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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Onda de calor: saiba como cuidar da saúde das crianças

Foto: Wynitow Butenas/Hospital Pequeno Príncipe
Desidratação, cansaço, insolação e desconfortos respiratórios são apenas alguns dos problemas que o excesso de calor pode causar 


Com as temperaturas acima do normal por todo o Brasil, a atenção com a saúde das crianças deve ser redobrada. Desidratação, cansaço, insolação e desconfortos respiratórios são apenas alguns dos problemas que o excesso de calor pode causar. 

Por isso, o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital exclusivamente pediátrico do país, chama atenção para cuidados que podem prevenir esses quadros de saúde. “O corpo humano tem capacidade de se adaptar às temperaturas e às condições do ambiente, mas quando as mudanças são muito bruscas, principalmente em regiões que normalmente o calor não é tão frequente, o organismo sente dificuldade de se adaptar, por isso é preciso tomar alguns cuidados”, explica o pediatra Luiz Renato Valério, do Hospital.
 

Hidratação adequada

As crianças sentem um pouco mais de dificuldade para tomar água no cotidiano, por isso os pais devem estimular a hidratação de maneira mais frequente, principalmente em dias quentes. “As crianças devem ingerir principalmente líquidos de boa qualidade como a água filtrada, água de coco e sucos naturais frescos, porque quando deixamos em garrafinhas fora da geladeira ou dentro de uma mochila eles estragam com mais facilidade”, alerta o especialista. 

Uma outra opção é aumentar a oferta de frutas que tenham bastante água em sua composição, como a melancia, melão, laranja, abacaxi e mamão. Além de auxiliarem na hidratação, elas também fortalecem o sistema imunológico.
 

Confira outros cuidados importantes no calor

- Prefira roupas leves: a criança deve estar confortável, então é importante que os pais evitem tecidos sintéticos e optem por vestir os pequenos com roupas de algodão. 

- Evite andar de carro: as temperaturas dentro dos veículos podem atingir níveis insuportáveis, e as crianças só devem andar de carro se for muito necessário. Para isso, os pais precisam deixar o ar-condicionado ligado ou garantir uma boa ventilação com os vidros abertos. 

- Banhos mais frequentes: o ideal é que crianças pequenas passem pelo chuveiro de maneira rápida três vezes ao dia, com o intuito de refrescar e tirar o suor e resíduos que possam ficar durante a troca das fraldas. Já o banho completo, que leva mais tempo, deve ser dado no fim da tarde ou no início da noite. 

- Mantenha os locais bem ventilados: as portas dos cômodos e janelas devem estar sempre bem abertas para que os ambientes fiquem bem ventilados e não tenham aquela sensação de abafado, que pode contribuir para a desidratação. 

- Evite a exposição ao sol e passe protetor solar: crianças menores de 1 ano de idade devem evitar sair de casa, mas se for necessário precisam permanecer pouco tempo em exposição solar. O mesmo vale para crianças maiores. E, em todos os casos, elas devem utilizar protetor solar com filtro 50. 

- Use repelente: as temperaturas mais altas também proliferam insetos, então é indicado o uso de repelente, seguindo a orientação do pediatra de confiança.
 

Pequeno Príncipe


Calor exige cuidados redobrados para hipertensos e diabéticos

Falta de hidratação adequada do organismo pode desregular a pressão arterial e a glicemia, além de favorecer graves complicações de saúde, como o acidente vascular cerebral

 

A ordem nos dias quentes é a hidratação, mas não é qualquer líquido que desempenha essa função. Para repor a água e os sais minerais perdidos no suor, é preciso ingerir a bebida apropriada na quantidade adequada. Esse cuidado, que deve ser uma preocupação de todos nos dias quentes, precisa ser redobrado por quem possui hipertensão arterial ou diabetes. 

A cautela é necessária porque os diuréticos, comumente utilizados para o tratamento da pressão alta, aumentam a eliminação de água e minerais pela urina, o que torna mais fácil a ocorrência da desidratação. “Com isso, o sangue torna-se ‘mais espesso’ e cresce o risco de formação de coágulos. Essa dificuldade para passagem pelos vasos sanguíneos pode levar a doenças mais sérias, como o acidente vascular cerebral (AVC)”, alerta o Dr. Celso Amodeo, cardiologista e nefrologista especializado em hipertensão arterial do Hcor. 

Para manter a hidratação adequada e evitar complicações da hipertensão arterial ou do diabetes, o especialista recomenda a ingestão de água e água de coco. “Pessoas com pressão alta e diabetes devem evitar qualquer tipo de suco industrializado e bebidas isotônicas, devido às restrições quanto às quantidades de sódio e açúcar ingeridas. Além de ficarem atentas às informações nutricionais nos rótulos dos produtos, é importante terem cuidado com sucos de frutas naturais, uso de adoçantes e refrigerantes, mesmo que sejam zero açúcar”, explica. 

Em relação às bebidas alcoólicas, além de acelerarem a desidratação, potencializam os danos devido aos petiscos que costumam acompanhá-las. “A combinação clássica de cerveja e fritura pode levar ao aumento da pressão arterial e a complicações aos hipertensos. Os alimentos ricos em sal, como embutidos, enlatados, salgadinhos, temperos prontos, entre outros, devem ser evitados ao máximo”, ressalta o especialista. 

A recomendação nos dias quentes é usar roupas leves, aumentar o consumo de água, sucos de frutas naturais (com moderação para os diabéticos) e água de coco, bem como incluir o consumo de frutas, verduras e legumes, além de evitar alimentos ou preparações muito gordurosas e salgadas. Outra dica é respeitar o organismo. “A sede é um alarme de que o corpo está em desequilíbrio. Ela quer dizer que é preciso hidratá-lo”, reforça o Dr. Amodeo.
 

