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quinta-feira, 13 de março de 2025

Respiração, sono e viver bem: médicas mostram como esses temas estão entrelaçados

O ronco pode ser um sinal de problemas respiratórios que levam a um cotidiano cansado, difícil e até mesmo doente. Otorrinolaringologistas desenham o mapa do sono saudável na semana do Dia Mundial do Sono

 

O Dia Mundial do Sono neste ano será em 14/03, e nada melhor do que reunir especialistas em otorrinolaringologia para cercar o problema do ronco e da apneia, grandes vilões do sono e da vida de da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Para começar, o cuidado com o ronco é unânime no sentido de ser um indicador infalível de que algo não vai bem com a respiração durante o sono. Exceto em momentos específicos de resfriados e outras situações pontuais, o ronco não deve ser considerado normal na vida das pessoas. É o alerta da otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Dra. Maura Neves. "Roncar todas as noites ou roncar alto denota obstrução importante da passagem do ar e pode indicar a síndrome da apneia do sono, que interrompe a passagem do ar, diminuindo a quantidade de oxigênio no sangue", explica a especialista, destacando o que muitos sabem, mas poucos agem a respeito disso: "A presença da apneia do sono está associada, por exemplo, ao aumento do risco de hipertensão, insuficiência e arritmia cardíacas, derrame e diabetes." 

Engajada na missão de ajudar as pessoas a se conscientizarem sobre a gravidade dessa ocorrência, a otorrino Dra. Roberta Pilla membro da ABORL-CCF -Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, preparou uma lista simples para identificar a presença da apneia: 

  1. Boca seca ao acordar
  2. Sonolência diurna ou fadiga
  3. Sono fragmentado
  4. Dor de cabeça matinal
  5. Dificuldade na concentração e perda de memória
  6. Irritabilidade 

A apneia é um dos problemas que prejudicam a qualidade do sono e de vida das pessoas, mas, ainda que não se desenvolva essa questão mais grave, a experiência da Dra. Roberta mostra que a respiração pela boca, em si, já é suficiente para dificultar o dia a dia. Ela contextualiza: "O ar deve ser inspirado pelo nariz para ser filtrado, aquecido e umidificado antes de chegar aos pulmões. A respiração pela boca não é normal e precisa ser avaliada". 

Respirar pela boca pode acontecer por diversas razões, desde motivos anatômicos até quadros de rinite alérgica, desvios de septo, pólipos nasais, hipertrofias de conchas nasais, hipertrofia de adenoide e amígdalas palatinas, entre outras. Além dos sintomas que alertam para a apneia, dormir de boca aberta pode, segundo Dra. Roberta, levar a sintomas mais difíceis. "A curto e longo prazo o indivíduo pode começar a perceber uma hiperatividade, irritabilidade, desinteresse por atividades e agressividade, além de questões físicas, como alterações crânio esqueléticas, como rosto alongado, alteração na oclusão dentária, maxila pouco desenvolvida, lábio superior curto e entreaberto, narinas mais estreitas e palato ogival", detalha a médica.

 

Como saber se é grave? 

Dra Maura Neves chama a atenção para os cuidados de quem está preocupado com o sono, a respiração ou o ronco. "Deve ser feita uma avaliação do sono por um exame chamado Polissonografia, em que se verifica o tempo de sono, frequência cardíaca e porcentagens dos estágios de sono, além da quantidade de apneias e microdespertares". A otorrino conta que, em consulta, ela também avalia os sintomas clínicos, como a sonolência diurna, aquela que leva a cochilar em situações como assistir televisão, ler, andar de ônibus ou metrô, dirigir no trânsito etc. 

Identificadas as causas do ronco, ou da respiração bucal, ou mesmo a apneia, os tratamentos começam a ser considerados: "Em casos de apneia, há casos de cirurgia, uso de aparelhos intraorais, CPAP, fonoterapia para fortalecimento da musculatura do pescoço. Tudo depende da severidade da apneia", explica Maura Neves. Para as condições que envolvem a respiração pela boca, a especialista cita o controle das rinites, a correção de desvio de septo, das amígdalas e adenoides, e ressalta a necessidade de avaliação do dentista e da fonoterapeuta como terapia multidisciplinar, se for o caso.

 

O que fazer para respirar melhor e, assim, dormir melhor? 

As médicas otorrinolaringologistas preparam um guia de autocuidado para cuidar da respiração, que pode ser amiga ou inimiga da noite de sono:

 

1. Pratique a respiração diafragmática: Ao respirar profundamente, seu diafragma, o músculo que ajuda a controlar a respiração, é ativado. Essa respiração ajuda a aumentar a capacidade pulmonar, reduzir o estresse e melhorar a oxigenação. Para praticar, deite-se de costas, com as mãos sobre o abdômen. Inspire profundamente pelo nariz e sinta o abdômen se expandir. Em seguida, expire lentamente pela boca, contraindo o abdômen. Repita por alguns minutos diariamente.

 

2. Mantenha uma boa postura: A postura inadequada pode dificultar a respiração, especialmente se você permanecer sentado por longos períodos. Tente manter uma postura ereta, com os ombros para trás e o queixo levemente para cima.

 

3. Tente evitar exposição a poluentes ambientais, como fumaça de cigarro, poluição do ar e produtos químicos irritantes. Use uma máscara em ambientes poluídos ou com muita poeira.

 

4. Faça exercícios regularmente para melhorar a função pulmonar e a capacidade respiratória, além de fortalecer os músculos respiratórios. Escolha atividades que elevem sua frequência cardíaca, como caminhada rápida, corrida, natação, ciclismo ou dança.

