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domingo, 13 de junho de 2021

Doenças infecciosas já erradicadas do Brasil podem reaparecer após a pandemia de Covid-19

 Tema foi abordado durante o primeiro dia do Fórum Brasil Imune

 

No dia 09 de junho, aconteceu o primeiro dia do Fórum Brasil Imune, parte da Semana de Imunização, promovida pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) com o objetivo disseminar a importância da proteção imunológica, não apenas contra o covid-19, mas também outras doenças infecciosas. Marlene Oliveira, presidente do instituto que abriu o evento, explica que especialistas reforçaram que adultos e crianças têm deixado de se vacinar durante a pandemia o que é grave, pois pode trazer de volta doenças infecciosas já erradicadas no Brasil. Hoje, dia 10, acontece o segundo e último dia do evento. O conteúdo estará disponível na página www.semanadaimunizacao.com.br. Além do Fórum, o site traz videoaulas e um Guia de Imunização. 

Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), menos da metade dos municípios brasileiros atingiu a meta estabelecida pela Programa Nacional de Imunizações (PNI) em relação à vacinação obrigatória para as nove doenças: tríplice viral (sarampo, cachumba e rubéola), hepatite B, hepatite A, tríplice bacteriana, febre amarela, HPV, gripe, pneumonia e herpes zoster.  A maior redução foi observada na vacina de hepatite B para crianças, de 2019 para 2020, o índice de imunização caiu de 78,6% para 62,8%. 

Maisa Kairalla, geriatra e coordenadora do ambulatório de transição de cuidados da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que é necessário que as políticas públicas sejam pautadas na prevenção das doenças. “As crianças de hoje, serão os idosos de amanhã. Precisamos retomar a pauta de imunização contra as outras doenças, além da Covid, que não podem ser negligenciadas”, pontuou a especialista, que complementou com um questionamento: Como será o futuro de uma geração que estava descrente da vacinação? 

Marlene Oliveira, presidente do instituto e idealizadora da Semana da imunização, defende que, principalmente diante da volta às aulas, é essencial divulgar de forma clara e explicativa as informações sobre o assunto. “Hoje todo mundo está falando da vacina contra a Covid-19, mas esquecem das demais que são fundamentais para garantir que a população corra menos risco de contrair doenças sérias”.  

O alerta é o de que poderá ocorrer o retorno de doenças que que já foram controladas ou até erradicadas. Para se ter uma ideia, ao menos 3 milhões de pessoas deixam de morrer no mundo por terem sido vacinadas. Ana Goretti Kalume Maranhão, pediatra do Programa Nacional de Imunização (PNI), citou o caso do surto do sarampo, que ocorreu em 2016, em Roraima e que reverbera até hoje. “São mais 39 mil casos, sendo a maioria em crianças. As pessoas que não acreditam na vacinação, escolhem aumentar a suscetibilidade para doenças muitos graves”. 

Segundo Rafaela Rolim, pediatra e médica do CRIE da Bahia, a diminuição na cobertura vacinal durante a pandemia ocorre principalmente porque os pais têm medo de expor os filhos à contaminação por Covid-19.  “As crianças não vão tomar as vacinas sozinhas. É fundamental que os pais acreditem nas vacinas, deixando de lado as fakenews”. O assunto da viralização de notícias falsas promovidas por grupos ou pessoas que não apoiam as vacinas foi muito discutido e o consenso foi o de que é preciso reforçar as vozes da ciência e de organizações como o Instituto LAL, que atuam em prol da saúde e da qualidade de vida da população. 

Existe também vacinas especiais direcionadas para pessoas portadores de doenças crônicas ou que possuem comprometimento do sistema imunológico. Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que algumas doenças mais simples podem descompensar a qualidade de vida dos grupos de risco. 

Em relação à Covid-19, Ester Cerdeira Sabino, professora do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), explicou que para atingir a imunidade de rebanho natural, seria necessário ter 66% da população infectada. Mas esse modelo só funciona se não existisse reinfecção. Ester ainda afirma: “Esperamos que a vacina consiga proteger mais do que a reinfecção natural. Vale lembrar que todas as vacinas que estão sendo produzidas no mundo não foram desenvolvidas para impedir a infeção, mas sim para diminuir a doença. Como estamos vacinando com um alto número de transmissão, precisamos tomar cuidado para não criar novas cepas”. 

Helena Keico Sato, coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e pediatra da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), reforça que se deve vacinar sim contra a Covid-19, mas não é apenas dessa vacina que o país precisa. “Adultos, crianças e idosos precisam se direcionar aos postos de saúde para recebem as outras vacinas que também são fundamentais. As equipes estão organizadas e preparadas para atendê-los neste momento. Estamos em plena campanha de vacinação contra vírus influenza, realizada pela 23ª vez no Brasil”, explica Helena, que também atua na Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

 


Instituto Lado a Lado Pela Vida (LAL)


Em três décadas, a sobrevida de crianças diagnosticadas com câncer aumentou

Segundo a SOBOPE, isto é consequência do desenvolvimento de protocolos de tratamento elaborados de acordo com fatores prognósticos, acesso a instituições com amplo acesso às terapias de suporte para complicações do tratamento e equipes multidisciplinares treinadas envolvidas no cuidado integral à criança e adolescente com câncer 

 

Nas últimas três décadas, as chances de cura e a expectativa de vida de crianças e adolescentes com câncer aumentou significativamente graças às novas abordagens de diagnóstico e tratamento contra o câncer. Um estudo publicado no periódico JAMA Oncology, em janeiro de 2020, aponta que mais de 80% das crianças e adolescentes diagnosticados com câncer sobrevivem. 

