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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Entenda como e de onde surgem as diferentes dores abdominais

Sintomas de dor e desconforto podem indicar problemas de saúde específicos

 

As dores abdominais são incômodos tão comuns que cerca de 20% da população global sofre com elas por algum problema intestinal¹ ou já teve cólicas renais² e cerca de 10% sentem dores abdominais causadas por problemas biliares³. Além disso, 90% dessas pessoas costumam medicar sua dor sem procurar entender a causa⁴. 

“É importante se atentar aos sinais que o corpo dá para obter um tratamento eficaz. Aliviar sintomas está ao nosso alcance no cotidiano, mas as dores também podem ser sintomas de diversas condições, desde problemas digestivos simples até inflamações mais sérias. Inclusive, podemos distinguir algumas das dores abdominais mais comuns de acordo com a localização da dor”, alerta o Dr. Marcio de Queiroz Elias CRM Nº 82558/SP, ginecologista e obstetra com mais de 30 anos de experiência.

 

·       Dor na boca do estômago

Normalmente localizada na parte superior central da barriga, pode caracterizar grande consumo de alimentos industrializados, má digestão⁵, refluxo⁶, gases e até problemas como a úlcera gástrica ou inflamações na vesícula⁷.

 

·       Dores nos lados da barriga

Quando a dor é na região superior pode indicar pedras na vesícula⁸ e doenças no fígado no lado direito e úlcera gástrica, gastrite⁹ e gases no esquerdo. Já na região inferior, as causas podem ser doença de Crohn¹⁰, inflamações do intestino ao lado direito, problemas na hérnia inguinal¹¹ ao lado esquerdo e cistos nos ovários em ambos os lados¹².

 

·       Dores na região pélvica 

Além das já conhecidas cólicas menstruais, nesta região, as dores podem indicar problemas como endometriose¹³, miomas, gravidez ectópica¹⁴, infecção do intestino, cólon irritável¹⁵ e infecções de urina e bexiga.

 

·       Dores na região dos rins

Por fim, os comuns picos de dores intensas nos rins, também conhecidas como cólicas renais, podem indicar as pedras nos rins, resultado do acúmulo de cristais da urina.¹⁶

 

Medicamentos à base de bultibrometo de escopolamina e dipirona promovem um alívio rápido da dor quando ela aparece no meio de sua rotina, isso porque a escopolamina é um antiespasmódico que alivia as contrações na região abdominal, e a dipirona atua diminuindo a percepção da dor¹⁷,¹⁸. Mirador Cólica, lançamento da Neo Química, é um aliado para esses momentos. Com dupla ação, age na dor e alivia as contrações trazendo alívio para os diferentes tipos de cólicas – menstruais, renais, intestinais e biliares¹⁷,¹⁸.

 

Mirador Cólica. bultibrometo de escopolamina e dipirona. Indicações: tratamento dos sintomas de cólicas intestinais, estomacais, urinárias, das vias biliares, dos órgãos sexuais femininos e menstruais. MS 1.5584.0641. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Novembro/2023.

 

 



Neo Química

1. PMB IQVIA FY 2022 UND
2. Estudo especial IQVIA dezembro’2022





Referências bibliográficas

1.World Gastroenterology Organisation Practice Guidelines. Introdução. Manejo dos sintomas comuns de doenças gastrointestinais na comunidade: Perspectiva mundial sobre azia, constipação, distensão e dor/desconforto abdominal. GO; 2013. p. 4-8. [cited 2023 Ago 18]. Available from: https://www.worldgastroenterology.org/UserFiles/file/guidelines/common-gi-symptoms-portuguese-2013.pdf

2. Vital J. A. Litiase urinária – Abordagem da cólica renal no SU. Mar. 2021. [Internet] [citer 2023 Ago 18]. Available from: https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/35988

3.Lemos LN, et al. Perfil epidemiológico de pacientes com colelitíase atendidos em um Ambulatório de cirurgia. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2019; (28): e947. [cited 2023 Ago 18]. Available from: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/947/585

4. Bruna MHV. Indigestão (Má digestão ou dispepsia). Abr. 2011. Rev. Dez. 2022. [Internet] [cited 2023 Ago 18]. Available from: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/indigestao-ma-digestao-ou-dispepsia/

5. Portal Drauzio Varella. Refluxo: saiba o que é, os sintomas e as formas de tratamento. Nov. 2022. Rev. Dez. 2022. [Internet] [cited 2023 Ago 18]. Available from: https://drauziovarella.uol.com.br/gastroenterologia/refluxo-saiba-o-que-e-os-sintomas-e-as-formas-de-tratamento/

