Pesquisar no Blog

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Nutrição adequada é fundamental antes e depois da doação de sangue

Doe sangue, salve vidas.




Doar sangue ou plaquetas é uma experiência muito gratificante. Com apenas uma doação de um litro é possível salvar até 3 vidas. Toda vez que uma pessoa doa sangue, ele ajuda pacientes com câncer, transplantados, queimados, bebês prematuros, entre muitos outros.

Os doadores podem sentir certos efeitos colaterais como fadiga ou tonturas. Além disso perdem um pouco de ferro.No entanto, isso pode ser corrigido com nutrição equilibrada incluindo principalmente alimentos fonte de ferro, vitamina C, B2 e B9. As sugestões a seguir podem ajudá-lo a se preparar e evitar possíveis desconfortos e carências.

A nutricionista Adriana Stavro recomenda alguns alimentos para serem consumidos um dia antes no dia da doação de sangue.



Um dia antes da doação
· Consuma alimentos ricos em vitamina C (laranja, limão, acerola, abacaxi), estes ajudam absorver o ferro não heme (espinafre, acelga, couve, beterraba e couve, lentilhas e feijões) consumido;

· Com a alimentos ricos em ferro tais como frango, peru, ovos, peixe, marisco, carne e vísceras (fígado bovino ou frango);

· Consuma pelo menos 2 porções de verduras e legumes, e 3 porções de frutas;

· Durma pelo menos oito horas;

· Beba água (40 ml por kg de peso);

· Evite alimentos gordurosos como hambúrgueres e batatas fritas;

· Não ingerir bebidas alcoólicas 48 horas antes da doação, pois pode levar à desidratação;

· Se for doar plaquetas, não tome aspirina 48 horas antes;

· Não faça atividade física extenuante;


No dia da doação
· Tome café da manhã ou almoce (depende do horário marcado), antes do procedimento. Não doe sangue com o estômago vazio. As pessoas geralmente se sentem fracas depois de doar. Por isso, alimente-se antes;

· Beba água (40ml por kg de peso) ou chás;

· Você deve continuar bebendo líquidos após a doação;

· Consuma proteínas magras (frango, peixe, ovos, carnes) arroz integral ou macarrão integral, verduras, legumes e frutas;

· Evite alimentos gordurosos, como hambúrgueres, batatas fritas, pizza, feijoada;

· Não ingerir bebidas alcoólicas, pois pode levar à desidratação;


No dia seguinte da doação
Consuma alimentos ricos em vitamina C (laranja, limão, acerola, abacaxi), pois eles ajudam seu corpo a absorver o ferro consumido;

· Coma alimentos fontes de ferro: frango, peru, ovos, peixe, marisco, carne, vísceras(fígado bovino ou de frango), espinafre, acelga, couve, beterraba, couve, lentilhas e feijões;

· Beba água (40 ml por kg de peso);

· Evite alimentos gordurosos, como hambúrgueres, batatas fritas, pizza e feijoada;

· Não ingerir bebidas alcoólicas até 48 horas após a doação de sangue, pois pode levar à desidratação;

· Não faça atividade física extenuante;


Importante:
Evite bloqueadores de ferro

Alguns nutrientes interagem negativamente com a absorção de ferro. Mantenha um intervalo de ingestão de 3 horas (no mínimo) entre estes nutrientes. Os alimentos que reduzem a absorção de ferro no organismo são o leite e derivados, chá preto, café e chocolate


Coma alimentos ricos em ácido fólico (B9)
É importante substituir as células sanguíneas perdidas durante a doação de sangue. Seu corpo precisa de ácido fólico para produzir novos glóbulos vermelhos. Os alimentos fontes são o espinafre, couve nabos, couve de Bruxelas, brócolis, espargos, nozes, sementes, grão de bico, lentilhas, abacate


Riboflavina ou vitamina B2
Juntamente com o ácido fólico, a riboflavina também é necessária pelo organismo para produzir glóbulos vermelhos. Os alimentos ricos em riboflavina incluem o fígado, cogumelos, espinafre, nozes, sementes, leite e derivados, carnes de aves e ovos.

  


Adriana Stavro - Formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.
Especialidades:
• Saúde, bem estar e emagrecimento; • Nutrição funcional; • Doenças Crônicas; • Regulação do estresse e do sono; • Nutrição para gestantes; • Acompanhamento pré e pós cirurgia bariátrica; • Alergias alimentares; • Nutrição vegetariana e vegana; • Nutrição para prática de atividade física; • Protocolo Detox.


Repercussões da COVID-19 podem ser mais graves para pacientes com condições hematológicas que afetam a imunidade

De acordo com especialista do Hospital Santa Catarina - Paulista, indivíduos com complicações onco-hematológicas estão entre os mais impactados


Mesmo que muitos dos fatores fisiológicos relacionados ao agravamento da infecção causada pelo coronavírus seguem desconhecidos, estudos recentes identificaram que a presença de determinadas complicações sanguíneas pode influenciar na gravidade dos quadros. De acordo com o coletivo científico Accelerating Progress in Hematology, a taxa de mortalidade da COVID-19 para pacientes com condições hematológicas cancerígenas que não necessitam de hospitalização é 20% maior. Quando a hospitalização é necessária, essa taxa sobe para 33%. Não são apenas as complicações oncológicas que geram esta vulnerabilidade. Indivíduos com doenças sanguíneas que necessitam de tratamento com imunossupressores, como a anemia falciforme, também são mais suscetíveis a quadros agravados da COVID-19, devido aos impactos destes medicamentos na imunidade. Além disso, o receio popular associado à permanência em espaços públicos durante a pandemia afetou diretamente as campanhas de doação de sangue, que são essenciais para o tratamento de determinadas complicações desta natureza. Por isso, pacientes com doenças hematológicas devem tomar cuidado redobrado neste cenário.

