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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

5 perguntas cruciais para líderes na era da Inteligência Artificial

Em 2025, a inteligência artificial (IA) deixa de ser um conceito futurista e se torna parte do nosso cotidiano. Ela está nas sugestões de séries da Netflix, nos diagnósticos médicos mais rápidos e até nas ferramentas que ajudam empresas a prever tendências. No entanto, a medida que a tecnologia avança, ela impõe novos dilemas para quem lidera equipes e toma decisões estratégicas. 

Liderar em um mundo cada vez mais digitalizado significa mais do que apenas entender como a IA funciona. É necessário refletir sobre seu impacto ético, social e humano. Para guiar essa discussão, apresento cinco perguntas que todo líder deveria considerar ao integrar a IA em sua organização.

 

1. A tecnologia está sendo usada com responsabilidade?

Uma das maiores preocupações da IA é sua imparcialidade — ou a falta dela. Pense em um sistema que analisa currículos para uma vaga de emprego. Se ele for alimentado por dados preconceituosos, as decisões podem ser injustas e excluir candidatos qualificados. 

Para evitar essas armadilhas, líderes devem garantir que os sistemas de IA sejam programados com transparência e revisados regularmente. A tecnologia precisa trabalhar a favor das pessoas, respeitando valores éticos e promovendo equidade, e não reforçando desigualdades.

 

2. Como lidaremos com erros inevitáveis?

Apesar de sua sofisticação, a IA não é infalível. Algoritmos podem interpretar dados de maneira equivocada ou gerar resultados inesperados. Imagine um erro em uma recomendação médica ou na gestão de estoques de uma empresa. 

Ter um plano de contingência é fundamental. É importante que a liderança crie processos que monitorem os sistemas, revisem as decisões automatizadas e, acima de tudo, assegurem que o controle final permaneça com os seres humanos. A tecnologia pode ajudar, mas a responsabilidade ainda recai sobre as pessoas.

 

3. Estamos preparados para qualificar nossa equipe?

A integração da IA transforma o mercado de trabalho. Algumas tarefas são automatizadas, enquanto outras surgem, exigindo novas competências. O desafio não é substituir pessoas, mas capacitá-las para trabalhar ao lado da tecnologia. 

Empresas que investem em treinamento criam profissionais mais confiantes e preparados para lidar com mudanças. Um operador de máquinas, por exemplo, pode se tornar um especialista em interpretar dados gerados por sensores inteligentes, contribuindo de forma ainda mais estratégica para o negócio.

 

4. A IA está realmente melhorando vidas?

Embora a IA traga eficiência e inovação, sua verdadeira força está em criar soluções que beneficiem a sociedade. Um agricultor que usa sensores para otimizar a colheita ou um hospital que diagnostica doenças com mais precisão são exemplos concretos de como a tecnologia pode transformar vidas. 

Líderes precisam questionar: estamos usando a IA para melhorar a experiência dos clientes, facilitar o trabalho de nossos funcionários e impactar positivamente a comunidade? Se a resposta for "não," talvez seja hora de reavaliar as prioridades.

 

5. Estamos prontos para o amanhã?

A velocidade com que a IA avança exige uma liderança que se reinventa constantemente. O que hoje parece revolucionário pode se tornar obsoleto em poucos anos. 

Estar preparado para o futuro significa adotar uma postura curiosa e flexível. Líderes devem aprender continuamente, testar novas abordagens e estar abertos a corrigir rotas. O sucesso não vem da certeza absoluta, mas da capacidade de adaptação. 

Na era da inteligência artificial, a liderança não pode se limitar a entender números ou algoritmos. Ela precisa ser, acima de tudo, humana. A IA é uma ferramenta poderosa, mas sua eficácia depende de como a utilizamos e das escolhas que fazemos. 

Ao refletir sobre essas cinco questões, os líderes terão melhores condições de integrar a tecnologia de forma responsável, ética e sustentável. Porque, no fim das contas, não é a máquina que define o rumo — somos nós.

 


Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria


A importância da proteção perimetral por fibra óptica no setor de energia solar e eólico

O mercado de energia está em franca expansão no Brasil. O País tem a vantagem de gerar energia de múltiplas formas como, por exemplo, a hidroelétrica, eólica e solar. Há bastante tempo as usinas que transformam a energia hidráulica de um curso de água em eletricidade renovável têm sido a matriz energética, mas nas últimas décadas houve boa expansão dos segmentos de usinas solares e parques eólicos. Afinal, os players dos novos setores já entenderam a necessidade de ter uma segurança perimetral mais eficiente e preventiva? 

Um grande entrave no segmento ainda é que muitas vezes no início da construção do canteiro de obras de uma usina solar, por exemplo, não se pensa na proteção do perímetro, pois o cronograma do projeto original, muitas vezes é um simplesmente uma ‘copia’ de outro país mais desenvolvido, que tem uma realidade bem diferente da nossa. 

Há diversas empresas que seguem uma linha de construção de países europeus, onde não há necessidade de preocupação com a segurança do perímetro como no Brasil. Na verdade, em nosso país situação é bem outra. Temos um grande potencial energético extraordinário o que tem atraído muitos investidores, mas o problema é que há projetistas aqui que não se atentaram para o fato de que a segurança perimetral de uma usina solar, por exemplo, no Brasil é na verdade a parte mais importante do seu projeto. 

O que não deixa dúvida hoje é que o desenvolvimento expressivo nessas novas tecnologias (solar e eólica) foi bastante facilitado pela geografia e condições propícias para receber aportes. No passado foram investidos US$ 34,8 bilhões em fontes de energias renováveis, além de captura de carbono, hidrogênio verde e veículos elétricos. Até 2028, a projeção de investimentos para esses segmentos é de cerca de US$ 200 bilhões. E como essas alternativas de energia têm custo mais baixo, elas têm atraído outras empresas interessadas em fontes mais baratas.

