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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Confira 5 dicas para os pais terem uma saúde melhor

Mudança na alimentação e check up anual são ideais para viver de forma mais saudável

 

Todo pai quer estar presente na vida dos filhos. Para isso é importante, em primeiro lugar, que a saúde esteja em perfeitas condições visto que, segundo dados do Ministério da Saúde, 31% dos homens não têm o costume de ir ao médico. Dessa fatia, 55% afirmam que não veem necessidade nisso.

 

Mas é importantíssimo que os homens, principalmente com o passar do tempo, tenham essa preocupação com a saúde. Com o avançar da idade, o sexo masculino passa por uma redução do metabolismo, o que pode provocar aumento de colesterol, glicemia e chances de câncer.

 

Por isso é importante ver sua rotina para saber o momento, a intensidade e que tipos de exames devem ser realizados. A recomendação básica dos cardiologistas é que o homem deve fazer um check up anual a partir dos 30, repetidos a cada dois anos. Principalmente se ele fumar e beber com regularidade, esteja acima do peso, seja sedentário e  possua histórico de doenças cardiovasculares na família.

 

Caso haja antecedentes, as visitas devem ser mais frequentes, de acordo com a recomendação médica.

 

5 Dicas para manter os cuidados com a saúde 

Além dos cuidados médicos, manter bons hábitos também ajuda no bem-estar e evita muitos problemas no futuro. Por isso, separamos cinco dicas para contribuir com um estilo de vida mais saudável.

 

Pratique atividades físicas 

A prática de exercícios mantém o coração saudável e o corpo em plena atividade. Não precisa fazer o tipo aventureiro, com trilhas e escaladas. Uma caminhada ou um passeio de bicicleta já é um ótimo começo.

 

Se você curte uma tecnologia para os exercícios, pode acrescentar à rotina um smartwatch bom e barato para acompanhar o seu progresso. Um bom fone de ouvido com uma música ou um podcast também ajudam a tornar o exercício mais interessante.

 

Reeducação alimentar 

Exercício só não basta, é preciso trabalhar a forma como você se alimenta de acordo com a idade. Vale começar tornando o seu prato mais colorido, para abrandar ao máximo todos os grupos alimentares. Portanto, vale uma ida a um nutricionista para uma reeducação alimentar.

 

Além da reeducação, o nutricionista também ajudará com uma dieta adequada às suas necessidades, sejam elas colesterol alto e doenças renais.

 

Atente-se à saúde bucal 

Qual foi a última vez em que você foi ao dentista? Pouca gente associa, mas a saúde bucal é extremamente importante para evitar doenças do coração, como a aterosclerose ou o AVC (Acidente Vascular Cerebral). 

Por isso é importante manter uma regularidade semestral no dentista. Principalmente o homem, que possui uma escovação menos intensa do que a mulher e está mais sujeito à cáries e tártaro.

 

Cuidados com a pele 

O homem não só pode, como deve, cuidar da sua pele. Em primeiro lugar, o uso de filtro solar para evitar o câncer de pele é essencial. Em segundo, mas não menos importante, os cuidados masculinos não se restringem só a uma necessidade clínica. A estética também é importante.

 

Para cabelos e barba, é interessante escolher produtos que tratem bem dos fios, como um shampoo anticaspa por exemplo. Já para cuidar da pele, nem precisa ter uma rotina extensa com vários produtos. Um sabonete facial que limpa bem e trata da região já é o bastante para manter um visual impecável.

 

Faça exame de próstata 

Um dos mais importantes cuidados que o homem adulto deve ter. É através do exame de próstata que é possível identificar e tratar a próstata (inflamação da próstata), hiperplasia (aumento da próstata) e o câncer de próstata, o tipo de câncer que mais afeta o sexo masculino.

 

É importante que comece a ser feito a partir dos 40 anos, com intervalo anual. Consulte o médico para, em caso de histórico familiar, começar esse acompanhamento mais cedo.

 


Filhos podem estimular o cuidado com a saúde dos pais

Uma criança é sempre uma felicidade, e um pai quer acompanhar o filho ao máximo. Esse pode ser um ótimo estímulo para que o homem passe a dar mais atenção à sua saúde, seja comendo de forma mais saudável ou na prática de esportes ao ar livre. 

O tempo em família também é essencial para uma melhor qualidade de vida. O lazer causa um aumento de serotonina, que causa prazer e aumenta a longevidade.


Mudança climática: cuidado com o ‘olho seco’

Especialista da faculdade Pitágoras orienta sobre alguns cuidados para evitar a doença
 

Não é só a pele que sofre com a mudança de temperatura, os olhos podem sentir algumas consequências com as alterações ambientais e desencadear para algumas doenças visuais, entre elas está o Olho Seco. De acordo com a Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco (Apos), entre 13 e 24% dos brasileiros, o equivalente a 18 milhões de pessoas, sofrem com a síndrome no país.

Dentre os principais sintomas da doença estão a de sensação de corpo estranho no olho, irritação, prurido ou queimação, visão borrada durante o dia, problemas para assistir à televisão ou dirigir à noite associados a lidar com a luz. “A doença é provocada por alterações na composição ou produção das lágrimas que prejudicam a lubrificação da área”, explica o médico oftalmologista e professor do curso de Medicina da faculdade Pitágoras, Abraão Kós. 

