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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Apostas online crescem no Brasil e podem causar impactos sociais e psicológicos entre jogadores

Psicóloga esclarece os efeitos nos indivíduos e explica como a família pode colaborar no tratamento do vício em apostas

 

Nos últimos anos, as apostas online cresceram consideravelmente no Brasil e isso tem preocupado especialistas sobre os impactos sociais e psicológicos dessa prática. Um relatório da XP Investimentos aponta que o setor já movimenta o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e compromete cerca de 20% do orçamento disponível das famílias mais pobres. Além disso, estimativas do Banco Central (BC) demonstram que, apenas em agosto de 2024, cinco milhões de beneficiários do Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões às plataformas de apostas por meio do Pix, valor que pode ser ainda maior, já que não foram contabilizados pagamentos realizados com cartões de débito e crédito. 

Para a professora de Psicologia do Centro Universitário Facens, Beatriz Silvério da Rocha Paiva, o vício em apostas é prejudicial não apenas do ponto de vista econômico, mas também comportamental. Segundo ela, o excesso dessa prática pode trazer prejuízos na rotina de trabalho, na funcionalidade do indivíduo e nas relações sociais. A especialista comenta, inclusive, que o ciclo de perdas e ganhos pode impactar a confiança e o estado emocional dos jogadores. 

“Dentro da Psicologia Comportamental, existe um conceito chamado ‘reforço intermitente’, que ocorre quando somos recompensados por algo que às vezes dá certo e outras vezes não, desenvolvendo um repertório de ‘persistência’ que é necessário no trabalho e nas relações amorosas, por exemplo”, diz Beatriz, que acrescenta que “esse esquema mantém a pessoa persistente mesmo após perdas, na expectativa de um futuro ganho”.

 

Relações familiares, tratamentos e prevenção 

De acordo com a psicóloga, o vício em apostas online também afeta as relações familiares, o que estremece os laços de confiança. Isso porque na maioria dos casos, a família só percebe o problema quando os prejuízos financeiros e emocionais já estão consolidados, o que pode agravar ou reativar conflitos preexistentes. Para lidar com a situação, ela recomenda que “os familiares ofereçam apoio não só financeiro, mas principalmente emocional, assegurando que o indivíduo tenha acesso à ajuda profissional”. 

Para a professora, os tratamentos para pessoas com vícios relacionados a transtornos de jogo são semelhantes aos de dependentes de substâncias químicas ou até mesmo de indivíduos que passaram por relacionamentos amorosos abusivos, com a adoção de acompanhamento psicológico e psiquiátrico aos pacientes. “Dependendo da gravidade da situação, pode ser necessária uma internação emergencial, quando, por exemplo, existe risco à integridade física do próprio indivíduo (como em casos de tentativa de suicídio)”, complementa. 

As apostas podem ocorrer inicialmente em grupos de amigos e, portanto, o indivíduo pode iniciar esse tipo de comportamento para aceitação social. E, de modo geral, são valorizadas nas mídias, com propagandas que ocorrem de forma indiscriminada, o que influencia a percepção das pessoas sobre os riscos envolvidos. Por isso, deve-se adotar abordagens educacionais que enfatizem a importância de se cuidar da saúde mental ao longo da vida, com foco na prevenção em vez de apenas no tratamento de situações de sofrimento psíquico intenso. 

“Nesse processo, o indivíduo precisa desenvolver tolerância ao mal-estar - visto que os desafios são imprevisíveis e inerentes à existência humana - e habilidades de enfrentamento. Além disso, a supervisão e monitoramento dos familiares em relação ao uso de dispositivos durante a infância e adolescência também é essencial”, conclui Beatriz.

 

Centro Universitário Facens


Surtos de virose e litorais contaminados: universalização do saneamento pode demorar até 2070

Quase 2 milhões de piscinas olimpíadas de esgoto sem tratamento foram despejadas no meio ambiente em 2024

 

O Brasil enfrenta surtos de viroses e um aumento de praias impróprias para banho, reflexo direto da precariedade no saneamento básico. Com o início dos mandatos dos novos prefeitos municipais em 2025, a melhoria da infraestrutura de saneamento torna-se uma prioridade urgente. 

