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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Afta: por que ela existe e como tratar?

Professora Dra. Karine Angar, do curso de Odontologia da FSG, explica os motivos da presença da ferida na boca

 

Não é com frequência, mas uma vez ou outra, você já deve ter se deparado com uma pequena ferida na parte interna da boca que causa dor e incômodo, permanecendo por cerca de dias ou semanas. Essa lesão nada mais é do que uma Ulceração Aftosa Recorrente (UAR), conhecida popularmente como afta. 

Segundo Karine Angar, professora do curso de Odontologia do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG), a afta é caracterizada pela ruptura do epitélio, com exposição de tecido conjuntivo, podendo ser menor, quando existe a presença de úlceras rasas e pequenas em mucosas não-ceratinizada, com um período clínico de 7 a 14 dias e recorrência de 1 episódio por ano ou até 2 vezes por mês. 

“Também podem haver casos de ulcerações maiores, que é quando a ferida (afta) aparece mais extensa, apresentando duração de 2 a 6 semanas, com a possibilidade de deixar cicatrizes. E alguns pacientes, apresentam ulcerações do tipo herpetiforme, que costuma ser menos comum, e a pessoa pode apresentar até 100 lesões por episódio, com uma frequência dos episódios maior. Além disso, este último, acomete mais a gengiva ceratinizada, diferentemente das ulcerações menores. As ulcerações herpetiformes são as mais contagiosas e recorrentes, sendo muitas vezes o estresse um fator desencadeante”, explica. 

A professora comenta que a ferida possui diversas causas variadas, entre elas: trauma, infecção, doenças autoimunes ou tumorais. “A etiopatogenia das aftas é pouco esclarecida, pois cada paciente apresenta um fator desencadeante diferente, como alimentos cítricos, diferentes temperos, trauma, estresse, entre outros”, comenta. 

“A Úlcera Traumática é a forma mais comum de ulceração em mucosa bucal, e costuma ser identificada durante exame clínico ou anamnese. Os diagnósticos das lesões traumáticas podem ser divididos em causas Mecânicas, Físicas ou Químicas. As causas Mecânicas mais comuns são: mordidas, próteses mal adaptadas e arestas de dentes fraturados; Físicas: queimadura térmica por alimentos muito quentes; e Químicas: medicamentos aplicados diretamente sobre a mucosa.” 

Nenhuma faixa etária está livre de adquirir aftas, visto que suas causas são as mais variadas, desde Varicela, GEAH (Gengivoestomatite Herpética Aguda) e Doença de Mãos-Pés-e-Boca, mais comum em pacientes pediátricos, ou até próteses desajustadas, que costumam ser bastante frequente em idosos.  

Quando acontece o surgimento da ferida, muitas pessoas têm mania de colocar sal, porém, a Cirurgiã-Dentista alerta que a prática não deve ser realizada, isso porque não há evidência científica que aponta que o sal pode auxiliar no processo de cicatrização das lesões aftosas.  

“Corticoides tópicos e laserterapia de baixa potência são os métodos de tratamento bastante utilizados atualmente para auxiliar no processo cicatricial das lesões. Em alguns casos, os anestésicos tópicos podem proporcionar algum conforto ao paciente”, esclarece a profissional.  

A professora do curso de Odontologia da FSG, salienta que nem sempre o aparecimento de ulcerações pode ser evitado pelo indivíduo, e que cada caso deve ser orientado de forma específica de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo Cirurgião-Dentista.  

Por fim, a professora ressalta que uma anamnese e exame clínico bem realizados são fundamentais na definição do diagnóstico do paciente e biópsias e/ou exames complementares e sorológicos podem ser necessários para o seu estabelecimento.  

Investigar se o paciente apresenta algum fator irritativo ou trauma na região e/ou lesões semelhantes em outras partes do corpo são indispensáveis no estabelecimento da conduta de tratamento dos pacientes.  

Na maioria dos casos as lesões são auto-limitantes e o tratamento visa apenas aliviar os sintomas, conforme anteriormente citado. Casos com comprometimento sistêmico do paciente, como febre, cefaleia, linfadenopatia e dor de garganta, podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos, como no caso da Varicela, por exemplo. 

Cabe destacar que em casos onde haja comprometimento sistêmico do paciente, tratamento multiprofissional deve ser indicado. 

A professora ainda enfatiza que o Cirurgião-Dentista tem papel fundamental não somente no diagnóstico, mas no tratamento e acompanhamento dos pacientes que apresentam lesões bucais, sendo estas localizadas ou de origem sistêmica. 

 


FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha

www.fsg.edu.br

 

Interação entre ciências exatas e biológicas pode ser chave para solução de problemas de saúde

Inteligência artificial e obesidade foram alguns dos temas discutidos no primeiro dia da Escola FAPESP 60 anos: Ciências Exatas, Naturais e da Vida, que reuniu especialistas de renome e 60 jovens pesquisadores para discutir a intersecção entre diferentes campos do conhecimento (foto: Fabiano Dechen)

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O diagnóstico de algumas doenças com auxílio de técnicas de aprendizado de máquina é apenas uma das interações entre ciências exatas e biológicas já em uso e ainda com enorme potencial de aplicação para os próximos anos.

