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sábado, 12 de outubro de 2024

Como Machado criou uma psicologia conceitual antes de Freud

O pesquisador do narcisismo Adelmo Marcos Rossi revela em livro que diversos conceitos de Freud estão presentes nos escritos machadianos sob outros nomes


Com um jeito divertido, irônico e incisivo de escrever, Machado de Assis analisou a sociedade, as emoções humanas e a complexidade da mente de uma forma tão profunda que ele nem sequer poderia imaginar quantos conceitos citados por ele seriam descobertos anos depois por Sigmund Freud. Autodidata, o autor carioca teve um acesso limitado à educação formal. Entretanto, isso não o impediu de se tornar um dos maiores nomes da literatura brasileira e – agora – também um precursor da psicanálise antes mesmo de Sigmund Freud iniciar os estudos sobre a psique.

Esta é a descoberta inédita que o pesquisador sobre narcisismo, mestre em Filosofia e psicólogo, Adelmo Marcos Rossi, apresenta no livro O Imortal Machado de Assis – Autor de Si Mesmo, após A Cruel Filosofia do Narcisismo (2021). Ao se debruçar sobre a extensa obra machadiana, composta por romances, crônicas, poemas, peças teatrais e contos, ele mostra, em mais de 450 páginas, os conceitos sobre os quais o Bruxo do Cosme Velho se apoiou.

De acordo com Adelmo, Machado de Assis tomou o narcisismo como elemento central de sua analítica desde o primeiro conto “Três Tesouros Perdidos” (1858), publicado quando ele tinha somente 19 anos. Já a “cura pela fala”, concepção freudiana sobre a importância da palavra no processo terapêutico, aparece sob o princípio em latim “Similia similibus curantur”, que significa “o mesmo se trata com o mesmo”.

Enquanto Freud queria alcançar “a imortalidade do Eu” (O Narcisismo, 1914), como criador
de uma nova ciência, incluindo tardiamente o Narcisismo na psicanálise, Machado havia percebido o Narcisismo
estrutural tomando-o como ponto de partida. Freud dirá que a literatura – a arte das palavras – era superior à
ciência na busca de desvendar os mistérios da alma humana, e Machado tinha essa compreensão sem ter
lido a obra de Freud.
(O Imortal Machado de Assis – Autor de Si Mesmo, p. 14)

O pesquisador traça, no início do livro, um paralelo entre vocábulos conceituais empregados por Machado de Assis e termos cunhados pelo pai da psicanálise: amor de transferência, castração, recalque, chiste, acontecimento imprevisto, inconsciente e outros. A obra está dividida em 24 capítulos independentes, que podem ser lidos em qualquer ordem.

Em O Imortal Machado de Assis – Autor de Si Mesmo, os leitores compreenderão como o escritor de “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881) fundou uma espécie de psicologia sob a forma de literatura. Enquanto Sigmund Freud foi fundamental para a área da ciência e conceituou termos importantes para a compreensão da psique humana, a obra machadiana pode não ter criado esse instrumental, mas apresentou a psicologia e as tramas da mente por meio da ficção.

 

Ficha técnica

Título: O Imortal Machado de Assis – Autor de Si Mesmo
Autor:
Adelmo Marcos Rossi
ISBN: 978-65-5389-082-4
Páginas: 456
Preço: R$ 120
Onde encontrar:
Amazon

Sobre o autor: Engenheiro civil (UFES, 1980), mestre em Ciência de Sistemas (Tóquio, 1990), psicólogo (UFES, 2010), mestre em Filosofia (UFES, 2015) e microempresário, Adelmo Marcos Rossi dedica quase 15 anos aos estudos sobre psicanálise. Fundador do Grupo de Pesquisa do Narcisismo, também é autor do livro “A Cruel Filosofia do Narcisismo – Uma Interpretação do Sonho de Freud” (2021). Após um longo período de pesquisa acerca das relações entre as obras machadiana e freudiana, publicou O Imortal Machado de Assis – Autor de Si Mesmo.

Instagram: @adelmomarcosrossi
Facebook: /psicanaliseemato
Youtube: @adelmomarcosrossi


Dia das Crianças: nutricionista ensina como garantir uma dieta saudável para os pequenos


Saiba como orientar as escolhas alimentares dos seus filhos e logo cedo com dieta equilibrada e capaz de prevenir a obesidade e outros problemas de saúde

 

A obesidade infantil é uma preocupação crescente no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 15% das crianças entre 5 e 9 anos estão obesas, e mais de 30% apresentam sobrepeso. O excesso de peso na infância aumenta significativamente o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares na vida adulta. Além disso, a obesidade pode impactar o desenvolvimento emocional, resultando em baixa autoestima, ansiedade e, em alguns casos, até depressão.

