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segunda-feira, 15 de julho de 2019

13 termos originais para usar no Dia do Amigo




Linguistas da Babbel, aplicativo de idiomas, criaram lista para fugir do clichê


Felicitações sempre acabam no clichê, não importa a data. Com tantas palavras incríveis ao redor do mundo, por que não ser mais original neste Dia do Amigo (20 de julho)? Os linguistas do aplicativo de idiomas Babbel resolveram, então, dar uma mãozinha nesse sentido. Confira 13 termos para descrever os amigos segundo quem entende de vocabulário:


Para o amigo desorganizado

Palavra: Requenguela
Significado: Alguém que não faz as coisas com cuidado. Desleixado.



Para o amigo que vive distraído

Palavra: Nefelibata
Etimologia: Do grego nephélē (nuvem) + bátēs (que anda)
Significado: Pessoa que vive nas nuvens.


Para o amigo que ama tomar sol

Palavra: Lagartear
Origem: Lagartos não são capazes de aquecer seus corpos sozinhos. Por isso, precisam do sol. Daí o verbo-gíria “lagartear”.
Significado: Aproveitar o sol como um lagarto.


Para o amigo caladão

Palavra:  Alexitimia.
Etimologia: Do grego: - (a-, não) + λέξις (léxis, palavras) + θῡμός (thȳmós, coração ou emoções).
Significado: Incapacidade de identificar e expressar sentimentos.


Para o amigo ambicioso

Palavra: Zielschmerz
Etimologia: Do alemão Ziel (objetivo) + Schmerz (dor)
Significado: O temor de finalmente realizar um sonho perseguido ao longo da vida e não saber o que fazer depois.



Para o amigo criativo

Palavra: Kopfkino
Etimologia: Do alemão Kopf (cabeça) + Kino (cinema).
Significado: Quem imagina uma situação tão vividamente como se estivesse assistindo a um filme dentro da cabeça.


Para o amigos mochileiro

Palavra: Resfeber
Etimologia: Do sueco Res(a) (viagem) + Feber (febre)
Significado: Aquela euforia que dá antes de viajar.


Para o amigo cervejeiro

Palavra: Utepils
Etimologia: Do norueguês Ute (fora, ar ao livre) + pils (pilsner, tipo de cerveja).
Significado: Cerveja apreciada ao ar livre. Na Noruega, isso só é possível entre o fim da primavera e o começo do verão. Sendo assim, a Utepils está ligada a um sentimento que antecede dias melhores, claros e agradáveis.


Para o amigo caseiro

Palavra: Hygge.
Etimologia: Do nórdico antigo, hyggja (pense, encontre, esteja contente com).
Significado: O ritual de desfrutar de prazeres simples da vida. 



Para o amigo doente dos pés

Palavra: Chorophobia
Etimologia: Do grego, choro (dança) + phobia (medo).


Significado: Medo de dançar.
Para o bff (best friends forever/ melhor amigo)
Palavra: Fam
Origem: abreviação da palavra inglesa family (família)
Significado: Um amigo que é tão próximo que chega a ser considerado parte da família.


Para o amigo que planeja até o tempo livre

Palavra: Freizeitstress
Etimologia: Do alemão frei (livre) + Zeit (tempo) + stress (estresse).
Significado: Estresse causado pelo planejamento, organização e execução de todas as atividades programadas para o fim de semana, férias ou qualquer outro tipo de tempo livre.



Para o amigo das piadas sem graça

Palavra: Jayus
Origem: Indonésio
Significado: Riso provocado por uma piada ruim.


Relacionamento é para somar, não subtrair

 Divulgação


Camilla Couto, Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos, lembra que gente é pra brilhar, não pra se apagar por amor. Relacionamento é para somar, não para subtrair, nem fazer sofrer. Veja o que ela fala sobre o assunto.


Estar em um relacionamento amoroso é importante? Segundo Camilla Couto, Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em relacionamentos, pode ser muito importante: “vivemos para nos relacionar e é indiscutível o quanto aprendemos e crescemos por meio dos relacionamentos. Mas, quando fazemos de TUDO para estar em uma relação de casal ou para mantê-la a qualquer custo, podemos acabar nos anulando. E aí, ao invés de somar à nossa vida e ao nosso desenvolvimento pessoal, a relação pode nos prejudicar e diminuir”.

A orientadora lembra que, se a gente se entrega demais a uma relação em que não há equilíbrio, em vez de a gente brilhar ainda mais na presença do outro, acontece o oposto: ofuscamos o nosso brilho: “anular-se constantemente na tentativa de fazer um relacionamento funcionar é como viver morrendo de fome – de atenção, de afeto, da própria essência. E quando nos perdemos de nós mesmos, qualquer relacionamento perde o sentido”, enfatiza.

