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terça-feira, 11 de março de 2025

Março Azul Marinho traz conscientização e prevenção do câncer colorretal

 

Campanha Março Azul-Marinho alerta sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal tem grande chance de cura quando detectado precocemente. 

 

O mês de março é marcado pela campanha Março Azul Marinho, que busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal, uma das principais causas de morte por câncer no Brasil e no mundo. 

A campanha, criada em 2020 a partir de uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), estabeleceu o dia 27 de março como o Dia Mundial de Conscientização sobre a doença. No Brasil, a data também é lembrada como o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025, são estimados 45.630 novos casos de câncer colorretal no país, correspondendo a um risco de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 casos entre homens e 23.660 entre mulheres.  

“O câncer colorretal geralmente se desenvolve a partir de pólipos, lesões benignas na parede interna do intestino que podem evoluir para tumores malignos”, explica o professor Marcel Lima Andrade, médico gastroenterologista e docente do curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit). 

 

Fatores de Risco e Prevenção 

O câncer colorretal afeta o cólon e o reto e pode estar associado a fatores genéticos, alimentares e ao estilo de vida. Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, sedentarismo, alimentação rica em fast food e comidas processadas, além do consumo excessivo de carnes vermelhas e embutidos, como salsicha, presunto e salame. 

“A adoção de hábitos saudáveis, como uma dieta rica em fibras, redução da ingestão de gorduras saturadas e moderação no consumo de carnes vermelhas, é essencial para reduzir os riscos da doença”, destaca Marcel. Outras medidas preventivas incluem manter o peso adequado, praticar atividades físicas regularmente e beber pelo menos dois litros de água por dia. 

 

Diagnóstico Precoce e Tratamento 

O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer colorretal, que podem ultrapassar 90% nos estágios iniciais da doença. A colonoscopia é um dos exames mais eficazes para a detecção e remoção de pólipos que possam se transformar em câncer. “É fundamental que pessoas com mais de 45 anos ou com histórico familiar da doença realizem exames regulares para garantir um diagnóstico precoce”, alerta Marcel. 

Os sintomas variam conforme a localização do tumor e podem incluir diarreia, constipação, sangue nas fezes, dor abdominal, sensação de inchaço e perda de peso repentina. O tratamento depende do estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia. “Além do tratamento, é essencial que os pacientes realizem um acompanhamento regular para detectar qualquer possível recorrência da doença”, completa o especialista. 

 

Março Azul-Marinho: Uma Campanha Pela Vida 

O Março Azul-Marinho representa um esforço conjunto entre o sistema de saúde e entidades médicas para aumentar a conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto ocupa a terceira posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil. Mostrar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessa doença, além de melhorar a qualidade de vida, aumenta a sobrevida da população”, destaca Marcel. 

   

Universidade Tiradentes - Unit



Câncer de colo do útero atinge 15 em cada 100 pessoas no Brasil

Os maiores índices da doença são encontrados em países com baixa situação socioeconômica 

 

O câncer de colo do útero está entre os quatro mais incidentes entre pessoas com o órgão, acometendo cerca de 15 a cada 100 no Brasil. Apesar do número alarmante, ele é um dos cânceres mais preveníveis, pois se desenvolve majoritariamente a partir do papilomavírus humano (HPV), transmitido, principalmente, por meio das relações sexuais. 

Para que as futuras gerações atuem preventivamente e vivam livres dessa neoplasia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a liderar iniciativas que eliminem a doença globalmente até 2030. Sabe-se que, a cada 10 pessoas sexualmente ativas, oito delas já tiveram contato com o HPV, entretanto, apenas duas ou três vão persistir com o vírus e podem evoluir com alguma alteração. 

“Atualmente, há dois tipos de vacinas disponíveis no país: a HPV4 e a HPV9, que previnem quatro e nove subtipos de vírus, respectivamente. A HPV9 passa a ser recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) como preferencial por aumentar a proteção contra as doenças associadas ao vírus. Ela é efetiva na redução de casos de cânceres de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, orofaringe e de verrugas genitais em ambos os gêneros, de 9 a 45 anos”, afirma a Dra. Michelle Samora, oncologista do Hcor. 

Entretanto, a maioria dos casos de câncer de colo do útero é encontrada em populações com baixa situação socioeconômica, de acordo com a OMS. Por consequência, as pessoas têm falta de acesso às vacinas anti-HPV e serviços de saúde e tratamentos específicos.

“Enquanto a recomendação da OMS é que 90% da população de até 15 anos seja imunizada, aqui no Brasil registramos 75,81% nas meninas e 52,16% nos meninos. É necessário que existam mais ações de conscientização sobre a vacina, pois ela não instiga que as pessoas comecem a vida sexual mais cedo, mas ajuda a proteger quando decidirem iniciá-la.” 

A Dra. Michelle reforça ainda que o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Algumas lesões precursoras do câncer de colo do útero ou mesmo tumores iniciais, que não apresentam sintomas, são detectadas nos exames de rotina. “Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, mais eficaz é o tratamento e menores serão as sequelas”, finaliza a especialista.