 

Por isso, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos à qualidade da alimentação dos pequenos, criando hábitos saudáveis que podem ser levados para toda a vida, como explica a nutricionista Andréia Oliveira, profissional cadastrada no GetNinjas, maior plataforma para contratação de serviços no Brasil. “O número de crianças obesas no Brasil está diretamente relacionado com problemas que também são enfrentados pelos pais, como hábitos alimentares inadequados e o sedentarismo”, explica a profissional.

 

De acordo com a especialista, uma alimentação equilibrada na infância não é apenas uma questão estética, mas trata-se de um fator crucial para o desenvolvimento saudável. "As escolhas alimentares nos primeiros anos de vida moldam o crescimento físico e mental das crianças. Uma dieta balanceada, rica em frutas, verduras, proteínas e grãos, não só previne doenças, mas também melhora a capacidade de concentração e aprendizado", afirma Andréia.


 

Evitando repetir erros

 

Muitos pais, porém, não oferecem alimentos ricos em nutrientes para os filhos porque na correria do dia a dia, acabam optando por alimentos que têm preparo mais rápido e prático ou nenhuma preparação, como biscoitos recheados, macarrão instantâneo, embutidos e refrigerantes. Além de pobres em nutrientes, esses ultraprocessados têm alto teor de açúcares, gorduras saturadas, sódio e aditivos químicos, o que pode prejudicar o desenvolvimento infantil e contribuir para o ganho excessivo de peso corporal.

 

No longo prazo, esse tipo de alimentação também pode comprometer o metabolismo das crianças, levando a um quadro de resistência à insulina, que é um caminho para o desenvolvimento de diabetes. "Uma criança que consome alimentos ultraprocessados regularmente pode apresentar deficiências nutricionais severas, o que afeta diretamente no crescimento, no sistema imunológico e até na capacidade de concentração", explica a nutricionista.

 

Porém, para alimentar melhor os filhos no meio da correria do dia-a-dia, os pais podem começar trocando esses alimentos por opções mais saudáveis, mas que também sejam práticas, como frutas frescas, castanhas, iogurtes naturais e sanduíches preparados com pão integral. Além disso, é importante criar o hábito de incluir alimentos in natura no cardápio diário, para isso, incentivar as crianças a experimentar novos sabores e texturas desde cedo pode ser uma maneira eficiente de promover uma relação positiva com a alimentação saudável.


 

Existe hora certa para comer

 

Um outro erro comum que os pais costumam cometer é não dar uma rotina alimentar bem estruturada para os filhos. Por conta dos horários dos pais ou falta de planejamento, muitas crianças acabam pulando refeições importantes, como o café da manhã, ou só beliscando alimentos pouco nutritivos ao longo do dia. Embora pareça inofensiva, essa prática desregula o apetite e pode levar ao consumo excessivo de calorias durante as refeições principais.

 

Estudos mostram que crianças que não têm horários fixos para comer tendem a ter maior risco de sobrepeso e obesidade, além de desenvolverem um comportamento alimentar desordenado e maior propensão a compulsões alimentares. "Manter uma rotina de horários fixos para as refeições principais e lanches é fundamental para que a criança desenvolva uma relação saudável com a comida", aconselha a especialista.

 

Além de definir horários, é interessante que os pais criem um ambiente tranquilo durante as refeições, evitando distrações como televisão e celulares. O momento das refeições pode ser uma oportunidade para a família se reunir e cada um falar sobre o seu dia, por exemplo, o que também pode incentivar as crianças a terem uma relação mais amigável e aberta com seus pais.

 

Outro ponto importante é envolver as crianças no preparo das refeições, que também pode ser uma excelente estratégia para estimular o interesse por alimentos saudáveis. “Quando a criança participa da escolha dos ingredientes e ajuda a preparar a comida, ela tende a experimentar novos alimentos com mais facilidade e prazer”, finaliza a profissional.



Dia das Crianças: hábitos alimentares saudáveis contribuem no desenvolvimento infantil


Entre os alimentos essenciais estão os hipoalergênicos, como os produtos à base de arroz, que se tornam aliados nas principais refeições dos pequenos

 

A alimentação das crianças vai muito além de um simples prato. É preciso criar uma rotina em oferecer alimentos saudáveis e até mesmo colocar a mão na massa. E entre os alimentos essenciais para o desenvolvimento de hábitos saudáveis estão os produtos à base de arroz, como as farinhas e bebidas vegetais, que por serem hipoalergênicos, podem e devem estar presentes no prato dos pequenos diariamente. De fácil consumo e preparo, fazem parte do grupo de carboidratos que garante energia e componentes nutricionais essenciais para que a criança se desenvolva desde os primeiros anos.


