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sexta-feira, 14 de março de 2025

“420 mil pessoas morrem por ano por alimentos contaminados”, alerta especialista em segurança dos alimentos

A cada ano, 420 mil pessoas morrem no mundo devido ao consumo de alimentos contaminados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O dado alarmante escancara um problema muitas vezes invisível: quem realmente garante que os alimentos que chegam ao nosso prato são seguros? 

No Brasil, os surtos de intoxicação alimentar são mais frequentes do que se imagina – e 35% deles acontecem dentro das próprias casas, de acordo com a Vigilância Epidemiológica de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), do Ministério da Saúde. Falta de higiene, armazenamento inadequado e consumo de produtos fora da temperatura segura estão entre as principais causas. 

Nos estabelecimentos comerciais, o problema também persiste. Especialistas alertam que o controle inadequado de tempo e temperatura na manipulação de alimentos pode transformar um prato aparentemente fresco em um verdadeiro risco para a saúde pública. 

"O perigo nem sempre é visível. Muitas pessoas acreditam que, se o alimento está com boa aparência e cheiro, ele está seguro para consumo. Mas vírus, bactérias e fungos podem estar presentes mesmo sem sinais de deterioração", explica Paula Eloize, especialista em Inspeção de Alimentos e mestre em Segurança dos Alimentos pela Universidade de Lisboa.

 

O perigo mora na cozinha 

Muita gente acredita que intoxicação alimentar é um problema exclusivo de restaurantes e indústrias, mas a verdade é que a falta de cuidados na preparação e conservação dos alimentos dentro de casa também coloca a saúde em risco. 

"A geladeira não é cofre. Um alimento que foi mal armazenado ou passou muito tempo na temperatura errada pode se tornar um terreno fértil para a multiplicação de bactérias", alerta Paula. 

Entre os erros mais comuns que podem levar à contaminação alimentar dentro de casa, especialistas apontam: 

·         Descongelar carnes em temperatura ambiente: O correto é fazer isso na geladeira ou no micro-ondas, nunca sobre a pia.

·         Armazenar alimentos crus junto com cozidos: Isso aumenta o risco de contaminação cruzada.

·         Consumir ovos crus ou mal cozidos: Pode levar à contaminação por Salmonella, uma das principais causadoras de intoxicações graves.

·         Reaproveitar alimentos sem o devido reaquecimento: Comida que ficou fora da geladeira por muito tempo precisa ser descartada.

·         Beber água não filtrada ou sem tratamento adequado: A água contaminada pode ser um dos principais vetores de doenças.

 

Além dos cuidados na manipulação e armazenamento, o controle da temperatura dos alimentos também é essencial para evitar a proliferação de microrganismos:

 

Acima de 60°C: para manter alimentos quentes expostos ao consumo.

Abaixo de 5°C: para alimentos prontos frios ou armazenados na geladeira.

Entre 2°C e 8°C: temperatura ideal para alimentos perecíveis em preparo.

 

“O intervalo entre 5°C e 60°C é o mais perigoso para a proliferação de bactérias. Ou seja, quanto mais tempo um alimento permanece nessa faixa, maior o risco de contaminação”, explica a especialista. 

Responsabilidade técnica: o que a indústria e os restaurantes precisam fazer? 

Se dentro de casa o risco já é alto, em cozinhas industriais e grandes redes de alimentação a responsabilidade deve ser ainda maior. Estabelecimentos precisam seguir normas rígidas para garantir que o consumidor não esteja ingerindo um alimento contaminado.

 

"A segurança dos alimentos não é apenas uma questão de boas práticas, mas de compromisso com a vida do consumidor. Restaurantes e indústrias precisam investir em controle de qualidade, treinamento e fiscalização para evitar surtos de intoxicação alimentar", reforça Paula.

 

Entre as medidas obrigatórias estão a implementação do sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) para monitoramento dos processos, o treinamento contínuo de funcionários sobre manipulação segura de alimentos, o armazenamento adequado para evitar contaminação cruzada, o controle rigoroso de fornecedores para garantir a procedência dos insumos e, claro, o monitoramento da temperatura dos alimentos ao longo de toda a cadeia produtiva.

 

“Além disso, a transparência com o consumidor é um fator cada vez mais valorizado no mercado. Empresas que demonstram compromisso com a segurança alimentar e seguem protocolos rigorosos tendem a conquistar mais confiança e fidelidade do público”, conta.

 

O que o futuro reserva para a segurança alimentar? 

Com o avanço das tecnologias, a tendência é que o controle da qualidade dos alimentos seja cada vez mais rigoroso. Métodos inovadores como rastreabilidade digital, inspeção com apoio da inteligência artificial e sensores térmicos já estão sendo implementados para garantir maior transparência e segurança para os consumidores.

 

Ainda assim, a especialista reforça que a informação continua sendo a melhor ferramenta para evitar problemas. Quanto mais consumidores, empresas e profissionais da área estiverem atentos à segurança dos alimentos, menos casos de intoxicação alimentar serão registrados. 

“Afinal, o que está em jogo não é apenas a qualidade do alimento – é a saúde e a vida de milhões de pessoas”, alerta Paula.


RH Estratégico x Franquias: O diferencial competitivo que (quase) ninguém vê


O setor de franquias se consolidou como um dos grandes propulsores da economia, impulsionando o empreendedorismo e gerando milhares de empregos todos os anos. Com uma estrutura que alia o modelo de negócios testado à força de uma marca reconhecida, as franquias têm a capacidade de transformar pequenos empreendedores em grandes gestores. No entanto, para que essa equação se traduza em sucesso, um elemento-chave precisa estar presente: a gestão estratégica de Recursos Humanos (RH). 