A disfunção também acomete quem permanece muito tempo em frente ao computador ou à televisão, duas atividades que diminuem o número de piscadas. Normalmente, uma pessoa fecha e abre as pálpebras de oito a dez vezes por minuto. “Entretanto, quando estamos fixados em televisão, tablets, celulares, computadores, essa frequência cai para cerca de três vezes. O ato de piscar impede justamente que a lágrima evapore antes da hora”, detalha Kós. 

Entre os tratamentos, estão colírios, lágrimas artificiais, medicamentos que controlam o processo inflamatório e antibióticos. Segundo o especialista, a síndrome do olho seco não tem cura e precisa ser acompanhada por um médico oftalmologista, mas há alguns cuidados que amenizam o incômodo, especialmente quando o clima estiver mais seco. “Uma alimentação saudável, equilibrada e rica em ômega 3, beber água, arejar o ambiente, usar óculos com proteção ao se expor ao sol”, pontua o médico.
 

Dicas para cuidar bem dos olhos  

Rosto e mãos devem ser mantidos limpos e higienizados frequentemente;

Evite ficar em ambientes com acúmulo de poeira;

Mantenha distância de alérgenos, cloro de piscina, pólen, etc.;

Não compartilhe toalha, maquiagem, e demais produtos de uso pessoal;

Verifique se o filtro do condicionador de ar está limpo;

Edredons, blusas, roupas de frio, e demais acessórios que ficam muito tempo guardados, devem ser lavados e secados ao sol, para evitar possíveis alergias.



Faculdade Pitágoras

https://www.pitagoras.com.br/

 

KrotonMed



Menstruar ou não menstruar, uma questão de escolha?


A menstruação é um evento fisiológico que se manifesta externamente por sangramento genital a intervalos regulares. Embora seja evento universal na população feminina, infelizmente a menstruação ainda é cercada de mitos e associada ao sofrimento. Até o final do século 19, as mulheres menstruavam pouco, pois engravidavam em média 10 vezes, além de amamentarem por longos períodos. Dessa forma, passavam até 18 anos sem menstruar. As mudanças econômicas e sociais associadas ao desenvolvimento de métodos contraceptivos eficazes mudou a história menstrual das mulheres. Atualmente, o número de gestações reduziu para em média duas, e cerca de seis meses de amamentação, o que resulta em até 2,5 anos sem menstruar. Assim, as mulheres modernas têm cerca de 400 a 500 ciclos menstruais durante a vida e podem escolher quando e se querem engravidar.

O sangramento cíclico traz consigo uma série de conotações místicas atribuídas à menstruação, a maioria de caráter negativo associado aos desconfortos percebidos mensalmente. Os eventos hormonais que asseguram a manutenção do ciclo reprodutivo feminino e resultam no sangramento mensal são acompanhados por  sinais e sintomas físicos e psíquicos como inchaço, cansaço, dor nas pernas, irritabilidade, cólicas, entre outros. De 40% a 80% das mulheres são acometidas de sintomas pré-menstruais, que podem variar de leves a graves, que compõem a famigerada síndrome da tensão pré-menstrual (TPM). Entretanto, somente 3% a 10% têm a forma mais grave.

Em geral, estes sintomas são limitados e desaparecem após o término da menstruação, mas comprometem a qualidade de vida da mulher. É importante salientar a importância da avaliação médica, visto que em alguns casos doenças como alterações da tiroide e depressão podem estar presentes.

A dor em cólica durante o período menstrual atinge 15% a 50% das mulheres jovens, e pode ocorrer em associação com outros sintomas como náuseas, vômitos, alterações do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), cansaço, tontura, sensação de peso nas pernas, dor de cabeça, entre outros. Em algumas situações, entretanto, as cólicas são intensas e comprometem negativamente a vida da mulher. A avaliação médica nestes casos é fundamental, pois algumas doenças como a endometriose podem ser encontradas. Se as cólicas são persistentes ou se há piora progressiva das mesmas, há necessidade de buscar avaliação e tratamento. Parece surreal, mas ainda é preciso frisar que uma mulher ficar sentindo dor não é normal.

Embora muitas mulheres pensem que o sangramento mensal seja desejável para a manutenção da saúde, pois “elimina sangue ruim”, não há razões médicas ou científicas para se acreditar em nenhum benefício à saúde decorrente da menstruação regular. A presença de ciclos menstruais regulares, que ocorrem a cada 25 a 35 dias com duração de três a oito dias de sangramento, é considerada normal, mas não garante saúde nem fertilidade. Obviamente que a irregularidade menstrual deve ser avaliada, pois em geral está associada a alterações como a síndrome dos ovários policísticos, endometriose ou doenças da tireoide.

