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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Operações contra pirataria fecham lojas no centro de SP e apreendem mais de 17 mil TV Box no porto de Santos

Aparelhos de TV Box piratas apreendidos no Porto de Santos — Foto: Divulgação


Impacto estimado dos acessos ilegais à TV por assinatura é de R$ 15,5 bilhões por ano, dos quais R$ 2 bilhões somente em impostos que deixam de ser arrecadados


Operações realizadas nesta semana por diversos órgãos de fiscalização resultaram no fechamento de lojas e em apreensões de mais de 17 mil TV Box piratas – aparelhos que acessam ilegalmente o conteúdo de TV por assinatura.

 

A primeira operação ocorreu na quarta-feira (9/6), no Porto de Santos (SP). Fiscais da Receita Federal e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) interceptaram um carregamento de 17 mil decodificadores piratas, avaliados em R$ 8,5 milhões. Segundo investigações, a carga seria enviada ao Paraguai e voltaria ao Brasil, por Foz do Iguaçu (PR).

 

A operação faz parte do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da Anatel, que, somente neste ano, já apreendeu mais de 1 milhão de produtos de telecomunicações irregulares, em parceria com a Receita Federal do Brasil (RFB).

 

Operação Sem Sinal

 

Nesta sexta-feira (11/6), a Polícia Civil de São Paulo realizou a “Operação Sem Sinal”, no centro da capital paulista, fechando lojas que vendiam aparelhos de acesso ilegal a canais de TV por assinatura, as chamadas TV Box.

 

A operação foi coordenada pela 1ª Delegacia DIG (Antipirataria), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e cumpriu mandados em cerca de 56 endereços. No total, 67 policiais e técnicos participaram da ação, que teve como epicentro a região da rua Santa Efigênia, principal polo de comércio de eletrônicos da cidade de São Paulo.

 

O número de aparelhos apreendidos ainda não foi divulgado pela polícia. Eles serão periciados por agentes da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual, da Secretaria Especial de Cultura, do governo federal. Se for constatada a programação dos aparelhos de forma clandestina, os donos das lojas serão responsabilizados.

 

A “Operação Sem Sinal” teve como alvos lojas que comercializam aparelhos de IPTV sem homologação da Anatel ou que dão acesso a programação paga sem autorização. A ação também contou com equipes da Ancine, ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) e Prefeitura do Município de São Paulo. As diligências foram acompanhadas, ainda, por representantes dos Consulados Britânico e Americano.

 

Responsável pela ação, o delegado Wagner Carrasco lembrou que a comercialização ilegal destes aparelhos afeta a arrecadação de impostos, produção de conteúdo e criação de emprego.

 

Impactos da pirataria de TV

 

A estimativa atual da ABTA, com base em dados da Anatel e do IBGE, é de que o impacto financeiro da pirataria de TV por assinatura é de R$ 15,5 bilhões por ano, dos quais R$ 2 bilhões em impostos que os governos deixam de arrecadar.

 

Uma outra pesquisa recente encomendada pela ABTA apontou que 33 milhões de brasileiros, ou 27,2% dos internautas com mais de 16 anos, consomem conteúdo de TV por assinatura por um ou mais meios piratas. O levantamento foi feito pela Mobile Time/Opinion Box, em março deste ano.

 

Campanha contra a pirataria

 

Recentemente, a ABTA lançou uma campanha publicitária de conscientização contra a pirataria de TV paga. Oito filmes, de 30 segundos cada, estão sendo exibidos em intervalos da programação de canais abertos e fechados. A temática da campanha é a incoerência das pessoas que ensinam atitudes corretas aos seus filhos, mas dão um mau exemplo ao acessar conteúdos pagos de forma ilegal.

 

Os filmes mostram crianças contando as lições que recebem dos adultos, como não roubar, no entanto, veem esses mesmos responsáveis praticando pirataria, deixando seus filhos confusos sobre o que é certo ou errado.

 

Fonte: ABTA


Dia dos Namorados da "carentena" é alerta para golpes virtuais

Shutterstock
Especialista em direito digital dá dicas para não partir o coração e a conta bancária nos aplicativos de paquera


Mais um Dia dos Namorados bate à porta junto com o isolamento social. Para os solteiros que querem acabar com a “carentena”, a paquera online acaba sendo uma saída para o período de pandemia.


Os aplicativos de relacionamento são a melhor companhia para mais de 11 milhões de usuários do Tinder Brasil. Segundo o Match Goup, proprietário do Tinder, apenas no último trimestre de 2020 o app somou mais de um milhão de novas assinaturas pagas.


Mas nem sempre o match pode ser perfeito. Segundo Francisco Gomes Junior, advogado especialista em direito digital, esse ambiente também é propício para os golpistas, que participam dos apps de paquera para atrair vítimas mais vulneráveis. “Infelizmente todo mundo está sujeito a golpes e no ambiente virtual é importante redobrar a atenção. Por mais que tenha trocas de conversas e experiências é preciso ter a consciência de que nem sempre a pessoa do outro lado está falando a verdade”, explica.


De acordo com o especialista na maioria das vezes os criminosos agem de maneira parecida. “Ao realizar contato com a vítima é natural começarem a ganhar a confiança. Na maior parte das vezes desabafam sobre uma possível crise financeira e aí que mora o perigo. Nessa hora a vítima já sensibilizada acaba depositando dinheiro para o golpista que depois simplesmente desaparece, sem dar satisfação”, alerta o advogado.


Outro golpe também conhecido e que tem feito várias vítimas pelo Brasil é o da “sextorsão”, onde o golpista passa a convencer a vítima a enviar fotos íntimas para depois chantageá-la.


Para não cair na roubada, partindo o coração e prejudicando a conta bancária o especialista dá algumas dicas:

- Leia com atenção os termos de usos dos aplicativos, alguns realizam gravações e fazem monitoramento de conteúdo, deixando o usuário mais vulnerável.


- Ative sempre os dispositivos de bloqueio em duas etapas nos apps.