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor cresceu 13,5% em 2024 em relação ao ano anterior, impulsionando a abertura de novas unidades e a geração de empregos. Atualmente, são cerca de 1,7 milhão de trabalhadores diretos, com uma média de nove postos de trabalho criados por operação. Para 2025, projeta-se um aumento de 8% a 10% no faturamento do setor, além de uma expansão de aproximadamente 2% nos indicadores de operações, redes e empregos diretos. 

Além de movimentar a economia, as franquias desempenham um papel crucial na inclusão de novos profissionais no mercado de trabalho. Estima-se que 17% da força de trabalho do setor, ou seja, quase 300 mil brasileiros, estão tendo sua primeira experiência profissional em uma franquia. Nesse contexto, um RH estratégico se torna ainda mais essencial para garantir processos seletivos eficazes, capacitação contínua e retenção de talentos, transformando oportunidades iniciais em carreiras promissoras. 

O RH estratégico vai muito além de recrutar pessoas para preencher vagas. Ele atua como um verdadeiro aliado do crescimento da franquia, assegurando que cada colaborador esteja alinhado com a missão, os valores e os objetivos do negócio. Para implementar essa abordagem, algumas diretrizes são fundamentais:

  • Definir o perfil ideal de colaborador: Identificar competências técnicas e comportamentais essenciais para cada cargo dentro da franquia.
  • Atrair talentos qualificados: Utilizar canais de recrutamento estratégicos, como redes sociais, parcerias com universidades e plataformas especializadas.
  • Estruturar um processo seletivo eficiente: Aplicar entrevistas bem elaboradas, testes de habilidades e dinâmicas de grupo.
  • Investir em integração e treinamento: Criar um onboarding eficiente para alinhar novos colaboradores à cultura da empresa e capacitá-los desde o início.
  • Manter um clima organizacional positivo: Promover reconhecimento, incentivos e oportunidades de crescimento para engajar e reter talentos.

A seleção criteriosa de profissionais alinhados à cultura da franquia reduz a rotatividade e os custos com substituições frequentes, aumentando a produtividade e melhorando a qualidade do atendimento ao cliente. Um RH estratégico também fortalece a marca, garantindo que os colaboradores estejam engajados na promoção dos valores da empresa. Esse alinhamento impacta diretamente na satisfação do cliente, resultando em maior fidelização e expansão sustentável do negócio. 

No Giraffas, acreditamos que as pessoas são o principal ativo de qualquer empreendimento. Por isso, adotamos um RH estruturado, focado na retenção de talentos e na melhoria contínua, garantindo um ambiente organizacional saudável e alinhado aos nossos objetivos. 

Investir em um RH eficiente é um diferencial competitivo que pode determinar o futuro de qualquer rede de franquias. Ao estruturar uma estratégia de gestão de pessoas bem planejada, sua franquia estará mais preparada para enfrentar desafios, se destacar no mercado e garantir um crescimento consistente. Por trás de uma grande marca, está sempre um grande time.

 

Jaime Laranjeiro - Diretor de Operações e Pessoas do Giraffas, Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Guarulhos (UNG) e possui especialização em Gestão de Varejo pelo Senac. Com mais de 30 anos de experiência no segmento de varejo de alimentos, sua carreira é marcada por contribuições significativas em grandes empresas. Iniciou sua trajetória no McDonald's onde acumulou duas décadas de experiência, começando como atendente de restaurante e ascendendo a cargos de liderança. Em 2004, foi reconhecido como o Melhor Gerente do Brasil, destacando-se por sua liderança e excelência operacional. Posteriormente, atuou como Consultor de Operações, contribuindo para a formação de novos líderes e gerentes na Universidade do Hambúrguer (UH). Atuou como coordenador na DVBR Derivados do Brasil, parte do BTG Group, onde gerenciou postos de combustível e lojas de conveniência. Há mais de 13 anos no Giraffas, seu trabalho é fundamental para o desenvolvimento dos franqueados e para o aprimoramento das operações, unindo conhecimento prático e estratégico para garantir a excelência da marca.


Conheça empresas que inovam no ramo de pesquisa e comportamento

Para analisar o comportamento do público-alvo, marcas buscam antecipar tendências por meio da neurociência e de dados comportamentais

 

Pouco se fala da análise constante que deve ser feita do comportamento do consumidor para ser cada vez mais assertivo nas estratégias de negócio. De acordo com a Accenture, 61% das empresas consideram a antecipação de tendências como uma prioridade estratégica. Outra pesquisa, desta vez realizada pela Forrester Research, revelou que companhias que conseguem antecipar tendências têm uma probabilidade 33% maior de superar seus concorrentes em termos de lucratividade.  

Pensando nisso, empresas de pesquisa trazem formas inovadoras de compreender e analisar o comportamento do público-alvo de clientes, veja abaixo.

 

  1. Uso da neurociência atrelada à tecnologia:

O grande objetivo da Neura, consultoria de estudos comportamentais e porquês, é justamente antecipar tendências e garantir um amanhã menos resistente à mudanças. Fundada por Andre Cruz, Expert em Neurociência e Comportamento e pioneiro em aplicar a tecnologia da neurociência na estratégia e na pesquisa comportamental, a organização mapeia dinâmicas culturais, decodifica informação em conhecimento e traduz tudo isso em estratégias de negócio.

 

“Ao investir no ramo de pesquisas, é possível fazer análises comportamentais de públicos específicos com o intuito de aumentar a satisfação do cliente final e a produtividade da equipe. Por isso, defendo que a neurociência possui um papel essencial para o desenvolvimento do mundo empresarial. Entretanto, muito mais do que isso, ela nos ajuda a compreender as decisões emocionais - os códigos não ditos - que estão no inconsciente das pessoas, conjunto de processos cerebrais que ocorrem sem a percepção consciente do indivíduo”, completa Andre Cruz.