Neste Dia das Crianças, comemorado no sábado, dia 12, é importante reforçar a atenção com os alimentos que as meninas e meninos estão consumindo em suas principais refeições, principalmente no caso daqueles que possuem intolerância ao glúten. Além disso, segundo levantamento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2021, 80% das crianças do Brasil, de até cinco anos, costumam consumir alimentos ultraprocessados, como biscoitos e refrigerantes. No entanto, optar por alimentos mais saudáveis desde cedo, fará com que os pequenos desenvolvam um melhor funcionamento dos seus organismos.


Neste cenário, como afirma a nutricionista infantil e especialista em dificuldades alimentares, Gabriela Búrigo, os pais não devem ver o arroz e os alimentos originados dele como vilões na dieta do filho. Segundo a nutricionista infantil, 50% da alimentação do dia dos pequenos tem que possuir algum carboidrato. “É o arroz consumido, seja em grão, farinha ou bebida, que vai dar energia para as crianças brincarem durante o dia”, ressalta.


Os bons hábitos alimentares são gerados na infância, aprendendo desde cedo que comidas saudáveis são essenciais para um crescimento fortalecido. A nutricionista alerta, ainda, que mesmo que os pais das crianças não comam determinada comida, é necessário que mostrem à criança o alimento para que ela o conheça e o experimente. “É importante que os pais saibam que quando introduzimos os alimentos à base de arroz na alimentação dos filhos, eles crescerão nutritivamente bem, e, consequente, serão adultos mais saudáveis”, explica.


 

Glúten na alimentação das crianças


Em seu consultório no Espaço Naturae, Gabriela comenta que, apesar de em algumas situações o diagnóstico da Doença Celíaca em crianças demorar a acontecer, em todas as suas receitas, utiliza farinha de arroz RisoVita, por priorizar uma cozinha inclusiva, sem glúten.


Para a nutricionista, as produções feitas com as farinhas de arroz não possuem diferença de sabor das feitas com a farinha tradicional. “As crianças com intolerância ao glúten se sentem mais leves quando comem uma farinha de arroz da RisoVita, por exemplo. Em nossas receitas, para incrementar um muffin, colocamos outros cereais e nutrientes, sem deixar de lado o sabor gostoso do tradicional”, evidencia.


 

Aprender de forma lúdica


A aprendizagem das crianças acontece por meio de cores, desenhos, imagens, vídeos e principalmente, pela prática. Gabriela conta que o seu método para incentivar os pequenos de quatro a 10 anos a introduzir a farinha de arroz na rotina alimentar é por meio da ‘escalada do comer’ - utilizado na Escolinha da Nutri, no programa de Educação Alimentar Nutricional, em que o aprendiz é envolvido no preparo e na higienização dos alimentos, para se sentir confortável em degustar aquele prato preparado por ele mesmo.


Durante as aulas, os alunos aprendem o que é e como age um carboidrato, que é a principal característica do arroz, no organismo humano. “Trabalhamos todos esses significados nas atividades, nos desenhos e na prática. Além disso, para ajudar, usamos fôrmas em formatos de estrela e coração nas confecções de muffin, como o de arroz verde nutritivo. Além do cereal, usamos couve, cenoura, milho e brócolis”, acrescenta.



Depois de terem cozinhado as receitas, as meninas e meninos levam para casa o prato preparado para que toda a família passe a consumir alimentos saudáveis e sem glúten. “Hoje eles querem mesmo o brincar de comidinha. Mas, nós que realizamos um estudo por trás para trazer todas as informações nas aulas teóricas, queremos que a família faça parte desse processo de desenvolvimento que é muito importante”, esclarece. 



 

Texto e foto: Monique Amboni



Alimentos sem agrotóxicos: benefícios e desafios na alimentação saudável


Nos últimos anos, o interesse por alimentos sem agrotóxicos cresceu significativamente, impulsionado por uma busca crescente por saúde e sustentabilidade. Mas o que realmente significa consumir esses alimentos? Quais são os seus verdadeiros benefícios e desafios?

 

Consumir alimentos livres de agrotóxicos não é apenas uma escolha de saúde, mas também uma decisão que impacta o meio ambiente e a economia. O especialista em negócios gastronômicos Marcelo Politi explica as diferenças entre alimentos orgânicos e sem agrotóxicos, entendendo como cada um se encaixa no contexto atual de produção e consumo. O mentor da Politi Academy também fala como o mercado brasileiro está se adaptando a essa demanda e quais são as perspectivas para o futuro.


  1. Quais são os benefícios em consumir produtos sem agrotóxicos?

Quando falamos em alimentos sem agrotóxicos, a primeira coisa que me vem à mente é a proteção à saúde. Imagine poder consumir frutas, legumes e verduras sem o risco dos resíduos químicos. Isso é uma grande vantagem, principalmente para quem busca uma alimentação mais saudável e natural. Estudos indicam que a ingestão de agrotóxicos pode estar ligada a problemas de saúde a longo prazo, como distúrbios hormonais e até câncer. Ao optar por alimentos sem agrotóxicos, estamos, portanto, fazendo uma escolha consciente por nossa saúde e bem-estar.