O fato concreto é que o setor elétrico está extremamente aquecido para construção de infraestrutura na geração, transmissão e distribuição de energia. São recursos fundamentais para a vida moderna por causa da infinidade de gadgets em uso como eletrodomésticos, celulares, computadores, além do sistema metroviário e ferroviário e agora os veículos automotivos que usam a eletricidade como fonte motriz. 

Muitas vezes quando algumas empresas investem no setor de energia e constroem uma usina fotovoltaica ou eólica, ou amplia subestações, priorizam a maior eficiência em geração, mas tradicionalmente fazem suas escolhas pelo preço, mesmo que ele tenha apenas uma pequena margem. O pensamento mais comum no investimento em eficiência enérgica é a sempre opção com menor custo e ponto final. 

O foco é a geração máxima de energia pelo mínimo em dinheiro. A grande complicação baseada neste conceito simples de retorno pelo menor valor é que o mercado não tem observado o setor de segurança perimetral como prioridade e há sempre a falsa ideia de que um ‘carro destrancado não vai ser roubado em locais desabitados ou isolados’. 

Na verdade, o roubo na infraestrutura energética abrange alguns aspectos singulares no Brasil. O primeiro é o prejuízo direto das instalações elétricas com os roubos de fios e cabos elétricos de cobre. Há o registro de uma companhia que perdeu cerca de 8 km de cabos num ataque a sua usina e convém ressaltar que estes tipos de produtos não são comprados no mercado usual. Então, vale refletir como seria o processo de receptação e quem ganha e perde neste comércio ilegal. Pela experiência no setor eletroeletrônico também se constatou que roubos de painéis fotovoltaicos costumam virar notícia na imprensa e o de fio não. 

De acordo com a consultoria Mordor Intelligence o tamanho do mercado de fios e cabos de distribuição de energia dos diversos tipos no Brasil é estimado em US$ 228,42 bilhões para este ano, e deverá atingir US$ 298,53 bilhões até 2029, expandindo 5,5%, de acordo com a Taxa Composta de Crescimento (CAGR) durante o período previsto (2024-2029).

É sabido no setor que o fio de cobre não é tão complicado de ser retirado das instalações e por outro lado existem bobinas que chegam a valer R$ 300 mil nas compras oficiais. Já houve uma outra ocorrência marcante com outros dispositivos de geração em que 160 painéis foram levados de uma vez de uma usina solar. Relatos que circulam no setor alertam que em algumas usinas fotovoltaicas de menor porte foram levados todos os seus cabos e placas solares. E inclusive houve uma usina que sofreu dois roubos significativos e acabou tendo que se retirar do negócio. 

O custo direto com o roubo da infraestrutura seria a primeira parte dessa situação crítica. A perda de equipamentos, assim sendo, pode produzir a interrupção total do fornecimento de energia ou parte dela. No caso da retirada dos cabos de cobre a interrupção geralmente é total. E cada dia parado significa uma perda expressiva no investimento de geração, porque simplesmente não se está produzindo o valor correspondente contratado. Enquanto o parque fotovoltaico não funciona, ele fatalmente está perdendo dinheiro. 

Uma perspectiva importante ainda é que o prejuízo no âmbito das subestações é muito grave, porque essas distribuidoras estão sob um contrato de fornecimento no qual a métrica é a continuidade do serviço. O descumprimento gera multas já que o acordado não foi entregue no período determinado. Além disso, é preocupante pensar que comunidades com 50 mil ou 100 mil pessoas no interior, precisam de energia para suas atividades e compromissos, e ter sua expectativa frustrada por um tempo mais longo. As subestações são, por consequência, grandes vítimas em roubos em razão dessa característica da sua operação. 

Existe ainda mais um inconveniente. Se a companhia de energia não investir em segurança ela pode ser roubada mais de uma vez. Os fios apanhados quase sempre estão no aterramento da fiação, porque são mais fáceis de serem arrancados ou estão mais visíveis. Depois do roubo, a falta de aterramento na subestação também pode provocar explosões e consequentemente gerar ainda mais prejuízos às vítimas. 

Em resumo, para se evitar essas dificuldades o investimento correto na segurança perimetral não tem alternativa e é o que irá impedir a interrupção total ou parcial da operação da empresa por roubo. Um sistema de resposta inteligente já inibe facilmente a maioria dos intrusos. As soluções de alta tecnologia perimetral por fibra óptica, por exemplo, detectam intrusões antes que elas ocorram com 100% de eficiência. Portanto, o modelo de segurança perimetral com fibra óptica garante total proteção e confiabilidade nas estruturas de geração, transmissão e distribuição de energia. 

Hoje, essas soluções avançadas com tecnologias de sensoriamento óptico para a proteção de perímetro e ativos do setor energético têm sido discutidas e atestadas como as mais inovadoras para o setor, inclusive em eventos técnicos que reúnem autoridades e grandes especialistas como o reconhecido Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE).  

 

Alan Souza - Sales Enablement Specialist da Alfa Sense, deep tech especializada em desenvolvimento e fabricação de soluções avançadas em sensoriamento óptico no Brasil.


O desafio de equilibrar os papéi

Conciliar a vida profissional, pessoal e a maternidade é um desafio diário para muitas mulheres. A pressão de desempenhar múltiplos papéis podem ser exaustiva, mas com planejamento estratégico e práticas eficazes, é possível alcançar um equilíbrio saudável. Para ajudar nessa jornada, a diretora, Career Advisor & Headhunter da Prime Talent, Bárbara Nogueira compartilha dicas valiosas que podem fazer toda a diferença no cotidiano.