Durante as três décadas pesquisadas (1970, 1980 e 1990) houve um aumento na sobrevida dos pacientes tratados apenas com quimioterapia (de 18% na década de 70 para 54% na década de 90). A expectativa de vida era de 48,5 anos para pacientes que receberam um diagnóstico durante a década de 1970; 53,7 anos para pacientes que receberam um diagnóstico durante a década de 1980; e 57,1 anos para pacientes que receberam um diagnóstico durante a década de 90. Esse aumento na taxa de sobrevida varia conforme o tipo de câncer diagnosticado e ocorreu paralelamente à diminuição do uso da radioterapia. 

“Reduzindo o uso da radioterapia, diminui-se a ocorrência efeitos tardios potencialmente fatais - como, por exemplo: segundo câncer, insuficiência cardíaca, fibrose pulmonar com insuficiência respiratória progressiva, dentre outros e, desta forma impactando no aumentando da expectativa de vida dos sobreviventes ”, afirma o Dr. Neviçolino Carvalho, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE). 

É fundamental o acompanhamento médico de adolescentes, e mesmo dos adultos, que tiveram câncer durante a infância com objetivo de monitorar e diagnosticar precocemente potenciais efeitos tardios relacionados à terapia. “A periodicidade depende de cada tipo de tumor e do tipo de tratamento que o paciente recebeu. Em geral, a cada dois a três meses nos primeiros seis meses após o tratamento; a cada três meses entre 6-12 meses; a cada quatro meses de 12 a 36 meses; a cada seis meses dos 36 aos 60 meses. Após cinco anos, a média de frequência desejável é anual ou conforme o diagnóstico de efeitos tardios identificados”, explica o presidente da SOBOPE. 

Sobre os especialistas que devem fazer parte da equipe de acompanhamento, o Dr. Neviçolino Carvalho afirma: “Deve envolver vários especialistas: endocrinologistas,  cardiologistas, neurologistas, nefrologistas, fisioterapeutas, psicólogos   (psicopedagogos), psiquiatras, fonoaudiólogos,  terapeutas ocupacionais, dentistas, nutricionistas, assistentes sociais, dentre outros”. 

Sobre o futuro do tratamento oncológico, o presidente da SOBOPE reforça a necessidade de novas abordagens terapêuticas com foco nos avanços em novas terapias, dentre as quais, a terapia alvo e a imunoterapia, que vêm ganhando cada vez mais importância no tratamento do câncer. 

“A incorporação de novas terapias eficazes e com menor potencial de efeitos tardios deve ser o foco das pesquisas em oncologia pediátrica. Não há dúvidas que quanto menos utilizarmos radioterapia, combinada ou não à quimioterapia, teremos menos efeitos tardios e, consequentemente, menos mortalidade relacionada a esses efeitos tardios”, finaliza o Dr. Neviçolino Carvalho.

 

 

SOBOPE


Junho laranja: especialista conscientiza sobre diferença entre anemia e leucemia

Junho laranja trata de doenças como anemia e leucemia
Divulgação

A cor laranja foi escolhida para simbolizar o mês da conscientização sobre anemia e leucemia

 

A anemia e a leucemia são problemas que começam diretamente no sangue, porém leucemia não é um tipo de anemia e vice-versa, como algumas crendices populares costumam afirmar.

Ronald Palotta, hematologista do Hospital Casa de Saúde de Guarujá, explica que a anemia acontece quando há redução na quantidade de hemácias na circulação sanguínea. Ele acrescenta que, apesar de a anemia não ser e nem virar leucemia, ela pode indicar um problema de saúde mais grave.

Existem vários tipos de anemias, inclusive as que são genéticas e hereditárias, a mais comum conhecida como anemia falciforme. “A anemia na verdade não é uma doença, ela acompanha várias doenças. A anemia falciforme engloba vários tipos de alterações da hemoglobina que é a proteína do sangue que carrega oxigênio para as células. Do ponto de vista brasileiro essa é uma doença que requer muitos cuidados e um olhar com muito carinho porque requer um diagnóstico precoce. No Brasil ela pode ser identificada já no teste do pezinho”, pontuou o hematologista.


O que é anemia?

O hematologista do Hospital Casa de Saúde de Guarujá explica que a anemia acontece quando há redução na quantidade de hemácias na circulação sanguínea. Estas hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos, contém no seu interior uma proteína chamada hemoglobina, que tem a função de transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos. Desta forma, quando há anemia o oxigênio não chega aos órgãos, com isso gera sensação de cansaço, falta de ar, palidez, queda de cabelo entre outros sintomas.

Para diagnosticar a anemia, o hemograma é o exame mais indicado. Uma única coleta de sangue, simples, barata e acessível pode verificar a situação da pessoa e fazer o correto diagnóstico.

O especialista salienta que a anemia na verdade não é uma doença, ela acompanha várias doenças. Pode ser causada por diversos fatores divididos em adquiridos (como hemorragias intensas, falta de vitaminas como o ferro entre outras) e fatores hereditários (como a anemia falciforme).

A doença falciforme, um dos tipos de anemias hereditárias, no Brasil possui alta prevalência e requer muitos cuidados, incluindo um diagnóstico precoce. “A anemia pode indicar que existe algo errado no organismo, como um problema mais grave, sendo importante realizar o acompanhamento médico adequado, periódico com exames e check-ups de saúde”, recomendou.