Além disso, há uma experiência sensorial enriquecida. Alimentos sem agrotóxicos costumam ter um sabor mais autêntico e uma textura mais agradável. Isso ocorre porque eles são cultivados em solos mais saudáveis e geralmente colhidos no ponto ideal de maturação.

Outro ponto que merece destaque é o impacto ambiental positivo. O cultivo de alimentos sem agrotóxicos geralmente utiliza práticas agrícolas sustentáveis, que preservam a biodiversidade e a saúde do solo. Isso não só ajuda a manter o equilíbrio dos ecossistemas, mas também garante que as futuras gerações possam continuar a desfrutar de alimentos de qualidade.


  1. E quais são os desafios para quem quer produzir alimentos sem agrotóxicos?

Um dos principais desafios é o custo elevado. Produzir alimentos sem o uso de agrotóxicos geralmente requer métodos de cultivo mais intensivos em mão de obra e tempo, o que pode aumentar os custos de produção. Isso, por sua vez, se reflete no preço final para o consumidor, tornando esses produtos menos acessíveis para uma parcela significativa da população.

Outro desafio é a menor produção. Sem o auxílio dos agrotóxicos, os agricultores podem enfrentar dificuldades no controle de pragas e doenças, o que pode resultar em perdas de colheita. Isso impacta diretamente a quantidade de alimentos disponíveis no mercado e pode tornar a produção menos sustentável a longo prazo. Comparando com os alimentos convencionais, que utilizam agrotóxicos para maximizar a produção e reduzir perdas, os alimentos sem agrotóxicos podem parecer menos eficientes em termos de rendimento.

Além disso, o controle de pragas sem o uso de agrotóxicos exige técnicas alternativas, como o manejo integrado de pragas, que pode ser mais complexo e demandar mais conhecimento técnico. Isso representa um desafio adicional para pequenos produtores que podem não ter acesso a esses recursos ou treinamentos. Por outro lado, alimentos orgânicos, que também evitam o uso de agrotóxicos, seguem regulamentos específicos e geralmente têm certificações que garantem métodos de produção sustentáveis.


  1. Muitos consideram que alimentos orgânicos e sem agrotóxicos são a mesma coisa. Qual a diferença entre eles?

Existem diferenças significativas entre eles, tanto nos métodos de cultivo quanto nas certificações e impacto ambiental. Os alimentos sem agrotóxico são cultivados sem o uso de pesticidas químicos, mas não necessariamente seguem todas as práticas exigidas para serem considerados orgânicos. Isso significa que podem ser utilizados fertilizantes sintéticos ou outras técnicas de cultivo que não se enquadram nas normas de produtos orgânicos. A principal vantagem é a redução do impacto dos agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente, mas sem as restrições mais rígidas dos orgânicos.

Já os alimentos orgânicos vão além da simples ausência de agrotóxicos. Eles são cultivados seguindo práticas sustentáveis que preservam a biodiversidade, melhoram a qualidade do solo e evitam a contaminação da água. Para serem considerados orgânicos, esses alimentos precisam passar por um rigoroso processo de certificação, que garante o cumprimento de normas específicas desde a produção até a comercialização. Isso inclui o uso de adubos naturais e técnicas de manejo que respeitam o ciclo natural das plantas e dos animais.


  1. O mercado de alimentos sem agrotóxicos tem crescido no Brasil?

Este mercado está em plena expansão, impulsionado por uma crescente conscientização sobre saúde e sustentabilidade. Cada vez mais consumidores buscam alternativas que não apenas promovam o bem-estar, mas também respeitem o meio ambiente. Isso cria uma oportunidade incrível tanto para produtores quanto para consumidores, que podem desfrutar de produtos mais saudáveis e seguros.

Este crescimento também deve-se, em parte, à percepção do consumidor brasileiro sobre os riscos associados ao uso excessivo de agrotóxicos na agricultura convencional. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com o que colocam em seus pratos e como isso afeta sua saúde a longo prazo. Além disso, a pandemia reforçou a importância de uma alimentação saudável, acelerando essa tendência.


  1. Este mercado tem impactado a economia dos produtores?

Essa mudança no comportamento do consumidor representa uma oportunidade de mercado valiosa para os produtores. No entanto, ainda enfrentam desafios, como a necessidade de adaptar suas práticas agrícolas e lidar com custos de produção potencialmente mais altos. Felizmente, há políticas públicas e incentivos governamentais que buscam apoiar essa transição. Programas de financiamento e subsídios podem ajudar os agricultores a adotarem práticas mais sustentáveis sem comprometer sua viabilidade econômica.