 

5. Mantenha seu corpo bem hidratado para manter a saúde das vias respiratórias, pois o muco que reveste o nariz, a garganta e os pulmões é composto principalmente de água. Quando o corpo está desidratado, o muco pode se tornar mais espesso e pegajoso, o que pode dificultar a respiração.

 

6. Reduza o estresse, pois ele pode afetar a respiração, deixando-a mais superficial e acelerada. Práticas como meditação, ioga e tai chi podem ajudar a reduzir o estresse e melhorar a respiração. Também é importante identificar as fontes de estresse em sua vida e encontrar maneiras saudáveis de lidar com elas.

 

7. Consulte um profissional da saúde especialista. Um médico otorrinolaringologista e um dentista podem ajudar a encontrar o tratamento específico com base no diagnóstico. 


Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista. Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF. Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP


Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016).

 

Sedentarismo: Um Risco à Saúde que Pode Ser Evitado

Select Operadora de Saúde alerta para a importância da atividade física na prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida


O sedentarismo está entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e enfermidades cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 25% da população mundial adulta não atinge os níveis mínimos recomendados de atividade física, enquanto entre os adolescentes essa porcentagem sobe para 80%. Esse cenário acende um alerta sobre os impactos do sedentarismo na saúde pública e na qualidade de vida da população.

A OMS recomenda que adultos realizem pelo menos 150 a 300 minutos semanais de atividades físicas moderadas ou 75 a 150 minutos de exercícios intensos. Para crianças e adolescentes, a recomendação é de ao menos 60 minutos diários de atividades moderadas a vigorosas. “Pequenas mudanças na rotina, como optar por escadas em vez de elevadores, caminhar em trajetos curtos e praticar esportes regularmente, já contribuem significativamente para uma vida mais saudável”, destaca o superintendente da Select Operadora de Saúde, Rogério Campos.


De olho na saúde

A Select Operadora de Saúde tem reforçado a importância da prática de exercícios físicos e, recentemente, apoiou a 20ª edição da Caminhada do Coração em Curitiba, evento voltado à conscientização sobre a prevenção de doenças cardiovasculares por meio do movimento. “O combate ao sedentarismo é essencial para promover saúde e bem-estar. Pequenas mudanças na rotina podem trazer grandes benefícios, prevenindo doenças e aumentando a qualidade de vida”, afirma Campos.

Contudo, antes de iniciar qualquer prática esportiva, é fundamental que as pessoas consultem um médico e realizem exames preventivos. Campos reforça a importância desse cuidado: "A atividade física é essencial, mas deve ser praticada com segurança. Consultar um médico e realizar exames antes de iniciar um novo esporte ou rotina de exercícios pode evitar problemas de saúde e garantir uma prática adequada ao perfil de cada pessoa", diz.

“O incentivo à atividade física é um compromisso da Select Operadora de Saúde, que busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e de um estilo de vida mais saudável. A prática regular de exercícios, aliada a uma alimentação equilibrada e ao acompanhamento médico, é um dos pilares para viver mais e melhor”, pontua o profissional.


Realizando um checkup

Antes de iniciar uma atividade física, é fundamental realizar uma avaliação médica para garantir que o exercício seja seguro e adequado ao seu perfil. Os exames recomendados variam conforme a idade, histórico de saúde e intensidade da prática esportiva. Entre os principais, destacam-se:


1. Avaliação Clínica

  • Consulta com um médico (clínico geral ou cardiologista) – Análise do histórico de saúde, fatores de risco e eventuais limitações para a prática esportiva.

2. Exames Cardiovasculares

  • Eletrocardiograma (ECG) – Detecta arritmias, hipertrofia cardíaca e outras alterações elétricas do coração.
  • Teste ergométrico (Teste de esforço) – Avalia o desempenho cardíaco durante o esforço físico e detecta possíveis insuficiências coronarianas.
  • Ecocardiograma – Exame por imagem que analisa a estrutura e o funcionamento do coração.

3. Exames Laboratoriais

  • Hemograma completo – Avalia anemia, infecções e distúrbios hematológicos.
  • Glicemia de jejum – Diagnostica ou monitora o diabetes.
  • Colesterol e triglicerídeos – Identifica riscos cardiovasculares.
  • Função renal (ureia e creatinina) – Avalia a saúde dos rins.
  • Função hepática (TGO, TGP, GGT) – Verifica possíveis problemas no fígado.

4. Avaliação Ortopédica e Musculoesquelética

  • Raio-X ou ressonância magnética (caso necessário) – Para identificar problemas articulares ou ósseos pré-existentes.
  • Avaliação postural e biomecânica – Importante para evitar lesões, principalmente em esportes de impacto.

“A recomendação é que todos os praticantes de atividades físicas consultem um médico para realizar os exames adequados ao seu perfil, garantindo uma prática esportiva segura e benéfica para a saúde”, conclui Campos.

 

Select Operadora de Planos de Saúde
https://selectsaude.com.br/


Burnout materno e a desigualdade no cuidado: a sobrecarga invisível das mães brasileiras

A chegada de uma criança transforma a vida de quem cuida dela. Enquanto as mães, quase sempre, se dedicam integralmente, muitos pais ainda participam pouco. A paternidade precisa ser tão natural para os homens quanto a maternidade é para as mulheres. Se a sociedade evoluiu com as mães como pilares da criação, imagine o impacto de um real engajamento paterno. 