De acordo com dados do SNIS, ano-base 2022, apenas 52,2% do esgoto produzido é tratado, resultando no despejo de 5.253 piscinas olímpicas de esgoto não tratado despejadas diariamente no meio ambiente. Em 2024, o "esgotômetro" do Instituto Trata Brasil estimou que quase 2 milhões de piscinas olímpicas de esgoto foram lançadas na natureza. 

Embora o Novo Marco Legal do Saneamento estabeleça 2033 como prazo para alcançar a universalização do acesso à água potável (99%) e à coleta e tratamento de esgoto (90%), o um estudo do Trata Brasil alerta que, ao ritmo atual de evolução, a meta só será cumprida em 2070 — um atraso de 37 anos. Esse cenário exige que a infraestrutura básica seja tratada como prioridade pelos gestores públicos recém-eleitos. 

A ausência de saneamento básico contribui para o aumento de doenças gastrointestinais, como viroses e diarreia, impactando a saúde e a qualidade de vida de milhões de brasileiros. Prefeitos recém-eleitos têm um papel decisivo nesse cenário, já que, segundo a Política Nacional de Saneamento Básico, os municípios devem elaborar e implementar Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). Esses planos são fundamentais para identificar demandas locais, planejar investimentos e captar recursos. 

O saneamento básico é essencial para o desenvolvimento e crescimento sustentável das cidades, influenciando áreas como saúde, educação, turismo, valorização imobiliária e renda. Com a oportunidade de novos mandatos em 2025, os gestores municipais têm em mãos a responsabilidade de transformar a infraestrutura de saneamento em prioridade e catalisadora de mudanças significativas para a qualidade de vida da população.


El Niño agrava impacto da seca em águas subterrâneas na Amazônia e eleva risco de incêndio, constata estudo

A ilustração mostra o impacto do El Niño nos níveis de água
 subterrânea do solo superficial (sfsm), da zona das raízes das árvores
 (rtzsm) e das águas subterrâneas (gws), e a relação
com o risco de incêndio
 (
crédito: Bruno Conicelli)

Pesquisadores conseguiram demonstrar relação entre o fenômeno climático e a propensão ao fogo, criando uma ferramenta que pode, no futuro, auxiliar em ações preventivas

 

O risco de incêndio na Amazônia é maior em regiões onde o armazenamento de água subterrânea está comprometido, principalmente se o El Niño estiver agravando a seca. Usando imagens de satélite e dados de queimadas, pesquisadores conseguiram demonstrar a relação entre o fenômeno climático e a propensão ao fogo, criando uma ferramenta que poderá, no futuro, auxiliar em ações preventivas.

Os resultados do estudo, com base em informações de 2004 a 2016, revelam uma diminuição nas condições de umidade em três níveis – do solo superficial (sfsm), da zona das raízes das árvores (rtzsm) e das águas subterrâneas (gws), sendo este último o que apresenta maior severidade de aridez. São esses “reservatórios” que demoram mais para se recuperar quando afetados por secas consecutivas e extremas decorrentes do El Niño, um dos fenômenos climáticos de maior impacto na Terra.

Nas últimas décadas, incêndios florestais provocados pelo homem (antropogênicos) alteraram significativamente a dinâmica da vegetação na região amazônica. Essas atividades humanas são consideradas “ignições” para o fogo na floresta tropical, sendo que a escalada das queimadas está ligada às condições climáticas.

Somente em 2024, o total de focos de incêndio registrado de janeiro a 20 de novembro na Amazônia é o maior desde 2010 – foram 132.211 em pouco menos de 11 meses, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com uma metodologia diferente da usada pelo Inpe, o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alerta que já foram queimados cerca de 128 mil km2 do bioma neste ano, o que corresponde ao território da Inglaterra.

“Resolvemos investigar o impacto da seca meteorológica e hidrológica dos incêndios na Amazônia com atenção no papel das águas subterrâneas e eventos do El Niño dentro do projeto Sacre, que tem foco maior em áreas urbanas, mas também olha para zonas rurais e florestas. E conseguimos demonstrar a relação”, comemora o professor Bruno Conicelli, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), autor correspondente da pesquisa.

Publicado na revista Science of the Total Environment, o artigo tem como coautor o pesquisador Ricardo Hirata, coordenador do “Sacre: Soluções Integradas de Água para Cidades Resilientes”. Um dos maiores projetos de pesquisa aplicada em recursos hídricos no Brasil, o Sacre tem como tema central as águas subterrâneas e o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de cidades e do campo em crises associadas às mudanças climáticas globais. Recebe apoio da FAPESP por meio de um Projeto Temático.