6. Bruna MHV. Colecistite. Jun. 2021. Rev. Ago. 2021. [Internet] [cited 2023 Ago 18. Available from: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/colecistite/

7. Souza YA, et al. Litíase na vesícula biliar e os cálculos intra-hepáticos. Revista Corpus Hippocraticum [Internet]. 2022; 1(1). [cited 2023 Set 12]. Available from: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-medicina/article/view/709

8. Bruna MHV. Gastrite. Mar. 2018. [Internet]. [cited 2023 Set 12]. Available from: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gastrite/

9. Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn. Sobre a Doença de Chron. 5 de fevereiro de 2014. [Internet] [cited 2023 Ago 18]. Available from: https://www.abcd.org.br/sobre-a-doenca-de-crohn/

10. Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Hérnia Abdominal. Dez. 2019. [cited 2023 Set 12]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/hernia/

11. Oliveira HB, et al. Conduta ginecológica em cisto de ovário: uma revisão da literatura. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2022; 15(3): e10003. [Internet] [cited 2023 Set 12]. Available from: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/10003

12. Associação Brasileira de Endometriose. Como diagnosticar? Jul. 2022. [Internet] [cited 2023 Ago 18]. Available from: https://sbendometriose.com.br/como-diagnosticar/

13. Bruna MHV. G ravidez Tubária Ectópica. Jan. 2021. [Internet] [cited 2023 Set 12]. Available from: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gravidez-tubaria-ectopica/

14. López JCC. Guia prático para diagnóstico e tratamento: Síndrome do Intestino Irritável. [Internet]. [cited 2023 Set 12]. Available from: https://www.repositorio.ufal.br/bitstream/123456789/10586/1/Guia%20pr%C3%A1tico%20para%20diagn%C3%B3stico%20e%20tratamento%20-%20s%C3%ADndrome%20do%20intestino%20irrit%C3%A1vel.pdf

15. Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde. Cálculo Renal (pedra no rim) [Internet]. [cited 2023 Ago 18]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/calculo-renal-pedra-no-rim/#:~:text=S%C3%A3o%20os%20%C3%B3rg%C3%A3os%20respons%C3%A1veis%20por,de%20cristais%20existentes%20na%20urina

16. Bula do produto Mirador Cólica


14/11: Dia Mundial do Diabetes

 

Mais de 16 milhões de brasileiros têm diabetes e desconhecem esse diagnóstico

O diabetes, que mata 1,5 milhão de pessoas por ano no planeta, já é uma das dez principais causas de mortes por doenças no mundo
 

O diabetes é uma doença crônica, silenciosa e progressiva que acomete mais de 16 milhões de brasileiros. Somos o quinto país com mais incidência de diabetes no mundo (atrás dos Estados Unidos, China, Paquistão e Índia), segundo dados do Atlas do Diabetes da Federação Internacional, que revela que este número pode chegar a 21,5 milhões de pessoas em 2030. Já quando se trata da população mundial, estima-se 537 milhões (1 em 10), sendo que muitas pessoas podem ter a doença sem saber. Esse total pode chegar a 643 milhões em 2030 e 783 milhões em 2045. 

O número de casos de diabetes praticamente dobrará em pouco menos de três décadas. É o que revelam novas estimativas publicadas na revista científica The Lancet, no fim de junho deste ano. Segundo a publicação, o mundo deverá ter 1,3 bilhão de pessoas com a doença em 2050. O diabetes, que mata 1,5 milhão de pessoas por ano no planeta, já é uma das dez principais causas de mortes por doenças no mundo. De acordo com a estimativa, em 2045 três em cada quatro casos de diabetes ocorrerão em países de baixa e média renda, o que representa um desafio para os sistemas de saúde. 

Segundo o Dr. Ricardo Cohen, coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e presidente eleito da Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade e Distúrbios Metabólicos (IFSO), a obesidade é um dos principais fatores de risco para se desenvolver o diabetes tipo 2.
“Além da obesidade, o fator genético é importante. Essas situações, associadas a estilo de vida inadequado contribuem para o aparecimento e progressão da doença. Ao ser diagnosticado com diabetes, junto com o tratamento, o indivíduo precisa fazer algumas adaptações na rotina, especialmente no que diz respeito à alimentação e à prática de exercícios físicos”, esclarece Dr. Cohen.
 

