Pesquisar no Blog

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Fevereiro Laranja: mês de conscientização traz alerta sobre a importância do diagnóstico precoce da leucemia

Novas opções terapêuticas relacionada à doença têm surgido como alternativas mais precisas e com menos efeitos colaterais, incluindo medicamentos modernos 

 

Identificar sintomas e buscar ajuda médica rapidamente são passos essenciais para garantir o diagnóstico preciso e o tratamento adequado para a leucemia. A doença, que pode afetar pessoas de todas as idades, costuma se manifestar por meio de fadiga, falta de ar e dor de cabeça. Os sinais às vezes confundem quem sente o mal-estar, podem sugerir alguma enfermidade menos grave e, por isso, quanto mais cedo buscar auxílio, maiores serão as chances de iniciar um tratamento eficaz. Nos últimos anos, novas opções terapêuticas têm surgido, proporcionando alternativas mais precisas e com menos efeitos colaterais, incluindo novos medicamentos, melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes.

Durante este mês, a campanha Fevereiro Laranja vai levar mais informação à população sobre a doença. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 11.540 novos casos dessa neoplasia devem ser registrados em todo o país, neste ano. A estimativa é de 6.250 diagnósticos para homens e 5.290 para mulheres. No Rio de Janeiro, o número total previsto é de 810 pacientes, sendo 440 homens e 370 mulheres. 

Hematologista da Oncoclínicas Rio de Janeiro, Carlos Bernardo Loureiro Lima conta que a leucemia afeta o dia a dia do indivíduo. Devido à diminuição de glóbulos vermelhos, o que causa anemia, é comum haver fadiga, falta de ar, palpitação e dor de cabeça. Além disso, pode ocorrer baixa da imunidade, deixando o organismo mais suscetível a infecções recorrentes e que podem ser graves. Ele alerta que, ao surgirem os primeiros sintomas, é importante buscar avaliação médica. 

Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não está madura sofre uma mutação genética, transformando-se em cancerosa. Além disso, ela se multiplica mais rápido e “morre” menos que as saudáveis. A doença é classificada de acordo com dois critérios: pode ser aguda, acometendo células mais jovens e apresentando curso clínico mais agressivo, ou crônica, pois afeta estruturas mais maduras e se desenvolve mais lentamente, permitindo que o organismo realize algumas funções normais. Neste caso, a enfermidade é mais insidiosa, inicia com aparência de benignidade e só manifesta sintomas após a sua evolução. 

“No caso das leucemias agudas, devido aos sintomas, o paciente sente rapidamente que tem algo errado e busca ajuda. E essa agilidade é muito importante para o tratamento. Nos últimos anos, novos remédios foram incorporados para todos os tipos de casos, permitindo, por exemplo, que a doença entre nos critérios da medicina de precisão, com atendimentos personalizados e, acima de tudo, mais eficazes e menos tóxicos. Para além da medicação, quem recebe esse diagnóstico precisa de todo o suporte de uma equipe treinada e especializada, além de uma rede de apoio com a qual possa contar”, explica o hematologista da Oncoclínicas. 

Como medicamentos inovadores, recentemente foram aprovados para a Leucemia mieloide aguda (LMA) os remédios Midostaurina, Gilteritinibe, Gentuzumabe e Venetoclax. E, para a Leucemia linfoide aguda (LLA), existem Inotuzumabe e Blinatumumabe.

 

Saiba mais sobre os subtipos de leucemia: 

Leucemia linfoide crônica (LLC): afeta células linfoides e se desenvolve de forma lenta. A maioria dos pacientes tem mais de 55 anos. Rara em crianças. É uma doença adquirida, e não hereditária; 

Leucemia mieloide crônica (LMC): atinge células mieloides e se desenvolve vagarosamente, a princípio. Acomete principalmente adultos. Pode causar anemia, fadiga, infecções, sangramentos e outros problemas colaterais, mas alguns pacientes são totalmente assintomáticos; 

Leucemia linfoide aguda (LLA): ataca células linfoides e agrava-se de maneira rápida. É o tipo mais comum em crianças pequenas, mas também ocorre em adultos; 

Leucemia mieloide aguda (LMA): acomete células mieloides e avança rapidamente. Ocorre tanto em adultos quanto em crianças, mas a incidência aumenta à medida que a pessoa envelhece. 



