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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Entenda como a IA está revolucionando a fertilização in vitro (FIV

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Médica especialista explica os avanços da tecnologia na saúde reprodutiva e os motivos da sua crescente aplicação nesta área

 

A inteligência artificial (IA) tem se destacado em diversas áreas, e na medicina reprodutiva não é diferente. Isso acontece porque a tecnologia pode padronizar e automatizar muitos processos de avaliação de embriões, diminuindo a variabilidade entre os operadores e oferecendo uma análise mais objetiva. A Dra. Andrea Barrueco, médica da Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR), destaca algumas das mudanças que tornaram o processo de avaliação dos embriões mais eficaz e preciso, facilitando a escolha dos melhores para a fertilização. 

“Tradicionalmente, os embriologistas avaliam a qualidade dos embriões com base em características visuais, o que pode ser subjetivo e suscetível a variações entre profissionais. A IA pode mitigar essa variabilidade ao fornecer uma análise padronizada e mais objetiva. Algoritmos treinados em grandes conjuntos de dados de embriões conseguem prever com precisão a viabilidade e a qualidade dos embriões, considerando também fatores como a velocidade de crescimento e anormalidades cromossômicas potenciais, que são preditivos de implantações bem-sucedidas”, explica a Dra. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2 milhões de ciclos de FIV são realizados anualmente em todo o mundo, e com o uso da Inteligência Artificial, o tempo de seleção e análise de óvulos é reduzido, permitindo decisões mais rápidas e tratamentos mais eficientes, o que pode aumentar as chances de sucesso na reprodução assistida. 

“É interessante destacar que a IA está transformando a fertilização in vitro (FIV), melhorando a seleção de embriões viáveis e, assim, aumentando as taxas de sucesso nos tratamentos de fertilidade. As técnicas de IA, como aprendizado de máquina e deep learning, são aplicadas para avaliar imagens de embriões coletadas ao longo de seu desenvolvimento, identificando padrões sutis que podem indicar a probabilidade de implantação e o potencial de crescimento saudável”, aponta a Dra. Andrea Barrueco. 

Além disso, a IA pode reduzir significativamente os custos associados ao tratamento, pois, ao melhorar a precisão das escolhas logo na primeira tentativa, os casais têm maiores chances de evitar várias tentativas.

“A IA pode ser combinada com testes genéticos para identificar embriões com número anormal de cromossomos (aneuploidia), que podem impactar a viabilidade e sucesso de uma gravidez. Através do aprendizado, os sistemas de IA conseguem processar grandes conjuntos de dados genéticos e morfológicos para prever quais embriões têm maior probabilidade de serem euploides (com número normal de cromossomos) e, portanto, mais propensos a resultarem em uma gravidez bem-sucedida”, aponta a médica da AMCR.

Diante desses fatos, observa-se um avanço significativo da medicina reprodutiva, tornando a fertilização assistida mais confiável e acessível a um número maior de pacientes. “Outro fator importante é que com a IA é possível acompanhar em tempo real o desenvolvimento dos óvulos, registrando alterações e identificando possíveis desvios na qualidade oocitária ao longo do processo,” finaliza a Dra. Andrea.


AMCR – Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil
Para saber mais informações, acesse o site.


ANS inclui tratamento para hidradenite supurativa na cobertura obrigatória dos planos de saúde

 Medicamento é destinado a adultos com condição moderada a grave da doença

 

A mais recente atualização do rol da Agência Nacional de Saúde (ANS) – lista que determina a cobertura obrigatória de procedimentos e tratamentos na rede privada de saúde – trouxe boas notícias para pacientes com hidradenite supurativa (HS): foi incorporada uma nova opção de tratamento para a doença no sistema privado[1]. O secuquinumabe, da Novartis, passou a fazer parte do rol da ANS em 19/12/2024[1], sendo indicado para pacientes adultos diagnosticados com hidradenite supurativa moderada a grave que não respondem adequadamente à terapia convencional sistêmica[1].