Para o futuro, espera-se que o chamado knowledge discovery (descoberta de conhecimento, numa tradução literal) e o processamento de línguas naturais (em que o computador compreende textos em diversos idiomas) ajude em uma série de descobertas em diversos campos, incluindo o da saúde.

“No caso dos diagnósticos, quando se tem uma quantidade de dados suficientemente grande e uma base de dados abrangente, tem-se um bom desempenho. O que não se faz ainda, por exemplo, é um diagnóstico de obesidade, porque não se entende ainda como ela funciona. Pode ser que, se tivermos um sistema inteligente, a partir de todos os dados disponíveis, consigamos alguma coisa. Mas não será muito, porque os fundamentos ainda não foram descobertos”, explicou à Agência FAPESP Osvaldo Novais Oliveira Junior, professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

Com a palestra “O futuro da ciência e tecnologia com inteligência artificial”, Oliveira foi um dos conferencistas da Escola FAPESP 60 Anos: Ciências Exatas, Naturais e da Vida, que começou no domingo (07/08) e segue até amanhã (10/08), em Itatiba. O evento reúne 60 pesquisadores em início de carreira para assistir conferências e interagir com especialistas de renome em suas áreas.

Um dos destaques da programação é Ana Domingos, professora associada da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que se dedica justamente a buscar fatores mais objetivos que determinem a obesidade. Ela apresentou ontem (08/08) a primeira conferência do evento, intitulada “Neuroimunometabolismo”.

“Não temos uma forma independente de medir o que as pessoas comem. O que é uma grande lacuna no processo de estratificação dos pacientes. E não existem ferramentas para isso, mas esperamos que aqui possamos dialogar com cientistas da computação, de big data e de materiais para, quem sabe, desenvolver uma ideia para medir, de uma forma não invasiva e objetiva, o aporte alimentar de cada pessoa”, conta a pesquisadora.

Domingos estuda ainda uma nova classe de medicamentos chamada de simpato-facilitadores, que poderiam ajudar na perda de peso sem causar os efeitos colaterais dos chamados simpaticomiméticos, que imitam a ação dos estimuladores do sistema nervoso autônomo simpático.

Um deles, que teve sucesso em estudos com animais, usa uma forma modificada de anfetamina, por meio do processo conhecido como peguilação, que faz com que o medicamento não passe pelo cérebro e não cause efeitos tóxicos para o coração, como ocorre com as formas mais conhecidas dessa droga. A ideia da pesquisadora é encontrar algum composto, de preferência de origem natural, que possa ter uma ação similar.

Essa busca pode ser feita por meio de screening, processo que também usa computação, em que potenciais drogas são identificadas e otimizadas antes da seleção de uma candidata a progredir para estudos clínicos.


Múltipla comemoração

Na abertura do evento, realizada no domingo, Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, lembrou que no ano de 2022 comemoram-se no Brasil os 100 anos da Semana de Arte Moderna, os 200 anos da Independência e os 60 anos da FAPESP.

Ele lembrou também que o ano é marcado pelos 200 anos do nascimento de Louis Pasteur e Gregor Mendel e pelo centenário do famoso artigo de Hermann Mueller que definiu “a natureza paradoxal do material genético”, que faz tanto a própria síntese quanto a de outras moléculas.

“Por isso, planejamos esse encontro especial para trazer jovens pesquisadores, que serão a próxima geração de líderes científicos, para se encontrar com pesquisadores experientes para discutir ciência, tecnologia, política científica e carreira”, disse Zago.

Para Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, “ciência tem a ver com colaboração, ausência de fronteiras, intercâmbio de conhecimento, e isso é o que estamos trabalhando aqui. Ter 60 pesquisadores bastante promissores, no começo de suas trajetórias, para interagir em uma série de seminários, pode permitir que melhorem qualquer perspectiva que já tenham em termos de desenvolvimento de carreira”, afirmou.

De acordo com Ronaldo Pilli, vice-presidente da FAPESP, o momento da carreira em que estão os participantes, o pós-doutorado, é quando se necessita fazer as escolhas mais sábias.

“Ciência é um esforço interdisciplinar e cada um de nós deve ser capaz de entender as ideias e noções-chave dos campos relacionados. Por isso, trazemos pessoas de diferentes antecedentes e podemos ligar diferentes áreas”, reforçou.

A Escola FAPESP 60 anos ainda terá como conferencistas Barry O’Keefe, diretor do programa “Molecular Targets” do National Cancer Institute, dos Estados Unidos; Guy Brasseur, pesquisador do Max Planck Institute for Meteorology, em Hamburgo, na Alemanha; José Nelson Onuchic, professor da Rice University, nos Estados Unidos, e Virgilio A. F. Almeida, professor do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


André Julião, de Itatiba
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/interacao-entre-ciencias-exatas-e-biologicas-pode-ser-chave-para-solucao-de-problemas-de-saude/39298/

Cryptoback: conheça a modalidade de recompensa por cashback por meio de moeda digital

Startup brasileira é a primeira a criar moeda digital para uso no varejo como um programa de fidelidade


O conceito de cashback está cada vez mais presente no comportamento de consumo do brasileiro. Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) apontou que 48% dos consumidores aproveitaram descontos com esse sistema desde que a pandemia começou. Na esteira deste crescimento e baseada na expectativa de popularização de moedas digitais, uma startup 100% brasileira tem como missão desenvolver a modalidade de cryptoback.

