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domingo, 10 de agosto de 2025

Manchas nas axilas: o que causa o escurecimento e como tratar?

Créditos: Olga Shefer/iStock


Conhecer as causas, desde atrito e depilação até fatores hormonais e genéticos, é fundamental para lidar com o problema

 


Quem nunca se sentiu incomodado ao perceber aquelas manchas escuras nas axilas? É um problema que, embora comum, pode abalar muito a autoestima de diversas pessoas.

Embora possa parecer um problema estético, as causas do escurecimento da pele na região pode estar ligado a diversos fatores internos e externos. Entender suas causas é fundamental para saber como tratar e, principalmente, como prevenir esse quadro. 


O que causa o escurecimento das axilas?

O escurecimento das axilas pode ser resultado de uma combinação de fatores, tanto externos quanto internos. Entre os externos, o atrito é um dos principais responsáveis. 

Sabe aquele momento em que você está se exercitando e a roupa justa começa a irritar a pele? Esse atrito constante pode causar leves inflamações, que ao longo do tempo escurecem a região.

Outro fator comum é a depilação frequente — seja com lâmina ou cera —, que pode causar microlesões na pele. Essas pequenas agressões repetidas favorecem o aparecimento de manchas escuras. 


Atenção aos cosméticos utilizados

O uso frequente de desodorantes e antitranspirantes também pode estar por trás do escurecimento das axilas. Muitos desses produtos contêm ingredientes que podem ser agressivos para a pele, como álcool, fragrâncias fortes, álcool e sais de alumínio. 

Essas substâncias podem irritar a pele sensível das axilas, além de causar irritação, ressecamento e reações inflamatórias — contribuindo para o escurecimento da região ao longo do tempo.

Além das causas externas, fatores internos também merecem atenção. A predisposição genética, por exemplo, pode influenciar diretamente na tendência ao escurecimento da pele, fazendo com que algumas pessoas desenvolvam manchas com mais facilidade, mesmo sem exposição a agentes irritantes. 


E as alterações hormonais? 

Elas também têm um papel importante, especialmente durante a gravidez ou em períodos de estresse intenso — momentos em que o corpo passa por uma verdadeira montanha-russa hormonal. Esse desequilíbrio pode estimular a produção de melanina, resultando no escurecimento das axilas. 


Como tratar e prevenir manchas nas axilas?

O primeiro passo é buscar orientação de um dermatologista. O profissional poderá indicar o tratamento mais adequado para cada situação, podendo incluir o uso cremes clareadores com ativos como ácido kójico, ácido azelaico ou vitamina C — conhecidos por ajudar a uniformizar o tom da pele. 

Em alguns casos, procedimentos estéticos, como peelings químicos ou laser, podem ser a solução para quem busca um resultado mais rápido e eficaz. Além disso, evitar agressões diárias à pele, escolher desodorantes mais suaves e manter a hidratação da região são medidas importantes para prevenir o surgimento de novas manchas. 


Dicas para clarear e manter a aparência das axilas

  • Roupas soltas: prefira roupas mais leves e soltas. Elas ajudam a evitar o atrito e ainda deixam a pele respirar, como um sopro de frescor em dias quentes;
  • Métodos de depilação: tente alternativas menos agressivas para depilar. O uso de cremes depilatórios e até mesmo a depilação a laser podem ser boas saídas para evitar irritações;
  • Cuidados com a pele: mantenha a pele limpa e hidratada. Um esfoliante suave uma vez por semana pode ajudar a remover as células mortas e a prevenir o acúmulo de pigmentação;
  • Escolha de produtos: prefira um desodorante sem alumínio, sem álcool e sem fragrâncias artificiais. Fórmulas mais suaves são menos agressivas e reduzem o risco de irritações que podem escurecer a pele;
  • Hidratação e alimentação: beba bastante água e mantenha uma dieta equilibrada. Uma boa hidratação é ideal para manter a pele saudável e bonita. 

 

sábado, 9 de agosto de 2025

MERCÚRIO RETRÓGRADO ACABOU: VEJA COMO APROVEITAR A VIRADA PARA SE DESTACAR


Especialista do iQuilibrio explica como aproveitar o momento de virada para se comunicar melhor, resgatar projetos e fortalecer a autoestima


A tão falada fase de Mercúrio Retrógrado, conhecida por provocar ruídos na comunicação, atrasos e mal-entendidos, chega ao fim nesta segunda-feira, dia 11 de agosto. O retorno do planeta ao movimento direto, especialmente em Leão, abre espaço para uma onda de autoconfiança, clareza e energia criativa. 

Segundo Deborah de Obá, astróloga e taróloga do iQuilibrio, essa transição marca o encerramento de um ciclo intenso de dúvidas e mal-entendidos. “É hora de aproveitar a energia acumulada e canalizá-la para novos começos. A confiança renovada nos impulsiona a abraçar desafios com coragem e a expressar nossa verdade interior sem medo.”
 