O governo brasileiro tem mostrado interesse em fomentar a produção de alimentos sem agrotóxicos através de políticas que incentivam práticas agrícolas sustentáveis. Isso inclui a criação de linhas de crédito específicas para pequenos produtores e a promoção de feiras e mercados locais que facilitam o acesso a esses produtos. Tais iniciativas não apenas apoiam os produtores, mas também ajudam a tornar esses alimentos mais acessíveis ao consumidor final.


  1. Como você vê esse mercado no futuro?

Olhar para o futuro do mercado de alimentos sem agrotóxicos no Brasil é ver um cenário promissor. As perspectivas são de que a demanda continue a crescer, à medida que os consumidores se tornam mais informados e exigentes. Isso cria um ambiente fértil para inovações e para o desenvolvimento de novos modelos de negócios que priorizem a saúde e o meio ambiente. Para quem está no ramo de alimentos e bebidas, essa é uma oportunidade de ouro para se destacar no mercado e oferecer produtos que realmente façam a diferença na vida das pessoas.

 


Marcelo Politi - formado em hotelaria e gastronomia pela Ecole des Roches (Association Suisse d’Hôtellerie), na Suiça e pós-graduado em Gestão de Negócios pelo IBMEC. Aos 29 anos, foi o primeiro executivo contratado como diretor de Marketing pela rede de hotéis francesa Sofitel no Brasil. Foi responsável pela implantação e gestão das operações do Hard Rock Café no Brasil e gerenciou mais de 500 funcionários. O empresário é fundador da Politi Academy, uma empresa focada em trazer lucro, controle e crescimento para donos de negócios de alimentação, por meio de cursos de gestão, administração, marketing, planejamento, treinamento de equipe, entre outros que envolvam um negócio que tenha comida como serviço.



Politi Academy
https://politiacademy.com.br/


Outubro Rosa: alimentos podem ajudar a prevenir o câncer de mama


Especialista em Nutrição do CEUB defende a alimentação saudável como combate eficaz contra a doença


O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil e a prevenção, com o diagnóstico precoce, é essencial para reduzir a ocorrência e a mortalidade em decorrência da doença. A campanha Outubro Rosa de 2024 tem como foco conscientizar a população sobre o cuidado integral do câncer de mama e do colo do útero, incentivando práticas de saúde e a detecção precoce.

Ana Salomon, professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), destaca que a alimentação saudável é um fator determinante na prevenção da doença. Segundo ela, adotar hábitos alimentares equilibrados e realizar exames periódicos podem fazer toda a diferença na prevenção do câncer.

 

Confira entrevista na íntegra:

Quais alimentos são os vilões da alimentação para as mulheres?

AS: Dentre os alimentos considerados inadequados, estão os fast foods, alimentos ultraprocessados, que contêm quantidades elevadas de gorduras saturadas e açúcar, além de gorduras trans – que não devem ser consumidas em quantidade alguma. O consumo elevado de carnes vermelhas (mais de 500 g de carne por semana), bem como das gorduras das carnes (gordura aparente, peles e couro) também impacta na saúde feminina e na produção de hormônios, interferindo de forma negativa na amamentação e na própria fertilidade. As bebidas com altos teores de açúcar e bebidas alcoólicas também são prejudiciais e devem ser evitadas.

 

Existem grupos de alimentos cancerígenos que devemos banir da alimentação?

AS: Peixes em salga, carnes em conserva e embutidos devem ser evitados por aumentarem o risco para câncer. Além, é claro, dos alimentos ricos em açúcar e gordura. O mesmo deve ser considerado para as bebidas açucaradas e bebidas alcoólicas, que devem ser igualmente evitadas.

 

Quais alimentos ajudam o corpo a funcionar melhor e prevenir o surgimento de câncer?

AS: Os alimentos ricos em fibras, como as frutas, legumes e verduras e cereais integrais que, além das fibras, são compostos por vitaminas e minerais antioxidantes que protegem o corpo contra os efeitos danosos dos fatores ambientais a que estamos expostos, como a poluição e a fumaça oriunda das queimadas, dentre outros agentes ambientais prejudiciais.

Dentre os vegetais, destaco o consumo dos vegetais não amiláceos: cenoura, beterraba, aipo, nabo, assim como vegetais verdes, folhosos (como espinafre e alface); vegetais crucíferos (brócolis, repolho e agrião); e do gênero allium, como cebola, alho e alho-poró. As batatas e tubérculos (inhame, cará, mandioca) devem ser consumidos com moderação, por conterem teores mais elevados de energia e carboidratos, o que pode contribuir para o aumento de gordura corporal que, quando localizada em abdome, promove o aumento de risco cardiovascular e de alguns tipos de câncer.