O desenvolvimento de métodos contraceptivos hormonais o controle do ciclo menstrual e tratamento de muitos dos sintomas indesejáveis com eficácia e segurança. Não é raro hoje em dia que muitas mulheres precisem se manter sem menstruar para o tratamento de doenças como a endometriose, o que pode ser feito de várias maneiras sem comprometer sua saúde e sua fertilidade. Felizmente, para as diversas alterações associadas ao ciclo menstrual há vários tratamentos disponíveis que devem ser escolhidos após avaliação médica especializada, que deverá levar em consideração a idade da mulher, a intensidade dos sintomas, o efeito sobre a qualidade de vida e o desejo de engravidar. Assim, menstruar ou não menstruar não é apenas uma questão de escolha, mas um ponto fundamental na saúde de qualquer mulher.

 

Márcia Mendonça Carneiro - médica ginecologista na clínica Origen BH, professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora da equipe multidisciplinar de Endometriose Hospital das Clínicas (HC/UFMG) e integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Endometriose, da Comissão Nacional Especializada de Endometriose da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e da diretoria da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

 

Labirintite afeta cerca de 30% da população mundial

Especialista explica como identificar os sintomas e indica quando buscar acompanhamento médico

 

 

Recentemente, o ídolo do Fluminense, Fred, se despediu dos campos de futebol e revelou em uma entrevista coletiva que, desde 2017, possui o diagnóstico de labirintite. Os sintomas da doença se tornaram um dos motivos para a sua aposentadoria e o jogador revelou o quanto a condição poderia afetar sua performance durante os jogos. A ocasião levantou mais uma vez o debate sobre o problema e a importância do diagnóstico correto para a saúde e qualidade de vida.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 30% da população mundial é afetada pela labirintite. No entanto, muitas ainda não entendem os sintomas e acabam adiando o tratamento correto. A especialista em Audiologia, Tatiana Guedes, comenta que as pessoas em geral conhecem o ouvido como sendo o responsável pela audição, mas poucos sabem que ele também cuida do equilíbrio do nosso corpo. “Quando sentimos tontura ou vertigem pode ser indicativo de um comprometimento no órgão responsável pelo nosso equilíbrio. A maioria das pessoas se refere a esse desequilíbrio como sendo uma labirintite, quando, na verdade, o nome correto é labirintopatia”, esclarece.

 

Tatiana explica que a labirintopatia é uma desordem do equilíbrio. “Na orelha interna, mais especificamente no labirinto, há uma estrutura formada pela cóclea e pelo vestíbulo. A cóclea é a responsável pela audição e o vestíbulo pelo equilíbrio. Quando o vestíbulo não funciona bem surgem sintomas como tontura, vertigem, náusea, vômito e zumbido. Esses sintomas podem ser causados por alterações na circulação sanguínea provenientes de mudanças metabólicas, doenças neurológicas, tumores, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, café e cigarro, doença de Ménière, Vertigem Postural Paroxística Benigna, entre outros”, cita.

 

A especialista diz que, portanto, a labirintite é apenas uma entre as várias patologias que podem acometer o ouvido. “Ela é uma inflamação do labirinto, e tem como causa uma infecção que pode ser bacteriana ou viral”, completa.

 

Sintomas

 

A especialista indica que os principais sintomas da labirintite são as tonturas e vertigens. “Na vertigem, chamada de vertigem rotatória clássica, a sensação é que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que este roda em relação ao ambiente. Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio e de queda. Além da vertigem a pessoa pode sentir náusea, vômito, perda de audição e zumbido”, acrescenta.

 

Por fim, a especialista ressalta que o diagnóstico de labirintopatia deve ser feito pelo otorrinolaringologista, através de exame clínico, testes de audição e otoneurológico, e exames complementares como tomografia computadorizada e ressonância magnética. “Já em relação ao tratamento da labirintopatia, o especialista irá definir o mais adequado para cada caso. Uma vez estabelecida a causa da tontura, se direciona o tratamento. Ele pode compreender desde o uso de medicamentos, reabilitação vestibular, procedimento cirúrgico até mesmo orientação alimentar. Importante ressaltar a importância de se investigar a verdadeira causa da tontura para que o tratamento seja assertivo e não se trate todos os sintomas de tontura como sendo labirintite”, frisa.

 

 

Fonte: Tatiana Guedes Santólia Martini, Fonoaudióloga, CRFa 6-3289. Sócia e diretora clínica da SONORITÀ Aparelhos Auditivos. Especialista em Audiologia, com vasta experiência em Seleção, Indicação e Adaptação de Aparelhos Auditivos.


Especialista esclarece mitos e verdades sobre a esclerose múltipla

Agosto ganhou a cor laranja para conscientizar sobre a doença

 

A esclerose múltipla é uma doença neurológica que se manifesta de forma heterogênea, ou seja, existem casos muito leves e casos muito graves.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40 mil brasileiros vivem com a doença no país, sendo assim, a campanha “Agosto Laranja” foi instituída para fortalecer o trabalho de conscientização, informar sobre os impactos na vida das pessoas e conseguir um diagnóstico precoce.

Como ainda é tratada pela sociedade com muito receio e diversos tabus, a médica neurologista e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, Dra. Inara Taís de Almeida, ajuda a esclarecer alguns mitos e verdades. Veja abaixo.