O possível agravamento de quadros causados pela COVID-19 não é a única associação entre o vírus e as doenças do sangue. Estudos recentes mostraram que, em casos graves, a infecção também pode levar a repercussões sanguíneas que são capazes de atingir qualquer indivíduo, independentemente da presença de patologias adicionais. Visando compreender a totalidade das manifestações causadas pela COVID-19, a Universidade Federal de Juiz de Fora, em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz, conduziu uma pesquisa que identificou que, para determinados quadros, o vírus é capaz de incitar um processo excessivo de coagulação do sangue. De acordo com a Dra. Adriana Penna, hematologista do Hospital Santa Catarina - Paulista, este fenômeno pode levar a uma maior probabilidade para o desenvolvimento de complicações associadas à trombose. "Em casos graves, esse excesso na coagulação aumenta o risco da incidência de eventos trombóticos em 16%. Para efeito de comparação, indivíduos saudáveis possuem um risco inferior a 1% para o desenvolvimento desta condição", adiciona a especialista. Vale notar que, mesmo afetando o sangue, este fenômeno não está associado aos fatores conhecidos que levam ao agravamento de quadros da COVID-19 em pacientes hematológicos.


Leucemia e Anemia podem agravar infecção pela COVID-19

Entre as doenças sanguíneas que podem influenciar a gravidade da infecção pelo coronavírus está a leucemia que, ao lado da anemia, protagoniza a campanha de conscientização neste mês. A leucemia é um tipo de câncer que afeta a formação das células de defesa do sangue, chamados de leucócitos. Por isso, pacientes com esta complicação possuem organismos que enfrentam maiores dificuldades na resposta a infecções. Uma pesquisa publicada no periódico científico The Lancet identificou que indivíduos com quadros onco-hematológicos, como a leucemia, têm maior chance de desenvolver casos graves de COVID-19 do que pacientes com outros tipos de câncer. "As neoplasias (cânceres que afetam o sangue), em geral, têm se apresentado como um fator de risco expressivo para o desenvolvimento de quadros graves relacionados ao coronavírus. Percebemos internamente que pacientes com leucemia, em fase inicial de tratamento para a COVID-19, têm manifestado sintomas piores do que aqueles que não possuem a condição. Isso foi notado principalmente entre aqueles com leucemias agudas.", adiciona a especialista.

Os principais sintomas associados à doença incluem a perda irregular de peso, fadiga, incômodos na região abdominal, febres e infecções frequentes, surgimento de manchas vermelhas na pele e hemorragias recorrentes. Mesmo assim, a leucemia de crescimento lento pode ser assintomática, o que reforça a relevância de um diagnóstico precoce. Para aqueles já diagnosticados com a doença, o tratamento indicado envolve diversas etapas que mesclam a quimioterapia, junto com a prevenção ou controle de repercussões da doença no sistema nervoso e o combate a complicações infecciosas e hemorrágicas, que podem surgir como consequência. Em determinadas circunstâncias, é indicado o transplante de medula ou, até mesmo, a transfusão de sangue - recurso que foi consideravelmente impactado durante a pandemia.

Já no caso da anemia, complicação hematológica de grande incidência no Estado de São Paulo, não existem estudos que associam a condição diretamente ao agravamento de quadros relacionados a COVID-19. "Mesmo assim, para indivíduos com anemia do tipo falciforme sabe-se que, devido a imunossupressão característica da doença, há uma maior vulnerabilidade do sistema imunológico, o que pode levar ao agravamento da infecção pelo coronavírus", completa a Dra. Penna. Esta condição é caracterizada por uma deficiência na quantidade de glóbulos vermelhos no sangue, o que gera uma redução na circulação de oxigênio. Entre os sintomas associados à doença estão a pressão baixa, fadiga, tontura, branqueamento de regiões como gengiva e olhos, falta de ar e dores musculares irregulares. No caso de um diagnóstico confirmado, o tratamento irá depender da origem da condição, que pode variar de acordo com o quadro. Para quadros agravados, existe a possibilidade de tratamentos mais radicais, como o transplante de medula óssea. Vale notar que pacientes acometidos pela anemia do tipo falciforme necessitam de acompanhamento médico por toda a vida.


Doação de Sangue

Para quadros hematológicos em que o tratamento medicamentoso não é suficiente, como a leucemia, a transfusão de sangue pode se tornar necessária e, por isso, a continuidade das campanhas de doação são essenciais, principalmente em meio a pandemia. Segundo dados da Associação Beneficente de Coleta de Sangue, os bancos de sangue no país sofreram uma queda de 30% no número de doações neste novo cenário. Poucos sabem que este ato de solidariedade, realizado uma única vez, pode salvar até quatro vidas, o que reforça a relevância de campanhas que focam em conscientizar a população sobre a importância desta ação. Neste gesto, além do sangue, outros componentes também são doados, como plaquetas, hemácias, plasma e o crioprecipitado, que também são essenciais no processo de transfusão.

Visando garantir a continuidade deste serviço e a segurança dos doadores, o Hospital Santa Catarina - Paulista conduziu uma série de mudanças, alinhadas às recomendações da Organização Mundial da Saúde, no protocolo de atendimento do Banco de Sangue administrado pela Instituição. O doador pode acessar o Banco de Sangue diretamente, sem cruzar ou passar pelas áreas do hospital e sem contato com as áreas de internação. Os atendimentos são agendados, para evitar aglomerações, com limite de doadores por horário. Todos os cuidados com a higienização foram intensificados, assim como a lavagem de mãos, uso de antissépticos e higienização de instrumentos, superfícies e maçanetas. Por fim, todos os colaboradores seguem devidamente paramentados com os itens de proteção e vacinados de acordo com o PNI - Plano Nacional de Imunização.

 


Hospital Santa Catarina


Doenças de inverno vão além de gripes e resfriados, alerta especialista

Em breve, iniciará a estação mais fria do ano e com a queda da temperatura e o tempo mais seco é comum o aparecimento de doenças respiratórias. De acordo com o otorrinolaringologista Thiago Brunelli Resende da Silva, do Hospital Santa Casa de Mauá, outras doenças também são comuns nesse período como a epistaxe - sangramento nasal e a disfonia – voz rouca.

