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domingo, 18 de abril de 2021

Cuidados fundamentais com a pele dos cães

Responsável por proteger o organismo e regular a temperatura corporal, a pele é o maior órgão dos cães e, por isso, merece toda atenção. A dermatite canina é uma das doenças mais recorrentes nesses animais. Ela nada mais é do que a inflamação na pele do animal e costuma ser mais comum em raças com a pelagem longa e espessa, como no caso dos cães Golden Retriever, e naquelas com muitas dobras, como os da raça Shar-Pei.  

As causas para os problemas de pele em cães são as mais variadas - parasitas, alergias, questões hormonais  ou contato com  produtos químicos, por exemplo. Podem surgir sinais como erosões, nódulos ou mudanças no comportamento do pet, que passa a ter mais coceira ou lambedura em determinadas regiões. Ao menor sinal é importante procurar um médico veterinário para que o incômodo não evolua para uma doença mais grave.  

Para ajudar os tutores, a Hill's Pet Nutrition preparou uma lista com alguns cuidados fundamentais com os cães para evitar problemas de pele:

 

·         Frequência de banhos: é comum que os tutores fiquem em dúvida sobre a periodicidade dos banhos dos cães. Não existe uma regra, pois a frequência muda de acordo com  as particularidades do cão. No geral, não é recomendado dar banhos toda a semana em cachorros, já que isso pode fazer com que o animal perca a proteção da pele feita por meio da oleosidade natural. Para os tutores que preferem dar banho nos cães em casa, é importante sempre secar bem o animal e tomar cuidado para não entrar água nas orelhas do pet. 

 

·         Escovação dos pelos: esse é um cuidado importante, que vai além da questão estética. Escovar o cão evita a proliferação de fungos, bactérias e outras doenças de pele. No caso do animal de pelagem mais longa, o ideal é escovar o pêlo até três vezes por semana. Já para aqueles com pelo curto, vale escovar toda semana, mas mais para conseguir remover o subpelo e ajudar na troca da pelagem sazonal. 

 

·         Uso de produtos específicos: muitos tutores dão banho nos cães com shampoo e sabonete para humanos, o que pode causar danos na pele do animal. É sempre importante utilizar produtos feitos para cães na hora da higiene e um médico- veterinário pode indicar as melhores opções.. 

 

·         Pulgas e carrapatos: Geralmente, os tutores tratam a questão de pulgas ou carrapatos quando o animal já está se coçando muito. O recomendado é fazer tratamentos preventivos para estes casos, sejam  orais, tópicos ou coleiras específicas. 

 

·         Cuidado com a limpeza do ambiente: a pele de alguns cães pode ser bastante sensível com relação à produtos químicos utilizados para limpar o chão e outros espaços dentro de casa. Vale afastar o cão na hora de fazer a limpeza já que a composição de alguns destes produtos pode causar irritação na pele do animal.

 

Veterinário dá dicas importantes de como cuidar de cães e gatos com a continuação do isolamento social

Tutores precisam estar atentos a saúde do animal, como parasitas, mesmo dentro de casa


A continuação do isolamento social em muitos estados brasileiros impacta diretamente na vida das pessoas e também dos animais, que seguem sendo a companhia de muita gente nesse período. No entanto o que pouca gente sabe é que alguns cuidados, como a utilização de antiparasitários, devem continuar sendo realizados com os cães e gatos. De acordo com Ahmed A. Álvarez, médico-veterinário e gerente de produto pet da MSD Saúde Animal, não é porque eles estão mais em casa que não estão expostos às doenças. Assim, separamos algumas dicas para o tutor ficar atento e continuar garantindo uma vida melhor ao pet neste isolamento social.


• Pulgas e carrapatos vivem dentro de casa!
Você sabia que as pulgas e carrapatos vivem mais dentro do que fora de casa? Então, se você acha que, fazendo isolamento social, seu pet não está arriscado a contrair esses parasitas, você está errado. De acordo com o pesquisador Nicolau Serra-Freire, do Laboratório de Diversidade Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), apenas 5% deles estão no animal, enquanto 95% estão no ambiente, e a melhor maneira de prevenir a infestação é manter o lugar limpo e higienizado.

Para isso, além da limpeza tradicional, é preciso que o tutor utilize um medicamento antiparasitas, alerta Ahmed. "É muito importante que o dono administre um produto com rápida eficácia e longa duração. Assim, além de cuidar do animal, também está protegendo o lar e a família", explica.

Além disso, o veterinário ressalta que a atenção deve ser mantida tanto com os cães quanto com os gatos, que, por serem animais mais independentes e caseiros, algumas pessoas acreditam serem insuscetíveis aos parasitas. Então, fica a dica: para ajudar na aplicação, existe até um produto transdermal, colocado no pescoço do felino, o que evita o estresse da administração.


• Carteira de vacinação em dia, hein?!
Não deixe de conceder as doses de vacinação e prevenção ao seu pet. Esse controle é muito importante para manter o sistema imunológico do animal bem e livre de inúmeras doenças.

"Manter a carteira de vacinação em dia é muito importante. Mas é sempre bom ter em mente que cada cachorro ou gato possui perfil, comportamento, raça e necessidades diferentes. Por isso a sugestão é que cada calendário vacinal seja avaliado e montado diretamente com o profissional de veterinária, para que assim ele possa montar um plano preciso para cada pet", orienta o especialista.


• Dica final do vet!