 

2.          Foco em dados competitivos e comportamentais:

Com a missão de transformar dados em decisões inteligentes, conectando o mercado ao seu público-alvo de forma inovadora, o PiniOn é uma empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais, Por meio de um aplicativo mobile próprio, a empresa engaja uma base de mais de 3 milhões de usuários inscritos para realizar missões com coleta de dados, desde formulários virtuais até pesquisas localizadas em pontos de venda, gerando informações valiosas para empresas de diferentes segmentos, como Unilever, Heineken e Coca-Cola.

Em 2024, a empresa bateu a marca de mais de 5 milhões de missões disparadas para seus usuários, para enriquecer a inteligência competitiva de seus clientes. Utilizando metodologia única, suas soluções são baseadas em tecnologia e engajamento, tornando a experiência de pesquisa uma jornada dinâmica e interativa, com tarefas gamificadas e adaptadas às necessidades de cada empresa cliente.

“O PiniOn é o primeiro aplicativo do Brasil que une uma comunidade de pessoas que executam missões para ajudar as marcas a entender seu posicionamento. Realizamos desde pesquisas de Comportamento, Concorrência, Publicidade, até Pesquisas de Marca e Produto. Ou seja, qualquer empresa que queira conhecer melhor e engajar-se com seu público-alvo pode se beneficiar das nossas soluções ao otimizar suas análises com acesso a dados perfilados, geolocalizados e comportamentais. Essas informações são coletadas de forma rápida e recorrente, oferecendo uma visão estratégica sobre consumidores e concorrentes, permitindo decisões bem fundamentadas”, destaca Talita Castro, CEO do PiniOn.


Direito de arrependimento: entenda as garantias em compras on-line

Advogada orienta sobre os principais direitos nas aquisições pela internet


Com o crescimento das compras on-line, conhecer os direitos do consumidor tornou-se essencial para evitar problemas e garantir uma experiência segura no comércio eletrônico. Entre as principais proteções oferecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) está o direito de arrependimento, previsto no artigo 49 da legislação.

De acordo com Priscila Rosa, advogada e coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas da UNINASSAU Rio de Janeiro, esse direito assegura o cliente de desistir da aquisição realizada pela internet em até sete dias após o recebimento da encomenda. “Se for exercido dentro do prazo, os valores pagos devem ser devolvidos de forma imediata e atualizada. Esse artigo não se aplica a compras feitas presencialmente, onde se presume que o indivíduo teve a oportunidade de avaliar o produto”, explica a especialista.

Além disso, segundo a legislação, os fornecedores devem disponibilizar informações claras e completas sobre os produtos e serviços oferecidos. Isso inclui detalhes da composição, instruções de uso e eventuais riscos. “Os consumidores precisam ter acesso a dados suficientes para fazer escolhas conscientes e seguras. Empresas que descumprem essa obrigação podem ser responsabilizadas legalmente”, destaca Priscila.

Outro problema recorrente no comércio eletrônico é a não entrega dos produtos dentro do prazo estipulado. Nesses casos, a orientação é que a pessoa tente contato direto com a loja para solucionar a questão. “Se a situação não for resolvida, o comprador pode acionar o Procon e, em casos mais graves, buscar a Justiça para garantir seus direitos”, recomenda a advogada.

A publicidade falsa também é uma prática comum no e-commerce e pode induzir o consumidor ao erro. “Quando as propagandas prometem algo que não se concretiza, elas são consideradas enganosas. O usuário deve sempre verificar a veracidade das informações. Ao identificar qualquer irregularidade, é preciso acionar o vendedor e, se necessário, o Procon”, alerta a especialista.

Estar atento aos direitos do consumidor é fundamental para evitar transtornos em compras on-line. Conhecer o CDC e adotar boas práticas ao consumir pela internet são medidas que ajudam a garantir transações seguras e evitar prejuízos. E, caso haja necessidade de orientações mais direcionadas, o Núcleo de Práticas Jurídicas da UNINASSAU Rio de Janeiro oferece esse serviço de forma gratuita. Ele fica localizado na Rua Marquês de Abrantes, 55.

 

Promoção da justiça social exige ações conjuntas dos governos e da sociedade


Vivemos tempos de desigualdades gritantes, crises globais que se entrelaçam, guerras e incertezas que pairam sobre o presente e ameaçam o futuro. A necessidade de medidas efetivas nunca foi tão evidente. Nesse cenário, a justiça social não é apenas um ideal, mas uma prioridade concreta, que exige ação imediata e coordenada.
 

É importante seguirmos firmes na luta contra a pobreza, o preconceito, a exclusão e o desemprego. Essas não são apenas questões econômicas, mas também de dignidade humana. Por isso, juntamente com as iniciativas do setor público, nem sempre eficazes e muitas vezes desvinculadas de políticas permanentes de Estado, o papel da sociedade civil torna-se ainda mais essencial para suprir lacunas e impulsionar mudanças reais. 

Nessa perspectiva, ações como as promovidas pelo Instituto Nelson Wilians (INW) representam um exemplo concreto de mobilização social em prol da justiça social. A entidade, em parceria com a UNESCO, realizou no Museu de Arte de São Paulo (MASP) o evento "Diálogos sobre Educação para a Cidadania, Direitos Humanos e Cultura da Legalidade". Trata-se de uma iniciativa dedicada a discutir temas cruciais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Na ocasião, foram lançados os Guias Cidadaniar, uma ferramenta inovadora que visa democratizar o conhecimento e fortalecer a cultura da legalidade por meio de informação acessível e qualificada. 

Não aceitamos que ninguém desconheça seus direitos. Promover a justiça social é uma responsabilidade coletiva, que exige compromisso, conhecimento e engajamento. O programa Cidadaniar, criado em 2022 a partir da parceria entre o INW e a UNESCO, tem se mostrado uma iniciativa transformadora, capacitando mulheres e jovens a assumirem o protagonismo de suas próprias histórias. Com a prática e disseminação dos novos guias, a iniciativa concretiza o que tantos discursos defendem: levar educação, equidade e esperança para as comunidades mais vulneráveis. Acreditamos que educar sobre os direitos inerentes à cidadania seja o caminho essencial para transformar vidas e construir uma sociedade mais equilibrada, solidária e equitativa. 