A dinâmica do cryptoback, ou cashback em criptomoeada, é a seguinte: o cliente realiza uma compra em uma loja, seja no ambiente online ou físico e recebe de volta um valor correspondente em moeda digital para utilizar na próxima compra. O ativo desenvolvido para essa operação chama-se C9 Coin. Diferentemente de moedas digitais voltadas para investimento, a C9 Coin é vendida como um clube de vantagens e funciona de maneira similar a um programa de milhagem.

Atualmente, a C9 Coin pode ser usada em redes como Camisaria Colombo, La Baby e San Marzano e já soma mais de 22 mil holders (usuários) e mais de 95 mil transações diretas na blockchain.

O principal ponto de diferença da moeda criada pela C9 é que, por ela não ser minerável e funcionar como um cupom de desconto tokenizado neste momento, está imune à volatilidade. Nosso maior desafio é fazer com que o consumidor entenda que o cryptoback é uma modalidade de benefício em ambiente seguro, vantajoso e descomplicado”, afirma Thiago Ribeiro, co-fundador da startup.

Diversas pesquisas apontam para a direção do crescimento das criptomoedas no mercado brasileiro. De acordo com um levantamento da Sherlock Communication em países sul-americanos, o Brasil deve ser o líder deste movimento até 2023.  Realizado em março de 2022, a pesquisa revelou que mais de 25% dos entrevistados disseram que esperam comprar criptomoedas nos próximos 12 meses – um aumento de 91% em relação aos pouco mais de 13% da população que comprou uma moeda digital ou token até o momento. A porcentagem equivale a 36 milhões de brasileiros planejando comprar criptomoedas, com base em uma população estimada de 143 milhões de pessoas em idade ativa em 2022.


https://www.c9coin.com.br/

 

Setor de Serviços concentra a maior proporção de pequenos negócios da economia

Segundo o Atlas dos Pequenos Negócios, metade dos MEI e 41% das MPE atuam nesse segmento

 


O setor de Serviços continua em expansão na economia, impulsionado, principalmente, pela grande concentração de pequenos negócios. Em 2021, esse segmento de atividade reunia metade de todos os Microempreendedores Individuais (MEI) do país e 41% das micro e pequenas empresas (MPE). Esse dado foi revelado pelo Atlas dos Pequenos Negócios, elaborado pelo Sebrae.

De acordo com o documento, entre as 20 atividades com maior número de MEI, doze estão em Serviços, cinco no Comércio e três na Construção Civil. Já entre as micro e pequenas empresas, das 20 atividades com maior concentração de negócios desse porte, dez estão em serviço, nove em comércio e um na construção civil.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o grande número de pequenos negócios nas atividades de Serviços é resultado das próprias características desse segmento. “Enquanto nos setores de Comércio e Indústria, o empreendedor tem um custo inicial com a compra de equipamentos e produtos ou aluguel de espaço, em Serviços, a empresa, muitas vezes, cabe na própria bolsa. Atividades como cabeleireira, chaveiro, produção de quentinhas, por exemplo, pode ser realizadas na rua, na casa do cliente ou do empreendedor”, comenta. “Além disso, esse segmento demanda, em geral, um nível menor de especialização, o que torna a atividade mais acessível a um maior público de potenciais empresários”, complementa o presidente do Sebrae.

As facilidades oferecidas pelo MEI atraíram Lucas Andrea, que trocou o trabalho no banco pelo empreendedorismo. Ele lançou a empresa na área de audiovisual em 2021 na cidade de São Paulo. “Eu faço serviço de publicidade para as pequenas e médias empresas do setor têxtil. Esses empreendimentos têm dificuldade de ter uma fotografia boa, de qualidade para competir com as grandes”, conta. Antes de abrir, o empreendedor investiu R$ 12 mil em equipamentos. Segundo Lucas, a empresa está indo bem.


Número recorde de MEI

O Atlas dos Pequenos Negócios mostra também que em 2021 havia 11,2 milhões de microempreendedores individuais (recorde histórico) e 7,2 milhões de microempresas e empresas de pequeno porte. Ainda segundo o levantamento, em 2021 foram abertos 3,1 milhões de novos MEI que responderam por quase 80% de todas as empresas criadas no ano passado. O maior contingente estava no estado de São Paulo: quase 870 mil MEI.



Cinco Atividades com maior concentração de MEI

  • Comércio varejista de artigos do vestiário e acessórios – 6,9% (Comércio)
  • Cabeleireiros, manicure e pedicure – 6,9% (Serviço).
  • Obras de alvenaria – 4,2% (Construção).
  • Promoção de vendas – 4,1% ((Serviço).
  • Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar – 2,9% (Serviço).