Aproveite o momento para ficar ainda mais pertinho do seu pet. Além de ele ser especial, transmitir amor e carinho, diversas pesquisas comprovam que ele pode ajudá-lo neste momento tão delicado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2019 o Brasil foi o país com mais pessoas ansiosas do mundo, cerca de 18,6 milhões, e, olha que bacana, o convívio com animais de estimação estimula a produção e a liberação de endorfina e serotonina, o que proporciona sensação de bem-estar e relaxamento. Então, desfrute desse benefício!


A importância do tratamento homeopático em animais

A homeopatia veterinária é um tratamento terapêutico que atua nos problemas físicos e comportamentais. Sua atuação pode ser em caráter preventivo, curativo e melhora o desempenho animal, o que incrementa a produção. Nos animais de companhia, permite equilíbrio da saúde física e comportamental, promovendo indiretamente a saúde dos humanos que convivem com os pets.

Considerada uma terapêutica sem resíduos, o tratamento ajuda na garantia da qualidade dos alimentos, atendendo aos mais exigentes mercados que buscam produtos de origem animal sem resíduos e com respeito ao bem-estar. O procedimento não possui efeitos colaterais, resistência microbiana e age preservando o organismo do paciente e o meio-ambiente.  Atua também no equilíbrio orgânico, diminuindo o estresse em todas as suas dimensões (térmico, de manejo, nutricional e ambiental), resultando na promoção “limpa” da saúde animal. 

A homeopatia foi a primeira especialidade médico-veterinária a ser reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), em 2000; e os trabalhos de médicos-veterinários nesta área já são reconhecidos mundialmente. 

Em celebração ao Dia Mundial da Homeopatia, 10 de abril pp, o CFMV entrevistou a médica-veterinária Mônica de Souza, ex-presidente da Associação Médico Veterinária Homeopática Brasileira (AMVHB).

 

1. Em quais áreas da Medicina Veterinária a homeopatia é aplicada?


Em todas: clínica, cirurgia de grandes e pequenos animais, produção animal, piscicultura, apicultura e no meio ambiente, na melhora da qualidade de carne e leite. É possível tratamento ambiental de animais silvestres em seu habitat, através da administração de homeopáticos em mananciais de água, conforme trabalho realizado na contenção da febre amarela silvestre em primatas, na cidade de São Paulo. Promove a cura, a melhora qualidade de vida em todos seus aspectos, alivia o que não pode ser curado, não há risco de intoxicação, não gera resíduos para o ambiente, é uma terapêutica 100% natural.
 

Como a homeopatia trabalha o animal como um todo, ela pode contribuir para a redução de doenças e melhorar a qualidade de vida. Quando a enfermidade não tem cura, a homeopatia trará diminuição dos sinais clínicos, permitindo que o animal se sinta melhor. A homeopatia não é capaz de curar o incurável, porque não é milagre e sim ciência médica. Porém, a sensação de bem-estar, está garantida, desde que o médico-veterinário acerte a medicação

 

2. Em quais tratamentos a homeopatia veterinária pode ser indicada?

 

Em todos os casos, salvo problemas que precisam ser resolvidos com intervenções cirúrgicas ou imobilizações, e nas doenças incuráveis. No entanto, a homeopatia é eficaz na prevenção e no controle de dor, inflamações, infecções secundárias e outras intercorrências pós-cirúrgicas. 

Casos de sucesso são incontáveis. Na clínica de pets, o desvio comportamental de coprofagia, a eliminação de papilomatose oral, o tratamento de desvios de comportamento como a agressividade e o medo de ruídos altos são alguns dos tratamentos com sucesso. Mas a utilização da homeopatia na pecuária de corte que nos dá a real dimensão da especialidade, pois a ação ocorre em milhares de animais, através da administração na comida ou na água.  Isso demonstra que não há efeito placebo, porque os animais não sabem que estão sendo tratados. O controle de infestação de carrapatos em um rebanho de 26 mil cabeças de bovinos da raça Aberdeen Angus, o controle de desvios de comportamento em bois não castrados (sodomia ou bull steer syndome) em 11 mil bovinos em sistema de confinamento e a promoção de melhoria da cobertura de gordura de carcaça em animais magros são algumas das ações da homeopatia, com trabalhos científicos que comprovam essa ação.

 

3. Quais são os principais mitos da homeopatia?

 

“A homeopatia é lenta”

MITO – O medicamento homeopático respeita a velocidade orgânica. Começa a agir assim que entra em contato com o corpo e pode produzir efeitos visíveis em segundos ou levar semanas para demonstrar modificações externas, na dependência de cada caso clínico. Então, se o caso clínico é agudo, o animal reage muito, muito rápido. Se a questão é crônica ou comportamental, pode demorar um pouco mais. Existe também diferença entre as espécies. No caso dos animais silvestres, a resposta é muito rápida. Nas aves, cujo o metabolismo é rápido, as respostas à homeopatia são surpreendentemente rápidas. Em répteis, no qual o metabolismo é mais lento, a resposta é um pouco mais lenta. Os animais de produção e equinos também têm uma resposta muito rápida aos tratamentos.

 

“Há necessidade de dar medicação de hora em hora”

MITO – O número de tomadas vai variar de acordo com o problema. em casos crônicos, o animal tomará a medicação de forma mais espaçada, mas vai depender da conduta de cada profissional homeopata.

 

“A homeopatia não tem pesquisa”

MITO – Grande engano. Muitas vezes o indivíduo não procura nas bases corretas e com os termos corretos. Não basta buscar no Google. Há um trabalho científico que compara as décadas e a produção científica da homeopatia na pesquisa básica e o Brasil na última década do estudo foi o país que mais produziu material científico nessa área, seguido pela Índia, Alemanha e França.