Bárbara destaca que, com o avanço do home office, a linha entre vida pessoal e profissional tornou-se ainda mais tênue. Para evitar que uma esfera invada a outra, é fundamental estabelecer horários definidos para cada atividade. “Estabelecer limites claros, como evitar reuniões durante horários familiares e desativar as notificações do celular em momentos especiais, pode transformar a rotina e fortalecer os laços”, afirma a especialista.

Ela também observa que muitas mulheres sentem a pressão de serem perfeitas em todas as suas funções, o tempo todo. No entanto, a realidade é que nem sempre será possível dedicar 100% da atenção a todas as áreas da vida simultaneamente. “O importante é encontrar um ritmo sustentável e ser gentil consigo mesma”, recomenda Nogueira.

Bárbara ressalta que organização é crucial para administrar uma rotina atribulada. Uma dica útil é listar as tarefas do dia e classificá-las em categorias: o que é essencial, o que pode ser delegado e o que pode ser adiado.

É impossível dar conta de tudo sozinha. Ter uma rede de apoio, seja no ambiente profissional ou familiar, é essencial para aliviar a sobrecarga. Além disso, muitas mulheres ainda confundem produtividade com excesso de trabalho. No entanto, jornadas longas nem sempre garantem eficiência. Contar com ferramentas de gestão de tempo, automatizar processos e delegar tarefas são estratégias valiosas para otimizar a rotina sem comprometer a qualidade de vida.

Em meio a tantas responsabilidades, o autocuidado muitas vezes é negligenciado. Contudo, ele é fundamental para manter a energia e a clareza necessárias para tomar boas decisões. Praticar atividades físicas, dormir bem e reservar momentos de lazer são atitudes que impactam diretamente no bem-estar.

Uma das maiores dificuldades para muitas mulheres é aprender a recusar demandas que não agregam valor à sua vida pessoal ou profissional. “Dominar a arte de dizer ‘não’ é essencial para manter o equilíbrio entre as prioridades e evitar a sobrecarga”, ressalta Bárbara.

A vida passa por diferentes fases, e as estratégias que funcionam hoje podem precisar de ajustes no futuro. Avaliar constantemente o que está funcionando e fazer adaptações é fundamental para preservar o equilíbrio ao longo do tempo.

Conciliar carreira, maternidade e vida pessoal não é fácil, mas com planejamento, apoio e flexibilidade, é possível encontrar um caminho que funcione para cada realidade. O mais importante é lembrar que não existe um modelo ideal, mas sim o que é melhor para você.




Bárbara Nogueira é Diretora - Career Advisor & Headhunter da Prime Talent, empresa presente em 27 países pela Agilium Group. Ao longo de sua carreira já avaliou mais de 15 mil executivos de alta gestão. É Pós-graduada em Negócios e Conselheira de Administração pela Fundação Dom Cabra | FDC e ChildFund Brasil. Ela possui certificação de Executive Coach pela International Association of Coaching, é especialista em Microexpressões e Programação Neuro-linguística e possui vivência Internacional na Inglaterra e USA.



Semana de volta às aulas: o que as famílias esperam para o novo ano letivo nas escolas públicas?

Pesquisa encomendada pela Fundação Itaú e pelo Movimento Todos Pela Educação ouviu cerca de cinco mil pais e responsáveis de estudantes das redes municipais para entender as percepções sobre a Educação e o aprendizado dos alunos

 

Na semana que marca o retorno das aulas nas redes de ensino de todo o país, a pesquisa “Opinião das Famílias: Percepções e Contribuições para a Educação Municipal”, encomendada ao Instituto Datafolha pela Fundação Itaú e pelo Todos Pela Educação, revela as expectativas dos familiares em relação à qualidade da educação ofertada nas escolas públicas. 

De acordo com o estudo, que ouviu 4.969 pais e responsáveis de alunos entre 6 e 18 anos, apenas 60% dos entrevistados acreditam que seus filhos estão aprendendo o que é esperado para suas idades, evidenciando uma preocupação crescente com a qualidade do ensino. Dentre as prioridades elencadas, também se destacam a melhoria da infraestrutura escolar (20%) e as condições de trabalho dos professores (17%). Famílias das regiões Norte e Nordeste enfatizam ainda a necessidade de melhorias estruturais, com 23% e 26%, respectivamente, considerando isso uma ação imediata. 

“O levantamento nacional mostra que as mães e os pais dos estudantes estão cada vez mais conscientes e envolvidos no acompanhamento dos resultados das avaliações de desempenho, bem como no desenvolvimento cotidiano de seus filhos. Essa preocupação abrange não apenas o aprendizado adequado, mas também o risco de abandono escolar”, explica Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social.  

Para a superintendente, o retorno das aulas é o momento em que as redes de ensino, governos e sociedade devem considerar as expectativas das famílias, cuja atenção se volta para além da infraestrutura escolar. “É fundamental desconstruir o estereótipo de que os responsáveis pelas crianças e adolescentes matriculados em escolas públicas não se importam com a qualidade da educação. A pesquisa é um retrato do questionamento das famílias, que querem saber em que medida as escolas conseguem engajar os estudantes e proporcionar um ambiente educativo que faça sentido para eles”, ressalta.  

O estudo aponta que 30% dos participantes consideram a expansão de escolas em tempo integral como uma prioridade a partir deste ano. O modelo educacional, que oferece uma carga horária mínima de sete horas diárias, é visto como essencial para o desenvolvimento socioemocional dos estudantes, promovendo habilidades necessárias para o futuro. Além disso, 57% das famílias expressam temor em relação ao abandono escolar, refletindo a necessidade de um ambiente educativo mais acolhedor e estimulante. 

