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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Mateus Solano estreia seu primeiro monólogo no Teatro Renaissance

Crédito Dalton Valerio

 

A peça retrata o cotidiano de um figurante no audiovisual, que passa a questionar sua própria existência e enfrentar um intenso embate consigo mesmo. A direção é de Miguel Thiré, que volta a colaborar com Mateus Solano após o sucesso de Selfie — espetáculo que lotou teatros de 2014 a 2018 — em uma parceria inédita na dramaturgia com Isabel Teixeira.


 

comédia dramática O Figurante, traz o ator Mateus Solano em seu primeiro monólogo, no papel de um figurante que passa a questionar sua própria existência e seu lugar em um mundo que parece mantê-lo em segundo plano. Com direção de Miguel Thiré que contou com a colaboração na dramaturgia de Mateus Solano e Isabel Teixeira, a peça estreia no dia 10 de janeiro, às 21h, no Teatro Renaissance,em São Paulo. A temporada terá apresentações de sextas às 21h, sábados às 19h e domingos às 17h. A estreia paulistana acontece após uma temporada carioca de muito sucesso entre os meses de julho a outubro, seguida de passagens por cidades de Minas Gerais, Porto Alegre, Brasília e Ribeirão Preto. 

 

A trama mergulha na rotina de Augusto, um figurante que luta para encontrar a si próprio em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano. O Figurante reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano.


A dramaturgia foi construída a partir do método Escrita na Cena, desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua própria criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.

 

“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever ‘O Figurante’. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. ‘O Figurante’ coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.

 

A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico. 

 

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção. Acompanho o trabalho desse brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. “O Figurante busca colocar o foco onde normalmente não há. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, explica Miguel Thiré, diretor.

 

Ficha Técnica:


Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré. Atuação: Mateus Solano. Direção: Miguel Thiré. Direção de Produção: Carlos Grun. Direção de Movimento: Toni Rodrigues Desenho de Luz: Daniela Sanches. Direção Musical e Trilha Original: João Thiré. Design Gráfico: Rita Ariani. Desenho de Som: João Thiré. Fotos: Guto Costa. Equipe de Produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves. Idealização e Realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun. Produção: Bem Legal Produções. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.

 

 

Serviço:


O Figurante

Temporada:  até  31 de março -  Sextas às 21h, sábados às 19h e domingos às 17h.

Duração: 70 minutos.

Ingressos: Disponíveis no site do Olha o Ingresso

R$150,00 (inteira) R$75,00 (meia)

Teatro Renaissance

Alameda Santos 2233 - Jardim Paulista, Piso E1

Bilheteria de sexta a domingo das 14h ao início do espetáculo

Site: www.teatrorenaissance.com.br  


 

Reflexões profundas sobre a experiência humana se desdobram no espetáculo Pé na Estrada, que faz temporada a partir de janeiro no Teatro UOL

 



Teatro UOL recebe até 30 de janeiro de 2025, quartas e quintas, 20h, um espetáculo que convida o público a refletir sobre os desafios da existência humana. Dirigida por Zaqueu Machado e escrita por Paula AutranPé na Estrada apresenta uma trama sensível e poética que questiona o propósito da vida e a dificuldade de criar conexões autênticas em tempos de desencontros. No elenco, estão Felipe MouraDelta Negreiros e Maria Julia Ruivo. 

A busca e a espera, temas inevitáveis da experiência humana, são o eixo central de uma trama poética que nos convida a explorar a complexidade das relações e o sentido da existência. Em um espaço-tempo suspenso, um encontro improvável entre um homem e uma mulher desencadeia diálogos repletos de contrapontos, onde reflexões sobre a jornada da vida emergem de forma profunda. 

 

Nesse universo simbólico, a peça questiona se o tempo e a efemeridade de uma convivência podem revelar novas perspectivas cuja única certeza é a constante impermanência. A dramaturgia constrói uma metáfora dos desafios contemporâneos, refletindo os anseios e expectativas do ser humano, que, apesar de suas certezas, navega em águas incertas, enfrentando fragilidades e inseguranças inerentes à condição de estar vivo.

O espetáculo propõe uma reflexão sobre os desencontros e os vazios existenciais que permeiam a vida moderna. Temas como propósito, solidão e a busca por significado se desdobram em cenas que provocam identificação e empatia, estimulando o público a revisitar questões fundamentais sobre conexão e comunicação. 