Cinco atividades com maior concentração de MPE

  • Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios – 3,4% (Comércio)
  • Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, minimercados, mercearias e armazéns – 2,8% (Comércio).
  • Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares – 2% (Serviço).
  • Restaurantes e similares – 2% (Serviço).
  • Serviços combinados de escritório e apoio administrativo – 1,9% (Serviço). 

 

Endividamento atinge 75,4% dos lares e alcança novo recorde na capital paulista

Diante da inflação, famílias recorrem ao crédito para manter o consumo
 

A capital paulista obteve um novo recorde de endividamento. O porcentual de lares com dívidas saltou de 74,1%, no mês anterior, para 75,4%, em julho. Os números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O mais alto nível para a série histórica (iniciada em 2010) é resultado da demanda por crédito para manter o nível de consumo, diante da inflação.
 
Em números absolutos, são 3,02 milhões de paulistanos com algum tipo de dívida em julho, 393 mil lares a mais do que há um ano. De acordo com a PEIC, os compromissos financeiros estão concentrados, principalmente, nos cartões de crédito (83,1%). Em segundo lugar, ficaram os carnês (18,5%), seguidos pelo financiamento de carro (14,5%) e pelo crédito pessoal (11,5%) – este último alcançou o maior patamar desde junho de 2018.
 
Enquanto o endividamento atingiu três a cada quatro lares, a inadimplência se manteve praticamente estável – de 23% para 23,2% (929,8 mil famílias, em valores absolutos). O mesmo aconteceu com o número daquelas que declararam que não conseguiriam pagar a dívida em atraso: de 10,7% para 10,8%. Apesar da estabilização, o patamar de inadimplentes ainda se mantém próximo ao recorde da série histórica.


 
Inflação chegou às classes mais ricas

As famílias com maiores rendimentos também sentiram o impacto do aumento dos preços. Segundo os dados da PEIC, em julho, 69,5% (recorde para a série) das que recebem mais de dez salários mínimos estão endividadas. Quanto à inadimplência, embora o nível tenha se mantido praticamente estável na comparação anual, (11,3% para 11,4%) houve alta de 9,2% na comparação anual.
 
Entre as famílias que ganham menos do que dez salários mínimos, o endividamento atingiu 77,4%, e a inadimplência, 27,6%, do total. Ainda que o porcentual de inadimplentes tenha permanecido igual ao de junho, superou, em 23%, o observado há um ano.


 
Intenção de consumo diminui em julho

Após sete altas consecutivas, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), outro indicador avaliado pela FecomercioSP, recuou 0,3% no sétimo mês do ano. Com isso, saiu dos 82,6 para os atuais 82,4 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado – momento em que a cidade voltava à normalidade após a segunda onda da pandemia –, registrou-se avanço de 22%.
 
Apesar da melhora na avaliação do emprego e nas perspectivas no mercado de trabalho, o nível de consumo continua baixo. As variáveis Emprego atual e Perspectiva profissional, que compõem o índice, subiram 0,6% e 2,8%, respectivamente. Ambas ficaram acima dos 100 pontos (112,8 e 116,7, respectivamente), portanto, na zona de satisfação. Já o Nível de consumo atual retraiu 0,7% e voltou aos 58,9 pontos. Houve redução também do item Perspectiva de consumo (-3,9%), chegando a 76,4 pontos.
 
As demais variações foram observadas em Renda atual (2,3%), Acesso ao crédito (-2,5%) e Momento para duráveis (-4,8%).


 
Confiança do consumidor


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1,9% e alcançou 105,6 pontos. No entanto, na comparação com julho do ano passado, houve recuo de 4,9% (quando o ICC atingiu 111 pontos). O aumento do indicador foi puxado pelas Condições atuais, que cresceu 5,8% (porém, ainda no patamar de insatisfação, com 70 pontos). O subíndice Expectativa avançou 0,6%, atingindo 129,3 pontos.
 
Com a redução nos preços dos combustíveis, em decorrência da mudança da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a diminuição de preço feito pela Petrobras em julho, a FecomercioSP estima uma melhora dos números nos próximos meses. As medidas vão ajudar a reduzir os gastos com gasolina e etanol. Consequentemente, as famílias direcionarão a economia para o consumo ou para o pagamento de dívidas em atraso. Além disso, a inflação na região de São Paulo começa a dar sinais de arrefecimento, apresentando taxas cada vez mais modestas. Isso deve ajudar no equilíbrio das contas, sobretudo com o mercado de trabalho mais aquecido.


 
Notas metodológicas

PEIC

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista. Em 2010, houve uma reestruturação do questionário para compor a pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio (CNC), e, por isso, a atual série deve ser comparada a partir de 2010.O objetivo da PEIC é diagnosticar os níveis tanto de endividamento quanto de inadimplência do consumidor. O endividamento é quando a família possui alguma dívida. Inadimplência é quando a dívida está em atraso. A pesquisa permite o acompanhamento dos principais tipos de dívida, do nível de comprometimento do comprador com as despesas e da percepção deste em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos, além de ter o detalhamento das informações por faixa de renda de dois grupos: renda inferior e acima dos dez salários mínimos.