O que é leucemia?

A leucemia é um tipo de câncer que faz com que os leucócitos (glóbulos brancos) sejam produzidos pelo corpo sem controle, o que afeta diretamente a produção de hemácias (glóbulos vermelhos) e das plaquetas. Se a produção de glóbulos vermelhos estiver baixa, a pessoa tende a apresentar anemia e se as plaquetas estão baixas pode levar a sangramentos.

O corpo humano normalmente apresenta entre 3,5 e 10 mil leucócitos/mm3 no sangue, mas quando a pessoa está com leucemia, esse número tende a aumentar, tornando-se uma leucocitose que atinge valores por vezes superiores a 100 mil/mm3. Quando esta leucocitose acontece às custas de células imaturas chamadas blastos, a leucemia é aguda e ocorre de forma rápida e grave. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que, a cada ano, sejam diagnosticados mais de dez mil novos casos de leucemia no Brasil.

O hematologista do Hospital Casa de Saúde Guarujá, Ronald Pallotta, observa que o diagnóstico precoce é o melhor caminho para a pessoa com leucemia, já que o tratamento pode modificar a história natural desta doença.

“Para as leucemias agudas, é necessário tratamento com quimioterapia, frequentemente com internação. As leucemias crônicas não requerem tratamento a nível hospitalar, mas requerem quimioterapia oral que junto com a imunoterapia. Na leucemia aguda, que é um tipo de câncer, o tratamento precoce é a diferença entre a vida ou a morte”, afirma o especialista.


Doação de medula óssea

O tratamento destas doenças, pode incluir o transplante de medula óssea e isso depende de doadores compatíveis. Por isso, pacientes aguardam em filas de espera para encontrar uma pessoa que tenha essa compatibilidade. Qualquer pessoa saudável pode se cadastrar em um hemocentro próximo à sua casa e ajudar pessoas que sofrem com leucemia e precisam desse tipo de transplante. Para se cadastrar, é coletada uma amostra de sangue que será analisada e seus resultados computados e guardados para serem comparados com a de pacientes que precisam de transplante para verificar sua compatibilidade. O doador só é contatado se ambos forem compatíveis.

 


Hospital Casa de Saúde Guarujá


CONHEÇA A LESÃO QUE AFETA PROFISSIONAIS EM HOME OFFICE

Epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo do tenista, deixou de ser uma condição exclusiva de atletas.

 

A chamada epicondilite lateral, também conhecida como “cotovelo do tenista” é uma condição dolorosa que ocorre quando os tendões desta parte do corpo estão sobrecarregados. Mas, apesar do nome, os atletas não são as únicas pessoas que desenvolvem essa condição. Pessoas que realizam atividades domésticas e atuam em profissões como pintura, carpintaria, encanamento e outras atividades que exijam movimentos repetitivos com os braços e pulsos também podem desenvolver a patologia, sendo no Brasil, mais de 150 mil casos por ano. 

O risco de adquirir a patologia aumenta quando a pessoa participa de atividades ou tem uma ocupação que utilize excessivamente os músculos do antebraço e dos tendões e músculos ao redor da articulação do cotovelo. “Na pandemia, tenho percebido um aumento de queixas de pessoas que estão trabalhando em casa, seja pelos movimentos repetitivos (comum para o diagnóstico), mas principalmente pela falta da ergonomia correta para a realização do trabalho.” – destaca o profissional que também é diretor do ITC Vertebral e Instituto Trata, unidades de Guarulhos. 

Quando a condição já está instalada, situações corriqueiras e até então simples de serem realizadas, vão se tornando difícil, como: apertar as mãos ou girar a maçaneta da porta. 

O tratamento inicial é conservador sendo o paciente orientado a diminuir ou substituir as atividades que geram os sintomas. Ainda segundo o especialista a doença não tem cura, mas os sintomas podem desaparecer com a abordagem adequada. “Além de uso de analgésicos, utilizar algum tipo de imobilização pode ser benéfica quando necessário e repouso relativo, fisioterapia e terapia ocupacional também contribuem para a melhora do quadro, como diminuição de dor e melhora da função” – destaca. O profissional explica ainda que, o tratamento fisioterapeutico da epicondilite ajuda a conseguir gerar analgesia através de recursos manuais, eletroterapia e exercícios específicos para equilibrar a força do tendão inflamado. 

Bernardo salienta que, a maneira mais eficaz de prevenir a epicondilite lateral é fortalecer os músculos do antebraço, seja com pesos leves ou alongamentos antes das atividades e modificar as atividades também pode ajudar. “Isso pode incluir a adição de períodos de descanso ou modificação de equipamentos que você usa no escritório, fábrica ou para esportes, ou enquanto participa de seus passatempos favoritos.” 

Para as pessoas que estão trabalhando em casa, a recomendação é evitar ficar muito tempo na mesma posição diante do computador, fazer pausas para alongamento, melhorar a postura e encostar o antebraço completamente na mesa ou nos apoios da cadeira ao digitar ou movimentar o mouse.