Camilla pondera: “é triste constatar que nos dias de hoje ainda há muitas pessoas acreditando que é preciso estar numa relação amorosa para se sentirem completas e valorizadas. Mas, a verdade é que pode ser o contrário. Se o relacionamento não for saudável, em vez de agregar e complementar, nos suga, diminui e prejudica. E aí é que mora o grande problema, pois os custos para estar numa relação assim são altos demais.

Ainda há quem aceite se afastar dos próprios valores, sonhos e até de si mesmo para estar num relacionamento a dois. As consequências desse tipo de comportamento podem ser bastante prejudiciais a médio e longo prazos. E é por isso que muitas das mulheres que me procuram para atendimentos sobre relacionamentos estão, na verdade, sedentas de si mesmas”.

A orientadora explica por que isso acontece: “porque tendemos a achar que o problema e a causa da nossa infelicidade está na relação ruim, no outro, na falta de atenção, na vida corrida, na ausência de carinhos e elogios, no ciúme exagerado do outro. Só que, ao olharmos bem, descobrimos que a falta que sentimos, a origem do que vemos como problema, está dentro de nós. Ao escolhermos nos anular e nos afastar da nossa essência, sentimos falta de nós mesmos”. Segundo ela, nos diminuímos demais para caber numa realidade que não nos agrega e, por isso, acabamos nos percebendo pequenos, sem futuro, sem sonhos, sem amor. E, principalmente, sem amor-próprio.

“Eu acredito que não há melhor forma de evoluir senão através dos relacionamentos. Mas não podemos deixar que a necessidade de estar numa relação seja maior do que o olhar sobre nós mesmos e o nosso próprio bem-estar. Temos que aceitar a realidade de que para [re]descobrir quem realmente somos, muitas vezes, temos que estar sozinhos”, lembra ela, que complementa: “é fácil perceber quando é o momento... se te apaga, se te faz sofrer, se te apequena, não te faz brilhar. E, se não te faz brilhar, qual o sentido da relação? Gente é pra brilhar, não pra se apagar por amor”!

Camilla finaliza com um lembrete: o de que nem todo relacionamento que não anda bem ofusca o nosso brilho. “Relacionamentos são feitos de fases e, definitivamente, não são um mar de rosas. No entanto, fazer um balanço e nos perceber dentro da relação é muito importante e nos dá um norte. Como VOCÊ tem se sentindo na relação? Como tem agido? Você tem sido quem realmente é? Ou tem escolhido se anular? Por quê? Talvez, a mudança de postura precise partir de você. Muitas vezes, não é o outro que te diminui, mas você quem esqueceu da sua força e de quem é de verdade. Resgate sua força interior, mostre seu brilho. Relacione-se! Mas que seja para somar ainda mais amor ao que você já tem aí dentro. Jamais subtrair”.






Camilla Couto - Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional, Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e dependência emocional - com o propósito de promover mais entendimento sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem cada vez mais.

O mundo imaginário das selfies e suas consequências


 Como o excesso imagético virtual está viciando internautas a construir imagens de si e a ocultar, cada vez mais, o "eu" verdadeiro


“Espelho, espelho meu, será que existe selfie mais bela do que a minha?” Nos dias de hoje, tal frase poderia, muito bem, substituir a famosa pergunta feita pela madrasta da Branca de Neve, no conto infantil. Afinal, o espelho parece ter sido substituído, cada vez mais, pela tela de câmeras frontais, às quais registram infinitas selfies, as famosas fotos tiradas pelas pessoas de si mesma. Estas, por sua vez, são compartilhadas à exaustão nas redes sociais, como o Facebook, acessado por mais de 2,3 bilhões de pessoas mensalmente, segundo dados de 2018.

Todavia, outra rede vem conquistando internautas e já conta com 1 bilhão de usuários ativos, segundo a empresa: o Instagram. Conhecido pelo compartilhamento de fotos e vídeos curtos, a rede acaba se tornando, para muitas pessoas, mais atrativa que o Facebook, já que também é possível publicar informações textuais. O Brasil, por exemplo, é o segundo país com mais usuários da rede, ficando atrás apenas dos EUA.

O Prof. Dr. Jack Brandão, especialista e pesquisador imagético, há mais de 30 anos, que estuda o impacto das imagens extemporâneas e contemporâneas no meio em que vivemos, aborda a influência do Instagram e das selfies, tão compartilhadas na rede. “É possível que o Instagram substitua o Facebook num curto prazo, justamente pelo fato de ser um meio, quase que exclusivamente, imagético. Isso porque nós somos seres iconotrópicos, ou seja, somos impelidos às imagens, necessitamos consumi-las. Não à toa, a forma como esta rede se apresenta acaba tornando-a mais viciante que o Facebook que, de certa forma, popularizou-se também dessa maneira.”