Quanto às frutas, vale reforçar a importância do consumo de frutas de cores diferentes (por exemplo, vermelha, verde, amarela, branca, roxa e laranja), para garantir um aporte adequado de vitaminas e minerais. Assim, a grande base da alimentação deve ser composta por grãos integrais, vegetais não amiláceos, frutas e leguminosas (como feijão, soja, grão de bico, lentilha ou ervilha fresca).

 

Quais substâncias benéficas encontradas nos alimentos que preservam a saúde da mulher, em especial?

AS: Vitaminas, minerais e fibras, que atuam mantendo o equilíbrio corporal, evitam o estresse oxidativo (que favorece o câncer) e promovem um funcionamento intestinal normal. Segundo o INCA, não existe benefício em substituir as fontes alimentares desses nutrientes por suplementos vitamínicos e minerais que, além de não gerarem o mesmo efeito (por não conterem todas as substâncias que os alimentos possuem), podem aumentar o risco para certos tipos de câncer, quando consumidos em doses excessivas (principalmente sem a orientação e prescrição de um médico ou nutricionista).

 

Qual é a relação entre os alimentos orgânicos e os alimentos vendidos em mercados tradicionais. Dá para manter uma dieta equilibrada e de baixo custo?

AS: Os alimentos orgânicos têm a vantagem de não demandarem a utilização de agrotóxicos, que causam prejuízos nas células, aumentando o risco para câncer. É possível manter uma dieta equilibrada e de menor custo quando adquirimos esses alimentos de produtores locais que, por não precisarem da intermediação de comerciantes, conseguem manter os preços mais acessíveis.

 

Quais as gorduras podem e devem ser consumidas para a boa saúde feminina?

AS: As melhores gorduras são aquelas provenientes de fontes vegetais, com exceção de gordura de coco e palma. As gorduras de melhor qualidade se mantêm na forma líquida na temperatura ambiente, como os óleos vegetais e o óleo de peixe. Já as gorduras mais prejudiciais se mantêm mais pastosas em temperatura ambiente (como a gordura do coco). Exemplos de boas gorduras são o azeite de oliva, as gorduras presentes em frutas (como o abacate), oleaginosas (castanhas, amendoim, amêndoas, nozes, entre outras) e sementes (girassol, gergelim, entre outras).

 

Os laticínios são boas opções dentro dessa proposta de alimentação saudável?

AS: São, sim. Especialmente porque o leite e seus derivados são boas fontes de cálcio, entre outros minerais e vitaminas. Devem ser escolhidas as opções com menores teores de gorduras, que são os desnatados ou semidesnatados.

 

Existe alguma suplementação ou reposição capaz de evitar o aparecimento dessas doenças?

AS: Não existem pesquisas que comprovem que suplementos são boas opções para a substituição do alimento em si, o que é reforçado pelo INCA. Na realidade, um suplemento utilizado sem a prescrição de um profissional habilitado pode inclusive prejudicar o funcionamento do corpo e aumentar o risco de câncer.

Assim, não é indicado o uso de suplementos para a prevenção de doenças. O que se indica é a realização de um acompanhamento regular com o médico e o nutricionista, que, na suspeita de alguma deficiência, solicitarão exames e, caso seja comprovada, farão a reposição específica de nutrientes em deficiência.

 

Qual recado você gostaria de deixar às mulheres, em relação ao cuidado com a alimentação e a prevenção de doenças?

AS: Uma alimentação saudável, que inclui preparações à base de alimentos naturais e que contemple variedade e quantidade corretas de frutas, verduras e legumes (no mínimo 400 gramas ao dia ou 5 porções), além de cereais integrais, é fundamental para manter um estado nutricional adequado e para prevenir vários tipos de doenças. E não só isso: garantir o consumo de uma alimentação saudável é garantir um futuro saudável, com qualidade de vida!


8 alimentos ricos em fibras e antioxidantes para adicionar na sua dieta

Nutricionista especialista em sinergia dos alimentos destaca alimentos ricos em fibras e antioxidantes que promovem benefícios para o corpo e a mente

 

A pandemia da COVID-19 alterou hábitos de consumo em diversos setores, incluindo o mercado alimentício, que registrou um aumento na busca por uma alimentação mais saudável e inclusiva, com previsão de crescimento de 14% até 2027, segundo dados do Sebrae.

No Brasil, o cenário é otimista e impulsiona empresas do setor a desenvolverem novas formas de criar hábitos alimentares mais saudáveis e atraentes para os consumidores, oferecendo produtos autênticos e exclusivos, que combinam sabor e saúde e ajudam a manter uma dieta equilibrada e prazerosa.

"Quando pensamos em dietas saudáveis, é importante adicionar nutrientes, vitaminas, fibras e antioxidantes à nossa alimentação. Podemos fazer isso por meio de alimentos que proporcionam saciedade e bem-estar", explica Aline Quissak, nutricionista especializada na sinergia dos alimentos e sócia fundadora da AMEIzi Chocolate, uma marca que visa democratizar o consumo de chocolate saudável.

