o fisioterapeuta.


Processo de evolução da paciente Valéria Miranda da Silva

 

 Escala MIF - paciente Valéria Miranda da Silva

A recuperação foi surpreendente. Após menos de um mês de terapias, Valéria teve alta caminhando sozinha, inclusive sendo capaz de descer escadas de forma autônoma. Um dos indicadores utilizados para medir essa evolução foi a Escala de Medida de Independência Funcional (MIF), na qual a paciente apresentou melhora de 87% ao longo da internação, alcançando independência total.

De acordo com o Dr. Luca Adan, fisiatra que coordenou o plano terapêutico com a equipe multiprofissional, a paciente teve uma excelente evolução. Rapidamente conseguimos avançar no protocolo de decanulação (retirada da traqueostomia) e retirada da sonda nasoenteral. A partir daí, o foco foi o ganho motor, equilíbrio e coordenação”, explica o médico fisiatra. 

Segundo o fisiatra, a motivação da paciente teve papel decisivo. “Ela demonstrou muita vontade de retomar suas atividades, o que contribuiu para acelerar o processo de recuperação e reintegração à vida diária. Com a boa resposta clínica e funcional, conseguimos inclusive antecipar o plano de alta, com todas as recomendações de continuidade de cuidados em comunidade”, conclui. 

“Sempre fui ligada à atividade física, frequentava academia, mas não imaginava o quanto a fisioterapia poderia ser intensa e tão eficaz. Cheguei aqui sem conseguir falar ou andar. E saio pela porta da frente. Foi na YUNA que conheci o amor – pelo cuidado que recebi, pela dedicação de todos os profissionais e pelo apoio que minha família também recebeu”, relata Valéria Miranda da Silva.

 

Transição de cuidados: acolhimento com técnica

A atuação de instituições como a YUNA é fundamental para pacientes que saem do serviço de alta complexidade, mas ainda não estão prontos para o retorno ao domicílio, e que necessitam de reabilitação motora. Esses locais trabalham com protocolos próprios, equipe multidisciplinar e estrutura que favorece o cuidado contínuo com foco na reabilitação.

No caso de Valéria, além da fisioterapia respiratória e fisioterapia motora, o processo envolveu acompanhamento de enfermagem, nutricionista clínica para acompanhamento do suporte nutricional, terapia ocupacional para os treinos de atividades de vida diária, treinos de higiene pessoal, vestimenta, estímulos cognitivos e sensoriais, acompanhamento psicológico par enfrentamento de todo processo de reabilitação e as orientações farmacológicas e médica. 

“Mais do que reabilitar fisicamente, buscamos devolver ao paciente o senso de autonomia, propósito e dignidade. Isso é transição de cuidados na prática”, reforça Spencer.



YUNA
Mais informações no telefone (11) 3087-3800 ou no site Link.


Um mal crescente e silencioso: conheça os perigos da hepatite, como diagnosticar e se prevenir

O Julho Amarelo alerta para prevenção contra essa que já é a segunda doença infecciosa a causar mais mortes em todo planeta

 

O Julho Amarelo ganha ainda mais importância neste ano na luta contra a hepatite, que já é a segunda doença infecciosa a causar mais vítimas fatais no mundo, atingindo 1,3 milhões de mortes anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

No Brasil, a luta contra as hepatites B e C é uma prioridade de saúde pública e o Ministério da Saúde instituiu com o Programa Brasil Saudável, em 2024, a eliminação das hepatites virais como meta a ser alcançada até 2030. Estima-se que em 2022, 254 milhões de pessoas viviam com hepatite B e 50 milhões com hepatite C.

 

“A hepatite A é uma doença, que costuma se resolver em poucas semanas, conferindo imunidade para o resto da vida em seguida - é geralmente tratada com hidratação, remédios para dor e para enjoo. Já as hepatites B e C na maioria das vezes se apresentam como doenças crônicas e silenciosas”, explica Pedro Martins, Infectologista, Mestre em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas e Professor da Afya Educação Médica.

