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segunda-feira, 9 de junho de 2025

Sesc Saúde Mulher inicia atendimentos gratuitos em Juara no dia 13 de junho

Exames de mamografia e Papanicolau serão realizados até 3 de julho, no CER – Centro Especializado em Reabilitação 


O projeto ‘Sesc Saúde Mulher’ chega ao município de Juara na próxima sexta-feira, dia 13 de junho, oferecendo exames preventivos gratuitos de mamografia e Papanicolau, além de orientações em saúde. A carreta ficará estacionada no CER – Centro Especializado em Reabilitação, localizado na Rua Rondônia, s/n – Centro, até o dia 3 de julho. 

Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h, por ordem de chegada. Não haverá agendamento. O projeto oferece os principais exames preventivos referentes à saúde feminina, promovendo o acesso das mulheres aos cuidados médicos. 

Os exames realizados, Papanicolau (citopatológico) e mamografia, são os principais adotados no Brasil para o diagnóstico precoce e prevenção ao câncer. Mantido com contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, o Sesc-MT integra o Sistema S do Comércio e promove ações de saúde, educação, cultura e lazer para a população. A entidade faz parte da Fecomércio-MT, presidida por José Wenceslau de Souza Júnior, e está vinculada à CNC, sob a liderança de José Roberto Tadros. 

Podem realizar o exame nas mamas mulheres com idades entre 40 e 69 anos ou que possuam pedido médico. Já o exame preventivo de colo uterino pode ser feito em mulheres com 18 a 64 anos, ou com vida sexual ativa. 

Interessadas devem comparecer à unidade móvel com cópia do RG, CPF, comprovante de endereço e Cartão do SUS. Informações podem ser solicitadas por meio do WhatsApp (65) 99951-6825 (apenas mensagens). 


Serviço: 

Sesc Saúde Mulher – realização de exames preventivos 
Local: CER – Centro Especializado em Reabilitação – Rua Rondônia, s/n – Centro, Juara/MT 
Período: de 13 de junho a 3 de julho 
Quando: De segunda a sexta, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h 
Informações: WhatsApp (65) 99951-6825 (apenas mensagens) 
Atendimento gratuito 

 

Sesc-MT             

 

Dia dos Namorados

             Vínculos amorosos fazem bem para o cérebro

Neurologista do Hospital Alemão Oswaldo explica como conexões afetivas impactam positivamente na saúde cognitiva e emocional
 

Com a chegada do Dia dos Namorados, os gestos de afeto ganham protagonismo nas ruas, comerciais, nas redes sociais e nos corações principalmente, mas os benefícios do amor vão muito além do romantismo. Estudos recentes reforçam a importância dos relacionamentos amorosos para a saúde mental, emocional e cognitiva, apontando que uma vida afetiva equilibrada pode ser um verdadeiro investimento no bem-estar. 

Uma pesquisa publicada em 2024 pela American Psychological Association revelou que indivíduos em relacionamentos amorosos saudáveis têm 50% menos probabilidade de desenvolver problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, em comparação com aqueles que enfrentam relações conflituosas ou vivem em isolamento emocional. O estudo também mostrou que esses indivíduos relatam níveis mais altos de satisfação com a vida, maior resiliência diante de situações adversas e menor incidência de distúrbios do sono. 

Além disso, uma pesquisa conduzida no mesmo ano pela Aalto University, na Finlândia, demonstrou que o chamado “amor romântico” ativa áreas específicas do cérebro associadas à recompensa, empatia e regulação emocional como os gânglios da base e o córtex pré-frontal. Essa ativação neurológica está diretamente ligada à sensação de segurança emocional, fortalecimento das funções cognitivas e estímulo à memória e ao aprendizado. 