No Brasil, 7 em cada 10 mulheres são mães, e 4 em cada 10 criam os filhos sozinhas. Isso representa 11 milhões de mães solo, das quais 90% são negras. Além disso, 72,4% vivem apenas com os filhos, sem uma rede de apoio próxima, e 12% apresentam sinais graves de esgotamento mental (IBRE/FGV). A sobrecarga começa desde os primeiros dias de vida do bebê. O aleitamento materno, recomendado pelo Ministério da Saúde até os dois anos ou mais, equivale a uma jornada de 1800 horas por ano, exigindo cerca de 500 calorias diárias da mãe, além da privação de sono e da exaustão física. Apesar disso, a licença-maternidade dura apenas quatro meses, e as pausas para amamentação no trabalho são insuficientes para atender às necessidades do bebê e da mãe. 

Além das dificuldades físicas e emocionais, há também o impacto profissional. Muitas mulheres enfrentam preconceito e até demissão ao retornar ao mercado: 50% das mães perdem seus empregos até dois anos após a licença-maternidade, segundo a FGV. Enquanto isso, 80% das mães relatam exaustão ao equilibrar filhos, casa e trabalho – entre os pais, esse índice cai para 48%.

 

Burnout materno 

O esgotamento das mães brasileiras atingiu um nível alarmante. Nove a cada dez já sofreram burnout materno, e entre as que trabalham fora, 68% são afetadas pela Síndrome de Burnout. As mães de crianças com deficiência física, intelectual, TEA, TDAH e outras neurodivergências estão entre as mais impactadas, sofrendo altos índices de ansiedade, depressão, sobrecarga e exclusão social, segundo a pesquisa Kiddle Pass/B2Mamy. O Projeto de Lei nº 2774/2022 propõe a redução da jornada de trabalho em 50% para mães de crianças com Síndrome de Down, evidenciando a necessidade de políticas públicas para aliviar essa sobrecarga. 

A vulnerabilidade emocional e mental das mães está diretamente ligada às condições socioeconômicas. Segundo o PNUD, entre 2018 e 2021, uma em cada quatro mães em situação de vulnerabilidade socioeconômica apresentou sintomas depressivos no primeiro ou segundo ano pós-parto – ou em ambos. O Instituto Baresi (2012) aponta que 78% dos pais abandonam as mães de crianças com deficiência ou doenças raras até os filhos completarem cinco anos de idade, agravando ainda mais essa sobrecarga. 

Nos últimos 10 anos, o número de mães solo aumentou 18%, sendo 90% delas negras. A feminização da pobreza é um fenômeno global, e no Brasil, essa desigualdade é evidente: 62,8% das pessoas que vivem em domicílios chefiados por mulheres sem cônjuge e com filhos menores de 14 anos estão abaixo da linha da pobreza (IBGE). Além disso, 45% das mães solo trabalham no mercado informal, enfrentando condições precárias de rendimento e bem-estar financeiro. 

Quanto maior a vulnerabilidade socioeconômica, maior a vulnerabilidade emocional e mental dessas mães. Enquanto o cuidado permanecer desigualmente distribuído, a sobrecarga continuará recaindo sobre as mulheres, perpetuando um ciclo de exaustão, pobreza e invisibilidade. A solução passa pelo reconhecimento, pela valorização do trabalho de cuidado e pelo compartilhamento real dessa responsabilidade entre homens, mulheres e toda a sociedade. 

A psicanalista Vera Iaconelli propõe uma discussão interessante ao refletir sobre o instinto materno enquanto um mito: “atribuir só aos pais a responsabilidade e o crédito de criar a próxima geração reforça a ideia mercadológica e meritocrática de que o cumprimento de expectativas é fruto de decisões privadas e não de condições sociais. Se a política de responsabilizar as mulheres pelo cuidado das próximas gerações já era insustentável no passado, agora tende ao colapso. O filho muitas vezes “se revela um fardo por competir com o trabalho, o tempo, a vida pessoal, as finanças e a vida conjugal”.  

Segundo pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 37% das brasileiras não desejam ter filhos. Iaconelli ressalta que esta divisão da reprodução ainda é usada para subalternizar a mulher na esfera privada e pública. Cuidar da próxima geração, diz Iaconelli, passa por cuidar das mulheres/mães num primeiro momento, mas passa sobretudo pela responsabilização da sociedade como um todo.

Diante desse cenário de sobrecarga materna e desigualdade na distribuição do cuidado, a HQ “Nos braços dela” (NADAStudio Criativo, 114 págs., @nos.bracos.dela.hq), surge como um potente retrato das experiências reais de mulheres que sustentam, muitas vezes sozinhas, o trabalho de cuidado. A obra explora não apenas a maternidade – incluindo a maternidade atípica –, mas também o cuidado com idosos, doentes e o impacto dessa responsabilidade em profissões historicamente femininas, como a enfermagem, a educação e o trabalho doméstico. As histórias revelam sentimentos comuns a milhões de mulheres brasileiras: exaustão, desamparo e invisibilidade. Ao dar voz a essas vivências, Nos braços dela contribui para um debate urgente sobre a economia do cuidado, a desvalorização desse trabalho essencial e a necessidade de uma divisão mais justa da responsabilidade entre indivíduos, famílias, empresas e o Estado.

 

Bárbara Ipê - escritora, quadrinista e ilustradora. Já publicou as obras infanto-juvenis "Dona Cida" (Editora Patuá), em 2021; e a HQ "Meliponi & SuperApi” (NADAStudio Criativo), em 2023, projetos contemplados por Editais do ProAC/SP. 