A primeira é muito comum, pois o revestimento do nariz é formado por vasos sanguíneos minúsculos que podem ser danificados, causando hemorragia nasal. Atinge pessoas de qualquer idade, na maioria crianças de 2 a 8 anos. “Mais da metade da população adulta já passou por pelo menos um episódio de hemorragia nasal no decorrer da vida”, destaca o médico. 

O sangramento pode ser de dois tipos: hemorragia nasal anterior, a mais comum, em 90% dos casos é originado na parte anterior do nariz e hemorragia nasal posterior, menos comum e mais severa, envolvendo vasos sanguíneos maiores localizados na região posterior do nariz. 

Sua causa está relacionada ao ressecamento do nariz em razão do tempo seco e traumas como: assoar ou cutucar o nariz; infecções de vias aéreas superiores, inalação de ar frio e seco; alergias; inalação de irritantes químicos; sinusite; desvio septal e uso frequente de sprays nasais ou drogas aspiráveis. 

Durante um sangramento, não é recomendado inclinar a cabeça para trás, pois o sangue pode escorrer para a garganta. O ideal é sentar e inclinar o corpo para a frente, respirar pela boca, fazer compressão digital e compressa de gelo. A maioria dos sangramentos some após a realização desses procedimentos. 

Em alguns casos pode ser necessário uma cauterização ou o tamponamento nasal. Na ocorrência de tumores podem ser necessários outros procedimentos, como a eletrocoagulação guiada por endoscópio nasal, embolização ou ligadura arterial. 

“Caso a epistaxe ocorra com frequência ou não cesse, vale buscar ajuda médica especializada. Nesses casos, a hemorragia é um alerta de que há alguma alteração nas fossas nasais ou em outra parte do organismo e suas causas devem ser investigadas”, explica o especialista. Para evitar o sangramento, o ideal é deixar os ambientes e mucosa nasal umidificados e evitar pequenos traumas. 

Outra patologia frequente no inverno são as alterações na voz, a disfonia. As patologias infecciosas ou inflamatórias estão entres as principais causas. Pode ser classificada em dois tipos, orgânico: por alterações estruturais como lesões, inflamações das cordas vocais e malformações da laringe e por alterações neurológicas como paralisia das cordas vocais, doença de Parkinson e refluxo gastroesofágico. Já o funcional ocorre quando não existe causa estrutural ou neurológica, mas pelo uso inadequado da voz e alterações psicogênicas. 

Entre os sintomas estão o esforço para emitir a voz; cansaço ao falar; dificuldade em manter a voz; rouquidão; variações na frequência da voz; falta de volume e perda da eficiência vocal. 

O diagnóstico é feito durante uma consulta médica, seguida por um exame físico e, em alguns casos, pode ser solicitada a realização de exames endoscópicos da garganta e das pregas vocais. 

O tratamento dependerá das causas da disfonia. Se for funcional deverá ser tratada com terapia a fim de que o paciente aprenda a utilizar a voz de forma adequada com menor esforço à laringe. Em caso de infecções ou inflamações, o tratamento será medicamentoso aliado ao repouso vocal. Já as lesões mais complexas, como nódulos, pólipos ou tumores, poderão requerer cirurgia. 

Muitos cuidados ajudam na prevenção da disfonia como, falar de forma suave; usar pouco a voz quando ela não está boa; não falar baixinho porque o esforço é o mesmo; não cantar forte e alto, ainda mais se estiver resfriado e quando sentir alguma secreção na garganta retirá-la sem fazer força, além de beber água em temperatura ambiente; evitar alimentos condimentados, bebidas alcoólicas e fumo; evitar o ar condicionado e quando precisar utilizar muito a voz, evitar o consumo de leite, chocolate e derivados.

“Para as pessoas que usam a voz como instrumento de trabalho, uma boa dica nesta época do ano é fazer uso de nebulização com soro fisiológico para reduzir o atrito das pregas vocais”, orienta o médico.

 


Hospital Santa Casa de Mauá

Avenida Dom José Gaspar, 1374 - Vila Assis - Mauá - fone (11) 2198-8300.  

 

Consequências cerebrais da Covid-19

Desde março de 2020, estudos e pesquisas estão sendo desenvolvidos em torno do novo coronavírus. Principais sintomas, tratamentos, medicamentos, prevenção, vacinas são os principais focos dos pesquisadores do mundo inteiro. O vírus pode se desenvolver dentro dos seres humanos em três estágios. A esmagadora maioria dos pacientes (cerca de 90%) terá apenas a infecção inicial que varia de pacientes assintomáticos até gripados. Neste estágio ocorre a replicação normal do vírus passível de ser detectado pelo exame PCR.

O segundo estágio (5% dos pacientes), denominado fase pulmonar, é quando os pacientes já começam a apresentar quadro de falta de ar, alterações radiológicas (comprometimento pulmonar) e intensificação da multiplicação viral no organismo. E, por fim, o terceiro estágio, a fase hiperinflamatória (5%). Nesse momento, os pacientes evoluem para a chamada “tempestade inflamatória” que levam a quadros de pneumonia grave, septicemia (complicação potencialmente fatal de uma infecção) e necessidade de ventilação mecânica dentro de uma CTI.

O que os estudos estão revelando é que quanto maior o avanço da doença e duração da internação hospitalar, maiores serão os riscos neurológicos. Mas tudo isso, é claro, não impede que um paciente em estágio 1 da Covid-19 também apresente manifestações neurológicas a longo prazo. De maneira geral, 20% a 70% dos pacientes apresentam algum tipo de sintoma neurológico durante ou mesmo 6 meses após a infecção.

Isso significa que essas manifestações podem ser desde os principais sintomas – dor de cabeça, náusea, vômitos e confusão mental – até um possível AVC, demência e, em muitos casos, os principais transtornos de humor.