“A volta às aulas não deve ser vista apenas como um retorno à rotina escolar, mas como uma oportunidade para reestruturar e fortalecer os laços entre família e escola em prol de uma educação pública de qualidade, sob o respaldo do apoio e suporte dos estados e municípios”, finaliza Patricia.

Confira outras prioridades destacadas pelas famílias dos estudantes na pesquisa:

 

Abandono e aprendizagem

·         Metade (51%) dos responsáveis concordam que “muitos estudantes estão abandonando a escola”. Esse receio é ainda mais evidente entre as famílias com menor rendimento: 53% dos responsáveis com renda de até um salário mínimo concordam totalmente ou em parte com essa afirmação, uma diferença de 16 pontos percentuais em relação às famílias com renda superior a cinco salários mínimos (37%). 

·         Do mesmo modo, nove em cada dez responsáveis (91%) acreditam que é imprescindível fortalecer o ensino de matemática nos currículos escolares. Mais de 80% apoiam a ampliação de atividades artísticas, esportivas e culturais, além da inclusão de temas sobre diversidade étnico-racial.

 

Anos Finais do Ensino Fundamental 

·         Os responsáveis por alunos dos Anos Finais (6º ao 9º ano) apontam desafios ainda maiores para essa etapa, especialmente em dois aspectos centrais: o aprendizado e a trajetória escolar. O abandono escolar é uma preocupação mencionada pela maioria (57%) das famílias desses estudantes. 

·         A qualidade da aprendizagem é outro ponto de atenção destacado pelos entrevistados. Entre os responsáveis por estudantes dos Anos Iniciais, 64% acreditam que seus filhos estão adquirindo o conhecimento esperado para a idade. Já nos Anos Finais, essa confiança diminui para 59%.

 

Valorização dos professores

·         As famílias reconhecem que os educadores são o elemento mais importante para a garantia da aprendizagem de crianças e adolescentes. Itens como maior acompanhamento do desenvolvimento dos alunos e melhor formação e  qualificação dos docentes receberam 86% de concordância entre os entrevistados como centrais para a melhoria da aprendizagem dos estudantes.  

·         Além disso, 70% dos pais e responsáveis relataram que os filhos se sentem acolhidos pelos professores, reforçando o papel central dos educadores na construção de um ambiente escolar positivo.

 

Metodologia

A pesquisa quantitativa foi conduzida no segundo semestre de 2024, utilizando entrevistas individuais com uma abordagem híbrida. Essa abordagem incluiu contatos presenciais em locais de grande circulação nas áreas pesquisadas e entrevistas telefônicas, realizadas por meio de sorteio aleatório de números de celular, distribuídos de acordo com os códigos DDD. As amostras foram estratificadas por região geográfica e tipo de município, com base nas proporções de matrículas registradas no Censo da Educação 2023. As entrevistas foram guiadas por um questionário estruturado, com duração média de 24 minutos.


Conflito de gerações: como pais e jovens podem abordar a escolha do curso universitário

A escolha de qual universidade cursar é uma das decisões mais importantes para os jovens que estão concluindo o Ensino Médio e, muitas vezes, envolve um confronto direto entre gerações dentro de um contexto globalizado e caracterizado pela efemeridade das relações e dos avanços tecnológicos cada vez mais potentes. De um lado, estão os pais com sua experiência e expectativas de estabilidade e sucesso. De outro, os jovens da geração Z, que buscam desafios e sentido em suas escolhas, em alguns casos distantes das profissões tradicionais. Nesse contexto, o choque de visões e a pressão familiar podem gerar tensões significativas, resultando em um conflito de gerações que marca o ambiente familiar. 

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, revelam que 59% dos estudantes brasileiros desistem de seus cursos ao entrar na faculdade. Esse índice pode refletir diversos fatores que levam à desistência do curso universitário, desde questões econômicas até a influência das expectativas familiares. Isso porque, os pais, preocupados com uma escolha profissional segura, com garantias de empregabilidade e salários atrativos, exercem uma pressão que desconsidera o cenário atual do mercado de trabalho e as novas profissões emergentes, que atraem cada vez mais a juventude.
 

O caminho do diálogo 

A geração Z é marcada pela busca de uma carreira que ofereça realização pessoal e desafios constantes, sendo mais inclinada a correr riscos e a experimentar antes de se comprometer com uma trajetória específica. Esse comportamento gera desconforto em muitas famílias, que preferem ver seus filhos seguindo carreiras "tradicionais”. 

Para amenizar esse conflito, o diálogo aberto é essencial. Os pais devem praticar a escuta ativa sem se antecipar com uma escolha autoritária, criando um espaço de convivência seguro para que os filhos tenham confiança em compartilhar suas dúvidas, seus medos e suas angústias. Ao mesmo tempo, os jovens precisam aprender a comunicar suas escolhas de forma clara, explicando seus interesses e demonstrando o potencial de suas decisões. 

Esse diálogo, no entanto, nem sempre é fácil. A comunicação entre pais e filhos, especialmente em momentos de pressão, pode ser desafiadora e conflituosa. Assim, é importante que os pais aceitem que os filhos cresceram e que são pessoas independentes em busca de autonomia. Negar isso é contribuir para que permaneçam heterônomos.
 

O papel da escola e do mercado 

Além do diálogo familiar, as escolas também desempenham um papel importante nesse processo. As instituições de ensino devem fornecer aos jovens ferramentas e informações sobre as opções de carreira e orientar os pais sobre as transformações do mercado de trabalho. Programas de orientação vocacional, visitas a universidades e diálogos com profissionais de diferentes áreas são essenciais para preparar os jovens para o futuro. 