Diabetes tipo 2 e obesidade em jovens

Em relação à obesidade, um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2, dados do Covitel 2023 (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia), realizado pela Vital Strategies e pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) mostram que houve um aumento da obesidade em jovens de 18 a 24 anos. Em 2022, 9% dos jovens dessa faixa etária tinham IMC - Índice de Massa Corporal, superior a 30, o que configura obesidade. Em 2023, essa taxa subiu para 17,1%, um aumento de 90% em um ano. Se acrescentarmos a esses dados o percentual de jovens com sobrepeso, ou seja, com IMC entre 25 e 30, teremos 40,3% dos jovens dessa faixa etária com excesso de peso.
 

Cirurgias são indicadas quando o melhor tratamento clínico não tem a resposta ideal

De acordo com Dr. Cohen, a cirurgia metabólica tem mostrado benefícios imediatos e sustentados para pessoas com diabetes tipo 2 e obesidade, o que diminui a necessidade de redução de glicose, após poucos dias do procedimento, bem como a melhora de múltiplos indicadores de saúde a longo prazo. 

“A cirurgia metabólica é uma alternativa eficaz quando a farmacoterapia moderna não atinge os melhores resultados para os portadores de obesidade e diabetes tipo 2, explica. Atualmente, sabe-se que a perda de peso acima de 10% tem efeito positivo sobre diversas complicações da obesidade e diabetes”, pontua.
 

Tratamento medicamentoso

A ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o FDA (agência americana reguladora de medicamentos e drogas) aprovaram neste ano o medicamento Tirzepatida, para tratar o diabetes tipo 2. O FDA também aprovou no início de novembro esta medicação para o tratamento da obesidade. O remédio é uma injeção semanal que melhora o controle da taxa de açúcar no sangue de pacientes adultos junto a dieta e exercícios. “A tirzepatida age nos receptores de dois hormônios: o GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose) e o GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon). GIP e GLP-1 são hormônios responsáveis pelo efeito de aumentar a secreção de insulina pelo pâncreas após uma refeição”, esclarece Dr. Cohen.
 

“Pé diabético” e Ambulatório de Curativos

É importante a atenção à saúde dos pés, que deve ser iniciada pelas equipes médicas e pelos pacientes a partir do diagnóstico do diabetes e precisa ser mantida regularmente, seja nas consultas, como na rotina diária dos pacientes. “Os cuidados devem ser adotados desde o diagnóstico da doença e, também, pelos indivíduos com pré-diabetes, já que também apresentam risco de desenvolver complicações do diabetes. Isso também se aplica para as pessoas portadoras de diabetes tipo 2”, explica Dr. Ricardo Cohen. 

O ambulatório de curativos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz oferece um protocolo de atendimento para casos complexos, tem disponibilidade de tecnologias como laser de baixa intensidade e curativos com pressão negativa. Os atendimentos são realizados com agendamento prévio para portadores de pé diabético dentre outras condições. Em lesões de maior gravidade, os pacientes serão encaminhados para uma equipe multidisciplinar do Hospital para continuidade do tratamento.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Link

 

Dia Mundial do Diabetes: remédios para a doença estão entre os mais buscados e preços podem variar até 98%

Freepik
Levantamento da plataforma Consulta Remédios mostra o panorama de buscas e vendas dos remédios de uso contínuo para a doença no Brasil.

 

Quase 17 milhões de brasileiros com idades entre 20 e 79 anos têm diabetes, segundo o Atlas da Federação Internacional do Diabetes. Esse índice nos coloca como o 5º país com maior incidência da doença no mundo. Essa enfermidade, que virou uma verdadeira epidemia global e tem seu dia mundial de conscientização lembrado em 14 de novembro, é causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula o açúcar no sangue e garante energia para o organismo. E apesar de não ter cura, seguir o tratamento de forma correta, com os medicamentos apropriados, faz toda a diferença na vida do paciente, inclusive evitando sequelas graves. 

Existem diversos tipos de remédios para diabetes e alguns chegam a ter diferença de preço de 98%. O levantamento feito pela Plataforma Consulta Remédios, maior marketplace de farmácias do Brasil e que possui uma média de 1 milhão de visitas diárias, considera as buscas e vendas dos medicamentos para diabetes no último ano. Segundo o estudo, as vendas dos medicamentos da categoria de diabetes ficaram entre os 10 mais vendidos na plataforma durante todo o período.