 

“As hepatites B e C podem passar anos sem manifestar nenhum sintoma. Durante esse tempo, há uma crescente inflamação das células do fígado. A longo prazo, essa inflamação pode causar a cirrose, mesmo nos pacientes que não consomem bebidas alcoólicas. A cirrose é uma condição irreversível, que pode causar insuficiência hepática (mal funcionamento do fígado). Em estágios mais avançados, a pessoa pode precisar de um transplante de fígado. No pior cenário, os vírus podem propiciar o surgimento de câncer de fígado (Carcinoma Hepatocelular)”, acrescenta.

 

A cirrose e o carcinoma hepatocelular são duas das principais causas de morte em decorrência das hepatites virais. Para combater a disseminação desta doença, é indispensável o acesso da população à informação para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento. Além da importância da testagem para impedir a evolução, é preciso conhecer as formas de infecção e evitá-las. Além disso, para alguns tipos de hepatites também existem vacinas específicas.

 

Conheça as características de cada hepatite:

 

– Hepatite A: diretamente relacionada principalmente às condições de saneamento básico e de higiene e também a relações sexuais. É uma infecção leve e que se cura sozinha na maioria dos casos. Existe vacina para a hepatite A.

 

– Hepatite B: atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção é a vacina, associada ao uso do preservativo.

 

– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. Não existe vacina ainda.

 

– Hepatite D: ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

 

– Hepatite E: transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral). A hepatite E não costuma se tornar crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.

 

A Hepatite A possui transmissão fecal-oral, ou seja, a infecção ocorre a partir do contato de materiais contaminados com fezes com a boca. Isso pode acontecer no consumo de água ou alimentos contaminados ou durante o sexo, quando houver contato da boca com o ânus. Já a transmissão das Hepatites B e C ocorre a partir de contato com sangue contaminado ou durante o sexo, complementa Martins.

Cuidados com a hepatite C

 

A hepatite C tem gerado preocupação especial nos últimos anos e é considerada hoje a maior epidemia da humanidade, com cinco vezes mais incidência que a AIDS/HIV². Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostram que entre os casos notificados, entre 2020 e 2023, 40,6% são referentes à hepatite C. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 520 mil pessoas têm a doença, mas ainda sem diagnóstico e tratamento. Até 2022, cerca de 150 mil pessoas já tinham sido diagnosticadas, tratadas e curadas da hepatite C3.

 

Na luta contra a propagação, a Roche Diagnóstica, referência em inovação e excelência em doenças infecciosas, lançou recentemente o teste HCV Duo, capaz de reduzir em quatro semanas a janela imunológica para diagnóstico da doença. O exame possui detecção dupla, conseguindo constatar além dos anticorpos, o antígeno do vírus da hepatite C, que são os componentes estruturais reconhecidos pelo sistema imunológico.

 

Com a automação dos equipamentos cobas® e 402 / e 801, o ensaio Elecsys® HCV Duo inova ao realizar detecção dupla, ou seja, identifica os anticorpos e também os antígenos do vírus da Hepatite C. O antígeno core do HCV, bem como os anticorpos para o HCV, podem ser identificados simultaneamente a partir de uma única amostra de sangue. O resultado do teste é calculado automaticamente pelo analisador, com a possibilidade do laboratório obter também a diferenciação, já que os resultados individuais do antígeno e anticorpo são acessíveis aos laboratórios.

 



Referências:

¹Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde

https://bvsms.saude.gov.br/oms-soa-alarme-sobre-infeccoes-virais-por-hepatite-que-ceifam-3-500-vidas-por-dia/#:~:text=Novos%20dados%20de%20187%20pa%C3%ADses,por%20hepatite%20B%20e%20C.


²Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde

https://bvsms.saude.gov.br/julho-amarelo-mes-de-luta-contra-as-hepatites-virais/


³Ministério da Saúde

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/julho/saude-vai-dobrar-o-numero-de-pacientes-com-hepatite-b-em-tratamento-no-brasil#:~:text=No%20Brasil%2C%20estima%2Dse%20que,e%20curadas%20da%20hepatite%20C


Férias em Barcelona: 13 atividades imperdíveis para fazer com crianças na cidad

Parque Guell - Foto: Divulgação Singular Luxury Travel
Entre fachadas modernistas, parques que exalam natureza e museus interativos que despertam a imaginação, Barcelona se destaca por ser uma das poucas capitais europeias que une beleza, criatividade e autenticidade em cada esquina. Diferente do que pensam, a cidade catalã é uma das melhores para conhecer em família, principalmente com as crianças.

 

Pensando nas férias escolares de julho, a Singular Luxury Travel, agência boutique de viagens especializada em roteiros personalizados de alto padrão, selecionou 13 atividades imperdíveis para viver a cidade com aquele toque lúdico que torna a infância ainda mais memorável. Confira:

 

1 - Museu CosmoCaixa

Um lugar que fala mais que a imaginação! O CosmoCaixa é um museu de cinco andares destinado totalmente à ciência. Ali, crianças podem interagir com robôs e animais, além de explorar um planetário 3D ou conhecer a Floresta Inundada, que recria o ecossistema Amazônico.

 

2 - L’Aquarium de Barcelona

Ideal para literalmente mergulhar na essência da vida marinha, o L’Aquarium de Barcelona é o maior aquário temático do Mediterrâneo. Ele oferece cerca de 14 áreas com vida marinha local e peixes tropicais, além de diversas atividades como kits de mergulho, tobogãs e a experiência “Dormindo com Tubarões”.

 

3 - Montjuïc

Para aqueles que gostam de aventura, o Montjuïc oferece dois teleféricos: o primeiro com destino ao castelo de Montjuïc e o segundo ao Port Cable Car, que vai até Barceloneta. Tanto o castelo, como o parque olímpico de 1992 e os jardins de Joan Brossa contam com um excelente parquinho para as crianças se divertirem.

 

4 - Museu de La Xocolata

Para os chocólatras de plantão, o Museu de La Xocolata conta com diversas atividades organizadas por faixas etárias, desde provar frutas com chocolate até criar esculturas feitas com o mesmo. No entanto, as degustações estão disponíveis para maiores de 16 anos e todas as atividades precisam ser reservadas.

 

5 - Poble Espanyol

Para os apaixonados por cultura, o Poble Espanyol é um complexo que representa diferentes regiões da Espanha, onde a arquitetura, gastronomia e artesanato estão em evidência. Ali é como estar dentro de um set de filme da vida espanhola e durante a noite, a Fonte Mágica brilha sob os olhares dos turistas, tornando-se uma atração visual imperdível.

 

6 - Papabubble

Considerado berço da franquia Papabubble, esta pequena boutique é famosa por seus doces duros com imagens ou mensagens no centro. Com cores intensas, sabores ousados e processo de criação criativo, tudo feito à mão, é uma ótima pedida para levar os filhos.

 

7 - Praias Nova Icària e Bogatell

As praias Nova Icària e Bogatell são duas opções tranquilas para quem quer aproveitar a energia do mediterrâneo e colocar o pé na areia. Nelas, há um incrível playground de cordas, além do café Vai Moana, com menu infantil feito para os pequenos se esbaldaram.

 

8 - Camp Nou


 

Camp Nou - Foto: Divulgação Singular Luxury Travel

 

Para os pequenos fãs de futebol, o Camp Nou é ideal para visitar. O estádio do Barcelona guarda uma galeria de troféus, Espaço Messi e visitas ao banco de reservas da equipe principal. A visita pode ser complementada com um passeio no ônibus turístico.