Em tempos onde o diálogo autêntico e a profundidade emocional parecem relegados a segundo plano, a peça resgata a importância de tais elementos, oferecendo uma experiência cênica que transborda relevância. Com sua “fantasia dramática”, Pé na Estrada instiga o espectador a repensar suas próprias vivências, em um convite para mergulhar na tessitura do tempo e na essência daquilo que realmente importa.

Desde sua estreia em 2022, Pé na Estrada tem conquistado públicos diversos e reforçado sua relevância no cenário cultural. A primeira temporada, realizada no Teatro Viradalata, em São Paulo, atraiu mais de 400 espectadores ao longo de quatro dias de apresentações, marcando o início promissor da trajetória do espetáculo. Em 2023, a peça ampliou seu alcance ao circular pelos Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo, incluindo Vila Rubi, Parelheiros, Três Lagos, Navegantes e Cidade Dutra. Essa circulação permitiu que mais de 1500 pessoas vivenciassem a força poética e reflexiva da montagem.

 

Sinopse


Entre a busca e a espera, modos distintos de estar no mundo colidem quando um Homem e uma Mulher se encontram por acaso. Em meio a diálogos sensíveis, o espetáculo revela desdobramentos inesperados ao trazer a perspectiva de um Velho e uma Velha, que ampliam os conflitos e questionam o sentido da existência.

 

Ficha Técnica


Texto: Paula Autran

Direção: Zaqueu Machado

Elenco: Delta de Negreiros, Felipe Moura e Maria Julia Ruivo

Idealização de Figurino: Zaqueu Machado

Concepção e Execução de Cenografia: Zaqueu Machado e Huytilan Mazahua

Identidade Visual e Redes Sociais: Lieser Touma

Operação de Luz e Som: Rafael Pereira

Assessoria de Imprensa: Pevi 56 – Angelina Colicchio e Diogo Locci

Marketing: Emanoela Abrantes

Assessoria Contábil: Eliane Azevedo Assessoria de Contabilidade

Produção Executiva: Felipe Moura

Idealização: Felipe Moura Produções Artísticas Ltda.

 

Serviço


Temporada: até 30 de janeiro de 2025, quartas e quintas, às 20h

Local: Teatro UOL – Av. Higienópolis, 618 - Higienópolis, São Paulo - SP

Duração: 110 minutos

Classificação: 12 anos

Ingressos: De R$40 a R$100. Disponíveis para venda neste link.



Circo de Los Pies, espetáculo infantil com Palhaça Asmeline, faz temporada no Sesc Belenzinho



O espetáculo infantil, Circo de Los Pies com a palhaça Asmeline, inicia a temporada no Sesc Belenzinho a partir do dia 11 de janeiro, aos sábados, domingos e quintas às 12h.  

Circo de Los Pies é um espetáculo solo de palhaçaria e teatro de animação, onde o corpo deficiente é protagonista e autor do seu próprio discurso. Esse trabalho tem classificação livre e conta com os recursos de acessibilidade em audiodescrição e LIBRAS, que foram pensados durante o processo como disparadores criativos para a cena e para o jogo da palhaça. Desta maneira, esses recursos fazem partes da própria dramaturgia da obra.

 

Sinopse 

Circo de Los Pies é um espetáculo cômico-circense no qual a palhaça Asmeline dá vida e apresenta ao público seus dois pés sem conserto: Pezão e Pezinho – personalidades distintas que dividem um mesmo corpo. De maneira poética, cada pé se revela, com seus sonhos e frustrações, êxitos e fracassos. Juntos, criam um pequeno circo feito de desvios e, número após número, surpreendem o público com o inesperado: pés no chão foram feitos somente para estarem no chão, pés também podem voar.

Através da atmosfera circense e do realismo fantástico, o espetáculo aborda, de forma lúdica e aprofundada, as temáticas da acessibilidade, inclusão e capacitismo.
 