“Uma relação afetiva saudável atua como um fator protetor. Isso ajuda a reduzir níveis de estresse, melhora a saúde do cérebro de forma geral, ou seja, estar emocionalmente conectado com alguém libera substâncias que nutrem o cérebro, fortalecendo suas funções gerais” explica a Dra. Ana Carolina Gomes, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

Relacionamentos pautados na confiança, no apoio mútuo e na intimidade emocional são fundamentais para uma vida mais saudável e equilibrada, contribuindo significativamente para a longevidade. Os impactos positivos dessas conexões vão além do campo emocional, refletindo também na saúde biológica e neurológica, ao reduzir o estresse, fortalecer o sistema imunológico e melhorar a qualidade de vida ao longo dos anos, reforça a especialista. 

Neste Dia dos Namorados, vale lembrar que cultivar um relacionamento é também uma forma de autocuidado. Mais do que um gesto simbólico ou uma data comemorativa, amar e ser amado contribui de maneira concreta para o bem-estar integral, funcionamento pleno do cérebro e uma conexão que é boa para o coração e essencial para a mente.



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Link


Maternidade depois dos 30 cresce no Brasil; Psicóloga explica

Freepik
Quase 4 em cada 10 nascimentos no Brasil já ocorrem entre mulheres com mais de 30 anos. Psicóloga analisa os efeitos emocionais e sociais desse adiamento


O Brasil registrou, em 2023, 2,52 milhões de nascimentos, uma queda de 0,7% em relação a 2022, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse é o menor número dos últimos cinco anos e o quinto recuo consecutivo na série histórica. Ao mesmo tempo, cresce a presença de mulheres com mais de 30 anos entre as mães, que já respondem por quase 4 em cada 10 bebês nascidos no país.

A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, explica que esse fenômeno é reflexo de diversas mudanças sociais e culturais, “o adiamento da maternidade está relacionado a fatores como a busca pela estabilidade financeira, a dedicação à carreira e a maior valorização da liberdade pessoal”. Segundo ela, é importante que as mulheres se sintam seguras em suas escolhas e que contem com o apoio necessário para viver essa experiência com confiança e tranquilidade.


A escolha da maternidade tardia 

Escolher ter filhos em uma fase mais avançada da vida é uma decisão cada vez mais comum e deve ser apoiada de maneira integral, segundo analisa a especialista. Schiavo também destaca que o apoio psicológico é importante em todas as etapas da maternidade, desde o desejo de engravidar até o pós-parto.

“É importante que elas se sintam plenamente apoiadas em suas escolhas. O suporte emocional, iniciado ainda antes da gestação, contribui para que as mulheres vivenciem essa jornada de forma segura e respeite suas necessidades e desejos”, explica.


Tira-dúvidas com a psicóloga


Existe um momento certo para ser mãe?

Não existe um momento ou uma forma única de ser mãe. A ideia de uma mãe perfeita ou de um momento ideal para a maternidade é um mito. O que realmente importa é que cada mulher se sinta apoiada e segura em sua decisão, com acesso às informações e ao suporte necessário para viver essa experiência de forma plena e realista. 


O que as mulheres devem considerar antes de adiar a maternidade?

É importante lembrar que, com o passar dos anos, a fertilidade diminui. Após os 35 anos, engravidar pode se tornar mais difícil, e os óvulos, que envelhecem com a mulher, aumentam o risco de complicações como síndromes e abortos espontâneos. Muitas mulheres só descobrem essas dificuldades ao tentar engravidar mais tarde, por isso, é fundamental que se informem sobre opções como o congelamento de óvulos, que pode preservar as chances de uma gestação futura com menos riscos.


Por que a culpa pelo sucesso ou fracasso dos filhos recai sobre a mãe?

Isso tem a ver com a construção da romantização da maternidade, que se intensificou a partir do século XVIII. Até então, a maternidade não seguia o caminho do 'amor materno' ou 'instinto materno' como conhecemos hoje. O sucesso ou fracasso dos filhos passou a ser atribuído diretamente à mãe, excluindo o pai dessa responsabilidade. Essa ideia se consolidou a ponto de todo o peso da educação e cuidado com os filhos recair sobre as mulheres.