Hcor


EREÇÃO PROLONGADA, PRAZER REDUZIDO? SEXÓLOGO EXPLICA BUSCA PELO PRAZER ATRAVÉS DE “PRODUTOS MILAGROSOS”

 


Homens que desejam melhorar o desempenho sexual buscam cada vez mais procedimentos no pênis e o uso de substâncias. Dr. Vitor Mello, especialista em harmonização peniana, explica como fazer de forma segura.

 

Quem nunca ouviu falar de nomes como "Volumão" ou "Capitão Bengala"? Esses termos estão frequentemente associados a produtos que prometem ser o segredo para melhorar o desempenho sexual. Mas será que esses "prolongadores de ereção" realmente cumprem o que prometem?

Muitos homens, em busca de melhorar o desempenho na cama, acabam se deixando seduzir por esses métodos. O desejo de impressionar na hora H e manter o desejo e a energia em alta faz com que muitos recorram a substâncias ou até procedimentos estéticos. Essa pressão para sempre querer mais e se mostrar perfeito tem levado principalmente produtores de conteúdo adulto a buscar soluções rápidas, muitas vezes sem o devido acompanhamento profissional.

Porém, o que muitos não sabem é que, por trás dessa busca incessante, existe um risco real. Embora o desejo de melhorar o desempenho sexual seja legítimo, é fundamental que isso seja feito de maneira responsável e segura. O sexólogo e especialista em harmonização íntima masculina, Dr. Vitor Mello, explica que existem tratamentos eficazes e seguros como opções para disfunção erétil, aumento do tamanho do pênis e medicamentos para potencializar a libido. "O problema surge quando esses métodos são realizados sem a supervisão adequada, sem respeitar os intervalos e os cuidados necessários. Isso pode acabar se tornando um problema sexual", alerta o especialista.


Quando a busca pelo prazer se torna um problema sexual?

Quando o uso de substâncias para ereções prolongadas ou procedimentos realizados de maneira clandestina se torna frequente, os riscos para a saúde aumentam. Um dos efeitos mais graves que pode surgir é o priapismo – uma ereção prolongada que dura mais de quatro horas sem estímulo sexual. Dr. Vitor Mello alerta: “Isso acontece quando o uso excessivo de medicamentos prejudica o retorno venoso do sangue no pênis, o que pode causar danos irreversíveis, como fibrose, dor e até atrofia peniana. Muitas pessoas não têm ideia dos riscos envolvidos quando usam essas substâncias sem acompanhamento”.

Outro problema decorrente do uso indevido dessas substâncias é a Doença de Peyronie, uma condição que provoca a formação de cicatrizes internas nos corpos cavernosos do pênis, levando a curvaturas dolorosas e até atrofia do órgão. Mello explica que isso geralmente ocorre quando há aplicação excessiva de injeções vasodilatadoras para induzir ereções: “Quando feitas repetidamente e sem o devido cuidado, essas aplicações podem causar danos sérios, inclusive comprometendo a função sexual”.

O consumo de medicamentos para disfunção erétil, como a prostaglandina e o alprostadil (conhecido comercialmente como Caverject), também tem aumentado exponencialmente. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2020 foram vendidas 21,4 milhões de caixas de tadalafila no Brasil. Em 2023, esse número saltou para 47,2 milhões e, apenas no primeiro semestre de 2024, já haviam sido comercializadas 31,1 milhões de caixas. Esse crescimento está associado à crença de que esses medicamentos proporcionam um desempenho sexual infalível e, até mesmo, auxiliam no ganho de massa muscular, o que são informações falsas.

 

Existe tratamento para esses casos mais severos?

O tratamento para a Doença de Peyronie depende do estágio da condição. Nos casos iniciais, é possível usar medicamentos e terapias locais para reduzir a fibrose. Nos casos mais avançados, o especialista explica que a cirurgia pode ser necessária para corrigir a curvatura e melhorar a funcionalidade do pênis. Contudo, mesmo com a cirurgia, é comum que o pênis perca alguns centímetros de comprimento e ainda tenha uma curvatura residual devido à fibrose. A boa notícia é que, mesmo nesses casos, a ereção pode ser mantida, mas a dor provocada pela fibrose pode prejudicar a qualidade das relações sexuais.

Por fim, Vitor Mello ressalta que a obsessão por produtos milagrosos é uma armadilha perigosa. “Embora a promessa de resultados rápidos seja tentadora, essas soluções frequentemente falham em entregar o que prometem e, pior, podem prejudicar a saúde. O caminho para o bem-estar sexual deve ser sempre guiado por conhecimento e orientação profissional, não por atalhos arriscados. Aqui na clínica, recebemos muitos pacientes com os problemas descritos anteriormente e temos todo o cuidado em oferecer um tratamento seguro, eficaz e personalizado, sempre priorizando a saúde e o bem-estar de cada um”, conclui.

 

Dr. Vitor Mello - Biomédico, referência nacional em harmonização íntima masculina, criador do método Overpants e sexólogo. Ele realizou diversos procedimentos estéticos íntimos em famosos e anônimos. Além de ser uma figura renomada no campo da sexualidade, Dr. Mello é conhecido por sua abordagem inovadora e seus métodos que visam melhorar a confiança e a satisfação pessoal de milhares de homens no Brasil: Acesse: Link

 

Exercício físico: um aliado poderoso na prevenção e tratamento de doenças crônicas

 

O exercício físico é amplamente reconhecido pela ciência como uma ferramenta fundamental na promoção da saúde e qualidade de vida. Sua prática regular não apenas previne doenças, mas também contribui de forma significativa para o tratamento de condições crônicas complexas, como lúpus, fibromialgia e Alzheimer. Estudos científicos reforçam que tanto os exercícios cardiovasculares quanto o treino de força oferecem benefícios importantes para pacientes com essas enfermidades.