Ficha Técnica:

Atuação e Concepção: Emeli Barossi
Assessoria de Direção: Pedro Torres
Trilha Sonora: Pedro Torres e Ana Claudia Dal Zot
Iluminação: Thiago de Castro Leite
Figurino: Adriana Barreto
Cenário: Adriana Barreto e Emeli Barossi
Assessoria em Palhaçaria: Greice Miotello
Assessoria Circense: Potyra Najara
Assessoria em Acessibilidade: A Corda em Si e Laço Arte e Acessibilidade
Roteiro de audiodescrição: A Corda em Si e Emeli Barossi
Pesquisa em Musicoterapia: Ana Claudia Dal Zot
Intérprete em Libras: Suzi Daiane
Audiodescrição: Pedro Torres
Operação de Luz: Thiago Leite

 

A La Luna Cia de Teatro dedica-se à difusão e fruição artística por meio de pesquisa, montagem e circulação de espetáculos. Formada por quatro artistas, os quais pesquisam diferentes linguagens como a Música em cena, Cultura Popular, Palhaçaria e Pedagogia Teatral, o grupo vem se consolidando ao longo dos últimos anos com trabalhos que propõem uma mescla dessas linguagens. Ao longo de sete anos de trajetória a Cia La Luna já circulou com seus trabalhos por diversos estados do Brasil. Atualmente seu repertório conta com espetáculos teatrais e circenses, contações de histórias, intervenções artísticas e registro de tradição oral na cidade de Canelinha/SC.


Serviço 

Espetáculo: Circo de Los Pies

Com: La Luna Cia de Teatro

De 11 a 30 de janeiro. Sábados, domingos e quintas, às 16h.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 12,00 (Credencial Plena); Crianças até 12 anos não pagam ingresso.

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Local: Sala de Espetáculos I (130 lugares). Duração: 60 min. Classificação: Livre.

 

SESC BELENZINHO

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700 

 

Estacionamento

De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. 

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. 

 

Transporte Público

Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m) 

 

Sesc Belenzinho nas redes

Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho  


Sucesso de público, superprodução Um Dia na Broadway ganha nova temporada a partir de 11 de janeiro de 2025 no Teatro Claro Mais


 

Com direção de Billy Bond, espetáculo faz uma homenagem aos grandes musicais norte-americanos de todos os tempos! 

 

Com efeitos especiais impressionantes, o musical Um Dia na Broadway, dirigido e idealizado por Billy Bond, já encantou milhares de espectadores em suas temporadas anteriores. Agora, a superprodução volta em cartaz em São Paulo para uma temporada no Teatro Claro Mais, de 11 de janeiro a 22 de fevereiro de 2025, com apresentações às sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 18h.

Depois de quase 15 anos encenando clássicos do universo infantil, o diretor e músico Billy Bond – há mais de 30 anos no Brasil, à frente da Black & Red Produções – volta a montar espetáculos adultos.

Billy aposta no encantamento dos brasileiros por Nova York, por isso, reproduz o espírito da cidade em cena. Com isso, o diretor quer agradar quem já conhece e ama a metrópole e os que nunca estiveram por lá, mas sonha visitá-la.

Para levar o público a essa viagem, o espetáculo cria uma ambientação característica: um painel com 160 metros de tiras de luz de LED que reproduz pontos turísticos clássicos, como a Times Square, a Broadway, a Estátua da Liberdade, Wall Street, o Harlem, o Empire State, o Metrô e o Grand Central Station.

O espetáculo conta com direção geral e dramaturgia de Billy Bond Andrew Mettine, adaptação de Bond Lilio Alonso, direção musical e arranjos de Bond Villa, direção de cena de Marcio Yacoff, coreografia de Italo Rodrigues, cenário de Marcelo Larrea e figurinos de Paula Canterini Feliciano San RomanAlém disso, em cena estão 32 pessoas, entre atores, cantores e bailarinos e técnicos.

A história começa com a chegada de uma família de férias em Nova York. Acompanhado pelos filhos, um casal viaja para Nova York a fim de comemorar o aniversário de casamento na cidade onde se conheceu e se apaixonou. Logo há um desencontro e as crianças se perdem dos pais no Metrô da Grand Central Station.

A partir de então, na tentativa de reencontrá-los, os irmãos se aventuram por lugares onde acreditam que encontrarão o casal. Sabem que os pais são fanáticos por teatro, portanto, na busca, visitam os teatros da Broadway e assistem trechos de musicais clássicos.