Hcor


No Dia Mundial da Diabetes, São Paulo recebe ação gratuita de testagem de glicemia para a população

A 2ª fase da 26ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes de Prevenção das Complicações, Detecção, Orientação e Educação acontecerá no dia 14 de novembro, das 9h às 16h, na Avenida Paulista, no vão do prédio da Fiesp

 

No próximo dia 14 de novembro é o Dia Mundial da Diabetes, data que marca a conscientização do público a respeito da doença. De acordo com o Atlas do Diabetes da Federação Internacional do Diabetes, existem mais de 537 milhões de adultos com a doença em todo mundo. No Brasil, são mais de 16,8 milhões de casos entre pessoas com idades de 20 a 79 anos, o que nos coloca como quinto país com maior incidência de diabetes no mundo. 

Para celebrar a data e conscientizar a população a respeito dos cuidados e a importância da prevenção contra a doença, a capital paulista receberá uma ação gratuita de testagem de glicemia, que acontecerá das 9h às 16h, na Avenida Paulista, no vão do prédio da Federação das Indústrias do Estado de S. Paulo (Fiesp). A 26ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes de Prevenção das Complicações, Detecção, Orientação e Educação é uma campanha da Associação Nacional em Atenção ao Diabetes (Anad) com o apoio da MedLevensohn – uma das principais empresas brasileiras de saúde e bem-estar. A estimativa é que a testagem alcance até mil pessoas. 

Os exames gratuitos serão realizados por profissionais de saúde qualificados, com o suporte do MedMóvel (van da empresa estruturada para realização dos exames). A unidade de atendimento móvel estará abastecida com tiras de glicemia e aparelhos On Call Plus II, que detectam com precisão os níveis alterados de glicose presentes na corrente sanguínea, com resultados em 5 segundos. Após a testagem, todas as pessoas que obtiverem resultados suspeitos serão orientadas pelos profissionais da Anad. 

Para o diretor Comercial e de Marketing da MedLevensohn, Fernando Marinheiro, esse tipo de ação está inteiramente ligada ao compromisso da empresa na geração de saúde e bem-estar da população brasileira: “Esta parceria reforça nosso compromisso em estar próximo das pessoas, realçando a importância da prevenção e controle de doenças como a Diabetes para uma vida mais saudável. Proporcionar um serviço de saúde de excelência é uma prioridade fundamental para toda a equipe da companhia e está totalmente alinhada aos nossos valores”, finaliza.

  

SERVIÇO:

Evento: 26ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes de Prevenção das Complicações, Detecção, Orientação e Educação

Data: terça-feira, 14 de novembro de 2023

Local: Av. Paulista, nº 1313, em frente ao prédio da Fiesp

Horário: 09h às 16h

Preço: Gratuito

 

Hiperatividade na infância: quais os sinais e como estimular a concentração

Comportamento distraído e agitação excessiva devem ser analisados por equipes multidisciplinares

 

A falta de atenção e a hiperatividade na infância são comportamentos que prejudicam as atividades cotidianas das crianças, principalmente em suas interações dentro de casa e no ambiente escolar.

Identificar os sinais que levam a criança a apresentar agitação excessiva e ausência de foco não é uma tarefa fácil, afinal, não existe “receita pronta”. Para conhecer melhor a causa desse comportamento, é necessário analisar o contexto e ambiente em que a criança está inserida, bem como em que circunstâncias a desatenção e/ou agitação é observada com maior frequência. 

Existem sinais indicadores importantes como: dificuldade da criança em seguir instruções simples; dificuldade de permanecer concentrada em uma atividade por um período razoável de tempo; impulsividade e compulsividade em suas ações; dificuldades no sono; distração e aversão a exercícios e atividades que exijam maior atenção em sua execução. 

“Vale ressaltar que esses aspectos prevalecem de forma combinada. Ou seja: tais sintomas podem ser indicativos de outras características do desenvolvimento cognitivo e biopsicossocial da criança. Portanto, a abordagem única pode não ser assertiva e suficientemente adequada. A avaliação por uma equipe multidisciplinar é essencial para uma análise completa, com estratégias personalizadas que atendam às características específicas dessa criança, levando-se em consideração seus interesses e a forma como ela aprende”, explica o pedagogo e especialista em Psicopedagogia e Análise de Comportamento Aplicado, William Samuel dos Santos, professor de pós-graduação de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Senac EAD. 

Crianças com déficit de atenção e hiperatividade necessitam de uma abordagem de ensino personalizada, pautada pela sensibilidade, acolhimento, afetividade, escuta ativa e ludicidade.

Assim como o cuidado com o lado psicopedagogo que tem a orientação de um profissional qualificado, há marcas como a Pritt, que apresentam em seu portfólio produtos que ajudam no desenvolvimento artístico de uma criança. O uso da cola para realizar trabalhos escolares de colagem aos quais são complementados com as atividades de recorte e pintura, é uma maneira de estimular a criatividade, a concentração, entre outras competências socioemocionais no universo infantil.

Para Beatriz Negrão, gerente de Marketing da Pritt, marca especializada em colas escolares, o ato de desenhar, rabiscar e colar figuras ajuda a criança a construir um universo só seu e cheio de imaginação.

“As atividades manuais estimulam a concentração, a socialização, o autocontrole, além do desenvolvimento cognitivo e motor. Trabalhar com cores também é uma ótima opção para tornar os trabalhos mais divertidos. Por isso, além da tradicional cola bastão, a Pritt também apresenta a linha Fun Colors com colas que secam colorido, permitindo, assim, expandir a criatividade infantil de forma lúdica e alegre”, comenta Beatriz. 