- Desconfie daquelas pessoas que fazem juras de amor logo nos primeiros contatos insistindo para obter informações pessoais.


- Suspeite se a pessoa pedir dinheiro emprestado ou compartilhar alguma ação relacionada a doação.


- Não aceite um encontro imediato, prefira passar mais tempo conversando antes do encontro presencial para saber mais informações um do outro.


- Nunca envie fotos comprometedoras. Fotos também são dados pessoais e podem ser expostas.


- Se achar que é o momento certo, marque o encontro em local público e faça uma chamada de vídeo antes para confirmar se a pessoa é real.

Ao cair em algum golpe a vítima deve registrar um boletim de ocorrência com todas as provas existentes. “Muitas pessoas que sofrem golpes não tomam nenhuma providência e ficam no prejuízo, achando que denunciar não dá resultados” finaliza o especialista.

 


Francisco Gomes Júnior - formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB/SP.Instagram  @ogf_advogados

 

Pan-Americano de Ginástica exige protocolo de saúde rigoroso


Cuidados do protocolo de saúde precisam ser respeitados integralmente
Créditos: Abelardo Mendes
Em primeiro campeonato indoor que o país sedia na pandemia, seleção brasileira já garantiu nove ouros, duas pratas e cinco bronzes



A ginástica brasileira rítmica e de trampolim competem a partir desta sexta-feira (11) no Pan-Americano que está sendo realizado no Brasil. A equipe artística competiu no último fim de semana e conquistou o primeiro lugar na competição, com 16 medalhas e um índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O evento esportivo é o primeiro campeonato indoor de grande porte realizado totalmente em território nacional desde o início da pandemia, em março do ano passado, por isso os protocolos de saúde devem ser ainda mais rigorosos.

Para o médico do esporte do Hospital Marcelino Champagnat, Pedro Murara, a importância de um protocolo de saúde é fundamental para que não haja um surto de contaminação de Covid-19 entre os atletas e membros das comissões técnicas. “Os organizadores devem reproduzir todos os cuidados que a sociedade em geral já tem tomado há mais de um ano, alinhados obviamente à realidade da ginástica, com o uso constante de máscaras, exceto para atletas durante apresentação; aplicação responsável do álcool em gel e o distanciamento social entre as bolhas de convívio. Além disso, houve a proibição do compartilhamento de equipamentos de treinamento e garrafas de água entre os profissionais, assim como o contato entre atletas de diferentes países, que costuma acontecer quando reunimos diversas culturas em um mesmo evento”, afirma o especialista.


Cuidados com a saúde

Mesmo por se tratar de um grupo que possui um alto preparo físico e uma baixa presença de comorbidades, Murara ressalta que os cuidados do protocolo de saúde precisam ser respeitados integralmente. “A delimitação dos espaços para evitar aglomerações é essencial para que não haja a contaminação pelas gotículas expelidas durante a fala e a tosse”, explica o médico.

Tais precauções já fazem parte da rotina da atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica Individual, Barbara Domingos, que vai competir neste fim de semana. Medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima, a atleta já presenciou outros eventos no mesmo formato, com cuidado redobrado e bons resultados dentro e fora dos tablados. “Somente neste ano, já viajei para torneios em Sófia (Bulgária), Tashkent (Uzbequistão) e Baku (Azerbaijão). Tendo presenciado cada um deles, acredito que a ginástica já consegue se adequar aos protocolos e eu me sinto segura, pois como atleta, meu corpo é minha ferramenta de trabalho. Além disso, fico feliz de que o Pan-Americano seja na minha casa, no Brasil, ainda mais valendo uma vaga para as Olimpíadas”, comemora a ginasta de 21 anos.

Para os atletas, o cuidado com a saúde começou muito antes da chegada da pandemia mundial. “Nós precisamos estar na melhor forma possível, em todos os sentidos. Por isso, além dos cuidados com a Covid-19, que se tornou a pauta principal da saúde mundial, os atletas vivem uma rotina de cuidados com diversas outras doenças e problemas que podem atrapalhar nosso desenvolvimento e carreira”, conta Barbara. 

Neste Pan-Americano, por exemplo, Barbara apostou em um cuidado multifatorial a partir do uso de alinhadores transparentes, que cuidam da saúde bucal da atleta, além de garantir a estética do sorriso para as apresentações. “Como na ginástica nós sempre saltamos e também trabalhamos com aparelhos, como a bola, arco e maça, nossa própria ferramenta de trabalho se tornava um risco, já que, em uma queda ou erro com os objetos, eu poderia me machucar se usasse o tratamento ortodôntico com bráquetes. Sem contar que, esteticamente, o alinhador transparente é ideal durante as apresentações, pois não interfere na expressão facial”, completa a atleta.

“O ideal é que o paciente use os alinhadores 22 horas por dia, retirando somente nas refeições, além de ser transparente e ter um formato mais anatômico, não apresenta risco de ferir a boca e pode ser usado em apresentações de ginástica ou até mesmo em jogos de futebol, por exemplo”, complementa a dentista responsável pelo processo e especialista em alinhadores ClearCorrect, Isabela Shimizu.

Para garantir uma vaga em Tóquio, a aposta da ginasta foi no samba para encantar o público. “Eu venho pra esse Pan com uma série de arco inspirada no samba e, com a vinda da competição para o Rio de Janeiro, me sinto ainda mais inspirada e honrada em buscar essa vaga com um elemento tão brasileiro. E espero poder sambar nos tablados de Tóquio em breve”, finaliza. 

 


ClearCorrect


Hospital Marcelino Champagnat


Como reduzir gastos com o consumo de energia?

Em meio à crise econômica e de saúde pública imposta pelo Coronavírus, falar em reduzir gastos com o consumo de energia é mais do que necessário. Com a paralisação de serviços não primordiais e a orientação para "ficar em casa", um dos setores mais afetados no Brasil foi o de energia elétrica.

