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domingo, 21 de junho de 2026

Mau hálito, dificuldade para comer e perda de peso podem indicar doenças na boca dos pets


 

Divulgação
Escovação nos animais deve ser feita com acessórios veterinários

Problemas odontológicos estão entre as condições mais comuns em cães e gatos adultos e podem comprometer muito mais do que apenas os dentes 


O tutor que observa diariamente o comportamento do seu animal costuma perceber rapidamente quando algo muda. Menos disposição para brincar, dificuldade para mastigar, preferência por alimentos mais macios ou até mesmo um hálito excessivamente forte podem parecer alterações sem importância à primeira vista, mas frequentemente são sinais de doenças na cavidade oral. 

Segundo a médica veterinária especializada em odontologia veterinária Dra. Clarisse Teixeira, do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas SP, os problemas bucais estão entre as enfermidades mais comuns em cães e gatos e podem afetar diretamente a qualidade de vida dos animais.
 

Mau hálito não é normal

"Muitos tutores acreditam que o mau hálito é normal nos pets, mas isso não é verdade. Na maioria das vezes, ele indica a presença de bactérias, inflamações ou doenças periodontais que precisam ser investigadas", explica.

A doença periodontal é considerada uma das principais preocupações da odontologia veterinária. Estima-se que mais de 80% dos cães e gatos adultos apresentem algum grau do problema. A condição começa geralmente com a gengivite, uma inflamação da gengiva causada pelo acúmulo de placa bacteriana. 

Quando diagnosticada precocemente, a gengivite pode ser revertida. Porém, sem tratamento, ela evolui para a periodontite, doença crônica que provoca destruição das estruturas responsáveis pela sustentação dos dentes. 

Arquivo pessoal
Quando diagnosticada precocemente,
 a gengivite pode ser revertida

"A periodontite é uma doença grave e progressiva que, se não tratada adequadamente, pode ter como consequência uma evolução indesejada: a perda de dentes ou doenças sistêmicas devido a infecção bacteriana instalada na cavidade oral", alerta a veterinária. 

Além da perda dentária, a doença pode provocar dor constante, dificuldade de alimentação e favorecer complicações em outros órgãos do organismo.


 

O que o veterinário avalia durante o exame oral
 

A avaliação odontológica começa muito antes de olhar os dentes. O médico veterinário investiga hábitos, histórico clínico e possíveis alterações gerais de saúde. 

Entre as informações importantes estão:

• tipo de alimentação oferecida ao pet;

• frequência da escovação dentária;

• hábito de roer objetos muito duros;

• presença de mau hálito;

• sangramentos na boca;

• excesso de salivação;

• dificuldade para mastigar ou pegar alimentos;

• perda de peso sem causa aparente.
 

A Dra. Clarisse enfatiza que durante o exame clínico, são avaliados a oclusão, gengivas, dentes, língua, bochechas e demais estruturas da cavidade oral. 

Nos casos que exigem investigação mais aprofundada, o animal pode ser submetido à anestesia para realização de exames detalhados, incluindo sondagens odontológicas e radiografias intraorais. 

"Existem alterações que não conseguimos identificar apenas olhando a boca. Algumas fraturas dentárias, lesões abaixo da gengiva, reabsorções dentárias e alterações ósseas dependem de exames complementares para um diagnóstico preciso", explica Dra. Clarisse.
 

O tártaro é apenas uma questão estética? 

Conhecido tecnicamente como cálculo dentário, o tártaro se forma atrás da mineralização (calcificação) da placa bacteriana. Com o tempo, ele cria um ambiente favorável para a proliferação de bactérias e para o desenvolvimento da doença periodontal. 

O problema pode acometer cães e gatos de diferentes idades, especialmente quando a higiene bucal é negligenciada. 

A prevenção é relativamente simples:


• escovação diária com produtos específicos para pets;

• avaliações odontológicas periódicas;

• profilaxias realizadas pelo médico veterinário quando indicadas;

• cuidado com brinquedos excessivamente rígidos, que podem provocar fraturas dentárias. 

Nem toda dor na boca aparece de forma evidente

Os animais costumam esconder sinais de dor, o que torna a observação dos tutores ainda mais importante. 

Entre os principais sinais de alerta estão:

• mau hálito intenso e persistente;

• sangramento gengival;

• dificuldade para mastigar;

• preferência por um lado da boca;

• salivação excessiva;

• aumento de volume no rosto;

• perda de peso;

• comportamento mais irritado ou agressivo;

• espirros frequentes ou secreção nasal. 

"Qualquer alteração merece atenção. Quanto mais cedo identificamos o problema, maiores são as chances de sucesso no tratamento e menor o desconforto para o animal", destaca a veterinária.
 

Tumores também podem surgir na cavidade oral 

Embora menos conhecidos pelos tutores, os tumores orais estão entre as neoplasias mais frequentes em cães e gatos. 

Os sinais podem incluir feridas que não cicatrizam, aumento de volume na boca, sangramentos, dificuldade para se alimentar e perda de peso. 

O diagnóstico pode envolver exames de imagem, citologia, biópsia e análise histopatológica. Dependendo do tipo e do estágio da doença, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapias complementares. 

"A medicina veterinária evoluiu muito nos últimos anos. Quando o diagnóstico é realizado precocemente, conseguimos ampliar significativamente as possibilidades terapêuticas e a qualidade de vida dos pacientes", afirma Dra. Clarisse.