 

“A homeopatia é placebo”

MITO – O pior cego é aquele que não quer ver. Os resultados da homeopatia são impressionantes. Trabalho há mais de 20 anos somente com homeopatia e consegui meus títulos de mestrado doutorado e pós-doutorado com pesquisas com homeopatia e todas publicadas. Mas pode-se falar também sobre os trabalhos em granjas, onde as galinhas não sabem o que tomam e têm a sua imunidade modulada pela homeopatia, como explicar? As plantas que recebem homeopatia e têm um crescimento mais significativo do que as plantas que não recebem, como explicar? Um animal com insuficiência renal crônica, que tem um período estimado de vida de no máximo um ano (na dependência da gravidade do quadro), e vive com qualidade de vida por mais cinco anos com os medicamentos homeopáticos, como explicar?  E finalizo falando sobre a importância de acertar a medicação, pois se o medicamento não for o bem indicado, não haverá resposta, pois, a medicação que está errada. Assim como muitas vezes um antibiótico não consegue exterminar uma bactéria e é necessário outro antibiótico, com a homeopatia, às vezes, não há resposta, pois a medicação está incorreta e precisa ser mudada.

 

AMVHB

 

A Associação Médico Veterinária Homeopática Brasileira (AMVHB) foi fundada em 1993 e congrega, aproximadamente, 200 médicos-veterinários. Oferece congressos bianuais, participação de seus associados pesquisadores em eventos nacionais e internacionais e qualifica e credencia cursos de pós-graduação nessa especialidade. Para saber mais sobre a AMVHB, acesse aqui o site.


Há 55 milhões de anos, marimbondos passaram a ser governados por operárias

Estudo conduzido por pesquisadores da Unesp reforça a ideia de que as alterações ambientais e climáticas resultantes do soerguimento da Cordilheira dos Andes teriam possibilitado uma revolução no sistema de castas das vespas (foto: acervo dos pesquisadores)

  

O soerguimento da Cordilheira dos Andes (entre 54 e 57 milhões de anos atrás) causou uma série de alterações ambientais e climáticas que possibilitaram uma verdadeira revolução entre as vespas. O sistema de castas em que apenas uma rainha põe os ovos, enquanto operárias estéreis realizam todas as outras tarefas da colônia, deu lugar a um sistema com maior paridade reprodutiva. Várias fêmeas tornaram-se férteis. Mas, em contrapartida, surgiu uma outra casta que passou a punir com violência as rainhas que produziam menos ovos, cortando suas asas e expulsando-as da colônia. Paralelamente, o ninho ganhou uma proteção externa contra os maiores inimigos desses insetos alados: as formigas. Surgia, assim, a tribo Epiponini, cujos integrantes são conhecidos como marimbondos ou cabas.

A conclusão é parte dos resultados de um amplo estudo publicado na revista Cladistics por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP) e de dois museus de história natural dos Estados Unidos.

“Além da diferença nas castas, os marimbondos se destacam pela grande diversidade de arquitetura de ninhos, em que praticamente cada gênero tem um formato diferente. Nesse estudo filogenético, observamos que o ancestral comum aparentemente já construía o que chamamos de envelope, uma cobertura que provavelmente tornou-se uma vantagem evolutiva por ser um anteparo contra inimigos, principalmente formigas”, explica Fernando Noll, professor do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Unesp, em São José do Rio Preto, coordenador do estudo.

O trabalho integra o projeto “Filogenia molecular de Epiponini e a relação entre os gêneros basais (Hymenoptera, Vespidae)”, financiado pela FAPESP.

“Ter uma filogenia bem estabelecida é fundamental para entender os cenários evolutivos de um grupo. Nos últimos 20 anos, a filogenia vigente passou a não ser compatível com algumas observações que estávamos fazendo dos marimbondos”, diz Noll à Agência FAPESP.

Filogenias podem ser pensadas como hipóteses evolutivas que descrevem relações de parentesco entre seres vivos. O trabalho dos pesquisadores se debruçou sobre a subfamília Polistinae, especialmente a tribo Epiponini, endêmica da região neotropical (ocorre do Texas ao norte da Argentina) e de maior diversidade – cerca de 250 espécies em 19 gêneros. Os marimbondos integram a família Vespidae, que, por sua vez, forma com abelhas (Apoidea), formigas (Apocrita) e outros insetos genericamente tratados como vespas a ordem Hymenoptera, que representa a grande maioria dos insetos sociais.


Ditadura do proletariado

O termo “marimbondo” é originário da língua quimbundo, falada em Angola. Era inclusive usado pelos portugueses do período colonial de forma pejorativa para designar os brasileiros. No norte do Brasil, o inseto é conhecido ainda como caba, termo de origem tupi.

Por conta da sua agressividade e dos formatos dos ninhos, os marimbondos fazem parte do imaginário brasileiro. As espécies são conhecidas por nomes populares como marimbondo-sargento (Polybia liliaceae e P. jurinei), que tem listras no tórax semelhantes às insígnias da patente militar; vespa-tatu (Synoeca surinama), por conta do ninho assemelhado com o dorso do mamífero, marimbondo-chapéu (gênero Apoica), devido ao formato do seu ninho; marimbondo-prateleira (Agelaia vicina), pelas várias camadas presentes no ninho, entre outros.

Para o estudo, foram coletados marimbondos de várias partes do Brasil, além de exemplares de diferentes coleções cedidos por outras instituições. No total, foram analisados animais de 143 espécies, representando todas as tribos da subfamília Polistinae, além de outras vespas para comparação.