Transformação pessoal e comunicativa em destaque

Com o fim deste ciclo astrológico, Deborah destaca que surge uma fase de profunda transformação e clareza. “Sentimos um alívio palpável, como se uma névoa tivesse se dissipado, revelando um caminho mais claro à nossa frente.” As principais mudanças e oportunidades desta nova fase incluem:

  • Comunicação renovada: “Agora, podemos nos concentrar em comunicar nossas ideias com entusiasmo e clareza, aproveitando a vitalidade do signo de Leão para nos destacarmos em nossas interações.”
  • Retomada de projetos criativos: É o momento ideal para “revisitar conversas passadas ou projetos inacabados” e dar-lhes uma nova perspectiva.
  • Fortalecimento da autoestima: A energia leonina oferece uma oportunidade única para trabalhar a autoimagem e autoconfiança, especialmente para quem se sente inseguro.
  • Relacionamentos mais profundos: “Pode surgir a necessidade de conversar com amigos ou familiares sobre o que realmente importa para você, o que pode fortalecer ou, em alguns casos, redirecionar essas relações.”
  • Expressão autêntica: “Com a confiança reforçada, nos sentimos mais à vontade para assumir riscos criativos e explorar territórios desconhecidos.”
  • Celebração da individualidade: A influência de Leão convida a “celebrar nossas individualidades e a nos conectar de maneira genuína com os outros.”
  • Compartilhamento da felicidade: “A energia leonina nos encoraja a buscar o que realmente nos faz felizes e a compartilhar essa felicidade com o mundo.”

Equilíbrio entre confiança e humildade

Deborah de Obá enfatiza a importância de manter um equilíbrio saudável durante esta transição. “Neste período de renovação, é importante também manter um equilíbrio entre a autoconfiança e a humildade. Reconhecer nossos limites e estar aberto a aprender com os outros são aspectos essenciais para o crescimento pessoal e para estabelecer relações saudáveis e duradouras.” 

Ela ainda pontua que este é um momento propício para reconhecer qualidades únicas pessoais. “Ao fazermos isso, fortalecemos nossa autoestima e nos tornamos mais capazes de enfrentar desafios com otimismo e determinação”, finaliza.


iQuilibrio
www.iQuilibrio.com.br

 

LUA CHEIA EM AQUÁRIO: RITUAIS PARA CADA SIGNO



Fase lunar traz libertação espiritual, insights profundos e um chamado para romper padrões, favorecendo o desapego do ego


Na madrugada do dia 9 de agosto, às 04h55, a Lua Cheia atinge seu ápice no signo de Aquário, trazendo consigo um convite profundo à libertação espiritual e ao despertar da intuição. Segundo a sensitiva, umbandista e cigana Zoe Lua, especialista do Astrocentro, essa é uma das fases lunares mais potentes do ano para quebrar padrões, soltar amarras invisíveis e abrir espaço para o novo agir. 

“Aquário é o vento que sopra onde há estagnação. Essa Lua vem mexer com tudo que está preso, principalmente dentro de nós”, afirma Zoe. Ao contrário de outras Luas Cheias mais emocionais, essa traz uma energia racional e disruptiva, favorecendo o desapego do ego, o rompimento de vínculos tóxicos e a reconexão com a espiritualidade.
 

Efeitos nos elementos e nos signos

A energia desta Lua se manifesta de forma particular em cada elemento do zodíaco:
 

Signos de Fogo (Áries, Leão e Sagitário): sentirão um chamado direto da espiritualidade. “Essa é a hora de agir com mais propósito e consciência, colocando a coragem a serviço do bem maior”, orienta Zoe. Um ritual recomendado é acender uma vela vermelha com mel e pedir clareza sobre como canalizar essa força de forma sábia.
 

Signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio): devem aprender a soltar o controle e confiar no invisível. A Lua Cheia em Aquário pode abalar estruturas, mas abre espaço para uma fé mais profunda. Para isso, Zoe indica um banho com lavanda, louro e folhas de pitanga, pedindo desapego e abertura de caminhos espirituais.
 

Signos de Ar (Gêmeos, Libra e Aquário): estarão com a mente em ebulição, muitas ideias, pressentimentos e sinais sutis devem ser ouvidos com atenção. “É um ótimo momento para meditação, escrita intuitiva e conexão com oráculos ou incensos como mirra, alfazema ou breu-branco”, recomenda a especialista.
 

Signos de Água (Câncer, Escorpião e Peixes): vivem uma purificação emocional intensa. A Lua favorece o perdão, a reconexão com os ancestrais e o fechamento de ciclos de dor. Zoe sugere um banho com rosas brancas, camomila e água de flor de laranjeira, acompanhado de oração e abertura para o renascimento emocional. 

Mais do que uma fase bonita no céu, essa Lua Cheia marca um momento propício para curas internas e escuta espiritual. “A espiritualidade está soprando mudanças. Quem confia no invisível, anda mais leve com o destino”, finaliza Zoe Lua, especialista do Astrocentro.