 

9 - Zoo Barcelona

Famoso pelo gorila albino Floquinho de Neve, o Zoo de Barcelona abriga diversos animais, como tigres de Sumatra e girafas de Rothschild. Aos finais de semana e feriados, há apresentações com elefantes e pinguins. O Zoológico também desempenha um papel importante no acolhimento e cuidado de animais resgatados, além de atuar na conservação de espécies ameaçadas.

 

10 - Parc del Fórum

O Parc del Fórum oferece inúmeras atividades ao ar livre, como skate e ciclismo, além de festivais de música. O Museu Blau de História Natural também está localizado por ali. Há diversas opções de alimentação no local, como um food truck em um ônibus vermelho de Londres, para deixar a experiência ainda mais mágica.

 

11 - Kids & Cat: Barcelona, City Of Dragons

Para criar memórias lúdicas, a Kids & Cat é uma opção incrível para levar os pequenos. Eles oferecem tours divertidos pela cidade, como caça ao tesouro pelas ruas medievais e experiências de arte de rua para adolescentes, além de um tour temático de Colombo e chocolate para os mais novos.

 

12 - Gaudí Experiência


 

Casa Batlló - Foto: Divulgação Singular Luxury Travel

 

A Gaudí Experiência é um simulador 4D que introduz todo o trabalho do arquiteto Gaudí, com sons imersivos e efeitos especiais. A experiência pode ser complementada com visitas ao Parque Guell e à Casa Batlló.

 

13 - Parc de Les Gloriès

O Parc de Les Gloriès é um parque urbano com quadras de basquete, mesas de ping-pong e diversas áreas de recreação. Próximo ao parque, é possível caminhar até o Shopping Gloriès e aproveitar a variedade de opções de comidas clássicas e locais, e uma loja de brinquedos Drim. 

Todos os detalhes deste roteiro especial, incluindo ingressos, experiências privativas, serviços e hospedagens cuidadosamente selecionadas, estão disponíveis na Singular Luxury Travel através do site Link ou Instagram @singularluxurytravel.

 

Quando o marketing entende o negócio, o crescimento acontece


Se antes o marketing era visto apenas como uma frente voltada à divulgação de produtos e campanhas publicitárias, hoje essa percepção vem mudando. Em um cenário cada vez mais orientado por dados, experiência do cliente e busca por diferencial competitivo, essa área ganha notoriedade como peça-chave para impulsionar resultados reais. Mas, para atingir esse objetivo, é essencial integrar suas estratégias aos objetivos do negócio.

Esse entendimento vem ganhando força nas organizações. Prova disso é uma pesquisa realizada pela 8D Hubify, que apontou que 56,7% das empresas brasileiras pretendem aumentar os investimentos em marketing digital em 2025. O estudo também revelou que 14,1% das companhias pretendem adotar estratégias de marketing conversacional, com o uso de chatbots e inteligência artificial para agilizar e personalizar o atendimento ao cliente. Além disso, 72,3% das empresas planejam incorporar novos recursos ao seu escopo de trabalho no próximo ano.

A importância de tratar o marketing como um pilar estratégico vem ao encontro de uma das principais dores enfrentadas por muitas companhias: gerar leads qualificados e crescer de forma consistente. Mesmo que uma empresa já seja reconhecida em seu nicho de atuação, é essencial fortalecer sua presença no ambiente digital.

Para isso, é necessário transformar o setor de marketing em uma máquina de apoio à área comercial. Ou seja, mais do que executar ações pontuais, o marketing precisa compreender o perfil dos decisores, mapear os principais gargalos da empresa e, sobretudo, propor soluções sob medida, alinhadas ao posicionamento da marca.

Com tantas agências disponíveis no mercado, escolher a parceira certa exige atenção. O ideal é contar com uma empresa que vá além da execução: que tenha experiência comprovada, capacidade de entregar resultados mensuráveis e, principalmente, que compreenda a fundo os objetivos do seu negócio.

A partir dessa construção, o marketing deixa de atuar de forma superficial e passa a fazer parte da estratégia central da empresa. Diferentemente do que muitos ainda pensam, essa área tem o potencial de ampliar o poder de transformação do negócio, além de identificar tendências que impulsionam o crescimento e facilitam o acesso a novos públicos.

