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segunda-feira, 9 de junho de 2025

Quanto vale economizar energia? Curiosidades que mostram o impacto em longo prazo

 

Freepik

e pequenas trocas no dia a dia a investimentos em energia solar, consumidores descobrem que economizar energia vai além uma conta de luz menor


Trocar lâmpadas, desligar aparelhos em stand-by, repensar o uso de ar-condicionado. Atitudes simples, quando somadas, podem gerar uma economia significativa ao longo do tempo, tanto em casas quanto em empresas. Em tempos de tarifas elevadas e busca por mais sustentabilidade, a eficiência energética se transforma em uma ferramenta poderosa para controlar gastos, reduzir desperdícios e até mudar hábitos.

“Por exemplo, em uma casa com quatro moradores, o simples ato de substituir todas as lâmpadas fluorescentes por LEDs pode gerar uma economia de até R$ 500 por ano. Desligar eletrônicos da tomada quando não estão em uso reduz até 12% no consumo mensal. Se o chuveiro for usado na posição “verão” durante a maior parte do ano, a conta pode cair mais de R$ 300 anuais”, analisa Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de tecnologia em energias renováveis  que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída.

Parece pouco? Então veja o que isso representa ao longo do tempo:


Economia de R$ 100 por mês (R$ 1.200/ano)

  • Pagar a fatura de internet e streaming o ano inteiro
  • Fazer a revisão básica do carro
  • Dar entrada em um novo smartphone 
  • Passar um final de semana em pousada no interior


Economia de R$ 300 por mês (R$ 3.600/ano)

  • Pagar o IPVA de um carro popular
  • Cobrir quatro meses de supermercado para uma pessoa
  • Comprar uma geladeira nova ou máquina de lavar eficiente
  • Garantir um plano de saúde básico durante o ano todo


Economia de R$ 500 por mês (R$ 6.000/ano)

  • Financiar uma pequena reforma residencial
  • Comprar uma passagem de ida e volta para a Europa
  • Investir em um curso de especialização ou pós-graduação
  • Montar uma reserva de emergência


Economia de R$ 1.000 por mês (R$ 12.000/ano)

  • Fazer uma viagem completa em família
  • Financiar um sistema de energia solar residencial completo
  • Pagar um ano de escola particular para uma criança
  • Dar entrada em um carro popular usado

“A economia acumulada pode render ainda mais se for aplicada com inteligência. Por exemplo, R$ 12.000 aplicados a 1% ao mês rende cerca de R$ 126 mil em 30 anos, isso é o equivalente ao custo da faculdade inteira de um filho só com a economia de energia”, destaca Bourscheidt.

Para o executivo, a economia começa com consciência, mas se consolida com estratégia. “Reduzir o consumo não significa abrir mão do conforto, pelo contrário: trata-se de usar a energia de forma mais inteligente, tanto em casa quanto nos negócios. Pequenas ações, feitas com regularidade e aliadas a decisões estratégicas, como a mudança para o Mercado Livre de Energia, a Geração Compartilhada ou o uso de painéis solares, geram valor real e constante”, completa Bourscheidt

Entre as soluções de maior impacto está a energia solar. Cada vez mais acessível, os sistemas fotovoltaicos residenciais e comerciais representam uma alternativa sustentável e financeiramente vantajosa. Apesar do investimento inicial, que gira em torno de R$ 15 mil a R$ 25 mil para residências, o retorno médio ocorre entre 3 a 5 anos, com vida útil dos equipamentos estimada em mais de 20 anos. “Além da redução de até 95% na conta de luz, o imóvel ganha valorização, e o consumidor passa a produzir sua própria energia limpa, contribuindo com o meio ambiente”, finaliza o CEO da Energy+.

