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domingo, 13 de outubro de 2024

Tutor de gato

Dra. Nayara Fazolato, especializada em
felinos no Hospital Veterinário Taquaral (HVT)
 Divulgação

Planejamento pode tornar a ida ao veterinário menos estressante 

Preparo para transportar felinos deve começar em casa dias antes


 

Você sabia que o estresse de um gatinho para ir ao consultório pode começar em casa? Gatos são animais espertos que percebem qualquer mudança na rotina. Por isso, é importante preparar-se com calma antes de sair para evitar situações de estresse e ansiedade. 

Muitos gatos não gostam da caixinha de transporte e relutam em entrar. A Dra. Nayara Fazolato, especializada em felinos no Hospital Veterinário Taquaral (HVT), de Campinas, aconselha não deixar a caixinha em locais onde o gato não tenha acesso, como em cima do guarda-roupa. Pois além de pegar pó e sujeira, não tem o odor do gato, tornando o acessório um ambiente estranho. Além disso, o gato faz associações e pode se lembrar da última vez que entrou na caixinha de transporte para ir a algum lugar desconhecido. Essa sensação pode ser ainda pior se a consulta anterior tiver sido estressante.
 

Truques 

A veterinária recomenda que a caixinha de transporte fique em local onde o gato tenha familiaridade, com cobertores macios e alguns brinquedos dentro. Desta forma, ele vai associar a caixinha a um lugar conhecido, pois terá seu cheiro, e então, se sentirá seguro. 

Outra sugestão importante da doutora é manter a caixinha sempre limpa, evitando produtos com cheiro forte ou perfume, pois podem causar irritação em trato respiratório e estresse. 

Ela frisa que alguns gatos preferem evitar contato visual com o ambiente. Um truque é cobrir a caixinha com cobertor para o animal se sentir mais confortável. 

Crédito: Thaíssa Belinazzo

A veterinária indica que a caixinha ideal não deve ser grande e nem pequena, mas permitir que o gato dê a volta dentro dela sem maiores dificuldades. “Caixinhas grandes podem chacoalhar o gato no transporte causando ansiedade”, enfatiza. Uma boa opção é a caixinha desmontável, que permite retirar a parte de cima, viabilizando ao veterinário examinar o gato dentro dela durante a consulta. 

Borrifar feromônio felino nas cobertas dentro da caixinha é um excelente recurso, de acordo com a médica-veterinária. Isso vai auxiliar no relaxamento e bem-estar. O procedimento deve ser feito ao menos 15 minutos antes do contato do gato.
 

Jejum 

É importante checar antes com o veterinário a necessidade de o gato fazer jejum antes da consulta, dependendo se o felino apresenta ou não algum sintoma. Esse cuidado pode evitar que o felino precise ser levado mais uma vez à clínica. Dra. Nayara informa que o jejum pode ter período de duração variado, a depender do exame a ser realizado.

A especialista diz que estar alimentado ou não antes do transporte não evita de o gato vomitar caso enjoe na viagem. Se o animal estiver alimentado, o conteúdo será ração, e se não tiver comido, pode vomitar um conteúdo transparente e espumoso e, em alguns casos, bile. 

De acordo com Nayara, se o gato costuma apresentar vômito durante a viagem, comunique ao veterinário sobre esses acontecimentos. Há medicamentos para náusea que podem ser indicados antes da viagem a fim de minimizar a ocorrência dos vômitos.
 

No carro 

Nayara dá uma dica que funciona para alguns pacientes quando estão no carro: cobrir a caixinha de transporte com um cobertor. “Alguns diminuem a frequência dos vômitos, para outros pode não funcionar e então há a necessidade de medicar o felino. 

Caso o gato vomite, faça cocô ou urine durante o percurso e o destino ainda estiver longe, se o gato animal for tranquilo e permitir a manipulação de retirar, trocar os paninhos e colocá-lo novamente na caixinha, a higienização pode ser feita. Porém, antes disso, é muito importante certificar-se de que todas as janelas e portas do carro estejam fechadas para não haver risco de fuga. 

Segundo Nayara, ouvir no carro músicas que o gato está habituado a escutar em casa pode ajudar, no entanto, em volume baixo para evitar agitação. “A playlist Relax My Cat, facilmente encontrada em plataformas como YouTube e Spotify, ajudam a proteger o felino de ansiedade”.