Existem dois mecanismos pelos quais desenvolvemos as principais manifestações neurológicas diante de um quadro de Covid-19:

  1. Neurorrespiratório: um simples ato de prender a respiração pelo nariz e boca ou hiperventilar (respiração acelerada) é suficiente para apresentar sensações estranhas que, em alguns minutos, pode levar ao sufocamento e asfixia.
  2. Invasão cerebral: causada pelo sangue ou nervos, na forma de uma trombose, inflamação ou depleção (perda) de neurotransmissores.

A questão é que a trombose, a inflamação e a depleção podem ocasionar uma hipóxia cerebral (redução da oxigenação cerebral), neurotoxicidade (alteração da atividade normal do sistema nervoso por causa de substâncias tóxicas ou artificiais no cérebro) e a lesão tecidual. Tudo isso de forma muito rápida e, na maioria das vezes, como processos irreversíveis.


Mas como o vírus entra no corpo humano?

As principais formas de um vírus entrar no corpo humano são pela boca, nariz ou olho. Mas não para por aí. Após conseguir adentrar a essas cavidades, o vírus possui estrutura suficiente para romper barreiras e alcançar, em primeiro momento, o pulmão. É por isso que, durante o diagnóstico da Covid-19, os profissionais de saúde utilizam os exames de imagem para auxiliar no processo, pois eles são capazes de identificar o comprometimento pulmonar do paciente. Em seguida, o vírus pode entrar em vasos sanguíneos presentes no pulmão e, com isso, circular por todo o corpo humano.

A partir dessa fase, o corpo humano identifica a presença deste corpo estranho (o vírus da Covid-19) e, com o objetivo de defesa do organismo, provoca inflamações. Justamente são essas inflamações que podem gerar micro tromboses e coágulos, que por sua vez causam lesões neurais, reduzindo os neurotransmissores. Um estudo publicado pela Revista Lancet, este ano, apresenta dados interessantes sobre isso. Ao entrevistar 236 mil pacientes após seis meses de alta da Covid-19, identificou-se que grande parte deles pode apresentar alterações como demência, problemas musculares, nos nervos e AVCs hemorrágicos e isquêmicos. Casos raros, mas presentes. Porém, 25% evoluíram para transtornos de humor pós-Covid-19, que os médicos ainda não sabem explicar.

Vale destacar que o nariz também pode ser a porta de entrada do vírus diretamente para o cérebro e, por isso, quem tem anosmia (diminuição ou perda total do olfato) tem mais chance de desenvolver sintomas neurológicos a longo prazo. Por fim, é importante destacar que ao mesmo tempo que os genes são capazes de nos proteger, podem nos vulnerabilizar na Covid-19. Podem regular a disfunção mitocondrial (usinas das nossas células), e o paciente terá mais tromboses, inflamações e infecções. Mesmo assim, existem pessoas que, infelizmente, vão a óbito pela doença, e no Brasil, já atingimos a triste marca de 470 mil.

Então, vale lembrar que seis dimensões da saúde precisam estar danificadas, simultaneamente, para que um quadro da Covid-19 seja fatal: estilo de vida, ambiente, comorbidades, genética do hospedeiro, genética do vírus e imunogenética. Ainda que possamos ter estilo de vida equilibrado, em um ambiente saudável e sem comorbidades, é a genética que pode ser o grande vilão no combate à guerra contra a Covid-19.

 


Dr. Pedro Schestatsky - médico neurologista, professor, pesquisador, palestrante e empreendedor de novas tecnologias em Medicina, residente em Porto Alegre. Ficou nacionalmente conhecido após sua palestra TEDMED ao argumentar que a tecnologia não irá substituir os médicos no futuro, mas sim empoderar os pacientes para que se cuidem melhor de si mesmo. Também é autor do recém best-seller “Medicina do Amanhã”.

 

Referência

Taquet et al. 6-month neurological and psychiatric outcomes in 236379 survivors of COVID-19: a retrospective cohort study using electronic health records. Lancet Psychiatry. 2021 May;8(5):416-427.


Doação de sangue diminuiu durante a pandemia; saiba a importância deste ato

Em 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue, mais um incentivo para este ato voluntário que pode salvar muitas vidas

 

Neste Dia Mundial do Doador de Sangue é importante lembrar que a doação é um ato solidário que pode ajudar a salvar muitas pessoas. Cada doador pode contribuir com até 450 ml de sangue por vez, quantidade que pode salvar até quatro vidas. Para que isso seja possível, os bancos de sangue precisam ter um estoque com todos os tipos sanguíneos.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que o percentual de doadores de sangue seja correspondente a 3% da população do país. No Brasil, infelizmente, a taxa está abaixo disso, sendo menos de 2% que fazem doação regularmente.

A situação ficou ainda mais crítica devido à pandemia do novo Coronavírus. Com menos doadores desde o início da pandemia, em março de 2020, há a preocupação de um possível desabastecimento nos bancos de sangue, o que colocaria em risco pessoas que precisam ser submetidas a cirurgias ou outros procedimentos médicos que necessitam de transfusão.


Quem pode doar?

O Ministério da Saúde estabelece algumas regras para uma pessoa doar sangue. Assim, é importante confirmar previamente os pré-requisitos para se tornar doar de sangue.

·         Ter entre 16 e 69 anos;

·         Pesar, no mínimo, 50 Kg;

·         Estar munido de documento de identificação emitido por órgão oficial, com foto;

·         Ter dormido, pelo menos, 6 horas nas 24 horas anteriores à doação;

·         Estar alimentado, porém, doar após duas horas da última refeição;

·         Não ir doar se não estiver bem de saúde – com gripe, febre ou anemia.

É importante ressaltar que a doação é segura e não acarreta nenhum risco de saúde para o doador. Em cerca de um dia o organismo é capaz de repor a quantidade de sangue retirada no ato da doação.


Incentivo

Todos os anos, a indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi apoia e incentiva seus colaboradores a realizarem doação de sangue regularmente. Neste ano, a companhia iniciou uma campanha interna para ajudar os hemocentros da região de Toledo, no Paraná. Pelos seus principais canais de comunicação interna, a empresa compartilhou informações sobre a campanha ressaltando a importância deste ato, além de divulgar nas redes sociais ampliando a campanha também para toda sociedade.