A hidradenite supurativa (HS) é uma doença dermatológica e inflamatória crônica, que afeta cerca de 0,4% da população brasileira, aproximadamente 850 mil pessoas[2],[3]. De difícil diagnóstico – já que alguns pacientes podem levar até 10 anos para receber a identificação correta[4] –, a HS é caracterizada por lesões na pele, frequentemente confundidas com furúnculos, abscessos, acne, cistos e pelos encravados[5].

A doença ocorre, e pode se agravar durante as crises, pois os folículos pilosos inflamam, gerando nódulos dolorosos sob a pele que formam túneis na região afetada. Algumas dessas feridas podem conter pus e mau odor, prejudicando o funcionamento físico e psicossocial das pessoas[3], As áreas mais atingidas incluem nádegas, virilha, axila e mamas, impactando diretamente a qualidade de vida e saúde mental dos pacientes[3],[4].

A inclusão de uma nova terapia no rol da ANS exige consulta pública para a sociedade civil opinar. No ca[5].so do secuquinumabe, essa consulta ocorreu em outubro deste ano, reunindo mais de dois mil depoimentos em 20 dias[6]. Médicos, cuidadores e, principalmente, pacientes, por meio das associações, se mobilizaram para reforçar a importância do acesso a novas terapias para o manejo da doença e o direito a tratamentos modernos.

“A incorporação de secuquinumabe na cobertura obrigatória da rede privada de saúde é uma conquista para os pacientes com hidradenite supurativa”, afirma Bianca Cormanich, Diretora de Imunologia da Novartis Brasil. “À medida que ampliamos as alternativas de tratamento no sistema de saúde, aumentamos as chances de garantir acesso aos pacientes, possibilitando o controle dos sintomas e, consequentemente, a manutenção de sua qualidade de vida”, completou a executiva.

 

Sobre o Cosentyx® (secuquinumabe)

No Brasil, desde sua aprovação pela ANVISA, secuquinumabe é comercializado sob o nome de Cosentyx® que em novembro de 2023 recebeu aprovação para extensão da indicação para o tratamento da hidradenite supurativa[1]. Cosentyx® é um imunobiológico totalmente humano, alvo especifico, bloqueando a interleucina-17A (IL-17A), uma citocina importante envolvida na inflamação da artrite psoriásica (APs), psoríase em placas de moderada a grave, espondilite anquilosante (EA) e espondiloartrite axial não radiográfica (nr-axSpA).[7],[8] O medicamento é respaldado por evidências robustas, incluindo 8 anos de dados do mundo real em adultos e 5 anos de dados de segurança e eficácia a longo prazo em adultos com psoríase em placas de moderada a grave, APs e EA.[9],[10] Aprovado em mais de 100 países, mais de 1 milhão de pacientes foram tratados com Cosentyx® em todo o mundo desde seu lançamento em 2015.

 

Novartis

https://www.novartis.com.br/.

 

Referências

[1] DOU - Brasil. Resolução - RE n° 624, de 19 de dezembro de 2024. Diário Oficial da União n°245, de 20/12/2024, página 171.

[2] IBGE, 2024. Disponível em https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/. Acesso em 9 de outubro de 2024.

[3] Ianhez M, Schmitt JV, Miot HA. Prevalence of hidradenitis suppurativa in Brazil: a population survey. Int J Dermatology. 2018;57(5):618–20.

[4] Garg A, Malviya N, Strunk A, Wright S, Alavi A, Alhusayen R, et al. Comorbidity screening in hidradenitis suppurativa: Evidence-based recommendations from the US and Canadian Hidradenitis Suppurativa Foundations. J Am Acad Dermatol. 2022;86(5):1092–101. 

[5] Alikhan A, Lynch PJ, Eisen DB. Hidradenitis suppurativa: a comprehensive review. J Am Acad Dermatol. 2009 Apr;60(4):539-61; quiz 562-3. doi: 10.1016/j.jaad.2008.11.911. PMID: 19293006.

[6]Consulta Pública - CP nº 139 tem como objetivo receber contribuições para a revisão da lista de coberturas dos planos de saúde. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/consulta-publica-ans-n-139-de-10-de-outubro-de-2024-589492482. Acesso em outubro de 2024.