 

Energy+ é


Dia dos Namorados: dados revelam comportamento online e intenção de compras dos consumidores para a data

 

Levantamento da Navegg, plataforma do grupo Dentsu, revela que artigos esportivos são os itens mais buscados entre os casais


O Dia dos Namorados é celebrado em 12 de junho, mas para marcas e consumidores, o movimento começa muito antes. É o que revela um novo estudo da Navegg, maior plataforma da América Latina especializada em dados de comportamento de navegação, pertencente ao grupo Dentsu. O levantamento analisa o comportamento digital de usuários ao longo do primeiro semestre de 2025 e destaca o impacto prolongado da data, que começa a gerar interações já em fevereiro e segue relevante até agosto.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentraram o maior volume de usuários interessados no tema, com destaque também para outras regiões do Sul e Sudeste. Já estados como Bahia, Pernambuco e Santa Catarina apresentaram volume menor de buscas, o que indica oportunidades para estratégias regionalizadas.

Além disso, a movimentação não se limita a junho. A Navegg detectou que o planejamento e a ativação de campanhas começam já em fevereiro, com picos em abril e maio. Mesmo após a data, os meses de julho e agosto ainda refletem o engajamento gerado.

O estudo também segmenta o público por perfis de interesse, destacando o grupo fitness como o mais volumoso e engajado do período. Com 12,8 milhões de usuários, os casais que compartilham o gosto por atividades físicas dominaram o cenário digital. Artigos esportivos foram destaque entre os itens mais buscados, especialmente pelo público masculino, com 63% de intenção de compra, ficando atrás apenas de calçados, perfumaria e vestuário (65%). No segmento de esportes radicais, a Navegg registrou um expressivo aumento de 52% na intenção de compra.

Outros perfis de destaque:

  • Caseiros (7,1 milhões de usuários): Valorizam o lar e os presentes afetivos. Cestas personalizadas e chocolates lideraram, com destaque para os pequenos comércios locais (45,2%). O delivery de comida cresceu 5% em relação a junho de 2024.
  • Shows e Festivais (6,6 milhões): Casais que preferem experiências culturais investiram em ingressos e eventos, com aumento de 29% no interesse. Passeios como parques e cinemas também tiveram destaque.
  • Estilosos (6 milhões): Moda e elegância pautaram as compras, com alta nas vendas de acessórios (+152,9%) e calçados (+106,4%). A busca por produtos de vestuário subiu 5% na rede Navegg.
  • Conectados (4,4 milhões): O setor de tecnologia também se destacou. Smartphones e relógios inteligentes lideraram a lista, com crescimentos de 34,8% e 27,6%, respectivamente.
  • Chef (2 milhões): A gastronomia se manteve em alta, com casais optando por jantares especiais. O perfil gourmet teve um crescimento de 33% no último ano.
  • Make & Care (1,7 milhão): Produtos de autocuidado brilharam, com crescimento de +119,2% em cuidados capilares e +89,2% em maquiagem. A intenção de compra em perfumes subiu 12%.
  • Sr. e Sra. (1,66 milhão): Perfis mais tradicionais valorizaram presentes simbólicos. Joias e alianças cresceram 19,1% nas vendas, enquanto o interesse por casamento aumentou 35%.
  • Viajados (1,38 milhão): Casais em busca de aventura impulsionaram o turismo, com um salto de +240% na intenção por viagens de lua de mel.

Amor de todas as formas (1,1 milhão): Entre os clássicos, flores e perfumes lideraram. O interesse por flores dobrou em 2025. A preferência por lojas físicas (60,7%) mostra valorização da experiência de compra presencial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ações trabalhistas por burnout crescem 14,5% no Brasil: especialista alerta para riscos à saúde mental e aos negócio

A Justiça do Trabalho registrou aumento 14,5% no número de ações envolvendo a Síndrome de Burnout nos primeiros quatro meses de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O dado mostra uma escalada preocupante nas disputas judiciais relacionadas ao esgotamento profissional no Brasil. 

Para o psicólogo e psicanalista Francisco Nogueira, da consultoria Relações Simplificadas, a elevação das queixas jurídicas reflete um cenário em que as empresas ainda não conseguiram se adaptar à nova realidade da saúde mental como prioridade estratégica. Ele aponta a posição preocupante do Brasil, que fica atrás apenas da Índia no número de casos. “Nos últimos 10 anos houve um aumento de 1.000% no número de afastamentos do trabalho pelo INSS por causa da burnout. Esse avanço preocupa por dois motivos: porque abala a saúde do trabalhador e atinge o resultado das empresas.” 