Amostras de DNA foram extraídas dos animais e, em seguida, os pesquisadores amplificaram um gene específico para a identificação de espécies, conhecido como COI, além de outros relacionados à morfologia e a comportamentos de construção do ninho. Ferramentas computacionais relacionaram as informações, resultando numa descrição da subfamília e da posição evolutiva de cada tribo e gênero.

“A imagem mais comum dos insetos sociais é a da abelha europeia (Apis mellifera), onde se tem uma rainha com grande potencialidade reprodutiva e distinção morfológica. Submetida a ela, uma casta de operárias estéreis que cuida das tarefas do ninho. No caso dos marimbondos, observamos que evolutivamente ocorreu o caminho inverso. Eles perderam essa característica em algum momento, com muitas fêmeas tornando-se férteis numa mesma colônia e, posteriormente, algumas linhagens readquiriram essa característica”, conta o pesquisador.

O trabalho permitiu identificar ainda que o ancestral comum dos marimbondos desenvolveu um método violento de seleção dos entes mais férteis, presente ainda hoje em grande parte das espécies. Mais ou menos 55 milhões de anos atrás, a chamada fêmea intolerante, a rainha que elimina com violência outras fêmeas férteis, foi substituída por várias fêmeas tolerantes, ou totipotentes, que permitem que mais de um indivíduo seja fértil e produza ovos – uma vantagem evolutiva para o grupo, pois permite a sobrevivência da colônia em períodos de enxameio, quando todos os indivíduos (ou uma fração deles) deixam o ninho para formar novas colônias. A violência, porém, continuou a permear as relações, com o surgimento de uma outra casta, que pune com agressividade as rainhas menos produtivas.

“Elas são uma polícia da reprodução. As rainhas que produzem menos ovos têm as asas cortadas e são expulsas do ninho. Existe até uma dança ritual. As rainhas que não a executam da maneira correta são eliminadas pelas operárias. Quando o ninho começa, há várias reprodutoras, mas com o tempo isso vai se afunilando até que ficam apenas as mais produtivas. Essa mudança drástica na sociedade permitiu a diversificação bastante ampla que existe hoje”, conta Noll. Como ocorre entre outros insetos sociais, os machos são removidos da colônia ou morrem naturalmente após o acasalamento.

O artigo Marimbondos: systematics, biogeography, and evolution of social behaviour of neotropical swarm-founding wasps (Hymenoptera: Vespidae: Epiponini) pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/cla.12446.

 


André Julião

Agência FAPESP 

https://agencia.fapesp.br/ha-55-milhoes-de-anos-marimbondos-passaram-a-ser-governados-por-operarias/35495/


Projeto conecta tutores de pets deficientes para doações de cadeiras de rodas


Em pouco mais de 1 ano, “Faz o Bem Circular” já distribuiu 16 cadeiras em diversos estados brasileiros. Além dos equipamentos, projeto oferece dicas de cuidados para melhorar a qualidade de vida dos animais e apoio emocional para tutores


Imagine a seguinte cena: um cachorro consegue escapar do petshop, corre para a rua assustado e bang! É atropelado. Veterinário daqui, exame dali, vem o diagnóstico: o cachorro ficou paraplégico. Ou ainda, tem aqueles tutores que descartam seus amigos de quatro patas quando ficam velhos e com alguma dificuldade de locomoção. Seja por não saber o que fazer ou pelo simples descaso, muitos tutores acabam decidindo pela eutanásia do animal.

As situações descritas, infelizmente, não são tão raras como gostaríamos. O que está mudando, no entanto, é o resultado. Hoje, veterinários e tutores têm deixado de sacrificar animais deficientes ou com dificuldades de locomoção. Terapias, tratamentos e uma oferta maior de cadeiras de rodas desenvolvidas especialmente para os pets estão fazendo com que os animais deficientes tenham cada vez mais longevidade e qualidade de vida.

“O desenvolvimento tecnológico das cadeiras de rodas para animais nos últimos anos foi muito grande aqui no Brasil. Até pouco tempo, só tínhamos opções de equipamentos artesanais, feitos com tubos de PVC adaptados, ou de material muito pesado. Hoje, temos profissionais, como engenheiros, engajados no desenvolvimento de cadeiras e até fabricantes com modelos impressos em 3D sob medida”, diz a advogada Flavia Panella, idealizadora do projeto Faz o Bem Circular e tutora da Olívia, uma cachorrinha paraplégica que faz sucesso no Instagram.

O custo de uma cadeira de rodas especialmente desenvolvida para determinado animal não é baixo, muitas vezes se tornando inacessível para muitos tutores. É neste momento que entra o projeto. “Os pedidos de ajuda são constantes, mas também tem muita gente querendo contribuir. O que eu faço é conectar essas pessoas. Recebo as doações e encaminho para os animais que estão precisando, ou procuro cadeiras de porte compatível em outros projetos parceiros, como Cão de Rodinhas e Amigos do Chico, ambos de Curitiba-PR, e campanha #aishados, de Santos-SP. Essa rede, que hoje chega a cerca de 500 pessoas e que chamamos carinhosamente de corrente do bem, só vem crescendo”, diz a advogada.