 

A ragdoll Lindy tem duas bolsas de transporte.
 Este é o modelo em formato de mochila
Crédito: Elzeli Moreira Ribeiro


Lindy fica tranquila na bolsa telada, macia e aconchegante
 Crédito: Elzeli Moreira Ribeiro

Um lugar para chamar de seu 

Ainda que os pets tenham boa convivência, é recomendável evitar mais de um gato por caixinha de transporte. Por mais que se planeje sair de casa, geralmente o gato apresenta algum grau de estresse. Juntos num espaço restrito, podem brigar e até se machucarem devido ao balanço natural do veículo. 

Nayara conclui com outra boa dica: não deixar as janelas do carro abertas durante o transporte e dar preferência ao ar-condicionado em temperatura amena. Com isso, além de aumentar a segurança, minimiza o estresse pelo barulho externo da rua e possível vento que naturalmente entre com o veículo em movimento.
 

No hospital 

Devido ao fato de o olfato do gato ser dez vezes mais sensível do que o humano, é importante não deixar a caixinha de transporte do gato no chão da clínica, pois além de ser desconfortável não ter uma visão panorâmica do ambiente, geralmente no chão há odores que possam irritá-los, como de outros animais que ali transitam, produtos de limpeza e a própria poeira. 



Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
www.youtube.com/@hvtcampinass
Instagram: @hvtcampinass
www.facebook.com/hospital.taquaral
site Link
Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas SP
Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500


Estética Pet: cuidados e limites para garantir o bem-estar animal

"É fundamental que a saúde dos pets seja priorizada em relação à estética. A satisfação do tutor não deve estar acima do bem-estar do animal", diz especialista

 

A área pet está em constante crescimento e diversificação, com profissionais atuando em diferentes setores, desde a saúde até a estética animal. No campo do asseio, por exemplo, existem várias atividades desenvolvidas que não fazem parte da medicina veterinária propriamente dita, como banhos hidratantes e colorações, que são estritamente estéticos. Essas práticas estéticas, embora populares, podem acarretar riscos à saúde dos pets e não oferecem benefícios diretos a eles. 

Para a Profa. Renata de Oliveira Saccaro, docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG), comenta que atividades estéticas, como colorações, podem resultar em dermatites alérgicas, sendo essencial verificar a procedência e a qualidade dos produtos utilizados. “A estética é algo relativo e, no caso dos pets, não traz relevância para eles, apenas uma satisfação pessoal aos tutores. Devemos avaliar se vale a pena submeter o animal a um procedimento que pode representar riscos à sua saúde, sem benefícios reais”, ressalta a especialista, alertando ainda que procedimentos estéticos que envolvem riscos, como anestesia ou recuperação cirúrgica, precisam ser ponderados cuidadosamente.  

“Cirurgias estéticas, como cortes de orelhas e caudas, anteriormente comuns, foram proibidas por lei para proteger os animais de procedimentos desnecessários e potencialmente perigosos. No entanto, existem intervenções que possuem indicação clínica, como correções de dobras de pele que causam dermatites e desconfortos”, explica Saccaro. 

Ainda de acordo com a médica, algumas raças, especialmente as de pequeno porte como spitz, yorkshire e maltês, tendem a ser mais sensíveis a esses procedimentos, especialmente na questão da pele. "Os sinais de problemas podem variar, desde prurido, no caso de dermatites, até sinais clínicos mais graves, como dor, apatia e inapetência", alerta a docente.  

 

Recomendações de cuidados 

Apesar dos riscos associados a procedimentos estéticos, alguns cuidados básicos são recomendados para o bem-estar do pet. A escovação regular dos pelos, por exemplo, é indicada e pode ser realizada com frequência sem causar prejuízos. Os banhos devem ser administrados, no máximo, a cada 15 dias, podendo haver intervalos maiores para raças com pelagem densa, e sempre utilizando produtos de marcas confiáveis para minimizar o risco de reações adversas. 

É fundamental que a saúde dos pets seja priorizada em relação à estética. A satisfação do tutor não deve estar acima do bem-estar do animal”, conclui Renata Saccaro. 




FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha
www.fsg.edu.br


Alerta Vermelho: cuidados essenciais com seus pets durante o calor intenso

Freepik

Médica-veterinária dá dicas de como proteger seus amigos peludos do tempo seco

 

Na última semana, o clima no país entrou em alerta vermelho, com temperaturas cinco graus acima da média, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Este aumento no calor e a aridez do tempo podem causar diversos problemas de saúde, tanto para humanos quanto para animais de estimação. Kelly Maiara Lopes Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, destaca a importância de monitorar atentamente as necessidades dos pets durante este período crítico.


