Pesquisar no Blog

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Covid-19, corticoide e osteonecrose: especialista alerta sobre importância de diagnóstico precoce


A pandemia da Covid 19 acabou há alguns anos, mas os impactos indiretos da Covid-19 continuam a se manifestar na população. Um que vem chamando a atenção de cirurgiões de quadril é o aumento de casos de osteonecrose da cabeça femoral. 

Esta condição, caracterizada pela morte do tecido ósseo em razão da redução ou interrupção do fluxo sanguíneo local, acomete com maior frequência adultos entre 20 e 50 anos e costuma se manifestar com dor na região do quadril, rigidez e dificuldade para caminhar ou realizar atividades cotidianas. 

Segundo o Dr. Fábio Elói, cirurgião de quadril e oncologista ortopedista, são sintomas frequentemente confundidos com problemas musculares ou com sinais naturais do envelhecimento. Por isso, a doença vem sendo diagnosticada tardiamente.

 

Os corticoides e a pandemia 

“Na pandemia da Covid 19, o uso de corticoides foi frequentemente utilizado no tratamento de casos graves, por sua potente ação anti-inflamatória. No entanto, o uso prolongado ou em altas pode ser um dos fatores de risco para o desenvolvimento da osteonecrose”, explica o Dr. Fábio. 

Isso porque os corticoides alteram o metabolismo lipídico e podem favorecer a formação de micro êmbolos de gordura, que bloqueiam a microcirculação sanguínea dentro do osso. Além disso, prejudicam a função das células ósseas e reduzem a capacidade de regeneração do tecido.

 

Risco trombótico 

Além da medicação, há suspeita de que a própria infecção pelo coronavírus contribua para este crescimento de casos de osteonecrose, revela o especialista. 

“Estudos indicam que o vírus provoca um estado pró-trombótico, ou seja, uma tendência à formação de coágulos, que pode levar à obstrução dos pequenos vasos, responsáveis pela irrigação da cabeça femoral. Somado ao uso de corticoides e períodos prolongados de imobilidade durante a doença, o risco aumenta consideravelmente”.

 

Detecção precoce 

A osteonecrose pode evoluir de forma silenciosa por meses ou até anos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, o desconforto inicial é leve e intermitente, levando o paciente a adiar a busca por ajuda médica. Quando não identificada e tratada nas fases iniciais, a doença pode progredir até o colapso da articulação, causando dor intensa e limitação funcional importante. 

“Os principais sinais de alerta incluem dor profunda na virilha, no quadril ou na parte interna da coxa, com piora ao caminhar, subir escadas ou permanecer em pé por longos períodos”, explica o Dr. Fábio. 

Para a confirmação do diagnóstico, o médico poderá solicitar exames de imagem complementares, como ressonância magnética, radiografias e tomografias, que auxiliarão a avaliar o grau de comprometimento da articulação.

 

Tratamentos e novas abordagens 

O tratamento dependerá do estágio da doença. Nos casos iniciais, medicamentos serão utilizados para melhorar a circulação sanguínea local, fisioterapia e descompressão óssea, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, que alivia a pressão dentro do osso. 

“Nos casos avançados, quando há colapso da cabeça do fêmur e destruição da articulação, a artroplastia total do quadril, que é a colocação de uma prótese, pode ser necessária para restabelecer a mobilidade e aliviar a dor”.

 

Atenção aos sinais e prevenção 

Estima-se que cerca de 20 mil novos casos de osteonecrose sejam diagnosticados anualmente no Brasil, sendo o quadril a região mais afetada. Em até 80% dos pacientes, ambos os lados são comprometidos, o que agrava o impacto sobre a qualidade de vida. 

A osteonecrose pode atingir pessoas jovens e ativas, reduzindo drasticamente sua capacidade de locomoção e produtividade. Por isso, é essencial ficar atento a dores persistentes no quadril e evitar a automedicação. O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de tratamento menos invasivo.

 

Dr. Fábio Elói - cirurgião de quadril e oncologista ortopedista, doutor em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente - AC Camargo Cancer Center, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica e da Sociedade Brasileira de Quadril.



Dia das Crianças: três pilares do cuidado de crianças com necessidades específicas

No Dia das Crianças, especialista alerta: crianças com necessidades específicas precisam de mais acolhimento, menos estereótipos e cuidados guiados por evidências

 

O Dia das Crianças (12 de outubro) é uma data marcada pela celebração da infância, mas também pode ser um momento de reflexão: como estamos cuidando de meninos e meninas que fogem do chamado “padrão”? Crianças com doenças crônicas em tratamento, síndromes genéticas, deficiências motoras ou intelectuais, muitas vezes, enfrentam não apenas os próprios desafios, mas também o peso dos estigmas e a dificuldade de acesso a orientações confiáveis. 

A pediatra Dra. Anna Bohn, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, chama a atenção para três pilares que devem nortear o cuidado dessas crianças e que fazem toda a diferença para seu desenvolvimento e bem-estar.
 