Qual é o impacto da maternidade na vida das mulheres?

A mulher grávida, muitas vezes, se torna invisível aos olhos da sociedade. A atenção é deslocada para o bebê, e seus próprios sonhos e necessidades são frequentemente ignorados. Além disso, vivemos em uma cultura machista onde, na maioria dos casos, o pai não assume a responsabilidade de forma equitativa, deixando a mulher sobrecarregada e vulnerável a conflitos emocionais.


Como essa sobrecarga pode afetar a saúde mental das mães?

A cobrança excessiva sobre as mulheres para que sejam perfeitas na maternidade pode gerar angústia e questionamentos sobre sua capacidade. Isso afeta diretamente a saúde mental, gerando ansiedade e outros conflitos psicológicos, especialmente quando a mulher sente que deve abrir mão de seus sonhos e projetos pessoais para atender às expectativas sociais.

 

Cansaço que não passa? Pode ser anemia: entenda

Condição afeta 30% da população mundial e pode comprometer cognição, desempenho físico e imunidade, especialmente entre mulheres, crianças e idosos


Junho Laranja é o mês de alerta para doenças do sangue, entre elas a anemia, uma condição muitas vezes negligenciada, mas com grande impacto na saúde global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia afeta cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo, o equivalente a quase 30% da população. No Brasil, o cenário preocupa: cerca de 29% das mulheres adultas vivem com algum grau de anemia, de acordo com dados do Ministério da Saúde. 

“Apesar de muito comum, a anemia ainda é subestimada. Muitos pacientes convivem com sintomas como cansaço excessivo, fraqueza, queda de cabelo e tontura, sem imaginar que estão com uma deficiência de ferro no sangue, substância essencial para levar oxigênio aos tecidos do corpo”, explica a Alessandra Rascovski endocrinologista e diretora clínica da Atma Soma. 

A forma mais prevalente é a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, responsável por cerca de 90% dos casos. Mulheres em idade fértil, gestantes, crianças em fase de crescimento, adolescentes, idosos e pessoas que fizeram cirurgia bariátrica são os grupos mais vulneráveis. 

“Nosso corpo precisa de ferro para produzir os glóbulos vermelhos. Quando há deficiência, o transporte de oxigênio fica comprometido e isso impacta diretamente na disposição física, na concentração e até na imunidade”, afirma a endocrinologista Bárbara Scalon, também da Atma Soma.
 

Diagnóstico e investigação da causa

O diagnóstico da anemia é feito por meio de exame de sangue (hemograma completo), mas importante lembrar que a deficiência de ferro já pode estar presente antes da anemia. Valores de hemoglobina abaixo de 12g/dL em mulheres e de 13g/dL em homens já indicam um quadro anêmico. “Mas identificar a causa é tão importante quanto confirmar o diagnóstico. A anemia pode ter origem em deficiências nutricionais, sangramentos crônicos, doenças da tireoide, rins, fígado ou até ser sinal de doenças mais graves”, alerta Rascovski. 

Mais do que fadiga e palidez, a condição pode ter repercussões profundas na saúde em geral. Em crianças, prejudica o desenvolvimento cognitivo e motor. Em mulheres, pode reduzir a produtividade e até interferir na produção de leite no pós-parto. Em idosos, agrava quadros de fragilidade e risco de quedas. 

Segundo Scalon, o risco é ainda maior quando a anemia se torna crônica ou severa. “Pode haver queda de pressão, taquicardia, dificuldade de concentração, além de maior suscetibilidade a infecções. Em casos extremos, pode ser necessário transfusão de sangue”.
 

Prevenção: alimentação é chave

A boa notícia é que a maioria dos casos de anemia pode ser evitada ou revertida com mudanças simples na alimentação. Carnes vermelhas, vísceras (como fígado), vegetais verde-escuros, leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico), nozes, castanhas, ovos e grãos integrais são fontes ricas em ferro. 