Impactos do Calor nos Animais de Estimação

O calor extremo e a baixa umidade podem afetar gravemente a saúde dos animais, resultando em desidratação, problemas respiratórios e alérgicos, além de ressecamento da pele, que pode levar a descamação e desconforto. “A desidratação é particularmente preocupante, pois pode causar complicações graves se não for tratada de forma rápida e eficaz. Esses fatores podem comprometer seriamente o bem-estar dos pets e sua qualidade de vida”, alerta a especialista.


Cuidados Essenciais para Pets

Durante períodos de calor intenso, é crucial adotar medidas preventivas para proteger a saúde dos animais:

  • Hidratação: disponibilize várias fontes de água pela casa e adicione cubos de gelo para estimular a ingestão. Ofereça alimentos úmidos para gatos, que podem ser menos propensos a beber água.
  • Ambiente e Conforto: mantenha os pets em locais frescos e sombreados, evitando o uso excessivo de ar-condicionado e ambientes secos com poeira. Utilize umidificadores e toalhas molhadas para ajudar a refrescar o ambiente.
  • Cuidados Específicos: limpe diariamente ao redor dos olhos dos pets com água ou solução fisiológica. Dê banhos semanais em cães e escove os gatos diariamente para remover pelos soltos e facilitar a troca de calor.
  • Observação e Saúde: fique atento a sinais como secreção ocular e consulte um veterinário caso observe sintomas preocupantes.


Raças e Considerações Específicas

A médica-veterinária alerta que raças com pelagem densa, como Husky Siberiano, Malamute do Alasca, São Bernardo, Terra Nova e Akita, que são adaptadas a climas frios, podem sofrer mais com o calor intenso. Esses pets podem apresentar falta de apetite e letargia devido ao calor extremo. 

“A falta de apetite pode ser compensada com alimentos úmidos completos e balanceados, que não só fornecem nutrientes necessários, mas também ajudam na hidratação se oferecidos na quantidade adequada”, conclui a especialista. Os sachês das linhas Special Dog Ultralife e Special Cat Ultralife, por exemplo, são alimentos completos que podem ser oferecidos na alimentação integral dos animais, com baixa caloria e alto teor de umidade, que contribui para a hidratação e saúde do trato urinário, além de oferecer omega 3, 6 e zinco, auxiliando na saúde da pele e pelagem do animal.

Para mais dicas e orientações sobre o cuidado com seus pets, visite o Portal Pet da Special Dog Company. Em caso de sintomas graves ou preocupações com a saúde do seu animal, consulte sempre um veterinário de confiança. 



Special Dog Company


Cuidados essenciais para pets durante a poluição do ar

Fumaça pode causar malefícios à saúde dos humanos e dos pets. Cuidados como maior hidratação e evitar passeios ao ar livre são recomendados.

 

A recente nuvem de fumaça proveniente das queimadas na Amazônia e do Pantanal tem alterado drasticamente a paisagem de Porto Alegre e de todo o estado. O céu azul agora está encoberto por uma densa camada de fuligem, tingindo o sol com tons alaranjados e deixando a cidade sob um céu cinza.

 

Este fenômeno não é apenas uma mudança estética, mas também representa um sério risco para a saúde pública, incluindo a saúde dos pets. De acordo com a empresa suíça de monitoramento de qualidade do ar, IQ Air, a qualidade do ar na capital gaúcha está classificada como "insalubre". A concentração de partículas finas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros (PM2.5), está mais de 12 vezes acima dos limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essas partículas são extremamente pequenas – menores do que um fio de cabelo – e têm a capacidade de penetrar profundamente nos pulmões quando inaladas.

 

Cuidados essenciais com os pets durante a fumaça:

 

Diante dessa situação, é crucial tomar medidas para proteger a saúde dos animais de estimação. Manuela Sulzbach, médica veterinária do Grupo Hospitalar Pet Support, recomenda os seguintes cuidados:

 

Manter os pets dentro de casa: sempre que possível, mantenha seus pets em ambientes internos para minimizar a exposição à fumaça. “As partículas finas podem afetar gravemente o sistema respiratório dos animais, podendo levar a quadros como bronquites e pneumonias. Além disso, podem surgir também problemas oculares”, explica Manuela Sulzbach.

 

Evitar passeios ao ar livre: a médica veterinária aconselha a reduzir ao máximo os passeios e atividades externas com os pets: “se for necessário sair, tente fazê-lo em horários em que a qualidade do ar possa estar um pouco melhor, como no início da manhã e à noite”.

 

Ambientes ventilados: “garanta que sua casa esteja bem ventilada, mas evite deixar janelas e portas abertas para a entrada de fumaça. Utilize purificadores de ar com filtros para ajudar a reduzir a concentração de partículas no ambiente. Nebulizações com soro fisiológico podem auxiliar tanto humanos como os pets e são recomendadas para este período, principalmente para animais que já tenham doenças respiratórias crônicas ou predisposição”, aconselha Manuela.