O projeto do INW representa um modelo de como a mobilização organizada da sociedade civil pode complementar as ações governamentais e ir além. Afinal, não se alcança justiça social sem colaboração. Não se eliminam a pobreza, o preconceito e a exclusão sem o engajamento de todos. Os desafios da desigualdade exigem respostas conjuntas e coordenadas entre setores públicos e privados, para que políticas de inclusão e educação tenham continuidade e impacto duradouro. 

O mundo precisa urgentemente de ações coordenadas entre governos e sociedade, pois os números são alarmantes. Segundo dados da ONU, mais de 700 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza, sobrevivendo com menos de 1,90 dólar por dia. Além disso, aproximadamente 2,4 bilhões enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave, enquanto o desemprego global afeta cerca de 200 milhões de indivíduos. Esses dados evidenciam a magnitude das desigualdades estruturais que impedem o desenvolvimento pleno das sociedades e a concretização da justiça social.

A necessidade de ações concretas e integradas para mudar essa realidade é enfática. Em tempos tão desafiadores, é necessário que todos se comprometam com a erradicação das desigualdades e a promoção de oportunidades equitativas. Iniciativas como as do INW e da UNESCO demonstram que, mesmo diante das adversidades, há espaço e potencial para avançar na inclusão social e na equidade. Que este seja um momento de reflexão e, principalmente, de ação concreta em prol de um futuro mais justo e igualitário, no qual a cultura da legalidade esteja plenamente inserido no dia a dia de cada cidadão.


Anne Wilians - advogada, administradora e especialista em Gestão da Inovação Social, com aperfeiçoamento em Políticas Públicas e Políticas ESG. Ela é fundadora e presidente do Instituto Nelson Wilians (INW), organização que desenvolve projetos focados em educação e direito para populações em situação de vulnerabilidade.



Antroposofia e a biografia humana: como a Weleda acompanha a jornada da vida das mulheres

Respeitando os ciclos naturais femininos, conhecimentos antroposóficos atuam de forma complementar, promovendo um cuidado integral e conectado com a natureza 

 

No Mês Internacional da Mulher, a Weleda convida à reflexão sobre a biografia feminina sob a ótica dos setênios—ciclos de sete anos que marcam mudanças físicas e emocionais na vida de cada mulher. Com base nos princípios da medicina antroposófica, a marca reconhece a importância do equilíbrio em todas as fases da vida e apresenta soluções naturais complementares aos cuidados com a saúde convencionais que auxiliam na adaptação a essas transformações. 

Uma dessas soluções é Bryophyllum Argento cultum®, tratamento natural eficaz que atua na regulação do humor, contribuindo para a revitalização emocional e o bem-estar mental. Indicado como tratamento auxiliar para a irritação, ansiedade, angústia, inquietação, esgotamento e fraqueza, o medicamento também auxilia na melhora de distúrbios do sono e distúrbios histeriformes.


O que são os setênios?

De acordo com a antroposofia, a vida humana é dividida em setênios, que consistem em períodos - ciclos - de sete anos, cada um com características e desafios únicos. Cada setênio oferece oportunidades para crescimento e desenvolvimento em diferentes aspectos. Compreender os setênios pode nos ajudar a identificar padrões e tendências na vida de uma pessoa, revelando os momentos de transformação e as lições aprendidas em cada fase.


Conhecendo as fases da vida

As fases da vida podem ser associadas às estações do ano. Nesse contexto, os setênios formam uma tríade biográfica que tem como objetivo o nosso desenvolvimento físico, psicológico e espiritual.

  • Primavera - Fase na qual nascemos, crescemos e amadurecemos fisicamente até por volta dos 21 anos.
  • Verão - Quando atingimos o máximo da vitalidade e tamanho, dos 21 aos 42 anos.
  • Outono - Quando os frutos amadurecem, as cores se modificam e observamos o declínio de nossas forças por volta dos 42 aos 63 anos.
  • Inverno - Quando o corpo físico perde força e vitalidade, e o espiritual vai ficando livre como as sementes que caem no chão para uma nova primavera.


A jornada dos setênios e a saúde da mulher

Segundo Karina Schmidt Brancher, aconselhadora biográfica antroposófica, “a abordagem em questão auxilia as mulheres a se reconectarem com sua própria trajetória, compreendendo os desafios e oportunidades de cada fase. Ou seja, o autoconhecimento e o olhar para a biografia pessoal são ferramentas essenciais para viver cada etapa com mais consciência e equilíbrio”. Aqui estão as principais características de cada ciclo feminino:

  • 7 a 14 anos - Puberdade e pré-adolescência: Mudança de fases, menarca como um rito de passagem. Momento em que ansiedade, oscilações de humor e indícios da TPM aparecem.
  • 14 a 21 anos - Adolescência e Juventude: Fase de amadurecimento emocional e descobertas. Início do autoconhecimento e amadurecimento da sexualidade.
  • 21 a 42 anos - Início da vida adulta: Fase de expansão e florescimento. Exploração do novo, gerando ansiedade e estresse. Período em que algumas mulheres se tornam mães, enfrentando alteração de hormônios, baby blues, inseguranças e extremo cansaço.
  • 42 a 63 anos - Maturidade: Mulher sente em sua corporalidade os efeitos da maturidade e o fim de seu período fértil, encaminhando-se para o climatério. Momento de redirecionamento de energia para o mundo e novas missões.
  • +63 anos - Melhor idade: Fase de sabedoria e acolhimento. Capacidade de olhar para o próximo, momento de angústia, mas também de realização e construção do futuro do mundo.