Na plateia, o público acompanha a saga da família e se delicia com as cenas concebidas por Billy para reproduzir a atmosfera de dez dos mais famosos musicais de todos os tempos, em imagens, figurinos, cenários e músicas cantadas ao vivo.

São eles: Priscila (ao som de It’s Raining Men), Evita (Don’t cry for me Argentina), Chicago (All that jazz), Grease (Summer Night), Les Miserable (One day more), Mary Poppins (Supercalifragilistic), A Bela e a Fera (Beauty and beast) Fantasma da Ópera (The Phantom of the Ópera), Cats (Memories) e Mamma Mia (Dancing Queen).

No decorrer dessa trama, um personagem entra em cena para ajudar a contar sua história. Trata-se do próprio George Michael Cohan, artista identificado como um dos primeiros a fazer espetáculos musicais nos Estados Unidos.

Como não pode faltar nas montagens do diretor, a encenação conta com números aéreos, levitação e outros truques e efeitos especiais. Para dar a sensação de 3D, Billy explica, o espetáculo mescla dois cenários, um virtual (composto por imagens de NY em 4K) e outro físico. Outro destaque é o sistema de som Surround, que envolve toda a plateia. Além disso, para que tudo saia como o diretor concebeu, uma equipe de dez profissionais trabalha há meses na computação gráfica. “A reprodução dos espaços da cidade tem de ser fiel”, exige o diretor!

 


SERVIÇO:


Um Dia na Broadway, de Billy Bond

Temporada: 11 janeiro a 22 fevereiro de 2025

Às sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 20h e aos domingos, às 18h

Teatro Claro MAIS São Paulo - R. Olimpíadas, 360 - Vila Olímpia, São Paulo

Ingressos:

Plateia Broadway - R$ 150,00 a R$ 300,00

Plateia Cats – R$ 125,00 a R$ 250,00

Balcão Les Miserables – R$ 110,00 a R$ 220,00

Balcão Grease – R$ 90,00 a R$ 180,00

Times Square Popular- R$ 37,50 a R$ 75,00

Link de vendas: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/um-dia-na-broadway-13819 

Classificação: Livre

Duração: 120 minutos com intervalo de 10 minutos

Capacidade: 803 lugares 

 

Bete Coelho e Vera Zimmermann estrelam “Ana Lívia"

 

Bete Coelho e Vera Zimmermann em Ana Lívia, com direção de Daniela Thomas,
 em cartaz no Centro Cultural São Paulo, de 23 e 26 de janeiro.
 (créditos: Gabriel Fernandes | Matheus Jose Maria | Cia.BR116 – Teatrofilme)

 Com direção de Daniela Thomas, espetáculo Ana Lívia, uma celebração ao poder do teatro, retorna aos palcos, desta vez para apenas quatro apresentações no Centro Cultural São Paulo, entrada franca.

 

Mais uma chance para o público ver a tragicomédia Ana Lívia, uma intensa e intrigante celebração ao poder do teatro. Estrelada pelas atrizes Bete Coelho e Vera Zimmermann, com direção de Daniela Thomas, a peça terá apenas quatro novas apresentações, desta vez no Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho, somente de 23 a 26 de janeiro (quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h), com ingressos gratuitos. O texto, criado especialmente para a Cia.BR116 – Teatrofilme, é a estreia autoral em teatro do escritor e tradutor Caetano W. Galindo.

 

“Ana Lívia é teatro sobre teatro. É sobre atrizes em guerra com seus personagens, ou personagens em embate com suas atrizes (...) uma declaração de amor ao teatro. Aquele, renitente. Aquele que entra crise, sai crise, insiste em sobreviver”, anuncia Daniela Thomas, que também assina a cenografia.

 

O texto idealizado por Galindo serviu como uma fonte de onde também brotaram contribuições de toda a equipe. “Assim que eu sentei pra escrever, aconteceu de um jeito quase assustador aquilo que às vezes a gente ouve os escritores descreverem e sempre pensa que é lorota: essas duas vozes, a Ana e a Lívia, começaram a dizer o que queriam, não o que eu pretendia”, relembra o autor, referindo-se à dinâmica viva do texto, que foi se transformando a cada leitura.