 

Monitoramento da saúde: fique atento a sinais de desconforto respiratório nos seus pets, como tosse persistente, dificuldade para respirar, espirros ou irritação nos olhos. Se notar qualquer um desses sintomas, consulte imediatamente um veterinário.

 

Hidratação e nutrição adequada: mantenha seus pets bem hidratados e com uma alimentação equilibrada, o que pode ajudar a fortalecer seu sistema imunológico e melhorar sua resistência às condições adversas. 

 

Consultas veterinárias regulares: Se possível, faça uma revisão veterinária para garantir que seu pet está saudável e não apresenta problemas respiratórios preexistentes que possam ser agravados pela fumaça.


 


Grupo Hospitalar Pet Support
www.petsupport.com.br


A cura para o seu pet pode estar na alimentação

Veterinários e hospitais apostam em marmitas naturais para ajudar na recuperação de pets doentes

 

A alimentação natural tem se mostrado uma aliada poderosa quando o assunto é longevidade animal. Mas você sabia que existem combinações alimentares que podem auxiliar na recuperação de pets com quadros de saúde delicados? A médica veterinária Cleuma Ferreira explica que essa modalidade desempenha um papel essencial para animais com doenças renais, por exemplo. “A dieta é formulada para reduzir a carga sobre os rins, controlando a ingestão de fósforo e proteínas’’, comenta.  

Com base nesse conceito, empresas estão adaptando seus serviços às novas necessidades dos pacientes. A Pet Chef Chico, especializada em produzir marmitas e petiscos naturais, em parceria com a Dra. Cleuma e outros médicos veterinários, criou linhas terapêuticas desenvolvidas para atender necessidades direcionadas dos animais em recuperação.  

Maria Mattos, sócia-diretora da Pet Chef Chico explica que a ideia surgiu de experiências pessoais com seus próprios animais de estimação. "Vimos a necessidade de uma alimentação que fosse mais leve e atrativa para pets enjoados ou em pós-operatório’’, conta.

 

Alimentação natural ajuda na recuperação dos pets Freepik

 

Repouso, Cuidado e Renal

São três linhas terapêuticas comercializadas pela empresa: a linha Cuidado, a Repouso e a Renal. A Cuidado é indicada para pets que estão mais debilitados. "Assim conseguimos oferecer uma alternativa mais natural em comparação às latinhas convencionais comercializadas por aí’’, comenta Gisela Mattos, CMO e cofundadora da organização.  

Já a linha Repouso é a indicada para momentos que necessitam de um aporte calórico sutil, que não sobrecarregue o sistema digestivo do animal, como em casos de cirurgias e pós-operatórios. E a linha Renal é destinada a animais que já possuam problemas renais, e que por isso, não podem comer determinados alimentos ou nutrientes. "Seria uma opção que proporciona uma dieta balanceada e específica para essas condições, sem que o pet passe mal, vomite ou tenha diarreia’’, explica Gisela. 

 

Dentro do hospital

Desde dezembro de 2023, a Pet Chef Chico mantém uma parceria com o Hospital Veros, em São Paulo, fornecendo mais de 800 marmitas e petiscos naturais para pets em recuperação durante esse período.  

Segundo a cofundadora da empresa, a parceria tem sido fundamental para ajudar pets em recuperação a se alimentarem melhor e, consequentemente, a se recuperarem mais rápido. "Temos um freezer no local, onde os profissionais nutricionais veterinários têm a liberdade de prescrever a linha terapêutica que acharem adequada para o momento atual do paciente, contribuindo para uma evolução mais eficaz’’, comenta. 

Além disso, conta a empresária, muitos veterinários costumam prescrever as marmitas do Chef Chico para os seus pacientes. “Assim como os humanos precisam de uma dieta específica quando estão doentes ou se recuperando de alguma condição, os pets também precisam desses cuidados”, conta Gisela.



Veterinários e clínicas estão usando alimentação
 natural para a recuperação de pets 
Freepik

 Apoio profissional é crucial

As linhas terapêuticas precisam da orientação de um profissional antes de serem oferecidas aos pets. "Esse cuidado é fundamental para garantir que as informações e métodos utilizados não sejam replicados indevidamente'', explica a médica veterinária. 