O mercado de trabalho atual está em constante transformação. Segundo a consultoria McKinsey, cerca de 50% das ocupações existentes hoje podem ser automatizadas até 2030, o que demanda novas habilidades e competências. As profissões do futuro estarão mais focadas em áreas como tecnologia da informação, ciência de dados e inteligência artificial. Portanto, é essencial que pais e jovens estejam cientes dessas mudanças ao tomar decisões sobre a educação superior. 

O conflito geracional na escolha do curso universitário só pode ser mitigado por meio do diálogo aberto e da busca por informações atualizadas sobre o mercado de trabalho. Jovens que abandonam suas escolhas e decidem se dedicar àquilo que os pais querem, frequentemente se tornam profissionais frustrados ou não finalizam os cursos. Portanto, cabe aos pais apoiarem seus filhos, não apenas oferecendo conselhos baseados em suas próprias experiências, mas também aprendendo sobre as novas realidades profissionais. Ao mesmo tempo, os jovens devem se posicionar de forma assertiva, explicando seus interesses e expectativas para o futuro. Somente assim será possível encontrar um equilíbrio entre segurança e realização pessoal na escolha da carreira.

 

Pamela Suelli da Motta Esteves - Professora de Educação Básica da unidade do Rio de Janeiro da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição a uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.


ARTESP abre consulta pública para modernização das regras de isenção de pedágio

Objetivo é receber sugestões para implementação do Sistema de Passagem Livre Automática


A ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo abriu a Consulta Pública 01/2025 para receber contribuições que redefine as regras para isenção de pedágio nas rodovias concedidas em São Paulo e revoga a Portaria ARTESP nº 13, de 30 de maio de 2014. A proposta prevê a substituição dos cartões físicos pelo “Sistema de Passagem Livre Automática”, tornando obrigatório o uso de tags para controle dos veículos isentos.

 

Dentre as principais mudanças estão a eliminação dos cartões, a exigência de tags para concessão do benefício e a adaptação ao modelo de pedágio por livre passagem, conhecido como Free Flow. A medida visa modernizar o sistema, melhorar o controle e facilitar a fiscalização.

 

As contribuições poderão ser enviadas até às 18h do dia 24 de fevereiro por meio do formulário. Mais detalhes poderão ser conferidos no site da Agência


Superexploração das águas subterrâneas está comprometendo a vazão dos rios no Brasi

Reservatório da represa de Itaparica, no rio São Francisco, fotografado a partir da Estação Espacial Internacional, em 2016 (crédito: Nasa/Wikimedia Commons) 



Estudo constatou que mais da metade dos rios brasileiros pode sofrer redução no fluxo devido à transferência de água para os aquíferos. O bombeamento para irrigação está entre os principais fatores. Mais de 88% dos poços operam em condições ilegais.

Mais da metade dos rios brasileiros apresenta risco de redução de fluxo devido à percolação da água em direção aos aquíferos subterrâneos. Esta constatação resultou da análise de 17.972 poços em todo o território nacional. Destes, 55,4% apresentaram níveis de água abaixo da superfície dos rios mais próximos. Essa diferença no nível hidráulico cria um gradiente que favorece a percolação da água do rio para o subsolo, podendo transformar rios em perdedores de fluxo de água. O estudo, realizado por pesquisadores do país e do exterior, foi publicado no periódico Nature Communications “Widespread potential for streamflow leakage across Brazil”.

“Devido a condições climáticas e à intensa atividade agrícola, são áreas especialmente críticas a bacia do rio São Francisco e a região do Matopiba [que abrange os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], ambas muito dependentes de águas subterrâneas para irrigação e abastecimento humano”, diz Paulo Tarso Sanches de Oliveira, segundo autor do estudo, professor de hidrologia e recursos hídricos na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP).

No caso da bacia do São Francisco, 61% dos rios analisados mostraram potencial de perda de fluxo de água para o aquífero, resultado atribuído ao uso intensivo de águas subterrâneas principalmente para irrigação. A situação é ainda pior na bacia do rio Verde Grande, um afluente do São Francisco, que se estende pelo norte de Minas Gerais e sudoeste da Bahia. Neste caso, o potencial de perda de fluxo chega a afetar 74% dos rios. “Essas duas bacias são cruciais para a agricultura e geração de energia hidrelétrica no Brasil. O que está acontecendo põe em risco não apenas a sustentabilidade local, mas também a segurança hídrica, alimentar e energética em grande escala”, comenta Oliveira.

Um forte fator de impacto é a perfuração indiscriminada de poços, para irrigação agrícola ou consumo privado. Estudo publicado em 2021 por Ricardo Hirata e colaboradores mostrou que existiam naquela data cerca de 2,5 milhões de poços tubulares no Brasil e que mais de 88% deles eram ilegais, sem licença ou registro para bombeamento. O volume de água bombeada, da ordem de 17,6 bilhões de metros cúbicos por ano, seria suficiente para atender toda a população brasileira, mas era usufruído por menos de 20% da população.

Além de o bombeamento comprometer seriamente a vazão dos rios, afetando a disponibilidade de água para o consumo humano, os ecossistemas aquáticos e a própria paisagem, o uso excessivo de água subterrânea pode causar a subsidência do solo – isto é, o afundamento e até mesmo o colapso da superfície. “Esse cenário já foi observado na Índia e na Califórnia, e o Brasil pode vir a enfrentar problemas semelhantes se não houver planejamento e controle adequados. O alerta é ainda mais relevante diante das projeções que indicam um aumento superior a 50% nas áreas irrigadas no país nos próximos 20 anos, o que pressionará ainda mais os recursos hídricos superficiais e subterrâneos”, sublinha o pesquisador.