 Astrocentro


Posição de comando: entenda esse conceito-chave do Feng Shui

Técnica milenar chinesa ajuda a criar ambientes mais equilibrados, funcionais e que favorecem o protagonismo na vida.

 

  

Posicionamento correto da cama.
 (Crédito: Projetando com Feng Shui)


Você já foi a um restaurante e se sentiu desconfortável por estar sentado de costas para a porta? Segundo as arquitetas Belisa Mitsuse (Bel) e Estefânia Gamez (Tef), especialistas em Feng Shui e sócias do BTliê Arquitetura, essa sensação de vulnerabilidade tem explicação: “É um gatilho do inconsciente que ativa o alerta para situações de insegurança e imprevisibilidade”, explica Bel. Agora imagine passar o dia inteiro assim ou dormir com essa sensação?

 

No Feng Shui, técnica chinesa milenar de harmonização dos espaços, a forma como nos posicionamos em um ambiente impacta diretamente no nosso bem-estar. Um dos conceitos mais importantes dessa prática é a posição de comando, que se refere à disposição dos móveis em relação à porta. Estar de frente para a entrada, sem estar exatamente alinhado a ela, traz uma percepção de controle e segurança, elementos fundamentais para o equilíbrio físico e emocional.

 

“Quando ocupamos a posição de comando, temos visão ampla do ambiente e conseguimos antecipar o que acontece à nossa volta. Isso se reflete no comportamento, na produtividade e até nas relações interpessoais”, afirma Bel.

 

Essa lógica se aplica a todos os cômodos da casa, especialmente àqueles onde passamos mais tempo. “Na cozinha, por exemplo, é importante que quem estiver no fogão consiga ver a porta. Se isso não for possível, usamos um espelho como recurso técnico. No quarto, o ideal é posicionar a cama de modo que permita enxergar a entrada, mas sem estar alinhada diretamente a ela”, orienta Tef.

 

A posição de comando permite visualizar quem entra no ambiente.
 (Crédito: BTliê Arquitetura)

 

Posição de comando nos locais de longa permanência 

O Feng Shui recomenda atenção especial aos chamados locais de longa permanência: móveis e espaços em que permanecemos por mais tempo, como a cama, a mesa de trabalho, o fogão e o sofá. A regra geral é manter esses pontos voltados para a entrada do ambiente, garantindo amplitude visual, sensação de proteção e maior equilíbrio energético. 

  • Cama: deve ter a cabeceira encostada em uma parede sólida e estar voltada para a porta, mas nunca diretamente em frente a ela. “Evite dormir de costas para a entrada ou posicionar a cama sob uma janela. Isso pode gerar sensação de exposição ou instabilidade”, explica Bel. 
  • Fogão: o ideal é que esteja voltado para a entrada da cozinha. Caso a planta do imóvel não permita, o uso de espelho pode ser uma alternativa para refletir a porta. “Isso devolve ao morador a sensação de controle enquanto cozinha”, comenta Tef. 
  • Cadeira de trabalho: deve estar voltada para a entrada do cômodo ou, no mínimo, posicionada de modo que permita ver quem chega. “Estar de costas para a porta pode dificultar o foco e atrapalhar a prosperidade, especialmente se você for autônomo ou o dono da empresa”, alerta Bel.

·         Sofá: deve ficar encostado em uma parede firme, com vista para a entrada da sala. “Evite posicionar o sofá no meio do cômodo ou de costas para a porta”, finaliza Estefânia.

 

Belisa Mitsuse (Bel) e Estefânia Gamez (Tef) - são arquitetas formadas pela FAU Mackenzie que encontraram, na união entre técnica e espiritualidade, uma maneira inovadora de atuar no mercado. A amizade profissional das duas começou em um escritório de arquitetura, onde trabalharam lado a lado, e se transformou em uma parceria que culminou na criação do BTliê Arquitetura, em 2014. Inspiradas por sua ascendência japonesa e com uma curiosidade latente pela cultura oriental, Bel e Tef mergulharam no universo do Feng Shui, integrando seus conceitos aos fundamentos sólidos da arquitetura. Esse diferencial permitiu que a dupla desmistificasse práticas supersticiosas e trouxesse uma abordagem prática e transformadora para o mercado brasileiro, rompendo com a visão cética tradicional. Além dos projetos personalizados, voltados para promover harmonia e bem-estar, as sócias expandiram sua atuação com a criação do curso Projetando com Feng Shui, a primeira formação reconhecida pelo MEC nessa área. Com ele, impactaram não apenas a vida dos clientes, mas também a carreira de outros arquitetos e designers que buscam integrar propósito e técnica em seus projetos.


Mercúrio Retrógrado: Saiba como este período pode afetar seu relacionamento

Freepik

Trânsito mexe com a comunicação e ativa o ego, o que pode gerar tensão emocional e mental nos relacionamentos

 

Mercúrio está retrógrado em Leão até onze de agosto e por ser um trânsito que afeta questões mais íntimas o período é desafiador, especialmente para os relacionamentos e para aqueles que buscam um parceiro. No mundo Sugar, onde transparência e acordos bem definidos são a base, o momento exige ainda mais atenção às palavras, na forma de se expressar e nas expectativas.