Dentre os remédios para tratar a diabetes o mais vendido foi o Glifage, medicamento antidiabético de uso oral utilizado para o tratamento da doença do tipo 2. Em alguns meses ele chegou a ter um pico de busca de quase 76 mil pessoas na Consulta Remédios. Sua variação de preço é de 59%, sendo encontrado de R 40 a R 63. 

Já o Jardiance, indicado para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) para melhorar o controle glicêmico, ficou em 2º lugar nas buscas da Consulta Remédios e foi o medicamento que apresentou maior variação de preços: 98%. Ele pode chegar a custar R 354, mas também foi encontrado a R 183 em farmácias cadastradas na plataforma. 

Outros medicamentos, como o Suganon também ficaram no topo das procuras na Consulta Remédios, especialmente no último trimestre, e apresentou variação de preços de 77%. 

“Esses dados mostram um pouco do panorama do consumo de remédio para controle de diabetes no Brasil. Até pelo fato da doença estar sempre em crescimento e ser considerada quase que uma epidemia, os medicamentos deste segmento seguem no top 10 de vendas. Por isso a importância da pesquisa antes de adquirir os remédios, já que constatamos variações grandes, de quase 100% nos preços”, afirma a farmacêutica da CR, Rafaela Sarturi Sitiniki.

 

Ozempic também aparece nas buscas, mas não lidera vendas 

O Ozempic, medicamento utilizado no tratamento de diabetes do tipo 2 e que tem a semaglutida como princípio ativo, ganhou popularidade após a promessa de emagrecimento. Apesar dos alertas de médicos e até mesmo de vídeos que viralizaram nas redes sociais sobre possíveis efeitos colaterais, na plataforma Consulta Remédios o número de buscas pelo medicamento é bastante expressivo, chegando a quase 181 mil no último trimestre de 2022. Apesar disso, o medicamento não fica entre os mais vendidos na categoria. 

“As buscas pelo Ozempic são grandes porque ele é um remédio que há tempos tem sido muito falado. Ou seja, gera bastante curiosidade das pessoas de modo geral. Mas no dia a dia da pessoa com diabetes são outros os remédios de uso contínuo mais utilizados”, analisa Rafaela.


Sobre o Consulta Remédios

O Consulta Remédios é o maior marketplace do varejo farmacêutico no Brasil com uma média de 1 milhão de cliques diários cadastrados, o que o torna líder em resultados orgânicos relacionados a medicamentos e saúde. São mais de 2 mil farmácias cadastradas. A plataforma ainda pode ser indicada pelo profissional para que seu paciente tenha acesso à bula e ao preço, e saiba onde comprar um medicamento prescrito. Uma simples busca no Consulta Remédios revela que ao utilizar a plataforma é possível economizar até 90% na hora da compra.

 Dados Consulta Remédios (do 4º trimestre de 2022 ao 3º trimestre de 2023)

 

Top 10 de vendas:

Vendas entre as categorias top 10

 

4° Trim de 2022

1° Trim 2023

2° Trim 2023

3° Trim 2023

Categoria de diabetes

7° lugar

6° lugar

8° lugar

9° lugar


Buscas de remédios na categoria diabetes

 

Visualização

Medicamento

4° Trim de 2022

1° Trim 2023

2° Trim 2023

3° Trim 2023

Nesina

46.172

40.242

55.652

45.433

Glifage

73.369

75.209

69.772

62.625

Jardiance

40.386

37.852

42.750

54.198

Ozempic

180.901

161.216

167.853

141.998

Suganon

3.146

5.995

13.004

8.444

Nesina Pio

9.499

7.186

8.236

8.524

  

Dados sobre o Diabetes (Fonte: Ministério da Saúde) 

De acordo com o Atlas do Diabetes da Federação Internacional do Diabetes, existem mais de 537 milhões de adultos com a doença em todo mundo e essa condição levou a 6,7 milhões de mortes apenas no ano de 2021- uma vida perdida a cada cinco segundos. 

No Brasil, são mais de 16,8 milhões de casos entre pessoas com idades de 20 a 79 anos, o que nos coloca como quinto país com maior incidência de diabetes no mundo.  

O Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. A estimativa da incidência da doença em 2030 chega a 21,5 milhões. Esses dados estão no Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). 

A crescente prevalência de diabetes em todo o mundo é impulsionada por uma complexa interação de fatores socioeconômicos, demográficos, ambientais e genéticos. O aumento contínuo se deve, em grande parte, ao aumento do diabetes tipo 2 e dos fatores de risco relacionados, que incluem níveis crescentes de obesidade, dietas não saudáveis ​​e falta de atividade física. No entanto, os níveis de diabetes tipo 1, com início na infância, também estão aumentando. 