Muitos colaboradores já são adeptos da doação de sangue e sabem que o seu ato pode salvar muitas pessoas. É o caso da Katiane Schumacher, analista administrativa da farmacêutica, que é doadora há 10 anos, praticando a doação voluntária nas campanhas e em outras oportunidades. 

 “Fico muito feliz em doar, é uma boa ação, um ato voluntário que pode ajudar a salvar muitas vidas. Anualmente, eu faço este gesto que é por amor, e mesmo durante esta pandemia, realizo o agendamento e faço a doação seguindo todos os cuidados necessários”, conta.

 


Prati-Donaduzzi


Junho vermelho: especialista fala da importância da campanha de doação de sangue em meio à pandemia

Férias escolares, frio e isolamento social diminuem drasticamente a ação que deve ser incentivada o ano inteiro e salva milhares de vidas

 

O mês de junho foi escolhido para falar sobre a doação de sangue. A campanha, Junho Vermelho, criada em junho de 2015 e estendida pelo Ministério da Saúde para todo o país, tem como objetivo incentivar o espírito de solidariedade quanto à doação de sangue, conscientizando a população de que é um ato de amor ao próximo, uma atitude que salva vidas.

A médica hematologista da Oncoclínicas Brasília, Marina Aguiar, explica que um dos motivos para a disseminação da ação neste mês é devido à maior escassez nos estoques de sangue. De acordo com ela, há uma diminuição no número durante o mês de junho. "Além da proximidade das férias escolares que levam muitas famílias a viajar, há um aumento da incidência de infecções respiratórias, propiciada pela queda das temperaturas, levando as pessoas a se recolherem, deixando-as menos propensas a sair de casa", acrescenta a especialista, que também atua no Hospital Anchieta de Brasília.

Para ela, a campanha, desde o ano passado, se faz ainda mais necessária, uma vez que o mundo se vê acometido pela pandemia da COVID-19, que preconiza o isolamento social, dificultando ainda mais a doação de sangue espontânea. "A consequência são os estoques de sangue em níveis ainda mais deficitários em todos os hemocentros do país e do estado", pontua.

Por esse motivo, segundo a hematologista, todos os hemocentros/bancos de sangue do Brasil buscam o envolvimento de todos, visando não só aumentar o número de doações em junho, como intensificar a cultura da doação de sangue para que o ato aconteça durante todo o ano.



Medidas de segurança


Conforme Dra Marina, as unidades seguem protocolos rígidos de segurança para evitar a contaminação pelo novo Coronavírus onde as doações de sangue são realizadas. "As orientações prevêem, sobretudo, o agendamento das doações, para evitar qualquer tipo de desconforto para os doadores", adiciona.

Atentos às recomendações do Ministério da Saúde, os bancos de sangue intensificaram os procedimentos de higienização e prevenção, entre eles: a obrigatoriedade do uso do álcool gel/líquido 70% nas mãos (qualquer doador ou pessoa que entrar nas unidades); só são aceitas caravanas de doadores de, no máximo, 10 pessoas; as salas de espera das unidades, como as de coleta do sangue, foram reorganizadas de forma a garantir um distanciamento mínimo de um metro entre os doadores.

" A pandemia parou o mundo mas não parou a necessidade de transfusão de sangue. Os pacientes com diversas patologias continuam com a mesma necessidade de transfusão para sobreviver", pondera. Ela continua: "casos graves e urgentes, cirurgias de alta complexidade como as cardíacas, os transplantes, as doenças degenerativas, o câncer, entre outras, não podem esperar por uma chamada específica à doação de sangue".

A especialista lembra que não é preciso conhecer alguém que esteja necessitando de sangue para fazer a doação. De acordo com ela, diariamente, em diversos centros de hemoterapia e hospitais, há pessoas precisando de transfusão e é fundamental que o sangue esteja disponível no estoque, já testado e liberado para uso.

"O isolamento social, o home office, os recessos escolares, as temperaturas mais frias, os feriados e dias chuvosos causam queda nas doações", acrescenta. Marina Aguiar reforça: "mais do que nunca, esse é o momento de unirmos forças em prol da doação de sangue, para que tenhamos estoques em níveis adequados para atender às demandas da população".



Quem pode doar?


Pessoas entre 16 e 69 anos em boas condições gerais de saúde, que pesam acima de 50 kg. Essas pessoas devem ainda possuir estilo de vida saudável e não se expor a situações com risco acrescido para aquisição de doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis.



Quem não pode doar?


Há várias situações que impedem a doação de sangue definitiva ou temporariamente. Entre elas, o peso, algumas doenças, medicamentos, gravidez, uso de drogas injetáveis, situações de risco acrescido para doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis, ingestão de bebidas alcoólicas.

"Vamos ajudar a salvar vidas: incentive pessoas que você conheça, que não faça parte de grupos de risco, a realizar uma doação de sangue. Sua atitude pode promover mudanças significativas na sociedade e na vida de quem precisa de sangue", destaca a hematologista. "Os bancos de sangue estão preparados para realizar as coletas da forma mais cuidadosa possível, queremos que você fique seguro agora, para que possamos contar com a sua doação depois que a pandemia acabar. Doe sangue! Doe vida!", finaliza.

 

Como o estresse na pandemia se tornou um gatilho para as alterações metabólicas

As consequências da pandemia não se restringiram às crises sanitária, econômica, política e social. Na saúde, sem falar da própria covid-19, tivemos uma série de complicações em decorrência da quarentena, especialmente em relação à saúde mental. Desde o início da pandemia, um dos sintomas mais prevalentes foi o estresse. Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UEFJ) apontou que o número de pessoas com estresse agudo praticamente dobrou entre março e abril de 2020. 