 

Segundo um levantamento do site de relacionamentos MeuPatrocinio, o signo de Leão é o terceiro mais presente entre os homens da plataforma, chamados de Sugar Daddy, que são os preferidos das mulheres, chamadas de Sugar Baby, as quais buscam tratamento cinco estrelas.

 

Signo de fogo que rege o coração, Leão é o romântico residente do zodíaco. Os Leoninos são conhecidos por sua boa comunicação e por estarem sempre em movimento, essas características são especialmente afetadas pelo momento astral e podem passar por instabilidade. Além disso, o trânsito pode trazer à tona o ego, o orgulho e a necessidade de reconhecimento. Essa fase pode ocasionar mal entendidos com uma carga emocional extra, o que pode gerar conflitos em parcerias que, normalmente, funcionam bem quando existe clareza e limites bem estabelecidos.

 

Caio Bittencourt, especialista em relacionamento da plataforma explica que caso saibam se comunicar, o momento pode ser prazeroso. “A paquera e a sedução podem ser momentos muito estimulantes e prazerosos se ambos forem pessoas emocionalmente responsáveis e que queiram o melhor para o outro. Um ponto fundamental no momento em que se está conhecendo alguém são os acordos claros; o quanto antes todos forem transparentes quanto ao que buscam em um relacionamento, melhor.”, recomenda Caio Bittencourt, especialista em relacionamento do MeuPatrocinio.

 

Apesar de o Mercúrio retrógrado parecer um vilão, tudo depende da forma como se lida com o momento e, apesar dos desafios, esse trânsito em Leão também oferece ótimas oportunidades para desenvolver o autoconhecimento.

Veja algumas dicas práticas para atravessar essa fase:


  • Procure ter paciência com atrasos e imprevistos: Mercúrio não apenas interfere em mensagens, também testa a paciência.
  • Pratique escuta ativa: Procure praticar a escuta ativa com seu parceiro, principalmente quando o assunto é difícil ou emocionalmente estimulante.
  • Identifique suas emoções: reconhecer sentimentos como frustração e irritação é o primeiro passo para lidar com eles.
  • ue te dá prazer e bem-estar.

·         Comunique-se de forma clara e objetiva: Se algo estiver incomodando você, compartilhe. Use palavras, emojis, o que for preciso para deixar claro. O objetivo é não deixar espaço para interpretações equivocadas.



Caio Bittencourt - especialista em relacionamentos e porta-voz da plataforma MeuPatrocínio desde 2020. Graduado em Marketing pela ESPM/RJ e pós-graduado pela CXL em Neuromarketing & Behaviours.


O sofrimento e as dores pelas quais um indivíduo passa são um megafone para o despertar

Quem faz tal afirmação de alento e motivação, com base na Cabalá, é o rabino Eliahu Hasky*, um dos líderes mais respeitados do Brasil

 

O Brasil e o mundo passam por momentos sombrios, turbulentos, e as pessoas, somando as adversidades coletivas aos seus fardos pessoais, têm suas dores amplificadas. Segundo o rabino Eliahu Hasky, o significado dos dias de sofrimento, sob a ótica judaica, é que tudo o que acontece tem um propósito mais elevado. “D'us não quer nosso sofrimento, mas permite que passemos por ele para crescermos, despertarmos e nos reconectarmos com o que realmente importa”, disse. 

De acordo com Hasky, dias ruins não são castigos, mas sim oportunidades de transformação. “A dor é como um megafone divino. Quando estamos adormecidos espiritualmente, D'us, em Sua infinita bondade, permite que sintamos o desconforto para que acordemos, saiamos da zona de conforto. É uma forma de nos lembrar que há algo maior, algo que precisa ser ajustado dentro de nós”, explicou. 

A tradição mística judaica ensina que o sofrimento tem o potencial de revelar luz oculta. A Cabalá nos mostra que, por trás da escuridão aparente, há uma energia que nos impulsiona ao autoconhecimento e à correção de caminhos. Quando o indivíduo para de resistir ao desconforto e busca entendê-lo como parte de um processo de lapidação espiritual, ele se aproxima de sua essência e, por consequência, de D'us. 

Além disso, o conceito de tikun (correção espiritual) reforça que muitas dores vêm não como punições, mas como oportunidades de reparar algo que precisa ser curado dentro da alma. O sofrimento, nessa perspectiva, é um convite à mudança interior e à elevação moral e espiritual. Ao aceitar esse convite com humildade, o ser humano encontra sentido até mesmo nos desafios mais intensos da vida. 

“Momentos de escuridão podem ser, na verdade, grandes presentes disfarçados. É nessas circunstâncias que temos a chance de nos fortalecer, mudar nosso rumo e nos tornar pessoas melhores”, concluiu o rabino.