Matheus Campos
Os dentes dos coelhos crescem continuamente ao longo da vida
 

Coelhos merecem atenção especial 

Quando o assunto é saúde oral, os coelhos ocupam um capítulo à parte. 

Diferentemente de cães e gatos, os dentes dos coelhos crescem continuamente ao longo da vida. Qualquer alteração no desgaste natural pode provocar crescimento excessivo, ferimentos na boca, dificuldade de alimentação e perda de peso. 

Por isso, alimentação adequada, acompanhamento veterinário regular e observação dos hábitos alimentares são fundamentais para evitar complicações.
 

Saúde da boca é saúde do corpo 

A recomendação dos especialistas é que a avaliação da cavidade oral faça parte da rotina de cuidados preventivos dos pets. 

Animais de pequeno porte, especialmente algumas raças toy, costumam apresentar maior predisposição às doenças periodontais e podem necessitar de acompanhamento mais frequente. 

"Quando cuidamos da saúde oral, estamos cuidando do bem-estar geral do animal. Comer sem dor, brincar, interagir e manter a qualidade de vida dependem também de uma boca saudável", conclui Dra. Clarisse.

 



Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
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Violência vicária contra pets exige nova resposta da sociedade para a proteção de mulheres e animais

A violência vicária contra animais de estimação consolida-se como uma das faces mais cruéis de crimes no âmbito doméstico. O homem ameaça, agride, abandona ou mata o pet da família para atingir emocionalmente a companheira, usando o vínculo afetivo como instrumento de intimidação, de castigo e de controle. Trata-se de estratégia deliberada de dominação e com vítima em dobro: o mascote, que sofre diretamente o delito, e a mulher, atingida em sua esfera psíquica, moral e patrimonial. 

O debate a respeito do tema avançou na Espanha com a lei 17/2021, que reconhece os animais como seres sencientes - ou seja, capazes de experimentar sensações, emoções e sentimentos, como dor, medo, alegria, conforto, tédio e afeto. Logo, tal legislação afasta a visão puramente patrimonial do pet. Em paralelo, a lei 7/2023 reforça a agressão contra mascotes como questão de relevância pública. 

No Brasil, o marco nesta seara é o artigo 32 da lei 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), alterado pela lei 14.064/2020 (Lei Sansão), que elevou a pena para maus-tratos a cães e gatos para dois a cinco anos de reclusão, além de aplicação de multa e proibição de guarda a animais. Esta transgressão, então, passou a ter reflexos processuais mais rigorosos: inviabilidade de transação penal e suspensão condicional do processo, ação penal pelo rito comum, geração de antecedentes criminais e possibilidade de cumprimento de condenação em regime fechado. 

Ainda nesta esteira de previsões legais, a autoridade policial deve lavrar prisão em flagrante, sem possibilidade de fiança. O magistrado pode decretar medidas protetivas e afastamento do lar e evocar laudo de Medicina Veterinária Legal que justifique a intervenção urgente na violência familiar. 

Importante lembrar que, o Brasil passou a incorporar, recentemente, a noção de violência vicária no sistema de proteção às mulheres, embora o legislador tenha perdido a oportunidade de incluir tal tipologia expressamente. A nova disciplina da custódia compartilhada de animais impede, inclusive, soluções automáticas quando há histórico de violência doméstica ou de maus-tratos, reconhecendo o animal de estimação como parte do contexto de proteção à vítima.

 A conclusão, quando se compara o que acontece no Brasil e o que é realidade na Espanha face a este assunto, é clara: a análise fragmentada já não basta. Quando o agressor usa o pet para causar sofrimento à companheira, há um crime bifocal — o animal é vítima direta de crueldade, e a mulher, de opressão relacional. 

Sob a ótica criminológica, a Teoria do Elo demonstra que maus-tratos a animais funcionam como sinalizador precoce de violência familiar crônica. Isto porque, o pet, em casa, por ser a conexão mais vulnerável, costuma ser o primeiro a sofrer agressões. 

Outro dado não menos importante: segundo pesquisas, parcela esmagadora das vítimas recusa-se a deixar o lar por medo de que o homem se vingue utilizando para isso o animal. 

A Medicina Veterinária Legal tem papel estratégico neste contexto: a perícia comprova lesões, negligência, intoxicação e causa da morte, revela padrões de crueldade reiterada e funciona como indicador objetivo de risco para a vítima humana. O perito, portanto, integra tecnicamente a rede de proteção. 

O avanço normativo na Espanha e no Brasil, em suma, indica que a violência vicária contra animais domésticos exige resposta estatal integrada, interdisciplinar e capaz de proteger, simultaneamente, mulheres e pets. A sociedade não pode mais conviver com tamanha perversidade, descaso e retrocesso.

 


Dra. Celeste Leite dos Santos - promotora de Justiça em Último Grau do Colégio Recursal do Ministério Público (MP) de São Paulo; doutora em Direito Civil, pela Universidade de São Paulo (USP); mestre em Direito Penal, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo; presidente do Instituto Brasileiro de Atenção Integral à Vítima (Pró-Vítima); idealizadora do Estatuto da Vítima, da Lei de Importunação Sexual, e da Lei Distrital de Acolhimento de Vítimas, Análise e Resolução de Conflitos (Avarc); e coordenadora científica da Revista Internacional de Vitimologia e Justiça Restaurativa.