Planejamento e controle são indispensáveis, pois, apesar de deter 15% da água doce renovável do mundo, o país já está enfrentando grandes problemas hídricos, que o acirramento da crise climática deverá agravar. “A região do bioma Cerrado, que abriga importantes aquíferos e rios estratégicos, além de ser a principal área de expansão agrícola e responsável por 70% da produção de milho do país, está entre as regiões mais vulneráveis. O equilíbrio entre rios e aquíferos na região pode ser comprometido pelas recentes mudanças no uso e cobertura do solo, impulsionadas pelo avanço da fronteira agrícola e, sobretudo, pela crescente demanda por irrigação”, pontua Oliveira. 

Para enfrentar esse cenário, os pesquisadores envolvidos no estudo enfatizam a necessidade de integrar a gestão de águas superficiais e subterrâneas. Ferramentas baseadas em sensoriamento remoto e dados de campo podem ajudar a mapear regiões críticas e a orientar políticas públicas. Além disso, investimentos em monitoramento hidrogeológico são cruciais. “O Brasil tem potencial para ampliar a irrigação de forma sustentável, mas é necessário planejar melhor o uso integrado das águas subterrâneas e superficiais para evitar impactos negativos”, afirma José Gescilam Uchôa, primeiro autor do artigo.

Foi ele o responsável pelo levantamento exaustivo de informações sobre os 17.972 poços investigados. Para esse levantamento, feito durante sua pesquisa de mestrado, Uchôa utilizou a base de dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Agora doutorando na EESC-USP, sob a orientação de Edson Cezar Wendland, que também assina o artigo, Uchôa está pesquisando o impacto do uso e da ocupação do solo, bem como das mudanças climáticas, nos fluxos hidrológicos entre as águas subterrâneas e superficiais em área de afloramento do aquífero Guarani. A investigação é apoiada por bolsa da FAPESP.

Oliveira e Uchôa argumentam que ainda é possível minimizar o problema, mas que medidas efetivas não podem ser postergadas, porque, do jeito que as coisas estão, a depleção do sistema hídrico já está impactando, inclusive, a saúde da população. “Em 2017, foi registrado um aumento significativo nos casos de pressão alta entre os moradores de um pequeno vilarejo no litoral de Alagoas, que consomem água proveniente do rio São Francisco. Posteriormente, constatou-se que o problema estava relacionado à ingestão de uma maior concentração de sal na água, causada pela intrusão de água do mar no rio, em decorrência da redução de sua vazão”, informa Oliveira. O assunto foi objeto de reportagens na mídia.

O estudo em pauta é muito significativo para o Brasil, que pode enfrentar um agravamento do estresse hídrico, com consequências severas para o abastecimento de água, a segurança alimentar e os ecossistemas. Mas seu alcance é ainda maior, pois serve como um chamado global para a revisão de estratégias de manejo hídrico em países tropicais, onde o uso crescente de águas subterrâneas coloca em risco os recursos hídricos superficiais.

O artigo Widespread potential for streamflow leakage across Brazil pode ser acessado em: www.nature.com/articles/s41467-024-54370-3.
 


José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/superexploracao-das-aguas-subterraneas-esta-comprometendo-a-vazao-dos-rios-no-brasil/53878


Pesquisa reforça papel da magistratura no combate à tortura contra adolescentes em conflito com a lei

O Insper é uma instituição independente e sem fins lucrativos, que tem como visão ser referência em educação e geração de conhecimento por meio do ensino de excelência e pesquisa nas áreas de Administração, Economia, Direito, Engenharia, Políticas Públicas, Tecnologia e Comunicação. No portfólio, cursos para várias etapas de uma trajetória profissional: graduação (Administração, Direito, Economia, Engenharia e Ciência da Computação), pós-graduação lato e stricto sensu (Certificates, MBAs, programas da área de Direito, Mestrados Profissionais) e Educação Executiva (programas de curta e média duração, e customizados de acordo com as necessidades das empresas). No âmbito da produção de conhecimento, o Insper atua por meio de cátedras e centros de pesquisa que reúnem pesquisadores em estudos e projetos dirigidos a políticas públicas, agronegócio, educação, inovação, finanças e gestão. A escola tem as certificações de qualidade da Association to Advance Collegiate Schools of Business (AACSB), Association of MBAs (AMBA) e EFMD Quality Improvement System (EQUIS).
 


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É FAKE! Imagens alteradas com IA enganam turista

Registro da aurora boreal alterado com tecnologia
  
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Especialista denuncia uso de fotos alteradas e o impacto disso na experiência dos turistas que viajam ao Ártico em busca do fenômeno


A aurora boreal é um dos fenômenos mais deslumbrantes da natureza, mas a desinformação crescente nas redes sociais tem prejudicado a experiência real de quem sonha em testemunhar esse espetáculo. A enxurrada de vídeos gerados por inteligência artificial, imagens editadas de maneira irrealista e promessas falsas criam expectativas distorcidas sobre o fenômeno, gerando frustrações e até colocando turistas em risco.

Guias especializados que atuam no Ártico enfrentam um desafio duplo: além de conduzir expedições em um dos ambientes mais inóspitos do planeta, precisam lidar com a crescente influência de conteúdos enganosos que fazem com que visitantes cheguem despreparados e com percepções equivocadas.

“A maioria das imagens e vídeos que viralizam sobre a aurora boreal são falsas. Além disso, cada vez mais influenciadores e turistas sem qualquer preparo para o Ártico saem em busca do fenômeno baseados apenas em aplicativos e vídeos irreais. Eles não conhecem os riscos das estradas, as condições climáticas extremas e, quando finalmente encontram a aurora, muitas vezes ridicularizam sua aparência real porque não corresponde às expectativas criadas por imagens manipuladas”, alerta Marco Brotto, O Caçador de Aurora Boreal, que soma mais de 160 expedições na região.