Base de dados

Para a caracterização da seca hidrológica, os pesquisadores utilizaram informações de satélite da missão GRACE, sigla em inglês para Gravity Recovery and Climate Experiment, que permite detectar o armazenamento de água terrestre integrando umidade do solo, água superficial e a subterrânea.

Cruzaram com dados sobre a gravidade da seca em cada local analisado. Com isso, conseguiram identificar áreas com menor concentração de umidade no nordeste da bacia amazônica, além de uma diminuição da umidade em direção ao leste.

As maiores áreas queimadas coincidiram com regiões que enfrentaram seca durante eventos extremos do El Niño, com um aumento entre 2015 e 2016. À época, o fenômeno foi considerado um dos três mais intensos já registrados (juntamente com 1982/83 e 1997/98). O de 2023/2024 está entre os cinco mais fortes, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês).

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal da superfície do oceano Pacífico devido à diminuição da intensidade dos ventos alísios. Os padrões da circulação atmosférica sobre o Pacífico são alterados, com mudança também na distribuição de umidade e das temperaturas em várias partes do planeta. Relatórios internacionais apontam que haverá um crescimento na frequência e intensidade desse evento nas próximas décadas.

“Sabemos que as queimadas na Amazônia têm origem antrópica. No entanto, quando há o registro de um El Niño mais intenso, como ocorreu em 2016, que investigamos, e novamente em 2024, as secas meteorológicas e hidrológicas tornam-se mais severas na floresta. Nessas condições, a vegetação depende intensamente da água subterrânea para sobreviver. As árvores menores, com raízes menos profundas, são as primeiras a sofrer com a falta de água”, diz Conicelli, que foi orientador da primeira autora do artigo, Naomi Toledo. Quando a pesquisa começou, ela era aluna de graduação da Universidad Regional Amazônica Ikiam, no Equador, onde Conicelli foi professor durante quatro anos.

Em agosto, um grupo internacional publicou o primeiro relatório State of Wildfires, mostrando que os incêndios na Amazônia Ocidental – que inclui Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia – entre março de 2023 e fevereiro de 2024 foram impulsionados por secas prolongadas ligadas ao El Niño. Aliadas às condições meteorológicas, as secas explicaram 68% desses incêndios, seguida da influência de ações antrópicas, como desmatamento, agricultura e fragmentação de paisagens naturais (leia mais em: https://agencia.fapesp.br/52493).


Sistema de alerta

Com base no resultado do trabalho, o grupo desenvolve um índice de risco de incêndios adaptado à região amazônica, incluindo tanto indicadores meteorológicos (ligados às chuvas) quanto hidrológicos (água no solo, rios, aquíferos e outras reservas). O modelo pode ser aplicado em outros ecossistemas.

Ao demonstrar a interconexão entre as condições meteorológicas e hidrológicas e o agravamento dos incêndios florestais, os resultados podem contribuir com estratégias destinadas a mitigar o risco de queimadas e ações de prevenção. “Estudos como esses são importantes também para a conscientização do quanto a floresta fica vulnerável com eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes e intensos”, completa o pesquisador.

Segundo Conicelli, a expectativa é no futuro acrescentar dados coletados em campo para que o sistema sirva como um alerta quando as águas subterrâneas ficarem em níveis baixos.

O artigo Dynamics of meteorological and hydrological drought: The impact of groundwater and El Niño events on forest fires in the Amazon pode ser lido em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0048969724067688.
 



Luciana Constantino
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/el-nino-agrava-impacto-da-seca-em-aguas-subterraneas-na-amazonia-e-eleva-risco-de-incendio-constata-estudo/53651


Inteligência Artificial: O vendedor que a ignora está ficando no passado

Você já parou para pensar no quanto a inteligência artificial pode transformar seus resultados em vendas? Talvez não, porque muitos vendedores e representantes comerciais ainda resistem a dar o primeiro clique em uma dessas ferramentas incríveis. É mais fácil se prender a mitos ou dizer que “não dá tempo” do que realmente explorar o potencial que está ao alcance de todos.

Por que tantos ainda resistem?

A descrença na I.A. muitas vezes nasce de falta de conhecimento ou da repetição de velhos mitos. Aqui estão alguns exemplos do que ainda trava vendedores de avançarem:

1. “I.A. é complicada demais”: Ferramentas como ChatGPT, Bard (Google) e Claude (Anthropic) são projetadas para serem intuitivas e fáceis de usar. Basta começar.