Dra Nayla Fernanda de Freitas - médica-veterinária perita; mestranda em Patologia Experimental e Comparada, com ênfase em Medicina Veterinária Forense, pela Universidade de São Paulo (USP); especialista em Medicina Veterinária Legal; perita judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) - Campinas-SP; assistente técnica em processos cíveis e criminais no Brasil e no Chile; integrante da Comissão de Políticas Públicas do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do Estado de São Paulo, da Comissão de Cooperação Internacional da Associação Brasileira de Medicina Veterinária Legal (ABMVL) e da Associação Brasileira de Bem-Estar Animal (ABBEA).

 

Recusa de comida pode ser sinal de doenças ocultas em cães e gatos

Doença periodontal afeta até 80% dos cães adultos e a perda de apetite pode ser o primeiro sinal de problemas 

 

Diante de um pet que recusa a ração, a atitude imediata de grande parte dos tutores é esperar, acreditando ser capricho, frescura ou tédio com o cardápio. No entanto, na rotina da medicina veterinária de alta complexidade, esse comportamento é encarado como um dos biomarcadores mais sensíveis de bem-estar. A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, faz um alerta baseado na rotina dos prontos-socorros: a forma exata como o pet ignora o prato cheio funciona como um código clínico capaz de revelar desde fraturas dentárias ocultas até falhas severas em órgãos vitais. 

O alerta ganha relevância diante da alta incidência de doenças capazes de afetar diretamente o apetite dos animais. Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), cerca de 80% dos cães e 70% dos gatos apresentam algum grau de doença periodontal a partir dos três anos de idade, condição frequentemente associada à dor ao mastigar e à recusa alimentar. Em muitos casos, a perda de interesse pela comida é um dos primeiros sinais percebidos pelos tutores. 

“O erro mais comum é o tutor esperar o pet ficar dois ou três dias sem comer para procurar ajuda. Na medicina veterinária, trabalhamos com o conceito de que o apetite é o maior termômetro de saúde que o animal possui. Quando ele cessa totalmente, o organismo está gastando uma energia preciosa para tentar combater alguma disfunção interna, deixando a alimentação em segundo plano. Não é birra, é biologia”, explica Carollina Marques, médica veterinária na WeVets. 


O interesse sem ação: o animal se aproxima da vasilha, cheira, inclina a cabeça, mas recua ou deixa o alimento cair da boca. Esse é um dos indícios mais clássicos de dor oral ou facial, como abscessos, fraturas dentárias subgengivais, gengivites avançadas ou problemas na articulação temporomandibular. O pet sente fome, mas o ato de mastigar gera sofrimento.

 

A aversão imediata: o pet cheira o alimento e vira o rosto bruscamente, muitas vezes lambendo os lábios ou salivando excessivamente. Esse comportamento pode indicar náusea metabólica, comum em quadros de insuficiência renal ou hepática, nos quais o acúmulo de toxinas no organismo gera desconforto persistente.
 

A apatia alimentar: o animal ignora completamente qualquer estímulo, isola-se e permanece prostrado. Trata-se do padrão de maior urgência, sugerindo que o organismo direcionou seus recursos para combater uma ameaça importante, como febre alta, dores abdominais intensas, infecções sistêmicas ou doenças oncológicas.

O limiar de tolerância ao jejum varia de forma drástica entre cães e gatos. Para os cães saudáveis, pular uma única refeição exige monitoramento, mas a perda da segunda refeição ou um período prolongado sem ingestão alimentar já justifica uma avaliação veterinária. 

Já para os felinos, o relógio corre muito mais rápido. Devido a um metabolismo particular, os gatos são especialmente vulneráveis aos efeitos do jejum prolongado. Quando passam muitas horas sem ingerir alimento, podem desenvolver a Lipidose Hepática Felina, uma das doenças metabólicas mais graves da espécie. 

O cenário se torna ainda mais preocupante diante do avanço da obesidade felina. Segundo a Association for Pet Obesity Prevention (APOP), mais de 60% dos gatos domésticos apresentam sobrepeso ou obesidade. Nesses animais, a mobilização acelerada da gordura corporal durante períodos de jejum aumenta significativamente o risco de desenvolvimento da lipidose hepática. 

“Os gatos são animais metabolicamente extremamente sensíveis ao jejum prolongado. A janela de intervenção eficaz nesses casos é muito estreita. Se um felino passa de 24 a 48 horas sem ingerir calorias, o risco de desenvolver uma falência hepática secundária é altíssimo, o que transforma o caso em uma urgência médica absoluta de UTI”, reforça a especialista. 

Além disso, estudos internacionais apontam que a Doença Renal Crônica afeta entre 30% e 40% dos gatos acima de 10 anos de idade, sendo a perda de apetite um dos sinais clínicos mais frequentes da enfermidade. Em muitos casos, a recusa alimentar é percebida antes mesmo de sintomas mais evidentes. 

“Quando um animal deixa de comer, a pergunta não deve ser qual alimento oferecer, mas por que ele parou de comer. A resposta para essa pergunta é o que realmente define o prognóstico do paciente”, conclui Carollina.


Quando o frio chega: por que os pets mudam o comportamento no inverno?