Segundo o Atlas, a crescente urbanização e a mudança de hábitos de vida (por exemplo, maior ingestão de calorias, aumento do consumo de alimentos processados, estilos de vida sedentários) são fatores que contribuem para o aumento da prevalência de diabetes tipo 2 em nível social. Enquanto a prevalência global de diabetes nas áreas urbanas é de 10,8%, nas áreas rurais é menor, de 7,2%. No entanto, essa lacuna está diminuindo, com a prevalência rural aumentando.


Ar-condicionado sem manutenção pode fazer mal à saúde

Falta de manutenção e limpeza do ar-condicionado pode causar problemas à saúde

Jakub Zerdzicki-Pexels


Microbiologista alerta sobre cuidados com a higienização do aparelho e a proliferação de fungos


 

Com a chegada de novas ondas de calor, do verão e dos dias mais quentes, aumenta o uso do ar-condicionado nas residências, nas empresas e nos veículos. Porém, a utilização prolongada deste equipamento pode causar problemas respiratórios e sintomas como tosse, garganta seca e congestão.

 

“A falta de manutenção e limpeza desses aparelhos permite o acúmulo de poeira e micro-organismos que, quando aspirados, irritam as vias respiratórias. A situação também é propícia para o crescimento de fungos e bolores que prejudicam a saúde, especialmente daqueles que já tem predisposição a alergias respiratórias” explica a doutora em Microbiologia e vice-presidente do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6), Daiane Pereira Camacho.

 

Segundo a especialista, a proliferação desses fungos pode causar reações alérgicas e expor o indivíduo às chamadas micotoxinas, que fatalmente levam aos espirros, congestão nasal, olhos lacrimejantes, coceira ou pele vermelha.

 

Já o contato excessivo com o ar frio e seco dos aparelhos de ar-condicionado pode provocar o ressecamento da mucosa das vias aéreas, diminuindo a imunidade e dificultando a capacidade do organismo de barrar a entrada de vírus e bactérias.


 

Cuidados com a saúde


Para diminuir os impactos à saúde, a biomédica Daiane Pereira Camacho traz algumas dicas práticas sobre o uso do ar-condicionado em dias quentes:

 

1) Mantenha a limpeza e a higienização do equipamento: Troque regularmente os filtros e faça a manutenção periódica; especialmente em ambientes empoeirados ou com animais de estimação. Isso também vale para carros, ônibus e caminhões.

 

2) Ajuste a temperatura: A temperatura amena do ar condicionado no ambiente [entre 21 e 23 graus] evita que você tenha obstrução nasal

 

3) Evite choque térmico: Isso acontece quando há a mudança repentina de temperaturas entre ambientes externos quentes e ambientes internos refrigerados.

 

4) Hidrate-se: Ao beber água, diminuímos os efeitos do ressecamento nasal provocado pelo ar frio.

 

5) Monitore a umidade: Mantenha a umidade relativa do ambiente em níveis saudáveis. Se necessário, utilize um umidificador. Assim, você previne o ressecamento das vias respiratórias.

 


Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6)

www.crbm6.gov.br


 

PARA MANTER A SUA COLUNA SAUDÁVEL: SOFÁ PODE SER UM GRANDE OBSTÁCULO EM CASA

Freepik
Fisioterapeuta alerta para períodos longos e contínuos passados no sofá, ‘ao invés de ajudar, pode prejudicar a saúde das costas’

 

Sem dúvidas o sofá é um dos itens mais utilizados em um ambiente doméstico, onde as crianças passam muito tempo assistindo televisão, jogando videogame, os adultos não ficam de fora também, quer estejam visitando a família, tirando um momento para relaxar depois de um dia cansativo; o sofá está sempre lá para acolher a todos. Mas infelizmente, o sofá fofinho pode ser o oposto de conforto e gerar problemas a longo prazo. 

De acordo com Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral de Guarulhos, passar muito tempo sentado ou deitado no sofá pode causar mais dor do que relaxamento. “Dependendo da maneira como você fica, é impossível manter a postura correta. Na maioria das vezes estamos afundados entre as almofadas. Depois, há o fato de que ficar sentado por muito tempo faz com que os músculos de suporte ao redor da coluna e da pélvis sejam desativados, o que pode levar a uma dor crônica nas costas” – explica o especialista. 