 

Exercício na prevenção e tratamento do Lúpus 

O lúpus, uma doença autoimune que provoca inflamação em diversas partes do corpo, pode ser atenuado com a prática de atividade física. Pesquisas publicadas na Lupus Science & Medicine indicam que exercícios aeróbicos de baixa intensidade, como caminhadas e ciclismo leve, ajudam a reduzir a fadiga crônica e melhoram a capacidade cardiorrespiratória dos pacientes. 

Além disso, treinos de força, com cargas leves a moderadas, promovem o fortalecimento muscular e protegem as articulações, frequentemente afetadas pela doença. Especialistas recomendam uma abordagem equilibrada, respeitando os limites do paciente e evitando sobrecargas.

 

Fibromialgia: controle da dor com movimento 

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor muscular difusa e fadiga. Embora pareça contraditório, o exercício físico é uma das intervenções mais eficazes para aliviar os sintomas. Um estudo publicado no Journal of Pain Research aponta que atividades aeróbicas, como caminhadas e natação, podem reduzir a intensidade das dores em até 35%. 

O treino de força também desempenha um papel importante. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) destacam que exercícios com pesos leves, realizados de forma controlada, melhoram a resistência muscular e a percepção de bem-estar em pacientes com fibromialgia.

 

Alzheimer: atividade física como proteção ao cérebro 

A relação entre exercício físico e saúde cerebral é amplamente estudada. O Alzheimer, uma doença neurodegenerativa progressiva, pode ter sua evolução retardada com a prática regular de exercícios. Estudos publicados na revista Nature Reviews Neuroscience mostram que atividades cardiovasculares aumentam a produção de proteínas neuroprotetoras, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), que ajuda a preservar conexões neuronais. 

Treinos de força também são benéficos. Pesquisas do Journal of Alzheimer’s Disease revelam que exercícios com pesos moderados melhoram a função cognitiva, memória e capacidade de concentração em idosos com comprometimento leve.

 

O papel complementar do exercício 

Embora não substituam tratamentos médicos, os exercícios cardiovasculares e de força funcionam como importantes aliados. O treinamento aeróbico melhora a circulação sanguínea, reduz inflamações e estimula a produção de neurotransmissores que promovem o bem-estar, como a serotonina. Por outro lado, o treino de força previne a perda de massa muscular, melhora a estabilidade corporal e contribui para a saúde óssea, aspectos cruciais para quem convive com doenças crônicas.

 

Recomendações gerais: 

  • Exercícios cardiovasculares: Caminhadas, natação e pedaladas por pelo menos 150 minutos semanais.
  • Treino de força: Sessões de 2 a 3 vezes por semana, com foco em grandes grupos musculares.
  • Supervisão profissional: Fundamental para adaptar os treinos às necessidades e limitações individuais. 

Incluir exercícios na rotina é um passo poderoso rumo à saúde e ao bem-estar. Movimentar-se, mesmo que de forma moderada, pode ser a chave para viver melhor com doenças crônicas, proporcionando alívio, autonomia e longevidade. 




Rairtoni Pereira dos Santos Silva - Personal Trainer há mais de 10 anos, ajudando pessoas a serem mais felizes com seus corpos. É autor do livro “5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias”.

 

Os desafios na saúde cardíaca feminina e como o estilo de vida pode ser a chave para a diminuição da mortalidade da mulher

Dra Fernanda Weiler, médica cardiologista do Hospital Sírio Libanês de Brasília, conta como a Medicina do Estilo de Vida pode ajudar a melhorar a qualidade da saúde do coração da mulher 

 

Os dados não são animadores: as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres não apenas no Brasil, mas no mundo todo. No Brasil especificamente, cerca de 30% das mulheres que vão ao óbito, são decorrentes de acidentes cardiovasculares, uma porcentagem alta e que representa mais que o dobro dos casos de câncer de mama ou de colo do útero juntos (dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia). E se os dados assustam, outro dado espantador: grande parte desses 30% poderiam ser evitáveis se prestassem mais atenção às nossas escolhas de vida.

Ainda existe uma lacuna bastante significativa no que diz respeito à prevenção e diagnósticos das doenças cardiovasculares, um problema que mora na escassez da conscientização a respeito dessas doenças, especialmente para as mulheres. E conhecimento, como todo mundo sabe, é o que promove de fato as mudanças que precisamos para melhorar.

“A saúde do coração da mulher é bastante diferente da do homem, especialmente por conta de fatores hormonais. Mas é preciso alertar que os desafios que a mulher enfrenta em sua saúde cardíaca também dependem dos contextos emocionais e até mesmo sociais. Gestação, menopausa, uso de anticoncepcionais, de medicações que prometem emagrecimento em tempo recorde, o estresse, a sobrecarga mental…tudo isso é muito presente na rotina da mulher e todos esses fatores desempenham um papel fundamental no aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares”, explica a cardiologista e médica certificada internacionalmente em Medicina do Estilo de Vida, doutora Fernanda Weiler.