Dias mais frios podem alterar o gasto energético, o comportamento e o interesse pela comida. Entenda como cães e gatos respondem à queda de temperatura e quais ajustes ajudam a preservar o bem-estar nessa fase


Quando as temperaturas caem, não são apenas os responsáveis que mudam pequenos hábitos da rotina. Cobertores saem do armário, os passeios ficam mais curtos, a casa permanece mais fechada e os animais também passam a reorganizar o próprio comportamento. Alguns cães demonstram mais disposição para caminhar em horários amenos, enquanto outros preferem permanecer recolhidos. Já os felinos buscam cantos mais aquecidos, reduzem a movimentação e passam mais tempo em repouso. Ao mesmo tempo, cada animal pode reagir de uma forma ao inverno, de acordo com seu metabolismo, rotina e nível de atividade: em alguns, o apetite pode aumentar; em outros, diminuir, criando dúvidas sobre como ajustar a alimentação nesse período.

Essas mudanças não acontecem por acaso. O frio exige que o organismo trabalhe para manter a temperatura corporal estável, processo conhecido como termorregulação. Em animais mais ativos, que vivem em áreas externas ou que têm maior exposição a ambientes frios, esse esforço pode elevar discretamente o gasto energético. Já pets que passam mais tempo dentro de casa, em locais aquecidos e com redução de atividade física, podem apresentar comportamento oposto: menos movimento e menor necessidade calórica.

Segundo Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, o inverno exige uma leitura mais individualizada. “A queda de temperatura influencia metabolismo, disposição e padrão de repouso, mas cada animal responde de uma forma. Antes de fazer qualquer ajuste na alimentação, o responsável precisa observar se houve mudança real no nível de atividade, na condição corporal e no comportamento geral do pet”, explica.

A partir dessa observação, o cuidado passa ser em adaptar a rotina alimentar ao comportamento do animal, e não somente aumentar ou reduzir porções. Em dias frios, alguns pets aceitam melhor a refeição quando ela é oferecida em locais protegidos de correntes de ar, em momentos de maior disposição e sem competição com estímulos externos. Para pets mais seletivos, especialmente gatos e idosos, aroma, textura e temperatura também podem influenciar o interesse pela comida.

Os petiscos entram nesse contexto como parte da construção de uma rotina mais ativa no inverno. Como muitos cães e gatos reduzem espontaneamente a movimentação, os snacks podem ser usados para criar pequenos momentos de estímulo dentro de casa e de interação com o tutor, sem depender apenas de passeios longos ou brincadeiras intensas. A ideia é transformar a oferta em uma experiência que envolva deslocamento, atenção e curiosidade.

Para os cães, isso pode acontecer por meio de atividades leves, como procurar pequenas porções em diferentes cômodos, seguir trajetos curtos guiados pelo responsável ou interagir com objetos próprios que exijam manipulação simples. Já no caso dos felinos, o estímulo tende a funcionar melhor quando respeita o comportamento exploratório da espécie: pequenas quantidades em pontos de passagem, recipientes que incentivem toque e investigação ou locais que estimulem deslocamentos curtos já ajudam a tornar o ambiente mais interessante.

“Esse uso também contribui para manter o vínculo durante uma estação em que a convivência pode ficar mais concentrada dentro de casa. Quando o responsável cria pequenas oportunidades de interação ao longo do dia, o animal não depende apenas dos momentos tradicionais de passeio ou refeição para se engajar com o ambiente. Isso é especialmente relevante para pets que passam mais tempo em repouso no inverno”, elucida Bruna.

Outro ponto que merece atenção é a hidratação. Com temperaturas mais baixas, alguns animais bebem menos água, especialmente os felinos, que já possuem menor tendência espontânea à ingestão hídrica. Distribuir potes pela casa, observar a frequência de consumo e manter água fresca disponível e considerar a oferta de alimentos com maior umidade na composição, como opções úmidas ou preparações específicas, são cuidados simples que ajudam a preservar o equilíbrio do organismo.

O sono também pode se reorganizar nos dias frios, mas nem todo aumento de repouso indica problema. “A atenção deve estar na combinação de sinais. Um animal que descansa mais, mas mantém interesse por comida, interação e estímulos, provavelmente está apenas ajustando seu comportamento à estação. Já prostração, recusa alimentar persistente, perda de peso, tremores frequentes ou isolamento excessivo exigem avaliação veterinária”, alerta a profissional.

O inverno pede uma leitura mais atenta dos pequenos sinais. Ao observar como o pet come, se movimenta, descansa e interage, o responsável ajuda o pet a atravessar a estação com mais conforto, equilíbrio e bem-estar. 



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Copa do Mundo: estresse dos jogos pode desencadear crises urinárias em gatos

A cistite idiopática felina responde por até 65% dos casos de doença do trato urinário inferior (DTUIF) e o estresse provocado por mudanças na rotina está entre os principais gatilhos


A Copa do Mundo altera a rotina de milhões de brasileiros dentro de casa. Reuniões com amigos, gritos de comemoração, televisões ligadas por horas e mudanças nos horários habituais fazem parte da experiência dos torcedores, mas podem representar um fator de risco pouco conhecido para a saúde dos gatos. A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, alerta que o estresse causado pela quebra de rotina durante os jogos pode desencadear crises urinárias potencialmente graves nos felinos.
 