Em pouco mais de um ano, o Faz o Bem Circular já doou 16 cadeiras de rodas e diversos outros itens como órteses, coletes para hidroterapia, fraldas e remédios nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco, Goiás e Paraná. Além das doações, a tutora da Olivinha dá dicas de cuidados como o esvaziamento da bexiga, evitar machucados devido à locomoção, como o arrasto, e prevenir assaduras e escaras, entre outras. Ela também participa de palestras sobre o tema, com foco na visibilidade da causa dos animais deficientes. “Muitas vezes as pessoas não têm a mínima ideia de como lidar com o animal com deficiência. Em muitos lugares nem veterinários estão preparados”, diz Flavia, que também oferece apoio emocional a muitos tutores.


Histórias de amor e superação

Com 16 cadeiras doadas em 1 ano e 5 meses, o projeto Faz o Bem Circular coleciona não só boas ações, mas também histórias emocionantes. A vira-latas idosa Laika foi uma das beneficiadas pelo projeto em parceria com o projeto Cão de Rodinhas. Devido a idade, a cachorrinha perdeu completamente a mobilidade das quatro patas, mas não a altivez. Tutora da Laika, dona Lourdes, de 70 anos, também não conseguia mais carregá-la. “Estava difícil, eu ficava triste mas não conseguia ajudá-la mais. Só tenho a agradecer a todos do projeto” diz dona Lourdes.

A cadeira é de quatro apoios, desenvolvida para animais que, como a Laika, não movimenta nenhum membro. “A cadeirinha foi essencial para trazer mais qualidade de vida a Laika. porque assim ela não fica o tempo todo deitada e pode auxiliar até na alimentação, evitando que ela se engasgue, como em outros casos já relatados por tutores”, diz Flavia Panella.

A Jujuba é outra que está se adaptando muito bem a sua nova vida de “cãodeirante”. Vítima de atropelamento, a vira-latas ficou paraplégica da cintura para baixo. “Tinha muito medo dela ficar em depressão porque era uma cachorrinha muito ativa. Mas só foi colocar ela na cadeirinha que ela saiu correndo de novo”, diz Gabriela Gonçalves, tutora da Jujuba.

No mês passado, a cadeira da Jujuba saiu de Curitiba via Correios até o bairro de Interlagos, em São Paulo, e contou com o engajamento de várias pessoas. “A rede é assim, uma doa a cadeira, outra posta no Correio, outro doa o frete, é uma ação que mobiliza em média 5 a 7 pessoas”, diz Flavia.

 


Redes Sociais (Instagram):

@fazobemcircular

@oliviaderodinhas

@cao_de_rodinhas

@projetoamigosdochico

@aishafrenchie_giani


sábado, 17 de abril de 2021

Saiba como é o amigo de cada signo

 


Quais são os signos mais confiáveis? Engraçados? E as melhores companhias para o rolê?

 

Assim como nossa vida amorosa é influenciada pelos astros, os signos que mais combinam no amor, isso também ocorre com as amizades. Segundo o astrólogo do Astrocentro, Brendan Orin, a compatibilidade das amizades também existe, os signos que mais se dão bem são aqueles que possuem uma sintonia melhor. 

Os signos de Fogo (Áries, Leão, Sagitário) possuem uma ótima conexão com os signos do Ar (Libra, Aquário e Gêmeos), já que essa turma gosta da liberdade, curte um movimento, expansão, além de ser movido pela razão, comenta Brendan. 

Já os signos de Terra (Touro, Virgem, Capricórnio) se dão super bem com os signos da Água (Câncer, Escorpião, Peixes). “Por estarem ligados a energia feminina, são mais tranquilos, contidos e sensíveis”, explica o astrólogo. 

Além disso Orin, comenta que os signos que compartilham o mesmo elemento, possuem uma facilidade maior em possuir a compatibilidade da amizade, já que vão se reconhecer entre si e com isso tendem a ter uma aproximação maior para curtir. Pensando nesse assunto e lembrando que dia 14 de fevereiro é o dia da amizade, o especialista listou quais são as características do amigo de cada signo. Confere aí:

 

Amigos “para sempre”

Sabe aquele amigo para a vida toda? Aquela amizade sólida e verdade? Com os nativos de Leão, Escorpião e Capricórnio você terá isso. Eles não vão baixar a guarda logo de cara, mas a amizade construída aos poucos é indestrutível. 

“Até mesmo quando o assunto é amizade, esses signos costumam não se apegar rápido, demoram um pouco para se entregar. Mas quando o laço de confiança se estabelece, esse é eterno. Sempre irão te defender, estar lá por você nas horas boas e más. Só que para eles a confiança é como espelho: depois que quebra, não é mais o mesmo. Por isso, é muito importante valorizar e respeitar a amizade com esses nativos”, aconselha o especialista.

Os amigos de Virgem, Capricórnio e Aquário também são leais e ainda mais seletivos. “Esses nativos não confiam em qualquer um, por isso normalmente acabem tendo amigos que são de longa data e costuma sair só com eles. Preferem contar com poucos amigos ao lado, os verdadeiros, a aceitar qualquer colega para se divertir”

 

Os populares do rolê

Sabe aquelas pessoas que sempre estão rodeadas por uma turma, que são os mais populares dos lugares? Provavelmente são de Gêmeos, Leão ou Sagitário. “Animados e festeiros, os nativos desses signos fazem questão de sempre estar rodeados de pessoas e por isso uma amizade com essa turma sempre é uma ótima para levantar o astral. São muito populares e sociáveis, gostam de falar muito, de sempre estar no centro”, afirma Brendan.  