A medicina antroposófica e a longevidade feminina

Desde a infância até a maturidade, as mulheres atravessam diversas fases de transformação que afetam diretamente o corpo e a mente. No campo da Medicina Integrativa, a visão biográfica ajuda a compreender essas mudanças e buscar recursos naturais para promover saúde e longevidade.

O Dr. Arthur Feltrin, pneumologista e especialista em Medicina Integrativa, explica: "Nos ciclos femininos, as oscilações hormonais impactam diretamente o humor e a vitalidade. O cuidado integral busca reequilibrar esses processos de forma natural, respeitando os ritmos individuais e auxiliando no bem-estar físico e emocional."

A Weleda, pioneira em cosmética e medicamentos naturais, reforça seu compromisso com a saúde feminina ao longo dos anos, oferecendo produtos que harmonizam corpo, mente e emoções. Neste Dia Internacional da Mulher, a Weleda celebra todas as mulheres e convida cada uma a olhar para sua própria jornada com respeito, acolhimento e bem-estar.


Mercado Ilegal e Dia do Consumidor: o que considerar na hora de fazer suas compras

O apelo de preços baixos pode esconder riscos para sua saúde e segurança. Criminosos se fazem valer da data para vender bebidas alcoólicas falsificadas, contrabandeadas e descaminhadas

 

A proximidade do Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março, faz com que empresas de diferentes setores intensifiquem suas ações promocionais. Algumas optam por promoções pontuais, enquanto outras estendem os benefícios por toda a semana ou até mesmo o mês. 

No entanto, em meio às grandes ofertas, é fundamental estar atento para evitar cair em fraudes ao aproveitar os descontos. No caso de bebidas alcoólicas, o cuidado deve ser redobrado para não adquirir produtos ilegais ou falsificados, que não apenas prejudicam o seu bolso, mas também representam sérios riscos à saúde. Esses itens, vendidos a preços muito inferiores ao mercado, podem conter substâncias tóxicas, como metanol, que podem levar a graves intoxicações e até mesmo à morte. O Dia do Consumidor, com grandes promoções que se espalham pelas plataformas de e-commerce e marketplaces, costuma ser a oportunidade perfeita para criminosos oferecerem produtos falsificados, descaminhados ou contrabandeados, como se fossem originais, a preços bem sedutores. 

“O preço é o primeiro indício de que a bebida é ilegal, porque como são produtos altamente tributados, não há tanta diferença de preço na oferta do mercado legal. O consumidor pensa que está fazendo um bom negócio ao se deparar com estes valores muito abaixo do que geralmente encontra, mas, na verdade, está sendo ludibriado e não terá a experiência que espera”, alerta a presidente-executiva da ABRABE - Associação Brasileira de Bebidas, Cristiane Foja.

 

Dicas práticas para evitar prejuízos

No momento de fazer suas compras, algumas dicas práticas evitam prejuízos e riscos desnecessários, seja pela internet ou em lojas físicas. “A garrafa diz muito sobre a bebida. Lacres irregulares, rótulos mal colados ou avariados e garrafas em más condições, podem indicar falsificação. Além disso, convém se atentar ao volume do líquido da garrafa, pois existe padrão e qualidade na indústria legal de bebidas. Embalagens muito cheias ou mais vazias, podem indicar fraude/atividade ilegal. O contrarrótulo deve estar em português”, destaca Foja. 

Muitos consumidores aguardam a chegada de datas comemorativas se valendo dos descontos oferecidos para, inclusive, renovar a adega. Os vinhos descaminhados entram no país de forma ilegal geralmente pelas fronteiras, em condições de transporte completamente desfavoráveis ao vinho. São bebidas que chegam em carretas, caminhões, porta-malas de carros, malas de viagem etc, sem o devido pagamento de tributos e, muito menos, cuidados com luminosidade e refrigeração. Mas, o que acontece com um vinho descaminhado? As altas temperaturas dilatam o líquido, estufam a rolha e, dessa forma, oxidam o vinho, fazendo com que perca as suas características originais e se torne um vinho desequilibrado. 

O setor de bebidas é um dos mais impactados pela criminalidade do mercado ilegal no Brasil. Há décadas, a ABRABE atua no combate ao mercado ilegal, promovendo iniciativas que incluem treinamentos para autoridades como Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal. 

A ABRABE reforça que denúncias de produtos ilegais podem ser feitas pelo e-mail denúncia @abrabe.org.br.

 

Associação Brasileira de Bebidas - ABRABE


Modelo falido emperra o Brasil e sacrifica o povo

Recentes pesquisas de opinião mostram uma crescente queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o menor nível de aprovação na história de seus três mandatos. Nunca antes na história deste país Lula havia experimentado patamares tão baixos de avaliação popular. Motivo de natural preocupação no Palácio do Planalto, esse fenômeno mostra que o modelo atual de governo no Brasil, alicerçado basicamente no carisma de uma pessoa, não funciona mais. É um modelo falido, seja essa pessoa de direita, de centro ou de esquerda.

Diante da inflação, com alta de preços dos combustíveis, da carne, do café e do ovo, não funciona apenas culpar os governos anteriores, atacar os investidores da Faria Lima ou atribuir, indevidamente, responsabilidade ao Banco Central pelos juros altos. Esse modelo está igualmente esgotado.

Na tentativa de reverter o quadro, tenta-se de tudo, desde trocar um ministro por um marqueteiro, passando pelo investimento bilionário em publicidade do governo. O problema, no entanto, não está em quem cuida da imagem do governo, tampouco na falta de recursos financeiros do país, mas principalmente na falta de cumprimento das promessas de campanha, ainda longe de se concretizarem apesar de já estarmos na segunda metade do mandato.

O Brasil está à espera de um presidente que encarne a figura de um líder menos personalista e reúna as qualidades de um verdadeiro estadista. Um chefe do Executivo com visão estratégica, menos preocupado com o ego e com a reeleição e mais empenhado em governar para reduzir as desigualdades sociais, regionais, raciais, educacionais e de renda, enfrentando com seriedade e competência os problemas econômicos e a violência urbana.