O profissional pontua que durante o tempo em que as pessoas estão no sofá, geralmente estão preocupadas com outras coisas e por isso fica difícil analisar como estão sentadas e a má postura acaba sendo uma das principais responsáveis pelas dores. A postura inadequada pode causar estresse nos tecidos, articulações e discos. Estresse esse, que enfraquece lentamente a saúde geral das costas e pode ocorrer não apenas quando estamos sentados, mas também deitados e em pé. “Mas calma, não precisa começar a ficar sentado em uma cadeira com os dois pés apoiados no chão criando um ângulo de 90º” – brinca. 

Segundo Bernardo Sampaio, a primeira regra é não fazer do sofá o local preferido da casa. Dá para relaxar nele, claro que dá, mas alterne as posturas. “Se o sofá for muito profundo, uma boa opção é utilizar almofadas para ficar mais confortável. Se preferir você também pode colocar um banquinho para apoiar os pés, o segredo é sempre certificar-se de que não está com a coluna muito arredondada. Levantar de tempos em tempos também é recomendado para dar para dar às costas um pouco de descanso da posição” – finaliza.

 

Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestrando em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos.


Mitos e verdades sobre a semaglutida oral no tratamento do diabetes tipo 2


  • Lançado no início de 2022, Rybelsus® é o único GLP-1 oral atualmente disponível no mercado brasileiro para indivíduos com diabetes tipo 2
  • Semaglutida permanece como um dos assuntos mais comentados entre os principais veículos e mídias sociais

 

Na era das fake news e redes sociais, fica difícil saber o que é verdade e o que é mito em muitos assuntos – quando o tema é saúde, é necessário um cuidado ainda maior para saber se aquilo que está sendo dito é de fato confiável. 

Nos últimos meses, a semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic® e Rybelsus®, foi um dos assuntos mais comentados na imprensa e nas mídias sociais. Produzidos pela Novo Nordisk, os produtos são indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e estão disponíveis nas apresentações injetável (Ozempic®) e oral (Rybelsus®). 

Rybelsus® (semaglutida oral) passou a ser comercializado no Brasil em março de 2022. Contudo, assim como todo medicamento, a sua utilização pode gerar dúvidas e alguns questionamentos. A Novo Nordisk, sempre focada em levar informações confiáveis aos que precisam de seus produtos, esclarece pontos relacionados a ele, listando alguns mitos e verdades sobre o medicamento. 

1. O medicamento oral tem a mesma eficácia que a versão injetável.
Verdade. As duas formulações de semaglutida (injetável ou oral) foram investigadas em uma ampla gama de pacientes com diabetes tipo 2 e são apropriadas para esses indivíduos. A escolha de cada produto deve basear-se na preferência do paciente e indicação do médico.

2. Posso usar todos os dias.
Verdade. Contanto que haja prescrição, orientação e acompanhamento médico, o medicamento oral deve ser utilizado diariamente, na dosagem indicada pelo médico para cada paciente, diferentemente da semaglutida injetável, que tem ação de até sete dias, por isso é indicado o uso semanal.

3. Pode utilizar exclusivamente para perda de peso.
Mito. Rybelsus® está indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. Entre as ações da medicação destacam-se o controle da glicemia e a perda de peso, mas essa não é sua indicação primária.

4. Medicamento pode ser utilizado tanto para o diabetes tipo 1, quanto para o tipo 2.
Mito. Rybelsus® é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 inadequadamente controlado, para melhora do controle glicêmico, como adjuvante a dieta e exercício, podendo ser usado em monoterapia ou em associação com outros medicamentos para o tratamento do diabetes

5. Posso tomar o medicamento com qualquer tipo de bebida.
Mito. É recomendado que o medicamento seja tomado em jejum e com apenas 120 ml de água (cerca de meio copo), evitando que a pílula seja dissolvida pelo líquido e garantindo sua absorção correta. Os pacientes devem aguardar, pelo menos, 30 minutos, para comer, beber ou tomar outras medicações orais.

6. Como a dose de manutenção é de 14mg, se eu tomar 28mg do produto terei o dobro dos benefícios.
Mito. A progressão da dose deve ser realizada mensalmente, conforme orientação do médico, de maneira individualizada. Vale ressaltar que doses somadas e/ou superiores a 14mg não são recomendadas.

7. É necessária a prescrição médica para comprar o medicamento.

Verdade. Todos os medicamentos da Novo Nordisk são vendidos sob prescrição médica. É preciso receituário médico, mas sem a necessidade de retenção da receita.


Novo Nordisk



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