Em um mercado em constante evolução, acompanhar as mudanças de comportamento do consumidor é apenas o começo. Para crescer com consistência, é preciso fazer do marketing uma alavanca estratégica — não apenas para atrair, mas para transformar.

 


Marketize 360

.

Vai para os EUA nas férias de julho? Saiba o que fazer para não ser barrado na imigraç

Alta temporada aumenta a fiscalização na entrada dos Estados Unidos, e erros simples podem impedir sua entrada no país.

 

Julho é, historicamente, o mês com maior movimentação de brasileiros rumo aos Estados Unidos. Com as férias escolares começando na primeira semana do mês, muitas famílias aproveitam esse período para visitar destinos como Orlando, Miami e Nova York. A demanda por viagens internacionais cresce ano após ano: em 2024, cerca de 1,9 milhão de brasileiros viajaram para os EUA, um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior. Até março de 2025, o Brasil já ocupava o quarto lugar entre os países que mais enviaram turistas para o território americano.

 

Apesar do entusiasmo, muitos viajantes não estão preparados para a etapa mais crítica da viagem: a entrada no país. Ter o visto de turista aprovado não garante a entrada nos Estados Unidos. E julho, justamente por ser um mês de grande fluxo, também registra um número expressivo de brasileiros barrados na imigração. O alerta é do advogado Murtaz Navsariwala, especialista em imigração para os EUA e fundador da Murtaz Law. Segundo ele, o preparo para o controle migratório é decisivo.

 

“O principal erro dos turistas é achar que ter o visto garante a entrada. Não garante. O visto apenas autoriza você a tentar entrar. Quem decide se você entra ou não é o agente da imigração, na hora, com base no que você apresenta e diz”, explica Murtaz.

 

Para passar pela imigração sem problemas, é essencial ter a documentação completa: passaporte com validade mínima de seis meses, visto B1/B2 válido, passagem de volta, reserva de hospedagem e comprovação de vínculos com o Brasil — como emprego, matrícula escolar ou propriedade de imóvel. Durante a entrevista, os agentes costumam fazer perguntas diretas sobre onde o turista vai ficar, quanto tempo pretende permanecer, quem financiou a viagem e o que ele faz no Brasil. Respostas vagas ou inconsistentes levantam suspeitas.

 

Outro fator importante é a bagagem. Itens como uniformes, equipamentos profissionais, produtos de estética ou até mesmo currículos impressos podem ser interpretados como indício de que a pessoa pretende trabalhar nos Estados Unidos — o que não é permitido com o visto de turista. “Não importa se você diz que vai só visitar. Se sua mala parecer de quem vai para trabalhar, você pode ser barrado. E nesses casos, não há apelação possível. O agente tem autoridade final”, destaca o advogado.

 

Quem possui green card ou visto de residência temporária também precisa estar atento. É necessário respeitar os prazos de permanência fora dos Estados Unidos, manter os vínculos exigidos por lei e não atrasar renovações. Qualquer descuido pode levar ao cancelamento do status migratório.

 

Para quem viaja com filhos menores de idade, é obrigatório levar a autorização do outro responsável legal, com firma reconhecida em cartório. Também é recomendável portar certidão de nascimento, comprovantes escolares e de vacinação. Jovens que viajam sozinhos ou acompanhados de parentes, como avós ou tios, precisam estar com toda a documentação legal em dia.

 

Em resumo, os Estados Unidos continuam abertos ao turismo, mas exigem clareza e preparo por parte dos visitantes. “Turismo é bem-vindo nos EUA. O que eles não querem é gente entrando como turista para trabalhar ou ficar ilegal. Se você está viajando com intenção legítima de turismo, apresente isso com clareza e segurança na entrevista. É isso que faz a diferença”, finaliza Murtaz.

 

Murtaz Law


Posts mais acessados