2. “Vai substituir meu trabalho”: A I.A. não está aqui para tirar seu lugar, mas para multiplicar sua produtividade. Ela realiza tarefas operacionais, deixando você livre para vender.

3. “É caro demais para testar”: Será mesmo?

Vamos falar de preço:

• ChatGPT Plus (OpenAI): US$ 20/mês (cerca de R$ 125)

• Google Bard (atualmente gratuita nas versões beta, mas preços futuros serão competitivos)

• Claude AI Pro: US$ 20/mês

Agora, compare isso com o impacto de uma venda que você poderia fechar se tivesse mais argumentos, insights ou automação. Custa mais de R$ 125 perder oportunidades porque você não explorou uma dessas ferramentas?

O que você pode fazer com I.A. agora mesmo?

• Criar e-mails de prospecção personalizados em segundos.

• Organizar sua carteira de clientes com análises baseadas em comportamento e dados.

• Preparar argumentos para objeções usando metodologias como SPIN Selling.

• Planejar roteiros para reuniões e até simular interações com clientes.

Não é mágica. É tecnologia prática, e quem não estiver usando vai ficar para trás.

Vamos falar de custo real!

Imagine que você faz 10 visitas por semana e deixa de fechar pelo menos 1 venda por falta de informações ou argumentos melhores. Quanto isso significa no final do mês? Agora compare com os R$ 125 mensais de uma assinatura de I.A. Caro é perder vendas porque você escolheu não investir em ferramentas que estão mudando o jogo.

O mundo está indo em direção à inteligência artificial. Vendedores que insistem em ignorá-la estão escolhendo um caminho de estagnação. A pergunta que fica é: você vai ser o vendedor que lidera a mudança ou o que assiste de longe enquanto os concorrentes colhem os frutos?

Caro não é investir. Caro é ficar parado.

Vamo que vamo, a venda não pode parar!


William Caldas - Eu ajudo equipes de vendas B2B a praticarem a venda consultiva, para bater meta, sem que precisem só falar de preço como os tiradores de pedido!


Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/intelig%C3%AAncia-artificial-o-vendedor-que-ignora-est%C3%A1-ficando-caldas-bhfwf/

Novo ano, velhos problemas e novas respostas

O início de um novo ano traz consigo não apenas uma sensação de recomeço, mas também uma lista renovada de desafios. Em 2025, as incertezas econômicas, as mudanças climáticas, o avanço tecnológico e a nova dinâmica do mercado de trabalho colocam as organizações diante de um cenário inédito e cada vez mais complexo. O que funcionou no passado pode não ser mais eficaz. Velhas fórmulas não bastam para enfrentar novas crises. Empresas que insistem em respostas ultrapassadas para problemas atuais correm o risco de ficar para trás. A solução? Resiliência organizacional.

Resiliência não significa apenas resistir às crises, mas também adaptar-se, aprender e transformar desafios em oportunidades. A pandemia de covid-19 deixou uma lição clara: o mundo é imprevisível e exige agilidade. Organizações que conseguiram se reinventar — investindo em novas tecnologias, ajustando processos e ouvindo suas equipes e clientes —  saíram mais fortes. Isso prova que a preparação não pode ser deixada para depois. Ela começa agora, com um planejamento estratégico voltado à flexibilidade e à visão de longo prazo para o ano novo.

O avanço tecnológico, apesar das promessas, exige uma gestão cuidadosa. Ferramentas como inteligência artificial e automação elevam a eficiência, mas demandam capacitação contínua e responsabilidade ética. A tecnologia, por si só, não resolve problemas; o diferencial está na maneira como as empresas a utilizam. Da mesma forma, o compromisso com a sustentabilidade tornou-se central. As mudanças climáticas não são uma abstração: elas afetam cadeias de suprimentos, custos e o comportamento do consumidor. Empresas resilientes entendem que práticas sustentáveis não são apenas uma questão de responsabilidade, mas uma estratégia de sobrevivência e competitividade.

Além disso, o mercado de trabalho está em transformação. Uma nova geração de profissionais, altamente conectada, busca propósito e flexibilidade. Modelos tradicionais de gestão, baseados em hierarquias rígidas e culturas de culpabilização, não funcionam mais. A cultura organizacional deve promover um ambiente de confiança e aprendizado, onde erros possam ser discutidos e transformados em lições valiosas. Organizações que incentivam a inovação e valorizam seus talentos terão mais sucesso em atrair e reter profissionais preparados para os desafios do futuro.