E não é só no aumento do risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares que as mulheres estão em maior risco que os homens, os sintomas das doenças também podem ser manifestados de maneira diferente quando comparamos aos homens. Se na população masculina os sintomas mais comuns são intensa dor no peito, nas mulheres os sintomas costumam ser mais sutis, como fadiga, falta de ar e dor em regiões como pescoço, costas e mandíbula. “A diferença entre os sintomas manifestados podem levar a sub-diagnósticos, resultando na demora de um tratamento adequado. Por serem sintomas bastante fora do que normalmente se espera quando se fala em doenças do coração, muitas mulheres acabam por ‘deixar para lá’ ou considerarem que estão ansiosas. Essa falta de ajuda profissional pode ser a diferença entre uma vida salva ou não”, completa Fernanda. 

Mas não é apenas no tratamento que podemos diminuir os 30% apresentados como dados de mortalidade das doenças cardíacas nas mulheres. As escolhas de vida, ou seja, os hábitos adotados todos os dias são fundamentais na prevenção ou no risco diminuído de uma doença do coração. “O cuidado com a saúde cardíaca está muito além da realização de exames de rotina ou uso de medicamentos, embora esse dois sejam de fundamental importância”, diz a doutora. “Alimentação equilibrada e natural, com poucos alimentos ultraprocessados ou industrializados, prática constante de atividade física, controle do estresse, boas noites de sono, controle do uso de álcool e tóxicos e até mesmo as nossas relações interpessoais são pilares que são fundamentais para um coração saudável”, completa a cardiologista. 

Os resultados de um estilo de vida saudável são comprovados em estudos conduzidos em diferentes universidades ao redor do mundo e eles surpreendem: cerca de 80% dos eventos cardiovasculares podem ser prevenidos através de escolhas saudáveis de vida. 

“As mulheres precisam se priorizar, se escolher. Muitas vezes, cuidamos de todos ao nosso redor e esquecemos de olhar para nossa própria saúde. Mas para que possamos cuidar de quem amamos, desenvolver o trabalho que tanto gostamos e aproveitarmos o melhor da vida, é preciso que cuidemos antes de mais nada, da nossa saúde - do coração, inclusive. Pequenas mudanças no dia a dia têm um impacto gigantesco na nossa qualidade de vida e longevidade”, finaliza a médica.





Dra Fernanda Weiler - formada em medicina pela Universidade de Brasília (UNB) com residência em cardiologia pela mesma Universidade. É membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e certificada internacionalmente em Medicina do Estilo de Vida. Entre 2014 e 2015 foi professora da UNB, mesma Universidade em que se formou. Sua extensão em Medicina do Estilo de Vida, feita na Harvard Medical School (EUA) fez com que Dra Fernanda passasse a olhar a saúde cardíaca como resultado também (e principalmente) das escolhas de vida de cada pessoa. Defensora da atividade física e da promoção dos bons hábitos, dedica parte de sua carreira a incentivar seus pacientes e seguidores das redes sociais a adotarem melhores hábitos no que tange aos seis pilares da Medicina do Estilo de Vida. Dra Fernanda é também co-fundadora do grupo “Mais uma D.O.S.E (dopamina, ocitocina, serotonina, endorfina)”, que visa a melhora na qualidade de vida através da Medicina do Estilo de Vida.

 

Leite de vaca ou Fórmula Infantil de Primeira Infância?

Divulgação

Saiba qual é o alimento mais apropriado para crianças de 1 a 3 anos.

 

Um adulto saudável é, em grande parte, resultado de uma alimentação adequada na infância, sem deficiências nutricionais. Esse fato deixa muitos pais e cuidadores preocupados se estão conseguindo oferecer a quantidade e a qualidade certas de nutrientes para os seus pequenos. 

Embora cada criança deva ser analisada individualmente por pediatras e nutricionistas, há algumas orientações que são consenso. A primeira delas é sobre o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementar até os dois anos. A outra está na oferta variada de frutas, legumes, verduras, cereais e proteína (animal e/ou vegetal) em qualidade e quantidade adequada, a partir dos seis meses de idade, quando tem início a introdução alimentar. 

O maior questionamento, entretanto, está no que diz respeito à ingestão de produtos lácteos após um ano de idade, na impossibilidade do aleitamento materno. O pediatra e nutrólogo Matias Epifanio considera o leite de vaca um importante alimento, mas indica como mais apropriado para crianças de até 3 anos as fórmulas de primeira infância. Elas possuem um teor proteico correto para a faixa etária e, nutricionalmente, são mais adequadas às necessidades dessas crianças porque possuem adição de ferro, vitaminas, fibras prebióticas (como GOS e FOS, por exemplo) e outros nutrientes, como DHA e ARA, que comprovadamente são importantes para o desenvolvimento saudável quando comparados ao leite de vaca. 

O leite de vaca não contém os ingredientes que as fórmulas possuem. Elas são reguladas por normas da ANVISA, que determina a sua composição. Se fizermos uma comparação entre um leite de vaca integral não fortificado e a fórmula infantil de primeira infância, a partir da ingestão 400 ml por dia, ou seja, dois copos de 200 ml/dia, uma criança que toma fórmula consumirá 8,2 vezes mais vitamina C, 2,5 vezes mais vitamina D e muito mais ferro em geral. Além disso, as fórmulas de primeira infância agregam fibras prebióticas para contribuir para o funcionamento do intestino e imunidade e podem conter DHA e ARA, nutrientes fundamentais que contribuem para o desenvolvimento cerebral.”, complementa o médico Matias Epifanio. 