Tatiana Achcar - jornalista, escritora e ativista pelos direitos das pessoas com deficiência e pelos direitos das mulheres. Em sua trajetória profissional, foi repórter de grandes redações cobrindo pautas de educação e sociobiodiversidade. Escreveu e produziu o livro-reportagem “Vida caiçara” (Editora ABooks, 2008). 

As duas são autoras da recém-lançada HQ “Nos braços dela” (NADAStudio Criativo, 114 págs., @nos.bracos.dela.hq), obra contemplada pelo Edital ProAC/SP 2023 que traz recortes do cotidiano de mulheres implicadas no trabalho de cuidado. Para adquirir a obra: https://nada.art.br/produto/nos-bracos-dela/


5 alimentos que reforçam sua imunidade e afastam doenças

Dr. Daniel Magnoni revela quais alimentos podem aumentar defesas naturais e proteger sua saúde

 

Em tempos em que cuidar da saúde é prioridade, fortalecer o sistema imunológico torna-se um dos principais objetivos de quem busca se prevenir de doenças e melhorar o bem-estar. Segundo o Dr. Daniel Magnoni, nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, uma alimentação balanceada pode ser uma grande aliada nesse processo. 

Cuidar do que vai ao prato e considerar alimentos ricos em proteínas e outros nutrientes essenciais, como o zinco, pode fazer toda a diferença para manter o corpo forte e pronto para combater possíveis ameaças externas.

Abaixo, o especialista aponta cinco grupos de alimentos que desempenham um papel fundamental para o fortalecimento da imunidade e explica as razões para incluí-los na dieta diária. Confira! 


Frutos do mar: minerais e ômega-3 para imunidade

Frutos do mar, como ostras, camarões, mariscos e alguns peixes (salmão e atum), são fontes riquíssimas de zinco, selênio e ômega-3. O zinco, em especial, favorece a produção de células de defesa e combate processos inflamatórios. 

“O ômega-3, por sua vez, atua como um poderoso agente anti-inflamatório natural, sendo especialmente benéfico para a saúde cardiovascular e a proteção imunológica. Sempre que possível, inclua essas opções no cardápio para aproveitar todos os seus benefícios”, explica o Dr. Daniel Magnoni. 


Carnes: fonte de proteínas e nutrientes essenciais

Carnes magras, como frango, carne bovina e suína, são destaque na recomendação do Dr. Magnoni. Esses alimentos são fontes privilegiadas de proteínas de alta qualidade, um componente essencial para ajudar na renovação celular e para a produção de anticorpos. Da mesma forma, carnes também oferecem zinco, um mineral fundamental para o fortalecimento da imunidade, já que ele auxilia no funcionamento das células de defesa do organismo. Para quem prefere cortes magros, frango e peixe são opções saudáveis que garantem todos esses benefícios com menos gordura.


Derivados do leite: fonte de energia e nutrientes

Leite, queijos e iogurtes são conhecidos pela sua riqueza em proteínas e cálcio, mas também oferecem vitamina B12, nutriente indispensável para o bom funcionamento do sistema imunológico. Seus compostos contribuem para a regeneração de células e ajudam o corpo a permanecer ativo e protegido. 


Ovos: rico em proteínas e selênio

Os ovos têm lugar de destaque quando o assunto é saúde. Repletos de proteínas de alta qualidade, eles contribuem para a construção e fortalecimento muscular, essenciais para manter o organismo equilibrado. 

Além disso, são uma ótima fonte de selênio e zinco, dois nutrientes que têm impacto direto na saúde imunológica, e ajudam a evitar infecções e inflamações. Versáteis e práticos, os ovos podem ser consumidos cozidos, mexidos ou até em preparações mais elaboradas.


Frutas cítricas: a poderosa vitamina C para reforçar as defesas do organismo

As frutas cítricas são amplamente reconhecidas por seu papel no fortalecimento do sistema imunológico, principalmente por serem ricas em vitamina C, um antioxidante que estimula a produção de glóbulos brancos, essenciais na defesa do organismo. 

“Embora a laranja seja a opção mais lembrada, é importante variar: inclua alimentos como acerola (extremamente rica em vitamina C), limão, morango, tangerina, kiwi e abacaxi. Essas frutas são saborosas, fáceis de consumir no dia a dia e ainda ajudam a manter o corpo hidratado”, finaliza o nutrólogo.  

 

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

Endomarço

 

Março Amarelo: entenda a importância do diagnóstico precoce da endometriose para evitar a infertilidade

 

Durante o mês de março, período dedicado à conscientização sobre a doença, informações revelam que técnica de reprodução assistida pode ser solução para alguns casos 

 

Segundo o Ministério da Saúde, oito milhões de brasileiras têm endometriose. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma em cada 10 mulheres no mundo enfrenta a doença. Durante todo o mês de março, o Grupo Huntington, um dos maiores Grupos de Reprodução Assistida do país, embarca no movimento Endomarço, que visa informar a sociedade sobre os impactos da endometriose, a importância de abordar sobre o seu diagnóstico precoce e fornecer apoio às mulheres que vivem com a condição. Além de sugerir alternativas, principalmente àquelas que têm dificuldade para engravidar ou lidam com a infertilidade.

A endometriose é caracterizada pelo crescimento anormal do tecido endometrial – que normalmente reveste o útero – em outras áreas do corpo, como os ovários, tubas uterinas, intestinos e bexiga. Esse aumento descontrolado gera uma reação inflamatória, que pode levar à formação de fibrose (tecido cicatricial).