 


Rabino Eliahu Hasky - um dos rabinos mais respeitados do Brasil e até do mundo, com dezenas de milhões de visualizações on line e milhares de alunos em diversos países. É também um influenciador digital. Formado em Jerusalém por grandes mestres da Cabalá, atuou por mais de oito anos como educador em prestigiadas instituições de ensino judaico em Israel. Atualmente, é rabino do colégio Barilan, a maior escola judaica do Rio de Janeiro, lidera o movimento juvenil Bnei Akiva na cidade e é CEO da organização internacional “Torah com você”, pela qual transmite os valores eternos do judaísmo com amor, acolhimento e profundidade. Seu Instagram é: @rabino.hasky


Heranças emocionais travam a vida adulta, e Dia dos Pais impulsiona busca por libertação

Elainne Ourives explica como traumas inconscientes impactam amor, sucesso e dinheiro, e propõe caminhos para romper com padrões familiares

 

A repetição de relacionamentos frustrados ou a sensação de estagnação financeira na vida adulta pode estar relacionada a padrões emocionais herdados. A avaliação é da psicanalista Elainne Ourives, pesquisadora nas áreas de neurociência emocional e física quântica. Segundo ela, “muitos adultos vivem hoje os efeitos de traumas emocionais herdados de seus pais, mesmo sem terem consciência disso”. 

No contexto do Dia dos Pais, a especialista propõe uma reflexão que vai além da celebração. A data, afirma, pode representar um marco simbólico para reconhecer o que ainda se carrega inconscientemente da história familiar e decidir, com consciência, o que pode ser deixado para trás.

Esses traumas emocionais herdados, segundo Ourives, operam como “prisões vibracionais” padrões inconscientes que moldam crenças, comportamentos e formas de se relacionar com amor, dinheiro e sucesso. “É como viver no piloto automático de uma dor que nem é sua”, diz a especialista.

A ativação dessas memórias se intensifica em datas simbólicas como o Dia dos Pais, que tendem a reacender sentimentos de ausência ou de experiências mal elaboradas na infância. “Esse momento é um convite à reflexão. Ao honrar os pais, é possível também perceber que nem tudo o que se viveu precisa ser repetido”, afirma a psicanalista.


Evidências científicas da transmissão emocional

Estudos da epigenética indicam que traumas emocionais podem ser transmitidos de uma geração para outra. Pesquisa conduzida por Rachel Yehuda, da Icahn School of Medicine, mostrou que filhos de sobreviventes do Holocausto apresentavam alterações hormonais semelhantes às dos pais, mesmo sem terem vivenciado os mesmos eventos. “Isso prova que o corpo e a mente carregam registros de dor, medo e escassez como forma de sobrevivência”, explica Elainne.

As heranças emocionais não se manifestam apenas por meio de histórias explícitas, mas principalmente por comportamentos e crenças internalizadas. “Um pai emocionalmente ausente pode gerar filhos que, na vida adulta, atraem parceiros com o mesmo perfil, numa tentativa inconsciente de curar aquela ferida”, afirma Ourives.

Segundo a especialista, esse padrão também se expressa na vida financeira. “Filhos de pais que viveram dificuldades econômicas severas podem desenvolver mecanismos inconscientes de autossabotagem, como uma forma de não ‘trair’ a dor do sistema familiar.”


Padrões emocionais nos relacionamentos

A escolha de parceiros indisponíveis emocionalmente é um dos indícios mais comuns de herança emocional, de acordo com Elainne. “É comum ouvir mulheres dizendo que todos os seus relacionamentos são com pessoas frias ou distantes. Isso pode ser lealdade inconsciente ao pai ausente ou à dor da mãe abandonada”, observa a psicanalista.

Em outros casos, o bloqueio afetivo surge como mecanismo de fidelidade ao sofrimento familiar. “O inconsciente entende que, se eu for feliz, estarei traindo quem sofreu. Então, a pessoa se sabota”, afirma a especialista.

No campo financeiro, os impactos seguem o mesmo padrão. A psicanalista destaca três armadilhas recorrentes: culpa por ganhar mais do que os pais, medo de prosperar e se afastar da família e crenças limitantes como “dinheiro é difícil” ou “rico é mau”. “O inconsciente associa a ideia de sucesso à traição do sistema familiar. A mente entende que crescer é deixar para trás,  e isso ativa a culpa.”


Como identificar e romper com o ciclo

Entre os indícios mais frequentes de traumas herdados estão a repetição de relacionamentos destrutivos, medo de crescer financeiramente, sabotagem diante de oportunidades, culpa por se destacar e desejo de retroceder mesmo após avanços. “Esses são sinais de que algo interno está pedindo por ressignificação”, afirma Elainne.

O primeiro passo para romper com esses padrões, segundo ela, é desenvolver consciência. “Quando você entende que aquela reação não é sua, mas herdada, já não precisa mais repeti-la.” afirma a pesquisadora nas áreas de neurociência emocional e física quântica.