Para completar, agora em junho, com a previsão de um período seco mais rigoroso, a agência reguladora do setor precisou acionar a bandeira vermelha patamar 2, uma vez que o cenário de reservatórios reduzidos desfavorece a produção de energia pelas hidrelétricas.

Na prática, a tarifa de energia elétrica para o consumidor final terá um acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos. Diante disso e do período de extrema exceção que estamos vivendo, os consumidores precisam redobrar a atenção, planejar o consumo e rever hábitos individuais e coletivos do dia a dia.

Mas quem são os vilões do consumo de energia? Aquecedor, ar-condicionado e chuveiro estão entre os principais. No caso desses equipamentos, a orientação é diminuir o tempo de uso, manter a função “modo econômico” e controlar a temperatura (nem frio nem calor excessivos).

A geladeira também lidera o topo da lista. Assim sendo, a sugestão é evitar que o equipamento seja aberto a toda hora e esperar que o alimento esfrie para colocá-lo em refrigeração, já que, quente, o motor precisará de maior força para regular a temperatura. Uma outra dica é impedir a sobrecarga da tomada com vários aparelhos, manter as instalações elétricas revisadas, adquirir equipamentos com selo de escala de consumo e desligar os produtos sem uso do interruptor.

Com o crescimento da demanda por equipamentos que tragam eficiência, segurança e, principalmente, despesas menores, a Stemac, maior especialista na fabricação e comercialização de grupos geradores, tem ampliado seu leque de serviços, oferecendo soluções customizadas para os mais diversos segmentos do mercado, abrangendo diferentes níveis de necessidades, oferecendo produtos mais versáteis e garantindo maior eficácia na relação custo-benefício aos seus clientes.

Os grupos geradores da Stemac fornecem equipamentos eficazes e imediatos, capazes de garantir o pleno funcionamento das atividades durante 24 horas, o que é imprescindível neste momento, principalmente para as prestadoras de serviços essenciais, como hospitais, supermercados, postos de combustíveis e ramo farmacêutico, e para os condomínios residenciais, em decorrência do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19.

É importante que as pessoas adotem um comportamento consciente e assumam o compromisso diário de evitar o desperdício de energia, contribuindo para preservar água nos reservatórios e reduzindo a geração termoelétrica. Só assim poderemos diminuir o custo total da produção de energia e, consequentemente, ajudar a mitigar os impactos ambientais.




Valdo Marques - Vice-Presidente Executivo da Stemac, empresa que oferece soluções em Grupos Geradores comercial, empresarial e industrial.


Pesquisa de professora mackenzista mostra relação entre saúde mental e questões sociais

Trabalho desenvolvido pela docente procurou analisar impactos de programas sociais na vida de crianças e adolescentes


As desvantagens sociais, como pobreza, moradia precária e evasão escolar, podem impactar diretamente a saúde mental de crianças e adolescentes e Programas de Transferência de Renda podem minimizar essa influência negativa, como revela uma pesquisa da professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Cristiane Silvestre de Paula, feita em parceria com diversas universidades estrangeiras, como a London School of Economics and Political Science, da Inglaterra.

Cristiane e outros especialistas estudam, desde 2018, a dinâmica entre pobreza e saúde mental em jovens, examinando o impacto de políticas de redução da pobreza na saúde mental, nas oportunidades de vida visando entender o risco futuro de pobreza em seis países em desenvolvimento. São três países da América Latina (Brasil, México e Colômbia) e três da África (África do Sul, República da Libéria e República do Malawi). O projeto é chamado Poverty reduction, mental health and the chances of young people: understanding mechanisms through analyses from 6 low- and middle-income countries ou CHANCES-6. No Brasil, a pesquisa é feita em parceria com a professora da USP, Alicia Matijasevich.

"A infância e a juventude representam fases de importantes mudanças sociais, emocionais e comportamentais, com desafios em diferentes aspectos da vida, como educação, transformação nas relações pessoais e transição para o trabalho", explica a professora mackenzista ao apontar a razão pela qual o estudo foca nessa população.

De acordo com Cristiane, quando as famílias recebem uma renda básica, em algum programa social, a tendência é que este dinheiro, ainda que mínimo, possa provocar melhoria na saúde mental. "Programas de intervenção que ajudem crianças e jovens a passarem por essa fase, podem alterar suas trajetórias, melhorando suas oportunidades de vida a curto e a longo prazos, gerando benefícios emocionais, sociais e econômicos". Os problemas de saúde mental investigados são estresse psicológico, ansiedade, depressão, problemas de comportamento e cognição.

Espera-se que a verba recebida pelas famílias possa as melhorar as oportunidades de vida, como, por exemplo, proporcionar à aquisição de material escolar, livros e cursos, levando a maior acesso e consequentemente melhando a autoestima do usuários, além de contribuir para a compra de produtos básicos, como de gênero alimentício, roupas e produtos de higiene.

Cristiane explica que os dados do CHANCES-6 são os primeiros do mundo a articularem resultados de milhares de jovens de diferentes países, combinando dados quantitativos com entrevistas em profundidade com jovens e suas famílias.

Um resultado preliminar interessante da pesquisa foi que se por um lado, o cumprimento de algumas obrigações para o recebimento da renda básica (condicionalidades) tem gerado melhoria nos índices de saúde, por outro, tem gerado estresse nos usuários porque ‘o não cumprimento acarreta na perda do benefício, que faz muita diferença na vida das famílias", explica a mackenzista.

Com um artigo de revisão em prepare, a professora Cristiane afirma que no Brasil, após o programa Bolsa Família, criado pelo Governo Federal em 2003, foi bastante útil para a redução dos índices de pobreza e para melhorar a vida no aspecto da saúde geral, como a melhora nutricional e redução de doenças infectocontagiosas. No entanto, dados preliminaries (de um artigo submetido para publicacao em fevereiro de 2021) revela que o programa nao chegou a promover a saúde mental dos jovens.

"Os motivos estão sendo analisados no artigo e continuarão em análise, mas um dos fatores parecer ser o baixo valor do benefício, que acaba sendo usado para comprar gêneros alimentícios, o que não tem gerado retornos mais amplos, como impacto na saúde mental e oportunidade de vida das crianças/jovens", explica a docente.