O pediatra alerta ainda que, além da ausência de um equilíbrio de nutrientes fundamentais para o desenvolvimento dos pequenos, o leite de vaca apresenta excesso de gordura saturada, proteína e sódio, que podem resultar em problemas futuros, como tendências à obesidade. O pediatra, especialista em nutrologia e gastroenterologia, cita estudos que mostram aumento dos índices de anemia e um menor aporte de vitaminas D e B em crianças alimentadas com leite de vaca. 

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) mostra deficiência de 6% de vitamina A e de 14,2% de vitamina B12 em crianças brasileiras de 6 meses a 4 anos e meio de idade. Outra pesquisa, feita em três países da Europa, aponta irregularidades nos índices de ferro. Em crianças que receberam fórmula, por exemplo, esse indicador foi bem menor: de 5,4% versus 19,7% que consumiram leite de vaca. Recentemente, várias sociedades científicas se referem sobre o uso de fórmulas infantis de seguimento para crianças de primeira infância dizendo que: “Elas não são mandatórias, no entanto, podem ser usadas ​​como parte de uma estratégia para aumentar a ingestão de ferro, vitamina D e DHA, enquanto diminui a ingestão de proteína em comparação com o leite de vaca não fortificado. Em cenários onde as fórmulas infantis de seguimento para crianças de primeira infância estão disponíveis, são acessíveis e onde o sobrepeso/obesidade é uma preocupação, estas fórmulas são uma excelente escolha.”, conclui Matias Epifanio.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS.

Consulte sempre o médico e/ou nutricionista.



Referências:

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS).
  3. Instituto Nacional de Saúde (NIH).
  4. Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN).
  5. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI).
  6. Academy of Nutrition and Dietetics.


Março Lilás - câncer de colo de útero tem prevenção

  Sangramento vaginal, dor pélvica e secreção vaginal anormal podem ser indícios da doença que estima 17.010 novos casos de aumento no país, segundo o INCA

 

Março Lilás é uma campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção do câncer de colo do útero, uma das principais causas de mortalidade entre mulheres no Brasil. A ginecologista e obstetra Dra. Renata Moedim destaca que a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) é uma das principais formas de prevenção. “Disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é recomendada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, podendo prevenir até 90% dos casos de câncer de colo do útero, vagina, vulva e orofaringe”, diz. 

Além da vacinação, Dra. Renata ressalta a importância do exame preventivo Papanicolaou e captura híbrida para HPV ,que deve ser realizado periodicamente por todas as mulheres após o início da vida sexual. “O Papanicolaou é capaz de detectar alterações celulares que podem evoluir para o câncer, permitindo um diagnóstico precoce e aumentando significativamente as chances de cura, ou a captura híbrida para HPV, capaz de detectar ou não a presença do vírus, sendo essencial para o diagnóstico precoce”, explica. 

A médica também alerta para os sintomas que podem surgir em estágios mais avançados da doença. “Sinais como sangramento vaginal, dor pélvica e secreção vaginal anormal podem ser indícios da doença, mas por ser uma doença de desenvolvimento lento e que pode não apresentar sintomas na fase inicial, por isso a necessidade de exames preventivos regulares”, finaliza.




Dra. Renata Moedim ginecologista - Residência médica pelo Hospital do Servidor Público Estadual de 2001 a 2003. Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Oncologia Pélvica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) de 2004 a 2005. Membro da Sociedade Europeia de Estética Íntima
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Por que problemas respiratórios são mais graves em idosos?

Condição de saúde do Papa Francisco, de 88 anos, desperta preocupação ao redor do mundo

 

Pneumonia bilateral, infecção microbiana e pelo menos quatro crises de falta de ar nas últimas três semanas: a saúde do Papa Francisco, de 88 anos, tem gerado preocupação ao redor do mundo. Embora o religioso já lide com problemas pulmonares desde os 20 anos, os especialistas afirmam que a idade representa, sim, um fator de risco para o agravamento das doenças do aparelho respiratório. Mas por que isso acontece? 

A perda da imunidade sofrida pelo corpo ao longo do tempo é uma das principais respostas para essa pergunta. “Ao envelhecer, a nossa capacidade imune diminui e ficamos mais propensos a infecções respiratórias, causadas principalmente por bactérias e vírus”, explica o pneumologista da Hapvida, Renato Calil. Ou seja: se o sistema imunológico enfraquece, a missão de combater bactérias e vírus fica mais difícil. 

A perda de elasticidade e flexibilidade do corpo ao longo do tempo, segundo o médico, também é um dos fatores para a fragilidade dos idosos. Isso gera acúmulo de secreção no organismo, o que pode ser outra fonte de infecção respiratória. “A capacidade pulmonar diminui com a idade. Ganhamos capacidade pulmonar até os 20, 25 anos e, depois, passamos o restante da vida toda perdendo”, reforça o especialista. 