1. Reconhecer o que é da infância e o que é da condição específica

“É comum ouvir que determinado comportamento acontece ‘porque a criança tem autismo’ ou ‘porque tem Síndrome de Down’. Mas, nem tudo deve ser atribuído à condição”, explica a especialista. Para ela, é fundamental identificar possíveis comorbidades, ou seja, doenças associadas à síndrome ou deficiência, sem normalizar sinais que podem e devem ser tratados. Ao mesmo tempo, lembrar que crianças com deficiência também são, antes de tudo, crianças: brincam, aprendem, têm comportamentos típicos da infância e precisam de estímulos adequados como qualquer outra.
 

2. Trabalhar em equipe: ninguém faz nada sozinho

Crianças com necessidades específicas têm como base terapias auxiliares, que devem ser iniciadas precocemente. “Evidências científicas mostram que a estimulação guiada precoce melhora muito o potencial de desenvolvimento”, afirma a pediatra. Segundo ela, essas terapias ajudam a identificar desafios, orientar a família e guiar o brincar, sempre com sincronia entre médicos, terapeutas e escola. “Quando todos falam a mesma língua, a criança ganha em evolução e a família ganha em confiança”, reforça.
 

3. Cuidado sem promessas milagrosas

Outro ponto essencial é evitar falsas soluções e tratamentos sem comprovação. “Problemas complexos não têm soluções rápidas. A medicina é séria, exige cautela e responsabilidade. Não adianta acreditar em uma vitamina ou medicamento milagroso sem fazer o básico: alimentação saudável, sono adequado, vacinação, escola e brincar”, orienta.

Para a especialista, o maior presente que uma criança com necessidades específicas pode receber neste Dia das Crianças não está em brinquedos caros ou terapias sem fundamento, mas sim no olhar atento, no cuidado baseado em evidências e na rede de apoio que respeita sua singularidade.

Neste Dia das Crianças, a mensagem é clara: cada infância é única e merece ser celebrada com amor, respeito e responsabilidade.
 


DRA ANNA DOMINGUEZ BOHN - CRM SP 150 572 - RQE 106869/ 1068691 - Registro pela Sociedade Brasileira de Pediatria Registro de Terapia Intensiva Pediátrica pela Associação de Medicina Intensiva. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Pediatria e Terapia Intensiva Pediátrica pela Universidade de São Paulo. Curso de especialização em cardiointensivismo pelo Hospital SICK KIDS, Universidade de Toronto. Pós-graduação em Síndrome de Down pelo CEPEC - FMABC (centro de pesquisa e estudos) MBA em gestão de saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein Vice-presidente do Núcleo de Estudos da criança e adolescente com deficiência, Sociedade Paulista de Pediatria. Pediatra do corpo clínico dos Hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio Libanês. Membra do Grupo Médico Assistencial sobre a pessoa com deficiência do Hospital Albert Einstein.



Dia Mundial da Visão: quando realizar o check-up ocular

Pelo menos 1 bilhão de pessoas com deficiência visual poderiam ter tido a condição prevenida ou ainda precisam de tratamento, informa a OMS

 

Enxergar bem promove independência, qualidade de vida, bem-estar físico e mental e o Dia Mundial da Visão, celebrado este ano em 09/10, busca aumentar a conscientização sobre a importância de cuidar da saúde ocular para prevenção de doenças que podem provocar cegueira. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, dos 2,2 bilhões de pessoas que possuem deficiência visual, pelo menos 1 bilhão poderia ter tido a condição prevenida. 

A Dra. Mayra Leite, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One, lembra que os cuidados devem começar a partir do nascimento. “Hoje, nos primeiros dias de vida do bebê é feito o Teste do Olhinho, um exame rápido e indolor, realizado por meio de um reflexo de luz nos olhos, que auxilia na detecção precoce de doenças que podem levar à cegueira infantil, para que o tratamento seja iniciado o quanto antes”, afirma a médica. 

Se não for identificada nenhuma irregularidade neste exame, o bebê deverá passar pela primeira consulta oftalmológica entre os seis e os 12 meses de vida, e por avaliações periódicas até completar sete anos de idade. Depois disso, a recomendação é ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano para avaliar a saúde ocular ou, imediatamente, ao perceber qualquer alteração visual. 

“Sintomas como visão embaçada ou distorcida, dor nos olhos, vermelhidão, flashes de luz, manchas escuras no campo de visão, perda de visão ou visão dupla devem ser investigados. Por outro lado, muitas doenças oculares que avançam silenciosamente podem ser identificadas precocemente se a pessoa realizar o check-up ocular de rotina”, reforça a oftalmologista. 

A Dra Mayra Leite explica que, “na infância, por exemplo, nem sempre a criança é capaz de identificar problemas de visão como a miopia, que podem afetar o aprendizado. Na adolescência, com o crescente aumento do uso de telas, são cada vez mais comuns casos de olho seco em jovens. E à medida que envelhecemos desenvolvemos presbiopia, a chamada vista cansada, catarata, doença que costuma avançar de forma silenciosa, entre outras condições”.   

O Dia Mundial da Visão é celebrado todos os anos na segunda quinta-feira de outubro para incentivar as pessoas a cuidarem dessa estrutura tão importante. Os olhos são responsáveis por 85% das informações que o cérebro processa e possibilita que a pessoa perceba as cores, formas e movimentos do mundo ao seu redor. Cuidar da saúde ocular é essencial para a interação com o mundo e para a prevenção de doenças que, sem o tratamento adequado, podem causar cegueira.