Nogueira aponta 3 características centrais que marcam a burnout. O sentimento de exaustão e de esgotamento da energia, aumento do distanciamento mental do colaborador em relação ao trabalho e, por fim, a redução da eficácia profissional. “Os sintomas são físicos e também psicológicos, com quadros como dor de cabeça, cansaço, alterações no apetite, insônia, dificuldade de se concentrar, sentimentos de insegurança e fracasso. Muitas vezes a pessoa se isola, tem frequentes alterações de humor, oscilação da pressão arterial e dores musculares. Enfim, uma série de sintomas que marcam esse quadro sindrômico”. 

A Síndrome de Burnout foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma condição de esgotamento psicológico relacionada exclusivamente ao trabalho, ganhando um novo status na Classificação Internacional de Doenças (CID) desde 2022. Isso significa que já não é possível atribuir os sintomas exclusivamente ao estresse da vida pessoal dos colaboradores — uma mudança que abriu espaço para mais ações judiciais, afastamentos e a necessidade de uma nova reflexão por parte dos empregadores. 

Estima-se que 30% das pessoas ocupadas no Brasil sofram com sintomas da doença, o que pode representar uma perda de até 3,5% do PIB nacional, considerando a queda na produtividade e o aumento do absenteísmo. Em 2023, segundo o INSS, 421 mil pessoas foram oficialmente afastadas do trabalho pelo diagnóstico — o maior número da última década.

“Nesse sentido, é importante que tenhamos políticas públicas e leis que regulamentem e normatizem as formas de a gente lidar com essa questão. Temos o entendimento internacional de que a burnout é uma doença do trabalho e, portanto, a necessidade de adequação de lideranças do mundo corporativo a esse novo quadro”. Exemplo disso é a nova NR-1, a norma do governo que começa a valer em maio de 2026, que pede adequações das empresas brasileiras na atenção à saúde mental dos trabalhadores. Informação, treinamento de lideranças e mudança de cultura no ambiente corporativo passam a ser estratégia importante onde todos ganham.

Para ajudar as pessoas a cuidarem de sua saúde mental, a Relações Simplificadas criou uma ferramenta gratuita, o Simplificador I, um jogo que ajuda a implementar pequenas mudanças no estilo de vida e pode ser acessado pelo link:

https://www.relacoessimplificadas.com.br/images/pdfs/Simplificador%20I%20v10-1.pdf 

A síndrome foi definida pela primeira vez em 1974 pelo psicólogo Herbert Freudenberger , nascido na Alemanha. Com a ascensão de Hitler e dos nazistas, a intolerância e a perseguição aos judeus, sua família foi forçada a se mudar para os Estados Unidos quando ele ainda era pequeno. Ele descreveu a “burnout” como um “estado mental e físico de exaustão causado pela vida profissional de uma pessoa”.

 



Francisco Nogueira - psicólogo (UFRJ) e psicanalista, consultor na área de saúde mental nas empresas. Atende entidades como ONU, Bradesco, Klabin, Boticário entre outras. É membro do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. Fala da importância do cuidado com a saúde mental, por que essa necessidade vem se impondo historicamente de forma tão premente. Lembrando que nós, brasileiros, somos os mais ansiosos do mundo, segundo a OMS, e o segundo em Burnout.

Colaborou com a matéria : Katia Marchena, jornalista da Strong Business School



7 ações simples de saúde mental que ajudam a empresa a se adequar à nova NR-1

Ações práticas, de baixo custo e com alto impacto no bem-estar ajudam empresas a se antecipar às exigências legais e fortalecer sua cultura organizacional

 Com a entrada em vigor da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que exige a consideração de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, empresas de todos os portes enfrentam um novo desafio: adaptar-se à legislação que trata diretamente da saúde mental dos trabalhadores.