“Para melhorar a absorção do ferro de origem vegetal, é fundamental associar esses alimentos a fontes de vitamina C, como laranja, limão, abacaxi ou acerola. Por outro lado, o consumo excessivo de leite e derivados nas refeições pode atrapalhar a absorção do ferro”, orienta a diretora clínica da Atma Soma. 

Já a suplementação com ferro pode ser necessária em algumas fases da vida, como na adolescência, na gravidez ou após cirurgias. “Mas o uso deve ser sempre orientado por um médico, após exames que indiquem a real necessidade. O excesso de ferro também pode causar problemas”, complementa Scalon.
 

Conscientizar é cuidar

Durante o Junho Laranja, a campanha de conscientização sobre a anemia tem como objetivo principal dar visibilidade a condição, que pode comprometer seriamente a saúde e o bem-estar. Mais do que alertar sobre os riscos, o mês também convida a população a prestar atenção aos sinais do corpo, buscar diagnóstico precoce e adotar atitudes de prevenção e tratamento eficazes. 

“A anemia não é normal, nem algo com o qual se deve conviver. Muitas pessoas se acostumam com o cansaço, a falta de disposição ou a palidez, sem perceber que estão vivendo com um quadro clínico que pode e deve ser tratado. É um sinal de que algo no organismo precisa de atenção e cuidado”, conclui Alessandra Rascovski.


Dia Nacional da Imunização destaca papel das vacinas na proteção coletiva e prevenção de doença

Foto: Myke Sena/MS
Especialista do CEJAM explica importância da vacinação em todas as fases da vida

 

O Dia Nacional da Imunização (09/06) chama atenção para a importância das vacinas como ferramenta essencial na prevenção de doenças e, consequentemente, na melhoria da saúde pública. A data é uma estratégia para ampliar     a conscientização da população sobre os benefícios da vacinação de rotina e os riscos da baixa cobertura vacinal, especialmente em um momento em que o Brasil tenta recuperar os índices ideais após anos de queda.

Segundo análises do Observatório da Atenção Primária à Saúde da Umane, a cobertura vacinal no Brasil tem demonstrado uma tendência de queda, com os anos de maior impacto sendo entre 2016 e 2021, atingindo o ponto mais baixo em 2021, com apenas 52,1% de cobertura.

Em 2023 e 2024, o país registrou um avanço significativo na cobertura vacinal infantil. Segundo o Ministério da Saúde, 15 das 16 vacinas do calendário para crianças tiveram aumento na adesão. Para a Dra. Rebecca Saad, médica infectologista e coordenadora corporativa do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, esses números mostram que os esforços recentes surtiram efeito, mas ainda é preciso manter a vigilância. “A imunização de rotina vai muito além da proteção individual. Quando muitas pessoas se vacinam, criamos uma barreira coletiva contra a disseminação de vírus e bactérias, o que impede surtos e epidemias”, afirma a especialista.

Dra. Rebecca ressalta que manter as imunizações em dia é uma atitude de autocuidado e de responsabilidade social. “Ao nos vacinarmos, protegemos também aqueles que não podem ser imunizados, como pessoas com condições imunológicas graves ou recém-nascidos. É um pacto coletivo pela vida que deve ser mantido em todas as fases da existência.”

Entre os principais desafios, destacam-se a desinformação e a falsa ideia de que vacinas são necessárias apenas na infância. “Existe uma percepção equivocada de que o cuidado com a imunização termina na infância. Mas a proteção precisa continuar ao longo da vida adulta e na terceira idade, com vacinas como as da gripe, hepatite, tétano e, mais recentemente, contra a Covid-19 e o HPV”, destaca a médica.