Ambientes organizados, sem barulho e com o mínimo de distrações e estímulos ajudam a reduzir a instabilidade ou a ansiedade da criança. Além disso, estabelecer rotinas e criar combinados sobre as atividades fixas da criança por meio da previsibilidade, são fatores primordiais para que ela tenha maiores respostas e sentimento de segurança em suas demandas.


Henkel Brasil


Distrofia muscular de Duchenne: os desafios no diagnóstico e manejo da doença no Brasil

Neuropediatra explica os obstáculos que acompanham pessoas com DMD, doença rara e degenerativa que afeta meninos

 

Desde a virada do século, a distrofia muscular de Duchenne (DMD), tem apresentado diversos avanços em relação a protocolos de manejo da doença, bem como na redução da jornada do diagnóstico, proporcionando aos pacientes maior longevidade e mais qualidade de vida. Apesar disso, ainda há desafios enfrentados pela comunidade de DMD. “Na década de 1980, a expectativa de vida de um menino com Duchenne não passava de 20 anos, hoje temos pacientes de 30 e, até mesmo, 40 anos. Essa maior expectativa de vida gera novos obstáculos, como a necessidade de médicos capacitados para atender esse grupo de pacientes que, na fase adulta, demandam cuidados diferentes”, explica a neuropediatra Alexandra Prufer, professora da Faculdade de Medicina da UFRJ, que coordenou a atualização das recomendações do consenso brasileiro para distrofia muscular de Duchenne, junto com outros 15 médicos.

A DMD é uma doença rara que afeta meninos e causa enfraquecimento e degeneração muscular devido à falta da proteína distrofina, resultando em dificuldade motoras para caminhar, pular e se levantar, por exemplo.[1] No que se refere aos cuidados com a DMD, a abordagem terapêutica varia conforme a fase da doença.[2],[3]A neuropediatra explica que é essencial desde o início um acompanhamento fisioterapêutico voltado para questões motoras, com foco na prevenção de deformidades articulares do tornozelo por meio de órteses e alongamento. Isso desacelera a progressão dessas deformidades, frequentemente associadas à perda da capacidade de locomoção. Além disso, o paciente requer uma equipe multidisciplinar, incluindo cardiologistas, ortopedistas, pneumologistas e outros especialistas, para cuidados com o coração, ossos e sistema respiratório.2


Essas abordagens têm sido fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DMD, permitindo que alcancem níveis educacionais e desfrutem de uma vida social. “Nesse novo cenário de pacientes adultos, enfrentamos o desafio de encontrar médicos, especialmente cardiologistas, pneumologistas e fisioterapeutas respiratórios, que estejam familiarizados com a doença e possam determinar o melhor tratamento. No mais, é crucial preparar tanto o jovem que está entrando na fase adulta quanto sua família para lidar com um paciente que exigirá cuidados contínuos devido à natureza progressiva da doença, enquanto os pais também estão envelhecendo”, afirma a especialista.

Outro ponto de atenção em relação a DMD é o diagnóstico que, de acordo com a neuropediatra, no Brasil leva em média oito anos, o que causa sérios impactos na qualidade de vida da criança, já que muitas vezes é diagnosticada em um estágio avançado da doença. Além disso, a médica ressalta que há implicações no planejamento familiar. Casais portadores da mutação genética têm dificuldade em realizar aconselhamento genético antes de ter outros filhos, aumentando a possibilidade de terem outros casos na família.

A fim de suprir as antigas e novas demandas da comunidade de Duchenne, médicos reuniram, no novo consenso brasileiro para a DMD, as principais atualizações em relação a compreensão e manejo da doença, criando assim um padrão de atendimento. Prufer conta sobre algumas das mudanças. “Devido ao aumento nos pedidos de testes genéticos para DMD, a recomendação é que os médicos conheçam os testes mais apropriados, saibam interpretar os resultados, forneçam aconselhamento pós-teste adequado e, se necessário, recorram a um médico geneticista ou especialista em doenças neuromusculares. Já no âmbito do cuidado cardiológico, era definido iniciar a cardioproteção desde a primeira consulta se o paciente tiver menos de 10 anos de idade. No entanto, novos estudos sugerem que poderia ser benéfico ainda mais cedo ou a qualquer momento se os testes forem anormais”.

Alexandra Prufer destaca a importância da conscientização sobre a doença e chama a atenção para a necessidade de investigar atrasos no desenvolvimento, como na fala, que podem ser erroneamente associados ao autismo. Ela propõe o uso da caderneta de saúde infantil como uma ferramenta valiosa para identificar precocemente sinais de atraso no desenvolvimento, permitindo encaminhamentos adequados. “Esta seria uma forma de realizarmos um encaminhamento mais precoce, pois em uma consulta de rotina, o médico, ao perceber algum atraso no desenvolvimento, já poderia solicitar um simples exame de CPK, enzima que quando elevada sugere uma doença muscular, ajudando assim na indicação do encaminhamento especializado”, explica ela, reforçando que, para se conquistar mais avanços nos cuidados com pessoas com DMD, é necessário aumentar o nível de conscientização dos pais, bem como de capacitação de profissionais da saúde, para que possam oferecer cuidado personalizado em todas as fases da doença.



Sobre a distrofia muscular de Duchenne1,[4],[5]

Afetando os meninos, a distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética rara e fatal que resulta em fraqueza muscular progressiva desde a primeira infância e leva à morte prematura na casa dos vinte anos, devido à insuficiência cardíaca e respiratória, quando não tratada. É um distúrbio muscular progressivo causado pela falta da proteína funcional distrofina. Ela é fundamental para a estabilidade estrutural de todos os músculos, incluindo os esqueléticos, diafragma e coração. Em fases avançadas da doença, as pessoas com DMD passam a necessitar de ajuda para realizar as atividades de vida diária. Em todos os casos a força muscular piora ao longo do tempo, mas a velocidade desta piora varia caso a caso. Em média, cerca de 90% dos meninos estarão na cadeira de rodas por volta dos 15 anos. Para obter informações adicionais sobre a doença e conhecer histórias de meninos com Duchenne, visite o hub Movimento Duchenne.