Hoje, o cidadão brasileiro tem muitas perguntas e poucas respostas. Qual o plano de metas do governo? Qual a política educacional para tirar o país da vergonhosa 49ª posição no ranking publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)? A expressão “sem educação não há salvação” é velha, relembrada a cada período eleitoral, porém a solução nunca chega. Por que o Brasil não paga salários dignos aos professores nem investe pesadamente no ensino em tempo integral, e na capacitação e desenvolvimento dos professores? Há recursos, mas faltam metas, planejamento, gestão e transparência nos gastos. Resta a certeza de que sem qualidade no ensino, o país jamais conseguirá ser competitivo e formar bons médicos, dentistas, engenheiros, advogados, juízes, promotores de Justiça, economistas, pesquisadores e outros profissionais essenciais ao desenvolvimento de uma nação.

Também se ignora qual a política de combate à insegurança pública, situação grave alimentada pela entrada de drogas e armas pelas fronteiras, portos e aeroportos, de competência exclusiva do Governo Federal. Certo é que o Estado se mostra incapaz de conter o avanço das facções criminosas que dominam os presídios, as favelas e as ruas das grandes cidades brasileiras e cooptam jovens, inclusive indígenas, impondo suas próprias leis e desafiando diariamente as forças policiais. Não é à toa que o país é o líder mundial em homicídios intencionais, tendo registrado a incrível marca de 38.722 assassinatos em 2024. A violência também está no trânsito: 33.800 vítimas fatais em acidentes, em 2024, o que coloca o Brasil entre os quatro países do mundo nessa macabra estatística.

Na saúde, hospitais lotados, falta de vagas e medicamentos, epidemias de dengue, a volta da febre amarela e doenças antes erradicadas evidenciam políticas públicas fracassadas e o contínuo sofrimento da população. Em 2024, a dengue foi responsável por 6.041 óbitos, 400% mais que no ano anterior.

E onde está o plano de investimentos em infraestrutura para garantir mais ferrovias, rodovias, portos e aeroportos? Também não se concebe nenhum programa sério de combate à corrupção, prática antiga e cada vez mais tolerada, subtraindo a confiança nos políticos e agentes públicos, sugando o dinheiro público e fomentando a sensação de impunidade. Vergonha nacional e crescente com a presença cada vez maior do crime organizado nas instituições estatais. É bom lembrar da lição do grande artista renascentista Leonardo da Vinci: “Quem não pune o mal, incita-o a ser cometido”.

Nos dois últimos anos (2023 e 2024), o Brasil falhou novamente em reverter a trajetória historicamente recente de desmonte da luta contra a corrupção. Prova disso é o Índice de Percepção da Corrupção (I.P.C.), principal indicador mundial e produzido pela Transparência Internacional. Nesse ranking, o Brasil ocupava a 45ª posição em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2010, primeiro governo Lula, o país caiu para o 69º lugar e a queda se acentuou para a 75ª colocação em 2015, durante o segundo mandato de Dilma Roussef. Com Jair Bolsonaro na presidência, o Brasil foi para o 96º lugar, em 2022 e ,em 2024, no terceiro mandato de Lula, o país despencou para a 107ª posição, ao lado de Argélia e Turquia.

Difícil esperar algo diferente diante do afrouxamento da lei de improbidade e do silêncio reiterado do presidente da República e do Congresso Nacional sobre a pauta anticorrupção. Incrédulo, o país assiste à renegociação de acordos de leniência para beneficiar empresas envolvidas em corrupção e a manutenção no cargo de um ministro indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa. Seria tão fácil se houvesse vontade política de se fazer uma lei tornando imprescritíveis os crimes contra a administração pública.

Ignora-se por completo o gigantismo do Estado, máquina pública ineficiente e onerosa. Hoje, o Brasil gasta com funcionalismo público de 12,3% a 12,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos 38 países da OCDE a média desse gasto é de 9,6% a 9,8% PIB. O excesso significa gastos adicionais injustificáveis de quase R$ 300 bilhões/ano, valor superior ao orçamento anual do SUS, sobrando mais de R$ 80 bilhões/ano.

Os números são um triste retrato da bancarrota nacional e um convite à reflexão. Hoje o Brasil ocupa apenas a 89ª posição entre os países da ONU com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O país era o 63º em 2002, caiu para 73º em 2010, depois para 84º em 2015, e em 2023 era o 87º. O declínio é evidente: perdemos 26 posições em IDH, o que significa acentuada queda na qualidade de vida da população.

Levantamento de 2023 mostrou que naquele ano 16,4 milhões de brasileiros, o correspondente a 7,71% da população, viviam em moradias classificadas como favelas. No ano 2000 eram 4,3% dos brasileiros nessa situação, depois 5,8%, em 2010.

O brasileiro paga muitos impostos, porém não vê a contrapartida estatal, conforme mostra o Índice de Retorno do Bem-estar Social (Irbes): o país há mais de duas décadas está estagnado na 30ª e última posição na devolução à população dos serviços de educação, saúde e segurança, entre os 30 países de maior expressão econômica e com maior carga tributária.

A desigualdade na distribuição de renda continua brutal. De acordo com o índice Gini, da ONU, o Brasil ocupa a 14ª posição entre os países mais desiguais do mundo, atrás da Costa Rica (13°), ao lado do Congo (14º) e à frente da Guatemala (15°). No PISA, índice que mede o nível de educação formal, estamos apenas na 44ª posição entre 56 países avaliados. No ranking dos 53 países da OCDE, o Brasil figura apenas na 49ª posição.