De acordo com a profissional, a pandemia de Covid-19 também impactou a percepção da população sobre a vacinação. “Embora tenhamos vivenciado um movimento positivo de adesão às vacinas durante a pandemia, ainda enfrentamos os efeitos de uma polarização em torno da ciência que persiste até hoje”, pontua.          

Negligenciar o calendário vacinal pode trazer consequências graves. Além do risco individual de contrair doenças evitáveis, existe a possibilidade de surtos que colocam em risco a vida de milhares de pessoas. “A queda nas coberturas vacinais pode reabrir as portas para doenças que já havíamos superado. É essencial que a população compreenda que o controle de enfermidades depende da manutenção constante da imunidade coletiva”, reforça.

Com os avanços da ciência, o futuro da imunização é promissor. Tecnologias como vacinas de RNA mensageiro e imunizantes contra doenças emergentes estão em desenvolvimento. “Estamos entrando em uma nova era da imunização, com ferramentas mais modernas e eficientes. Mas nenhuma tecnologia será suficiente se não houver confiança da população. Informação clara, acesso facilitado e campanhas educativas são fundamentais para recuperar e manter altas coberturas vacinais”, finaliza a infectologista. 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Estudo internacional revela custo econômico elevado de doenças relacionadas ao HPV em 13 países

Brasil, os custos totais por caso são de cerca de US$ 18 mil1. País tem potencial de economizar cerca de US$ 6 bilhões caso elimine a infecção1.   No


Em geral, a carga econômica significativa tem grande variação entre os países devido ao tamanho populacional e aos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), incluindo US$ 7,4 bilhões na China, US$ 10,5 milhões na Holanda, US$ 644 milhões no México e US$ 346 milhões no Brasil1.

 

Novo relatório intitulado “Carga econômica do HPV: desmascarando os benefícios da prevenção do HPV” foi lançado nesta semana pela Asc Academics e pelo Prof. Maarten J. Postma, professor de Farmacoeconomia na Universidade de Groningen, financiado pela MSD. O relatório releva que o esforço para eliminar o HPV em todos os 13 países pesquisados poderia economizar um total combinado de U$ 9,7 bilhões em custos em saúde anualmente, o que ilustra o alto custo das doenças relacionadas ao HPV¹. Além do impacto positivo na vida humana, a eliminação de cânceres e doenças relacionados ao vírus pode resultar na economia de milhões de dólares a cada ano por país. Os altos custos identificados no relatório também podem ser considerados estimativas conservadoras devido à falta de dados disponíveis sobre outras doenças evitáveis relacionadas ao HPV além do câncer cervical e verrugas genitais. 

A cinco anos da data-alvo da OMS (2030) para atingir os pilares que visam a eliminação do câncer de colo do útero (CCU), a pesquisa ilustra como o progresso entre os países varia significativamente na concretização das metas da OMS². Os 13 países selecionados são: Áustria, Brasil, China, França, Alemanha, México, Polônia, Romênia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Holanda e Filipinas. A escolha desses países foi feita, porque eles representam diferentes sistemas de saúde, programas de imunização, origens culturais, regiões geográficas e cenários epidemiológicos.

 

As principais conclusões do relatório incluem: 

  • A carga econômica do HPV: a carga econômica geral do HPV e dos cânceres relacionados ao HPV, como o câncer de colo do útero (CCU), dentro dos países pesquisados, é alta, mas também varia significativamente por país com base em vários fatores. Uma tabela completa dos variados custos ao longo da vida por país está disponível na página 13 do relatório, mas os números variam de US$ 7,4 bilhões na China, US$ 644 milhões no México, US$ 649 milhões na África do Sul, a US$ 10,5 milhões na Holanda, US$ 15,5 milhões na Romênia e US$ 15,2 milhões na Polônia. O Brasil tem um potencial de economia na ordem de cerca de 6 bilhões de dólares caso elimine o CCU até 2069¹. 
  • Apesar das grandes lacunas de dados sobre doenças relacionadas ao HPV além do câncer cervical, uma carga econômica significativa para doenças e cânceres relacionados ao HPV foi identificada no relatório. 