[7] Girolomoni G, Mrowietz U and Paul C. Psoriasis: rationale for targeting interleukin-17. Br J Dermatol. 2012; 167:717-24. 

[8] McGonagle DG, McInnes IB, Kirkham BW, et al. The role of IL-17A in axial spondyloarthritis and psoriatic arthritis: recent advances and controversies. Annals Rheum Dis. 2019; 78:1167-1178. 

[9] Cosentyx Prescribing Information. East Handover, NJ: Novartis Pharmaceuticals Corp; October 2023.

[10] Mease PJ, Kavanaugh A, Reimold A, et al. Secukinumab Provides Sustained Improvements in the Signs and Symptoms of Psoriatic Arthritis: Final 5-year Results from the Phase 3 FUTURE 1 Study. ACR Open Rheumatol. 2020; 2:18-25. 

 

Alimentação na primeira infância: um cuidado que vale para a vida toda

Não parece novidade falar que a alimentação, sobretudo durante a primeira infância, é um fator fundamental para a saúde de todo e qualquer indivíduo. É justamente nessa fase que as crianças começam a desenvolver importantes ferramentas, como a fala, a coordenação motora e a capacidade de locomoção. Mas essa também é uma fase marcada por muitas dúvidas e inseguranças nas cabeças dos papais e mamães. Afinal, como proporcionar o crescimento saudável, um sistema nervoso bem consolidado, uma capacidade cognitiva adequada e imunidade suficientes para enfrentar a vida lá fora? 

Durante o período de amamentação, exclusivo até os seis meses e complementar até os dois anos de idade, a resposta é simples. O consumo do leite materno é capaz de garantir o aporte de todos os nutrientes que o bebê precisa. Mas o que acontece quando a introdução alimentar ganha espaço na rotina das famílias e as mamães, por algum motivo, deixam de amamentar? 

É de comum acordo a importância do consumo de alimentos variados, especialmente frutas, verduras, peixes, produtos lácteos, legumes e cereais. Eles são indispensáveis! Ainda assim, o aumento do gasto energético na fase de crescimento gera necessidades nutricionais extras, nem sempre atendidas na alimentação habitual por todas as crianças. 

Apesar do consumo do leite de vaca não modificado ser permitido a partir de um ano, pode não ser a melhor estratégia nutricional para todas as crianças. A questão é que, embora o leite de vaca possua qualidades, ele é deficiente em certos nutrientes, como por exemplo o ferro, vit D, DHA e contém quantidades excessivas de gordura, proteína e sódio. Isso pode levar a problemas de saúde futuros, como anemia ferropriva e tendência a complicações futuras, como obesidade e hipertensão, por exemplo. 

As fórmulas infantis de primeira infância contam com adição de ferro que diminui o risco de anemia, também podem conter diferentes ácidos graxos, DHA e ARA que contribuem para a evolução cerebral e da visão, e fibras responsáveis pelo bom funcionamento do intestino das crianças. Além disso, atingem o aporte adequado de sais minerais e vitaminas A, B e D entre outras. Portanto, são nutricionalmente adequadas, na impossibilidade do aleitamento materno, sendo o substituto mais próximo, atendendo aos requisitos internacionalmente aceitos, segundo o CODEX Alimentarius. 

Além disso, as fórmulas infantis para a primeira infância seguem padrões rígidos de fiscalização da ANVISA, no que diz respeito às quantidades máximas e mínimas de cada nutriente, se adequando às necessidades das crianças nessa faixa etária. 