Contribui para isso o valor do salário-mínimo, renda de 55% da população brasileira: apenas US$ 265,00/mês. Esse valor dá ao Brasil a penúltima colocação entre os 16 países da América Latina. Para efeito de comparação, no Chile, primeiro nesse ranking, o salário-mínimo é de US$ 510,00/mês, quase o dobro do Brasil.

O cidadão ainda é castigado com a tributação sobre o consumo, com alíquotas pesadas que respondem por mais de 40% do total da arrecadação tributária dos três entes federativos (União, estados e municípios). A reforma tributária, recém-aprovada, não aliviou a situação porque resultou ao brasileiro o ônus de pagar a maior alíquota do Mundo (entre 28% e 28,5% do valor do bem ou produto ou mercadoria).

E como se não bastasse, o governo ainda tributa inflação – que sabidamente não é renda – ao não fazer a correção anual das tabelas do Imposto de Renda pelo IPCA. A isenção atual, de R$ 2.826,25, está defasada em 127,32%, segundo o Sindifisco Nacional. A isenção correta seria R$ 5.135,16/mês. Se aplicada, beneficiaria cerca de 94% dos trabalhadores com carteira assinada. Isto é: o Brasil precisa de lei tornando obrigatória a correção anual das tabelas do imposto de renda pela inflação do ano anterior, e não fazer, como tem sido, somente nos anos eleitorais, por vontade ou conveniência do governante de plantão.

Além disso, a recente lei que alterou o cálculo do reajuste anual do salário-mínimo, no tocante à parcela de ganho real acima da variação do IPCA (inflação), prejudicou o bolso, a mesa e a renda do brasileiro que ganha 1 salário-mínimo/mês. Isso porque retirou do trabalhador e do aposentado R$ 9,57/mês, ou R$ 121,41/ano, o suficiente para comprar 8 quilos de arroz ou 7 quilos de feijão no ano. Esse valor o brasileiro receberia se não houvesse essa lei, uma vez que o salário teria sido corrigido pela inflação de 2023 e adicionalmente, a taxa de crescimento percentual do PIB de 3,2%.

Com a nova sistemática de cálculo, as pessoas com renda mensal de um salário-mínimo serão responsáveis pela participação de 22% da redução de gastos do programa do Governo Federal, aprovado pelo Congresso Nacional para o biênio 2025/2026. Ou seja, o governo economiza tirando alimento da mesa do trabalhador mais humilde. O efeito vale também para o Bolsa Família: sem a obrigação da correção anual pelo IPCA os beneficiários perderam R$ 18,80/mês. A dimensão dos efeitos da nova lei é assustadora: a redução do valor do aumento real do salário-mínimo atinge 70% dos aposentados e pensionistas da Previdência Social e 80% da população dos estados de Alagoas, Amazonas, Maranhão e Paraíba (mais de 18 milhões de pessoas). Significa que afeta mais de 55% da população brasileira. Temos um governo que é Robin Hood às avessas.

 

E não é só. Com a reforma tributária aprovada em 2024, o Brasil terá em breve a maior alíquota do mundo, da ordem de 28% a 28,5% do valor do bem, do produto ou da mercadoria. O governo cria, dessa forma, um fardo pesado de mais para o cidadão carregar porque impõe excessiva tributação sobre o consumo de gêneros e produtos que o brasileiro adquire nos supermercados, farmácias e outros estabelecimentos. 

Em suma, tira-se a renda do cidadão. Gosto de lembrar de 2 frases, a primeira de John Kenneth Galbraith, um dos mais importantes economistas do mundo, “Nada mais eficaz para limitar a liberdade, incluindo a liberdade de expressão, como a total falta de dinheiro”. E a segunda, mais ácida, do político e consultor norte-americano Harry Browne, “o Governo é bom em uma coisa, ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer: veja: se não fosse pelo Governo, você não seria capaz de andar”. 

Esse é o retrato do que vem ocorrendo no Brasil, tira-se o dinheiro do assalariado e do aposentado (não-correção da tabela do imposto de renda, alteração reajuste salário mínimo, falta de seriedade no controle da inflação, em especial dos preços do alimentos) e, em vez de o governo retornar oferecendo dignidade ao povo, com soluções eficazes e permanentes, oferta-lhe muletas por meio de programas como o auxílio-gás (R$ 3,55 bilhões/ano, para 22 milhões de pessoas), Bolsa Família (R$ 170 bilhões/ano, para 20,8 milhões de famílias), Benefício de Prestação Continuada (R$ 80 bilhões/ano, para 4,7 milhões de pessoas), além do auxílio-dignidade menstrual e o confuso Pé de Meia. 

Com esses programas, o governo gasta cerca de 2,3% do PIB, quase 5,0% do orçamento da União, oferecendo alívio temporário aos mais carentes, porém sem retirar os beneficiários da linha da pobreza. 

Há, na realidade, uma transferência compulsória de renda das classes B, C e D para os cofres do governo, um montante da ordem de R$ 45,8 bilhões por ano, segundo os especialistas, muitas vezes por meio de tributos disfarçados. O pior é que esse dinheiro retirado de cerca de 36 milhões de brasileiros sustenta uma farra de privilégios, em uma situação vergonhosa e desafiante do bom senso e da moralidade pública. A imprensa tem noticiado com frequência o pagamento de mais de R$ 200 mil mensais a membros do Ministério Público e vencimentos superiores a R$ 150 mil de membros do Poder Judiciário – muito acima do teto constitucional -, além de polpudas remunerações de ministros de Estado, por meio de jetons recebidos na condição de membros de conselhos das estatais federais, e de centenas de milhões de reais destinados a emendas Pix do Congresso, sem qualquer transparência. Além dos privilégios reservados aos membros dos diferentes poderes acresce a farra dos gastos tributários de mais de R$ 500 bilhões para os setores escolhidos pelo governo. Enquanto isso, um professor recebe R$ 3.945,00 por mês, cumprindo jornada de trabalho de 40 horas semanais. 