Na Libéria, por exemplo, os dados indicam que receber terapia somada ao auxílio financeiro reduzia e mantinha o efeito positivo na saúde mental e na queda de violência perpetrada por jovens adultos do sexo masculino.

Por outro lado, a professora chama a atenção para possíveis desmontes na área dos programas sociais, como por exemplo, a redução do número de famílias atendidas, algo que aconteceu de 2017 a 2019, com retomada em 2020 mas que se estabilizou desde então. "É bastante preocupante, considerando que o B estava bem estabelecido em todas as regiões do país e vinha se expandindo desde seu início", aponta ela.

Com o estudo em andamento, os pesquisadores aproveitaram para avaliar os impactos dos programas financeiros aplicados durante o período de isolamento social para contenção do coronavírus, como o Auxílio Emergencial, aqui no Brasil que, em 2020, era quase sete vezes maior que o valor dado pelo Bolsa Família.

"O Auxílio Emergencial sim, tem sido fundamental para as famílias, principalmente para aquelas em extrema pobreza que vivem basicamente do Bolsa Família. Digo isso, principalmente, porque o valor do Auxílio é muito maior", aponta a professora.

No entanto, ela volta a lembrar que apenas pagar o valor não é suficiente para melhorar as condições de saúde mental dos jovens. Para isso, são necessárias ações feitas em conjunto com o pagamento dos benefícios.

Um artigo do CHANCES-6, publicado na Lancet Psychiatry em 2021, apresenta dados preliminares do Brasil, Colômbia e África do Sul e aponta algumas medidas que podem ajudar na melhoria da saúde mental de crianças e adolescentes em situaçao de vulnerabilidade social, a partir dos programas de transferência de renda.

São cinco recomendações. Gostaria de destacar duas delas, sendo a primeira sobre novas abordagens de identificar os jovens em situação de risco e que podem desenvolver ou estar vivenciando problemas de saúde mental. "Estruturas de bem-estar e proteção social estabelecidas podem ser usadas para identificar estes jovens durante ou após a pandemia, sem a necessidade de investir em procedimentos formais de avaliação de saúde mental", explica Cristiane. Uma segunda proposta seria no sentido de facilitar o acesso a informações existentes por meio de uso da tecnologia, como encaminhamento de mensagens de textos e mídias sociais com informações sobre a covid-19 e medidas para preservação da saúde mental.

15 de junho - Dia de combate à violência contra a pessoa idosa

Idosos com perda auditiva são vítimas de violência psicológica

Familiares, muitas vezes, agridem e humilham verbalmente aqueles que não escutam bem


15 de junho é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi criada em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa (INPES). No Brasil, já são mais de 30 milhões de brasileiros idosos e é urgente o debate em torno do tema.

Uma das principais dificuldades na vida de um idoso é conviver com a perda auditiva, que ocorre em consequência do processo natural de envelhecimento. E essa deficiência auditiva, quando não é tratada, é mais uma causa, dentre tantas, de violência contra os mais velhos. São inúmeros os casos de agressões verbais e maus-tratos, principalmente por parte de familiares.

A violência psicológica é uma realidade. Ela é caracterizada por atos de humilhação, desvalorização moral ou deboche, que abalam a autoestima do idoso e podem desencadear situações de isolamento, bem como depressão e distúrbios nervosos.

Estudo conduzido pela socióloga Maria Cecília Minayo, pesquisadora emérita da Fundação Oswaldo Cruz, mostrou que, em todo o mundo, mais de 60% dos casos de violência contra idosos ocorrem dentro nos lares.

"Normalmente os agressores vivem dentro de casa com a vítima. Dois terços desses agressores são filhos, que agridem mais do que as filhas, seguidos por noras ou genros, e cônjuges, nesta ordem. Os idosos quase não denunciam, por medo e para proteger os familiares", revelou Minayo, acrescentando que "a violência faz parte da comunicação, quando se fala gritando, desprezando, abusando", lembrou a pesquisadora.


Como lidar com idoso com perda auditiva não tratada

A perda de audição não tratada ainda é bastante comum. Por isso, para o familiar, o mais importante é exercitar a paciência. Com frequência, o idoso que não ouve bem pergunta "o quê?" várias vezes durante uma conversação. E é preciso repetir quantas vezes for necessário, com frases curtas, até que ele compreenda. Isso vale, inclusive, no caso dos idosos que estão na fase de adaptação do aparelho auditivo. Não grite ou fale muito alto. Ao invés de ajudar, isso acaba dificultando o entendimento. O melhor é falar pausadamente. Gesticular também pode ajudar muito.

É fundamental também que crianças e adolescentes que convivem com esse idoso sejam educadas para que tenham paciência e carinho com ele. O apoio dos netos e sobrinhos é fundamental para que ele se sinta bem à vontade em família. Os adultos devem ensinar as crianças, desde pequenas, a respeitar os mais velhos. E serem firmes quando eles chegam na fase da adolescência, quando tendem à impaciência e rebeldia. Antes de tudo, dê você mesmo o exemplo!

É preciso ter paciência também para convencer o idoso, muitas vezes, a buscar tratamento. Enfatize que o que vai resguardá-lo de todas essas dificuldades e chateações é voltar a ouvir! E que isso é possível! O primeiro passo é buscar a orientação de um médico otorrinolaringologia e/ou fonoaudiólogo para avaliar o tipo e o grau de perda auditiva. Na maioria dos casos, o uso de aparelhos auditivos é a opção para a reabilitação auditiva.

"Atualmente, há no mercado uma diversidade de modelos de aparelhos auditivos que, por serem pequenos, discretos e com design moderno, estão ajudando a derrubar resistências e preconceitos. É extremamente importante que a pessoa com perda auditiva se beneficie da tecnologia para voltar a ouvir os sons da vida, retomando a autoconfiança e a alegria do convívio em sociedade", diz a fonoaudióloga Marcella Vidal, Gerente de Audiologia Corporativo, Telex Soluções Auditivas.