Como destaca o Manual de Nutrologia Pediátrica Sobre Alimentação Infantil da ABRAN publicado em 2024, “As fórmulas de primeira infância podem ser prescritas para as crianças maiores de um ano, dentro da recomendação da ingestão de laticínios, em substituição ou paralelamente ao leite de vaca não modificado, especialmente em caso de necessidade de ajuste da oferta de macro e micronutrientes”. Finalmente pondera que: “Considerar as fórmulas de primeira infância como estratégia para fornecer os benefícios reconhecidos do leite de vaca não modificado, com a vantagem de apresentarem menor teor proteico e serem veículo de fortificação alimentar a fim de garantir aporte adequado de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais”. Portanto, é evidente que as fórmulas infantis de primeira infância são o melhor alimento lácteo para as crianças nessa fase, na impossibilidade do aleitamento materno.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS.

Consulte sempre o médico e/ou nutricionista.

 

Matias Epifanio - pediatra especialista em nutrologia e gastroenterologia pediátrica.


Mal-estar no calor: saiba como prevenir e porque acontece

 Estresse térmico pode causar desidratação e desencadear uma série de consequências, que vão desde uma simples fadiga até um grave AVC

 

O verão fez sua estreia com temperaturas mais amenas, mas os termômetros abaixo de 30 graus não costumam durar muito tempo. Junto com o calor, a sensação de moleza e mal-estar acaba sendo frequente, e isso acontece porque o fluxo sanguíneo fica desregulado. 

“Nos dias mais quentes, com o estresse que o corpo humano é submetido, perdemos mais líquido pela transpiração para controlar nossa temperatura corporal. Nos indivíduos com nível de hidratação inadequado, o calor pode ser gatilho para fadiga, palpitação e o oscilação na pressão arterial”, explica Dr. Jorge Koroishi, cardiologista clínico do Hcor. 

O especialista reforça ainda que, se o calor exacerbado for mantido e a pessoa não se hidratar corretamente, podem ocorrer alterações na viscosidade sanguínea, aumentando o risco para fenômenos embólicos, como trombose e acidente vascular cerebral (AVC). 

“Apesar de o calor extremo ser perigoso para todas as pessoas, grupos de risco devem se manter ainda mais atentos, como é o caso dos idosos, crianças, hipertensos, diabéticos e gestantes. Essas pessoas possuem menos mecanismos de compensação e precisam redobrar o cuidado, aumentar a hidratação e evitar a exposição ao sol.”

 

Como fazer para se proteger contra o calor extremo? 

Seja durante o verão ou em ondas de calor extremo fora de época, o primeiro passo para evitar a sensação de mal-estar é manter o nível de hidratação adequado. “Nem sempre devemos seguir à risca o padrão de beber 2 litros de água, porque isso varia de acordo com as atividades diárias da pessoa, mas é importante repor todo o líquido perdido pelo suor e impedir o estresse térmico”, ressalta o Dr. Koroishi. 

Além disso, usar roupas frescas, tentar permanecer mais tempo na sombra e ingerir mais frutas e legumes podem ajudar a dissipar o calor. Outras dicas são evitar fazer exercícios físicos ao ar livre, utilizar filtro solar para proteger a pele dos raios UV e reduzir a exposição ao sol entre 10h e 16h. “Lembre-se: é importante que a segurança do seu corpo esteja em primeiro lugar. Se sintomas como apatia, fadiga e palpitação persistirem, consulte um médico.”

 

Hcor


Comece o Ano com Saúde e Equilíbrio: Como Recuperar a Energia e Evitar o Esgotamento Pós-Festas

O início do ano é a oportunidade perfeita para reequilibrar o corpo e a mente. Descubra como adotar hábitos saudáveis para manter a disposição e o bem-estar durante o ano todo.

 

O início do ano é um momento de renovação, mas também pode ser um desafio para o corpo e a mente. Depois das festas de fim de ano, muitas pessoas enfrentam cansaço acumulado, alimentação desregrada e até falta de motivação para retomar uma rotina saudável. Para evitar que esses fatores prejudiquem seu bem-estar e comprometam suas metas para o ano, é fundamental adotar estratégias que reequilibrem o organismo e ajudem a manter a energia em alta.

“Como médico nutrólogo, vejo que este é o momento ideal para reavaliar hábitos, identificar desequilíbrios e priorizar práticas que promovam saúde integral. A seguir, você encontrará dicas práticas para começar o ano com mais disposição e equilíbrio.”. Destaca o Dr. Gustavo de Oliveira Lima.
 