Aline destaca que o cérebro e o intestino estão conectados e que uma alimentação equilibrada promove não apenas o bem-estar físico, mas também o mental. "Fibras e antioxidantes são apenas uma parte do que precisamos, mas já representam um grande passo para quem busca melhorar a alimentação. E a melhor parte é que esses nutrientes podem ser encontrados facilmente", comenta.

Para auxiliar quem deseja iniciar uma dieta mais saudável, a nutricionista listou alguns alimentos ricos em fibras e antioxidantes que podem ser incorporados no dia a dia:


Pitaya



A beleza da fruta é apenas um de seus atributos. Rica em fibras solúveis e antioxidantes, como vitaminas C, E e B2, além de carotenoides. A pitaya melhora a imunidade, promove saúde intestinal e tem propriedades anti-inflamatórias, auxiliando na proteção contra o envelhecimento precoce e doenças metabólicas.

 

Frutas vermelhas



Com poderosos antioxidantes como antocianinas, vitamina C e quercetina, as frutas vermelhas melhoram a função cerebral, combatem o estresse oxidativo, e ajudam no controle glicêmico, favorecendo a saúde cardiovascular e prevenindo doenças neurodegenerativas.

 

Uvas vermelhas e pretas



Ricas em resveratrol e polifenóis, antioxidantes que auxiliam na proteção cardiovascular e na prevenção de câncer. Suas fibras solúveis ajudam na saúde intestinal, enquanto os compostos bioativos reduzem inflamações e protegem contra o envelhecimento precoce.

 

Frutas cítricas



Além de serem fontes de vitamina C, flavonoides e fibras, as frutas cítricas ajudam a aumentar a absorção de ferro, melhoram a função imunológica, promovem a saúde capilar e da pele, e possuem efeitos protetores contra doenças cardiovasculares e hipertensão.

 

Couve Kale



Rica em antioxidantes como luteína e zeaxantina, além de vitaminas A, C, K e minerais essenciais. A couve Kale protege a saúde ocular, fortalece os ossos, reduz o colesterol LDL e tem propriedades anti-inflamatórias, melhorando a função hepática e cardiovascular.

 

Alface americana



Fonte de fibras insolúveis, vitamina A, K, C e ácido fólico. A alface americana melhora a digestão, auxilia na coagulação sanguínea, promove a saúde dos olhos e protege contra doenças inflamatórias, ajudando na regulação dos níveis de glicose no sangue.

 

Grãos integrais



Ricos em fibras solúveis e insolúveis, vitaminas do complexo B, minerais como magnésio e zinco, e antioxidantes, grãos integrais como aveia, quinoa, trigo-sarraceno e cevada melhoram a saúde digestiva, regulam o colesterol, promovem a saciedade e auxiliam no controle glicêmico. Além disso, possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, protegendo contra doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e certos tipos de câncer.

 

Chocolate 70%



Sim! O amado chocolate tem um alto teor de flavonoides e fibras dietéticas, o chocolate 70% melhora a circulação sanguínea, protege contra o declínio cognitivo, reduz os níveis de colesterol LDL, aumenta a sensibilidade à insulina e oferece proteção antioxidante contra doenças crônicas. 


Descoberta 10 anos antes das blue zones a Trilha da Longevidade brasileira tem até uma dieta


Em um País que segundo a SeniorLab e seu contador populacional a cada 26 segundos alguém completa 60 anos, o tema bem-estar ao longo da vida ganha cada vez mais importância e interesse. Com 30 anos em atividade, a mais longa pesquisa de coorte populacional sobre longevidade do Brasil acaba de virar uma Trilha de estilo de vida e um livro que revela os 21 principais platôs comuns entre os longevos estudados pelo Instituto Moriguchi. Todos eles são vitais e ajudam a explicar como em 1994 a expectativa de vida ao nascer em Veranópolis/RS, base da pesquisa, era de 77,4 anos, enquanto no Brasil era de 68,3. 

Há quase três décadas, bem antes de você ouvir falar nas “blue zones” e quando o termo longevidade não despertava o mesmo interesse como hoje, os pesquisadores e geriatras Dr. Emilio Hideyuki Moriguchi e a Dra. Elizabete Michelon, resolveram investigar as causas da grande quantidade de longevos no município de Veranópolis/RS. Iniciou aí a mais importante pesquisa sobre longevidade no País. Vivendo o dia a dia dos longevos, comendo a mesma comida, bebendo a mesma água e degustando moderadamente do mesmo vinho. Tudo catalogado, medido, com análises bromatológicas das características e componentes das dietas diárias de cada participante. Tudo foi observado. As descobertas são aparentemente muito simples e óbvias, porém a vida moderna transforma hábitos e atitudes simples em grandes desafios e este é o desafio para cada pessoa encontrar seu ritmo e sua Trilha da Longevidade. 