Entre as práticas recomendadas estão a reprogramação mental, técnicas de limpeza vibracional, como a Técnica Hertz®, exercícios de perdão, visualizações e afirmações voltadas à reconexão com a identidade vibracional original. “Não se trata de rejeitar a família, mas de honrá-la sem carregar a dor”, pontua Ourives.

Elainne destaca que a decisão de romper ciclos disfuncionais pode ter efeitos coletivos. “Quando um pai decide curar suas dores, ele muda o campo vibracional da família inteira. E, quando um filho escolhe não repetir os traumas do pai, ele também cura gerações que ainda virão.” conclui a psicanalista. 

 

Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 10 livros; mestra de mais de 260 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Co-Criador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023) e DNA do Dinheiro (2024). É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo.

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@elainneourivesoficial.

 

BEBE REBORN”: QUAL A EXPLICAÇÃO POR TRÁS DA COMPULSÃO POR BONECOS?

Gugu dadá! Parece que os bonecos bebê reborn chegaram para ficar. E quem afirma é um estudo compilado pela revista Forbes. Criados em 1990, nos Estados Unidos, os nenéns que imitam de maneira fidedigna um ser humano recém-nascido já movimentam a casa dos milhões de dólares em faturamento anual, com exemplares chegando a custar R$ 12 mil só no Brasil.

E a explicação para a disseminação do fenômeno parece vir das redes sociais. Influenciadoras populares no Instagram, mídia que concentra boa parte dos vendedores deste tipo de produto, como Aline Oliveira, Ana Paula Guimarães e Emilly Reborn, juntas, acumulam cerca de 389,7 mil seguidores, gerando conteúdos que influenciam a decisão de compra de internautas brasileiros.

Um exemplo deles foi a simulação de um parto realizado por Carolina Rossi. Nele, utilizando-se de um bebê reborn ainda no útero da mãe, ela faz a ruptura da bolsa amniótica, deixando a água escorrer pelo estúdio enquanto realiza o corte do cordão umbilical: ambos de plástico. O vídeo alcançou 4 milhões de visualizações, sendo um dos assuntos mais comentados da web em 2025.

Em outro, enquanto canta o refrão da música sertaneja “Oh, my god. Oh, my god. Amo meu bebê reborn”, Emilly empunha uma das marionetes-réplica no colo e faz passinhos de dança, deixando as mais de 194 mil pessoas que a acompanham em seu canal digital apaixonarem-se com os comentários: “ é perfeito”, “é muito fofo”, “eu quero” ou, ainda, “ai, que coisa linda!”.

Seria o fim da sanidade? Para o psicanalista britânico nascido em 1910, na Alemanha, e autor do livro “Os Estados Psicóticos", Herbert Rosenfeld, talvez sim. Para ele, quando um indivíduo adora obsessivamente um ser humano fictício, a ponto de tratá-lo como uma pessoa de verdade, pode-se dizer que existe um ponto de fixação patológico na história pregressa daquele sujeito.

No caso da adoração exagerada por bebês reborn, ele permanece preso na fantasia da sua mãe que, um dia, idealizou o filho perfeito. Assim, quando está de posse de um destes brinquedos hiper-realistas, ele se transporta para o tempo em que: ou ele está no papel da genitora, que alucina na presença do bebê ideal, ou ele é o próprio bebê enlouquecido, repleto de fascínio.

Em outras palavras, é como se o dono do objeto que cheira a leite dissesse psicologicamente: “a moça que usa saia e tem cabelo grande ficou tão maluca com a minha suposta perfeição lá atrás que eu quero ficar preso nesta sensação entorpecente para sempre”. Deste modo, ele carrega esta fantasia para o hoje, reproduzindo o devaneio desta relação por meio dos bonecos.

É por este motivo que estes pequeninos são alvo de tanta dicotomia emocional. Neste ano, uma maternidade de bebês reborn localizada na cidade de Curitiba, no estado do Paraná, foi atacada na internet após uma publicação sobre um encontro de fãs ganhar força na rede. Além do ódio, participantes da ação invadiram a loja física, roubando 15 exemplares avaliados em R$ 55 mil. 

Lá, em vez de adoração, o que se atacou foi o inverso do fanatismo amoroso. Ou seja, uma vez que os haters não aceitam que também possuem alguma questão complexa envolvendo o bebê ideal mencionado por Rosenfeld, destruir os protótipos é uma tentativa maníaca de se livrar do sofrimento que se deparar com o problema causa ao psiquismo, afastando-o da esfera mental.

Deste modo, tanto os adoradores, quanto os odiadores, constituem-se como faces opostas de um mesmo prisma alucinativo-simbólico. De um lado, quem ama bebês reborn a ponto de acreditar que eles podem participar da realidade sem nenhum tipo de consequência emocional devaneia tanto quanto os que os hostilizam, já que odiar é negar a existência do amor existente.