Ainda segundo Cleuma, todas as dietas precisam ser elaboradas com base na anamnese e histórico geral do paciente canino ou felino. ‘’Preciso saber o padrão alimentar, porte, raça, peso, histórico de doenças e somente depois disso faço o cálculo de micro e macro nutrientes em softwares especializados, além de utilizar a metodologia nutricional reconhecida da minha área profissional e outras diretrizes internacionais. Somente assim é possível que eu formule planos alimentares personalizados que atendam às necessidades e objetivos de cada pet, sempre com um enfoque no quadro de saúde geral’’, detalha a profissional. 

 

 Pet Chef Chico  

 

Terapia Assistida por Animais (TAA): um caminho inovador para a recuperação e o bem-estar de pacientes

Aumento da motivação e envolvimento nos processos terapêuticos, estímulo das funções motoras e sensoriais e redução dos níveis de estresse e ansiedade são alguns dos benefícios da atividade

 

A Terapia Assistida por Animais (TAA) tem ganhado espaço no tratamento de pacientes com diferentes condições clínicas, proporcionando benefícios físicos, emocionais e sociais. Essa terapia envolve a interação de pacientes com animais em sessões planejadas, que auxiliam no tratamento de várias condições, como distúrbios neurológicos, deficiências motoras e desequilíbrios emocionais. 

A TAA não apenas se destina a melhorar as funções físicas dos pacientes, mas também a criar um ambiente de socialização e afetividade, promovendo um tratamento mais humanizado e acolhedor. 

Na YUNA, a TAA vem transformando a forma como pacientes enfrentam desafios físicos e emocionais em suas jornadas de recuperação.

 

Características, a quem se destina e benefícios 

A Terapia Assistida por Animais é realizada em grupo ou individualmente, com animais especialmente treinados. Os pacientes são incentivados a interagir com os animais através de atividades específicas, como jogos e exercícios motores e sensoriais. 

Os animais, ao interagirem com os pacientes, proporcionam estímulos únicos que ajudam no desenvolvimento emocional e social dos indivíduos, criando uma conexão que vai além dos cuidados tradicionais. O tratamento é adaptado para atender as necessidades de cada grupo, considerando o perfil de cada um para maximizar os benefícios terapêuticos.

Direcionada a pacientes que apresentam condições diversas, como sequelas neurológicas, limitações motoras, transtornos emocionais e sociais, a terapia oferece um suporte adicional a tratamentos tradicionais, criando novas oportunidades de engajamento e motivação, especialmente para aqueles que enfrentam desafios no tratamento convencional. 

“A maioria dos pacientes adoram a presença dos animais, já que, muitas vezes, fizeram parte de suas vidas em algum momento”, explica Michelle Mantovanelli, coordenadora da equipe multiprofissional da YUNA. “A presença dos cães reduz o estresse, melhora o humor e torna o ambiente mais acolhedor e motivador”, declara a profissional. 

Além disso, por meio desse tipo de terapia é possível alcançar amplitudes de movimentos e resultados motores superiores aos das terapias convencionais. “Tudo de forma lúdica e agradável”, finaliza. 

Os benefícios da terapia são amplos e podem variar de acordo com as necessidades e condições específicas de cada um. Em geral, a TAA contribui para o aumento da motivação e envolvimento nos processos terapêuticos; melhorias na socialização e comunicação dos pacientes; estímulo das funções motoras e sensoriais, promovendo ganhos físicos; e redução dos níveis de estresse e ansiedade, impactando diretamente no bem-estar emocional.


 


Relato da paciente Nathalia Zanatta, 20 anos 

"Foi minha primeira vez participando da TAA. A YUNA me abriu os olhos para enxergar esse tempo precioso com os animais como uma terapia curativa. O que mais me chamou a atenção foi a forma como os profissionais integraram os animais às nossas atividades, tornando-as muito mais divertidas. Pude perceber como os ganhos emocionais se destacam, como o afeto em sua forma mais pura e genuína, e a interação com outros pacientes. Já fisicamente, me ajudou bastante, pois não tenho controle de tronco. Ao me abaixar para fazer carinho e alimentá-los, por exemplo, trabalho essa parte como na fisioterapia e também forço meu braço paralisado para conseguir fazer carinho, mesmo sem movimento concreto”, esclarece Nathália. 

Segundo ela, “a TAA promove um espaço seguro para nós, os pacientes. Para mim, é uma oportunidade de interação com os animais, colegas e equipe num ambiente tranquilo, onde todos são incluídos. Seja de cadeira de rodas ou em pé, ninguém passa despercebido de levar uma lambida", finaliza. 

De acordo com Ademir Cardim dos Santos Júnior, fisioterapeuta da YUNA, o objetivo da TAA é proporcionar uma conexão do paciente com o animal, saindo dos atendimentos metódicos, levando até uma melhora na socialização do paciente com outras pessoas. 