Outro problema grave apontado por Brotto é a comercialização irresponsável da experiência, com promessas infundadas sobre “as melhores auroras da década” e datas erradas para a visualização do fenômeno. “A desinformação leva muitos turistas a contratarem serviços de baixa qualidade, sem qualquer suporte profissional”, alerta ele.

Registro da aurora boreal alterado com tecnologia 
 
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Brotto se diz indignado ao ver agências “brincando” com o sonho de outras pessoas, divulgando imagens irreais, orientações equivocadas e, sem qualquer experiência, prometendo aquilo que não conhecem. “Luto pelas minhas conquistas e pelo que acredito. Quero que as pessoas realizem o sonho de ver a aurora de forma segura, com informações corretas e guiadas por especialistas”. 

Após anos liderando grupos no Ártico, Brotto estabeleceu um formato de expedições que atendem viajantes de todas as idades, a partir de 8 anos. “O que eu garanto, sempre, é que será uma experiência inesquecível e genuína. O restante, é com a natureza. Ninguém manda nas auroras, nem a tecnologia”, afirma.

“A desinformação vai tão longe, que recentemente vi um filme falando que não existia relógio numa ilha na Noruega chamada Sommarøy. Na verdade, existem duas ilhas com esse nome e nenhuma delas tem esse fato do relógio. Até houve um debate recente sobre isso - abolir os relógios - um ato nunca consumado. E nem todas as imagens utilizadas no filme não são de alguma das duas ilhas”, exemplifica ele.

Com uma equipe formada por profissionais experientes, O Caçador de Aurora Boreal foca em pacotes que incluem acompanhamento especializado, explicações científicas sobre o fenômeno, orientações sobre a bagagem adequada e itens necessários para que a busca pela aurora seja realizada com responsabilidade e respeito à natureza.  


4 estratégias para facilitar trocas e devoluções

Estudo diz que 92% dos consumidores voltariam a comprar se as trocas fossem simplificadas; atendimento é peça-chave para fidelização

 

Lidar com trocas e devoluções de produtos nem sempre é uma experiência agradável para consumidores, que tendem a adiar a operação. Essa demora, inclusive, pode ser relacionada ao receio de enfrentar uma operação burocrática, o que não é bem visto pelos clientes: 58% buscam simplicidade ao fazer suas devoluções, segundo estudo da agência Invesp. Nessas horas, contar com um atendimento de qualidade faz a diferença para conquistar uma consideração pela marca.

 

Prova disso é que 92% das pessoas comprariam novamente na loja se o processo fosse simplificado, de acordo com o mesmo estudo. Tendo isso em vista, mais do que elaborar mudanças para evitar que clientes troquem ou devolvam o produto — que, sem dúvidas, é um ponto importante na estratégia de qualquer negócio —, as empresas precisam entender que essa probabilidade existe e, portanto, devem se munir de soluções estratégicas.

 

“Processos de devolução podem ser um diferencial na fidelização de clientes, e donos do negócio devem recorrer a ferramentas eficazes para colocar o atendimento como protagonista. Dessa forma, apesar da troca e devolução, a experiência do consumidor se torna positiva e ele tem seu problema resolvido, aumentando as chances de que ele volte no futuro”, comenta Oswaldo Garcia, CEO da NeoAssist, plataforma referência em atendimento omnichannel. 

 

Pensando nisso, o especialista aponta 4 processos que as empresas podem incluir no atendimento para proporcionar uma jornada satisfatória de troca e devolução. Confira:

 

Deixe claros os requisitos e o protocolo das trocas e devoluções


É importante que as empresas tenham uma política de trocas e devoluções bem definida e, sobretudo, acessível durante toda a jornada do cliente, independentemente da data comemorativa.

 

Desde a pré-venda até o pós, é fundamental oferecer informações claras e transparentes sobre requisitos, prazos para a troca e como funciona a devolução. O cliente quer soluções práticas, e não entregar essa experiência desejada pode prejudicar o engajamento com a marca. 

 

Ofereça vários canais de atendimento


Ter acesso a vários canais de suporte é um ponto favorável para consumidores, ainda mais quando as plataformas estão integradas e o fluxo da conversa não se perde. Oferecer opções de atendimento diversas, como redes sociais, telefone, e-mail, WhatsApp e chatbot, facilita a jornada e ajuda a resolver a troca ou devolução de forma ágil e do jeito que o cliente preferir.

 

Disponibilize autosserviços 


Para quem gosta de resolver questões de trocas e devoluções por conta própria, sem necessariamente ter interação com vendedores, como é o caso de muitos brasileiros — 77% dos entrevistados querem opções “self-service”, segundo pesquisa da ServiceNow —, os autosserviços são uma opção favorável. 

 

Exemplo disso são bots, que automatizam o autoatendimento 24/7 em diferentes canais com ajuda de IA, e FAQs inteligentes, que reconhecem erros gramaticais e termos semelhantes, proporcionando pesquisas mais abrangentes. Tais serviços são ágeis na resolução e em entregar informações claras sobre o processo.

 

Seja ágil nas respostas - a inteligência artificial pode ajudar

 

Um dos fatores que atraem clientes é uma resposta rápida. O que ele mais quer é conseguir resolver sua dúvida e seguir com a troca ou devolução. Com ajuda de inteligência artificial, equipes de atendimento podem proporcionar essa experiência positiva. 