BERNARDO SAMPAIO - Fisioterapeuta pela PUC-Campinas (Crefito: 125.811-F), diretor clínico do ITC Vertebral e do Instituto Trata, unidades de Guarulhos, Bernardo Sampaio é também professor do curso de pós-graduação em fisioterapia traumato-ortopédica do Instituto Imparare e do curso de fisioterapia do Centro Universitário ENIAC (Guarulhos) e também leciona como convidado nos cursos de pós-graduação na Santa Casa de São Paulo. Possui experiência em fisioterapia ortopédica, traumatologia e esporte; e especialização em fisioterapia músculo esquelética, aprimoramento em membro superior e oncologia ortopédica pela Santa Casa de São Paulo. Mestrando em ciências da saúde pela faculdade de ciências médicas da santacasa de são Paulo. Saiba mais em: www.institutotrata.com.br  e www.itcvertebral.com.br


Como entender os dentes que não "nascem"

Especialista explica as consequências dos dentes irrompidos


É chamado de dente retido aquele que ainda não irrompeu, quando já deveria ter erupcionado. Podem ser apontadas algumas causas que impedem ou alteram a erupção natural do dente, como explica Amanda Lopes Teixeira, cirurgiã-dentista e membro da Câmara Técnica de Odontopediatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). 

As principais causas são: falta de espaço, um problema frequente que pode ser causado devido ao dente ser muito volumoso em relação ao espaço ósseo, devido a perdas dentárias precoces, entre outros fatores; anquilose do dente de leite, em que ocorre uma “fusão” da raiz do dente de leite com o osso, fazendo com que ele não amoleça, impedindo a erupção do dente permanente; perda precoce do dente de leite, nesse caso pode haver a formação tecido ósseo que também impossibilita que o dente permanente erupcione, ou seja, nasça. 

Ainda podem ocorrer casos de fibrose gengival, quando a gengiva que recobre o permanente fica muito grossa, ou processos patológicos, como cistos, tumores e alterações ósseas que podem prejudicar a erupção natural do dente. São mais raros, mas podem causar problemas.

“Quando o dente permanente não erupciona, pode haver alteração no desenvolvimento das arcadas e prejudicar o posicionamento dos dentes vizinhos. Se ele nasce de maneira incompleta, pode causar um maior acúmulo de placa bacteriana o que pode causar inflamação ou infecção na gengiva, cárie, entre outros problemas”, esclarece Amanda.

Casos de dente não irrompido podem ocorrer em crianças, adolescentes e adultos. O terceiro molar (dente do siso) é o mais acometido por esse problema, seguido pelos caninos, podendo também ocorrer com outros dentes, sendo os incisivos os menos afetados. Ainda é possível que a pessoa tenha um dente de leite até a idade adulta e isso impeça a erupção do dente permanente. Muitas vezes o adulto só fica sabendo disso ao consultar o cirurgião-dentista.


Tratamento do dente que não erupcionou


O tratamento deverá ser realizado pelo cirurgião-dentista de acordo com a causa do problema. De acordo com a cirurgiã-dentista, no caso de dente decíduo (dente de leite) com anquilose, esse deverá ser removido para a erupção do permanente. Para a falta de espaço, poderá ser necessário tratamento ortodôntico para que esse dente ocupe a sua posição ideal. Já quando há a perda precoce do dente decíduo o cirurgião-dentista pode usar mantenedores de espaço para acompanhar a erupção do permanente e evitar perda de espaço.

Em caso de gengiva fibrosada que impede a erupção do dente, o cirurgião-dentista faz um pequeno corte nesta área para que o dente possa nascer. Se o dente permanente não erupcionar, pode ser necessário o tracionamento ortodôntico deste para posicioná-lo na arcada corretamente. Lembrando que qualquer intervenção só é realizada depois de um exame detalhado e tendo como suporte exames de imagem, tais como raio X, tomografia etc.

“Quando esgotamos as opções de tratamento para que esse dente permaneça na arcada adequadamente pode ser necessária a extração do mesmo”, complementa a integrante do CROSP.

 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo – CROSP

 www.crosp.org.br


sábado, 12 de junho de 2021

Quais lições a COVID-19 deixa para a Educação?

Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga especialista em Gestão Escolar e Educação Especial, fala sobre o uso da tecnologia e a valorização dos professores

 

A pandemia da COVID-19 virou representou grandes desafios e colocou em xeque todas as concepções de ensino e aprendizagem existentes. Felizmente foi possível encontrar alternativas, principalmente em prol da educação de qualidade. Agora, em 2021, as maiores lições são o uso significativo da tecnologia e a valorização dos professores, pedagogos e gestores educacionais. É o que conta a psicopedagoga Ana Regina Caminha Braga, especialista em Gestão Escolar e Educação Especial. 

“A educação à distância já era praticada há muitos anos pelo Ensino Superior, mas nunca de forma tão aprofundada como neste ano. Já a Educação Básica, essa sim teve de se reinventar”, aponta. “Diversas escolas ingressaram pela primeira vez no universo das plataformas online, correndo contra o tempo para se adaptar aos novos métodos e driblar as dificuldades pedagógicas. Afinal, não é somente dar aula frente as câmeras, mas sim levar dinamicidade e ludicidade aos alunos a partir de estratégias diferenciadas”, explica a psicopedagoga. 

A valorização dos professores também se faz bastante presente. A pandemia provou a capacidade multifuncional e a importância desses profissionais na vida dos alunos. E não apenas de maneira fantasiosa, mas sim profissional e prática, mostrando que sem uma educação de qualidade é impossível formar qualquer outra profissão. 

“Após um período de avaliação dos resultados obtidos no último ano letivo, chegou a hora de elaborar novas diretrizes e levantar um diálogo sobre a participação do aluno e a prática docente. Para isso, é preciso que os professores sejam capazes de utilizar a tecnologia em sua totalidade, a fim de entregar uma educação ainda mais eficaz a todos os níveis de ensino. E isso só será possível com o apoio dos públicos da Educação”, complementa Ana Regina Caminha Braga.