“Os pacientes são separados em grupos por perfis e participam de jogos e atividades com a inclusão direta do animal, sendo possível realizar estímulos sensoriais e motores. Desde o início do grupo, foi percebida uma melhora da propriocepção do membro mais acometido e ganho de alcance por meio da interação com o animal”, esclarece o profissional.

 


YUNA
https://yuna.com.br/

 

Instituto Cão de Rodinhas se consolida como a primeira ONG no Brasil totalmente dedicada aos animais com deficiência




 Nova fase da organização abrirá oportunidades para parcerias com empresas, clínicas veterinárias e protetores independentes, ampliando a rede de apoio aos pets com deficiência


O projeto Cão de Rodinhas, que há seis anos transforma a vida de cães com deficiência e de seus tutores, alcançou um importante marco ao se tornar oficialmente uma organização não governamental (ONG). Com a nova denominação de Instituto Cão de Rodinhas, a iniciativa, que tem sua missão centrada na inclusão e conscientização, é agora a primeira organização no Brasil a focar exclusivamente em animais com deficiência.

Fundado em 2018, o Cão de Rodinhas nasceu com o objetivo de dar visibilidade a uma causa muitas vezes negligenciada. Como temos uma sociedade ainda bastante capacitista no Brasil, os animais com deficiência muitas vezes são abandonados, ficam para trás na fila de adoção ou mesmo são destinados à eutanásia sem necessidade por não serem “pets perfeitos”. Ao longo dos anos, defendendo estes animais e orientando os tutores com informações sobre os cuidados corretos, o Instituto conquistou parcerias significativas e mobilizou uma comunidade de voluntários e apoiadores que contribuíram para sua expansão e sucesso. A formalização como ONG neste mês de outubro, que coincidiu com o Dia dos Animais, representa um passo decisivo na ampliação do alcance das ações da organização.

A nova fase da organização abrirá oportunidades para parcerias com empresas, clínicas veterinárias e protetores independentes, ampliando a rede de apoio aos pets que precisam de atenção especial. A equipe diretiva do Instituto Cão de Rodinhas, agora composta por Larissa Onuki, Andressa Borges, Jorgete Taniguchi e Pollyana Mayer, está empenhada em continuar a trajetória de acolhimento e transformação na vida dos animais e de seus tutores. “Lutamos para conscientizar toda a sociedade a percorrer conosco uma jornada de inclusão e respeito aos direitos dos animais com deficiência, pois acreditamos que, juntos, podemos promover uma mudança significativa e garantir que todos os pets tenham uma vida digna e feliz”, declara Larissa Onuki, presidente do Instituto Cão de Rodinhas.


Instituto vai intensificar ações educacionais e de amparo

Entre as ações recorrentes do projeto que vão se intensificar na nova fase do Instituto Cão de Rodinhas estão o grupo de apoio Clube do Cão de Rodinhas, com encontros bimestrais nos quais os tutores compartilham experiências e recebem orientações sobre cuidados com pets com deficiência. Além disso, 48 pets com deficiência, vítimas de abandono e maus tratos que residem com protetoras independentes em várias regiões do Brasil são assistidos mensalmente pelo Instituto e recebem doações de fraldas, antipulgas e materiais de cuidados essenciais. “Com a nova estrutura, estamos ainda mais comprometidos em oferecer apoio e conscientização para um número maior de animais e famílias. Continuaremos promovendo encontros bimestrais para tutores, além de dar suporte mensal aos nossos afilhados,”, afirma Larissa.

Outra iniciativa importante mantida pelo Instituto é a cartilha Cuidados do Pet com Deficiência, desenvolvida após pesquisa com mais de 200 tutores e com o apoio de veterinários especializados. Quando o Cão de Rodinhas foi fundado, não existiam informações de qualidade sobre o assunto disponível para a comunidade em geral, cenário mudado pelas ações do Instituto com essa cartilha, distribuída gratuitamente a quem precisa nos formatos impresso ou digital. “Já imprimimos e distribuímos mais de 10.000 cópias gratuitamente, e a cartilha seguirá como uma de nossas ferramentas educacionais para tutores, protetores e profissionais da área. Além disso, lançamos o livro infantil Argos, o Cão de Rodinhas, ilustrado por João Paulo de Carvalho, que é sucesso de vendas e promove a empatia, respeito às diferenças e a compreensão sobre a vida dos pets com deficiência entre as crianças, tendo inclusive concorrido ao Prêmio Jabuti”, explica Larissa Onuki.