 
ICF

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente
pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego Atual; Perspectiva Profissional; Renda Atual; Acesso ao Crédito; Nível de Consumo; Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório, e acima de cem pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias, assim como para as instituições financeiras.

 
ICC

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados com aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura. Esses dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, se apresenta como: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.


 
FecomercioSP


Em cinco anos, Open Banking pode injetar R$94 bilhões em linhas de crédito para pessoas físicas no país, aponta Serasa Experian

Setor de financiamento imobiliário pode ser o mais beneficiado, com R$ 30,4 bilhões


Estudo da Serasa Experian divulgado em abril deste ano mostrou que, em dez anos, o Open Banking tem o potencial de injetar R$ 760 bilhões na concessão de crédito, sendo R$ 460,7 bilhões para pessoas físicas - considerando o potencial total de adesão dos consumidores à modalidade. Um recorte inédito desse estudo avalia a realidade do Open Banking no Reino Unido, país pioneiro em compartilhar dados entre instituições financeiras e que conquistou a adesão de 20% da população em cinco anos da implementação, de acordo com dados da Experian. Considerando a mesma métrica, os brasileiros teriam R$ 94 bilhões disponíveis no mercado neste período.

 

O segmento imobiliário, sobretudo para financiamento de imóveis, teria o maior impacto em cinco anos, com R$ 30,4 bilhões. “O sonho de uma grande parcela da população brasileira é a conquista da casa própria. Em 2021, foram disponibilizados pelas instituições financeiras R$ 815,2 bilhões em linhas de crédito para a compra de imóveis. Com o Open Banking, o aumento pode ser de 3,7% para o mercado imobiliário no período de cinco anos. Ou seja, os dados de Open Banking, transformados em análises acuradas, ampliam a probabilidade dos consumidores terem acesso a um crédito imobiliário, além de beneficiá-lo com uma análise mais rápida e menos burocrática. Mais volume de crédito destinado à pessoa física eleva o poder de compra, impactando diretamente o crescimento econômico do país”, avalia o head de Open Banking da Serasa Experian, Leonardo Enrique. 

Confira as informações completas sobre o impacto do Open Banking no mercado de crédito nos gráficos abaixo, separados por setor:

 


 

Open Banking, ou sistema financeiro aberto, possibilita o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais de clientes, exclusivamente mediante seu consentimento, entre os participantes desse ecossistema (instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central). “A modalidade é capaz de ajudar muito as instituições participantes e o consumidor final pelo acesso ao crédito. Mas o sucesso da iniciativa no país depende de as instituições serem capazes de oferecer uma proposta de valor clara ao consumidor, a fim de fazê-lo entender os benefícios de sua adesão. E combinar os dados de Open Banking com os da Serasa Experian podem ajudar as empresas a cumprirem essa missão, pois a combinação dos dados permite uma visão mais ampla do consumidor, análises mais precisas e ofertas customizadas para cada perfil, aumentando as chances de conversão no processo de concessão de crédito e reduzindo a inadimplência”, complementa Enrique.

 

Metodologia


A Pesquisa Impactos do Open Banking no Mercado de Crédito foi realizada pela Serasa Experian em junho de 2022 e analisou as estatísticas de instituições financeiras fornecidas ao Banco Central para fins exclusivos de monitoramento do crédito, atrelado às informações de uma amostra representativa de consumidores inscritos no Cadastro Positivo em todas as regiões brasileiras.

O recorte presente no potencial máximo do estudo considerou o exemplo da adesão do Open Banking no Reino Unido que identificou uma aderência de 20% da população bancarizada no país até o quinto ano da implementação da iniciativa e comparou a métrica com a realidade do Brasil.

 

Open Banking da Serasa Experian


Com a Serasa Experian, as instituições participantes do Open Banking, que já possuem acesso a dados padronizados geridos pela regulamentação do Banco Central, contam com ferramentas inteligentes que complementam a visão do comportamento do cliente e permitem análises mais precisas, com nível acima de 90% de acurácia.  

 

A combinação dos dados transacionados via Open Banking e a base de dados da Serasa Experian resulta em soluções de analytics que fornecem informações acuradas sobre a renda e a capacidade de pagamento do consumidor, além do tradicional score de crédito, que indica, com ainda mais precisão, o risco de um consumidor se tornar inadimplente. Estudos indicam uma redução de inadimplência média de 8,2%, com a utilização das soluções de Open Banking, combinadas com as demais variáveis da política de crédito da instituição.

 

Com 134 categorias entre receitas e despesas - o maior detalhamento do mercado - a SE oferece também a categorização de transações bancárias, que permite uma avaliação detalhada do comportamento financeiro do consumidor, como insumo para tomadas de decisões, criação de PFM (Personal Finance Manager), entre outras oportunidades.