Tabela: Custo ao longo da vida por caso e custo total ao longo da vida por caso de CCU por país. Valores ajustados pela Paridade do Poder de Compra.

 

 

 

País

Custo vitalício do CCU por caso (ajustado apenas pela paridade do poder de compra em relação aos custos diretos do CCU)

Custo vitalício total do CCU por caso (ajustado apenas pela PPC/CCU) em 2024

Polônia

$3.814

$15,2 milhões

Romênia

$4.620

$15,5 milhões

Filipinas

$9.171

$78,3 milhões

Países Baixos

$13.945

$10,5 milhões

Brasil

$18.533

$346 milhões

Alemanha

$21.292

$96,7 milhões

Áustria

$41.500

$16,9 milhões

França

$42.521

$135 milhões

Arábia Saudita

$47.770

$15,8 milhões

China

$49.194

$7,4 bilhões

África do Sul

$61.686

$649 milhões

México

$62.318

$644 milhões

Coreia do Sul

$79.717

$270 milhões

Notas: O custo vitalício total do CCU por país foi calculado multiplicando o custo ao longo da vida por caso pela incidência total do CCU em cada país (Tabela 1). Mais detalhes podem ser encontrados no Apêndice.
O ano para as taxas de incidência de CCU é 2022 (os dados mais recentes disponíveis). Esses dados são considerados representativos para 2024 (coluna 3).

 

  • O Impacto Humano do HPV: apesar de ser amplamente prevenível, o câncer cervical continua sendo um dos cânceres mais comuns globalmente. Ele resulta em 350.000 mortes anualmente e impõe uma pressão econômica significativa aos sistemas de saúde[1]. No Brasil, é a maior causa de morte por câncer em mulheres com até 36 anos de idade3, e a segunda maior em mulheres até os 60 anos3. Além disso, é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres4, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA, dados de 2022).
  • A prevenção salva vidas e dinheiro: atingir as metas 90-70-90 da Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 pode reduzir a incidência de câncer cervical em 42% até 2045 e evitar cerca de 62 milhões de mortes até 2120, com bilhões de dólares economizados em custos em saúde em todas as nações estudadas5. Na verdade, a carga econômica em todos os 13 países pesquisados destaca uma economia potencial acumulada de US$ 9,7 bilhões em custos em saúde anualmente se o HPV puder ser eliminado1.
  • Barreiras ao progresso: apesar do progresso recente, o relatório também revela que o acesso limitado às vacinas, as disparidades nos cuidados de saúde e a desinformação estavam entre os obstáculos significativos identificados no cumprimento das metas da OMS1. 

Para o professor Maarten J. Postma “esta pesquisa ressalta como o progresso de cada país é moldado por sistemas de saúde únicos, visões culturais, investimentos e políticas. Barreiras comuns incluem acesso limitado, desinformação, hesitação, recomendações variadas de provedores e normas culturais. Abordar essas questões pode expandir os esforços de prevenção, triagem e programas de tratamento, especialmente em países com baixa cobertura. Investir na prevenção do HPV salva vidas e reduz os custos futuros de saúde a longo prazo, economizando aos países centenas de milhões de dólares por ano e até bilhões em alguns casos se a eliminação puder ser alcançada. Cada país pode se esforçar para eliminar o câncer cervical como um problema de saúde pública. O relatório enfatiza que a prevenção é uma necessidade de saúde e um benefício econômico, e que a prevenção é uma medida econômica com vantagens imediatas e de longo prazo”. 