 

A esclerose múltipla é mais comum em idoso.

Mito. Muita gente acredita que a EM é uma doença que atinge mais a terceira idade, porém, a maioria dos pacientes são diagnosticados entre 20 e 40 anos. Além disso, as mulheres ficam mais doentes do que os homens, proporção de três mulheres para cada um homem. Apesar de ainda não se saber a razão, acredita-se que os hormônios podem ter ligação com o diagnóstico.

 

Pessoas da mesma família com EM têm mais chances de desenvolver a doença.

Verdade. Apesar da causa da EM ser desconhecida, os estudos mostram que existe um componente genético, ou seja, se alguém da família tiver EM, um familiar de primeiro grau terá 1 a 5% de chance de também desenvolver a doença

 

Mulheres com EM não podem engravidar.

Mito. A EM não impede mulheres de engravidar e não inviabiliza uma gestação saudável. Porém, a gestante com esclerose múltipla precisa ficar atenta aos medicamentos, pois eles podem influenciar na amamentação, por exemplo.

Sendo assim, é importante que a futura mamãe seja acompanhada por um obstetra e por um neurologista durante a gestação.  

 

A neurologista explica que assim que o paciente for diagnosticado com EM, o tratamento poderá ser feito por meio de imunomodulador ou imunossupressor.

“O tratamento com imunomodulador vai regular o sistema imunológico e o com imunossupressor vai reduzir a atividade do sistema imunológico. Existem várias medicações que agem nesses tratamentos, porém, o histórico do paciente é que vai dizer qual tratamento será melhor, pois alguns remédios têm efeitos colaterais”, finalizou a neurologista Dra. Inara Taís de Almeida.

Assim que perceber os primeiros sintomas, o paciente deve procurar atendimento médico, pois um diagnóstico no estágio inicial ajudará o paciente a ter uma boa qualidade de vida.

 


Dra. Inara Taís de Almeida - Neurologista e Neuroimunologista de São Paulo, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia. Graduação em Medicina pela Faculdade de Tecnologia e Ciências e residência médica na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fellowship clínico (especialização) em Neuroimunologia no Ambulatório de Doenças Desmielinizantes na Universidade Federal de São Paulo - Unifesp.

Instagram: @inara.neuro

 

Uso de descongestionante nasal é ameaça à saúde quando usado de maneira indiscriminada

Além de mascarar possível doença, provoca o efeito rebote e pode causar problemas cardíacos, glaucoma e até intoxicação em crianças quando aplicadas superdosagens

 

Nariz entupido e coriza são a combinação perfeita para fazer uso de descongestionante nasal. Mas essa prática não é segura, segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Além de mascarar uma possível doença e atrasar o diagnóstico correto, o uso indiscriminado pode causar sérios danos à saúde, como problemas cardíacos, alterações no sistema nervoso central e internações por intoxicação. 

Em crianças, o cuidado deve ser redobrado. De acordo com o presidente da ABORL-CCF, Dr. Renato Roithmann, o uso em excesso e a automedicação colocam a saúde em perigo. “Intoxicação é um dos riscos do uso de descongestionante nasal na dose incorreta e a causa de muitos atendimentos de emergência e internações”, revela. 

O especialista explica que existem dois tipos de descongestionante: o de uso tópico, em gotas ou sprays para aplicação dentro do nariz, e o de ingestão oral. Em forma de xarope ou comprimido, esse último só é liberado para crianças a partir dos 4 anos e, dependendo das formulações, a prescrição ocorre aos 6 ou só a partir dos 12 anos. Para grávidas e mulheres em fase de amamentação, a ingestão do medicamento oral é proibida. Já a versão tópica deve ser usada com muita cautela e com receita médica. 

A automedicação, seja com gotas nasais, sprays ou mesmo comprimidos, deve ser evitada, alerta Roithmann. "A utilização de descongestionante nasal precisa passar por indicação médica, pois o seu uso contínuo pode levar ao efeito rebote, piorar a congestão e prejudicar a mucosa nasal, a parte interna do nariz”, diz. 

A prática também é perigosa, pois favorece o vício, fazendo com que o paciente sempre recorra ao produto para desobstruir e facilitar a passagem do ar pelo nariz. “A absorção dessas substâncias pelo organismo, durante um longo período de uso, pode aumentar o surgimento de problemas cardiovasculares, como arritmias, hipertensão arterial, e até glaucoma. Também afetam o sistema nervoso central, aumentando o risco de AVC (acidente vascular cerebral), insônia e ansiedade,” alerta Roithmann. 

De acordo com o otorrinolaringologista, a congestão nasal é um mecanismo de defesa das vias aéreas, de anticorpos e células imunológicas, para combater os germes invasores, enquanto a coriza lava e umidifica a cavidade nasal. 

Como o nariz entupido frequentemente vem acompanhado por coriza, muitas vezes as pessoas consideram que a causa é justamente o excesso de muco produzido na cavidade nasal. Mas não é. O nariz congestionado é um sintoma que, geralmente, está associado a rinite ou sinusite, por isso é importante descobrir a origem do problema. 