Por que nos sentimos cansados no início do ano?

O cansaço pós-festas é um reflexo da combinação de vários fatores:

  • Excesso de festas e compromissos: A rotina intensa pode levar à privação de sono e ao desgaste emocional.
  • Alimentação desregulada: Consumo elevado de açúcares, gorduras e álcool sobrecarrega o organismo, afetando a energia e o equilíbrio hormonal.
  • Falta de planejamento: O retorno às atividades regulares pode parecer um peso após o período festivo, gerando estresse e desorganização.


Como retomar o equilíbrio e começar o ano com saúde?

1. Reequilibre sua alimentação

Após os excessos das festas, focar em uma alimentação equilibrada é essencial para recuperar o corpo. Aqui estão algumas recomendações:

  • Priorize alimentos frescos e naturais: Inclua vegetais, frutas, proteínas magras e grãos integrais.
  • Reduza o consumo de ultraprocessados: Evite alimentos industrializados, ricos em conservantes e açúcares.
  • Aposte em alimentos anti-inflamatórios: Alimentos como cúrcuma, gengibre, salmão, abacate e frutas vermelhas ajudam a combater os radicais livres e reduzir a inflamação.
  • Hidrate-se: Consuma pelo menos 2 litros de água por dia para desintoxicar o organismo e melhorar a disposição.

2. Recupere a energia com micronutrientes

Após um período de alimentação desregulada, o organismo pode estar carente de vitaminas e minerais essenciais. Aqui estão alguns nutrientes indispensáveis:

  • Magnésio: Auxilia na redução da fadiga e no equilíbrio do sistema nervoso. Fontes: amêndoas, espinafre e abacate.
  • Vitaminas do Complexo B: Importantes para a produção de energia e regulação do humor. Fontes: ovos, carnes magras e grãos integrais.
  • Vitamina C: Essencial para a imunidade e proteção contra o estresse oxidativo. Fontes: frutas cítricas, morango e kiwi.
  • Zinco e Selênio: Suportam a função imunológica e reduzem o impacto do estresse oxidativo. Fontes: castanhas, sementes e peixes.

Se necessário, consulte um médico nutrólogo para avaliar se há carência nutricional e considerar a suplementação.


3. Priorize o sono de qualidade

Retomar uma rotina de sono é crucial para equilibrar os hormônios, como melatonina e cortisol, e garantir a recuperação física e mental.

  • Crie um ambiente favorável: Escuridão, silêncio e uma temperatura confortável ajudam a melhorar a qualidade do sono.
  • Evite telas antes de dormir: A luz azul emitida por celulares e computadores interfere na produção de melatonina.
  • Estabeleça horários regulares: Tente dormir e acordar no mesmo horário todos os dias para sincronizar o ritmo circadiano.

4. Pratique exercícios físicos regulares

O movimento é essencial para recuperar a disposição e manter a saúde. Escolha uma atividade que você goste, como caminhada, natação ou dança.

  • Exercícios aeróbicos: Melhoram a circulação e aumentam os níveis de energia.
  • Exercícios de força: Contribuem para a saúde muscular e óssea.
  • Alongamento e mobilidade: Ajudam a relaxar e prevenir dores relacionadas ao sedentarismo.


5. Invista na saúde mental

O início do ano também é um momento de cuidar da mente. Práticas como meditação, mindfulness e yoga ajudam a reduzir o estresse e melhorar o foco. Além disso, reflita sobre as metas que realmente importam e estabeleça prioridades para evitar sobrecarga.
 

6. Planeje-se e organize sua rotina

A falta de organização pode gerar ansiedade e sensação de estar "atrasado". Planejar a semana, criar listas de tarefas e definir metas realistas ajudam a trazer clareza e equilíbrio.
 