Embora o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tenha determinado que, até maio de 2026, a fiscalização será apenas educativa, especialistas alertam que adiar a adaptação pode ser um erro estratégico. A recomendação é clara: é preciso agir agora — e isso pode ser feito de forma simples, prática e acessível. 

Segundo Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Assessoria e especialista em saúde ocupacional, muitas empresas ainda não compreenderam que a implementação da nova NR-1 vai muito além de relatórios técnicos. “A adequação exige uma transformação cultural e deve começar com pequenas ações que promovam escuta, prevenção e cuidado real com o colaborador”, afirma.

 

7 ações acessíveis que sua empresa pode implantar já este mês

Com base na experiência da Moema Assessoria, confira sugestões que cabem no orçamento, mas geram grande impacto na saúde mental do time: 

  1. Área de descanso – Um espaço silencioso e confortável com sofás, plantas e iluminação suave para pausas rápidas durante o expediente pode ajudar a reduzir o estresse e aumentar a produtividade.
  2. Convênio com farmácias – Parcerias com redes locais permitem oferecer descontos ou facilidades de pagamento aos colaboradores, sem custo para a empresa.
  3. Biblioteca compartilhada – Estimular a leitura com um espaço coletivo de livros contribui para o bem-estar e a criatividade.
  4. Convênios com faculdades – Descontos em cursos para colaboradores e familiares representam uma forma eficaz de cuidar da saúde mental por meio do desenvolvimento profissional.
  5. Rodas de conversa com psicólogos – Encontros mensais com especialistas promovem acolhimento e ajudam a lidar com ansiedade, estresse e conflitos.
  6. Campanhas de detox digital – Incentivar o uso consciente da tecnologia no ambiente de trabalho melhora o foco e reduz a exaustão mental.
  7. Comunicação não-punitiva – Criar um espaço seguro para os colaboradores falarem sobre desafios sem medo de retaliação é essencial para prevenir o burnout.

 

Legalidade, prevenção e futuro do trabalho

A NR-1 atualizada exige que as empresas incluam os riscos psicossociais no seu Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Ainda que o MTE postergue a aplicação de multas, o não cumprimento da norma pode, a partir de 2026, gerar consequências judiciais e aumento de custos com encargos e seguros, além de ações trabalhistas. 

Para pequenas e médias empresas, o desafio pode parecer maior. “Mas há soluções viáveis”, reforça Tatiana. “Treinamentos internos simples, flexibilização de rotinas, uso de ferramentas básicas de escuta e parceria com consultorias especializadas são caminhos eficazes e acessíveis.”


Dia dos Namorados: casais que compartilham despesas economizam mais de R$ 1 mil por mês

Especialista mostra como dividir despesas e alinhar perfis pode ser o melhor presente para o futuro do casal

No Dia dos Namorados, o amor está no ar — e a fatura do cartão também. Mais do que presentes e jantares, a data reacende um tema que muitos casais evitam: como organizar as finanças a dois?


Mais do que uma conversa sobre “quem paga o quê”, a organização financeira conjunta pode representar uma economia significativa: até R$ 1.092 por mês (R$ 13.104 por ano), apenas ao dividir despesas fixas como aluguel, condomínio e alimentação. A projeção leva em conta uma simulação baseada em custos médios em grandes centros urbanos, considerando a diferença entre morar sozinho e morar com o parceiro(a).

Mas as vantagens não param por aí. Casais que adotam práticas como divisão proporcional de despesas, uso de contas conjuntas ou mistas, e estratégias de investimento conjuntas também relatam menos conflitos financeiros. Segundo uma pesquisa da B3 em parceria com a plataforma Meu Compromisso, 36% dos casais brigam por dinheiro ao menos uma vez por semana, o que revela a importância de conversar abertamente sobre orçamento, metas e divisão de despesas.