Saiba mais na página oficial de Open Banking da Serasa Experian

 

Serasa Experian

www.serasaexperian.com.br


ITR: Como proprietários podem economizar com planejamento e assessoria jurídica

Bueno, Mesquita e Advogados recomenda a contribuintes ter em mãos um Mapa de Uso e Ocupação do Solo para classificar áreas do imóvel de acordo com os Valores de Terra Nua

 

Proprietários de imóveis rurais terão entre os dias 15 de agosto e 30 de setembro para apresentar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR). A DITR deve ser enviada por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, que estará disponível no site da Receita Federal. Além de observar o prazo, o Bueno, Mesquita e Advogados, escritório especializado em Direito Agrário e Ambiental, recomenda aos contribuintes ter em mãos as informações da propriedade para eventualmente pagar uma alíquota menor e mais justa do imposto.

Na avaliação do advogado Fabio Lima, associado responsável pela área consultiva do escritório, o primeiro passo é providenciar um Mapa de Uso e Ocupação do Solo, documento essencial para documentar, por exemplo, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL). Para ter acesso ao mapa, o produtor pode recorrer a um profissional técnico, como um topógrafo ou engenheiro agrimensor.

Para quem já possui as áreas documentadas, o advogado recomenda avaliar se as informações estão atualizadas. “De nada adianta usar o mapa eternamente”, alerta Fabio Lima. “De um ano para outro pode mudar muita coisa, como abertura de área para plantio, conversão de área de plantio em pasto ou vice versa”, explica o especialista, esclarecendo que pequenas mudanças já fazem diferença no momento de declarar o ITR.

O advogado sugere ainda ter o auxílio de um escritório especializado para fazer uma simulação do cálculo do imposto, procedimento feito com base nas áreas que compõem o imóvel e no Valor de Terra Nua (VTN), um informativo de preços médios de terras já divulgado pela Receita Federal.

Fabio Lima explica que, em regiões com atividade agrícola mais desenvolvida, o VTN é dividido em lavoura com aptidão boa, regular ou restrita. “Por via de regra, as prefeituras sempre buscam classificar as áreas de lavoura cos imóveis como de aptidão boa, para arrecadar mais”, explica o especialista. “Dependendo das informações que o proprietário nos passa, conseguimos reclassificar as áreas e reduzir o valor do imposto”, esclarece.


Pix

Para o Bueno, Mesquita e Advogados, a grande novidade para o ITR anunciada até o momento pela Receita Federal é a possibilidade de utilizar o código de barras e o QR Code do Pix Para pagar o DARF emitido no Programa ITR 2022. Em anos anteriores, o DARF era emitido sem código de barras, devendo o contribuinte inserir manualmente as informações, como o código da Receita do ITR, em um banco conveniado.

O escritório aproveita para advertir que os órgãos fiscalizadores estão cada vez mais equipados com tecnologias de monitoramento para identificar divergências nas áreas isentas e imunes declaradas pelos contribuintes. “Em caso de inconsistência, o proprietário pode receber um lançamento complementar do imposto, acrescido de multa, juros e correção monetária, explica Lima.

Segundo informações da Receita, se depois da apresentação da DITR o contribuinte verificar que cometeu erros ou esqueceu alguma informação, deve enviar uma declaração retificadora, sem interromper o pagamento do imposto apurado na DITR original. A DITR retificadora deve conter todas as informações anteriormente declaradas mais as devidas correções. É necessário informar o número do recibo de entrega da última DITR do mesmo exercício.


4 situações para usar a imaginação como ferramenta de transformação

O cérebro não reconhece a diferença entre o pensamento e a realidade. É por isso que a imaginação se torna uma ferramenta poderosa para realizar sonhos e objetivos. Foi provado por meio de estudos em atletas que quando eles faziam a prova na mente deles, certas áreas do cérebro eram ativadas como se estivessem de fato vivendo aquela experiência na realidade.

Quando somos criança, é comum e até esperado que tenhamos mais imaginação. Mas, infelizmente, quando crescemos, isso começa parecer um processo infantil. Na minha experiência profissional, o poder de imaginar coisas positivas pode ser a resposta para uma vida mais colorida e com maiores realizações.

  • Quando o foco é ter uma vida próspera, e visualizamos o que desejamos, o nosso cérebro vai buscar meios de fazer isso acontecer. Lembre-se sempre de que a visualização precisa ser como se você já estivesse vivendo e desfrutando a vida que almeja e nunca como se isso fosse acontecer no futuro. Se você tivesse liberdade financeira agora, como passaria o seu tempo, com quem estaria? Sinta agora e no corpo as emoções.

  • Ter um relacionamento feliz, independentemente de você estar num relacionamento ou não. Você quer alguém para compartilhar a sua vida, os seus sonhos, os seus momentos, você quer um amigo (a). Se você tivesse esse relacionamento agora, como seria?
  • O nosso corpo físico é uma manifestação de como nossa mente funciona. Se queremos um corpo mais magro, mais forte, mais saudável... é sempre na mente que começamos a mudar. Na hora da visualização, veja o corpo do jeitinho que deseja e sinta as emoções quando percebe.
  • Saúde emocional é algo construído: pode e deve ser treinado. A imaginação usada durante a visualização vai disparar mecanismos de cura e reequilíbrio.