Por isso, é imprescindível que aos primeiros sinais de dificuldade para ouvir se busque tratamento. Além de proporcionar melhoria no relacionamento com amigos e parentes, voltar a ouvir vai garantir maior confiança e segurança no dia a dia, em situações dentro de casa e nas ruas. Após a avaliação audiológica, caberá ao fonoaudiólogo indicar o tipo de aparelho auditivo mais apropriado para cada paciente.

Lembre-se de que o idoso que tem dificuldade para ouvir é um ser humano, com seus medos e angústias. Familiares relatam que muitos são impacientes e zangados. A maioria, no entanto, não quer causar incômodo. Eles precisam apenas de apoio, compreensão e ajuda para voltarem a ouvir.


Seguro protege dados digitais, principal ativo das empresas hoje

Empresas buscam no seguro de riscos cibernéticos blindagem para informações e adequação à LGPD


O Brasil está em processo de conscientização sobre a importância de proteção face aos riscos digitais. O mundo hoje é feito de dados, esse é um dos bens mais valiosos de uma companhia. Com a informação coletada no dia a dia, baseada em suas operações e relações, uma empresa tem a chance de tomar melhores decisões para seu futuro e seus negócios.  

O número de ataques por hackers aumentou mais de 200% desde o início da pandemia e com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) em vigor os clientes estão ainda mais preocupados. O crescimento do e-commerce, a necessidade de trabalho remoto como medida de proteção contra a covid-19, as aulas online, entre outros fatores, também ampliaram a atuação e oferta de seguros cibernéticos. 

A LGPD também foi responsável pelo aumento da procura por esse tipo de seguro, da mesma forma como ocorreu na Europa quando do advento da GDPR, pois pode levar muitas empresas a serem punidas com pesadas multas por uso inadequado das informações das pessoas. Vista como uma boa prática de proteção, a apólice de seguro de riscos cibernéticos blinda contra roubo e extravio de dados. 

Segundo a Susep, o total de prêmios emitidos mais que dobrou em pouco mais de um ano, saltando de cerca de R$ 21 milhões em 2019, para R$ 43 milhões em 2020. O avanço do seguro cibernético também é refletido no aumento e consolidação de players no mercado e no crescimento do apetite do mercado ressegurador.  

Somente na Wiz, no ano passado registramos evolução de 90% na demanda pelo seguro para riscos cibernéticos, produto que integra nosso portfólio de Linhas Financeiras. 

Qualquer empresa pode contratar seguro para riscos cibernéticos, quer sejam empresas nacionais, multinacionais ou PMEs. Há diversas companhias atuando no ramo e muitas coberturas disponíveis, o que favorece a popularização do produto em todos os segmentos econômicos. A cotação é feita através de um questionário de risco e a empresa que tiver um sistema gerenciador e protecional se beneficiará de melhores taxas para a contratação. 

Como consultores de proteção, estamos trabalhando na Wiz para conscientizar os clientes sobre a necessidade de proteger os ativos digitais da empresa, bem como informações de terceiros e colaboradores.  

O seguro cyber, como é conhecido, oferece proteção às empresas no que se refere à responsabilidade pelo vazamento de dados, bem como eventuais prejuízos financeiros de ataques cibernéticos, incluindo aqueles trazidos à tona pela nova legislação, como a necessidade de notificação e monitoramento em caso de vazamentos, e as temidas multas que poderão ser aplicadas às empresas. 

Produto da linha de Responsabilidade Civil (RC), cobre danos a terceiros decorrente do vazamento e perda de dados, seja ele por causa externa ou interna, mas pode oferecer também coberturas para a própria empresa, como custos de restauração dos dados e contratação de especialistas do ramo. As coberturas não são apenas para dados digitais, mas também cobrem os dados físicos, como estoque de arquivos.

 


Stephanie Zalcman - CPO (Chief Placement Officer) da Wiz Soluções em Seguros e embaixadora da AMMS (Associação das Mulheres no Mercado de Seguros). 


4 dicas para iniciar uma estratégia de fidelização e engajamento de clientes

Com o crescimento exponencial das compras online e uma quantidade cada vez maior de players nos mais diversos mercados, fidelizar o cliente deixou de ser apenas uma estratégia de marketing para se tornar uma estratégia de sustentabilidade dos negócios. 

Para apoiar as empresas que estão começando nesta jornada, Edgar Scherer, CEO da Getmore, plataforma de serviços de fidelização, lista quatro dicas para criar uma estratégia de loyalty efetiva e que gere resultados mais rapidamente:

 

1 – Conheça o seu público

Pode soar como um clichê, afinal as empresas em geral conhecem pelo menos o perfil socioeconômico de seus clientes. Mas e a forma como eles consomem conteúdo? Stories, Reels, lives ou newsletters? Qual o perfil de compras? São pessoas que gastam valores mais baixos, mas realizam compras com frequência, ou que fecham carrinhos mais caros, mas demoram para voltar a comprar? 

É preciso entender como o cliente se comporta para poder oferecer sugestões e soluções em sintonia com o que ele busca. Muito além de gênero, classe social ou poder aquisitivo, é necessário conhecer a jornada de compra. O que faz o cliente abandonar o carrinho? Até que ponto um cupom de desconto estimula a compra? Será que um programa de pontuação não seria mais interessante? E cashback? Este conhecimento é a chave para uma estratégia de fidelização de sucesso.

 

2 – Observe o mercado de forma estratégica

Toda Blockbuster tem a sua Netflix. Ou, em outras palavras, há sempre alguém que não parece, mas pode se tornar o seu maior concorrente. Com a digitalização e a globalização, está muito mais acessível atuar em diferentes mercados, expandir portfólios e criar novas frentes de trabalho. 

Em uma estratégia de fidelização, isso significa antecipar as necessidades do seu cliente – e daqueles em potencial – e oferecer soluções que facilitem a vida do consumidor. Quanto mais negócios ele puder fazer com você, maior a chance de retenção desse cliente.