Quem tem hipertensão e diabetes também precisa redobrar o alerta. “Essas duas condições, além da idade, agravam os quadros respiratórios porque são duas doenças que já impactam o sistema imunológico, que é a defesa do nosso organismo, e também comprometem o sistema cardiovascular”, afirma Renato. 

Ou seja: pessoas idosas estão de fato mais suscetíveis a problemas respiratórios e devem redobrar os cuidados, inclusive com estratégias de prevenção, como a vacinação anual contra a gripe. Pessoas com mais de 60 anos, que têm doenças preexistentes importantes, têm a doença pulmonar obstrutiva crônica e a doença do cigarro, devem se vacinar também para evitar a pneumonia. “Evitar fumar, não ter contato com pessoas em ambientes fechados e com problemas respiratórios também são medidas valiosas”, finaliza o médico.

 

Hapvida

 

Higiene do sono: como melhorar o descanso e o bem-estar diário

Médico do Hospital Paulista explica que a adoção de hábitos simples, como manter horários regulares e evitar estimulantes, pode transformar a qualidade do sono, impactando positivamente a saúde física e mental

 

 

A higiene do sono é um conjunto de hábitos e práticas que favorecem um descanso reparador, essencial para o bom funcionamento cognitivo, metabólico e imunológico. Segundo o Dr. Nilson André Maeda, otorrinolaringologista e médico do sono do Hospital Paulista, pequenas mudanças na rotina podem ter um impacto significativo na qualidade do sono e, consequentemente, no bem-estar geral. "A qualidade do sono afeta diretamente nossa saúde física e mental, e adotar práticas simples, mas eficazes, pode melhorar consideravelmente a eficiência do nosso descanso", explica o especialista.

Entre as principais recomendações para melhorar a qualidade do sono, o Dr. Nilson destaca a importância de manter um horário regular. Dormir e acordar no mesmo horário todos os dias, incluindo nos finais de semana, ajuda a regular o ritmo circadiano, um processo biológico fundamental para estabilizar os ciclos de sono e vigília. "Essa regularidade faz com que o corpo se acostume a um ciclo previsível, facilitando a indução e a manutenção do sono", afirma o médico.

Além disso, é fundamental evitar estimulantes antes de dormir. Cafeína, nicotina e energéticos são conhecidos por interferir no processo de adormecer. "O ideal é que esses produtos sejam evitados pelo menos 6 horas antes de ir para a cama, já que eles têm um efeito estimulante que dificulta a indução do sono", alerta Dr. Nilson.

Outro fator importante para melhorar a qualidade do sono é o controle da exposição à luz. O uso de dispositivos eletrônicos como celulares, computadores e TVs antes de dormir pode prejudicar a produção de melatonina, hormônio essencial para o sono. "Telas emitem luz azul, que inibe a produção de melatonina. Por isso, é recomendado reduzir o uso desses dispositivos ao menos 1 hora antes de dormir", explica o médico. Além disso, a exposição à luz natural pela manhã ajuda a regular o ciclo sono-vigília.


O ambiente do quarto também desempenha um papel crucial. "Um quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável cria um ambiente propício para o descanso", afirma Dr. Nilson. O uso de cortinas blackout pode ser uma solução eficaz para minimizar interferências externas, e manter a temperatura do ambiente mais fria favorece um sono mais tranquilo.

Evitar refeições pesadas à noite também é uma prática recomendada. Alimentos ricos em gordura e açúcar podem prejudicar a digestão e afetar a qualidade do sono. "Optar por refeições leves e balanceadas no jantar pode garantir uma noite de descanso mais reparadora", sugere o especialista.

Além disso, praticar atividades relaxantes antes de dormir pode reduzir o estresse e preparar o corpo para o descanso. Técnicas de respiração, meditação e leitura são boas opções. "Exercícios físicos mais intensos, por outro lado, devem ser realizados até o final da tarde, pois o aumento da temperatura corporal e a elevação dos níveis de cortisol podem dificultar o sono", orienta Dr. Nilson.

Segundo o médico, adotar esses hábitos de maneira consistente é essencial para promover um sono profundo e reparador, impactando positivamente o bem-estar físico e mental ao longo do dia. "Assim como em uma reeducação alimentar, a higiene do sono exige disciplina e mudanças na rotina. Tudo o que fazemos durante o dia e antes de dormir tem impacto na qualidade do nosso descanso", conclui Dr. Nilson.

Com a implementação dessas práticas, é possível melhorar significativamente a qualidade do sono, contribuindo para um dia mais produtivo, saudável e equilibrado.

 


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Vacinação contra HPV e exames regulares são a principal forma de prevenção do câncer do colo do útero

Especialista do IBCC Oncologia explica os principais sintomas e tratamentos desse tipo de câncer

 

O câncer do colo do útero é uma condição que atinge muitas mulheres. Estima-se que 17 mil casos serão diagnosticados entre 2023 e 2025, de acordo com o Ministério da Saúde. O diagnóstico precoce desta neoplasia é muito importante para o tratamento, pois se descoberto na fase inicial pode ser curado.

Esse tipo de câncer instala-se na parte inferior do útero e, em quase todos os casos, é originado por uma infecção persistente por tipos específicos do Papilomavírus Humano (HPV).