Resumo do relatório: as descobertas destacam o benefício humano e econômico de se esforçar para eliminar doenças relacionadas ao HPV globalmente, em conjunto com a iniciativa global da OMS para eliminar o câncer de colo do útero relacionado ao HPV. Além do CCU, outros cânceres relacionados ao HPV e verrugas genitais podem representar economias de custos significativas para os países se eliminados. Atingir as metas 90-70-90 da OMS para a eliminação do CCU apresenta uma oportunidade única para os formuladores de políticas abordarem a carga econômica e de saúde das doenças relacionadas ao HPV por meio da prevenção direcionada1. À medida que nos aproximamos de 2025, cinco anos a partir do ano-alvo da OMS de 2030, a pesquisa ilustra como o progresso em direção às metas preventivas definidas pela OMS entre os 13 países pesquisados varia muito1. As disparidades no acesso à saúde, campanhas de vacinação e infraestrutura de triagem, muitas vezes agravadas por fatores socioeconômicos, afetam a capacidade de cada país de atingir essas metas, influenciando o ano projetado para atingir a eliminação. Enquanto alguns países estão no caminho certo para atingir as metas, outros estão significativamente atrasados1. 

O relatório completo está disponível aqui: Link

 

HPV e CCU: o câncer de colo do útero é causado em 99% das vezes pelo papilomavírus humano (HPV)6 e estima-se que 80% das pessoas sexualmente ativas serão infectadas com HPV em algum momento da vida7. Para a maioria das pessoas, o HPV desaparece sozinho8. Mas para aquelas que não eliminam o vírus, ele pode causar certos tipos de câncer e doenças8. 

O HPV pode causar vários tipos de câncer e doenças. Globalmente, 4,5% de todos os cânceres no mundo (630.000 novos casos de câncer por ano) são atribuíveis ao HPV9.

 

Iniciativa Global da OMS para Eliminar o Câncer Cervical: em 2020, a OMS, composta por 194 governos, lançou a Estratégia global para eliminar o câncer de colo do útero como um problema de saúde pública. Para garantir o progresso em direção à meta de eliminação, a OMS estabeleceu três metas2:

  • vacinação: 90% das meninas totalmente vacinadas com a vacina contra o HPV até os 15 anos;
  • triagem: 70% das mulheres rastreadas usando um teste de HPV de alto desempenho até os 35 anos e novamente até os 45 anos;
  • tratamento: 90% das mulheres com pré-câncer tratadas e 90% das mulheres com câncer invasivo controlado.

A OMS define a eliminação do câncer cervical como a redução do número de novos casos anualmente para quatro ou menos por 100.000 mulheres5.

  

Asc Academics -

MSD

  

Referências

[1]. “Carga econômica do HPV: desmascarando os benefícios da prevenção do HPV”, pelo Prof. M. Postma, G. Tiozzo, G. Gurgel, R. Kwiatkiewicz (Asc Academics) – Publicado em 2025 

2. Folha informativa sobre o câncer cervical – Organização Mundial da Saúde, publicada em 5 de março de 2025 - Link  

3 INCA – Atlas On-line de Mortalidade. Disponível em: https://mortalidade.inca.gov.br/MortalidadeWeb/pages/Modelo10/consultar.xhtml#panelResultado (acessado em 30/10/2024) 

4 INCA – Controle do Câncer do Colo do Útero > Dados e Números > Incidência. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-do-colo-do-utero/dados-e-numeros/incidencia (acessado em 10/03/2025) 

5. Estratégia global para acelerar a eliminação do câncer cervical como um problema de saúde pública. Genebra: Organização Mundial da Saúde; 2020. Disponível em: Link (visitado em 22/04/2025) 

6. OMS – Cervical Cancer. Disponível em: Link (acessado em 3/02/2025) 

7. HPV – INCA. Disponível em: Link (visitado em 07/04/2025) 

8. Vírus HPV pode ficar latente no organismo durante anos; saiba os sintomas e como se proteger – Portal do Butantan. Disponível em: Link. (visitado em 22/04/2025) 

9. Carga mundial de câncer atribuível ao HPV por local, país e tipo de HPV – IARC (visitado em 07/04/2025)


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