"O uso de qualquer medicamento sem prescrição médica pode atrasar o diagnóstico efetivo e consequentemente a solução para o problema. Por isso, o otorrinolaringologista deve ser consultado para avaliar e indicar o tratamento correto, seguro e individualizado", orienta o presidente da ABORL-CCF.

 

Projeto de Lei

Tramita, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1478/21, do deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), que determina que os descongestionantes nasais sejam vendidos com retenção de receita médica. Em termos legais, o projeto estabelece que os medicamentos que contenham substâncias com ação vasoconstritora de uso nasal estejam sujeitos a controle sanitário especial.


 

ABORL-CCF


Transtorno do orgasmo feminino: entenda o que é e quais são os sintomas

Ginecologista explica quando a mulher deve procurar ajuda de um especialista

 

Demorar mais do que o homem para alcançar o orgasmo é perfeitamente natural. Isso porque, homem e mulher recebem e reagem de maneiras diferentes aos estímulos sexuais. Mas, quando essa demora se torna excessiva e constante ou o orgasmo não chega, a mulher pode estar sofrendo de uma disfunção sexual feminina chamada de anorgasmia.

 

Esse transtorno é mais comum do que se imagina e pode afetar mulheres em diversas fases da vida e por diferentes motivos. Seja por desordens psicológicas (as mais relatadas) como depressão, traumas emocionais relacionados ao sexo, necessidade de controle, timidez, falta de autoconhecimento, entre outros. Ou por disfunções físicas como má formação congênita, problemas neurológicos, redução da sensibilidade, desequilíbrio hormonal ou uso de medicamentos.

 

 

Mas, como saber se você pode estar sofrendo de anorgasmia?


Bom, é importante entender que a paciente que sofre de anorgasmia, geralmente, recebe estímulos suficientes para atingir o orgasmo, sente prazer intenso e mesmo assim não consegue chegar lá.

 

“É fundamental entender que nesses casos á preciso procurar ajuda médica para descobrir a razão do transtorno. Mulheres que, por exemplo, não tem preliminares prazerosas o suficiente ou que não conseguem atingir o orgasmo com os parceiros, mas quando se masturbam conseguem, não podem ser diagnosticadas com anorgasmia”, explicou a uroginecologista e coordenadora do programa Fellowship em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva do Hospital Beneficência Portuguesa, Dra Débora Oriá.

 

 

Anorgasmia é igual para todas as mulheres?


Assim como outros transtornos, a anorgasmia pode se apresentar de maneiras distintas ou somadas. Existem mulheres que não conseguem atingir o orgasmo desde sua primeira relação sexual e o quadro se mantém ao longo do tempo, o que chamamos de origem primária. Já outras são de origem secundárias: elas sempre sentiram orgasmos, mas por algum motivo não conseguem sentir mais.

 

“Existe a anorgasmia situacional, que acontece em determinadas situações ou com determinados parceiros, e a anorgasmia geral, quando acontece em qualquer relação e situação. Ambas podem se somar as causas primárias e secundárias. E, em todos os tipos é importante passar por avaliação médica”, falou a especialista.

 

 

Existe tratamento e cura?


Depois do diagnóstico médico, o tratamento indicado depende da causa do problema. Em alguns casos é recomendado que a mulher faça terapia sexual, seja sozinha ou na companhia do parceiro, com o objetivo de autoconhecimento e educação sexual. Já em situações de traumas ou comportamentos pessoais, o melhor tratamento é o acompanhamento psicológico. E para transtornos de origem metabólica, a reposição hormonal é um dos tratamentos mais recomendados. 

Independente da origem e do tratamento proposto, o que as pacientes devem saber nesses casos é que ter uma vida sexual feliz e satisfatória é possível com a ajuda de um profissional. A maior barreira que pode impedir a cura é a falta do auxílio médico. Por isso, quando perceber a diminuição do desejo sexual, tensão e estresse no momento da relação, diminuição da sensibilidade, sentimento de baixa autoestima ou sensação de frustração relacionados ao sexo, ou está fingindo que atingiu o orgasmo em suas relações, procure por um profissional de sua confiança e cuide da sua saúde e bem-estar.

 

Dra Débora Oriá - se especializou em Cirurgia Ginecologia e Uroginecologia no Hospital das Clínicas (USP). Trabalha como médica da equipe de Uroginecologia do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas, coordenadora do programa Fellowship em Cirurgia Ginecologia Minimamente Invasiva do Hospital Beneficência Portuguesa, médica preceptora da Residência Médica em Ginecologia do Hospital das Clínicas, ginecologista do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês e obstetra do corpo clínico da Pro Matre Paulista. @dradeboraoria


Sem prevenção, obesidade pode aumentar em mais de 40% até 2030, aponta pesquis

Médico indica as principais formas de cuidado para evitar que esse dado se concretize

 

De acordo com a pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, 22,35% da população brasileira já está obesa. Enquanto isso, seis em cada 10 brasileiros apresentam sobrepeso. Um dado liberado pelo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) durante o seminário "Obesidade no Brasil: impactos sociais e econômicos e como vencer essa pandemia", em junho deste ano, mostrou outra realidade alarmante: se a população não se prevenir da forma adequada, até 2030, o índice de obesidade no país pode aumentar em 46%.