Há uma urgente correção de rota a ser feita pelo país. Esses problemas não vêm de agora e não são exclusivos do governo atual, mas sim de todos os governos do século XXI. A solução deve vir através da redução de privilégios e redução de gastos públicos, além de políticas efetivas de combate à corrupção e o fim da reeleição para cargos do Executivo, tudo acompanhado de propostas para oferecer, efetivamente, melhores condições de vida à população, propiciando a todos os brasileiros uma existência digna na qual ninguém dependa de favores do governo, mas possa usufruir de políticas públicas eficientes e festejar um Brasil mais justo e menos desigual.

  

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


Educação inclusiva, como romper barreiras?

No contexto educacional contemporâneo, proporcionar o direito de acesso à educação para pessoas com deficiência é um dever, mas também uma oportunidade para todos. Ao falar sobre educação inclusiva, o foco não está na deficiência ou em suas características, mas sim no potencial de aprendizagem que todas as pessoas possuem. Pensar numa escola pronta para lidar com essa diversidade significa proporcionar um ambiente onde todos, independentemente de suas habilidades ou desafios, tenham a oportunidade de se desenvolver.

E quando falo de todos, são todos mesmo. Quantos de nós já tivemos a oportunidade de aprender com pessoas com deficiência na escola? Muitas vezes sem direito ao convívio social devido à falta de informação, hoje, o movimento PCD conta com referências internacionais para a garantia de direitos, como a “Declaração de Salamanca” e a “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, que servem como guia para o desenvolvimento de experiências educacionais verdadeiramente inclusivas.  

Para garantir as melhores práticas de inclusão, é essencial identificar e eliminar as barreiras que impedem a participação plena de todos os estudantes. Isso inclui transformar métodos de ensino e recursos para serem acessíveis a todos, não apenas fisicamente, mas também emocionalmente, propondo um ambiente acolhedor e respeitoso. Independentemente das diferenças individuais, cada pessoa possui potencial para adquirir conhecimento e desenvolver habilidades. 

A escola deve ser um espaço onde todos se sintam valorizados e encorajados a explorar suas capacidades, pois, ao falar de inclusão e diversidade, estamos nos referindo ao respeito a todas as características individuais. A diversidade enriquece as aulas e o ensino, proporcionando um ambiente mais dinâmico, uma vez que ao utilizar diferentes recursos, sejam visuais ou audiovisuais, os professores podem dinamizar a sala de aula e atender às diversas formas de aprendizado dos alunos.

A inclusão beneficia não apenas as pessoas com deficiência, mas todos os envolvidos. Por fim, promover a inclusão significa promover a empatia, a convivência e o respeito pela diversidade das características humanas. Inclusão é um direito, todos devem ter a chance de alcançar seu potencial máximo, mas também é uma oportunidade para preparar os alunos para viver e trabalhar em uma sociedade múltipla e interconectada. É nosso dever garantir que ninguém seja deixado para trás e que todos tenham acesso a uma educação de qualidade, e isso só acontece quando há inclusão.



Ana Paula Lopes - Coordenadora de Educação Inclusiva da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo


5 dicas para aproveitar o Dia do Consumidor gastando menos em 2025


O Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, tem ganhado cada vez mais relevância, se estendendo para uma semana ou até mesmo durante todo o mês. O e-commerce segue como protagonista nessa data, impulsionado não só pelo hábito consolidado de compras online, mas também pelas facilidades que os consumidores encontram ao preferir o ambiente virtual para compras. 

Essa evolução no comportamento do consumidor tem criado um ambiente cada vez mais propício para datas promocionais como essa. "O consumidor brasileiro está cada vez mais maduro e atento a boas oportunidades. Isso fortalece datas como o Dia do Consumidor, onde ofertas exclusivas acabam se destacando", afirma Ivan Zeredo, Diretor de Marketing do Cuponomia. 

Para ajudar os consumidores a aproveitarem melhor as promoções desta data, especialistas destacam algumas estratégias eficazes para economizar.
 

1- Aproveite a Semana ou o Mês do Consumidor: Muitas lojas ampliam suas promoções para uma semana ou até mesmo para todo o mês de março. Isso aumenta as chances de encontrar descontos maiores e permite que o consumidor planeje melhor suas compras, evitando compras por impulso.
 

2- Compare preços: Ferramentas online permitem comparar preços e encontrar o melhor custo-benefício. Algumas delas possibilitam filtrar por categoria, faixa de preço ou marca, facilitando a busca por ofertas reais. "Pesquisar antes de comprar é essencial para garantir que a oferta seja realmente vantajosa", destaca Zeredo.
 

3- Crie listas de desejos: Fazer uma lista com antecedência ajuda a priorizar as compras e a acompanhar a variação dos preços. Isso facilita identificar o momento ideal para adquirir produtos com o melhor custo-benefício.
 

4- Fique atento à segurança: A popularidade da data também atrai tentativas de golpes. É essencial verificar a reputação das lojas, priorizar sites confiáveis e redobrar a atenção antes de inserir dados bancários. A planejadora financeira CFP®, Luciana Ikedo, alerta para o risco de fraudes e reforça a importância de conferir cuidadosamente os dados do beneficiário ao fazer pagamentos via PIX ou boleto. "Desconfie de ofertas com preços muito baixos e evite clicar em links recebidos por redes sociais ou mensagens diretas. Esse é um dos métodos mais comuns utilizados por golpistas", orienta Ikedo.

 

5- Avalie as políticas de troca e devolução: Antes de finalizar a compra, é importante verificar as condições para trocas e devoluções. Algumas lojas oferecem prazos estendidos durante grandes promoções, mas outras podem impor restrições específicas. Conhecer essas regras evita surpresas caso o produto não atenda às expectativas ou apresente algum problema. "Além do preço, é essencial considerar os pós para garantir uma experiência de compra positiva", orienta Zeredo.


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