Para celebrar essa nova fase, a organização realizará uma live especial nesta terça-feira, dia 8 de outubro, às 20h30, quando a diretoria apresentará os novos objetivos e os próximos passos da ONG. “O evento será uma oportunidade para a comunidade conhecer mais sobre o trabalho que será desenvolvido e se engajar na causa”, conclui a presidente do Instituto.


Sobre o Instituto Cão de Rodinhas
Com o lema "Conscientização e apoio aos pets com deficiência", o Instituto Cão de Rodinhas surgiu em 2018 para dar visibilidade aos pets especiais, promovendo inclusão e conscientização na sociedade, além de oferecer suporte a tutores em todo o Brasil. Com a missão de combater o preconceito e o capacitismo, o Instituto busca sensibilizar a população sobre as necessidades especiais desses animais, muitas vezes esquecidos nas filas de adoção devido à falta de informação e preconceito. Para mais informações sobre as ações, projetos, iniciativas e eventos promovidos, acesse o Instagram Oficial

 

Pets “terapeutas”: Colégio integra animais de estimação ao dia a dia dos estudantes

Luci e Luna — os cães “terapeutas”  - ajudam em tratamentos médicos 

e participam  de ações sociais com estudantes de Campo Mourão


Convívio impacta cerca de 300 crianças em Campo Mourão (PR); pets auxiliam em tratamentos médicos e participam de ações sociais


A convivência com os pets oferece mais do que a companhia de um amigo de quatro patas, de asas ou de escamas. Uma pesquisa realizada pela Human Animal Bond Research Institute, em parceria com a Mental Health America, elencou os cinco principais benefícios para a saúde mental em ter um animal de estimação.

 

O primeiro deles mostra que os pets ajudam a aliviar o estresse. O estudo revelou que os tutores têm frequência cardíaca e pressão arterial significativamente mais baixas em resposta a situações tensas e desagradáveis. Os demais resultados indicaram melhora no humor, na sensação de bem-estar, na redução do sentimento de solidão e na ajuda a pessoas com problemas mentais.

 

Apoio emocional

Além de contribuírem para a qualidade de vida de seus tutores, os pets ainda podem oferecer conforto e apoio emocional a pacientes em tratamentos de saúde. Essa relação — chamada de terapia assistida — proporciona entretenimento, oportunidades de motivação e melhoria das condições emocionais e cognitivas. 

 

“Por conta dessa interação ocorre a diminuição do cortisol — o ‘hormônio do estresse’ — e a elevação da serotonina, endorfina e ocitocina que são chamados de ‘hormônios da felicidade’”, explica a coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Camila Mottin.

 

Pets “terapeutas”

Nesta mesma instituição de ensino superior — que fica no Noroeste do Paraná — esse tipo de terapia tem se tornado uma realidade por meio do projeto Pet Terapeuta, que oferece assistência assistida com a ajuda de duas cães labradoras: Luci e Luna, ambas com 3 anos de idade. 

 

As cachorras auxiliam em tratamentos médicos disponibilizados pelas clínicas do Centro Universitário Integrado e também participam de ações sociais com os estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio do Colégio Integrado de Campo Mourão.

 

“Em 2024, cerca de 300 crianças já foram impactadas pelas visitas dos cães, pela recreação com esses animais e pela conscientização sobre a posse responsável. Na clínica veterinária, aproximadamente 30 pacientes foram atendidos e tiveram intervenções direcionadas e individualizadas”, conta Luana Drancka.


Quem são elas?

   

As labradoras Luci e Luna foram doadas pelo canil Paraíso do Mascote, de Maringá (PR), que também atua no adestramento dos pets. Camila e Luana — as tutoras responsáveis por conduzir os animais nas terapias em Campo Mourão — complementam os treinamentos.

 

“Os cães ‘terapeutas’ devem ser bem socializados, tranquilos, dóceis e atender comandos básicos de obediência. Esse é um trabalho desenvolvido com muito amor e envolve bastante dedicação e empenho pessoal”, destaca Camila Mottin.

 

O professor de Medicina Veterinária do Integrado, Felipe Correa, complementa: “Animais de estimação proporcionam companhia constante. A interação com eles diminui a ansiedade, estimula o sistema imunológico e promove o bem-estar. Ter um bichinho — especialmente um cachorro — incentiva a prática de exercícios regulares e contribui para um estilo de vida mais ativo. Além disso, os pets ajudam a aliviar sintomas de depressão, oferecem sensação de segurança e senso de propósito”.

 

Outros serviços 

Além de manter as atividades com as labradoras e oferecer todo o cuidado que elas precisam, o Centro Universitário Integrado também desenvolve ações de castração gratuita para cães e gatos de tutores em condição de vulnerabilidade social. Esse trabalho é feito por meio de parcerias com as prefeituras de Campo Mourão e região.