Oncoclínicas&Co
www.grupooncoclinicas.com

 

Carnaval sem perrengue: 5 dicas para garantir sua saúde bucal na folia

Durante a época mais festiva e alegre do ano, a recomendação é ter atenção redobrada aos cuidados com a higiene bucal 

 

O ano mal começou e daqui a pouco o clima de Carnaval tomará conta dos brasileiros, que se preparam para a festa com muita animação e alegria.  Entre um trio e outro, a curtição pede um alerta, o cuidado com a saúde bucal. Alguns hábitos comuns durante a folia, como o beijo na boca, podem trazer problemas, especialmente quando a higiene é negligenciada.

O Dr. Alexandre Ravani, dentista e CEO da PróRir, rede de clínicas odontológicas, dá dicas simples de como cuidar da saúde bucal durante a festa mais popular do Brasil e se divertir com segurança.

  • Doenças transmitidas pela saliva - Há doenças que afetam a saúde bucal e podem ser transmitidas pela saliva. Nessa época de Carnaval, os casos tendem a se espalhar. Entre elas, destacam-se a mononucleose ou doença do beijo, transmitida por um vírus que provoca mal-estar, com febre, dores de cabeça, aumento dos gânglios, ínguas no pescoço e lesões brancas na boca e garganta. A candidíase oral é um fungo que também provoca manchas brancas na língua e na parte interna da boca. Além disso, sintomas como vermelhidão e rachaduras nessa área, bem como dor de garganta e dificuldade para engolir podem aparecer. Já a herpes se manifesta através de lesões bolhosas no entorno da boca quando a pessoa está com sua imunidade mais baixa, provocando dores nevrálgicas, parestesias, ardor, coceiras, febre e dor de cabeça. “Por se tratarem de doenças contagiosas pelo contato direto, o ideal é não compartilhar objetos pessoais como copos, talheres e batom. E sempre que possível, evitar  tocar nos lábios e procurar um médico ao perceber os primeiros sintomas”, indica Ravani.
  • Evite abusar do álcool - Além da capacidade de deixar o indivíduo mais suscetível a desenvolver a cárie, o álcool desidrata e diminui a produção de saliva, que é essencial para a proteção dos dentes. “O ideal é alternar o consumo com goles de água, para evitar o mau hálito e prevenir a desidratação”, alerta o dentista.
  • Evite o excesso de açúcar - O consumo excessivo de bebidas e comidas açucaradas durante o carnaval pode ser prejudicial à saúde bucal, aumentando o risco de cáries. “Modere o consumo desses itens e, se possível, faça bochechos com água ou enxaguante bucal sem álcool após o consumo de alimentos doces”, diz Alexandre.
  • Proteja os lábios - Essa região também está sujeita ao câncer de pele e raramente aplicamos um filtro solar nela. “Por isso, durante a folia, busque um hidratante que tenha filtro solar. Ele vai te deixar livre das queimaduras e ainda vai evitar o ressecamento da boca, dando mais conforto para você curtir o feriado”, explica Ravani.
  • Não abra garrafa com os dentes - Fazer isso pode causar acidentes sérios, como fraturas dentais, lesões na gengiva e cortes profundos nos lábios. “O uso inadequado dos dentes é responsável por quase 20% dos acidentes bucais. Então leve um abridor de garrafas no bolso e evite acabar com a folia antes da hora”, afirma o dentista.

Vale reforçar, que para todas as ocasiões, durante todo o ano, é fundamental manter uma boa higiene bucal, que envolve uma escovação adequada, uso de fio dental e enxaguante bucal. “Também vá ao dentista regularmente, pelo menos uma vez ao ano, para ações preventivas e limpeza dos dentes”, finaliza Alexandre Ravani, CEO da PróRir

 

Caso Lexa: Como lidar com a ansiedade e o medo na reta final da gestação

Reprodução
Instagram
Situações como a da cantora levantam dúvidas sobre o sofrimento emocional da incerteza antes do parto para mães e pais; psicóloga perinatal explica como enfrentar esse momento 

 

A reta final da gestação pode ser um período de grande expectativa, mas também de angústia e insegurança, principalmente quando surgem complicações de saúde. A cantora Lexa, grávida de seis meses, está internada com pré-eclâmpsia e pediu orações pela sua filha, Sofia. Casos como esse despertam uma questão difícil: como lidar com a espera quando o final da gravidez foge do planejado?