A preocupação não é exagerada. Segundo a International Society of Feline Medicine (ISFM), a Cistite Idiopática Felina (CIF) responde por cerca de 55% a 65% dos casos de Doença do Trato Urinário Inferior Felino (DTUIF), um conjunto de enfermidades que afetam a bexiga e a uretra dos gatos. Diferentemente de outras doenças urinárias, a CIF está fortemente associada a fatores ambientais e emocionais, tendo o estresse como um dos principais desencadeadores. 

Ao contrário dos cães, que costumam demonstrar desconforto de forma evidente por meio de latidos, tremores ou tentativas de fuga, os gatos tendem a manifestar o estresse de forma silenciosa. Mudanças no ambiente, excesso de barulho, presença de pessoas desconhecidas e alterações na rotina podem levar o animal a se esconder, reduzir a ingestão de água e permanecer em estado constante de alerta. 

A sensibilidade dos felinos às alterações ambientais é tão reconhecida que diretrizes da American Association of Feline Practitioners (AAFP) apontam a previsibilidade da rotina e o enriquecimento ambiental como pilares fundamentais para a manutenção da saúde física e emocional dos gatos.
 

A conexão entre o estresse e as vias urinárias

A cistite idiopática felina é uma inflamação da bexiga sem causa infecciosa identificável, frequentemente associada à resposta do organismo ao estresse. Quando o gato é exposto a situações que geram insegurança ou ansiedade, ocorrem alterações neuroendócrinas capazes de comprometer a camada protetora da bexiga, favorecendo processos inflamatórios e desencadeando dor, desconforto e alterações urinárias. 

Nos machos, a situação pode evoluir para um quadro ainda mais grave: a obstrução uretral. Nesses casos, o animal perde a capacidade de eliminar a urina adequadamente, configurando uma emergência veterinária que exige atendimento imediato. 

“O grande perigo do período da Copa é que os sinais podem passar despercebidos. Enquanto a atenção da família está voltada para o jogo, o gato pode estar em sofrimento. O estresse nos felinos costuma ser silencioso. Muitas vezes ele se manifesta no pet que passa horas escondido, deixa de beber água ou começa a frequentar a caixa de areia repetidamente sem conseguir urinar. Quando ocorre uma obstrução urinária, estamos diante de uma emergência metabólica grave que pode evoluir rapidamente para insuficiência renal aguda”, explica Ewellin Lima, médica veterinária na WeVets.
 

Além das alterações comportamentais, outro risco comum durante reuniões e confraternizações é a oferta inadvertida de alimentos inadequados para os pets. Salgadinhos, embutidos, petiscos industrializados para humanos e preparações contendo alho, cebola ou excesso de sal podem causar intoxicações, distúrbios gastrointestinais e agravar problemas renais em cães e gatos.
 

Como proteger os gatos durante os jogos da Copa
 

Crie um ambiente seguro e silencioso

Reserve um cômodo tranquilo da casa para o gato durante as partidas, longe da movimentação e do barulho. Cortinas fechadas e sons ambientes suaves podem ajudar a reduzir estímulos estressantes.
 

Mantenha recursos essenciais próximos

Disponibilize água fresca, alimentação, arranhadores, esconderijos e uma caixa de areia no ambiente escolhido. O gato não deve precisar atravessar áreas movimentadas para acessar recursos básicos.
 

Utilize feromônios sintéticos

Difusores ou sprays específicos para felinos podem contribuir para aumentar a sensação de segurança e reduzir os efeitos do estresse ambiental.
 

Evite mudanças bruscas na rotina

Sempre que possível, mantenha horários regulares de alimentação, interação e limpeza da caixa de areia, mesmo nos dias de jogos.
 

Monitore o comportamento após as partidas

Observe sinais como idas frequentes à caixa de areia, esforço para urinar, vocalização de dor, sangue na urina, lambedura excessiva da região genital ou eliminação de urina fora da caixa. Todos esses sintomas exigem avaliação veterinária imediata. 

“A Copa é um momento de celebração para as famílias, mas é importante lembrar que os gatos não entendem o contexto da festa. Eles apenas percebem que o ambiente mudou de forma repentina. Pequenos cuidados preventivos podem evitar situações de grande risco e garantir que o pet atravesse esse período com tranquilidade e segurança”, conclui a especialista da WeVets.
 

Ewellin Lima -CRMV-SP - 45.551


Longevidade dos gatos impulsiona mercado pet e traz tratamentos inovadores para doenças crônicas de felinos

Durante Cat Congress, Elanco destacou soluções para Doença Renal Crônica (DRC), diabetes felino e controle antiparasitário

 

Com o aumento da longevidade dos gatos e a crescente incidência de doenças crônicas na rotina clínica, a medicina felina vive um momento de forte evolução no Brasil. Foi nesse contexto que a Elanco Saúde Animal participou do Cat Congress 2026, apresentando soluções voltadas ao manejo da perda de peso associada à doença renal crônica (DRC), anemia associada à DRC, diabetes felino e controle antiparasitário.

Segundo estimativas da Abinpet, o Brasil possui atualmente cerca de 30 milhões de gatos domésticos, consolidando os felinos como um dos grupos de animais de estimação com maior crescimento proporcional nos lares brasileiros. Ao mesmo tempo, o mercado pet nacional movimentou R$ 78 bilhões em 2025, impulsionado pelo avanço da relação entre os humanos e seus pets e pela crescente demanda por cuidados especializados e medicina veterinária de alta complexidade.