Metanol e morte encefálica: aspectos periciais e médicos da intoxicação por bebidas adulteradas

 

“A morte encefálica é a cessação completa e irreversível de todas as funções cerebrais, incluindo o tronco encefálico”
 

O Brasil enfrenta uma crise de saúde pública com a escalada de casos de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. Especialista esclarece quanto aos efeitos, identificação da intoxicação no organismo e quando é aberto o protocolo de morte encefálica. 

Segundo informações divulgadas no dia 6/10 pelo boletim do Ministério da Saúde, já são 225 notificações, das quais 16 foram confirmadas em todo o país e 209 seguem em investigação. O número de mortes também preocupa: 15 óbitos estão sob análise, sendo dois já confirmados em São Paulo. 

A maioria dos casos está concentrada no estado de São Paulo, que responde por 192 registros, incluindo 14 confirmações e 178 investigações em curso. Outros estados afetados incluem Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia, Rio de Janeiro, Paraíba, Piauí e Ceará. Os estados da Bahia e Espírito Santo descartaram os casos inicialmente notificados.
 

Aspectos técnicos e periciais da intoxicação por metanol

A médica Caroline Daitx, especialista em medicina legal e perícia médica, explica que a comprovação da intoxicação é feita por meio de análises laboratoriais de amostras biológicas, especialmente sangue, utilizando cromatografia gasosa para detectar metanol e seus metabólitos, como o ácido fórmico. 

Daitx alerta que os efeitos iniciais do metanol podem ser confundidos com os do etanol, mas sua toxicidade é muito mais severa. “O metanol é metabolizado em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que causam acidose metabólica grave, cegueira, danos neurológicos irreversíveis e falência de órgãos. Não existe dose segura para consumo humano: concentrações acima de 25 mg/dL no sangue já exigem tratamento intensivo”, enfatiza. 

Segundo ela os casos recentes são atípicos, pois envolvem consumo social de bebidas variadas, o que indica uma possível adulteração em larga escala ou novos canais de distribuição clandestina. A especialista reforça a importância da conscientização pública, da resposta rápida das autoridades e do tratamento precoce, que pode incluir antídotos e hemodiálise para evitar sequelas graves como a cegueira.
 

Casos de morte encefálica e protocolo médico

Entre os casos mais graves, estão vítimas que evoluíram para morte encefálica, como a jovem Bruna Araújo de Souza, de 30 anos em São Bernardo do Campo (SP). Ela morreu após ingerir vodca adulterada com metanol em um bar de São Bernardo do Campo. Bruna apresentou sintomas no dia seguinte e foi internada em estado grave. Após a adoção de protocolo de cuidados paliativos, veio a óbito, sendo a terceira morte confirmada por metanol no estado de São Paulo. O enterro foi realizado ontem (7/10), no Cemitério Memorial Jardim Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. 

Um homem de 47 anos, internado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) com suspeita de intoxicação por metanol, apresentou quadro compatível com morte encefálica na noite de segunda-feira (6/10). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e repassada pelo CIATox-DF. O caso ainda aguarda confirmação oficial do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), responsável pela administração do hospital. 

A perita esclarece que a morte encefálica é a cessação completa e irreversível de todas as funções cerebrais, incluindo o tronco encefálico. “O diagnóstico exige exame neurológico rigoroso, ausência de reflexos do tronco cerebral, falta de respiração espontânea e testes confirmatórios como eletroencefalograma (EEG) ou doppler transcraniano para verificar a ausência de fluxo sanguíneo cerebral”.

 

Fonte: Caroline Daitx - médica especialista em medicina legal e perícia médica. Possui residência em Medicina Legal e Perícia Médica pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como médica concursada na Polícia Científica do Paraná e foi diretora científica da Associação dos Médicos Legistas do Paraná. Pós-graduada em gestão da qualidade e segurança do paciente. Atua como médica perita particular, promove cursos para médicos sobre medicina legal e perícia médica. CEO do Centro Avançado de Estudos Periciais - CAEPE, Perícia Médica Popular e Medprotec. Autora do livro “Alma da Perícia”.



Gatos e bem-estar: a conexão felina que ajuda na saúde mental dos tutores

Pequenos atos de cuidado e carinho com os felinos podem auxiliar na rotina, no humor e na saúde mental dos tutores

 

Dia 10 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental, data instituída em 1992 pela Federação Mundial da Saúde Mental, com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), e que possui o objetivo de aumentar a conscientização e mobilizar esforços sobre o tema de forma global. Neste sentido, a Boehringer Ingelheim, farmacêutica multinacional, destaca o papel fundamental dos animais de estimação, no bem-estar emocional de seus tutores, em especial dos felinos. 

De acordo com estudos publicados pela Purina e pela Meow Foundation, interagir com gatos traz benefícios significativos à saúde mental. O contato físico com os felinos estimula a liberação de serotonina e dopamina, ao mesmo tempo em que reduz os níveis de cortisol, hormônio ligado ao estresse. O ronronar característico dos gatos também atua como fonte de relaxamento, transmitindo aconchego e tranquilidade. 