 

Protetores

Os nativos de Touro, Câncer e Peixes são os mais protetores do zodíaco, se preocupam muito com o bem-estar dos amigos, sentem a dor do próximo e tentam ajudar e estar presente sempre, deixando-o feliz. São cuidadosos, carinhosos e sempre procuram proteger seus amigos de qualquer dor que possam sentir, tanto física quanto emocional. Por isso acabam sendo os amigos que parecem nossos pais de tanto que cuidam da gente.

 

Influentes

“A grande influência desses nativos acaba sendo bastante positiva, são ótimos para indicar você a alguma área em que tenha interesse, já que são muito reconhecidos no mercado de trabalho, acabam acumulando muitos contatos.”, aconselha Brenda Orin. Em um momento de crise, os nativos de Áries, Virgem, Capricórnio e Peixes são os melhores quando o assunto é conseguir um trabalho legal, são os melhores para dar essa força, já que são muito influentes. 

 

Baladeiros

Gosta de curtir uma balada? Sair para se divertir? Os nativos de Áries, Gêmeos, Libra e Sagitário são as melhores companhias quando o assunto é diversão. “Para esses nativos, diversão é o que importa, por isso sempre estão à disposição para uma balada, curtir a noite, são os signos mais animados”, diz o astrólogo.  

 

Bons conselheiros

Se você está precisando de conselhos, conversar, desabafar quando estiver com problemas, os nativos de Libra, Escorpião, Sagitário e Capricórnio são os melhores para isso, estão sempre dispostos a ajudar e ouvir o próximo. Esses amigos são capazes de sentir o seu problema e lidar com ele como se fosse deles. Por isso, na hora de dar conselhos, irão falar com o coração e lhe indicarão o melhor caminho a seguir.

 

Os “sincerões”

Sabe aquele amigo que não passa a mão na sua cabeça? Que sempre está disposto a falar a verdade? Esse provavelmente é nativo de Virgem, Escorpião e Sagitário. Se seu problema é porque você se nega a sair de uma roubada, como um relacionamento ruim, talvez seja melhor apelar para alguém que abra seus olhos de uma vez, e os nativos desses signos fazem isso muito bem. “Podem até não dar bons conselhos, mas são pessoas sinceras e normalmente curtas e grossas. Eles não pensam muito antes de falar: como amigos, são aqueles que tendem a tocar no seu ombro e falar tanto coisas boas, quanto coisas que você não gostaria de ouvir”, finaliza.

 



 Astrocentro

www.astrocentro.combr

 

No Dia Nacional do Espiritismo (18/04), médium explica a importância do perdão e da caridade

Doutrina ensina as pessoas a se ajudarem e a se conectarem ao verdadeiro sentido da vida

Divulgação


O Brasil comemora o Dia Nacional do Espiritismo neste domingo (18). A data foi criada pelo Senado em 2019 e escolhida para homenagear o dia em que Allan Kardec apresentou na França, em 1857, a obra “O Livro dos Espíritos”, considerada referência inicial da Doutrina Espírita. O Brasil é o país que abriga o maior número de fiéis do espiritismo no mundo, segundo o Conselho Espírita Internacional.

Referência para a Doutrina, o livro lançado por Kardec, o precursor do espiritismo moderno, contém uma série de recomendações de espíritos de elevada estatura moral para a conduta do Homem no mundo. As reencarnações são vistas pelos defensores da Doutrina como oportunidades para os seres humanos expiarem suas falhas cometidas em vidas passadas e aproveitarem a atual existência para evoluir no comportamento próprio e no auxílio ao próximo.

Propósitos

Por causa das manifestações de médiuns espíritas que se comunicam com pessoas falecidas, transmitindo mensagens para amigos e familiares, o espiritismo tem a imagem bastante associada a esse tipo de fenômeno. No entanto, a Doutrina se caracteriza por defender um forte desenvolvimento de questões éticas e morais no ser humano, além de pregar gestos de caridade incessante a pessoas em dificuldades.

“O espiritismo não é uma religião. Ele ensina as pessoas a se amarem, a se perdoarem, a crescerem juntas, a se respeitarem, como também amar a Deus. Trata-se de uma filosofia que norteia as relações humanas e também entre a Terra e o céu”, explica o escritor e médium Odil Campos.

Ao mesmo tempo, ele afirma que a data é importante para ajudar a estimular a espiritualidade, ainda mais em tempos de Covid-19. “Cultivar a espiritualidade é ter paz de espírito, paz na alma, ver o mundo e valorizar todas as coisas boas, fortalecer a esperança para dias melhores”, explica.


Sintonia

A pandemia do Coronavírus gerou uma enxurrada de informações diárias via redes sociais, muitas vezes desconexas da realidade e sem os cuidados na apuração das fontes e dos conteúdos. Além de não ajudar, isso traz danos ao ser humano.

“Vivemos num mundo hiper conectado e cheio de gente desconexa de si. O mundo parou e temos tido uma oportunidade ímpar de também pausar o piloto automático, tomar um ar fresco e repensar as prioridades da nossa vida”, esclarece Campos.

Para o autor, a verdadeira conexão transcende aparelhos. “Conectar com nossa espiritualidade seria ampliar nossa percepção para algo maior ou um entendimento do que permeia e move nossa existência, seja isso uma energia universal, o cosmos, a unidade, a criação”. Para isso, é preciso buscar hábitos diários para desenvolver o alcance ao Divino.


Vínculo

“Ao nos conectarmos diariamente com Deus, por meio de uma oração pessoal ou o Pai Nosso, passamos a ter uma leveza de alma, que nos permite ver os problemas ou dificuldades que vivenciamos, passíveis de solução e que de certo modo afasta nossos medos”, observa o médium.