"A condição pode inicialmente se desenvolver sem apresentar sintomas evidentes. No entanto, à medida que a doença progride, alguns sinais podem surgir, como sangramento vaginal anormal, sangramento durante a relação íntima, dor pélvica e corrimento vaginal incomum com odor desagradável", explica Thais Almeida, oncologista no IBCC Oncologia, hospital especializado no tratamento de câncer.

A prevenção é uma estratégia fundamental quando se trata de câncer do colo do útero. O principal método de prevenção é a vacinação contra o HPV, recomendada e disponível no SUS para meninas e meninos dos 9 aos 14 anos de idade com esquema de dose única. A vacina protege contra cepas (tipos) de alto risco do HPV que podem causar o desenvolvimento do tumor. 

Almeida ainda ressalta que o HPV é um vírus com diversas variações, logo, a vacinação previne os tipos mais frequentes do vírus, porém não todos, sendo, outra importante forma de prevenção o uso  de preservativo masculino ou feminino nas relações íntimas. 

“A realização regular do exame de Papanicolau, cuja frequência depende da idade e do histórico médico, também pode ajudar na identificação de mulheres com alto risco para lesões pré-cancerosas ou cancerosas, possibilitando a realização de medidas de redução de risco ou até mesmo diagnóstico precoce, quando há maiores chances de cura”, reforça a especialista. 

As diretrizes brasileiras estão em fase de atualização devido a incorporação dos testes moleculares para detecção do HPV de alto risco ao SUS em 2024 como forma de rastreamento do câncer do colo do útero, segundo o Ministério da Saúde. 


Formas de se diagnosticar

Além do Papanicolau, outro exame que é importante para o diagnóstico é a colposcopia que  é um exame ginecológico visual que utiliza um colposcópio para ampliar a imagem do colo do útero, ajudando na visualização de áreas anormais, além de permitir a realização de biópsias. 

“Caso a biópsia se mostre necessária durante a colposcopia (retirada de um pequeno fragmento de tecido do colo do útero para que seja analisado em laboratório), poderá ser confirmado o diagnóstico de lesão pré cancerígena ou câncer e determinado o tipo de tumor”, comenta a especialista.


Tratamentos

O tratamento pode variar conforme o estágio da doença.  As possibilidades podem incluir a remoção apenas do colo do útero nas lesões pré malignas até cirurgias para remover o tumor, com variações que vão de procedimentos menos a mais invasivos. Além disso, a radioterapia utiliza radiação para destruir as células cancerosas, enquanto a quimioterapia faz uso de medicamentos para combater o câncer.

“Também há a terapia alvo, que se baseia em medicamentos que atuam especificamente em alvos moleculares nas células cancerosas. Informação, autocuidado e adesão às medidas preventivas são essenciais para evitar o câncer do colo do útero”, explica Thais Almeida. O especialista ainda reforça que é essencial procurar um profissional de saúde em caso de sintomas, pois a detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura.

 


IBCC Oncologia
https://ibcc.org.br/


BOLETIM DAS RODOVIAS

Tráfego flui tranquilamente nas rodovias concedidas na tarde desta terça-feira

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta terça-feira (11).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta lentidão no sentido capital, do km 111 ao km 110. A Rodovia Castello Branco (SP-280) o tráfego é normal em ambos os sentidos.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.



BOLETIM DAS RODOVIAS

Castello Branco e Ayrton Senna registram lentidão

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta terça-feira (11).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal em ambos os sentidos da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há lentidão do km 30 ao km 24 e do km 16 ao km 13+700 nas pistas expressa e marginal. No sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamento.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O tráfego é lento do km 21 ao km 17 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Comportamentos agressivos em festas e eventos devem ser rigorosamente punidos e o setor precisa estar alerta e atuante

O consumo de álcool está diretamente associado a alterações comportamentais que podem comprometer a segurança dos eventos. Períodos festivos como o Carnaval evidenciam esse problema, uma vez que o abuso de bebidas alcoólicas potencializa comportamentos violentos, incluindo agressões e casos de assédio. Em ambientes de grande circulação, o risco é ainda maior, exigindo protocolos de prevenção e resposta eficiente.

Durante o Carnaval de 2024, em nível nacional, foi registrado um total de 73,9 mil denúncias de direitos humanos, resultando de 11,3 mil denúncias entre os dias 8 e 14 de fevereiro. Dessas, 20,4% foram relacionadas a especificamente contra mulheres, incluindo denúncias em canais oficiais, como o 190. Os principais tipos de violência contra mulheres relatadas durante o Carnaval incluem:

  • Violência física : agressões corporais que resultam em lesões.
  • Violência psicológica : ameaças, humilhações e manipulações que afetam a saúde mental da vítima.
  • Cárcere privado : Restrição da liberdade de locomoção da mulher.
  • Importunação sexual : atos libidinosos sem consentimento, como toques inapropriados e beijos solicitados.

Esses números alarmantes demonstram a urgência da implementação de medidas adequadas para proteger o público durante eventos de grande porte. Estudos apontam que o álcool reduz a capacidade de julgamento, altera a percepção de limites e favorece atitudes impulsivas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 55% dos casos de agressão estão relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas. No Brasil, essa relação também se reflete nos altos índices de importunação e violência durante festividades populares.