Além disso, a adoção de gatos no Brasil tem crescido de forma expressiva desde o início da pandemia, apresentando crescimento anual de 6,3%, quase o dobro do crescimento da população de cães, que é de 3,2%, de acordo com dados da CVA, empresa de consultoria que realiza pesquisas sobre o mercado pet no Brasil, levantados em 2024. Hoje, o Brasil possui a terceira maior população de gatos do mundo, segundo levantamento realizado pela Euromonitor em 2024, reforçando a proximidade crescente entre humanos e felinos e seu impacto positivo no bem-estar emocional. 

“A convivência com os pets vai muito além do companheirismo. Eles têm impacto direto na nossa saúde mental, ajudando a reduzir o estresse, a ansiedade e até a sensação de solidão”, comenta Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica de pets da Boehringer Ingelheim. 

Ter um gato em casa, portanto, significa mais do que companhia. Cuidar da alimentação, da higiene e do lazer do animal cria senso de responsabilidade e contribui para uma rotina mais estruturada, algo essencial para quem busca equilíbrio emocional. Além disso, essa interação fortalece o vínculo afetivo entre tutor e pet, trazendo conforto em momentos difíceis e incentivando a presença no “aqui e agora”. 

A pesquisa da HABRI (Instituto de Pesquisa do Vínculo Humano-Animal) realizada em 2022, reforça a importância dos felinos. Segundo o levantamento, 76% dos tutores de gatos afirmam que seus pets ajudam a reduzir o estresse e 65% relatam melhora no humor, evidenciando como a presença dos gatos pode ser um apoio valioso para enfrentar os desafios emocionais do dia a dia. 

Além dos efeitos no cotidiano, gatos também podem atuar como animais de apoio emocional em terapias assistidas. Nesses casos, contribuem para a recuperação de pacientes em hospitais, lares de idosos e instituições de saúde mental, reforçando a importância da presença animal como parte do cuidado integral. 

Nesta efeméride, a mensagem da farmacêutica é clara: cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Nesse processo, os gatos podem ser parceiros valiosos, ajudando a reduzir o estresse e a cultivar uma vida mais equilibrada. Pequenas atitudes diárias — como dedicar alguns minutos de atenção e carinho ao seu pet — podem fazer grande diferença na promoção do bem-estar.

 

Boehringer Ingelheim Saúde Animal
Link ingelheim.com/br/saude-animal


Você já ouviu falar em radiologia digestiva?

Conheça mais sobre os exames essenciais para investigar dores abdominais

 

A radiologia digestiva é uma subespecialidade da radiologia médica voltada para a análise detalhada do trato gastrointestinal por meio de exames de imagem. Os exames digestivos auxiliam na identificação de alterações estruturais, inflamatórias e funcionais em órgãos como esôfago, estômago, intestino delgado, cólon e reto. 

“A radiologia digestiva permite avaliar desde condições mais simples, como refluxo e constipação crônica, até quadros mais complexos, como tumores e doenças inflamatórias intestinais. A precisão dos exames ajuda o médico a definir o melhor tratamento”, afirma a enfermeira e PhD Marcela Padilha, Suporte Clínico da ALKO do Brasil, indústria farmacêutica especializada em diagnóstico por imagem. Segundo ela, esse tipo de investigação é essencial para diagnosticar precocemente doenças que podem evoluir de forma silenciosa. 

Um dos exemplos mais comuns é a diverticulite, inflamação dos divertículos, isso são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino grosso. Os sintomas incluem dores abdominais, alterações no hábito intestinal e, em casos mais graves, febre e sangramentos. 

Um exame que faz parte do arsenal da radiologia digestiva é o enema opaco, em que utiliza-se bolsa e cânula retal, ambas comercializadas pela ALKO, além de contrastes à base de sulfato de bário. 

Para garantir a eficácia dos exames, a anamnese detalhada e o preparo adequado do paciente são fundamentais. “No caso da radiologia digestiva, o preparo intestinal é decisivo para obter imagens claras e diagnósticos mais seguros. Também é importante que o paciente informe alergias, uso de medicamentos e histórico de doenças para evitar riscos durante a aplicação de contrastes”, alerta Marcela. 

A radiologia digestiva é uma ferramenta essencial para a prática clínica moderna. Com os avanços tecnológicos, os exames estão cada vez mais rápidos, confortáveis e precisos, contribuindo diretamente para o diagnóstico precoce e o acompanhamento de doenças digestivas.


10 mentiras sobre o check-up de saúde

 

Envato

Médicos esclarecem maiores mitos relacionados aos exames periódicos que podem salvar vidas 

 

Entre orientações médicas e crenças populares, o check-up — conjunto de exames periódicos que ajudam a prevenir problemas de saúde — ainda é cercado por dúvidas e interpretações equivocadas. Para separar o que é senso comum do que realmente importa, especialistas explicam o papel dessa ferramenta na promoção da saúde e no diagnóstico precoce.

 

1. “Quem se cuida bem não precisa de check-up.”

Falso. Alimentação saudável e exercícios são fundamentais, mas não substituem exames que podem revelar alterações invisíveis no dia a dia.

 

2. “Se eu não sinto nada, não preciso fazer exames.”