Eu poderia trazer aqui inúmeros exemplos de como fabricamos a nossa realidade com a nossa mente. Por exemplo, o nadador Michael Phelps, um dos maiores atletas do mundo, sempre fez uso das técnicas de visualização para alcançar os objetivos. Phelps, quando estava na piscina em busca de uma medalha, já sabia o que iria acontecer: ele imaginava as dificuldades que encontraria no caminho e superava todas elas antes mesmo de acontecerem. A mente era treinada.

A verdade é que temos mais poder do que imaginamos. E sim, podemos moldar a vida como sonhamos. O que acontece muitas vezes é que imaginamos algo por um tempo e desistimos. É preciso persistência e estar atento aos sinais que a mente enviará como resposta para que as coisas aconteçam. Não espere pelo milagre, provoque-o!

 

Jay Schneider - psicóloga, escritora, coach, mentora e autora do livro “Caroline e seus Mundos”.

 

Check-in e embarque apenas com reconhecimento facial já é realidade em SP e RJ

 

A partir desse mês, a tecnologia de Reconhecimento Facial da Pacer passa a ser definitiva nos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), marcando o pioneirismo brasileiro com a primeira ponte área biométrica de ponta a ponta do mundo. A empresa instalou totens de leitura biométrica em 20 portões de embarque, sendo 12 em São Paulo e oito no Rio de Janeiro, o que vai permitir que passageiros e tripulantes viagem entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont ou em voos domésticos com destinos a outras cidades sem cartões de embarque e documentos físicos.

 

Segundo o diretor comercial da Pacer, Giuliano Podalka, a iniciativa automatiza os processos de check-in e embarque com o objetivo de ganhar agilidade e segurança. “Nada como usar os nossos próprios rostos como documento. Além da praticidade, economizamos tempo, papel e transformamos a experiência de viajar em um momento mais prazeroso e sem intercorrências”.

 

O processo de implantação definitiva da tecnologia já está em andamento: ocorre de forma gradual e simultânea nos aeroportos paulista e fluminense. Após realizados os devidos testes, cada equipamento torna-se imediatamente operacional, liberando a solução tecnológica para uso de todas as companhias aéreas que operam nos dois terminais e que tenham formalizado sua adesão à iniciativa junto ao Serpro, por meio de assinatura de termo de confidencialidade e de aceite às regras da LGPD.

 

Antes dessa implantação definitiva, foram realizados testes no projeto piloto do programa federal Embarque +Seguro, sob condução do Ministério da Infraestrutura (Minfra) e Serpro, empresa de tecnologia do Governo Federal, em parceria com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. Com a biometria, o tempo médio do embarque caiu de 7,5 segundos para 5,4 segundos por passageiro. Isso significa que, com a biometria, será possível processar mais embarques no mesmo tempo do processamento atual, correspondendo a um ganho de 27%. Mas os viajantes poderão optar entre o sistema e os procedimentos tradicionais de check-in e embarque, que continuam disponíveis.

 

A Pacer é residente do HIPE Innovation Center, localizada em Curitiba, no Coração do Vale do Pinhão (ecossistema de inovação curitibano). A empresa também é a responsável pelo desenvolvimento do Tapete Digital, que utiliza Inteligência Artificial para projetar no chão um “tapete” com o número dos assentos em realidade aumentada, que se move conforme o fluxo de passageiros. Com o aumento de integração entre as companhias aéreas, a solução pode reduzir em até 50% o tempo do embarque, aumentando o conforto dos passageiros e a eficiência das companhias.


 

Como funciona o Reconhecimento Facial

 

Cada empresa aérea operando em Congonhas e Santos Dumont poderá adotar procedimentos próprios para o cadastramento biométrico e validação do passageiro na base governamental, por meio do Serpro. Neste início, para usar o sistema, o usuário deve dispor de documento biométrico válido; passagem aérea e acesso ao canal de cadastramento e validação biométrica da companhia aérea. Por meio do canal, no momento do check-in ou após a sua realização, o passageiro realizará a validação biométrica associada a seu voo. Ele deverá aceitar os termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LPGD), devendo fazê-lo a cada novo voo. Executada essa ação, de forma digital, e sendo validado o cadastro, o passageiro estará apto a usar o sistema biométrico para o respectivo voo.

No aeroporto, a biometria facial será usada em duas etapas: primeiro, no acesso à sala de embarque; depois, no acesso à aeronave. Na entrada da sala de embarque, totens farão a leitura biométrica da face, consultando a base do governo e verificando o cadastro do passageiro e a existência do cartão de embarque válido. Aprovada a biometria, o passageiro fica autorizado a ingressar no local. A segunda etapa ocorrerá no portão de embarque, no momento de ingresso na aeronave.

 

Para tripulantes, o uso do novo sistema também é opcional. Quem escolher o procedimento biométrico deve acessar a aplicação Embarque +Seguro Tripulantes, por meio de dispositivo móvel, em sua conta pessoal da plataforma GovBR, onde ocorre a checagem dos dados/documentos profissionais, seguida de captura de selfie e habilitação do usuário como participante do Embarque +Seguro Tripulantes. O procedimento biométrico, contudo, não exime o profissional de se submeter à inspeção de segurança aeroportuária.