 

Hoje, soluções disponíveis no mercado já permitem perceber as emoções dos clientes durante a interação e recomendar ações inteligentes baseadas no tom da conversa, muitas vezes sugerindo respostas que aceleram o tempo de atendimento. Por exemplo, a Núb.ia, da NeoAssist, que é capaz de identificar pontos críticos e oferecer intervenções proativas, garantindo a satisfação do cliente em todas as etapas da jornada de compra.

 

NeoAssist



A importância de implementar educação financeira nas escola

Uma recente pesquisa conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que 47% dos jovens da Geração Z não realizam o controle de suas finanças. Esse dado reforça a importância da implementação da educação financeira nas escolas de maneira sistemática, tendo em vista que se trata de uma ferramenta essencial para formar jovens conscientes, capazes de planejar e gerir suas finanças de forma responsável. 

Embora essa necessidade seja cada vez mais visível, ainda existem desafios significativos para a implementação eficiente desse conteúdo no currículo escolar. Atualmente, a educação financeira é ministrada, sobretudo, de maneira tradicional, com aulas teóricas, livros didáticos e palestras. Embora esses métodos ofereçam uma ampla base de conhecimento, é essencial que eles sejam combinados com atividades práticas e interativas. 

De um modo geral, a educação financeira, para ser verdadeiramente impactante, precisa estar conectada ao cotidiano dos estudantes e a situações reais que eles enfrentarão no futuro, preparando-os desde cedo para lidar com questões como planejamento orçamentário, poupança e consumo consciente.  

A educação financeira não tem uma idade certa para começar. Pelo contrário, ela pode e deve ser introduzida desde a infância, evoluindo à medida que estudantes progridem em sua jornada acadêmica. Diferentes práticas podem ser incentivadas de acordo com o nível de desenvolvimento, garantindo que estejam preparados para lidar com questões financeiras em cada etapa de suas vidas.
 

Alternativas práticas para a educação financeira nas escolas 

Embora ainda sejam válidos, os métodos tradicionais precisam ser complementados por abordagens dinâmicas e modernas. A utilização de tecnologias, como aplicativos de simulação financeira e plataformas digitais, pode tornar o processo de aprendizagem mais interessante e engajador para os estudantes. Isso, porque ferramentas que simulam investimentos e gestão de orçamento proporcionam a oportunidade de tomar decisões financeiras em um ambiente controlado e seguro. 

Além disso, é importante que a educação financeira nas escolas seja integrada a outras disciplinas, conectando o conteúdo à realidade dos estudantes. Projetos interdisciplinares que envolvam matemática, ciências sociais e história, por exemplo, podem tornar a aprendizagem mais contextualizada e aplicável. 

Associar a educação financeira à educação bilíngue, ministrando o conteúdo em inglês, também oferece uma vantagem adicional, pois prepara os estudantes para lidar com um universo multicultural. A gamificação, o uso de desafios em equipe e a criação de metas pessoais também são práticas eficazes para manter o interesse ao longo do tempo.
 

Atividades extracurriculares como parte da educação financeira 

As atividades extracurriculares, por sua vez, desempenham um papel essencial no aprofundamento do conhecimento sobre finanças. A realização de iniciativas como clubes de finanças, feiras de empreendedorismo, bazares e simulações de bancos nos colégios não apenas incentivam o engajamento dos estudantes, mas também permitem que eles apliquem na prática os conceitos teóricos aprendidos em sala. 

Essas atividades possibilitam o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como autogestão e capacidade de trabalhar em equipe, além de fortalecerem a compreensão sobre a importância do consumo consciente e da responsabilidade financeira. Ao participar dessas experiências, os estudantes têm contato direto com a realidade e são preparados de maneira prática para os desafios que encontrarão ao longo da vida.
 

O papel das famílias para a educação financeira 

Embora as escolas sejam fundamentais, sozinhas não podem suprir todas as necessidades da formação em educação financeira. Como parte da aprendizagem, os pais devem ser exemplos de boas práticas para os filhos, envolvendo-os em decisões orçamentárias e discutindo abertamente sobre planejamento das contas. 

Ao incluir os jovens nas discussões sobre o controle das finanças familiares, contribuímos diretamente para o desenvolvimento de uma geração mais consciente e preparada para tomar decisões responsáveis.
 

Desafios e oportunidades 

Ainda assim, existem desafios substanciais a serem superados na implementação da educação financeira nos colégios. A formação dos professores é um dos principais pilares. Além disso, também é preciso considerar a adaptação dos materiais didáticos para diferentes realidades socioeconômicas, garantindo que a educação financeira seja acessível a todos os estudantes, independentemente de seu contexto. 

Diante disso, a capacitação dos professores e a disponibilização de recursos didáticos adequados são passos essenciais para garantir o sucesso da educação financeira nas escolas. Além disso, o uso de tecnologias inovadoras pode ser uma grande aliada nesse processo, pois facilita a aprendizagem e torna o conteúdo mais acessível para os jovens. 

É importante reforçar que a educação financeira não se trata de ensinar conceitos matemáticos ou como calcular juros e amortizações. Ela deve ser vista como uma ferramenta de cidadania, capacitando os jovens não apenas a gerir suas finanças pessoais, mas também a contribuir para uma sociedade mais equilibrada econômica e ambientalmente. 

Portanto, ao incorporar a educação financeira de forma prática e engajadora nos colégios em parceria com as famílias, é possível preparar os jovens de hoje para os desafios do futuro, formando adultos conscientes e preparados, evitando problemas como o endividamento, e construindo uma vida financeira estável e sustentável.




Lise Meireles Soares de Alencar - Coordenadora Pedagógica Bilíngue da unidade de Belo Horizonte da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.


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