“Os sintomas da doença variam de mulher para mulher, mas no geral podem provocar fortes cólicas menstruais, dores durante as relações sexuais e, em muitos casos, a infertilidade”, explica o Dr. Frederico Correa, especialista em Reprodução Assistida e diretor médico da Huntington Brasília. Segundo o especialista, quando se trata de fertilidade, a endometriose representa um grande desafio. “Dependendo do grau de lesão, o comprometimento das tubas uterinas e a diminuição da qualidade dos óvulos podem tornar a gravidez natural mais difícil”, afirma.


Endometriose: tratamento e FIV

O médico esclarece que o tratamento da doença varia de acordo com a intensidade e o objetivo de cada paciente: se há dor intensa ou lesões graves em órgãos como intestino e bexiga, a cirurgia pode ser necessária. Já em casos de infertilidade sem dor significativa e com a gravidez como prioridade, a fertilização in vitro (FIV) é a opção mais eficiente. “Para pacientes com reserva ovariana baixa, presença de cistos ovarianos ou idade avançada, a preservação da fertilidade antes da cirurgia pode ser recomendada”, diz.

Segundo o Dr. Frederico, a FIV é bastante indicada no caso de endometriose. “A fertilização in vitro permite que a fecundação ocorra fora do corpo, contornando as obstruções nas tubas e proporcionando melhores chances de sucesso para as mulheres que convivem com a condição. No procedimento é feita a coleta dos óvulos e espermatozoides, que são fertilizados em laboratório antes de serem implantados no útero”, pontua.

Como cada caso tem um desenvolvimento diferente, é essencial procurar um especialista em reprodução assistida e em endometriose para que médico e paciente avaliem juntos a melhor opção. “As pacientes que têm endometriose e infertilidade, na maioria das vezes, ficam muito ansiosas e angustiadas, sem saber qual o melhor caminho a seguir. Por isso, é muito importante que elas estejam acompanhadas ou busquem um especialista em endometriose e em reprodução humana, para que o melhor caminho seja escolhido, em cada um dos casos”, conclui Correa.

Embora a endometriose seja uma doença de grande impacto, com tratamentos adequados, incluindo a medicina reprodutiva, muitas mulheres conseguem superar as barreiras de fertilidade e realizar o sonho da maternidade. O Grupo Huntington conta com uma equipe especializada no assunto e oferece, além da reprodução assistida, tratamentos, suporte emocional e psicológico às mulheres afetadas pela doença, além de dar visibilidade ao impacto da condição em suas vidas.



Huntington Medicina Reprodutiva
Huntington


3 fatos da genética feminina explicados pela ciência

Quem nunca ouviu que a longevidade feminina está ligada a fatores genéticos ou que as mulheres estão mais propensas a certas doenças do que os homens? A ciência tem avançado no entendimento da biologia feminina, revelando aspectos que nem sempre são amplamente conhecidos. 

Para esclarecer alguns desses fatos, contamos com a expertise do doutor em genética pela USP, Ricardo Di Lazzaro, cofundador da Genera — o primeiro laboratório especializado em genômica pessoal do Brasil—e responsável pela área de genômica pessoal da Dasa Genômica.

 

1 - Mulheres podem ter cromossomos XY

Normalmente, as mulheres possuem cromossomos XX, enquanto os homens têm cromossomos XY. No entanto, em casos raros, algumas mulheres apresentam cromossomos XY devido a uma condição genética conhecida como síndrome de insensibilidade androgênica (SIA). Essa condição, que afeta uma pequena parcela da população feminina, resulta em uma resposta reduzida ou ausente à testosterona. Um estudo recente, conduzido pelo cientista Claus Højbjerg Gravholt, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, mostra que algumas delas com cromossomos XY só descobrem essa condição na puberdade, quando começam a perceber que não menstruam e não possuem órgãos sexuais femininos internos.

 

2 - Mulheres estão mais propensas ao Alzheimer

Sim, elas têm maior risco de desenvolver Alzheimer, e a longevidade é um fator importante. No Brasil, segundo o IBGE (2019), a expectativa de vida feminina é   em média, 79,1 anos, enquanto a masculina é de 71,9 anos, segundo dados do IBGE de 2019 — outros fatores também influenciam essa propensão. Pesquisadores da Universidade de Boston e da Universidade de Chicago identificaram o gene MGMT, que parece aumentar o risco de Alzheimer especificamente em mulheres. Segundo Lindsay Farrer, coautora do estudo da Universidade de Boston, essa associação é uma das mais fortes identificadas entre fatores genéticos e a doença em mulheres. A pesquisa mostrou que a expressão desse gene está ligada ao desenvolvimento de proteínas beta-amiloide e tau, características da doença de Alzheimer, enquanto não foi encontrada associação semelhante em homens . 

"A redução do estrogênio durante a perimenopausa também pode aumentar o risco em mulheres. A interação entre genética, hormônios e outros fatores de risco explica esse fato”, conclui.

 

3 – Hipótese da avó evolutiva

Existe uma hipótese que também pode explicar a longevidade feminina geneticamente. Proposta pelo biólogo William Hamilton em 1966, a Hipótese da Avó sugere que a presença das avós nas famílias pode ser benéfica para a sobrevivência dos netos. Isso ocorre porque elas oferecem recursos e cuidados essenciais, ajudando na continuidade dos genes e na evolução da espécie”, pontua Ricardo. A Teoria da Seleção Natural, um dos mecanismos fundamentais da evolução formulada pelo naturalista Charles Darwin (1809-1882), afirma que as características vantajosas de uma população para um determinado ambiente são selecionadas e contribuem para a adaptação e sobrevivência das espécies. 