 

Tais números evidenciam algo que especialistas da área sempre destacam: a prevenção é o melhor caminho para evitar o desenvolvimento da obesidade e, consequentemente, impedir também o crescimento das doenças associadas ao quadro.

 

Fatores de risco

 

O médico pós-graduado em endocrinologia e tratamento da obesidade, Dr. André Moreira, explica que, atualmente, os reflexos da pandemia de Covid-19 estão entre as principais causas do problema. “Nos últimos anos, observamos o aumento de alguns comportamentos considerados de risco, como o maior consumo de alimentos processados, o isolamento social que contribui para o sedentarismo, além do estresse e ansiedade que podem também estar relacionados ao consumo exagerado de comida”, alerta.

 

No entanto, André ressalta que essa não é a única razão. “A pandemia pode, sim, ser um fator agravante, mas, mesmo antes disso, era possível observar o aumento da obesidade. Muito disso pode estar relacionado não só ao estilo de vida individual, mas também à cultura sobre o que a população em geral mais consome e a falta de informação adequada”, indica.

 

Por esse motivo, segundo o médico, é importante que os bons hábitos alimentares sejam estimulados dentro e fora de casa, desde a infância. “Nunca é tarde para iniciar uma rotina alimentar adequada acompanhada de atividade física e outros hábitos saudáveis. Mas o fato é que iniciar esse comportamento desde a infância, com bons exemplos em casa, estímulo nas escolas, com campanhas públicas adequadas e outras medidas, facilita muito o caminho por toda a vida adulta”, indica.

 

Férias escolares 

Aproveitando o assunto, André cita, por exemplo, os hábitos que precisam de atenção durante o período de férias. “Nessa época, é comum oferecer mais guloseimas as crianças e muitos pais aproveitam para comer também. Não há nada de errado em oferecer esse tipo de alimento, desde que seja com equilíbrio. O problema é que, muitas vezes, por ser um momento de ‘folga’, os pais e as crianças acabam exagerando e isso é uma porta de entrada para outros hábitos que não fazem bem. Portanto, a dica é continuar oferecendo opções saudáveis, mas de forma divertida para que as crianças vejam que comer bem é ótimo em qualquer momento da vida”, indica.

 

Fonte: André Moreira, formado em Medicina, desde 2008, pela Universidade Federal De Minas Gerais - UFMG, pós-graduado em endocrinologia e tratamento da obesidade. @drandre.moreira


Como as dietas restritivas podem contribuir para o efeito-rebote

Dra. Esthela Oliveira, especialista em medicina integrativa, explica como medidas drásticas para o emagrecimento tendem a resultar em quilos a mais na balança a longo prazo
 

Os padrões estéticos da atualidade costumam ter parâmetros no mínimo duvidosos sobre o peso e formato corporal ideal, impulsionando a todo tempo o surgimento de novos procedimentos estéticos e métodos caseiros com o objetivo de diminuir medidas de forma expressiva e em pouco tempo. De acordo com uma pesquisa conduzida pela Ipsos Global Advisor, neste período pandêmico os brasileiros foram os que mais engordaram. Aproximadamente metade da população do país ganhou em média 6,5 kg nos últimos dois anos.

Muitas dessas pessoas recorrem à internet em busca de programas de emagrecimento “milagrosos” e dietas extremamente restritivas. Na web é possível encontrar facilmente todo o tipo de recomendações, a maioria delas inadequadas e sem respaldo médico. O risco, segundo a nutróloga e especialista em medicina integrativa, Dra. Esthela Oliveira se dá quando são adotados diferentes protocolos para perda de peso, sem um acompanhamento médico adequado e personalizado.

“A maioria das pessoas acredita que o déficit calórico é o fator responsável pelo emagrecimento, ou seja, para perder peso o consumo de energia deve ser menor do que a energia gasta no dia, portanto se comer menos, perderá medidas mais facilmente, porém a qualidade dos alimentos ingeridos é o elemento-chave, além de um estilo de vida mais saudável, de modo geral”, esclarece Dra. Esthela Oliveira.

A especialista afirma que não existe um número exato de calorias que devem ser consumidas ao longo do dia, essa quantidade varia de acordo com a necessidade do corpo de cada indivíduo e do tipo de atividade que desempenha. Além disso, adotar uma alimentação baseada apenas em um baixo consumo calórico e com restrições rigorosas, que excluem grupos alimentares do cardápio, pode ser um método difícil de ser sustentado a longo prazo.

“Quando o nosso organismo percebe os períodos de escassez de alimentos ele passa a preservar os estoques de gordura, que são essenciais para disposição e energia e isso pode ser perigoso, especialmente por conta do chamado efeito rebote, quando há um ganho de peso considerável logo após o período de restrição alimentar”, explica a nutróloga.