A nutrologia como aliada para um início de ano saudável

A nutrologia é uma ferramenta poderosa para ajudar a equilibrar o corpo e a mente, especialmente após os excessos do fim de ano. Um médico nutrólogo pode avaliar deficiências nutricionais, recomendar ajustes alimentares e, se necessário, prescrever suplementos que acelerem a recuperação do organismo. Além disso, um acompanhamento especializado pode ajudar a criar estratégias personalizadas para manter a saúde e a energia ao longo do ano.

O Dr. Gustavo de Oliveira Lima conclui afirmando que, o início do ano é a oportunidade perfeita para restabelecer sua saúde e criar hábitos sustentáveis que o acompanharão pelos próximos meses. Adote uma alimentação equilibrada, cuide do sono, movimente-se regularmente e priorize a saúde mental. Com pequenas mudanças, você pode transformar o cansaço pós-festas em disposição para conquistar suas metas e viver com mais qualidade e bem-estar.

Lembre-se: investir em saúde é investir em você. Que tal começar hoje?



Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928 - Nutrologia e Endocrinologia
Especialista em emagrecimento saudável e longevidade

 

A relevância das cores nos procedimentos estéticos dentários e sua evolução ao longo do tempo


Durante muito tempo, as próteses dentárias eram associadas a resultados estéticos que, frequentemente, destoavam da aparência natural dos dentes. Não era raro encontrar sorrisos em que a cor das próteses ficava visivelmente diferente da tonalidade dos dentes originais, o que gerava desconforto tanto para os pacientes quanto para os profissionais da odontologia. 

Essa discrepância estética ocorria, principalmente, devido ao uso de materiais inadequados ou à falta de tecnologias de precisão na hora de escolher a cor ideal para a prótese. Com o avanço das tecnologias odontológicas, essa realidade começou a mudar. 

A escolha da cor das próteses dentárias passou a ser um dos principais focos dos profissionais, que passaram a contar com ferramentas de alta precisão para garantir resultados mais naturais e harmônicos. 

Luis Fernando de Moura, gerente técnico da LR Prótese Dental, afirma que "Hoje, a cor das próteses dentárias é um dos aspectos mais importantes para o sucesso estético do tratamento. Graças aos avanços tecnológicos, conseguimos entregar resultados muito mais naturais, alinhados com as expectativas dos pacientes."

 

A evolução da escolha da cor das próteses

No passado, a seleção da cor das próteses era um processo mais subjetivo, realizado com base na observação direta e sem o auxílio de equipamentos de precisão. Hoje, as tecnologias de escaneamento digital e análise fotográfica permitem que a escolha da cor seja feita com maior exatidão, levando em conta a tonalidade exata dos dentes naturais do paciente. 

De acordo com Moura, "A escolha da cor é um dos aspectos mais cruciais do processo estético. Hoje em dia, usamos uma série de ferramentas e técnicas para garantir que a cor da prótese combine perfeitamente com os dentes naturais do paciente, proporcionando um sorriso mais harmonioso e agradável." 

A escolha da cor das próteses não é simples, e vários fatores devem ser considerados para garantir um resultado natural. Moura destaca que a iluminação é um fator decisivo nesse processo. "Para garantir que a cor da prótese combine de forma precisa com os dentes do paciente, é fundamental realizar a tomada de cor sob luz natural ou sob lâmpadas que tenham a mesma temperatura de cor da luz do dia." 

Ele ainda sugere que o melhor período para fazer a tomada de cor é pela manhã, quando a luz natural é mais neutra, e que a análise deve ser feita rapidamente, pois os olhos tendem a se acostumar com as cores após alguns minutos, o que pode gerar confusão na escolha. 

Além disso, a seleção de cor é feita com base em escalas específicas, como a Vitapan Classical, que classifica as cores dos dentes em diferentes matizes e tonalidades. Essa escala ajuda a tornar o processo mais preciso e objetivo.

 

O impacto da cor na confiança do paciente

A cor das próteses dentárias não influencia apenas o aspecto estético, mas também o bem-estar psicológico do paciente. Para muitos, um sorriso bonito está diretamente ligado à autoestima. Uma prótese com a cor inadequada pode afetar negativamente a confiança. 