Construir resiliência organizacional exige liderança com visão de longo prazo e ações consistentes no presente. O planejamento integrado de riscos, os investimentos em tecnologia e integridade, aliados a uma gestão ágil e transparente, formam os pilares dessa preparação. O cenário atual é complexo e imprevisível, mas repleto de oportunidades para aqueles que estão preparados. Empresas resilientes não apenas sobrevivem às adversidades: elas se reinventam, crescem e inspiram.

Os desafios do novo ano são inevitáveis, mas o impacto deles dependerá das escolhas feitas agora. A verdadeira força organizacional está na capacidade de aprender, adaptar-se e evoluir. Em tempos de incertezas, velhas fórmulas não bastam. Um mundo em transformação exige novas respostas e estratégias. Organizações que investem em inovação, aprendizado contínuo e uma cultura que transforma erros em oportunidades não apenas sobreviverão, mas prosperarão em 2025 e nos anos seguintes.

 

Bruno Borgonovo – fundador e CEO da BRW Suprimentos.


Vai começar o Big Brother... da Receita Federa

Divulgação
Consultório da fama

Janeiro chegou, e com ele a expectativa pelo início de mais uma temporada do Big Brother Brasil. Milhões de brasileiros estão prontos para acompanhar as intrigas, estratégias e movimentos dos confinados em uma casa cheia de câmeras. Mas o que muitos talvez não saibam é que, enquanto isso, um outro tipo de "Big Brother" já está em andamento — não na televisão, mas nos bastidores da fiscalização tributária brasileira. Com o aprimoramento do e-Financeira, a Receita Federal está transformando o sistema tributário em um verdadeiro reality show das finanças.

Se na casa mais vigiada do Brasil as câmeras captam cada detalhe da rotina dos participantes, no "Big Brother da Receita", o olhar atento está voltado para cada movimentação financeira dos contribuintes. E com a ampliação do leque de informações coletadas, incluindo agora os dados de transações realizadas via Pix, a Receita Federal intensifica sua presença como "diretor" desse reality invisível, onde a edição pode levar empresários e microempreendedores ao "paredão" da malha fina. 

Prepare-se para entender como funciona esse reality fiscal, quais são as regras do jogo, e como empresários e MEIs podem evitar a eliminação. Afinal, no "Big Brother da Receita", jogar dentro das regras não é apenas uma escolha — é uma questão de sobrevivência financeira.

 

O que é o e-Financeira? 

Instituído em 2015, o e-Financeira é um sistema pelo qual instituições financeiras reportam à Receita Federal informações detalhadas sobre as transações de seus clientes. Anteriormente, esse compartilhamento de dados já ocorria, mas a partir de janeiro de 2025, o leque de informações será ampliado, incluindo: 

·         Transações via Pix: O meio de pagamento instantâneo que conquistou o país agora está sob o radar do fisco.

·         Operações com cartões de crédito: Dados que antes eram coletados pela Declaração de Operações com Cartão de Crédito (Decred) serão incorporados ao e-Financeira, com a Decred sendo descontinuada a partir de janeiro de 2025.

·         Instituições de pagamento: Fintechs e outras plataformas de pagamento digital também passam a ser obrigadas a reportar informações.

 

Impacto nos empresários e MEIs

 

Assim como no BBB, onde os participantes são constantemente observados, empresários e, em especial, os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem estar atentos às suas movimentações financeiras. A Receita Federal tem intensificado a fiscalização, e aqueles que não regularizam suas pendências podem enfrentar consequências sérias, como a exclusão do Simples Nacional.

 

Em outubro de 2024, a Receita notificou mais de 1,8 milhão de devedores do Simples Nacional, incluindo aproximadamente 1,21 milhão de MEIs com pendências fiscais. Esses contribuintes foram alertados sobre a necessidade de regularização para evitar a exclusão do regime a partir de 1º de janeiro de 2025.

 

A exclusão do Simples Nacional implica na perda de benefícios tributários e na obrigatoriedade de cumprir obrigações fiscais mais complexas, como a apuração de impostos pelo lucro real ou presumido. Além disso, o CNPJ do MEI pode ser tornado inapto, impossibilitando a emissão de notas fiscais e resultando no cancelamento de alvarás.