Referências

[1] Flanigan KM. Duchenne and Becker muscular dystrophies. Neurol Clin 2014; 32: 671–688
[2] Bushby K, Finkel R, Birnkrant DJ, Case LE, Clemens PR, Cripe L, et al.; DMD Care Considerations Working Group. Diagnosis and management of Duchenne muscular dystrophy, part 1: diagnosis, and pharmacological and psychosocial management. Lancet Neurol. 2010 Jan;9(1):77-93.
[3] Moreira ASS, Araújo APQC. Não reconhecimento dos sintomas iniciais na atenção primária e a demora no diagnóstico da distrofia muscular de Duchenne. Rev Bras Neurol. 2009 Jul-Set;45(3):39-43.
[4] Birnkrant DJ, Bushby K, Bann CM, Apkon SD, Blackwell A, Brumbaugh D, Case LE, Clemens PR, Hadjiyannakis S, Pandya S, Street N, Tomezsko J, Wagner KR, Ward LM, Weber DR; DMD Care Considerations Working Group. Diagnosis and management of Duchenne muscular dystrophy, part 1: diagnosis, and neuromuscular, rehabilitation, endocrine, and gastrointestinal and nutritional management. Lancet Neurol 2018;17(3):251-267.
[5] Araujo APQC, Carvalho AAS, Cavalcanti EBU, Saute JAM, Carvalho E, França MC Junior, Martinez ARM, Navarro MMM, Nucci A, Resende MBD, Gonçalves MVM, Gurgel-Giannetti J, Scola RH, Sobreira CFDR, Reed UC, Zanoteli E. Brazilian consensus on Duchenne muscular dystrophy. Part 1: diagnosis, steroid therapy and perspectives. Arq Neuropsiquiatr 2017;75(8):104-113.

Gordura abdominal, risco de diabetes

Incidência da doença está aumentando, alerta endocrinologista do Seconci-SP

 

Diferentemente do que muitos imaginam, não é somente a ingestão de muito açúcar que pode provocar o diabetes. O acúmulo de gordura na região abdominal é o principal fator que provoca esta doença. O alerta é do dr. Diogo Lisboa, endocrinologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro).

Ele explica que o diabetes é causado pela falta ou aumento de resistência à insulina, hormônio que promove o aproveitamento da glicose, o carboidrato que fornece energia para as células do nosso corpo. “Se não for tratada, a doença pode provocar sérios problemas de saúde. Por isso, todos devem adotar ações para prevenir o diabetes”, afirma.

De acordo com o dr. Lisboa, há dois tipos de diabetes:

Tipo 1 - Doença para a qual o paciente já tem predisposição, agredindo o pâncreas, órgão que produz insulina. Tem menos incidência na comparação com o Tipo 2 e é mais comum iniciar-se na fase infantil, mas também pode começar em jovens adultos.

Tipo 2 – É o de maior incidência, ligado principalmente à obesidade. Esta, por sua vez, é ocasionada por um conjunto de fatores, como má alimentação, fast food e sedentarismo.

“No consultório, observo que a incidência de diabetes está aumentando e atingindo faixas etárias menores, devido à oferta crescente de alimentos calóricos e adocicados, às facilidades como a entrega de comida a domicílio e à falta de exercícios físicos. Uma pandemia”.


Prevenção

Segundo o dr. Lisboa, para a prevenção é preciso se alimentar de forma saudável e equilibrada, recorrendo a uma nutricionista caso a pessoa tenha dificuldade em mudar seus hábitos alimentares. Além disso, é preciso fazer exercícios diariamente, no mínimo caminhadas de 30 minutos, 5 vezes por semana.

“Para substituir o açúcar, a princípio qualquer adoçante pode ser utilizado, pois não há estudos sérios que comprovem a relação do adoçante com câncer. Já mulheres grávidas devem perguntar ao seu médico qual o adoçante indicado para gestação, pois alguns são contraindicados na gravidez. O que aumenta a chance de câncer é a glicemia alta (acúmulo de glicose no sangue)”.

Os sintomas do diabetes podem ser perder peso, urinar demais e ter muita sede e muito apetite, o que requer uma consulta imediata com o médico. Mas todos devem consultar o clínico geral ao menos uma vez por ano, para realizar os exames de glicemia. Isto porque há pacientes assintomáticos, e só pelos exames é possível descobrir a presença da doença.

A medicação a ser ministrada varia de acordo com o estágio da doença. Num estágio pré-diabético, às vezes basta melhorar os hábitos alimentares, perder peso e realizar exercícios. Já a partir de uma certa fase mais avançada, é preciso aplicar insulina.


Trabalhador da construção

O dr. Lisboa observa que o trabalhador da construção corre risco de contrair a doença quando não escolhe muito o que comer, alimenta-se com muitos carboidratos como arroz, macarrão e pão, consome pouca salada e proteínas – o que pode levar não só ao diabetes como ao aumento do colesterol e à pressão alta, ocasionando sérios problemas cardíacos.

“O ideal é que nas refeições este trabalhador divida o prato de sua refeição em três partes: um quarto de um único carboidrato (só arroz ou só mandioca, por exemplo); um quarto de proteína, evitando frituras e outros alimentos gordurosos; e metade de legumes e verduras”.