 

Para que fosse adotado em definitivo em dois dos principais aeroportos do país, a Infraero, operadora do Santos Dumont e de Congonhas, firmou cooperação técnica com o Serpro, desenvolvedora do sistema de validação biométrica para o Embarque +Seguro. A disponibilização dos equipamentos e interface, incluindo totens de leitura biométrica e catracas automáticas, está a cargo das empresas de TI Pacer e Digicon, respectivamente,

A partir desse mês, a tecnologia de Reconhecimento Facial da Pacer passa a ser definitiva nos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), marcando o pioneirismo brasileiro com a primeira ponte área biométrica de ponta a ponta do mundo. A empresa instalou totens de leitura biométrica em 20 portões de embarque, sendo 12 em São Paulo e oito no Rio de Janeiro, o que vai permitir que passageiros e tripulantes viagem entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont ou em voos domésticos com destinos a outras cidades sem cartões de embarque e documentos físicos.

 

Segundo o diretor comercial da Pacer, Giuliano Podalka, a iniciativa automatiza os processos de check-in e embarque com o objetivo de ganhar agilidade e segurança. “Nada como usar os nossos próprios rostos como documento. Além da praticidade, economizamos tempo, papel e transformamos a experiência de viajar em um momento mais prazeroso e sem intercorrências”.

 

O processo de implantação definitiva da tecnologia já está em andamento: ocorre de forma gradual e simultânea nos aeroportos paulista e fluminense. Após realizados os devidos testes, cada equipamento torna-se imediatamente operacional, liberando a solução tecnológica para uso de todas as companhias aéreas que operam nos dois terminais e que tenham formalizado sua adesão à iniciativa junto ao Serpro, por meio de assinatura de termo de confidencialidade e de aceite às regras da LGPD.

 

Antes dessa implantação definitiva, foram realizados testes no projeto piloto do programa federal Embarque +Seguro, sob condução do Ministério da Infraestrutura (Minfra) e Serpro, empresa de tecnologia do Governo Federal, em parceria com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. Com a biometria, o tempo médio do embarque caiu de 7,5 segundos para 5,4 segundos por passageiro. Isso significa que, com a biometria, será possível processar mais embarques no mesmo tempo do processamento atual, correspondendo a um ganho de 27%. Mas os viajantes poderão optar entre o sistema e os procedimentos tradicionais de check-in e embarque, que continuam disponíveis.

 

A Pacer é residente do HIPE Innovation Center, localizada em Curitiba, no Coração do Vale do Pinhão (ecossistema de inovação curitibano). A empresa também é a responsável pelo desenvolvimento do Tapete Digital, que utiliza Inteligência Artificial para projetar no chão um “tapete” com o número dos assentos em realidade aumentada, que se move conforme o fluxo de passageiros. Com o aumento de integração entre as companhias aéreas, a solução pode reduzir em até 50% o tempo do embarque, aumentando o conforto dos passageiros e a eficiência das companhias.


Como funciona o Reconhecimento Facial

 

Cada empresa aérea operando em Congonhas e Santos Dumont poderá adotar procedimentos próprios para o cadastramento biométrico e validação do passageiro na base governamental, por meio do Serpro. Neste início, para usar o sistema, o usuário deve dispor de documento biométrico válido; passagem aérea e acesso ao canal de cadastramento e validação biométrica da companhia aérea. Por meio do canal, no momento do check-in ou após a sua realização, o passageiro realizará a validação biométrica associada a seu voo. Ele deverá aceitar os termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LPGD), devendo fazê-lo a cada novo voo. Executada essa ação, de forma digital, e sendo validado o cadastro, o passageiro estará apto a usar o sistema biométrico para o respectivo voo.

 

No aeroporto, a biometria facial será usada em duas etapas: primeiro, no acesso à sala de embarque; depois, no acesso à aeronave. Na entrada da sala de embarque, totens farão a leitura biométrica da face, consultando a base do governo e verificando o cadastro do passageiro e a existência do cartão de embarque válido. Aprovada a biometria, o passageiro fica autorizado a ingressar no local. A segunda etapa ocorrerá no portão de embarque, no momento de ingresso na aeronave.

 

Para tripulantes, o uso do novo sistema também é opcional. Quem escolher o procedimento biométrico deve acessar a aplicação Embarque +Seguro Tripulantes, por meio de dispositivo móvel, em sua conta pessoal da plataforma GovBR, onde ocorre a checagem dos dados/documentos profissionais, seguida de captura de selfie e habilitação do usuário como participante do Embarque +Seguro Tripulantes. O procedimento biométrico, contudo, não exime o profissional de se submeter à inspeção de segurança aeroportuária.

 

Para que fosse adotado em definitivo em dois dos principais aeroportos do país, a Infraero, operadora do Santos Dumont e de Congonhas, firmou cooperação técnica com o Serpro, desenvolvedora do sistema de validação biométrica para o Embarque +Seguro. A disponibilização dos equipamentos e interface, incluindo totens de leitura biométrica e catracas automáticas, está a cargo das empresas de TI Pacer e Digicon, respectivamente.


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