Para Mariana Gabaldi, gerente de produto de Pet Health da Elanco Brasil, esse cenário tem ampliado a necessidade de abordagens cada vez mais específicas para a saúde dos felinos.

“Os gatos ganham cada vez mais relevância dentro da clínica veterinária. Hoje, existe uma demanda crescente por terapias específicas, diagnósticos mais precoces e tratamentos que respeitem as particularidades fisiológicas e comportamentais dos gatos. A participação da Elanco no Cat Congress reforça nosso compromisso em apoiar os médicos-veterinários com inovação, ciência e soluções desenvolvidas especialmente para essa realidade clínica”, afirma.

Durante o evento a empresa apresentou suas soluções, como Elura™, Credeli™ Gatos, Varenzin™ e Bexacat™, este último com previsão de lançamento oficial no segundo semestre do ano. A empresa também promoveu a palestra “Atualizações e novidades no manejo da DRC: insights de 2026”, ministrada pelo médico-veterinário Alexandre G. T. Daniel no sábado (6), às 10h45.

A doença renal crônica é uma das enfermidades mais frequentes entre gatos idosos. Segundo estudos1, entre 15% e 30% dos gatos acima de 12 anos convivem com a condição, que apresenta evolução progressiva e frequentemente é diagnosticada em estágios avançados. Além disso, até 65% dos animais com progressão da doença desenvolvem anemia associada à insuficiência renal.

A Elanco destacou também o Varenzin™, descrito pela companhia como o primeiro medicamento veterinário oral desenvolvido exclusivamente para o tratamento da anemia em gatos com DRC. A solução oferece diferenciais como administração oral palatável com aroma de peixe, possibilidade de tratamento domiciliar e redução da necessidade de aplicações injetáveis recorrentes.

Outro destaque é o Elura™, desenvolvido para gerenciamento de peso e ganho de massa magra, por meio do estímulo de apetite, para gatos com DRC, contribuindo para o manejo de uma das principais consequências da enfermidade: a perda progressiva de condição corporal.

A programação científica contou com a palestra “A nova era no tratamento do diabetes felino: lições do uso com SGLT2i”, conduzida por Archivaldo Reche Jr. e Viviani De Marco no domingo (7), às 16h35. O conteúdo discutiu os avanços envolvendo os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2i), classe terapêutica que vem ampliando as possibilidades de controle glicêmico em gatos.

Como parte dessa evolução terapêutica, a Elanco destacou o Bexacat™ (bexagliflozina), medicamento que atua reduzindo os níveis de glicose sanguínea, com administração de comprimido via oral, oferecendo uma alternativa terapêutica para casos elegíveis de diabetes felino.

Já na área de parasitologia, a empresa apresentou Credeli™ Gatos, solução para controle de pulgas em felinos, com comprimidos aromatizados e dimensionados especificamente para gatos, buscando facilitar a administração e ampliar a adesão ao tratamento.

Segundo Camila Camalionte, médica-veterinária, zootecnista e gerente técnica da Elanco para Pet Health, o avanço da longevidade dos pets também tem aumentado a incidência de enfermidades que exigem acompanhamento contínuo e abordagens cada vez mais especializadas.

“Condições como doença renal crônica, anemia e diabetes felino têm se tornado cada vez mais frequentes na rotina clínica. Nosso foco é oferecer soluções que tragam mais qualidade de vida aos gatos e mais praticidade terapêutica aos tutores, contribuindo para tratamentos mais seguros, eficazes e com maior adesão”, destaca.

O evento reuniu médicos-veterinários, estudantes e especialistas de diversas regiões do país para discutir tendências, inovação e avanços científicos voltados exclusivamente ao universo felino. O Cat Congress é o principal fórum de atualização técnica em medicina felina no Brasil.

 

Elanco Animal
www.elanco.com.br


1 Chalhoub S. Langston C. Eatroff A. Anemia of Renal Disease: what it is, what to do and what’s new. J. Feline Med Surg. 2011 Sep: 13 (9): 629-40

Para saber mais sobre a Elanco, visite o site https://meupet.elanco.com/br, siga nossas redes sociais no Instagram (@elancopetsbr) e no LinkedIn (@elancobrasil).


Mitos e verdades sobre fogos e estalinhos: veterinária do CEUB explica como proteger cães e gatos

Especialista esclarece dúvidas dos tutores e dá dicas para reduzir o medo, a ansiedade e o estresse nas comemorações da Copa do Mundo
 

Fogos de artifício, rojões e estalinhos são tradição nas festas juninas e nos jogos da Copa, mas também estão entre os principais causadores de medo e estresse em cães e gatos. O aumento dos ruídos pode provocar tremores, tentativas de fuga, mudanças de comportamento e até problemas de saúde. A médica veterinária e professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Rafaela Barbosa, explica o que é mito e o que é verdade quando o assunto é proteger os pets dos impactos provocados pelos estampidos.


  • Algodão no ouvido ajuda?

PARCIALMENTE VERDADE. Embora o algodão possa reduzir um pouco a intensidade dos sons, ele não elimina o desconforto causado pelos ruídos e pode até incomodar alguns animais. "O algodão pode abafar parcialmente o barulho, mas não resolve o problema sozinho. O mais importante é oferecer um ambiente seguro e protegido, onde o animal se sinta confortável", explica Barbosa. A recomendação é manter cães e gatos em ambientes fechados, com portas, janelas e cortinas fechadas para reduzir os estímulos externos.