“Quando o relacionamento evolui, é natural que surja a dúvida sobre como alinhar a vida afetiva com a financeira. Conversar sobre orçamento, despesas e metas é tão importante quanto falar de sonhos e valores. Afinal, dinheiro e sentimentos caminham lado a lado”, pontua Thaisa Durso, educadora financeira da Rico.


Como dividir as despesas com justiça nas finanças a dois

A divisão proporcional à renda costuma ser o caminho mais justo. A lógica parte do princípio de que justiça não é o mesmo que igualdade: um parceiro que ganha R$ 6 mil e outro que ganha R$ 4 mil podem dividir uma despesa de R$ 2 mil em 60% (R$ 1.200) para quem ganha mais e 40% (R$ 800) para quem ganha menos — mantendo o esforço financeiro equilibrado.

Esse cuidado é ainda mais relevante ao considerar dados do 2º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios: as mulheres ainda recebem, em média, apenas 79,3% do salário dos homens no mesmo cargo.


Aplicando o Método 50-30-20

Uma estratégia complementar para casais é usar o método 50-30-20 (essenciais, desejos e objetivos), adaptado à renda total. Veja dois exemplos práticos:

Renda Total

Renda A

Renda B

Essenciais (50%)

A paga

B paga

Desejos (30%)

Objetivos (20%)

8.000

5.000

3.000

4.000

2.500

1.500

2.400

1.600

10.000

6.000

4.000

5.000

3.000

2.000

3.000

2.000

Com esse modelo, o casal consegue equilibrar as responsabilidades financeiras de acordo com a capacidade de cada um, sem renunciar à autonomia individual ou aos objetivos comuns. A divisão dos 50% essenciais segue o peso da renda de cada parceiro (A e B). Já os 30% (desejos) e 20% (objetivos) podem ser usados de forma combinada ou individual, de acordo com os acordos e metas do casal.


Conta conjunta, separada ou mista: qual o melhor modelo?

Não existe fórmula única, mas uma pesquisa publicada no estudo “Common Cents: Bank Account Structure and Couples' Relationship Dynamics”, publicado no Journal of Consumer Research (dez/2023), casais que optam por contas conjuntas tendem a relatar maior qualidade no relacionamento nos primeiros anos e menos discussões financeiras.

“Isso ocorre porque o compartilhamento financeiro promove mais transparência e incentiva conversas honestas sobre hábitos de consumo”, explica Thaisa.

Os três modelos principais são:

  • Contas separadas: cada um cuida de sua própria renda e contribui para os custos comuns. Exige organização e boa comunicação para evitar conflitos.
  • Conta conjunta única: todas as receitas vão para uma conta comum, de onde saem todas as despesas. Estimula o senso de “um só time”, mas pode gerar atritos se não houver liberdade para gastos individuais.
  • Modelo misto: cada um mantém uma conta pessoal, mas contribui para uma conta conjunta usada nas despesas fixas do casal. É frequentemente visto como o modelo mais equilibrado, por conciliar autonomia com parceria.


Economia compartilhada: morar junto pode gerar R$ 13 mil por ano

Dividir um lar não significa apenas mais intimidade, mas também uma grande oportunidade de economia.

“Para quantificar os benefícios de dividir despesas, é essencial analisar comparativamente os custos mensais de uma pessoa morando sozinha em relação a um casal que compartilha a mesma residência”, comenta a especialista.

Veja a simulação abaixo, com uma análise baseada em dados recentes e aplicável principalmente a grandes centros urbanos, onde muitos casais iniciam suas carreiras.

Categoria de Despesa

Custo Individual (1 pessoa)

Custo Total Separado (2 pessoas)

Custo Casal (Morando Junto)

Economia Mensal do Casal

Observações

Aluguel

R$ 1.725

R$ 3.450

R$ 2.915

R$ 535

Baseado em apartamento de 45m² para 1 pessoa e 65m² para casal. Valores médios por m²: R$ 38,35 e R$ 44,84.¹² Referências: FipeZap, 2024

Condomínio (incl. água/gás/IPTU)

R$ 200

R$ 400

R$ 350

R$ 50

Estimativa com inclusão de contas básicas. Valor do casal ligeiramente superior por área e serviços.¹³