De acordo com o clínico geral do Hospital São Marcelino Champagnat, Ricardo Gullit Ribeiro, muitos problemas de saúde, como hipertensão, diabetes e câncer em fase inicial, são silenciosos. O check-up ajuda a detectá-los antes de apresentarem sintomas, quando podem ser mais facilmente tratados.

 

3. “Check-up completo precisa de dezenas de exames caros.”

Não. A primeira fase do check-up deve ser justamente uma consulta médica, na qual o profissional vai analisar o histórico familiar do paciente, as principais queixas, o estilo de vida, as doenças pré-existentes e, de acordo com a idade e a avaliação diagnóstica clínica, vai então solicitar exames personalizados.

 

4. “Fazer check-up uma vez na vida já basta.”

Errado. De acordo com o cardiologista Vinícius Oro Popp, coordenador do serviço de Check-up do Hospital São Marcelino Champagnat, o acompanhamento deve ser periódico, geralmente anual para adultos e idosos, podendo variar conforme o perfil de risco e doença pré-existente de cada pessoa.

 

5. “Check-up garante que nunca vou ter doenças.”

Não existe prevenção absoluta. “O check-up reduz riscos e aumenta as chances de tratamento eficaz, mas não elimina totalmente a possibilidade de adoecimento”, ressalta Ribeiro.

 

6. “Check-up é só para idosos.”

Falso. Jovens adultos também precisam de acompanhamento, principalmente para identificar colesterol alto, diabetes precoce e infecções sexualmente transmissíveis.

 

7. “Check-up serve apenas para diagnosticar doenças físicas.”

Errado. O check-up também avalia saúde mental, qualidade do sono, estresse e até risco de quedas em idosos, ampliando a visão de saúde integral.

 

8. “Se o resultado do check-up deu normal, não preciso me cuidar.”

Mito. O check-up não substitui hábitos saudáveis. Ele complementa o cuidado com alimentação, sono, atividade física e saúde mental.

 

9. “Check-up pode fazer mal por causa da radiação dos exames.”

A maioria dos exames do check-up não usa radiação (como sangue, urina, ultrassonografia). “Quando há necessidade de raio-X ou tomografia, é feita com segurança e indicação médica”, esclarece o cardiologista.

 

10. “Quem não tem histórico familiar de doenças não precisa de check-up.”

Errado. Muitas doenças surgem sem histórico prévio. Segundo Ribeiro, o check-up ajuda a mapear riscos individuais mesmo em famílias saudáveis.

 

Desmistificar o check-up é um passo essencial para cuidar da saúde de forma consciente. Como reforçam os médicos, a prevenção não depende apenas de bons hábitos ou da ausência de sintomas: ela envolve acompanhamento médico regular, exames adequados ao perfil de cada pessoa e atenção integral ao corpo e à mente. Em vez de temer os resultados, é preciso encarar o check-up como uma ferramenta de autocuidado — afinal, quanto mais cedo se age, maiores são as chances de uma vida longa e saudável. “Muito se fala em longevidade, mas pouco se pensa sobre a qualidade com que vamos viver todos os anos que nos restam”, reflete o cardiologista.

 


Hospital São Marcelino Champagnat

 

IA: a nova revolução tecnológica ou apenas marketing?

Freepik
Empreendedores devem entender o que é inteligência artificial de verdade antes de investir em soluções que prometem mais do que entregam

 

A inteligência artificial (IA) está em todos os lugares - de anúncios de produtos a cursos que prometem ensinar como “criar sua própria IA”. Mas nem tudo que se vende como IA realmente é. Para os empreendedores, saber diferenciar tecnologia real de estratégias de marketing é essencial para evitar investimentos equivocados.

IA é, por definição, a capacidade de sistemas computacionais aprenderem com dados, tomarem decisões e resolverem problemas de forma autônoma. Isso inclui algoritmos de aprendizado de máquina, redes neurais e processamento de linguagem natural. Um sistema que apenas executa comandos pré-programados, por mais sofisticado que pareça, não é IA - é automação.

Essa confusão não é nova. Na década de 1980, com a chegada dos primeiros computadores pessoais, muitas empresas tentaram desenvolver seus próprios softwares internamente. Com o tempo, perceberam que era mais eficiente contratar empresas especializadas para criar soluções sob medida. A IA segue o mesmo caminho: é uma tecnologia poderosa, mas que exige conhecimento técnico, infraestrutura e visão estratégica.

Cursos podem ser úteis, desde que ofereçam conteúdo sério e aplicável. No entanto, para a maioria dos negócios, o melhor caminho é buscar parcerias com empresas que dominam o desenvolvimento de IA e entendem as necessidades específicas de cada setor.

Entre os benefícios da IA para empreendedores estão a automação inteligente de processos, personalização de ofertas, atendimento escalável e análise preditiva. Neste último ponto, a contabilidade se destaca como uma base de dados valiosa. Informações como fluxo de caixa, faturamento e sazonalidade ajudam sistemas inteligentes a prever cenários e orientar decisões com maior precisão.

Por outro lado, é preciso estar atento aos desafios: custo de implementação, privacidade de dados e expectativas irreais. IA não é mágica - é tecnologia que precisa ser bem aplicada.