O Terra da Longevidade Negócios e o Instituto Moriguchi começaram a transformar os 28 anos da pesquisa que desvendou os segredos da longevidade brasileira em uma trilha de estilo de vida, alimentação, atitude, propósito e alegria com base no mais importante e revelador estudo sobre longevidade no Brasil e América Latina. Ao descobrir como viviam e vivem os longevos brasileiros da região de Veranópolis no Rio Grande do Sul, ficaram ainda mais claros os motivadores da vida longa, plena e feliz. A boa notícia é que a receita da longevidade pode ser repetida em qualquer lugar. É sobre isso que vamos falar aqui de agora em diante. 

A Longevidiet tem como alicerce de saudabilidade a origem o mais orgânica possível das suas proteínas, verduras, legumes e frutas. Afinal eram nos pomares, hortas e galinheiros das casas dos longevos estudados, que se originava, e ainda se originam em muitas famílias, os ingredientes das refeições. Uma das características dos municípios em que a área rural se confunde com a zona urbana é a troca entre os vizinhos. Quem colhia mais mandioca do que necessitava, trocava por alguns litros de leite, queijo ou manteiga. Os galinheiros mais produtivos em ovos ou proteína de frango, viraram moeda para uma ou mais caixas de laranjas e assim por diante. O senso de pertencimento e de comunidade regia estas trocas. Nada se perdia, tudo supria a quem faltava e este, dentro desta sutil economia de manutenção da subsistência de todos, fazia o alimento circular. 

Nos grandes centros urbanos as feiras do produtor, as feiras livres e até os supermercados de grandes redes fazem as vezes da horta ou do pomar. Neles se encontram várias linhas de gêneros alimentícios de origem orgânica. O preço ainda é diferenciado em relação aos gêneros produzidos em grande escala e com métodos não tão orgânicos. Há uma década o preço dos orgânicos era de 50% a 60% superior. Hoje oscila entre 15% e 25% e em alguns casos como nas bananas orgânicas vendidas em grandes redes, o preço é até menor que o dos produtos com controle de pragas por métodos “convencionais”. 

Vale conhecer o roteiro de estilo de vida e as atitudes na TRILHA DA LONGEVIDADE BRASILEIRA para entender que a LONGEVIDIET não faz tudo sozinha. O prêmio para alcançar a vida longa, plena e feliz exige equilíbrio entre o eu, a família, os amigos, a comunidade, o propósito e nossas escolhas alimentares.

Contracapa do livro "A Trilha da Longevidade Brasileira: os segredos de quem alcançou uma vida longa, plena, saudável e feliz" - que conta com a análise de Martin Henkel, João Senger, Emílio H. Moriguchi e a colaboração de Neide Maria Bruscato, Berenice Maria Werle e Waleska Fochesatto

 

Há muito conhecimento e aprendizado pronto para ser aplicado no desenvolvimento e apresentação de produtos. Neste momento em que há tanta oferta de produtos voltados ao bem-estar, entendemos que podemos colaborar inovando ao trazer o básico de volta. Como aprendemos na pesquisa de 28 anos sobre longevidade no Brasil. Nosso objetivo é transformar este conhecimento poderoso em informação, orientações, produtos e serviços, sempre em parceria com a indústria que tenha excelência e propósitos alinhados com os nossos, finaliza Martin Henkel, cofundador do Terra da Longevidade Negócios e Fundador da SeniorLab mercado & consumo 60+. O fenômeno identificado e documentado na Serra Gaúcha com os longevos acompanhados pode, e este é nosso sonho, ser reproduzido em qualquer lugar. A receita está pronta, a trilha definida, vamos percorrê-la da melhor forma possível para termos mais chances de encontrar a vida longa, plena e feliz, finaliza Henkel.

 

A responsabilidade do nome e do legado do Pai da Geriatria no Brasil

O Instituto Moriguchi é um centro de estudos e aplicações práticas voltados ao processo de envelhecimento, buscando compreender e promover a qualidade de vida com plenitude ao longo de todos os estágios de desenvolvimento do ser humano. Seu nome homenageia o Professor Doutor Yukio Moriguchi, pai da Geriatria no Brasil e precursor da Geriatria Preventiva. A sede, centro de pesquisas, laboratórios e centro de atendimento multidisciplinar à população idosa fica em Veranópolis/RS.




Fonte: Pesquisa Projeto Veranópolis e Instituto Moriguchi – Centro de Estudos do Envelhecimento e Terra da Longevidade.


Martin Henkel - Co fundador do Terra da Longevidade Negócios, Professor convidado de Marketing 60+ na FGV e CEO da SeniorLab

 

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