O que são Soft Skills?

Nesse artigo eu resolvi fazer uma dinâmica de perguntas e respostas com os principais questionamentos que recebo dos meus leitores sobre o tema Soft Skills.

Então vamos lá:


  1. As soft skills estão ganhando cada vez mais importância. O que mudou no mercado para que isso acontecesse?

Esta já era uma grande tendência. As empresas estão cada vez mais recrutando pelas soft skills. Dados da pesquisa mundial da Michael Page mostram que 91% dos profissionais são demitidos por problemas comportamentais, ou seja, ausência de soft skills.


  1. De que forma as soft skills e as hard skills podem trabalhar juntas?

Para ser um profissional de sucesso, se faz necessário ter as soft e as hard skills. É interessante que você faça uma autoavaliação pessoal e identifique suas melhores soft e hard skills e também as que precisa se desenvolver para atingir os resultados que você quer alcançar. Sabiamente Albert Einstein diz: “Loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual”.


  1. Qual é a melhor forma de desenvolver soft skills?

O primeiro passo é a expansão de consciência e consiste em reconhecer seus pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças. Para isso recomendo fazer um SWOT pessoal.

Você também pode aplicar testes que te apoiarão nesta descoberta, além de conversar com pessoas a sua volta como seu líder, pares e subordinados para conhecer deles os seus pontos fortes e a melhorar.

Depois é necessário conhecer os resultados que deseja alcançar, como por exemplo: se comunicar melhor, saber negociar, ter empatia, e por aí vai.

Após este autoconhecimento sobre si, o próximo passo consiste em buscar novas estratégias para agir e se colocar em ação praticando com disciplina.

Desta forma começará a ter resultados diferentes e se sentirá cada vez mais motivado e engajado.


  1. Na sua opinião, as soft skills são importantes para qualquer tipo de profissional e ambiente de trabalho?

Sim, são muito importantes desde o cargo mais simples da operação até o mais alto nível da organização. Soft skills são para a vida e para os relacionamentos interpessoais.


  1. Quais são os principais benefícios das soft skills para a empresa?

Tendo funcionários mais competentes a empresa atinge melhores resultados. Clientes são pessoas, funcionários são pessoas. Portanto se a sua empresa não entende de pessoas ela não entende de negócios.


  1. De que forma elas auxiliam no crescimento do negócio?

Funcionários com as soft skills bem desenvolvidas, se relacionam melhor, criam mais alianças, resolvem os problemas com muito mais facilidade, agem com mais inteligência emocionante por aí vai.

 


Lucedile Antunes - Palestrante e mentora organizacional, apaixonada pela evolução das pessoas, autora de diversos artigos e livros sobre gestão organizacional e desenvolvimento humano, Autora e Idealizadora do Best-Seller “Soft Skills – Competências Essenciais para os Novos Tempos - Literare Books Internacional”, Coach com credenciamento internacional - ACC pela International Coach Federation.

 

Lições de sobreviventes do Holocausto podem ajudar a mitigar efeitos do confinamento na saúde mental

José Pio Martins indica quatro obras inspiradoras para momentos de angústia e desesperança


Além dos prejuízos econômicos, como redução da renda e o desemprego, a pandemia está causando danos psicológicos irreversíveis. De acordo com o economista José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo e membro da Academia Paranaense de Letras, o confinamento necessário para conter o contágio da Covid-19 é uma tragédia para o relacionamento, principalmente para as crianças, que estão afastadas dos amigos. “A escola não é apenas local de alfabetização, instrução, é espaço de lazer, de relacionamento humano e social, em que a criança vai se adaptando à sociedade”, afirma.

Segundo o professor, ouvir, ler e assistir histórias de superação trazem conforto para enfrentar este período, mostrando que todos nós podemos escapar das armadilhas da nossa mente, não importam as circunstâncias. “Se alguém falar para mim que está triste e angustiado, por causa do cenário que estamos vivendo eu sugiro que procurem as histórias de Simon Gronowski e Edith Eva Eger, ambos com mais de 90 anos e sobreviventes do Holocausto”.

 

Simon Gronowski - O advogado Simon Gronowski toca piano na janela de casa, na Bélgica, para confortar as pessoas durante o confinamento. Ele aprendeu a tocar piano sozinho, quando adolescente, porque também estava procurando se comunicar, se conectar, antes de mais nada, com sua irmã mais velha, Ita, que faleceu em Auschwitz em 1943, aos 19 anos. Nesse mesmo ano, Gronowski foi colocado com dezenas de outras pessoas em um vagão de gado, conhecido como “Convoy 20”, na rota mortal de Mechelen para Auschwitz. Para tentar salvar a vida do filho, a mãe de Gronowski o incentivou a pular do trem em alta velocidade, mas não o seguiu. Sua história foi retratada no livro "L’Enfant du XXe Convoi" (A Criança do 20º Trem). Segundo Pio Martins, outra obra inspiradora para tempos de confinamento é “Finalmente, liberado”, que Gronowski escreveu com Koenraad Tinel, que virou um amigo muito próximo, apesar de ter nascido em família nazista.Perguntado por que toca piano na janela, o advogado belga respondeu que fica feliz em confortar as pessoas e, ainda: “sou muito jovem para parar”. Em um jornal belga, Gronowski escreveu: “Reduzido atualmente a uma ociosidade forçada, propício à reflexão, meu pensamento vagueia e se junta aos confinamentos que sofri há 75 anos, de 1942 a 1944, quando tinha 10-12 anos”… “Hoje podemos ficar com nossa família ou ser ajudados por ela, manter contato, podemos fazer nossas compras, estocar mantimentos, ler jornais, assistir televisão, mas aí vivíamos no terror, faltou tudo, éramos frio, fome e nossas famílias foram separadas, deslocadas”.