“As mudanças nos hábitos de vida e no comportamento impostas pela pandemia resultaram em muitas alterações psíquicas com piora e/ou surgimento de quadros de ansiedade/depressão, assim como alterações metabólicas e danos ao organismo como um todo”, afirma a Dra. Claudia Chang, pós doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

 

Estresse e as disfunções no sistema metabólico

Ainda que o estresse seja fundamental para a sobrevivência de um organismo, os efeitos dos principais mediadores induzidos pelo estresse agudo podem ter resultados bem negativos, como variações na pressão arterial, dores difusas pelo corpo e problemas gastrointestinais, afetando, inclusive, a saúde mental, podendo levar a ataques de pânico e depressão. 

“O estresse crônico causa um aumento de hormônios, como cortisol, adrenalina e noradrenalina. As consequências endócrinas do efeito aumentado dos glicocorticoides incluem ganho de peso com acúmulo de gordura visceral, o que contribui para alterações nos parâmetros que compõem a síndrome metabólica: dislipidemia (alterações de colesterol e/ou triglicérides), hipertensão arterial e diabetes tipo 2, que podem levar a doenças cardiovasculares”, explica Claudia Chang.

 

Excesso de comida: muleta para a mente

Em condições de estresse, angústia e distúrbios emocionais, a comida se torna uma “muleta”, ou refúgio. Alguns alimentos ativam o sistema límbico no cérebro, região envolvida com o mecanismo de “ganho e recompensa”. Por exemplo, ao comer doces, há uma diminuição momentânea da ansiedade. Este efeito acaba sendo registrado pelo cérebro como uma solução para combater o estresse.  

“Ou seja, toda vez que a pessoa estiver ansiosa, automaticamente haverá uma associação aos doces, como uma espécie de alívio e fuga do estado emocional. Além disso, o doce é muito palatável, fazendo com que a pessoa fique condicionada a ele nos momentos de tensão, já que o alimento não só proporciona uma sensação de prazer como diminui a ansiedade”.  

No entanto, este suposto bem-estar acabará se transformando em ganho de peso. Segundo a especialista, o acúmulo de gordura corporal associado à redução da massa magra e ao emocional comprometido, contribui para o agravamento da resistência à insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas que põe a glicose do sangue para “dentro” das células. Quando se está acima do peso ou com excesso de concentração de gordura na região abdominal, a insulina passa a ter dificuldade para agir, instalando-se assim um quadro de resistência. Para impedir esta resistência, o pâncreas passa a produzir mais insulina.  

“O problema é que a insulina em excesso gera ganho de peso (ela é um hormônio que “aumenta” as células de gordura), estabelecendo um ciclo vicioso. Como o pâncreas tem sua demanda metabólica muito aumentada (trabalha muito acima da capacidade que deveria), pode não conseguir mais manter este ‘ritmo de produção’. Daí, surgem as alterações glicêmicas que vão desde pré diabetes até o diagnóstico de diabetes franco”, pontua a endocrinologista. 

“Em suma, nestes tempos de estresse constante, quebra de rotina, falta de perspectiva e de controle sobre a situação, torna-se necessário estabelecer novos padrões de comportamento que auxiliem no processo de mudança para uma vida mais saudável. Se for preciso, busque ajuda de um especialista”, finaliza Claudia Chang.


Accor promove campanha de doação de sangue no Novotel Jaraguá em julho


Novotel São Paulo Jaraguá será ponto de coleta de doação de sangue no dia 8 de julho, das 8h30 às 11h30


A Accor realizará uma campanha de doação de sangue, em parceria com a Fundação Pró-Sangue e com o Novotel São Paulo Jaraguá Conventions, na capital paulista. A coleta, organizada pela Pró-Sangue, será feita no hotel, dia 8 de julho, das 8h30 às 11h30. Com a ação, a empresa reforça à população a importância da doação de sangue, um ato humanitário e uma forma de ajudar ao próximo por meio de um simples gesto de solidariedade.

Uma única doação pode salvar mais de uma vida, por isso doar sangue é fundamental, assim como manter os estoques sempre abastecidos. Os bancos de sangue foram significantemente afetados por conta do impacto da pandemia, com queda nos estoques, mas a demanda por sangue não parou. Os interessados devem enviar um e-mail com seu nome completo para comunicacao@accor.com para receberem as instruções e informações sobre a doação.

Também é necessário verificar os requisitos básicos necessários para a doação, como: estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos; pesar no mínimo 50kg; estar descansado (ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas); estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação), entre outros cuidados. Saiba mais no site da Fundação Pró-Sangue, do Governo Federal.

É importante ressaltar que o hotel está preparado para receber a todos com toda a segurança necessária, pois conta com a garantia do selo de biossegurança AllSafe, que é auditado e certificado pela Bureau Veritas. A certificadora internacional segue as diretrizes dos órgãos sanitários, auditando e revisando documentos, inspecionando remota ou presencialmente a implementação das ações de biossegurança. Para saber mais sobre o selo, acesse o site https://www.allsafelatam.com.br/.

Para download da imagem clique aqui.

Clique aqui e acesse a nossa press room para mais informações sobre a Accor.

 


Accor

group.accor.com

Twitter, Facebook, LinkedIn e Instagram.

 

Lesões nas mãos são o tipo de problema mais frequente relacionado ao trabalho

Problemas por esforço repetitivo podem ser prevenidos com ações simples, ressalta SBCM


Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são, de acordo com a Previdência Social, há anos, o tipo de problema mais frequente relacionado ao trabalho. Na especialidade de Cirurgia da Mão, as situações mais relativamente comuns e que podem, em alguns casos, estar relacionadas ao diagnóstico de LER/DORT, são o dedo em gatilho, a epicondilite medial, epicondilite lateral e tenossinovite de De Quervain, lista o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, Henrique de Barros Pinto Netto.

Levantamento enviado a pedido da SBCM, pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do governo federal, mostra que, em 2020, foram concedidos 8.037 auxílios-doença por essas quatro questões. No primeiro trimestre deste ano, já foram 1.577 casos. Os dados representam somente aqueles afastamentos por mais de 15 dias (e que, consequentemente, geraram um benefício) de segurados do Regime Geral de Previdência Social (INSS), explica o órgão.