Em ambas as situações, questionar-se sobre o que impulsiona um relacionamento tão profundo com um objeto inanimado faz-se necessário. É somente com ela que se poderá chegar a um maior entendimento sobre as dores individuais, deixando os bonecos nas prateleiras. Afinal, podemos não ser mais assim tão pequenos, mas não precisamos mais de tanto gugu dadá. 

 

Renan Cola - psicanalista - Formado em Psicanálise pelo IBCP Psicanálise, maior escola de psicologia profunda do país, atendendo com excelência mais de 10.000 pacientes na última década. Ao longo dos 20+ anos de carreira voltada à clínica psicanalítica, escreveu artigos sobre comportamento humano para veículos comunicacionais de ampla abrangência, como: Psique, Mistérios da Mente, Estado de Minas, O Tempo, Hoje em Dia, Diário do Nordeste, Administradores e Empresas & Negócios.


84% da população brasileira não reconhece a primeira infância como a fase mais fundamental do desenvolvimento humano

Pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha revela que apenas 16% consideram os primeiros anos de vida como mais importantes para o desenvolvimento físico, emocional e de aprendizagem 

 

A pesquisa “Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida”, realizada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Datafolha, revela que mais da metade da população brasileira (84%) não considera os anos iniciais como fundamentais para o desenvolvimento humano. 

Para 41% dos entrevistados, o maior pico do desenvolvimento físico, emocional e de aprendizagem ocorre na idade adulta, a partir dos 18 anos. Outros 25% acreditam que é na adolescência, entre 12 e 17 anos. Apenas 15% citaram a primeira infância - entre 0 e 6 anos. 

O levantamento ouviu 2.206 pessoas em todo o Brasil, sendo 822 responsáveis diretos por crianças de até seis anos. O desconhecimento é maior entre pessoas do interior, com menor renda e escolaridade. 

Considerada uma “janela de oportunidades”, é na primeira infância que o ser humano se desenvolve mais, e mais rápido. Nesse período, formam-se as bases do desenvolvimento cognitivo, físico e socioemocional. Até os 6 anos, o cérebro realiza 1 milhão de sinapses por segundo e 90% das conexões cerebrais são estabelecidas.

A pesquisa revelou, ainda, que 42% dos brasileiros desconhecem ou não sabem o que significa o termo "primeira infância". E mais: apenas 2% da população sabe identificar corretamente que essa fase vai de 0 a 6 anos de idade. Entre os cuidadores, o índice sobe para 4%.
 

Amor e atenção são prioridade no cuidado 

A pesquisa também procurou entender o que os cuidadores consideram mais importante na criação de bebês e crianças pequenas. Amor (43%) e carinho (33%) são apontados como fundamentais, especialmente para as crianças de 0 a 3 anos, onde o índice aumenta para 46% e 39%, respectivamente. Já frequentar creches e pré-escola é tida como fundamental para 14% da população. 

Para Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a percepção sobre a importância dos vínculos é uma evolução no entendimento sobre cuidados com as crianças. “Na primeira infância, a qualidade das interações e do ambiente impacta diretamente o desenvolvimento da criança, com consequências para toda a vida. Relações positivas e amorosas tendem a fazer com que as crianças cresçam mais seguras e independentes.” 

No que se refere às principais práticas para o desenvolvimento infantil, respeito aos mais velhos aparece como o item mais importante (96%), à frente de frequentar creche e pré-escola (81%) e deixar a criança livre para brincar (63%). 

“É revelador que o respeito aos mais velhos seja considerado mais importante para o desenvolvimento infantil do que brincar livremente ou frequentar unidades de educação infantil. Isso mostra como valorizamos a obediência acima de experiências fundamentais para o desenvolvimento pleno, como o brincar, que é um dos principais meios de aprendizagem da criança pequena, e a frequência à creche e pré-escola”, analisa Mariana Luz.
 

Violência ainda persiste: 29% dos responsáveis admitem usar palmadas 

“Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida” também procurou entender quais as estratégias disciplinares utilizadas pelos cuidadores. Conversar com a criança e explicar o erro é o meio mais relatado (96%), seguido por acalmar e retirá-la da situação (93%). No entanto, 29% dos entrevistados admitiram o uso de práticas violentas, como palmadas e beliscões, inclusive com crianças de até 3 anos. 

“O uso da violência impacta profundamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças, deixando marcas que vão muito além das lesões físicas. Pode gerar traumas silenciosos, persistentes e, em muitos casos, irreparáveis”, aponta Luz. 

58% dos entrevistados também disseram colocar a criança de castigo e 43% relatam gritar ou brigar como forma de disciplina. Apesar disso, apenas 10% acreditam que os gritos funcionem como métodos disciplinares.
 