 

3 – Aceite, você precisa ser omnichannel!

Os clientes querem praticidade, qualidade, personalização e agilidade. No mundo de hoje, quem se concentra em apenas uma forma de operação infelizmente está fadado ao fracasso. Você não precisa criar sua própria conta digital, com cartão de crédito e cashback na fatura para estar presente na vida do seu cliente da maneira mais completa possível. Ser omnichannel, ou multicanal, é olhar estrategicamente para as opções do mercado, com base no perfil do seu público e escolher o que faz sentido para o seu negócio. Pode ser a opção de compra via whatsapp ou Instagram e entrega por delivery, pode ser um programa de pontuação, por meio de um aplicativo, a entrada em um marketplace ou outras tantas soluções. O importante é ser estratégico e estar disposto a se arriscar em águas desconhecidas para fidelizar e engajar os clientes.

 

4 – Encontre o parceiro certo

A transformação, seja do negócio, mercado ou perfil do cliente, é contínua, mas isso não significa que precisamos reinventar a roda. Nesta hora, você é o cliente e precisa encontrar um parceiro que faça por você aquilo que você busca fazer para o seu público: serviços seguros, personalizados, de alta qualidade e rápida implementação.

Busque uma empresa que agregue valor ao seu negócio, com parceiros já consolidados, cases de sucesso e profissionais especializados. Esta é  a melhor maneira de assegurar a efetividade do projeto, atrair novos clientes e reter aqueles que já são fiéis à sua marca.

 

Mais de 95% dos municípios brasileiros aderem a programa para capacitação de agentes de saúde

Estados e municípios terão até 60 dias para equipar as unidades de saúde com sinal de satélite, monitores e demais equipamentos necessários para as aulas

 

O programa Saúde com Agente teve a adesão de 5.342 municípios brasileiros. O número corresponde a mais de 95% dos gestores municipais no País. A iniciativa vai capacitar agentes comunitários de saúde e de combate a endemias que atuam diretamente com a população por meio dos serviços da Atenção Primária.

A expectativa da secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, responsável por coordenar e acompanhar as atividades do Saúde com Agente, é que o número de adesões não sofra grandes alterações.

“Percebemos que os gestores têm muito interesse em qualificar esses profissionais do SUS devido à agilidade dos municípios para adesão. Isso demonstra a credibilidade do Governo Federal, que tem se empenhado para fortalecer a saúde pública por meio de programas que visam capacitar servidores da área. Queremos fazer essa entrega à população brasileira oferecendo uma assistência de qualidade na Atenção Primária”, reforçou Mayra.

O prazo para garantir a participação na iniciativa encerrou em 4 de junho, conforme previsto no edital de 28 de abril. A lista com o resultado final será divulgada no próximo dia 21. Até lá, estão abertos os prazos para recursos e análise das solicitações.


CONTRAPARTIDA

Como contrapartida para participar do programa, a partir de agora, estados e municípios terão até 60 dias para equipar as unidades de saúde com sinal de satélite, televisão e demais equipamentos necessários para as aulas. Além disso, deverão providenciar os kits de uso individual aos Agentes Comunitários de Saúde e aos Agentes de Combate a Endemias com colete, mochila impermeável e boné de abas largas. Ainda é preciso garantir o acesso dos alunos a aparelhos como medidor de pressão arterial automático de braço, oxímetro e glicosímetro para a realização das atividades práticas.

O Saúde com Agente ainda prevê a formação de cadastro de preceptores, a seleção de tutores e a inscrição dos agentes nos cursos. Essas ações serão realizadas por meio de regulamentos próprios, que serão divulgados em breve.

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), parceiro da pasta na execução do programa, fará a contratação da instituição de ensino que ofertará os cursos e fará a expedição do diploma. O processo de seleção está em andamento.



Ministério da Saúde


Como anda o apetite dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil?

Coronavírus prejudicou esse fluxo e estremeceu o mercado. Mesmo assim, a previsão do governo é de um ingresso de US$ 60 bilhões no país em 2021


Prática recorrente nos países emergentes, o capital externo muitas vezes chega pelas mãos de investidores estrangeiros. Fatia importante do PIB, esse montante precisa ser atraído ano após ano de maneira interessante tanto para quem reside no país quanto, é claro, para quem deseja investir. Com a pandemia, esse mercado estremeceu: o coronavírus foi um dos principais fatores para a retirada de investimentos estrangeiros no Brasil. Estima-se que, só em janeiro de 2020, foram retirados R$ 15 bilhões da bolsa brasileira, maior quantia desde a crise econômica de 2008.

Este choque problematizou ainda mais a economia do Brasil e dos países emergentes que dependiam desse fluxo de capital para manter o mercado ativo. Apesar das dificuldades, questões políticas e pautas de congresso, o Brasil tem uma base consumidora muito grande. Porém, como esses investimentos são de longo prazo, os investidores estão sempre olhando em um horizonte de seis a dez anos para receberem o dinheiro de volta.

Rodrigo Cabernite, CEO da fintech GYRA+, declarou que o certo é aproveitar as vantagens na hora de fazer a captação: “O Brasil é muito complicado. Mas eu acho que a nossa autoestima é baixa e nós tentamos complicar mais ainda do que é. Nós temos muita coisa boa aqui no Brasil e cada um dos países, que concorrem conosco, tem algumas vantagens e desvantagens”, afirmou ele.

Existem diversas formas para investir no Brasil, a depender da classe de ativo. E todo este processo é muito positivo para o empresariado brasileiro e principalmente para a população que utiliza os canais digitais. Quem sofre com isso são os bancos, pois são competições novas em nichos antes dominados por eles.