Na vida diária, a prática do espiritismo ajuda o ser humano a fortalecer a saúde física, mental e social, uma vez que o perdão e a caridade com o próximo ampliam laços de fraternidade com demais.


Para ampliar os conhecimentos

Para quem deseja adquirir novos aprendizados sobre a Doutrina e o espiritismo de maneira lúdica, a trilogia Alma e Espírito do médium Odil Campos (Editor Flor de Lis) aborda diferentes informações.

No primeiro livro “Um Resgate Histórico”, ao abordar questões relevantes da existência humana, a obra oportuniza uma nova compreensão do sentido da vida. No enredo, um conhecimento permite ao homem modificar valores pessoais e se redescobrir, buscando no seu íntimo a essência da qual faz parte.

O segundo volume “O Espírito e sua pluralidade das existências e temporalidade” aborda o caminhar do espírito na linha da vida, cujo objetivo é conduzi-lo à evolução. Já o título “Cristo Jesus – Religiosidade Cósmica” inicia pelas profecias do Velho Testamento e traz um apanhado histórico sobre a preparação do homem para a vinda do Messias. Ao mesmo tempo, revela quem era Cristo Jesus e quem era o homem Jesus.

á no romance “A saga de um espírito”, o personagem Rodrigo desperta da morte no plano espiritual, é recebido por um psicólogo que o ajuda a recobrar sua consciência, montar o quebra-cabeça de sua vida antes, durante e após a última encarnação.

Ao descobrir as razões fundamentais de sua última existência na Terra, depara-se com a verdade sobre si mesmo e com a necessidade de corrigir seu passado.


Dicas para melhorar o comportamento com a mudança da letra

A escrita diz muito sobre as pessoas, reflete a personalidade de forma inconsciente, quando analisada minuciosamente, é possível identificar a condição comportamental e corrigir diversos pontos para o desenvolvimento do autoconhecimento e estado emocional.

A inclinação, formato, acentuação, curvatura, pressão, tamanho, dimensão e disposição das letras, são marcas inseridas que revelam frustações, vitórias, emoções, estímulos internos e externos. A grafóloga Célia Siqueira utiliza a técnica para compreender as necessidades, características, dificuldades e ações individuais em diversas áreas.

A especialista dá uma dica especial neste momento de pandemia, para as pessoas que buscam um pouco mais de otimismo, basta aumentar o tamanho da letra, principalmente a inicial do nome. Não rabiscar a assinatura e não finalizar com riscos para trás.

Para deixar de se preocupar mais com as outras pessoas do que consigo, a sugestão é não descer a escrita, o ideal é sempre manter uma reta e subir um pouco mais os traços no final de cada letra. Assim, é possível adquirir mais autoconfiança e evitar que se coloque sempre em segundo lugar.

“É possível tornarmos pessoas melhores com a mudança da nossa escrita. Melhorar nosso convívio social e familiar, aprimorando nosso comportamento com as técnicas de grafoterapia.  Esse estudo auxilia também no tratamento de traumas, fobias, bloqueios e inclusive na área profissional e afetiva”, diz Célia.

Pessoas que são agitadas e que querem ficar mais calmas e tranquilas, principalmente em momentos de tomadas de decisões, deve arredondar a escrita e pegar na caneta com leveza, sem pressão. Para aumentar a autoestima, não escrever de maneira arcada (quadrada), pois essa característica representa solidão, vergonha e reclusão.

Já quem deseja se tornar mais alegre, não pode escrever as letras T, F e J com traços sinuosos, e deve florear a grafia, porém em exageros. Para saber mais dicas e sobre grafologia, acesse o site www.institutoceliasiqueira.com ou Instagram @institutoceliasiqueira_oficial.


Conheça a terapia que ajuda na recuperação de depressão e traumas

Conhecida como Terapia EMDR, a nova abordagem psicoterapêutica desbloqueia memórias dolorosas por meio da estimulação bilateral do cérebro, ajudando no tratamento de traumas psicológicos e depressão; especialista esclarece principais dúvidas sobre o assunto

 

Com a chegada da pandemia, ocorreu um aumento de diagnósticos de depressão no Brasil. A prova disso é um levantamento realizado pela Universidade de São Paulo (USP) em onze países em que revela o Brasil como líder nos casos de depressão e ansiedade durante a pandemia. Mesmo antes da Covid-19, já era possível notar um aumento nos casos, segundo uma pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, do IBGE, 16,3 milhões de pessoas com mais de 18 anos sofrem da doença, um aumento de 34,2%, de 2013 para 2019.  

De acordo com Vanessa Gebrim, especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP, a depressão não tem uma causa definida. Fatores genéticos têm grande influência para uma pessoa desenvolver essa disfunção, mas eles não são decisivos para desencadeá-la. “Pessoas com predisposição podem nunca desenvolver a doença, enquanto outras podem sofrer com ela, ainda que não tenham histórico na família”, comenta. 

Ela ainda explica que durante a vida as pessoas também podem sofrer traumas que afetam o comportamento - seja um acidente, doença, perda de uma pessoa próxima, entre outros problemas. “Nesses casos, assim como a depressão, a terapia é super bem-vinda”, completa Vanessa. 

Abaixo, ela esclarece as principais dúvidas sobre o assunto e explica mais sobre a abordagem EMDR:

 

Como funciona a Terapia EMDR?