  • Dar calmantes é uma boa alternativa?

MITO. Medicamentos, inclusive os considerados naturais, podem provocar efeitos adversos quando administrados sem orientação profissional. "Cada animal possui características e necessidades específicas. Qualquer medicação deve ser prescrita por um médico veterinário após avaliação individual", alerta a especialista do CEUB.


  • Isolar o animal ajuda a reduzir o medo?

DEPENDE. Um ambiente tranquilo pode ajudar, mas o isolamento nem sempre é a melhor solução. "O ideal é que o animal tenha acesso a um local seguro e familiar, com a possibilidade de se esconder se desejar. A presença de uma pessoa de confiança também pode trazer mais conforto e segurança".


  • Música e TV ajudam a mascarar os ruídos?

VERDADE. Música ambiente, televisão ligada ou até ruído branco podem ajudar a reduzir a percepção dos estampidos. "O objetivo é mascarar parte dos sons externos sem aumentar ainda mais os estímulos. O ideal é que o pet já esteja acostumado a esses sons antes das comemorações", orienta a médica veterinária.


  • Gatos sofrem menos do que cães com os fogos?

MITO. Os gatos também são bastante sensíveis aos ruídos, mas costumam demonstrar o estresse de forma diferente. "Enquanto os cães geralmente vocalizam, tremem ou procuram os tutores, os gatos tendem a se esconder, reduzir a alimentação e ficar mais retraídos", explica Rafaela. Em alguns casos, o estresse pode desencadear alterações urinárias e episódios de cistite idiopática felina.


  • Um susto pode deixar traumas duradouros?

VERDADE. Experiências negativas envolvendo explosões e estampidos podem gerar fobias e aumentar a sensibilidade dos animais a ruídos futuros. "Alguns pets desenvolvem ansiedade antecipatória e passam a reagir de forma intensa mesmo a sons menos fortes. O medo pode se tornar progressivo se não for acompanhado adequadamente", destaca a veterinária do CEUB.


DICAS | O que fazer para proteger os pets?

A principal orientação é agir de forma preventiva, preparando o ambiente antes do início das festas ou dos jogos.

 

Entre os cuidados mais importantes estão:

  • Manter cães e gatos em ambientes seguros e fechados;
  • Disponibilizar esconderijos e locais de refúgio;
  • Utilizar sons ambientes para mascarar os ruídos externos;
  • Evitar medicar os animais sem orientação veterinária;
  • Observar mudanças de comportamento e sinais de sofrimento;
  • Buscar ajuda profissional nos casos de medo intenso ou recorrente.  


Além dos cuidados adotados pelos tutores, a docente do CEUB destaca a importância da conscientização sobre os impactos dos fogos e estalinhos na saúde animal. "Nem sempre é possível evitar completamente os ruídos, mas podemos minimizar seus efeitos. O mais importante é respeitar os sinais de medo, oferecer acolhimento e buscar orientação profissional quando necessário", conclui Rafaela Barbosa. Para animais com histórico de ansiedade ou reações intensas a barulhos, a recomendação é procurar acompanhamento veterinário antes do período de festas e comemorações.


Você cuida da saúde bucal do seu pet?

Escovação regular e alimentos funcionais ajudam a prevenir problemas dentários em cães e gatos


Mau hálito, dificuldade para se alimentar, excesso de salivação e até mudanças comportamentais podem ser sinais de problemas bucais em cães e gatos. Assim como acontece com os humanos, a higiene bucal é fundamental para prevenir o acúmulo de placa bacteriana e a consequente formação de cálculo dental, mais conhecido como tártaro. Ainda assim, a saúde oral dos pets é negligenciada por muitos responsáveis, o que pode impactar a qualidade de vida dos animais. 

“A saúde bucal está diretamente ligada ao bem-estar do animal. A gengivite (inflamação da gengiva) e a periodontite (uma condição mais avançada, que compromete os tecidos de sustentação dos dentes) são afecções comuns e suas consequências vão além do mau hálito, da perda dentária, da dor e do desconforto. Quando não tratadas adequadamente, podem evoluir para quadros mais graves e afetar órgãos vitais, como o coração, comprometendo ainda mais a qualidade e expectativa de vida dos pets”, explica Natacha Teixeira, Analista de Treinamento Técnico Comercial da Adimax. 

A escovação regular continua sendo a principal recomendação para manter a saúde oral em dia. O ideal é que o hábito seja introduzido ainda nos primeiros meses de vida do animal, sempre com produtos específicos para pets e de forma gradual, respeitando o tempo de adaptação do cão ou gato. 

“Quando a escovação passa a fazer parte da rotina desde cedo, o animal tende a aceitar melhor o manejo. O importante é associar esse momento a experiências positivas e utilizar escovas e cremes dentais desenvolvidos especialmente para pets”, orienta a especialista. 

Além da escovação, a nutrição também pode ser uma grande aliada nos cuidados com a saúde oral de cães e gatos. Alimentos desenvolvidos com ingredientes funcionais, associados ao formato e à textura da partícula, auxiliam a reduzir a placa bacteriana e a formação do tártaro. 

“Os alimentos e petiscos funcionais são importantes aliados na rotina de cuidados bucais, principalmente por estimularem a mastigação e contribuírem para a redução da placa bacteriana e do tártaro. No entanto, é o uso regular e contínuo, associado à escovação dental diária, que permite observar benefícios mais significativos para a saúde oral do pet”, reforça Natacha Teixeira. 