Em tempos de isolamento social e home office, o uso ainda maior de dispositivos móveis para se conectar às pessoas pode ser atribuído ao aumento dos problemas nas mãos. Pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas (FGVSaúde), entre agosto e setembro do ano passado, apontou que as dores nas mãos são as que mais afetam os profissionais (65%).

 

Tipos mais comuns

O dedo em gatilho é uma doença que dificulta a flexão e extensão dos dedos. Ele ocorre por conta de uma inflamação no tendão responsável por dobrar o dedo ou por um espessamento de um túnel por onde este tendão passa, chamado de polia. Pode causar inchaço, endurecimento, dor na base dos dedos ou na palma da mão. Outro sintoma comum é, durante o ato de fletir e esticar os dedos, ter a sensação de estalidos e “travar” os dedos.

A epicondilite medial é a inflamação do tendão que liga o punho ao cotovelo, causando dor, sensação de falta de força e, em alguns casos, formigamento. Já a epicondilite lateral é caracterizada por dor na região lateral do cotovelo, o que pode causar dificuldade para movimentar a articulação e limitar algumas atividades do dia a dia. É mais comum nos trabalhadores que realizam movimentos muito repetitivos, como digitar, escrever ou desenhar.

Já a Tenossinovite de De Quervain é uma inflamação nos tendões do polegar na altura do punho. Por conta disso, os movimentos da mão e do polegar podem causar dor, principalmente para agarrar ou torcer com força. Os principais sintomas são inchaço e dor na base do polegar e no punho.

 

Alerta e prevenção

O presidente da SBCM ressalta que é fundamental que o paciente procure atendimento médico especializado desde o início dos sintomas. “As LER’s e DORT’s têm cura, mas é de extrema importância buscar precocemente um especialista para auxílio, pois uma vez que o problema se tornar crônico, o tratamento fica muito mais difícil”, pontua Dr. Henrique.

O especialista salienta ainda que a prevenção é melhor do que remediar e dá algumas dicas. “É recomendado fazer exercícios de alongamento muscular das mãos, punhos e braços, ter apoio ao digitar e fazer um intervalo entre as horas de trabalho. Cuidando e fortalecendo a musculatura reduzirão as chances de adquirir patologias relacionadas às LER’s e DORT’s”, conclui.

 


SBCM  - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão

 http://www.cirurgiadamao.org.br/

 

Corrida pela Vida: voluntários realizam campanha de doação de sangue

 

Iniciativa do Instituto MPD, organização sem fins lucrativos, criada pela construtora MPD Engenharia, visa apoiar Hemocentros e aumentar estoques de sangue

A pandemia da Covid-19 impactou os bancos de sangue de todo o País e segundo o Ministério da Saúde as doações caíram aproximadamente 20%. A reposição frequente dos estoques é fundamental para tratar diversas doenças e uma das importantes ações para engajar toda a população é a campanha Junho Vermelho - Mês de Conscientização para a Doação de Sangue, que evidencia a importância da doação contínua. No dia 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Diante disso, pensando em contribuir com as vidas das pessoas que dependem desse insumo, e que é essencial para o sistema de saúde, o Instituto MPD, organização sem fins lucrativos, criada pela construtora  MPD Engenharia, cujos pilares são educação, construção e sustentabilidade, realizou a campanha Corrida pela Vida, uma gincana entre os colaboradores, familiares e amigos, para a doação de sangue. Dentre as diversas iniciativas que o Instituto realiza, os projetos de doação de sangue fazem parte de uma das cinco frentes de atuação desenvolvidas pela Instituição.

As 31 equipes montadas pelos setores da construtora, abrangendo escritório e obras realizaram uma competição entre si. Aquela que mais doasse concorria a um prêmio. Ao todo, foram 74 doações encaminhadas para a Fundação Pró-Sangue e Santas Casas. Em relação à campanha do ano passado, houve um aumento de mais de 60%. Na ocasião, os colaboradores doaram na própria sede da MPD Engenharia, onde foi montado, pela Pró-Sangue, um posto de doação.

"A doação de sangue é um dos maiores atos de amor e de solidariedade. Uma única doação pode salvar até quatro vidas. Por isso, o engajamento do Instituto MPD em seguir unindo o time de colaboradores acontece não somente em campanhas específicas, mas sim durante todo o ano e estamos muito felizes em ver que todos estão cada vez mais preocupados em doar. Esse aumento que tivemos em relação ao ano passado só reforça isso", diz Cecília Meyer, presidente do Instituto MPD. 

A Fundação Pró-Sangue está com o estoque de sangue em nível crítico e convoca com urgência mais doadores. Os tipos O- e O+ estão em situação emergencial, já os sangues do tipo A- A+, B- e B+ estão em alerta, com tendência de entrada no patamar crítico. "Sabemos que a Fundação está com apenas 50% da quantidade de estoque necessária para abastecer mais de 100 Instituições de saúde da rede pública de São Paulo, dentre as quais se incluem os institutos do Hospital das Clínicas, Incor e ICESP. Por este e tantos outros motivos o nosso apelo e ajuda. Continuaremos a incentivar a doação de sangue com nossos colaboradores. Um ato tão nobre, que salva vidas", finaliza Cecília.


Sobre o Instituto MPD
Construir está no DNA da MPD Engenharia, não apenas de metros quadrados, mas ajudando a construir também o bem estar humano. E o Instituto MPD, uma organização sem fins lucrativos, nasceu com o objetivo de planejar e executar ações socioambientais que contribuam para a construção de uma sociedade cada vez melhor, tendo como alicerces desse propósito a construção, a educação e a sustentabilidade. Dentre as diversas iniciativas que o Instituto realiza estão: projetos relacionados a doação de sangue, inclusão digital, campanhas diversas como, por exemplo, a campanha do agasalho, entre outras.