 

Como uma catarse em looping incessante, a conversa compulsiva e provocadora de Ana e Lívia traz à tona a relevância da escrita contemporânea de Galindo, tradutor de Ulysses, de James Joyce, cujos trechos finais resultaram no espetáculo Molly—Bloom, montagem anterior da Cia.BR116 – Teatrofilme. As referências agora incluem Emily Dickinson, Dylan Thomas e, claro, James Joyce (os nomes das personagens, por exemplo, remetem a Anna Livia Plurabelle, de Finnegans Wake, obra referência, também, em outros pontos do espetáculo). “O trabalho de Galindo tem a ousadia da mistura estrutural inovadora, muito bem construída, com uma naturalidade que surpreende e encanta, que faz do moderno, eterno e do eterno, moderno”, analisa Bete Coelho, que também assina a codireção com Gabriel Fernandes.

 

“Duas atrizes em busca de um desfecho”. É assim que o autor resume a trama, em uma montagem que se derrama e escorre, graças à fluidez da narrativa e da atuação, como um rio que, sem escolha, ruma ao mar. E continua: “Duas mulheres, atrizes, irmãs (...) Ana tenta aceitar o fim, mas Lívia não quer nem saber disso. Lívia inventa novos rumos, mas Ana não se deixa convencer. Ana Lívia é a soma, é o fluxo, é o rio que receia chegar à foz, ao mar”.

 

O elemento principal desta montagem é a atuação visceral das atrizes Bete Coelho e Vera Zimmermann, no papel já vivido por Georgette Fadel e Iara Jamra, em uma concepção artística limpa, precisa, despida de enfeites, que prioriza alguns dos principais elementos da linguagem teatral - o poder da palavra e do gesto. Performances e identidades que se opõem e se complementam, compondo uma unidade ambígua, mas consistente, como as pontas opostas de uma mesma mesa (ou seria um palco?), peça central da cenografia, conduzidas por uma iluminação desenhada por Beto Bruel, sugerindo o inquieto universo que acolhe as intrigantes personagens. E Bete Coelho conclui: “Muito bom podermos usar a arte para falar de transformação, finitude, tema difícil e, ao mesmo tempo engraçado, como é a própria vida”.

 

Sinopse

Ana precisa contar uma coisa terrível, mas Lívia não quer deixar ela falar. Lívia quer falar de uma nova peça enquanto Ana sente que chegou ao seu terceiro ato. Cada uma delas está sozinha com suas dores, seus desvios e seus medos. Cada uma tem apenas a outra. A vida passada, o teatro, o papel que tiveram e têm uma na vida da outra, o futuro que não sabem se terão. Tudo isso volta à tona numa conversa em que as duas tentam fugir da verdade, da juventude, da vida, do fato de estarem sozinhas no palco e da dependência de um texto escrito por outra pessoa. Duas atrizes que agora não têm mais um dramaturgo; dois papéis de um personagem só. Ana foi, Lívia é, Ana Lívia… será?

 

Ficha Técnica

Texto: Caetano W. Galindo | Direção: Daniela Thomas | Codireção: Bete Coelho e Gabriel Fernandes | Elenco: Bete Coelho e Vera Zimmermann | Cenário: Daniela Thomas e Felipe Tassara | Produção de Cenário: Mauro Amorim | Figurino: Bete Coelho e Daniela Thomas | Design Gráfico: Celso Longo e Daniel Trench | Direção Musical: Felipe Antunes | Assistente de Direção: Theo Moraes | Diretor Técnico: Rodrigo Gava | Desenho de Luz: Beto Bruel | Assessoria de Imprensa: Fernando Sant’ Ana | Produção Executiva: Mariana Mantovani | Direção de Produção: Lindsay Castro Lima | Produção: Cia.BR116 – Teatrofilme | Realização: Centro Cultural São Paulo

 

Ana Lívia

Tragicomédia

Somente quatro apresentações: de 23 a 26 de janeiro de 2025, quinta, sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h

Local: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho - rua Vergueiro, 1.000, Liberdade, ao lado da estação de metrô Vergueiro | (11) 3397-4277

Lotação da Sala Jardel Filho: 321 lugares

Ingressos: grátis, podem ser reservados online (www.centrocultural.sp.gov.br/bilheteria) ou presencialmente na bilheteria do CCSP com uma semana antecedência, a partir de 16/01/25

Horários da bilheteria: de terça a sábado, das 13h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 21h

Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos

Duração: 90 minutos

 

Explorar, aprender e se divertir

Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) lista opções de lazer educativo para aproveitar o período de férias

 

São Paulo é um estado repleto de possibilidades para quem busca unir diversão e aprendizado. Com uma diversidade de museus, parques, centros culturais e espaços interativos, a região oferece atividades que estimulam a curiosidade e o conhecimento com opções para todas as idades e interesses.