O Seconci-SP dispõe de equipe médica, nutricionistas e psicólogos que podem ajudar os trabalhadores à perda de peso, à alimentação saudável e à prevenção e ao controle do diabetes.

 

Novembro Azul: mês da prevenção do Câncer de próstata

índice de cura chega a 90%, caso detectado no início

 
Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum (10,2%) entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Considerado um “câncer de terceira idade”, a doença afeta principalmente homens a partir dos 60 anos. Métodos diagnósticos têm contribuído para o aumento na expectativa de vida, com um percentual alto de chance de cura, atingindo 90% em casos de detecção precoce. 

O Novembro Azul surgiu em 2003 em Melbourne, na Austrália, a partir da iniciativa de dois amigos que estavam se divertindo em um pub e cogitaram se ficariam bem de bigode, algo fora de moda na época. Então, inspirados pela campanha da mãe de um colega, que levantava fundos para o combate ao câncer de mama, os amigos tiveram a ideia de associar o bigode com a conscientização sobre a saúde masculina. Eles escolheram o mês de novembro para deixar o bigode crescer, pois, no dia 17, já se comemorava o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata. Naquele ano, cerca de 30 amigos aceitaram participar da campanha e, como muita gente se interessava pelos bigodões, a história foi se espalhando. No ano seguinte, surgiu a Movember Foundation – o nome veio da junção das palavras moustache (“bigode”) e November (“novembro”) –, uma organização sem fins lucrativos que visava à arrecadação de fundos para o combate ao câncer de próstata. Também foi criada uma plataforma online para receber doações, na qual os homens podiam compartilhar fotos da evolução de seus bigodes durante o mês. Com o passar dos anos, a campanha atraiu cada vez mais participantes e se espalhou para mais de 20 países, passando a ser conhecida também como “No-Shave November”, “novembro sem barbear”. O movimento chegou ao Brasil em 2008, trazido pelo Instituto Lado a Lado pela Vida em conjunto com a Sociedade Brasileira de Urologia. 

Como o diagnóstico envolve o toque retal, um exame que ainda é cercado de polêmicas, muitos homens relutam em realizá-lo em função do preconceito. Nesse sentido, um dos objetivos do Novembro Azul é justamente quebrar esses tabus e conscientizar a população masculina de que os cuidados com a saúde devem ser colocados acima dessas barreiras. 

A próstata é uma glândula que apenas indivíduos nascidos do sexo masculino possuem, e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é responsável pela produção dos nutrientes e fluidos que constituem o esperma. Está situada logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Por seu interior, passa a uretra, detalhe anatômico que explica o motivo das alterações prostáticas originarem dificuldade para urinar, queixa comum nos homens com mais de 50 anos. Na maioria dos casos, essa dificuldade é causada pelo aumento prostático, que ocorre com o avançar da idade e recebe o nome de hiperplasia prostática benigna. 

O câncer de próstata se instala numa área qualquer da glândula. À medida que cresce, vai ocupando gradativamente os lobos direito e esquerdo da próstata. Nas fases mais avançadas, invade por continuidade a cápsula que reveste o órgão, para depois chegar aos tecidos ao seu redor, incluindo as vesículas seminais. Em tumores mais volumosos, o paciente sente dificuldade para urinar, ardor e jato urinário fraco, acorda à noite várias vezes para urinar, apresenta gotejamento de urina após completar a micção e, mais raramente, queixa-se de dor e da presença de sangue na urina e no esperma. Com o passar do tempo, as células malignas podem atingir os linfonodos adjacentes, cair na corrente sanguínea e acometer outros órgãos. 

Para investigar os sinais e sintomas de um possível câncer de próstata e descobrir se a doença está em desenvolvimento ou não, são feitos basicamente dois exames iniciais: o teste clínico de toque retal e o exame de PSA (exame de sangue que quantifica um tipo de proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico - PSA. Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata).

Alguns fatores podem aumentar as chances de um indivíduo desenvolver câncer de próstata:

  • Idade: o risco aumenta com o passar dos anos. No Brasil, a cada dez nascidos do sexo masculino diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos.
  • Histórico de câncer na família: indivíduos cujo pai, avô ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos, fazem parte do grupo de risco.
  • Sobrepeso e obesidade: estudos recentes mostram maior risco de desenvolvimento de câncer de próstata em indivíduos com massa corporal elevada

Como prevenir? Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco do desenvolvimento de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar. 

Quanto ao sucesso no tratamento, existem vários fatores que influenciam, mas o acesso rápido à saúde está entre os mais importantes. Com os avanços da medicina, desde que realizado um diagnóstico precoce e específico para cada tumor, muitos terão cura. No Brasil, existem algumas empresas de base tecnológica capazes de desenvolver testes revolucionários. É o caso da Invitrocue Brasil que, investindo na tecnologia de organoides, chegou ao desenvolvimento do teste Onco-PDO (Organoides Derivados do Paciente). Com ele, as células do paciente são cultivadas e testadas contra diferentes drogas quimioterápicas, analisando como respondem às diversas terapias. 

Trata-se de um cultivo celular tridimensional, que melhor reflete in vitro as condições observadas in vivo do seu tumor de origem. O Teste Onco-PDO leva em conta que cada paciente é único, e isso ajuda o médico a traçar a melhor estratégia terapêutica para aquele paciente específico. Alguns tumores mostram-se resistentes a certos medicamentos e saber previamente as respostas das células tumorais do paciente aos diferentes tratamentos em laboratório contribui para a tomada de decisão dos médicos oncologistas. O benefício é que, ao invés de fazer previsões de como um o câncer pode responder a uma terapia, o Teste Onco-PDO permite verificar especificamente o efeito dessa terapia no tumor do paciente e trabalhar diretamente com as células vivas que formam o câncer em cada caso. 