Diante desse cenário, é preciso reforçar a importância da adesão ao protocolo "Não se Cale", um conjunto de diretrizes voltadas para a prevenção e o combate à importunação sexual e à violência em ambientes festivos. Inspirado em iniciativas internacionais, esse protocolo estabelece procedimentos claros para organizadores, estabelecimentos e equipes de segurança, garantindo que qualquer incidente seja tratado de forma rápida e eficiente.

O setor de eventos deve ser um exemplo na adoção de boas práticas. Garantir a segurança dos participantes é uma responsabilidade compartilhada, com um setor mais consciente, seguro e preparado para enfrentar desafios como a agressividade e a violência relacionadas ao álcool. O entretenimento deve ser sinônimo de diversão, respeito e segurança para todos.

  


Ricardo Dias - Presidente da ABRAFESTA


Associação Brasileira de Eventos – Abrafesta
www.abrafesta.com.br


Mulheres no comando: como liderar sem carregar peso excessivo

Divulgação

Equilibrando carreira e vida pessoal para evitar o Burnout
 

 

O número de mulheres em cargos de liderança tem crescido, mas os desafios emocionais continuam sendo uma barreira significativa. A sobrecarga de responsabilidades e a pressão para equilibrar trabalho, família e autocuidado muitas vezes resultam no esgotamento profissional – o chamado burnout. Como enfrentar essa realidade sem abrir mão da leveza e da autoridade na gestão?

Segundo um levantamento da International Stress Management Association (ISMA), o Brasil está entre os países com maior índice de burnout no mundo, e as mulheres são as mais afetadas. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que 50% das mulheres que se tornam mães perdem seus empregos após dois anos. Além disso, dados do LinkedIn apontam que 74% das mulheres líderes já consideraram deixar seus cargos por questões relacionadas ao excesso de carga mental e emocional.

Para a especialista em gestão sistêmica e mentora de mulheres, Gisele Garcia, é essencial que as líderes aprendam a equilibrar os diferentes papéis sem se sobrecarregar.

“Muitas mulheres ainda carregam a crença de que precisam dar conta de tudo sozinhas, o que as leva a uma exaustão silenciosa. O primeiro passo para liderar com leveza é compreender que delegar não é perder autoridade, mas sim potencializar a equipe e preservar sua energia para decisões estratégicas”, afirma Gisele.

A constelação empresarial como ferramenta para o equilíbrio

A constelação empresarial, uma abordagem sistêmica aplicada à gestão, pode ajudar as mulheres líderes a enxergarem padrões ocultos que geram sobrecarga. Essa técnica permite compreender as dinâmicas da equipe e da empresa como um todo, promovendo um ambiente mais equilibrado.

“Ao aplicar a constelação empresarial, conseguimos identificar pontos de desequilíbrio na liderança e criar um fluxo mais harmônico de trabalho. Muitas líderes percebem que o peso que carregam vem de padrões inconscientes, como a necessidade de provar constantemente sua competência. Quando ressignificamos essas crenças, a liderança se torna mais fluida e estratégica”, explica Gisele.

Empresas que adotam abordagens sistêmicas para gestão relatam um aumento de até 30% na eficiência da equipe e uma redução significativa nos índices de estresse organizacional, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).

Estratégias para liderar com leveza e autoridade

Para evitar o burnout e manter uma gestão eficiente, Gisele Garcia recomenda algumas práticas fundamentais:

Definir prioridades reais: “Nem tudo precisa ser resolvido imediatamente. Saber diferenciar o que é urgente do que é apenas barulho ajuda a manter o foco no que realmente importa.”

Criar uma cultura de autonomia: “Líderes que confiam em suas equipes evitam o microgerenciamento e conseguem se dedicar a decisões estratégicas, em vez de ficarem presas a tarefas operacionais.”

Estabelecer limites claros entre trabalho e vida pessoal: “Se a agenda profissional invade todos os espaços, o esgotamento é inevitável. Reservar momentos de descanso e lazer é essencial para uma liderança sustentável.”

Redefinir a relação com o perfeccionismo: “Muitas mulheres sentem que precisam ser impecáveis o tempo todo. Mas a busca pela perfeição pode ser uma armadilha que gera ansiedade e paralisa a ação.”

Gisele conclui com um alerta: “Liderar não precisa ser sinônimo de carregar o mundo nas costas. Quando entendemos que nossa força está na clareza, na estratégia e na gestão emocional, conseguimos comandar com autoridade e leveza ao mesmo tempo.”

Com uma abordagem sistêmica e estratégias de gestão eficazes, as mulheres podem transformar a forma como lideram, garantindo resultados sem abrir mão da sua saúde e bem-estar.

 


Gisele Garcia é empresária, mentora e terapeuta, reconhecida por sua abordagem inovadora que combina técnicas de constelação familiar com estratégias de vendas. Com mais de 5.000 mulheres impactadas ao longo dos últimos anos, Gisele tem ajudado a transformar vidas pessoais e profissionais, desbloqueando o verdadeiro potencial de seus clientes. Sua expertise em comportamento humano e inteligência emocional permite que empresas e indivíduos aumentem suas vendas e melhorem suas relações, especialmente em tempos de transformação digital. Gisele é uma referência no uso da terapia sistêmica para promover resultados extraordinários no ambiente corporativo e no desenvolvimento pessoal. https://www.instagram.com/eusougiselegarcia/


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