Se você busca explorar e aprender enquanto se diverte sozinho, com a família ou os amigos, confira algumas opções:


Na capital
 
Museu Catavento

Um dos principais espaços de ciência e tecnologia de São Paulo, o Museu Catavento é conhecido por oferecer experiências interativas e educativas que despertam curiosidade em crianças, jovens e adultos. Localizado na região central da cidade, é dividido em quatro áreas temáticas: Universo, Vida, Engenho e Sociedade. Cada uma conta com exposições e atividades dinâmicas e interativas.

Horários e ingressos podem ser acessados aqui. Grupos precisam agendar o passeio com antecedência.

  • Museu da Imaginação

O Museu da Imaginação é um espaço lúdico e interativo, com o objetivo de estimular a criatividade, a exploração sensorial e o aprendizado através de brincadeiras e atividades artísticas. Localizado na Zona Oeste da cidade, o museu oferece um espaço acolhedor e educativo, combinando exposições interativas com áreas de livre exploração.

Para saber mais sobre a programação e adquirir ingressos, acesse o site.

 

 

  • Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia (MuBE)

Um dos marcos culturais de São Paulo, dedicado à preservação e à exibição de esculturas, arte contemporânea, manifestações artísticas e atividades educativas. Localizado no Jardim Europa, o museu é conhecido por sua arquitetura icônica e pelo equilíbrio entre arte e natureza.

A entrada é gratuita e o Museu funciona de terça a domingo, e é necessário agendar a visita no site.

  • Planetário do Ibirapuera

O Planetário Aristoteles Orsini é uma ótima opção para quem busca a experiência de explorar os mistérios do universo. Localizado no Parque do Ibirapuera, é o primeiro planetário do Brasil, inaugurado em 1957, e continua sendo um espaço de referência em educação científica.

Com opções gratuitas e pagas, é necessário fazer o agendamento prévio pelo site.

 

Na Região Metropolitana


  • SABINA

Localizado em Santo André, a SABINA - Escola Parque do Conhecimento é um destino popular para quem tem o objetivo de despertar a curiosidade e o aprendizado de maneira interativa e dinâmica, com opções que abordam temas como Física, Astronomia, Ecologia e Tecnologia.

Há desconto para entrada em grupos. Confira mais informações no site.


  • Museu Tecnológico Ferroviário do Funicular

Situado na histórica Vila de Paranapiacaba, também no município de Santo André, o museu ocupa os antigos galpões que serviam para a manutenção das composições do sistema funicular. É uma verdadeira imersão na história ferroviária brasileira, permitindo que os visitantes conheçam a Engenharia utilizada no passado para superar os desafios geográficos da Serra do Mar.

O espaço funciona aos sábados, domingos e feriados. Saiba mais no site.

 

No litoral

  • Museu do Café

Dedicado a contar a história do café e sua importância para o desenvolvimento econômico e social do país, além de toda a Engenharia por trás da produção do queridinho dos brasileiros. O espaço leva a descobertas sobre a arquitetura de Santos, uma experiência educativa, sensorial e cultural para todos os públicos.

Para adquirir ingressos e conferir a programação, acesse o site.

 

No interior

  • Museu Aeroespacial Brasileiro

Um espaço dedicado às conquistas da evolução tecnológica da aviação e da aeronáutica, além de proporcionar uma visão sobre o futuro da indústria. É um excelente destino para apaixonados por Engenharia.

A entrada e o estacionamento são gratuitos. Agendamentos e horários devem ser conferidos no site.


  • Moinho Povos Unidos

Localizado na cidade de Holambra, conhecida como Cidade das Flores e símbolo de forte influência da cultura holandesa, os Moinhos Povos Unidos é para quem deseja conhecer mais sobre a contribuição da Engenharia Agronômica para o desenvolvimento da região.

Para mais detalhes, confira o site.

 

Crea-SP


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