Disponível no Brasil para câncer de mama, pulmão, colorretal, pancreático, gástrico, próstata e ovário, o Teste Onco-PDO permite que o médico escolha 8 de 60 drogas para testagem e o resultado demonstrará como as células responderam em laboratório. O relatório, gerado em até 21 dias, fornece informações de como os organoides derivados do paciente reagiram aos diferentes tratamentos testados. O Teste Onco-PDO está disponível para coletas em todo o Brasil. Para mais informações, consulte a Invitrocue Brasil. 

O futuro da medicina depende de ações de precisão. Para que as novas ferramentas possam ser utilizadas, converse com o seu médico para uma avaliação precisa e análise das opções de tratamento!


Invitrocue Brasil


5 maneiras naturais e não desidratar nos dias quentes


Os dias quentes não têm dado trégua e a desidratação é um dos principais perigos que afetam a saúde durante o verão. Para reverter o quadro, o farmacêutico homeopata Jamar Tejada da capital paulista revela algumas dicas simples, naturais e práticas de serem seguidas. 

Em condições normais, o organismo de uma pessoa adulta perde em média 2 litros por dia, considerando as perdas pelo suor, urina e fezes. Portanto, é necessária a reposição diária de 2 litros de água, considerando que toda a água ingerida pura ou na composição dos alimentos, tanto líquidos quanto sólidos. “Essa perda pelo organismo é muito maior nos dias de altas temperaturas e é preciso encontrar maneiras variadas de fazer essa reposição”, avisa o especialista. 

Ao contrário do que muita gente pensa, Jamar avisa que não são apenas os líquidos que hidratam o organismo já que o corpo pede sais minerais para se refazer do calorão. “Nas perdas provocadas pelo suor, além da água perdem-se também sais minerais — principalmente o sódio que precisa ser reposto. Quando as perdas de água se tornam maiores do que a reposição, o organismo entra em processo de desidratação, que pode até ser fatal já que a água é essencial em todos os processos metabólicos vitais para o organismo”. 

E nesse ‘salve-se quem puder’ dos termômetros lá em cima, Jamar deixa algumas dicas de como fazer adequadamente essa reposição:

  1. Água: Além de ser um primordial hidrante do corpo, a água também diminui a densidade do sangue, ajuda a desinchar o corpo, regula a temperatura, reduz infecções, evita a celulite e desintoxica.
  2. Água de Coco: Considerada um isotônico natural, é rica em sais minerais e nutrientes – cada 100 ml apresenta cerca de 250 mg de potássio (a porcentagem total das necessidades diárias) e 105 mg de sódio (metade do valor recomendado por dia), além de boas doses de cálcio, magnésio e vitamina C.
  3. Melancia: Além de pouco calórica, a melancia é diurética, dá ânimo e previne problemas cardiovasculares por ser composta por 90% de água, vitamina C, carboidratos e potássio.
  4. Bebidas Isotônicas: As bebidas isotônicas foram desenvolvidas para repor líquidos e sais minerais perdidos pelo suor durante a transpiração, com efeito de prevenir a desidratação e melhorar o desempenho esportivo. Mas, devem ser uma opção para os praticantes de atividade física.
  5. Chás Gelados: Em especial o chá verde que também é antioxidante, aumenta a energia e ajuda a queimar gordura. Hibiscos, salsinha e hortelã também podem entrar na lista. Vale só evitar as opções com cafeína, como o chá preto e o chá mate devem ser evitadas, pois causam a desidratação.

     
Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

 

Como as temporadas de calor afetam a saúde respiratória

 


Com o ar quente e seco, cerca de 49 milhões de brasileiros que convivem com a asma precisam ter atenção redobrada durante as ondas intensas de calor


]Com a chegada das temporadas de calor que devem ultrapassar os 36°C nos próximos dias, conforme indicações do Instituto Nacional de Meteorologia, a atenção e o cuidado com a saúde respiratória tornam-se ainda mais cruciais, especialmente para as pessoas que sofrem com a asma, cerca de 23,2% dos brasileiros, o que representa mais de 49 milhões de pessoas. Esta condição respiratória crônica afeta não apenas crianças, como se pensa, mas também uma significativa parcela da população idosa, representando 10%.

Os sintomas característicos da asma, como a falta de ar, chiado na respiração, sensação de aperto no peito e tosse, podem se agravar e se tornar mais frequentes durante as ondas de calor. Isso se deve às alterações do ambiente, que com ar quente e seco resulta em uma menor umidade e pode levar a uma maior irritação das vias respiratórias. Além disso, durante os dias ensolarados, há maior proliferação de fungos, um maior acúmulo de poeira e o uso frequente de ventiladores e ar condicionado que pode desencadear reações alérgicas.

Para os idosos, o diagnóstico e a prevenção se tornam ainda mais necessária, já que os sintomas podem ser confundidos com outras doenças mais prevalentes nessa faixa etária, como a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), e podem causar complicações mais graves nos pacientes. Durante os períodos intensos de sol é necessário ter um cuidado extra com a saúde respiratória. Gerente médico do Aché Laboratórios, Rodrigo Scabello, ressalta que, apesar de não ter cura, a asma é tratável e requer cuidado ao longo de toda a vida, incluindo visitas regulares ao médico e o uso dos medicamentos para manter a condição sob controle. Ele também aconselha os pacientes a reconhecerem os gatilhos que podem desencadear crises de asma, para que possam tomar os devidos cuidados e aproveitar dos dias ensolarados com segurança.

Com as ondas de calor e o verão se aproximando, as medidas preventivas são essenciais para minimizar os riscos. A limpeza dos aparelhos de climatização para evitar o acúmulo de bactérias, poeiras e fungos, a manutenção de ambientes frescos e bem ventilados, assim como assegurar uma hidratação adequada, são práticas fundamentais para reduzir a irritação das vias respiratórias e prevenir crises durante as temporadas de calor.