Como toda revolução tecnológica, a IA exige preparo, discernimento e estratégia. Para os empreendedores, o futuro será guiado por quem souber transformar hype em valor real.

 


Marcio Shimomoto - Presidente da Jucesp


Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/ia-a-nova-revolucao-tecnologica-ou-apenas-marketing

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

Nova lei endurece punição contra quem oferece drogas ou álcool a menores

Lei 15.234 foi sancionada sem vetos pelo presidente Lula; texto recebeu pareceres favoráveis da Comissão de Direitos Humanos e Comissão de Constituição e Justiça do Senado 

 

Em meio a preocupação com casos de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, o presidente Lula sancionou sem vetos a lei 15.234, que endurece as penas para quem fornecer drogas ou bebidas alcoólicas para crianças ou adolescentes até 18 anos. O texto, que foi publicado no Diário oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (08/10), foi aprovado em duas comissões do Senado antes de chegar às mãos do presidente - Comissão de Direitos Humanos (CDH) e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). As senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Margareth Buzetti (PP-MT) foram as relatoras e seguiram o proposto pelo PL 942/2024, apresentado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), em 16 de setembro e aprovado pelo Senado.

“Antes da alteração, o ECA já previa pena de dois a quatro anos de detenção e multa para quem entregasse tais produtos a menores. Entretanto, independentemente de haver ou não ingestão das substâncias pelo menor, a pena era a mesma. A nova lei introduziu uma causa de aumento de pena de um terço até a metade para os casos em que a criança ou o adolescente efetivamente consome o produto”, afirma Juliano Callegari Melchiori, mestrando em Direito Penal pela USP.  

O advogado pondera que o objetivo declarado da alteração legislativa é “aumentar a proteção de crianças e adolescentes contra os efeitos nocivos do álcool e de outras substâncias que causam dependência. No entanto, a medida revela mais uma iniciativa de caráter punitivista, que pouco contribui para o enfrentamento do consumo de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes no Brasil”.  

Ele ainda destaca que o tipo penal não se restringe à entrega de bebidas alcoólicas, mas também abrange a de “outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica”. 

“Essa formulação é excessivamente aberta, já que diversos medicamentos ou até alimentos lícitos podem conter substâncias com potencial de causar algum grau de dependência. A falta de precisão normativa evidencia a inadequação da norma incriminadora frente a princípios basilares do Direito Penal, como o da taxatividade. O legislador poderia ter aproveitado a discussão da norma para superar essa falha redacional”, conclui o especialista. 
 

Fonte: Juliano Callegari Melchiori - advogado criminalista, mestrando em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), especialista em Processo Penal pela Universidade de Coimbra/IBCCRIM.


Sem seguro, não há estrada segura: o pilar invisível da economia sobre rodas

Em um país que depende majoritariamente das estradas para movimentar sua economia — cerca de 65% de toda a carga nacional é transportada por rodovias —, o seguro deixou de ser apenas uma exigência contratual para se tornar um elemento essencial à sobrevivência e à competitividade das transportadoras. Ele é, ao mesmo tempo, um escudo contra prejuízos e uma ferramenta de viabilização de negócios.

Nos últimos anos, o setor de transporte tem enfrentado um cenário desafiador, marcado pela escalada dos custos logísticos, aumento da sinistralidade e maior rigor nas exigências de compliance. Segundo levantamento da NTC&Logística, o Brasil registrou 10.478 roubos de carga em 2024 — uma queda de 11% em relação ao ano anterior. O número, que à primeira vista parece positivo, esconde uma realidade preocupante: os prejuízos chegaram a R$ 1,217 bilhão, um aumento de 21%, refletindo o alto valor agregado das cargas e o crescimento das indenizações, que no primeiro trimestre de 2025 ultrapassaram R$ 904 milhões, um salto de 46,5% sobre o mesmo período do ano anterior.

Esses dados revelam uma verdade incômoda: o seguro, antes visto como custo, é hoje um fator estratégico de sustentabilidade operacional. Ele garante o fluxo financeiro, protege ativos e ainda abre portas para oportunidades de crédito e novos contratos. Transportadoras com apólices bem estruturadas conseguem, por exemplo, acessar grandes embarcadores que exigem coberturas robustas ou negociar melhores condições junto às instituições financeiras.

Ainda assim, há um abismo entre o que o mercado oferece e o que muitas empresas contratam. Pequenas e médias transportadoras, especialmente, continuam operando com coberturas inadequadas, vulneráveis a riscos que podem comprometer toda a operação. É nesse ponto que a personalização se torna determinante. Não há espaço para soluções genéricas — o seguro precisa ser desenhado sob medida, considerando rotas, tipo de carga, perfil dos motoristas e características da frota.

Outro pilar essencial é a gestão de riscos, que hoje vai muito além da apólice. O uso de tecnologia permite controle mais eficiente sobre sinistros, compliance e fluxos de indenização, transformando o seguro em um instrumento ativo de planejamento financeiro. As empresas que incorporam esse olhar estratégico reduzem perdas, agilizam processos e ganham previsibilidade — algo vital em um setor de margens cada vez mais apertadas.