Outra questão comentada pelo professor em relação à rede social é a propagação das selfies como algo cada vez mais inebriante: “Todas essas redes nos apresentam um paramundo, que não passa de um universo paralelo, em que só se percebem grandes realizações e conquistas dos outros, independente de essas estarem presentes na realidade, mas que existem de fato no mundo virtual... Diante de tudo isso, muitos internautas veem-se impelidos a mostrar e a demonstrar o quão felizes estão e, para isso, postam selfies e mais selfies que retratam sua atuação/máscara virtual, já  que tudo não passa de mera pose.”

 De acordo com Brandão, o fato de muitos internautas passarem horas deslizando os dedos pelas infinitas fotos das redes sociais torna-se prejudicial; pois, quanto mais imagens consomem, mais passam a desejá-las, chegando a ponto de acreditar que aquele ambiente seja o real, não um mero simulacro. “Dessa forma, muitos usuários ‘produzem’ selfies como máscaras de ocultamento de sua própria infelicidade; pois, na realidade, acreditam que os outros sempre são mais felizes e bem-sucedidos; já que, infelizmente, não conseguem mais divisar o que é real do que não é real... esquecem-se de que aquilo não é a realidade, mas uma construção imagética”.

Brandão demonstra, inclusive, que tudo não passa de um enorme círculo vicioso, pois, se uma grande maioria é mobilizada a postar cada vez mais selfies, como que para “rebater” a “felicidade” do outro, podemos ser levados a nos perguntar: “quem, ali, realmente está exibindo uma felicidade verdadeira? Existe algo que podemos chamar de felicidade plena?”

Outra questão abordada pelo professor é referente ao consumo imagético de nós próprios, cujas raízes estão no próprio descobrimento de si mesmo enquanto imagem, algo relativamente recente na história da humanidade. No entanto, com os smartphones, de modo especial, isso não só foi possível, como também abriu margem para que eu também possa não só me conhecer, como também construir, a meu bel-prazer, a imagem que eu queira de mim mesmo, agravando, inclusive, comportamentos narcisistas”.

Para Brandão, o excesso imagético virtual está contribuindo para um individualismo exacerbado. Isso porque a intensa exibição da própria imagem como máscara do verdadeiro “eu” se constitui, de certa maneira, uma proteção imagética, frente à felicidade do outro. Assim, o indivíduo recorre a um culto excessivo de sua imagem enquanto pessoa feliz, dissociando-se cada vez mais da realidade. “A própria palavra selfie é próxima de selfish que significa, em inglês, egoísta. É justamente isso o que acontece quando eu posto selfies de maneira exagerada, pois eu passo a viver em função da minha imagem, inserida em uma redoma de proteção, que me torna cada vez mais egoísta. Volta-se, entretanto, não para o “eu” verdadeiro, mas para aquele construído imageticamente. É aí que reside um grande problema!”

Embora o termo selfie seja muito utilizado atualmente, a primeira selfie, que se tem notícia, foi tirada em 1839 por Robert Cornelius, nos EUA. Acredita-se que ele tenha permanecido por mais de 15 minutos em pé para conseguir registrar a foto, considerando a tecnologia da época. Já a primeira selfie registrada pela máquina fotográfica sem ativar o timer foi tirada, em 1914, pela duquesa Anastásia Nikolaevna, filha mais nova do czar Nicolau 2º, que tirou a foto diante do espelho. É óbvio que, com a internet, a repercussão das selfies acentuou-se de forma indescritível, mudando inclusive o conceito deste tipo de imagem.

“Hoje, com aplicativos como o instagram, de modo especial, não há mais tempo para se lerem as imagens nem para apreciá-las. Assim, como queremos consumir mais e mais, também queremos nos exibir mais e mais, num ciclo imagético interminável que pode agravar, inclusive, quadros de ansiedade e depressão”, afirma o Prof. Dr. Jack Brandão, que conclui: “é preciso enxergar além das imagens para adentrar o mundo real ali escondido, além de assumirmos nosso verdadeiro ‘eu’”.






Prof. Dr. Jack Brandão - Doutor em Literatura pela Universidade de São Paulo (USP). Diretor do Centro de Estudos Imagéticos CONDES-FOTÓS, editor da Lumen et Virtus, Revista interdisciplinar de Cultura e Imagem, pesquisador  sobre a questão imagética em diversos níveis, como nas artes pictográficas, escultóricas e fotográficas.   
condesfotosimagolab.com.br

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