 

Lições do BBB para o mundo dos negócios

 

1.   Transparência total: No BBB, não há como esconder as ações; no mundo fiscal, a transparência é igualmente crucial. Mantenha suas obrigações fiscais em dia para evitar surpresas desagradáveis.

2.   Jogo em equipe: Assim como alianças são formadas no reality, contar com uma equipe contábil competente é essencial para navegar pelas complexidades fiscais.

3.   Evite o "paredão": No BBB, o paredão é temido; no universo empresarial, cair na malha fina da Receita pode ser igualmente preocupante. Regularize suas pendências e mantenha-se informado sobre as obrigações fiscais.

 

Enquanto milhões acompanham o Big Brother Brasil, a Receita Federal conduz seu próprio "reality show" fiscal, ampliando o monitoramento sobre as transações financeiras. Empresários e MEIs devem estar atentos às suas obrigações para não serem "eliminados" do jogo tributário.

 

Lembre-se: no Big Brother da Receita, o público não vota, mas as consequências são reais.

 

 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou recentemente o livro ‘A Verdade Sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia’, um guia prático e acessível para quem deseja alcançar a estabilidade financeira sem fórmulas mágicas ou promessas de enriquecimento fácil. O livro está disponível em versão física pela Amazon e versão digital pelo Google Play.


Versão Física (Amazon): https://www.amazon.com.br/dp/6501162408/ref=sr_1_2?m=A2S15SF5QO6JFU

Versão Digital (Google Play): https://play.google.com/store/books/details?id=2y4mEQAAQBAJ

Instagram: @andrecharone

 

Como a inteligência emocional ajuda na sua carreira profissional?

No ambiente profissional, essa habilidade é crucial porque ela impacta diretamente na forma como você reage a desafios, interage com colegas e se adapta a mudanças

 

O início de um novo ano é sempre carregado de expectativas e esperança. Para muitos, é a chance de traçar novas metas, revisar objetivos e corrigir rotas. Seja mudar de carreira ou equilibrar a vida profissional e pessoal, a transição de ano oferece o momento perfeito para reflexão e planejamento.

 

No entanto, alcançar esses objetivos exige mais do que uma boa lista de resoluções: é preciso desenvolver inteligência emocional, uma habilidade fundamental para o sucesso na carreira.

De acordo com André Minucci, mentor de empresários, a inteligência emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, além de lidar com as emoções dos outros. 

“No ambiente profissional, essa habilidade é crucial porque ela impacta diretamente na forma como você reage a desafios, interage com colegas e se adapta a mudanças. Quem tem inteligência emocional desenvolvida está mais preparado para liderar, resolver conflitos e se destacar no mercado,” explica Minucci.

 

Planejamento: 5 dicas para uma vida financeira bem-sucedida

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Especialista da Faculdade Una Jataí destaca a importância de organizar o orçamento para realizar sonhos e garantir segurança no futuro 

 

O início de um novo ano traz consigo a oportunidade de recomeçar, organizar prioridades e traçar metas. Nesse cenário, um bom planejamento financeiro é essencial, especialmente por concentrar despesas como IPVA, IPTU e material escolar. Organizar as finanças desde já ajuda a evitar dívidas e criar uma base para alcançar objetivos ao longo do ano. 

Mas como fazer o planejamento financeiro? O professor Lowell Cruz, de Gestão e Negócios da Faculdade Una Jataí, dá 5 dicas fundamentais para obter sucesso na hora de se organizar.

 

1 - Liste suas despesas 

O ponto de partida é conhecer a sua realidade financeira. “É essencial utilizar ferramentas para anotar suas entradas e saídas, como uma planilha, caderno ou aplicativo. Liste todas as fontes de renda, como salários e gratificações, e registre os gastos fixos e variáveis. Assim, você terá clareza sobre despesas desnecessárias e poderá ajustá-las”, orienta Cruz.

 

2 - Converse com a sua família 

Depois de organizar o orçamento, o próximo passo é envolver a família no processo. “Reúnam-se para alinhar as prioridades, estabelecer metas e cortar despesas supérfluas. Se necessário, busque uma renda extra e renegocie dívidas com juros altos”, aconselha o professor.