Dessa forma, a presença ativa das avós no cuidado dos netos pode ser vista como uma estratégia evolutiva que favorece a transmissão de seus próprios genes ao longo do tempo. A compreensão desse processo evolutivo, aliada a dados genéticos, permite que as mulheres conheçam melhor seu DNA, ajudando-as a tomar decisões mais informadas sobre sua longevidade e bem-estar físico e mental. Essa conexão entre genética e qualidade de vida é essencial para que possam melhorar sua saúde de forma consciente. Para facilitar essa jornada, a Genera oferece, no mês do consumidor, descontos de até 65% em seus kits (válidos até 21 de março). Para aproveitar a oferta, basta acessar o site da marca (genera.com.br) e inserir o cupom: CONSUMIDOR.

 



Genera



1 - GRAVHOLT, Claus Højbjerg et al. Incidência, prevalência, atraso no diagnóstico e apresentação clínica de distúrbios do desenvolvimento sexual feminino 46,XY. Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, v. 101, n. 9, p. 3285-3293, set. 2016. DOI: http://press.endocrine.org/doi/10.1210/jc.2016-2248 ou https://novonordiskfonden.dk/en/news/more-women-than-expected-are-genetically-men/

2 - LAMOTTE, Sandee. Estudo genético pode explicar por que mulheres desenvolvem Alzheimer mais do que homens. CNN, 30 jun. 2022. Disponível em: https://www.cnn.com/2022/06/30/health/alzheimer-gene-women/index.html. Acesso em: 05 mar. 2025.


Lavagem nasal: aliada essencial na volta às aulas para prevenir doenças respiratórias

Hábito simples e eficaz ajuda a reduzir infecções respiratórias e garante mais saúde para as crianças no ambiente escolar

 

Com o retorno às aulas, é fundamental redobrar a atenção com a saúde respiratória das crianças. A interação diária com colegas e professores, o compartilhamento de brinquedos e objetos e a permanência em ambientes fechados favorecem a disseminação de vírus e bactérias. Além disso, o tempo quente e seco contribui para a permanência dessas partículas no ar, aumentando o risco de infecções respiratórias, como gripes e resfriados. Diante desse cenário, a lavagem nasal se torna uma aliada indispensável na prevenção. 

No Brasil, cerca de 17 milhões de estudantes, desde a educação infantil até o ensino médio, retomaram as atividades escolares em fevereiro, segundo o Censo Escolar mais recente. Para a otorrinolaringologista pediátrica Sofia Borges, a prática da lavagem nasal é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de infecções respiratórias entre os pequenos. "Como o sistema imunológico das crianças ainda está em desenvolvimento, elas acabam mais vulneráveis a essas doenças, especialmente no ambiente escolar, onde há maior contato com outras crianças. Por isso, incorporar a lavagem nasal à rotina é uma excelente estratégia para prevenir e tratar esses quadros", orienta a especialista. 

A técnica ajuda a eliminar impurezas e secreções acumuladas, reduz a inflamação e mantém a mucosa nasal hidratada. Segundo Sofia, o acúmulo de muco facilita a entrada de vírus e bactérias no organismo, aumentando o risco de transmissão entre os pequenos. "Recomendo a lavagem nasal sempre que a criança retorna da escola, especialmente para aquelas que apresentam infecções respiratórias frequentes, rinite ou sintomas persistentes. Além disso, irmãos de crianças que costumam ficar doentes também devem realizar a higienização para reduzir a circulação desses agentes infecciosos dentro de casa", explica.

A otorrinopediatra sugere algumas outras medidas simples essenciais para reduzir a propagação de doenças respiratórias:

 

- Higienização das mãos: lavar com água e sabão frequentemente, especialmente após tossir, espirrar, ir ao banheiro e antes das refeições. O álcool em gel também é uma opção prática quando não há acesso imediato à água e sabão;

 

- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar: utilizar a parte interna do cotovelo ou máscaras, principalmente em locais fechados e quando estiver com sintomas gripais;

 

- Evitar compartilhar objetos pessoais: garrafas, copos e talheres devem ser individuais para evitar contaminações.

 

Facilitando o processo
 

Dispositivos lúdicos ajudam as crianças a se adaptarem. Segundo Sofia, para muitos pais, a resistência dos filhos à lavagem nasal pode ser um desafio. O uso de seringas comuns pode assustar as crianças, tornando o processo mais difícil. "Pensando nisso, surgiram dispositivos específicos e lúdicos que tornam a higienização mais amigável e divertida. Um exemplo é o NoseWash, da Agpmed, uma seringa especialmente desenvolvida para lavagem nasal infantil. Disponível em versões de 10 ml e 20 ml, o produto conta com personagens da Patrulha Canina, super-heróis e animais, ajudando a tornar a experiência mais confortável", conta a especialista, acrescentando que para crianças maiores, há também a garrafinha NoseWash Max, que permite maior volume de soro (até 240 ml) e controle de fluxo, sendo indicada a partir dos três anos e para adultos. 

Sofia reforça a importância de tornar o processo mais agradável para a criança. "Cada criança reage de maneira diferente à lavagem nasal, e existem técnicas específicas para cada idade e necessidade. O essencial é que a higiene seja feita de maneira gentil, sem causar dor ou desconforto. Quando a criança se sente segura, ela colabora mais e a rotina se torna mais fácil", aconselha a especialista, indicando a incorporação da lavagem nasal ao dia a dia das crianças, especialmente na volta às aulas. "Isso pode fazer toda a diferença na prevenção de doenças respiratórias, garantindo mais saúde e bem-estar para os pequenos e suas famílias", finaliza Sofia.