Luz

R$ 100

R$ 200

R$ 160

R$ 40

Aumento de ~60% com duas pessoas. Não dobra, pois há eficiência no consumo.¹

Internet

R$ 150

R$ 300

R$ 150

R$ 150

Mesmo plano compartilhado. Gasto é fixo por domicílio.¹

Alimentação

R$ 792

R$ 1.584

R$ 1.267

R$ 317

Baseado na cesta básica (SP, mai/24). Economia por compra em maior escala. Estimativa de 1,6x o custo individual.¹⁵

Transporte (público x2)

R$ 264

R$ 528

R$ 528

R$ 0

Sem economia direta, assumindo uso individual de transporte público.¹⁵

TOTAL

R$ 3.231

R$ 6.462

R$ 5.370

R$ 1.092

Redução significativa ao compartilhar despesas fixas.

Morar junto pode representar uma economia que viabiliza desde uma reserva de emergência até planos maiores, como comprar um imóvel, investir ou planejar filhos.


E na hora de investir? Especialista explica o que vale mais a pena
De acordo com a especialista da Rico, o melhor modelo de investimento a dois depende do perfil do casal.

"Legalmente, no Brasil, as contas de investimento são individuais e vinculadas a um único CPF. Porém, isso não impede que o casal invista com um plano em comum, desde que haja confiança e planejamento. Por exemplo, um pode focar em ações e o outro em fundos imobiliários e, juntos, compõem uma estratégia mais diversificada e adaptada a seus perfis de risco."

Outra possibilidade, segundo Thaisa, é que ambos invistam em carteiras igualmente diversificadas, respeitando o perfil de risco de cada um.

"Se um é conservador e prefere renda fixa, não faz sentido forçá-lo a investir em ativos voláteis como criptomoedas. O equilíbrio está em conversar sobre metas conjuntas, como a compra de um imóvel ou a aposentadoria, mas manter certa independência nas decisões de risco."


Qual o valor que essa decisão pode ter a longo prazo?

Para mostrar o impacto de transformar a economia da vida a dois em investimento, a Rico simulou dois cenários. No primeiro, o casal investe a economia mensal de R$ 1.092 em uma carteira diversificada, com uma taxa de retorno real de 5% ao ano, ou seja, já descontada a inflação. Essa taxa é considerada conservadora para investimentos de longo prazo, como Tesouro IPCA+ e fundos equilibrados.

No segundo, os dois moram separados e conseguem investir apenas R$ 200 cada por mês — totalizando R$ 400 mensais. A mesma taxa real de 5% foi aplicada para isolar o efeito dos aportes mensais diferentes.

A tabela abaixo apresenta a diferença acumulada ao longo do tempo:

Período (Anos)

Valor Total Aportado pelo Casal (R$ 1.092/mês)

Patrimônio Acumulado do Casal (5% a.a.)

Patrimônio Hipotético sem dividir custos fixos (R$ 400/mês, 5% a.a.)

Diferença de Patrimônio

5

R$ 65.520

R$ 72.400

R$ 26.500

R$ 45.900

10

R$ 131.040

R$ 164.800

R$ 60.400

R$ 104.400

15

R$ 196.560

R$ 282.800

R$ 103.600

R$ 179.200

20

R$ 262.080

R$ 433.300

R$ 158.700

R$ 274.600

30

R$ 393.120

R$ 870.500

R$ 318.900

R$ 551.600

Os valores foram calculados com base em juros compostos e aportes mensais regulares.

Essa projeção evidencia como o casal pode potencializar seu futuro financeiro ao unir esforços desde já. Em três décadas, a disciplina de investir R$ 1.092 por mês pode resultar em um patrimônio de cerca de R$ 870 mil em valores reais, praticamente três vezes mais que o cenário de investimentos individuais mais modestos.

Thaisa alerta que, independentemente da forma de investir, há um item essencial: a reserva de emergência. Ela recomenda acumular entre três e seis meses do custo de vida do casal em aplicações seguras e de fácil resgate, como o Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária.