A tendência para 2025 é clara: o mercado caminha para seguros customizados e digitais, acompanhando as demandas de embarcadores e financiadores. Modelos baseados em telemetria e seguros paramétricos — já comuns em economias maduras — começam a despontar no Brasil, permitindo precificação mais justa e respostas rápidas diante de eventos adversos.

Estamos diante de uma transformação silenciosa, mas profunda. O seguro deixou de ser “apólice de gaveta” para se consolidar como peça-chave da sustentabilidade financeira e operacional do transporte rodoviário. Empresas que enxergarem esse movimento não como custo, mas como investimento estratégico, estarão mais preparadas para crescer em um ambiente cada vez mais competitivo, complexo e volátil.


Pedro Picolotto Ferraro Lima - corretor de seguros especializado no setor de transportes e sócio da Forte Brasil Corretora. A empresa opera em seguros, planos de previdência complementar, saúde, entre outras atividades correlatas.



IA tem melhorado eficiência de queima de combustível em carros, analisa professor de Engenharia Mecânica da FEI

Além do piloto automático, a inteligência artificial também já atua como um motorista silencioso nos veículos, tornando-os mais seguros


A inteligência artificial (IA) deixou de ser vista apenas como o futuro para se tornar uma realidade palpável no mundo automotivo. Longe dos holofotes dos carros totalmente autônomos, a IA atua nos bastidores, otimizando o desempenho e a segurança de veículos que já circulam nas ruas. Essa presença discreta, mas poderosa, está em sistemas de controle eletrônico que ajustam a mistura de combustível do motor, garantindo uma queima mais eficiente, ou em sistemas multimídia que respondem a comandos de voz, personalizando a experiência do condutor. O grande salto, porém, está nos Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS). A avaliação é do professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI, Cleber Willian Gomes.

Segundo ele, esses sistemas, que se tornam cada vez mais comuns, usam uma combinação de câmeras, radares e sensores para identificar riscos, desde a presença de pedestres até a iminência de uma colisão. A IA consegue até mesmo ler as faixas da estrada e detectar sinais de fadiga do motorista, intervindo para evitar acidentes. "A IA é um elemento chave para tornar o veículo mais inteligente, adaptativo e seguro", diz Gomes.

A democratização dessa tecnologia é um processo em andamento na visão do professor. Montadoras usam plataformas comuns para diferentes modelos, o que barateia a produção e permite que os algoritmos de IA sejam aplicados em larga escala. “A legislação de segurança tem um papel crucial, tornando a tecnologia obrigatória e impulsionando o mercado”, comenta o professor da FEI. A otimização proporcionada pela inteligência artificial também se torna um diferencial competitivo, impactando a decisão de compra dos consumidores.

O professor da FEI também indica que a IA atua na manutenção dos veículos. Os diagnósticos baseados em inteligência artificial são altamente confiáveis e funcionam como um complemento valioso para a experiência humana. "A IA pode até prever o melhor momento para a troca de peças como filtros e lubrificantes e outros componentes, evitando trocas desnecessárias e gerando economia para o motorista e menor impacto ambiental", afirma.

Ainda para o professor da FEI, nesse contexto de mobilidade urbana, a IA também é a chave para a criação de "cidades mais inteligentes", onde os veículos poderiam se comunicar com toda a infraestrutura. "Nesta condição poderíamos ter veículos trafegando a 120 km/h a uma distância de 5 metros, por exemplo, e ainda assim de forma segura. Imagine o quanto poderia ser economizado de recursos de investimentos em novas vias públicas, no menor tempo de trajeto e principalmente quantas vidas poderiam ser salvas", pontua o professor. Ele acredita que, apesar dos desafios regulatórios e técnicos, a IA é a oportunidade definitiva para um trânsito mais seguro, confortável e econômico para todos.


Você sabia que o Brasil é o 2º maior mercado de shows do mundo? Entenda mais sobre esse mercado

Leonardo Cirqueira
 
Festa da Cabana

Enquanto alguns eventos esgotam ingressos em poucas horas, outros, mesmo com tema semelhante e público parecido, não conseguem atrair a mesma atenção. Esse contraste, cada vez mais visível no mercado de negócios e entretenimento, levanta uma questão central: o que realmente faz um evento lotar?

O Brasil ocupa hoje a posição de segundo maior mercado de shows ao vivo do mundo em número de ingressos, atrás apenas dos Estados Unidos (PwC/Live Entertainment). Além disso, o setor de eventos movimenta mais de R$ 300 bilhões por ano no país, representando cerca de 4,3% do PIB nacional (ABEOC/SEBRAE). Números que reforçam o peso e a relevância desse mercado, mas que também trazem um desafio: entender por que uns eventos se tornam fenômenos e outros não.

A resposta, segundo Lucas Miranda, CEO da Byma, plataforma de venda de ingressos, está em um conjunto de fatores. “Um evento é a soma de planejamento, estrutura e estratégia e isso que define o alcance. O público começa a viver a experiência muito antes da abertura dos portões. A forma como a divulgação é conduzida, a venda de convites antecipados em uma plataforma confiável e sem taxas altíssimas, a clareza da comunicação, os canais de venda escolhidos e até o posicionamento da marca têm impacto direto na decisão de compra.”