 

AGPMED


Dia Mundial do Rim: Como prevenir a doença renal antes que seja tarde demais?

  • Aproximadamente 837 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com doença renal crônica (DRC).[1]
No Brasil, a prevalência estimada de DRC em adultos é de 6,7%, aumentando para 27,5% entre indivíduos com 65 anos ou mais[2]. Exames simples de sangue e urina podem ajudar a detectar precocemente a doença renal crônica. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas corre o risco de desenvolvê-la, e o diagnóstico precoce pode fazer uma grande diferença em sua qualidade de vida[3].

 

No Dia Mundial do Rim, comemorado em 14 de março, há um apelo urgente para a importância da detecção precoce da doença renal crônica (DRC), uma condição que afeta aproximadamente 837 milhões de pessoas em todo o mundo e 70,7 milhões na América Latina¹. A DRC é uma doença que progride sem apresentar sintomas óbvios, o que dificulta o diagnóstico em seus estágios iniciais. Entretanto, os especialistas apontam que, com exames regulares e mudanças no estilo de vida, como hidratação adequada e dieta balanceada, é possível prevenir ou retardar sua progressão, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

A Doença Renal Crônica ocorre quando os rins perdem a capacidade de filtrar toxinas e excesso de fluidos do sangue, o que pode levar a complicações graves, levando a diálise ou a necessidade de um transplante renal. A condição é conhecida como uma “doença silenciosa”, pois pode progredir sem apresentar sintomas óbvios, permitindo que a função renal se deteriore sem que o paciente perceba. De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, a prevalência estimada de DRC em adultos brasileiros é de 6,7%, aumentando para 27,5% entre indivíduos com 65 anos ou mais².

Os fatores de risco comuns incluem diabetes, pressão alta, obesidade e histórico familiar. Para essas pessoas, exames regulares são essenciais para detectar a doença precocemente.



O diagnóstico

As principais ferramentas de diagnóstico incluem exames de sangue para medir a taxa de filtração glomerular (eGFR) e exames de urina para avaliar a relação albumina-creatinina (ACR). Esses exames podem identificar sinais precoces de lesão renal e oferecer uma oportunidade de retardar ou atrasar a progressão da doença.

A taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) mede a capacidade dos rins de filtrar os resíduos do sangue, enquanto a relação albumina/creatinina (RCA) detecta a presença de proteína na urina, um sinal precoce de lesão renal. Ambos os exames são essenciais para avaliar a saúde dos rins e podem ser realizados durante um check-up médico de rotina[4].

O uso de analisadores automatizados de amostras de urina e a tecnologia de microscopia digital melhoram a precisão do diagnóstico e facilitam a identificação de anormalidades na função renal. Esses avanços permitem que os laboratórios clínicos forneçam resultados rápidos e confiáveis, o que se traduz em um melhor acompanhamento dos pacientes.

“O diagnóstico precoce da doença renal crônica pode fazer uma grande diferença na vida das pessoas. Nosso objetivo é que mais pessoas tenham acesso a testes simples e precisos, permitindo que cuidem melhor de sua saúde renal e tomem decisões informadas junto com seu médico”, disse Hélida Silva, Diretora de Assuntos Médicos para a América Latina da Siemens Healthineers.

Além de salvar vidas, a detecção precoce da DRC tem um impacto positivo na sustentabilidade dos sistemas de saúde. Estima-se que o custo global da doença renal crônica tenha chegado a US$ 1,2 trilhão em 2017, com projeções de que esse valor suba para US$ 2,5 trilhões até 2030[5].



É possível prevenir?

Além dos exames laboratoriais, a prevenção desempenha um papel fundamental na saúde dos rins. Manter uma dieta balanceada, reduzir a ingestão de sal, evitar o uso excessivo de medicamentos sem prescrição médica e praticar atividade física regularmente são medidas fundamentais para manter a função renal em condições ideais. Os especialistas também recomendam evitar o consumo excessivo de bebidas açucaradas e priorizar a hidratação com água, pois esses hábitos ajudam a reduzir o risco de diabetes e hipertensão, duas das principais causas da doença renal crônica.

É igualmente importante manter um peso adequado e evitar o fumo, pois tanto a obesidade quanto o fumo são fatores de risco significativos para o desenvolvimento de doenças renais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a American Kidney Foundation, essas medidas preventivas, juntamente com as mencionadas acima, são fundamentais para reduzir o risco de doença renal crônica e melhorar a saúde geral.[6]

A combinação de educação em saúde, tecnologia avançada de diagnóstico e acompanhamento médico pode ajudar no combate a essa doença silenciosa, proporcionando melhores oportunidades de tratamento e uma vida mais plena para milhões de pessoas.




Siemens Healthineers
www.siemens-healthineers.com




[1] GBD 2021 Chronic Kidney Disease Collaborators. (2022). Global, regional, and national burden of chronic kidney disease, 1990–2021: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2021. The Lancet, 400(10365), 1777-1792.

[2] Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico: Cenário da doença renal crônica no Brasil no período de 2010 a 2023. Acesso em 11 de março. Disponível em: Link.

[3] [1] Chronic kidney disease basics. Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em: Link

[4] Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) CKD Work Group. KDIGO 2012 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney International Supplements. 2013; 3(1):1-150.)