 

3 - Estude e evite armadilhas 

Segundo Lowell Cruz, o endividamento é resultado de fatores como o crédito fácil, o parcelamento desenfreado e a busca por status social. Ele também aponta para a falta de uma base sólida em educação financeira: “Essa disciplina deveria ser incorporada ao currículo escolar desde cedo para evitar armadilhas econômicas”.

 

4 - Reveja seu planejamento 

O início do ano é um momento crucial para rever o orçamento, especialmente porque os meses de janeiro a março concentram despesas específicas, como IPVA, IPTU e material escolar. “Planejar esses gastos com antecedência evita imprevistos e ajuda a manter as finanças equilibradas, sem precisar recorrer a dívidas ou comprometer o orçamento mensal”, explica o professor.

 

5 - Guarde para planos e emergências 

Um planejamento financeiro eficiente permite realizar sonhos e metas sem comprometer a saúde financeira e mental. É crucial destinar uma parte da renda para emergências futuras, criando uma reserva que ofereça tranquilidade em imprevistos. 

“Planejar não significa abrir mão do presente, mas equilibrar o agora com o que está por vir”, ressalta o Cruz. Afinal, a vida acontece no presente, mas é o planejamento que constrói o futuro com segurança e liberdade.


A qualidade da mão de obra profissional na indústria e no segmento elétrico é de chocar


Com os muitos anos de vivência no setor eletroeletrônico temos constatado a carência de mão de obra capacitada nos processos de seleção e contratação. Em nossos contatos e entrevistas para oportunidades profissionais, não reconhecemos perfis que se alinham a nossa demanda. Portanto, fica claro que há uma lacuna principalmente na formação técnica ou profissionalizante para o segmento eletroeletrônico. 

Diante de milhares de lamentos e reclamações diárias na internet de um grupo específico, juvenil ou denominado como da ‘Geração Z’ em relação à falta de empregos, chega-se a estranhar este lamento, de “falta de oportunidades’. A realidade é que não se encontram com facilidade profissionais com o mínimo de base necessária. O problema central dos trabalhadores que estão iniciando no mercado de trabalho verdadeiramente é em maior medida o descomprometimento com dia a dia da operação de uma indústria, lidar com a hierarquia, procedimentos e ter a humildade para querer aprender parecem requisitos básicos de quem está iniciando um processo de aprendizagem, entretanto, há uma ausência desta consciência com posturas completamente inadequadas. 

Atualmente, nossa empresa tem realizado um esforço enorme para encaminhar recém contratados e jovens para cursos técnicos, literalmente complementando sua formação acadêmica e não só com treinamentos específicos, mas investindo em cursos de profissionalização na operação de máquinas e equipamentos, e por vezes em legislação e normas de segurança do trabalho. Há sempre questionamentos e dúvidas se estão efetivamente preparados para as necessidades reais do empregador do setor elétrico. 

O que é notório é que se as empresas não fizerem investimentos regulares nos contratados, na capacitação deles para desempenhar suas funções de forma satisfatória, quase sempre os resultados para os contratantes não serão positivos. Além disso, diversos funcionários mesmo em início de carreira já chegam com vícios graves em sua formação, muitas vezes com visões distorcidas a partir de culturas organizacionais bem diferentes daquelas de outras empresas do mercado que são a maioria. 

Uma dificuldade comum é o tempo gasto para agregar valor no trabalho, tanto para o jovem quanto para empresa. Muitas vezes precisamos contratar o profissional inacabado, e fica evidente a grande carência de conhecimentos e capacidade, e a também a presença de deficiências entre esses novos profissionais. 

Nas diversas categorias ocupacionais o perfil do chamado operário de ‘chão de fábrica’ onde o problema é mais frequente. O entrave da educação básica aqui também é notório. Há pessoas que nunca tiveram um plano de saúde, nem sabem como são seus respectivos benefícios e as normas contratuais e neste perfil de trabalhador durante o processo seletivo, por absurdo que pareça, descobrimos que estamos concorrendo com benefícios. 

Por outro lado, dentro da fábrica eles não entendem como um protetor auricular é importante para sua audição e saúde geral. Não compreendem que a falta do equipamento pode prejudicá-lo ao longo da sua vida, além de contrariar a legislação da segurança do trabalho. Há alguns que não conseguem enxergar a importância do uso de uma bota de proteção contra acidentes.   