Há também um elemento intangível: a jornada oferecida. Eventos que se preocupam em entregar valor em cada etapa, desde o convite até o encerramento, conquistam não apenas público numeroso, mas também fidelização. A percepção de cuidado e de profissionalismo gera credibilidade e transforma a experiência em memória positiva.

O Churrasco On Fire, evento gastronômico musical da dupla Fernando e Sorocaba, é um exemplo de projeto que se destaca. Somando mais de 125 edições, o evento oferece uma combinação única de um show especial de três horas da dupla, open churrasco premium e entretenimento moderno.

“Desde o início de nossa carreira, buscamos inovar e oferecer algo único aos nossos fãs. O Churrasco On Fire é a materialização desse espírito inovador. Fomos pioneiros em criar um evento que une um open churras premium com um show de mais de 3 horas, proporcionando uma experiência completa de entretenimento e sabor. Queríamos oferecer algo que não apenas encantasse nossos fãs, mas que também criasse memórias especiais para todos que participassem. Estamos orgulhosos de ver como esse conceito se tornou uma tendência crescente e continua a cativar o público em todo o Brasil”, conta Sorocaba, cantor e empresário.

Fernando e Sorocaba são conhecidos por sua inovação e empreendedorismo, e o projeto Churrasco On Fire é um reflexo de sua visão pioneira. Esta experiência musical, que também envolve um open churras de alta qualidade, transcende as barreiras tradicionais de shows musicais, criando uma atmosfera de celebração e conexão com o público.

Outro fator determinante é a organização interna. “Processos bem estruturados de credenciamento, logística de acesso eficiente, tecnologia adequada e suporte técnico preparado garantem confiança. Quando a produção transmite segurança, o público tende a se engajar com maior facilidade e se sente motivado a voltar em futuras edições”, descreve André Rossi da Ross Produções, uma das maiores produtoras de eventos do interior paulista. 

“Evento que lota não é só evento bom. É um evento bem pensado. É aquele que começa antes do clique, antes da arte, antes do ingresso. Começa no entendimento profundo de quem vai comprar, no alinhamento entre mensagem e valor, e na construção de uma experiência de venda tão forte quanto a do evento em si. Porque sim: a venda também faz parte da experiência. E quando isso acontece, o resultado aparece. Não só em números, mas em confiança, autoridade e recorrência. O público sente. E responde”, complementa Lucas Miranda da Byma.

Em um mercado em crescimento acelerado, no qual congressos, feiras, festivais e shows disputam a atenção das pessoas, a lição que fica é clara. O sucesso de um evento vai além do palco e dos palestrantes. Ele depende da harmonia entre conteúdo e estrutura, da precisão na execução e da capacidade de transformar detalhes em diferenciais. Lotar ou não um espaço, no fim das contas, é resultado de tudo aquilo que o público não vê, mas sente.


Aché Laboratórios abre inscrições para Programa de Trainee 2026

Com 18 meses de duração, o Programa visa formar talentos para atuarem em posições estratégicas da companhia

O Aché Laboratórios Farmacêuticos anuncia a abertura das inscrições para o Programa de Trainee Aché 2026, destinado a pessoas com ensino superior completo. Os candidatos poderão se inscrever de 24 de setembro até 20 de outubro de 2025 pelo site para vagas em áreas estratégicas que conectam inovação, operação, administração e negócios. 

O programa, feito em parceria com a Cia de Talentos, está voltado para futuras posições de liderança e tem início previsto para janeiro de 2026. As vagas serão distribuídas nas unidades de São Paulo (Capital) e Guarulhos (SP) em formato híbrido ou presencial dependendo da área e, após o término, a pessoa poderá ocupar posições de coordenação ou gerenciais. 

"Os trainees têm um papel essencial na construção do futuro, e investir em seu desenvolvimento é investir na renovação e no fortalecimento de nossa cultura. O programa nos permite formar novas lideranças, estimular ainda mais a inovação e integrar olhares diversos, sempre alinhados ao nosso propósito de levar mais vida às pessoas”, diz Andreia Vitoriano, Diretora Executiva de Pessoas e Cultura do Aché.

 

Sobre o programa

Com duração de um ano e meio, os participantes terão salário e pacote de benefícios alinhados com o mercado, assistência médica, assistência odontológica, vale transporte, fretado (de acordo com a localidade), vale alimentação, seguro de vida, doação de medicamentos – fabricação Aché, empréstimo consignado e PPR. Além de, oportunidade de desenvolvimento e protagonismo através de com onboarding job rotation entre as diferentes áreas da companhia, trilhas de soft skills, projetos estratégicos práticos e mentoria para desenvolver competências técnicas, avaliações periódicas e Plano de Desenvolvimento Individual (PDI).
 

Pré-requisitos:

  • Formação em cursos do ensino superior;
  • Graduação concluída entre dezembro/21 e dezembro/23;
  • Disponibilidade para atuar no modelo híbrido ou presencial a depender da área;
  • Disponibilidade para atuar em São Paulo/SP ou Guarulhos/SP.
  • Disponibilidade para viagens;
  • Necessário inglês avançado;
  • Ter pelo menos 2 anos de experiência corporativa;

 

Posts mais acessados