De acordo com a médica, isso ocorre uma vez que as dietas rigorosas são feitas por tempo determinado e são abandonadas depois que o peso desejado é alcançado. Dessa forma, elas podem resultar em alterações metabólicas, deixando o organismo mais lento devido à falta de nutrientes. Assim, quando a pessoa volta a sua alimentação de costume, tende a cometer mais excessos e ganhar peso novamente.

A maneira mais eficaz de evitar o famoso efeito sanfona, segundo a Dra. Esthela Oliveira, é passar por uma reeducação alimentar. “Essa reparação na rotina alimentar deve ocorrer a partir de uma mudança completa de hábitos. Afinal, quando tomamos consciência daquilo que está sendo consumido e do nosso real estado de saúde, passamos a fazer escolhas mais saudáveis e priorizar a qualidade dos alimentos, melhorando não apenas a estética, mas adquirindo mais bem-estar e qualidade de vida”, ressalta a médica.

Pensando nisso, a especialista em nutrologia, Esthela Oliveira, cita algumas medidas que, em conjunto, ajudam a evitar o efeito sanfona.


Não excluir grupos alimentares

Excluir por completo alguns grupos alimentares pode ser uma medida muito drástica, prefira sempre procurar pelo auxílio de um profissional, ele pode orientar sobre as quantidades ideais de cada grupo alimentar para cada organismo.


Dietas com restrições rigorosas

Dietas restritivas são insustentáveis a longo prazo, por isso o ideal é que ocorra uma mudança de hábitos que resultem em uma reeducação alimentar, tornando as escolhas e relação com a comida mais saudáveis.


Retomar os hábitos anteriores à perda peso

É importante que as escolhas saudáveis e consciência daquilo consumido não sejam deixadas de lado após atingir o número desejado na balança. Retornar aos hábitos alimentares prévios à perda de peso resultam no retorno dos quilos a mais.

É essencial que esse processo seja feito de forma gradual e sempre com o acompanhamento de um especialista que possa auxiliar quanto às escolhas alimentares ideais e tratamentos complementares para um emagrecimento saudável.

 


Esthela Oliveira - Médica do esporte (RQE 76855), membro titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte e médica do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. É pós-graduada em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Instituto de ensino e pesquisa Albert Einstein. Em 2019 realizou o curso de Mind Body Medicine na Universidade de Harvard. Fundadora da Side Clinic, espaço que busca trazer uma visão mais ampla no cuidado com os pacientes, acompanhando-os em todas as etapas da vida e em todas as suas esferas: físico, emocional e mental, por meio da associação de técnicas integrativas, como ferramenta para complementar a medicina tradicional.

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Com taxas de aleitamento em crescimento no Brasil, ginecologista vincula amamentação com estabilidade emocional do ser humano

 No mês do aleitamento materno, Agosto Dourado, FEBRASGO reforça a importância da amamentação

 

Segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, o aleitamento materno ideal é manter a amamentação até os dois anos ou mais de vida da criança, oferecendo apenas o leite materno de forma exclusiva até os seis meses. O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil de 2019 (ENANI-2019) mostra que, dois a cada três bebês são amamentados na primeira hora de vida, sendo que no Brasil essa taxa chega a 62,4% e está muito próxima do objetivo de 70% da OMS. Já a taxa de amamentação restrita ao leite materno até os seis meses de vida é de 45,8%, cenário positivo, porém ainda distante da meta da OMS. 

De acordo com o estudo, o que atrapalha a continuidade da amamentação é o fato de que as crianças até os 2 anos de idade utilizarem mamadeiras, bicos artificiais e chupetas. Outros fatores que podem afetar o aleitamento materno e estão relacionados à mãe, é o estresse e o cansaço. Uma mãe não descansada e estressada produz menos leite. Além disso, fatores como a alimentação e ingestão de água podem influenciar a produção do leite. 

Para a Dra. Silvia Regina Piza, presidente da Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno da FEBRASGO, a amamentação é um processo importante tanto para o bebê quanto para a mãe. “O aleitamento materno é fundamental para a nutrição do recém-nascido, pois ele previne as principais causas de mortalidade infantil, a desnutrição, infecção, diarreia e ainda outras afecções que podem acometer crianças recém-nascidas ou na primeira infância.” pontua a obstetra. 

“Em relação ao benefício materno, o aleitamento impacta de forma positiva a saúde da mulher que amamenta, reduzindo as complicações no pós-parto, favorecendo o retorno à condição pré-gravídica mais rápido, diminuindo o sangramento pós-parto e prevenindo o desenvolvimento de cânceres, como o de mama” adiciona. 

O aleitamento materno também pode ser eficaz na prevenção de doenças da vida adulta, como cânceres, doenças gastrointestinais, hipertensão, diabetes, obesidade, entre outras, segundo Dra. Silvia. Além disso, afeta a saúde emocional do bebê e da mãe. “O vínculo que se forma e a afetividade durante a fase do aleitamento também produz seres humanos mais estáveis emocionalmente”, conclui a médica. 

Em um cenário atual de insegurança alimentar, a amamentação é uma garantia de alimentação segura e adequada para milhares de crianças no Brasil e no mundo. O aleitamento materno é uma fonte de alimento segura, apropriada, barata, eficaz e econômica de alimentação. Dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a amamentação está vinculada à boa nutrição, à segurança alimentar e à redução de desigualdades.