 “Essa terapia é bastante efetiva para o tratamento do trauma, depressão e outros transtornos. Chamada de Terapia EMDR, (Eye Movement Dessensitization and Reprocessing), que em português significa Dessensibilização e Reprocessamento por meio do Movimento dos Olhos, é uma nova  abordagem psicoterapêutica que desbloqueia memórias dolorosas por meio de estimulação bilateral do cérebro”, explica. 

Atualmente, estudos científicos e a experiência clínica apontam resultados positivos para outros transtornos como depressão, ansiedade, dor crônica, luto, dependência química, transtorno bipolar e doenças psicossomáticas, dentre outros.  “O EMDR busca identificar o trauma e entender como ele está afetando a vida do indivíduo e isso ocorre porque estimula o cérebro a processar as memórias perturbadoras, trazendo as imagens, emoções, sensações corporais e crenças negativas associadas, ou seja, é uma terapia de reprocessamento.  O passado fica no passado e a lembrança passa a não mais desencadear o mal-estar que despertava antes. Assim,  o paciente consegue a força e o positivismo necessários para seguir em frente”, salienta a psicóloga. 

“Gosto também de técnicas de controle do estresse, como respiração e relaxamento, que também são importantes. Os exercícios que reduzem e controlam a ansiedade (por exemplo a meditação) podem aliviar os sintomas, além de contribuir para a autorregulação do paciente”, complementa.  

A depressão pode ser desenvolvida em qualquer época da vida? E os traumas psicológicos? 

“A depressão pode se desenvolver desde muito cedo, ainda na infância.  Ela também pode ser desencadeada pelos chamados gatilhos - fatores específicos, como um trauma, pelo abuso  de drogas ou alguma situação que ofereça um grande incômodo para a pessoa. Alguns sintomas estão presentes no quadro de depressão: tristeza recorrente, falta de interesse ou prazer diminuído em atividades de rotina, problemas com o sono ou a alimentação, ganho ou perda de peso não intencional, agitação ou apatia, fadiga ou falta de energia,dificuldade de concentração; e/ou impulsos suicidas ou de automutilação”, conta. 

A especialista explica que, já no caso dos traumas psicológicos, eles se formam quando a pessoa passa por uma experiência negativa, cujas lembranças se transformam em angústia e dor. “Mesmo com o passar do tempo, as sensações experimentadas ficam retidas na mente e, diante de qualquer sinal que se relacione com esse fato traumático, a pessoa revive a angústia e o sofrimento, como se aquilo estivesse acontecendo novamente. Se isso não for tratado, acaba bloqueando a vida da pessoa em várias esferas da sua vida”, complementa. 

 

A pandemia pode agravar o aparecimento de depressão? 

“Com certeza, pode sim. Estamos vivendo experiências traumáticas todos os dias durante a pandemia. Essa mudança drástica e repentina de nossas vidas provoca muitas emoções e sentimentos negativos nas pessoas. O isolamento, a perda de emprego, o adoecimento, a morte das pessoas, acabam gerando muitas feridas emocionais nos indivíduos, cultivando sentimentos de tristeza, medo, angústia e impotência”, conta.

 Para quem já sofre de alguns transtornos como a depressão, esse cenário pode potencializar o quadro e, para outras  pessoas, podem surgir sintomas que, se não forem tratados, podem desencadear alguns transtornos. “Um transtorno muito comum nessa fase da pandemia é o TEPT(Transtorno de Estresse Pós-Traumático)”, completa. 

Muitas pessoas são afetadas de maneira duradoura quando algo terrível acontece. Em algumas, os efeitos são tão persistentes e graves que são debilitantes e representam um transtorno. Via de regra, os eventos mais propensos a causar TEPT são aqueles que invocam sentimentos de medo, desamparo ou horror. Se esses eventos de alguma forma não forem elaborados, podem ficar bloqueados no cérebro, desencadeando o trauma. 

 

Como prosseguir em casos de depressão? 

“A melhor medida a ser tomada é buscar uma ajuda psicológica para entender o que está ocorrendo e tratar da forma mais adequada. Muitas vezes, a pessoa não tem idéia do que ela tem, se está diante de um trauma ou se está passando por um quadro de depressão. Por isso a importância de ser feita uma boa avaliação e um tratamento especializado para cada situação”, enfatiza.

 

A psicoterapia é um bom método para superar um trauma? 

“A psicoterapia é uma ótima ferramenta para superar o trauma e também tratar algumas doenças como a depressão e outros transtornos. O psicólogo possui ferramentas que irão auxiliar no processo de cura, por meio de uma série de sessões particulares, onde ele usará técnicas e abordagens efetivas no tratamento. Esse profissional é habilitado e tem instrumentos que são muito valiosos para enfrentar as situações de crise”, conta.

 

Existem atitudes que ajudam no tratamento junto à psicoterapia ? 

“Algumas atitudes que ajudam muito no tratamento, que aliadas à psicoterapia, são bastante efetivas, tais como: dar risada, cercar-se de amigos, praticar meditação, comer alimentos saudáveis, fazer atividade física, dormir bem, reconhecer suas conquistas, entre outros. E, por fim, falar do problema também é uma estratégia que permite uma recuperação, ou seja, falar dos sentimentos que ele provoca, de causas e consequências. Tudo isso para poder virar página e avançar”, finaliza.

 



Vanessa Gebrim - especialista e pós-graduada pela PUC-SP com mais de 20 anos de experiência clínica. Tem certificação internacional pelo EMDR Institute. É terapeuta certificada em Brainspotting pelo Institute of New York. É ainda especialista em Técnicas que otimizam o tratamento como Play of Life, Barras de Access, orientadora vocacional e consteladora familiar.


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