“Esse movimento já vem acontecendo há décadas. Não acho que eles estão acabando, porque os bancos são muito grandes e ainda dão muito lucro. Mas alguns segmentos, que eram tradicionais de banco, vão trocar de dono. Quem vai consolidar isso no final da história ainda teremos que esperar para saber”, afirmou Cabernite, ressaltando que as plataformas de tech atualmente têm um papel muito relevante nos serviços financeiros do futuro, talvez mais do que os bancos. “Será que no futuro o Santander vai ficar mais parecido com o Nubank ou o Nubank mais parecido com o Santander?”, colocou Cabernite.

E, se o futuro é digital, o Brasil tem que estar preparado para isso. Apesar de sempre ter tido um mercado de crédito extenso, mas muito concentrado, é perceptível que o cenário está mudando, principalmente na área da tecnologia. 

No ano de 2021, investimentos estrangeiros no Brasil mais que dobraram em janeiro e fevereiro, sendo o melhor primeiro bimestre em investimentos diretos desde 2018. A previsão do governo é de um ingresso de US$ 60 bilhões no país em 2021. “Esse último ano de pandemia foi ruim para todos, mas, se olhar os últimos quatro a cinco anos de mundo de startup e fintech no Brasil, foram incríveis. Foi muito bom e eu estou começando a enxergar novos fundos vindo. Eu acredito que o Brasil seja um dos queridinhos dos investidores internacionais dessa área”, finalizou Cabernite.


O escândalo na CBF e a utilização de provas digitais ou eletrônicas na legislação brasileira

Direito Digital
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É cada vez mais evidente a importância das provas digitais para a resolução de crimes e fraudes. No recente caso do menino “Henry”, a versão de inocência da mãe e do padrasto ruiu após o aparecimento de conversas no WhatsApp entre a mãe e a babá da criança. A prova digital foi fundamental para a prisão do casal e a mudança de depoimentos que antes os inocentava. E fotos, mesmo as apagadas, foram recuperadas na memória do celular.

Hoje a apreensão legal de um celular permite a extração de praticamente todo o seu conteúdo. Também é possível determinar a localização através do mapeamento pelas antenas de telefonia. Álibis vem sendo destruídos quando o celular desmente a versão do investigado de que estaria em determinado local, quando as antenas indicam diferente.

Veio à tona também nos últimos dias o escândalo envolvendo o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo. Uma funcionária da entidade o acusa de assédio sexual e moral, além de relatar estado de embriaguez frequente. A acusação teve repercussão imediata e gravações efetuadas pela própria vítima seriam as provas irrefutáveis dos delitos cometidos. A defesa de Caboclo nega as acusações e diz que provará sua inocência.

O escândalo traz consigo uma discussão jurídica atual. Quais os requisitos de uma prova digital? Um diálogo pelo WhatsApp é uma prova digital? Uma filmagem ou gravação com o próprio celular é uma prova digital?

A legislação brasileira aceita todos os tipos de prova, inclusive a prova eletrônica ou digital. As provas digitais, entretanto, possuem aspectos próprios. Quando se analisa a prova digital deve-se verificar a autenticidade (quem produziu a prova) e a integridade (segurança de que não houve alteração do conteúdo). Uma pessoa pode forjar uma conversa de WhatsApp com outra ou mesmo enviar um e-mail por outra pessoa, assim, a autoria digital é comprovada através do endereço de protocolo da Internet, o “IP”, de onde a prova foi gerada e de logs (guardados por provedores de acesso). Além de conversas por WhatsApp, gravações e e-mails, uma foto de celular também é uma prova digital e o exame pericial comprova sua autenticidade. 

Se pensarmos que uma prova pericial será necessária, pode-se concluir que a apuração dos fatos no escândalo da CBF será demorada. Além disso a primeira apuração da denúncia se dará por comitê interno da própria CBF, onde poderia haver influência do presidente denunciado. Qual a solução?

Talvez seja através do “compliance”, que em uma empresa é composto pelos programas de integridade, garantindo não somente que ela respeite as leis, bem como os melhores princípios de ética e responsabilidade social em sua atuação. É algo que vai além de uma observação fria das leis, é um comportamento que define a aceitação que a empresa tem pelo mercado e pela sociedade. 

E no caso da CBF, que depende diretamente de patrocínio de várias empresas para suas atividades, as empresas patrocinadoras não aceitarão uma investigação que se arraste e não admitirão a associação de suas marcas e reputação a um escândalo de assédio sexual e moral, regado a muito álcool.

Várias empresas patrocinadoras já manifestaram preocupação com o escândalo e aguardam rápidos esclarecimentos e decisões, caso contrário, rescindirão os contratos de patrocínio. De se lembrar que recentemente a Nike anunciou que rescindiu o contrato com Neymar Jr. por denúncia de assédio contra o atleta, denúncia que ainda está em apuração interna.

Perante a Justiça, provas concretas (digitais ou não) deverão ser produzidas para provar os fatos alegados, mas para a sociedade e mercado muitas vezes não é necessário aguardar um julgamento, a palavra da vítima e outras evidências bastam. Afinal construir uma reputação de marca é algo que se leva tempo, mas que pode se destruir em um único erro ou omissão.

 


Francisco Gomes Júnior - advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB.


Energia solar pode aliviar crise hídrica no setor elétrico e diminuir riscos de racionamento, avalia ABSOLAR

Com 5,8 gigawatts (GW) de potência instalada em telhados e pequenos terrenos, geração própria de energia solar já representa mais de um terço da potência da hidrelétrica de Itaipu


 
Para a entidade, o avanço geração própria de energia renovável via Projeto de Lei (PL) nº 5.829/2019, que cria o marco legal da modalidade, aliviará a pressão sobre os recursos hídricos e fortalecerá a segurança de suprimento elétrico do Brasil

 

A geração própria de energia solar em telhados e pequenos terrenos é hoje uma importante ferramenta para reduzir a demanda por eletricidade no País, sobretudo nos horários de pico, entre 11h e 18h. A tecnologia é estratégica no atual cenário de crise hídrica enfrentada pelo Brasil. O aumento do risco de racionamento levou o Governo Federal a acionar todas as termelétricas fósseis disponíveis no País, mais caras, poluentes e que têm elevado a conta de luz dos brasileiros com a bandeira vermelha, agora no seu nível mais elevado e caro, o patamar 2. Adicionalmente, o Brasil ficou mais dependente dos países vizinhos, pois passou a importar energia elétrica não apenas do Paraguai, mas também da Argentina e do Uruguai, pagando caro pela energia gerada fora do território nacional.
 