Tempo de tela preocupa: 4 em cada 10 responsáveis dizem que crianças passam tempo demais em frente a celulares e TV 

Em média, as crianças de 0 a 6 anos passam 2 a 3 horas por dia em frente a telas, sendo que 78% das crianças de até 3 anos e 94% das de 4 a 6 anos têm esse tipo de exposição diariamente. Entre os efeitos percebidos, predominam os negativos: 56% acreditam que o uso excessivo de telas pode prejudicar a saúde e 42% disseram que limita a socialização das crianças. A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda telas para menores de dois anos e, após esse período, o uso deve ser limitado a uma hora, sempre com acompanhamento. 

“Diversos estudos mostram o uso excessivo dessas tecnologias na infância pode afetar negativamente o desenvolvimento infantil, causando problemas como obesidade, isolamento social, dor muscular, déficit de atenção, hiperatividade e queda no rendimento escolar. No entanto, essa pesquisa nos mostra a dificuldade de retirar as crianças de frente das telas”, pondera Luz. “Não podemos esquecer também que, para algumas famílias, o celular pode atuar como uma rede de apoio, uma distração para que a mãe ou cuidadora possa realizar outras tarefas. Não podemos julgar essa mãe, mas oferecer alternativas que substituam isso". 

A maioria dos responsáveis acredita que incentivar atividades ao ar livre, estabelecer horários fixos e limitar o tempo diário de uso são as melhores formas de controle.
 

Metodologia 

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de abril de 2025 com uma amostra nacional, por meio de entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para a amostra geral e 3 pontos para os responsáveis por crianças. No total, 2.206 entrevistas realizadas (amostra nacional), sendo que 31% são responsáveis pelo cuidado de bebês e crianças de até 6 anos. 

“Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida está" foi lançado hoje, dia 04 de agosto, no Mês da Primeira Infância. 

Acesse a pesquisa completa

 

Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

DIA DOS PAIS: A IMPORTÂNCIA DA FIGURA PATERNA NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Os pais têm a missão e o poder de moldar a consciência e a saúde emocional das crianças à medida que elas se tornam adultas.

 

O Dia dos Pais é uma data para celebrar esses homens tão importantes na vida de um pequeno ser. Trocar presentes, prestar homenagens ou apenas um abraço apertado podem transmitir o quanto eles são amados e fazem a diferença para uma família. Na criação de uma criança não é diferente, a figura paterna exerce no um papel fundamental no desenvolvimento emocional, social e neurológico das crianças. 

O neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil, André Ceballos, conta que a presença ativa do pai, ou de uma figura que exerça essa função afetiva, é determinante para o amadurecimento saudável do cérebro infantil. “O vínculo afetivo com o pai estimula áreas importantes do cérebro ligadas à autoconfiança, à regulação emocional e à resolução de conflitos. A criança que se sente segura na presença paterna tende a explorar mais o ambiente, desenvolvendo melhor sua cognição e suas habilidades sociais”, afirma. 

O especialista também destaca que a figura paterna não está restrita ao modelo tradicional de família. Em vista de que, no Brasil Mais de 91 mil crianças foram registradas sem o nome do pai no ano de 2024, segundo dados do Portal da Transparência, da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) “Quando falamos de paternidade ativa, estamos nos referindo à função emocional de acolher, proteger e ensinar. Avôs, tios, padrastos e até mães solo que ocupam esse papel contribuem, sim, para esse desenvolvimento saudável.” 

Mesmo quando o pai não é biológico, é fundamental reconhecer o papel que ele pode exercer na educação da criança. Ter figuras substitutas de afeto, apoio e referência é essencial para o desenvolvimento emocional saudável. De acordo com Ceballos, quando a figura paterna está ausente, principalmente, de forma afetiva, o cérebro da criança pode interpretar isso como rejeição. Isso ativa áreas ligadas ao estresse e pode gerar, a longo prazo, padrões emocionais mais vulneráveis, como insegurança, necessidade excessiva de aprovação ou dificuldade em confiar nos outros. 

Por isso, reforça o especialista, cultivar vínculos cedo é a base para um desenvolvimento saudável.E não se trata de grandes feitos, mas de presença real. Mesmo em meio a rotinas corridas, pequenos gestos cotidianos, como brincar sem distrações, participar da rotina escolar, ouvir com atenção e validar os sentimentos da criança, são poderosos. “Esses pequenos gestos ajudam a formar adultos mais equilibrados emocionalmente. Investir na presença, ainda que em momentos curtos, é um dos maiores presentes que um pai , ou qualquer figura paterna, pode oferecer a uma criança”, conclui.

 

Dr. André Ceballos - Médico neurocirurgião, Ceballos atua como Diretor técnico do Hospital São Francisco, referência no diagnóstico e tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento. O médico tem como missão identificar precocemente condições que possam comprometer o pleno desenvolvimento das crianças, oferecendo intervenções terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas. A atuação do Dr. Ceballos vai além do atendimento clínico e da gestão hospitalar e reconhecendo a importância da informação e da educação para a saúde pública, se dedica a projetos de divulgação e conscientização sobre os marcos do desenvolvimento infantil, com o objetivo de influenciar políticas públicas que beneficiem especialmente as populações mais vulneráveis. Saiba mais em: Link


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