 

Colesterol alto se manifesta de forma silenciosa e prejudica a saúde vascular

Especialista orienta que crianças sejam submetidas à avaliação clínica, em especial as que possuem histórico familiar de doença cardiovascular

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, quatro em cada 10 brasileiros têm colesterol alto, responsável por originar graves doenças vasculares. Com o objetivo de alertar a população a respeito dos riscos da condição - que na maioria das vezes se manifesta de forma silenciosa - e estimular o monitoramento dos níveis de gordura no sangue, foi estabelecido o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto.

O colesterol é um tipo de gordura que desempenha funções importantes, como a produção da bile - que ajuda na digestão dos alimentos - e na formação de hormônios como testosterona, estrógeno e a vitamina D. Ele é dividido em duas categorias: o LDL (conhecido como colesterol ruim), que acarreta o acúmulo de placas de gordura ou aterosclerose nas artérias, impedindo o fluxo de sangue aos órgãos, e assim gera o risco de infartos, AVCs, graves úlceras, necroses, gangrena e até a perda do membro. Em pacientes portadores de doença cardiovascular (angina, infarto, derrame cerebral) ou doença nas artérias periféricas, o LDL é considerado alterado quando possui valor maior que 50 mg/dL. Já nos pacientes sem doenças cardiovasculares, é classificado como alto quando os níveis estiverem acima de 70 mg/dL. O HDL (chamado de colesterol bom) atua como um limpador, pois retira o colesterol das artérias e o transporta até o fígado para ser excretado. Neste caso, o seu nível deve ser alto, acima de 40mg/dL.

Por prejudicar diretamente o fluxo sanguíneo, o acúmulo de gordura põe em risco a saúde vascular, como explica o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Fabio H. Rossi. “As placas de gordura originam diferentes doenças, dependendo de onde elas obstruem a circulação. No cérebro, aumentam as chances de derrame. Já no coração, podem causar infarto ou angina (dor no peito). A aterosclerose é perigosa, já que a evolução muitas vezes é silenciosa. Nas artérias da perna há o perigo da formação de trombo, com obstrução parcial ou total do vaso, podendo provocar dor ao caminhar, e até provocando necrose e necessidade de amputação, nos casos mais graves, esse risco é ainda maior nos pacientes diabéticos”.

O presidente da SBACV-SP destaca que a condição é grave mesmo quando ela não tem sintomas. “Na existência de Doença Arterial Periférica, mesmo em assintomáticos, quando o diagnóstico é feito pela observação da redução dos pulsos, ou quando existe diferença na pressão medida nas artérias de braços e pernas - que chamamos de índice tornozelo-braquial - os perigos à saúde são altos. Quando esse índice é menor que 0,9, ele é consideramos um forte marcador de risco de morte cardiovasculares. Aliás, essa possibilidade é de duas a três vezes maior do que na população em geral. A a chance de morte é até maior do que em pacientes que já tiveram infarto previamente”, declara.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional da Saúde, a população com 45 anos ou mais, com baixa escolaridade e do sexo feminino apresenta maior prevalência em manifestar colesterol alto. São elas que também acabam sofrendo os impactos na saúde vascular. “A mulher tem as mesmas doenças vasculares que o homem, mas ocorre em média 10 anos depois, ou seja, as mulheres têm a proteção hormonal do estrogênio até a menopausa, período em que o organismo reduz a produção do hormônio”, esclarece o Dr. Rossi.

Segundo o chefe da Seção Médica de Dislipidemias do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Dr. André Faludi, em relação à idade, a condição pode atingir diferentes faixas etárias, sempre considerando a predisposição genética. “Todas as pessoas acima dos 10 anos de idade devem ser submetidas à avaliação do colesterol e suas frações. Precisa ser analisada a partir dos dois anos de idade quando houver história familiar de doença cardiovascular precoce, história de colesterol alto na família ou se a própria criança apresentar depósitos de gordura na pele ou fatores de risco, como pressão alta, diabetes ou obesidade, e principalmente se for portador de doença cardiovascular”.

Um estilo de vida saudável, com o consumo moderado de alimentos gordurosos e a prática de exercícios físicos, é a principal ferramenta de prevenção da doença. O Dr. Faludi recomenda dar preferência a alimentos de origem vegetal - frutas, verduras, legumes e grãos - e evitar frituras, não fumar e controlar a pressão arterial. “É aconselhado limitar a ingestão de gorduras saturadas, diminuir os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado, e usar derivados de leite pobres em gordura, a exemplo do leite e iogurte desnatados”.

A visita regular ao médico é fundamental para evitar maiores complicações, principalmente por se tratar de uma doença silenciosa e que pode vir a ser descoberta apenas em cenários onde já não há possibilidades de reversão. “Trata-se de um quadro de saúde silencioso e que a única maneira de saber os níveis de colesterol é por meio do exame de sangue. Esse pode ser um problema, porque quando a doença dá sinais e sintomas isquêmicos o caso já está avançado”, finaliza o Dr. Fabio.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).

 

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP

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