[5] Luyckx, V. A., Tonelli, M., & Stanifer, J. W. (2018). The global burden of kidney disease and the sustainable development goals. Bulletin of the World Health Organization, 96(6), 414–422D.)

[6] Idem


Distúrbios do sono podem estar ligados a questões de saúde física e mental

Psicóloga da Rede Mater Dei explica sobre o papel da psicologia na qualidade do descanso 

 

 A insônia, caracterizada pela dificuldade de iniciar o sono e mantê-lo de forma contínua durante a noite, ou pelo despertar antes do horário desejado, é um problema que afeta 72% dos brasileiros, segundo estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A condição, que pode estar relacionada a fatores como expectativas, problemas clínicos, emocionais ou excitação associada a eventos específicos, é um dos principais distúrbios do sono no país. A privação de sono, por sua vez, pode indicar alterações na saúde física ou mental, sendo frequentemente associada a transtornos psiquiátricos, como ansiedade, depressão e transtornos de personalidade.

A Semana do Sono, evento anual que ocorre em todo o território nacional, tem como objetivo levar à população informações qualificadas sobre a importância do sono para a saúde física e mental. Em 2025, a semana será comemorada entre os dias 14 e 20 de março, trazendo à tona discussões sobre como a psicologia e a qualidade do sono estão intrinsecamente ligadas. A psicóloga clínica Mary Diniz, que atua nos Hospitais Mater Dei Santa Clara e Mater Dei Santa Genoveva, da Rede Mater Dei em Uberlândia, explica como os fatores psicológicos, emocionais e comportamentais influenciam diretamente o descanso e o bem-estar dos indivíduos.


A relação entre Psicologia e qualidade do sono

De acordo com a psicóloga, a psicologia desempenha um papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento de distúrbios do sono. Fatores como estresse, ansiedade e depressão podem prejudicar significativamente a qualidade e a quantidade do sono, criando um ciclo vicioso em que a falta de sono agrava os sintomas psicológicos e vice-versa. "O sono é essencial para a regulação emocional e a recuperação psicológica. Durante o sono, o cérebro processa emoções e experiências do dia, o que é crucial para o equilíbrio mental", explica Mary Diniz.


Impacto do sono na saúde mental

A qualidade do sono tem uma relação direta com a saúde mental. Distúrbios como insônia e apneia do sono estão frequentemente associados a condições como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e transtornos psicóticos. A privação do sono pode intensificar os sintomas dessas condições, afetando também a capacidade cognitiva, incluindo memória, atenção e tomada de decisões. "Um sono reparador é fundamental para restaurar o equilíbrio emocional e melhorar o humor, permitindo que a pessoa lide melhor com as adversidades do dia a dia", destaca a psicóloga.


Fatores psicológicos que prejudicam o sono

Entre os principais fatores psicológicos que podem prejudicar o sono estão o estresse, a ansiedade e a depressão. O estresse, seja agudo ou crônico, ativa o sistema nervoso autônomo, elevando os níveis de cortisol e dificultando o relaxamento necessário para o sono. Já a ansiedade, caracterizada por preocupações excessivas e medos, pode levar a uma excitação fisiológica que impede o adormecimento. A depressão, por sua vez, está frequentemente associada a problemas significativos de sono, seja pela dificuldade de adormecer ou pelo excesso de sono.


Estratégias para quebrar o ciclo vicioso

Para interromper o ciclo vicioso entre a falta de sono e os problemas mentais, a psicóloga recomenda uma série de estratégias. A terapia, ou psicoterapia, é uma das abordagens mais eficazes, ajudando a promover mudanças de pensamentos disfuncionais e melhorar a higiene do sono. A meditação também é uma prática recomendada, pois ajuda a reduzir os níveis de estresse e ansiedade. Em casos mais graves, a medicação pode ser necessária, mas sempre com acompanhamento médico.

“Além disso, a higiene do sono é fundamental. Estabelecer uma rotina de sono consistente, criar um ambiente propício ao descanso e evitar substâncias estimulantes antes de dormir são práticas que podem ajudar a melhorar a qualidade do sono. A prática regular de exercícios físicos também é benéfica, pois ajuda a reduzir o estresse e regular o ritmo circadiano”, afirma Mary.


O Impacto da tecnologia no sono

O uso excessivo de tecnologia, especialmente celulares antes de dormir, pode ter um impacto significativo na qualidade do sono e na saúde mental. A luz emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o sono, além de manter o cérebro ativo e aumentar a ansiedade. "O uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir pode atrasar o início do sono e reduzir sua qualidade, além de afetar diretamente a saúde mental, aumentando a ansiedade e a depressão", alerta a especialista.


Educação sobre o sono

Profissionais de saúde têm um papel essencial na educação das pessoas sobre a importância do sono. Durante as consultas de rotina, médicos, psiquiatras, psicólogos e enfermeiros podem fornecer informações sobre os benefícios do sono adequado e as consequências da privação do sono. Campanhas de conscientização também são formas eficazes de educar a população. Além disso, o diagnóstico e tratamento adequados de distúrbios do sono são fundamentais para restabelecer a qualidade de vida dos pacientes.

Mary lembra que a qualidade do sono é um pilar fundamental para a saúde mental e física. “Através de orientações adequadas, práticas de higiene do sono e, quando necessário, intervenções terapêuticas e medicamentosas, é possível melhorar significativamente a qualidade do descanso e, consequentemente, o bem-estar geral”. 


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