Organizar a vida financeira a dois não atrapalha o romance — fortalece a parceria.
Não existe fórmula única: o importante é que o casal encontre o modelo que funcione para ambos, com base no diálogo, respeito e metas compartilhadas.

"O casal que conversa sobre dinheiro não constrói apenas patrimônio, mas também estabilidade emocional, cumplicidade e liberdade para sonhar e realizar juntos ", conclui Thaisa.

 

Maior roda-gigante da Mantiqueira é inaugurada no Parque Capivari como nova atração para a Temporada de Inverno 2025



Com 30 metros de altura e 16 gôndolas, novo atrativo turístico de Campos do Jordão será aberto ao público


A nova roda-gigante do Parque Capivari será inaugurada oficialmente no 10, e passa a integrar o conjunto de experiências oferecidas ao público durante a Temporada de Inverno 2025 em Campos do Jordão. Com 30 metros de altura, é a maior roda-gigante da Serra da Mantiqueira, instalada em posição estratégica para oferecer uma vista panorâmica da cidade.

A estrutura, de fabricação nacional, foi desenvolvida pela empresa Fabripark, com sede no Distrito Federal. Possui 16 gôndolas, sendo uma delas adaptada para pessoas com deficiência de locomoção. Cada cabine comporta até quatro visitantes, totalizando uma capacidade simultânea para 64 pessoas por ciclo.

“As atrações do Parque Capivari estão alinhadas com o nosso propósito de entregar novas experiências aos visitantes. A roda-gigante foi pensada para ampliar a vista da cidade e permitir uma conexão ainda mais próxima com a paisagem de Campos do Jordão”, afirma Rafael Montenegro, diretor geral do Parque Capivari.

O passeio proporciona ao visitante uma visão ampla de pontos turísticos como o Morro do Elefante, a Praça do Capivari, o Teleférico, a Paróquia São Benedito e o Centro de Memória Ferroviária da Estrada de Ferro de Campos do Jordão. A atração funcionará todos os dias da semana, das 9h às 21h de domingo a quinta-feira e das 9h às 22h às sextas, sábados e feriados.

O embarque acontecerá por ordem de chegada, sem necessidade de agendamento prévio. Os ingressos custam R$ 45 por pessoa e R$ 18 para pets, que poderão embarcar com guia e sob responsabilidade do tutor. Crianças de 0 a 2 anos têm entrada gratuita e visitantes com até 12 anos devem estar acompanhados.

“As gôndolas são abertas, com cobertura para chuvas de baixa intensidade, e priorizam a segurança em todas as etapas da operação. Mesmo em situações de queda de energia, o sistema permite o desembarque seguro de todos os passageiros”, explica Montenegro.

A experiência contempla cinco voltas por passeio, com tempo de permanência variável conforme a dinâmica de embarque e desembarque. A iluminação cênica instalada permitirá visitas noturnas, com jogos de luzes e combinações que transformam a roda em um novo atrativo visual da cidade.

Além das vendas presenciais, os ingressos poderão ser adquiridos on-line, facilitando o planejamento do passeio. A roda-gigante também está preparada para receber visitantes com necessidades especiais, incluindo acessibilidade em uma das cabines.

“A roda-gigante reforça o compromisso do Parque com a inovação e com a valorização da experiência do visitante. Queremos que cada atração seja uma nova forma de descobrir Campos do Jordão e viver o que a Serra da Mantiqueira tem de melhor”, conclui Rafael Montenegro.


Serviço 

Parque Capivari e Roda-Gigante

Horário de funcionamento da Roda-Gigante: Domingo a quinta-feira, das 9h às 21h | Sextas, sábados e feriados, das 9h às 22h
Ingressos: R$ 45 por pessoa | R$ 18 para pets | Crianças de 0 a 2 anos não pagam
Atração pet friendly (obrigatório uso de guia)
Vendas presenciais e online
Instagram – @parquecapivari
Site – www.parquecapivari.com.br


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