 

Edith Eva Eger - Aos 93 anos, a judia eslovaca Edith Eva Eger é doutora em Psicologia e se dedica a ajudar soldados com traumas físicos e mentais causados pela guerra. Ela e a irmã foram salvas do campo de concentração de Auschwitz aos 16 anos, onde os pais foram assassinados na câmara de gás. Pio Martins indica a leitura de dois livros de Edith Eva Eger: “A liberdade é uma escolha” que, com lições práticas e inspiradoras, revela o penoso processo de superação da autora e ajudam as pessoas a se libertarem de suas prisões mentais; e “A bailarina de Auschwitz”, que conta a história da sobrevivente do Holocausto. “As lições deixadas por Edith e Simon nos enchem de esperança e provam que enquanto há saúde e vida, há o que fazer”, ressalta o reitor, reforçando a importância do distanciamento social e comemorando a chegada da vacinação aos professores.

 

Com entraves, Brasil exporta 2,6 milhões de sacas de café em maio de 2021

 

Continuidade dos problemas logísticos e processo de adequação na emissão dos certificados de origem da OIC impactaram o desempenho

 

Nos anos civil e safra, contudo, resultado é positivo e Brasil confirma recorde nos embarques da temporada 2020/21

 

As exportações brasileiras de café, em maio de 2021, totalizaram 2,616 milhões de sacas de 60 kg e geraram US$ 357,6 milhões ao país. No comparativo com o mesmo mês do ano passado, o desempenho representa queda de 20,3% em volume e de 13,2% em receita cambial. Os dados constam no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). 

Segundo o presidente da entidade, Nicolas Rueda, em maio, o desempenho das exportações foi impactado pela continuidade dos entraves logísticos, com falta de contêineres e de espaço nos navios, e pelas adequações que vêm sendo realizadas no processo de modernização da emissão dos certificados de origem da Organização Internacional do Café (OIC), requeridos no embarque do produto. 

“O volume de exportações tem sido recorde no acumulado da safra, o que reflete uma colheita também recorde em 2020/21 e a altíssima competitividade do café brasileiro no exterior. Em maio, só não foi maior por conta dos entraves logísticos relativos à disponibilidade de bookings e contêineres, causados por congestionamentos em muitos portos asiáticos e norte-americanos, em função da alta demanda por alimentos e demais produtos nessas regiões ocasionada pela pandemia", explica. 

Diante do cenário, o presidente do Cecafé ressalta o “grandíssimo” trabalho que vem sendo realizado pelas equipes logísticas dos exportadores. “Esses profissionais têm redobrado esforços para cumprir os compromissos de embarque frente a essas dificuldades, principalmente no que se refere aos sucessivos cancelamentos de booking por parte dos agentes marítimos”, enaltece. 

Outro fator que interferiu no desempenho registrado em maio é a adequação no critério das apurações dos embarques dos certificados de origem, requeridos nas exportações de café, aprovado pela OIC, que passará a considerar a data de conhecimento de embarque e não mais a liberação aduaneira. 

"Com os embarques considerando o (Bill of Lading) BL e não mais a liberação aduaneira, os números das exportações de Cecafé, (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia) Secex e da própria OIC tendem a se ajustar e ficar muito próximos", conclui.

 

RECORDE NA SAFRA

Mesmo um mês antes do fechamento da temporada 2020/21, o Brasil já bateu o recorde em volume exportado durante uma safra. De julho de 2020 ao final de maio deste ano, o país remeteu 42,5 milhões de sacas ao exterior, o que representa incremento de 14,3% sobre idêntico intervalo anterior e supera as 41,4 milhões de sacas registradas nos 12 meses do ciclo 2018/19, até então o maior nível apurado nas remessas de café do país. 

A receita cambial com os envios de café ao exterior nos 11 meses da safra 2020/21 totalizou US$ 5,406 bilhões – melhor patamar dos últimos cinco anos –, montante que implica alta de 12,8% na comparação com os recursos obtidos com os embarques de julho de 2019 ao fim de maio de 2020.

 

ANO CIVIL

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2021, os envios de café ao exterior pelo Brasil somaram 17,767 milhões de sacas, o que equivale a uma média de 3,5 milhões de sacas por mês e confere recorde para a exportação no período. Esse volume representa evolução de 5,1% em relação ao intervalo entre janeiro e maio de 2020, quando o país remeteu 16,9 milhões de sacas a seus parceiros internacionais. No acumulado deste ano, os embarques brasileiros de café renderam o também recorde US$ 2,359 bilhões, crescimento de 4,9% no comparativo anual.

 

PRINCIPAIS PARCEIROS

No acumulado de 2021, os Estados Unidos seguem como os principais importadores dos cafés brasileiros, com a aquisição de 3,402 milhões de sacas, crescimento de 2,2% na comparação com igual período em 2020. Na sequência, vêm Alemanha, com 3,211 milhões de sacas (+6,7%); Itália, com 1,311 milhão (-13%); Bélgica, com 1,276 milhão (+11,1%); e, fechando o top 5, o Japão, com a importação de 981,4 mil sacas (+15,2%). 