Para auxiliar nessa rotina, a Fórmula Natural, família Super Premium de alimentos da Adimax, desenvolveu soluções nutricionais que oferecem um cuidado oral completo: Fórmula Natural Fresh Meat Daily Care Cuidado Oral Cães Adultos, Fórmula Natural Fresh Meat Cookies Cães, Fórmula Natural Snacks Dental Cães e Fórmula Natural Fresh Meat Cookies Gatos. Todos contam com a ação do PlaqueOff®, uma alga rica em componentes naturais que auxiliam no controle do crescimento bacteriano e na redução da formação de tártaro. Além disso, possuem antioxidantes naturais e não contém ingredientes transgênicos em sua composição. 

Aliados à escovação dental regular e ao acompanhamento veterinário, alimentos e petiscos desenvolvidos para a saúde oral podem contribuir para a prevenção da placa bacteriana e do tártaro, promovendo mais conforto e qualidade de vida para cães e gatos. Mais do que combater o mau hálito, os cuidados com a saúde bucal ajudam a evitar doenças e reforçam a importância da prevenção contínua para a saúde e o bem-estar dos pets.

 

ADIMAX


Bela Noiva lança três novos vestidos exclusivos para noivas contemporâneas

Os modelos inéditos reforçam o compromisso de 30 anos da marca com elegância, personalidade e experiências marcantes na escolha do vestido ideal

 

A Bela Noiva apresenta três novos vestidos exclusivos assinados pelo estilista Marcelo Santos, que traduzem diferentes interpretações da elegância contemporânea. Os lançamentos são o Sthella, modelo midi em renda Chantilly inspirado na sofisticação dos clássicos da década de 1940; o Alynna, vestido princesa com transparências e ricos bordados artesanais em cristais, paetês e vidrilhos, e o Valentina, criação semissereia em mikado de seda que combina estrutura, delicadeza e feminilidade por meio de drapeados estratégicos e aplicações de renda Chantilly.


Confira todos os detalhes de cada modelo:


Divulgação - Bela Noiva

Vestido: Sthella

Estilista: Marcelo Santos

Modelo: Dayse Isarselita


Sthella é uma interpretação contemporânea da elegância atemporal, inspirada nos icônicos modelos da Dior da década de 1940. Em comprimento midi, a criação une sofisticação e modernidade por meio de uma silhueta feminina cuidadosamente estruturada, com cintura marcadamente definida que valoriza as proporções e remete à clássica estética do New Look.

Confeccionado em delicada renda Chantilly off-white, o modelo ganha personalidade através do decote tomara que caia e da sobreposição de camadas assimétricas em cetim, que adicionam movimento, leveza e um toque de moda à composição. O contraste entre as texturas revela um trabalho refinado de construção e acabamento, elevando a peça a um patamar de alta elegância.

As luvas complementam o visual com delicados laços confeccionados na mesma renda, o que acrescenta romantismo e reforça a inspiração vintage da criação. O resultado é um vestido que equilibra perfeitamente tradição e contemporaneidade, pensado para noivas que desejam expressar personalidade, charme e sofisticação em cada detalhe.

 

 

Divulgação - Bela Noiva

Vestido: Alynna

Estilista: Marcelo Santos

Modelo: Anny Moretti


Alynna é a expressão máxima da elegância clássica reinterpretada para a noiva contemporânea. Em uma sofisticada silhueta princesa, o modelo resgata a imponência da estética aristocrática através de uma construção rica em brilho e detalhes artesanais.

O corpo do vestido destaca-se pela transparência delicadamente estruturada, inteiramente rebordada com vidrilhos, paetês e cristais aplicados à mão, criando um efeito luminoso de extraordinária riqueza visual. O trabalho minucioso de bordado percorre toda a composição, conferindo profundidade, textura e exclusividade à peça.

Nas costas, um decote marcante revela uma transparência igualmente elaborada, transformando a parte posterior em um dos grandes protagonistas do design. A saia em corte evasê amplia a grandiosidade da criação, confeccionada em camadas de tule branco e enriquecida por aplicações de rendas rebordadas que se espalham de forma orgânica pela silhueta. Com presença majestosa e acabamento impecável, Alynna traduz o encontro perfeito entre tradição, romantismo e alta-costura bridal. 

 

Divulgação - Bela Noiva


Vestido: Valentina

Estilista: Marcelo Santos

Modelo: Isa Formagini


Valentina é um vestido de noiva semissereia que traduz a elegância atemporal por meio de uma construção refinada e feminina. Confeccionado em mikado de seda, o modelo valoriza a silhueta com delicados drapeados estrategicamente posicionados na linha do quadril e abaixo do busto, criando um caimento impecável e sofisticado.

O design é complementado por uma leve cauda com sistema de recolhimento, que une praticidade e imponência para diferentes momentos da celebração. Como detalhe de destaque, o modelo apresenta aplicações em renda Chantilly cuidadosamente trabalhadas, que se conectam harmoniosamente ao acabamento do decote platô, conferindo delicadeza e riqueza de textura à composição.

Com equilíbrio entre estrutura e romantismo, Valentina é uma criação que celebra a feminilidade contemporânea com elegância e personalidade.

 

 

Bela Noiva 

 

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