Além disso, Rodrigo recomenda que os medicamentos de resgate de alívio, como a bombinha para a asma, estejam sempre por perto, seja na mochila ou bolsa, especialmente para os pacientes que planejam viajar de avião. A baixa umidade do ar na cabine, que oscila entre 10 a 20%, combinada à hiperventilação, pode causar desidratação se o passageiro não se hidratar de forma correta durante o voo. Uma garrafa de água e soro fisiológico podem fazer a diferença para umedecer as vias respiratórias, nesses casos. Por fim, para aqueles que praticam atividades físicas ou esportes, o ideal é que escolham horários e ambientes com menos exposição ao sol e pratiquem dentro do seu limite. O aumento da frequência respiratória durante o exercício pode desencadear falta de ar e uma nova crise asmática, portanto, a moderação é fundamental.



Aché Laboratórios

 

5 fatos que você precisa saber sobre cigarros eletrônicos


Parar de fumar é uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua saúde. No entanto, cessar o hábito não é um processo fácil e, por vezes, as pessoas passam a consumir produtos alternativos de entrega de nicotina, os chamados cigarros eletrônicos, como substituição ao cigarro convencional.

Um levantamento realizado pela Fundação Para um Mundo Livre de Fumo, revela que 72% dos brasileiros admitem que não tiveram sucesso em suas tentativas de parar de fumar. Contudo, os cigarros eletrônicos podem ser considerados uma alternativa aos produtos de tabaco? A experiência internacional mostra que sim, desde que os dispositivos sejam devidamente regulamentados.

A farmacêutica, ex-diretora da Anvisa e consultora da BAT Brasil, Alessandra Bastos, afirma que o cigarro eletrônico pode sim ser uma alternativa para os adultos fumantes de cigarros convencionais, mas as normas são fundamentais para um consumo seguro desses dispositivos. Abaixo, ela elenca cinco importantes fatos sobre os cigarros eletrônicos. Confira:


1 - Não devem ser consumidos por crianças, adolescentes ou adultos não fumantes

Os cigarros eletrônicos regulamentados são destinados apenas a adultos que têm o hábito do cigarro convencional e que tem como objetivo parar de fumar ou reduzir os danos à saúde. Com uma regulação adequada, a venda do produto com apelos infanto-juvenis, como sabores adocicados e embalagens com roupagem infantil, deve ser proibida, assim como não deve ser consumido de forma recreativa por qualquer pessoa.


2 - Cigarro eletrônico é menos prejudicial do que o cigarro convencional, mas não é inócuo

Evidências científicas independentes comprovam que os dispositivos eletrônicos podem ser até 95% menos prejudiciais, ou 20 vezes menos nocivos, à saúde do adulto fumante do que o cigarro convencional. No entanto, esses produtos, quando não regulamentados e vendidos de forma clandestina, podem conter substâncias que fazem muito mal à saúde. A regulamentação no Brasil se faz necessária para evitar a venda de produtos produzidos fora de padrões sanitários.


3 - São proibidos no Brasil desde 2009 e a compra irregular é um risco para a saúde

Mais de 80 países ao redor do mundo já regulamentaram a venda dos cigarros eletrônicos com o objetivo de diminuir o número de adultos fumantes de cigarros convencionais e ter um maior controle sobre a composição desses produtos. No Brasil, os dispositivos ainda não são regulamentados os 2,2 milhões de consumidores regulares estão expostos a um mercado 100% ilegal (Ipec). Em países onde o mercado é regulado, é possível o acesso a produtos com controle sanitário, monitoramento e fiscalização, além de outras determinações importantes como advertências na embalagem, descrição de componentes e controle de concentração de nicotina, por exemplo.


4- Podem ser tão viciantes quanto os cigarros tradicionais, se produzidos de forma irregular

Hoje, no Brasil 100% dos cigarros eletrônicos vendidos vêm do contrabando. A venda ilegal e fora do controle do cigarro eletrônico expõe os consumidores a quantidades desconhecidas de nicotina e outras substâncias potencialmente tóxicas. A regulamentação prevê a limitação da quantidade de nicotina no produto, bem como a presença de outras substâncias como vitaminas, aditivos com efeitos corantes, acetato de vitamina E e óleos minerais.


5 – Pessoas muitas vezes consomem, sem saber, solventes e outros produtos químicos não rotulados nos produtos ilegais

Os líquidos usados nos cigarros eletrônicos ilegais podem conter compostos desconhecidos, como solvente industrial que pode causar efeitos graves à saúde dos consumidores. Os produtos não regulamentados podem conter também acetato de vitamina E, que pode ocasionar danos graves ao tecido pulmonar quando vaporizados.


Por fim, os cigarros eletrônicos não devem ser vistos como objetos de recreação e sim como alternativa para quem busca formas de se livrar do hábito de consumir cigarros convencionais e reduzir os danos à saúde. A regulamentação desses produtos é uma questão de saúde pública e de segurança para os brasileiros que seguem expostos a produtos sem procedência definida e sem controle.

 

Diabetes e os riscos de danos cerebrais que são apresentados em todas as idades

Médicas neurologista e intensivista dão dicas de como adotar um estilo de vida saudável para a longevidade

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença. Neste Dia Mundial do Diabetes (14), torna-se importante falar dos efeitos e riscos da diabetes para o cérebro. O diabetes é associado a várias doenças cerebrais, inclusive ao declínio da capacidade de cognição e a síndromes demenciais de etiologias diferentes, dentre elas a demência vascular e o Alzheimer. 