Vários deles não entendem que o uniforme tem que estar em dia e que ele reflete na sua aparência e marca pessoal. Portanto, muitos não percebem os conceitos essenciais para sua formação como ser humano, que abarcam sua instrução, organização, dress code, ou seja, a vestimenta do dia a dia, além de outros aspectos cotidianos. 

Por essa razão, quase sempre nossa empresa precisa ajudar a formar a pessoa para depois formar o profissional. O que presenciamos no cotidiano é um esforço muito grande para treinar além do escopo profissional, ou seja, na prática edificar um cidadão mais completo. 

Lamentavelmente, cursos técnicos, profissionalizantes, de aperfeiçoamento ou de capacitação, além da própria formação dentro de casa, têm gerado um grupo de cidadãos muito limitados. Isso em geral nem é culpa da própria pessoa, mas na verdade do nosso conjunto de alternativas para formação e qualificação.  Há vários indivíduos que não possuem a consciência da importância dele e do que ele faz. 

Precisamos, portanto, pensar melhor sobre a necessidade da educação básica para a indústria e na formação do indivíduo e do profissional. 

Outro ponto, é a necessidade de refletir também como fazer com responsabilidade, por exemplo, a transformação de um trabalhador rural para torná-lo um eletricista de rede de distribuição. É altamente arriscado treinar um eletricista em apenas três meses para trabalhar numa rede elétrica. Isso tem de ser muito bem analisado. Vivenciamos recentemente inúmeros problemas elétricos, qualquer chuva, intensa ou não tem causado transtornos e prejuízos significativos. São os produtos que são ruins? Não, são mal instalados, porque a qualidade da mão de obra é insuficiente e os produtos não são corretamente aplicados. 

Um outro aspecto é que, em empresas com perfis de pequeno e médio porte, é preciso também que o colaborador seja um generalista na função e muitos jovens têm dificuldades em exercer o trabalho com esse posicionamento. Também porque não estão habituados a usar tudo aquilo que, teoricamente, aprenderam. A questão é que boa parte dos jovens profissionais iniciantes entende que tem de ser sempre específicos e por essa razão este trabalhador iniciante apresenta muitas dificuldades em exercer tarefas mais diversificadas. O fato é que profissional que se destaca é aquele que consegue agregar várias habilidades. 

Uma contradição é que a educação profissional focada na indústria tem se destacado em todo o mundo, principalmente com o avanço tecnológico acelerado e a demanda crescente por competências específicas no mercado de trabalho. Como consequência, é preciso pensar na formação, treinamento e educação como um todo. 

Segundo a Unesco, aproximadamente 10% dos estudantes do ensino secundário no mundo estão matriculados em cursos técnicos e profissionais. Em países como Alemanha, esse número é muito mais alto, chegando a 50%, refletindo a forte parceria entre instituições educacionais e indústrias. 

Até o ano que vem, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), prevê que, o Brasil vai precisar de aproximadamente 9,6 milhões de profissionais com capacitação específica em áreas tecnológicas e de engenharia. No entanto, apenas cerca de 8% dos estudantes do ensino médio estão matriculados em cursos técnicos e profissionalizantes, ou seja, muito abaixo de países desenvolvidos. 

O Sistema S (Senai, Senac, entre outros) tem papel fundamental na oferta de cursos técnicos, profissionalizantes ou de capacitação para preparar mão-de-obra para setores específicos do comércio, indústria e serviços, mas ele não alcança a educação dentro de casa, também chamada de educação parental (parenting). É ela que trata da criação dos filhos, com todas as práticas, cuidados e orientações que os pais e mães deveriam fornecer para o desenvolvimento e bem-estar de suas crianças. 

Talvez seja preciso que os sistemas de apoio profissional (sistema S), as empresas ou ONGs educativas reflitam com mais atenção nesse ‘público anterior’ que está dentro de casa, recorrendo a educadores especializados em ‘andragogia’, que é a metodologia de educação para adultos, e é desenvolvida a partir do compartilhamento de experiências entre aluno e professor. 

Este deveria ser a discussão séria a ser tratada na esfera que engloba todos os atores que tratam da educação básica e do trabalhador e não uma discussão que já se inicia com uma mentira que que é a dita “jornada 6x1” afinal 44 horas semanais, são 5 dias e meio de trabalho por um e meio de descanso.

  

Marcelo Mendes - gerente geral da KRJ Conexões ( https://krj.com.br/ ). É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, com atuação inclusive em vários mercados internacionais.


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