Insuficiência de vitamina D pode estar relacionada com o aparecimento de doenças crônicas

 Entre as enfermidades ligadas à deficiência do nutriente no organismo, estão esclerose múltipla, artrite reumatoide, lúpus, diabetes tipo 1, hipertensão arterial, depressão e até alguns tipos de câncer

 

A vitamina D tem sido alvo de muitas pesquisas nos últimos anos que demonstram sua importância para o metabolismo do cálcio e da formação óssea, além de sua interação com o sistema imunológico. "Isto não é uma surpresa, uma vez que já conhecemos a relevância desta substância para o funcionamento de muitos órgãos - entre eles, cérebro, coração, pele, intestino, gônadas, próstata, mamas e células imunológicas", afirma Lúcia Barreira, Gerente Técnica-Científica do Laboratório Gross.

Assim, evidências recentes indicam que a insuficiência da vitamina D pode estar relacionada com o aparecimento de doenças crônicas, como, por exemplo, esclerose múltipla, artrite reumatoide, lúpus, diabetes tipo 1, hipertensão arterial, asma, esquizofrenia, depressão e até mesmo alguns tipos de câncer, como mama, colon e próstata. Isso vem afetando significativamente a qualidade de vida da população, principalmente daqueles que já atingiram a terceira idade.

De acordo com o IBGE, nos últimos anos, a população brasileira manteve a tendência de envelhecimento, superando os 30,2 milhões de idosos em 2017. Em 2012, este número era de 4,8 milhões. "Sabemos que o processo de envelhecimento também está ligado à manutenção ou não da autonomia em relação ao desempenho das atividades diárias. Mas não é só isso: ele também se caracteriza pela manutenção da capacidade funcional, que muitas vezes fica comprometida justamente por conta das doenças crônicas", diz a especialista, lembrando que estas enfermidades são responsáveis por 70% de todas as mortes no mundo.

Para ela, é fundamental manter os níveis de vitamina D adequados no organismo para ela ser efetiva na resposta imunológica. "Sem dúvidas a ingestão desta substância é essencial, seja pela melhora que faz ao metabolismo como um todo ou pela atuação no combate às diversas doenças", esclarece.

Além da exposição solar e da alimentação adequada, outra forma de obter quantidades bons níveis de vitamina D, é através da suplementação deste nutriente puro em cápsulas, gotas e comprimidos. Mildê é um suplemento vitamínico com alto teor de vitamina D3 (colecalciferol) em gotas, produzido pelo Laboratório Gross. "O objetivo da medicação é fazer a manutenção da saúde óssea, do funcionamento muscular e do sistema imune", explica a Gerente Técnica-Científica do Laboratório Gross.

Um dos sintomas da falta de vitamina D no organismo é o cansaço, sem motivo aparente. Neste caso, o primeiro passo para verificar se isso procede é agendar uma consulta com um médico, que deve pedir um exame de sangue completo para investigar as vitaminas em falta e recomendar a suplementação.

 


Gross

https://gross.com.br/


Seconci-SP: doe sangue de forma segura na pandemia

Segundo o Ministério da Saúde, houve queda de aproximadamente 20% no número de doações em 2020

 

Este mês é designado como Junho Vermelho, quando se celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue (14 de junho). Período perfeito para estimular as pessoas a doarem, comenta Angela Nogueira Braga da Silva, coordenadora do setor de Serviço Social do Seconci-SP (Serviço Social da Construção). Segundo o Ministério da Saúde, em 2020, houve queda de aproximadamente 20% no número de doações. “Essa queda é decorrente, em grande parte, do medo das pessoas em se dirigir aos bancos de sangue, que geralmente ficam em estabelecimentos de saúde, como hospitais, e serem contaminadas pela Covid-19”. 

Angela afirma que esse receio é infundado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou Nota Técnica reiterando que, até o momento, não há evidência de transmissão do novo coronavírus por meio de transfusão de sangue. “E os protocolos de segurança sanitária dos hemocentros de todo o país foram reforçados, aliados ao maior distanciamento entre as cadeiras de coleta e a adoção do agendamento online, para evitar aglomerações”. 

O sangue é essencial para atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a Doença Falciforme e Talassemia, além de pacientes oncológicos que, frequentemente, necessitam de transfusão.  

As orientações para quem pode doar sangue permanecem as mesmas: ter entre 16 e 69 anos de idade, lembrando que os menores de 18 anos precisam do consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito alguma vez antes dos 60 anos. Ter peso mínimo de 50 quilos, não ter doenças infecciosas e transmissíveis, não estar grávida ou amamentando, não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de um ano, além de estar descansado, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e ter feito alimentação equilibrada no dia anterior. O intervalo entre uma doação e outra para homens é de 60 dias e, para mulheres, de 90 dias. 

Há alguns mitos que acabam inibindo as pessoas. “Doar sangue não engorda nem emagrece. Após a doação, o sangue tende a voltar ao normal rapidamente, não provocando fraqueza. O volume de sangue coletado é baseado no peso e na altura do doador e o organismo repõe todo o volume de sangue doado nas primeiras 24 horas”, destaca Angela. 

A assistente social lembra que é recomendado levar a carteira de vacinação no dia da doação. Vacinas para hepatite B impedem a doação por 48 horas. Já aquela contra a gripe (Influenza) impede a doação de sangue por quatro semanas. 

“Pessoas que tiveram Covid-19 podem doar sangue, mas somente a partir de 30 dias depois de estarem curadas da doença. Não podem doar aquelas que, durante o tratamento da Covid-19 tiveram trombose e/ou embolia pulmonar e estejam tomando anticoagulantes”, explica. 

De acordo com o Ministério da Saúde, 1,6% da população brasileira é doadora de sangue. “Esse número atinge os parâmetros estipulados pela Organização Mundial da Saúde, que recomenda que entre 1% e 3% da população de cada país seja doadora de sangue. Apesar disso, é preciso incentivar as doações. Vivemos de ciclos, há vários períodos no ano, em que os hemocentros ficam com estoques críticos. E esta fase de pandemia é outro agravante. É importante lembrar: doar sangue é compartilhar a vida!”.

Informações: www.prosangue.sp.gov.br – (11) 4573-7800 ou procure o Hemocentro de sua cidade. 

 

Posts mais acessados