A avaliação é do presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia. Segundo o dirigente, a energia solar gerada pelos próprios consumidores, com 5,8 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar, já representa um terço da capacidade de Itaipu e fornece eletricidade limpa e barata justamente nos horários de maior demanda, aliviando a operação do sistema.
 
“Metade de toda a capacidade da geração própria de energia solar do Brasil foi instalada em 2020, com investimentos diretos dos consumidores e da sociedade, sem depender de recursos do governo. Isso demonstra a agilidade e resiliência desta modalidade, que está ajudando muito o Brasil em plena situação de crise hídrica, pois gera uma energia elétrica competitiva, sustentável e que não depende de água”, explica.
 
“Como a energia é gerada junto ou próximo ao local de consumo, ela não usa as linhas de transmissão e ajuda a desafogá-las, além de reduzir as perdas elétricas e de economizar água dos reservatórios das hidrelétricas. Também fornece eletricidade sem emissões de poluentes, nem de gases de efeito estufa”, acrescenta Sauaia.
 
Para a entidade, o Projeto de Lei (PL) nº 5.829/2019, que cria o marco legal da modalidade, fortalecerá a diversidade e segurança de suprimento elétrico do Brasil, aliviando ainda mais a pressão sobre os recursos hídricos, reduzindo a dependência das termelétricas fósseis e da importação de energia e contribuindo para a redução da conta de luz de todos os consumidores.
 
“Desde 2019, a fonte solar fotovoltaica já é a opção mais competitiva do País. Ela também tem rápida implementação, seja em grandes usinas ou na geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos”, aponta o presidente executivo da ABSOLAR.
 
Crise hídrica
 
A Agência Nacional de Águas (ANA) publicou, no dia 1/6, a Resolução ANA nº 77, que declarou situação crítica de escassez dos recursos hídricos na Região do Paraná. A medida permite à ANA definir condições de operação de reservatórios e sistemas hídricos, inclusive alterando condições definidas em outorgas de direito de uso da água.
 
O Brasil enfrenta atualmente a pior seca dos últimos 91 anos, que deixou o subsistema Sudeste/Centro-Oeste com apenas 32% da sua capacidade – a média dos últimos 20 anos é de 64%. A declaração de crise hídrica vigora até 30 de novembro, quando começa o período chuvoso na região. Já neste início de período seco o cenário é crítico, podendo haver agravamento da situação nos próximos meses.
 
O setor elétrico é um dos mais impactados pela crise, pois a bacia do Paraná abriga as principais hidrelétricas da região. Para evitar falta de energia elétrica para a sociedade, o setor tem adotado medidas emergenciais em 2021, como o acionamento de todas as termelétricas fósseis disponíveis no País, a importação de eletricidade da Argentina e do Uruguai, o planejamento de novos leilões de energia ou capacidade e a criação de uma sala de situação, com órgãos de governo e do setor elétrico, para monitorar o cenário hídrico brasileiro.

 

Blockchain: o futuro das transações virtuais

A tecnologia descentralizada se mostra cada vez mais segura, partindo do uso em criptoativos para outras áreas

 

Se antes eram vistas como motivo de preocupação, as transações financeiras digitais estão cada vez mais seguras. Tecnologias avançadas de criptografia mantém sigilo e bloqueio de informações, diminuindo o risco de fraude. De acordo com a empresa especializada em análise de dados envolvendo a rede Blockchain, CipherTrace, apenas 0,34% das transações com criptoativos foram resultado de ação criminosa, no ano passado. É menos de 1% de movimentações suspeitas registradas em grandes bancos mundiais, de acordo com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. 

A tecnologia usada na elaboração do Blockchain vem sendo analisada para uso em outras atividades virtuais que necessitem grande segurança de dados. Utilizada pela primeira vez em 2008, o Blockchain visava a proteção de transações na rede de Bitcoin. A tradução do nome, “cadeia de blocos”, dá uma ideia de sua funcionalidade: blocos de informações são criptografadas e inseridas no bloco anterior, formando uma cadeia de ligações que não podem ser alteradas depois de processadas. 

Assim, a segurança é aumentada, uma vez que não se pode modificar dados publicados na rede. “O primeiro bloco, chamado Gênesis, é preenchido com as informações (os tokens), e depois é distribuído com cópia para outros blocos. Cada novo dado é agregado a um novo bloco e ligado, primeiramente ao Gênesis, e seguindo uma sequência de blocos. Os dados ficam, então, descentralizados e interligados”, explica Francisley Valdevino da Silva, CEO da Intergalaxy SA (www.intergalaxy.io), empresa especializada em tecnologia e comunicação que desenvolve softwares, interfaces e aplicativos através da rede Blockchain.

 

Uso em outras áreas 

Alguns comparam o blockchain a um “livro-razão”, que não pode ser modificado, tornando-se muito confiável. Em 2015, o jornal inglês The Economist lançou um artigo no qual discorre sobre a confiabilidade do sistema em blockchain para contratos inteligentes. “É a falta de brechas de segurança que atrai a atenção de outros ramos para o formato. Diversas fintechs já utilizam blockchain, e a plataforma também vem sendo analisada para uso em validações de usuários, registros acadêmicos e execução de pagamentos em empresas, entre outros”, detalha Silva. 

Com uma função ampla, o sistema pode ser aplicado em controle transparente e seguro de armazenagem de dados, seja para transferências, acessos, contratos, logins, seguradoras e startups, atendendo uma infinidade de diferentes necessidades. “Ao permitir acompanhar e visualizar dados sem conseguir modificá-los, o blockchain alinha atributos fundamentais como credibilidade, transparência, rapidez e segurança para transações digitais”, completa o especialista.


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