Destaca-se, ainda, o crescimento de 50,6% nas exportações brasileiras de café para países produtores, que importaram 1,222 milhão de sacas nos primeiros cinco meses de 2021. Quando o recorte inclui apenas café verde, salienta-se ainda mais essa evolução, que chega a 84,5%, com outras nações cafeeiras elevando a importação do produto in natura de 522,2 mil para 963,3 mil sacas. Os países árabes também merecem destaque com a aquisição de 777 mil sacas no intervalo, alta de 20,8% no comparativo anual.

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

O Brasil exportou 2,652 milhões de sacas de cafés diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) de janeiro a maio, volume que representa 14,9% dos embarques totais no período. O preço médio desse produto foi de US$ 172,05 por saca, o que gerou recursos na ordem de US$ 456,4 milhões nos cinco meses, equivalentes a 19,3% da receita total gerada no intervalo.

 

TIPOS DE CAFÉ

O café arábica foi o mais exportado pelo Brasil no agregado entre janeiro e maio de 2021, com o envio de 14,680 milhões de sacas ao exterior, o que corresponde a 82,6% do total. O segundo melhor desempenho foi registrado pelo segmento de solúvel, que embarcou 1,545 milhão de sacas (8,7% do total), seguido pelo café canéfora (robusta e conilon), que soma 1,528 milhão de sacas exportadas (8,6%).

 

PORTOS

Santos permanece como o principal canal de escoamento dos cafés do Brasil em 2021. De janeiro a maio, 13,926 milhões de sacas partiram do porto paulista, o que representa 78,4% dos embarques totais. Na sequência, vêm os portos do Rio de Janeiro, com a remessa de 2,640 milhões de sacas (14,9%), e de Vitória (ES), com 501 mil sacas (2,8%).

 

O relatório completo das exportações de café em maio de 2021 está disponível no site do Cecafé: http://www.cecafe.com.br/.

 

SUS passa a realizar exame para detecção de fungos que atacam sistema nervoso

Infecção poderá ser identificada por teste rápido em pessoas portadoras do vírus da imunodeficiência humana (PVHIV) assintomática

 

Pessoas que vivem com o vírus da imunodeficiência humana (PVHIV) de forma assintomática passam a contar com um novo exame para rastreio de infecção pelo fungo Cryptococcus e, também, para diagnóstico de meningite criptocócica. O teste foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta sexta-feira (11).

O exame rápido foi aprovado por recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Vinculada ao Ministério da Saúde, a comissão tem o papel de assessoria para a incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS, bem como na constituição ou alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica.

O Cryptococcus é uma espécie de fungo que ataca principalmente o sistema nervoso central e as vias respiratórias, causando um processo inflamatório no cérebro. O novo teste de rápido fornece um resultado definitivo em aproximadamente 10 minutos, a baixo custo e sem exigir estrutura física especializada, além de ser de fácil uso e interpretação.


DIAGNÓSTICO

O SUS disponibiliza diferentes métodos para diagnóstico da criptococose. O método convencional inclui, obrigatoriamente, o exame direto com análise microscópica em fluidos corporais, como urina e sangue, e a cultura do fungo por um período de até sete dias para identificação do vetor de transmissão.

O novo teste diagnóstico para detecção de infecção por Cryptococcus pode ser realizado no mesmo local onde o paciente é atendido.


Nathan Victor
Ministério da Saúde


FRONTEIRAS ABERTAS: BRASILEIROS VOLTAM A PLANEJAR INTERCÂMBIO PARA OS EUA

Estudantes com vistos F e M poderão entrar no país a partir de agosto

 

Fazer intercâmbio em meio à pandemia virou uma prova de obstáculos. Os planos de quem se programava para arrumar as malas e viajar para fora do país, entraram em pausa, mas agora, no segundo semestre de 2021 os estudantes brasileiros podem voltar a planejar o seu tão sonhado  intercâmbio para os Estados Unidos. Isso porque brasileiros que tiverem visto de estudante válido (categorias F e M) e iniciarão os estudos nos EUA a partir de 1º de agosto estão liberados a viajar ao país sem consultar a Embaixada ou os Consulados no Brasil, entretanto, estão proibidos de chegar ao país mais de 30 dias antes do início das aulas. “Esses dois vistos são destinados àqueles que vão estudar inglês, fazer uma universidade, High School ou estudar em uma instituição profissional ou não acadêmica” – reforça Arleth Bandera, CEO da Eagle Intercâmbio, agência sediada no Vale do Silício, na Califórnia.  

Notícia boa para a estudante Giovanna Gonçalves, que estava apreensiva se iria conseguir iniciar seus estudos na Advance English Academy, em Berkeley.  “A pandemia está mais controlada nos EUA, a vacinação também está caminhando de forma mais rápida do que no Brasil e agora com a permissão para entrada no país e com a abertura de vagas para visto me sinto segura e feliz de finalmente poder realizar o sonho da graduação no exterior” – comenta a estudante que estava esperando as fronteiras abrirem desde o ano passado já matriculada na escola e que finalmente conseguiu se cadastrar para a entrevista de visto, que será em julho. Para Arleth Bandera, a noticia também é animadora. “As agências de intercâmbio passaram por grandes desafios nesse último ano, mas estamos vivendo um dia de cada vez, nos reinventando e trabalhando com condições flexíveis para o estudante.” Para lidar com esse cenário de incertezas a empresa passou a disponibilizar também outro tipo de serviço, a alteração de status de visto dos brasileiros que já estavam nos EUA e gostariam de permanecer, assim a Eagle fechou 2020 faturando mais de 1 milhão de reais.  