Paula Azevedo, neurologista e integrante do projeto Cuida*, explica que a diabetes afeta a irrigação sanguínea cerebral de forma que as artérias que levam sangue ao cérebro e aos nervos adoecem quando não tratada. Isso aumenta a chance de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e hemorrágico, de ataque isquêmico transitório (ameaça de AVC) e de demência vascular.

 

Caminhos para a prevenção e o tratamento adequado
 

O cuidado com a saúde para prevenção de agravos crônicos é uma atenção contínua e uma busca pelas melhores práticas para uma vida saudável e equilibrada. Também importa dizer que isso engloba vários aspectos e mudanças em estilo de vida, tais como:

  • Alimentação saudável: rica em verduras, frutas e legumes, grãos integrais, gorduras poliinsaturadas e proteínas. Além de evitar alimentos multiprocessados;
  • Atividade física regular: combate ao sedentarismo, controle de peso e atenção à obesidade;
  • Cuidados e atenção à saúde mental: equilíbrio emocional, relacionamentos saudáveis e práticas mente-corpo;
  • Combate ao tabagismo,evitar consumo frequente de álcool e não consumir drogas ilícitas;
  • Atenção ao sono de qualidade e ao descanso;
  • Acompanhamento com equipe de saúde e exames regulares prevenção: diagnóstico precoce de agravos e tratamento de saúde;
  • Cuidados e atenção à exposição solar. 

A neurologista indica ainda um bom controle da diabetes feito por seguimento regular com endocrinologista. “A redução do risco de complicações neurológicas da diabetes está diretamente relacionada aos hábitos de vida citados acima. Procurar um bom especialista também é essencial, esse vínculo será a base para uma boa aderência ao tratamento e para atingir o mais importante que é a mudança de estilo de vida”, explica. 

Para complementar o tema, a médica intensivista e paliativista, Carol Sarmento, que também integra a equipe do Cuida*, explica que o tratamento do diabetes não é baseado somente em uso de medicamentos hipoglicemiantes e insulina. “É importante também que o paciente conheça sobre a doença, conheça o tratamento, aprenda a manusear os dispositivos de monitoramento de glicemia e o manejo da administração de insulina; que entenda que a doença, se não controlada, leva a complicações graves”, explica. 

“É importante dizer que o diagnóstico não é o fim. Tomar parte ativa no tratamento e ser corresponsável pelos resultados junto com a equipe de saúde traz melhores resultados e indicadores sempre”, finaliza a médica paliativista, Carol Sarmento.

 

O Cuida

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Uso de dados pode ajudar o Brasil na conscientização e combate a diabetes; país é o 5° com maior incidência no mundo

Dados de vida real da Funcional Health Tech mostram adesão média de 45,5% no tratamento medicamentoso desta doença
 

O Brasil é o 5º país com mais incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de adultos convivendo atualmente com a doença, ou cerca de 9,3% de sua população acima de 18 anos, segundo dados da Pesquisa VIGITEL de 2023. Um problema grave associado ao diabetes é a baixa adesão ao tratamento medicamentoso. Segundo dados de vida real da Funcional Health Tech, que há mais de 24 anos cria soluções para o ecossistema da saúde, a taxa média de adesão ao tratamento medicamentoso para diabetes no Brasil é de 45,5%, de pacientes acompanhados ao longo de um ano. 

Para abordar esse problema, a Funcional desenvolveu um programa de ações customizadas que utiliza inteligência artificial para segmentação de pacientes, que visa incentivar o tratamento conforme diferentes comportamentos e prescrição médica. 

A estimativa é de que 2 milhões de pessoas tenham sido impactadas positivamente pelo programa da Funcional no primeiro semestre de 2023. A solução possibilita ações que variam desde comunicação direta e customizada com cada grupo de pacientes a descontos e preços especiais, combos e delivery, apoiando em pontos como acesso ao tratamento e conveniência. Sua principal finalidade é incentivar pacientes com condições crônicas a zelar pelo próprio tratamento conforme prescrição médica, gerando uma visualização e contextualização de dados e incentivando pacientes na manutenção de tratamentos longos de condições crônicas como o diabete. 

Ao utilizar sua base de dados com informações de aproximadamente 50 mil farmácias e 30 milhões de usuários, a Funcional busca encontrar explicações quanto à falta de adesão e continuidade ao tratamento medicamentoso, permitindo ações mais assertivas. Os dados também permitem traçar um paralelo entre a adesão ao tratamento e o perfil dos pacientes de acordo com a probabilidade de eles seguirem as orientações dos profissionais de saúde. 

“Entender o risco dos pacientes não aderirem ao tratamento medicamentoso é fundamental para que possamos dar mais condições de saúde e melhor qualidade de vida às pessoas que sofrem de doenças crônicas”, diz Alexandre Vieira, executivo-chefe de Analytics e Medicina da Funcional Health Tech. Segundo o especialista, a chance desse paciente que não toma corretamente o medicamento ter um evento grave ou uma complicação do seu quadro de saúde é muito maior. 

“Poder transformar dados em ações traz benefícios para toda a cadeia de saúde. A indústria e o varejo conseguem ser mais efetivos em suas estratégias de negócios e o paciente ganha muito mais qualidade de vida e bem-estar, tendo estímulos que o levem a manter o tratamento, seja com condições especiais de preço ou qualquer outra condição que o apoie neste processo, como dicas e informações. Todo mundo ganha”, finaliza Vieira. 

Até 2050, o mundo pode ter 1,3 bilhão de pessoas com diabetes, segundo estudo publicado do The Lancet Diabetes and Endocrinology. A adoção de hábitos saudáveis de alimentação e a prática regular de atividades físicas são as principais medidas que previnem e controlam a doença.

 

Funcional Health Tech

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