Moura observa que "A escolha errada da cor pode comprometer a autoestima do paciente e afetar sua confiança. Hoje, com o acesso à informação pelas redes sociais, os pacientes chegam ao consultório já sabendo o tipo de resultado estético que desejam. Isso cria uma expectativa muito grande, e a cor desempenha um papel fundamental nesse processo." 

Atualmente, muitos pacientes têm uma visão clara do tipo de sorriso que querem, o que exige dos profissionais da odontologia uma atenção redobrada para atender às suas expectativas de forma precisa e natural. 

Outro aspecto importante é a durabilidade da cor das próteses. A qualidade do material utilizado para a confecção das próteses é crucial para garantir que a cor não se altere com o tempo. Moura explica que "O uso de materiais modernos e de qualidade é essencial para garantir não só a estética, mas também a longevidade da prótese. A combinação de uma boa técnica de cimentação com esses materiais resulta em restaurações estéticas e duráveis." 

Esses avanços têm garantido que a cor da prótese se mantenha estável por mais tempo, evitando alterações indesejadas que possam comprometer o resultado estético ao longo dos anos.

 

A importância da comunicação entre dentistas e técnicos

Para garantir que a prótese atenda às expectativas do paciente, a colaboração entre dentistas e técnicos de laboratório é fundamental. Moura destaca que "A comunicação entre o dentista e o laboratório é essencial para que a cor final da prótese corresponda exatamente à que o paciente deseja. No nosso trabalho, procuramos garantir que, sempre que possível, a cor da prótese esteja o mais próxima possível da escolhida." 

Essa parceria, aliada ao uso das tecnologias modernas, assegura que o paciente receba uma prótese que se encaixe perfeitamente em suas expectativas, resultando em um sorriso mais natural e harmônico.


Solidão afeta a saúde cardiovascular? Estudo aponta risco para o coração

A saúde mental está intimamente relacionada com a saúde física, em especial a saúde do coração, afirma o médico cardiologista Dr. Roberto Yano

 

A solidão pode ser mais do que um estado emocional negativo; ela pode representar uma ameaça real à saúde cardiovascular.  

Um estudo recente, realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em colaboração com cientistas chineses, revela que pessoas socialmente isoladas enfrentam riscos elevados de infarto, diabetes tipo 2 e outras complicações de saúde.  

A pesquisa foi publicada na renomada revista científica Nature Human Behaviour.

 

O estudo

O estudo analisou cerca de 42 mil britânicos e revelou que o isolamento social está relacionado ao aumento de proteínas no sangue, como a ADM e ASGR1, que afetam a saúde cardiovascular e aumentam o risco de doenças graves, como diabetes tipo 2.  

A ADM, ligada ao estresse e à oxitocina, foi associada a alterações no cérebro e risco de morte precoce. A ASGR1 está relacionada ao aumento do colesterol e doenças cardíacas, destacando a importância das interações sociais para a saúde física e mental.

 

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Saúde mental e saúde do coração

Apesar de o cérebro ser o órgão responsável pela “produção” das emoções, o coração é um dos que mais sofre os seus impactos, por isso,problemas mentais e emocionais podem ter um efeito mais intenso na saúde cardíaca.

 

De acordo com o Médico Cardiologista, Dr. Roberto Yano, a saúde mental está intimamente ligada à saúde física. 

"A saúde mental está diretamente ligada à saúde do coração, não apenas em relação à solidão, como indicado neste estudo, mas também a outras questões mentais, como ansiedade, depressão e, especialmente, o estresse crônico”

 

“Ter equilíbrio emocional e viver em um ambiente social saudável é um fator protetor contra várias doenças, tanto do coração e saúde cardiovascular, quanto da saúde em geral", ressalta o Dr. Roberto Yano.

  

Dr. Roberto Yano - médico cardiologista e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e AMB. Atualmente suas redes sociais, que traz a #amigosdocoracao, contam com um número expressivo de seguidores. São mais de 2 milhões engajados e distribuídos nos canais do Facebook, Youtube e Instagram.



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