Aos estudantes que desejam aterrissar na terra do Tio Sam, a primeira orientação, de acordo com Arleth, é entrar em contato com uma agência de intercâmbio que o ajudará, de maneira personalizada a encontrar a melhor opção de escola credenciada para receber estudantes internacionais e assim tentar a aprovação em algum programa. “As vantagens de contratar uma agência são inúmeras para os estudantes. Nós, por exemplo, contamos com empresas parceiras, preços especiais em escolas renomadas dos EUA, promoções e outras condições especiais exclusivas para os alunos, além de auxiliá-lo com todo o trâmite que é exigido nesse tipo de intercâmbio.” – Destaca.  

A especialista alerta apenas que, essa é uma decisão que exige planejamento, organização e muita clareza. “Antes de qualquer coisa o estudante precisa definir o objetivo do intercâmbio, já que cada programa tem às suas especificidades, como valores e tempo de duração. Feito isso, não tenha medo de se arriscar, o intercâmbio é uma experiência transformadora, do ponto de vista pessoal, mas também de algo com profundo impacto positivo na vida acadêmica e profissional de quem aproveita a chance”– finaliza Bandera.  

Se você tem interesse em realizar um intercâmbio, busque informações sobre o clima, a moeda, sobre o visto e a culinária local com uma agência de intercambio para não transformar sua viagem dos sonhos em pesadelo! Acesse: www.eagleintercambio.com para mais informações.


O desafio da reciclagem de embalagens plásticas

O plástico filme é extremamente prático e serve como um verdadeiro aliado na rotina dentro do lar, principalmente na cozinha, sendo ideal para embalar alimentos e conservá-los por mais tempo - com o uso de produtos que contém ativo bactericida - além de também ser muito utilizado em embalagens para preservar a qualidade de alimentos frescos nos supermercados.


Além disso, aditivos que inativam o Sars-Cov-2 inseridos ao material permitiram que diversos objetos e superfícies com as quais as pessoas têm contato diário em lugares públicos e em suas casas oferecessem uma barreira extra de segurança contra a doença. Este é o caso do Alpfilm Protect® que já contava com propriedades antifúngicas e bactericidas graças à presença de micropartículas de prata e que, com a pandemia, passou por uma série de estudos para adequações em sua composição com o objetivo de assegurar sua eficácia antiviral, em especial contra o novo coronavírus.

Com os diversos usos desse material, principalmente neste último ano, é fácil associá-lo ao montante de outros que contribuem para a poluição do meio ambiente, entretanto poucos sabem que o plástico filme PVC, como é chamado, pode ser reciclado em pontos de coleta seletiva e retornar ao dia a dia em forma de solas de sapato, tapetes, pisos, mangueiras, manoplas e vários outros produtos.

Com isso, apesar da alternativa viável e positiva de reciclagem, hoje ainda não é possível que o plástico PVC retorne ao dia a dia em forma de um novo plástico filme, pois, o produto possui contato direto com alimentos. Isso ocorre porque, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é autorizado somente o uso de material totalmente novo (também chamado de "virgem") para confecção de embalagens que terão contato direto com os alimentos, exceto o polietileno tereftalato, conhecido como PET.

Ainda assim, vale lembrar que os aspectos positivos da reciclagem do plástico filme vão além da reciclagem única, já que o PVC é um material flexível, podendo ser reciclado diversas vezes sem nenhum problema, retornando ao dia a dia.



Principal gargalo

O alto número de indivíduos no mundo nos coloca em situação grave frente aos recursos naturais e revela um esgotamento próximo nas próximas décadas. Uma das maiores soluções para o excesso de resíduos gerados por esse alto consumo é a reciclagem.

Apesar disso, o número de reciclagem do plástico PVC no Brasil ainda é distante do ideal. Segundo pesquisas encomendadas pelo Instituto do PVC nos últimos anos, o percentual de reciclagem foi em torno de 18%.

E o problema é bem maior quando analisamos o índice da simples coleta de lixo no Brasil. Segundo a pesquisa realizada pela Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), veiculado na Agência Brasil, cerca de 18 milhões de brasileiros não têm coleta de lixo próximo às suas casas e apenas 3,85% dos resíduos são reciclados.

Outro problema que impede o maior uso de recicláveis é a tributação às indústrias que utilizam plásticos pós-consumo, já que seus produtos apresentam uma carga tributária maior do que aqueles fabricados com matérias-primas "originais".

O que não faz sentido, no momento em que tais empresas deveriam receber incentivos por atuar juntamente com propostas sustentáveis.

Tudo isso evidencia que um dos principais gargalos ambientais do Brasil é a pouca administração dos resíduos, pouco incentivo à reciclagem e má distribuição de postos de reciclagem e coleta seletiva, estas, ainda em falta na grande maioria dos municípios do país.



Processo de reciclagem é fundamental

A reciclagem é essencial na diminuição da poluição ambiental, sendo revertida em diversos outros produtos e voltando para o uso rotineiro.

Contudo, apesar do plástico PVC reciclável não ser utilizado para contato direto em alimentos, a reciclagem continua sendo fundamental e, acompanhada do uso consciente dos recursos e sem exageros, é uma das melhores soluções para diminuir os danos ambientais, que, infelizmente, tiveram um salto devastador no último século.




Alessandra Zambaldi - diretora de Comércio Exterior na Alpfilm

 

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