 

“A medida de controle populacional ajuda a evitar que os animais desenvolvam problemas de saúde. Por acreditar na importância dessa ação, o Integrado é parceiro de várias iniciativas que promovem a causa”, explica Camila Mottin.

 

A instituição de ensino superior tem convênios com os municípios de Peabiru (PR) e Luiziana (PR). A meta é castrar cerca de 240 animais em 2024. Até o mês de agosto, metade do objetivo já foi alcançado. 

 

Além deste apoio, o Integrado também atua junto às ONGs da região. “Sempre que essas organizações precisam, elas nos procuram e fazemos a castração de animais que foram resgatados e serão encaminhados para adoção. Somadas as iniciativas, a previsão é que mais de 300 animais sejam castrados ainda neste ano”, observa a coordenadora do curso de Medicina Veterinária. 

 



Crédito das fotos
Camila Mottin


Centro Universitário Integrado


Lar em reforma? Veja como deixar seu pet confortável durante a obra

 Atenção aos materiais utilizados e ao comportamento do pet no período são algumas boas práticas para manter o bem-estar de cães e gatos

 

Considerando que o Brasil tem cerca de 62,2 milhões de cães e 30,8 milhões de gatos morando em casas ou apartamentos com seus tutores, de acordo com dados da Abinpet e do Instituto Pet Brasil, todo cuidado é pouco para deixá-los à vontade e confortáveis no seu lar. Principalmente quando o espaço está em obra ou passando por reformas, um cenário que pode trazer desconfortos emocionais e afetar o pet fisicamente.

 

“Para além de objetos, cheiros e sons que podem machucar e incomodar o pet, é preciso levar em consideração suas emoções. Para isso, reserve um espaço da casa para que eles possam ficar e se sentir acolhidos e protegidos, além de tentar manter a rotina o mais normal possível, continuando com alimentação e horários de passeios”, comenta Marina Meireles, veterinária comportamentalista do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em SP. 

 

A veterinária alerta para alguns riscos que valem a atenção dos tutores: tintas com substâncias tóxicas (o ideal é optar por tintas naturais); contato com poeira, que pode causar reações alérgicas ou afetar a pele; ácidos presentes em produtos para remoção de cimentos ou rejuntes, que podem causar queimaduras; materiais esquecidos no chão, como lascas de madeira, fios elétricos, pregos e cacos de vidro, que podem machucá-los ou acabar sendo ingeridos.

 

A fim de evitar esses riscos e manter o pet seguro e confortável durante o período de obras, a veterinária do Nouvet aponta algumas boas práticas. Confira:

 

Fique atento aos materiais presentes no lar

Como já mencionado, alguns dos produtos utilizados em obras podem ser prejudiciais aos pets. O correto é armazenar os itens de forma segura — até mesmo para crianças — e optar por tintas e materiais atóxicos, além de isolar o animal do contato com os objetos espalhados pela casa. Pode-se usar barreiras para evitar que eles entrem nos espaços mais “arriscados”. 

 

Antes do início das obras, é recomendado conversar com um veterinário para explorar as melhores práticas de manejo com o pet — inclusive, sobre quais tipos de piso utilizar a fim de não machucar as patinhas do animal ou criar tendências de quedas e ferimentos.

 

Observe os sinais de comportamento

Dica de todo veterinário, observar o comportamento do cão antes, durante e depois do período de obras é essencial. O impacto na rotina pode causar algumas mudanças, para isso, avalie se o pet está mais agressivo, assustado, triste ou agitado para entender como prosseguir. Caso necessário, consulte um especialista.

 

Outro ponto importante da observação é poder identificar caso o animal tenha algum sintoma. Coceiras, tosses, vômitos ou outros sinais derivados da ingestão de objetos ou contato com substâncias podem ocorrer. Nesses casos, é recomendado a ida imediata ao veterinário.

 

Crie um espaço acolhedor 

Reserve um ambiente limpo, calmo e longe dos barulhos para que o pet possa permanecer durante os horários da reforma. Deixe à disposição petiscos, água, brinquedos, camas e o espaço de higienização. Um ponto importante é proteger janelas e outros móveis que possam machucar os pets em caso de sustos ou tentativas de fuga.

 

No caso de cães, enquanto durar a obra, considere deixá-lo frequentar uma escola comportamental ao longo do dia. Assim, ele gasta energia e se mantém entretido, ficando longe de um possível ambiente estressor. Além disso, a opção serve de apoio para facilitar o dia a dia dos tutores que precisam supervisionar a obra. 

 

Nouvet


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