De acordo com Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline, o final da gravidez é um período de grande vulnerabilidade emocional. "A reta final da gestação é um período de grande vulnerabilidade emocional para as mulheres. Quando surgem riscos para a mãe ou o bebê, o medo e a ansiedade podem se intensificar, por isso é importante um apoio psicológico nesse período", explica.


Pais também sofrem com a incerteza antes do parto 

Os pais também vivenciam a gestação de forma intensa, mas muitas vezes não encontram espaço para expressar seus sentimentos. Assim como as mães, eles podem sentir medo e ansiedade e precisam de suporte emocional adequado.

"O acolhimento deve ser para os pais e sua rede de apoio. Os homens costumam se colocar no papel de quem precisa ser forte para apoiar a parceira, mas eles também vivenciam o medo, a frustração e a angústia", orienta.

Ainda de acordo com a psicóloga, o acompanhamento psicológico, a troca com outras famílias que passaram por situações semelhantes e o apoio de amigos e familiares podem ajudar a aliviar a carga emocional dos pais e fortalecer sua presença nesse período de espera.


Como lidar com a ansiedade antes do parto? 

Cada família vive essa fase de maneira única, mas algumas atitudes podem ajudar a minimizar o medo e trazer mais segurança:

1) Apoio profissional: Buscar suporte psicológico e manter um diálogo próximo com a equipe médica pode ajudar a reduzir incertezas.

2) Rede de apoio: Contar com familiares e amigos para compartilhar sentimentos e preocupações é fundamental.

3) Evitar sobrecarga de informações: O excesso de buscas sobre o assunto pode aumentar a ansiedade. É importante se informar com fontes seguras e evitar especulações.

4) Práticas de bem-estar: Técnicas como respiração, meditação e exercícios leves podem ajudar a aliviar o estresse.

5) Validação dos sentimentos: Nenhum medo ou insegurança é exagero. Conversar sobre essas emoções pode torná-las mais fáceis de lidar. 


Estudo revela avanço revolucionário na prevenção de câncer de mama com implantes de testosterona

A cientista, PhD em Engenharia Biomédica e CEO da bio meds Brasil, Izabelle Gindri, participou do corpo clínico responsável pela análise estatística, discussão de resultados e redação do artigo 

 

O artigo publicado na Advances in Preventive Medicine and Health Care (fator de impacto 4.2) é o terceiro de uma série que acompanhou mulheres com implantes de testosterona por 5, 10 e 15 anos.

O estudo observacional, aprovado por comitê de ética, analisou a influência dos implantes de testosterona, isolados ou combinados com anastrozol, na incidência de câncer de mama em Dayton, Ohio, EUA, comparando os dados com bases locais e nacionais.

Publicado em janeiro de 2025, o estudo “Incidence of Invasive Breast Cancer in Women Treated with Testosterone Implants: Dayton Prospective Cohort Study, 15-Year Update” apresentou resultado inédito e promissor, onde representa um avanço importante quanto aos cuidados preventivos e no tratamento hormonal.

Foi constatada uma redução significativa de até 47% na incidência de câncer de mama invasivo, com uma taxa de 189 casos por 100.000 anos-pessoa, muito inferior à taxa esperada de 355 casos, conforme o banco de dados SEER (Surveillance, Epidemiology, and End Results), programa do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI). Além disso, os tumores detectados nessas mulheres eram majoritariamente menos agressivos e apresentavam altos índices de receptores hormonais positivos (ER+ e PR+), indicando prognósticos mais favoráveis.

Ao longo de 15 anos, o estudo acompanhou 1.267 mulheres que receberam implantes de testosterona ou combinações de testosterona com anastrozol, uma abordagem inovadora no tratamento de deficiências hormonais. 

Em 2023, a bio meds Brasil recebeu a pesquisadora Dra. Rebecca Glaser, que destacou a excelência da infraestrutura  e da equipe liderada pela CEO Izabelle Gindri. O time da empresa foi convidado pela pesquisadora americana para participar da elaboração do estudo de acompanhamento de 15 anos, contribuindo na análise estatística, discussão dos resultados e redação do artigo.

“Estamos profundamente orgulhosos de fazer parte de uma pesquisa tão significativa. Este estudo é um testemunho de como a tecnologia de implantes absorvíveis pode transformar vidas,”, afirma Izabelle de Mello Gindri, doutora em Engenharia Biomédica pela UTD (University of Texas at Dallas), cientista, farmacêutica, cofundadora e CEO da bio meds Brasil. “Este é apenas o começo. Nosso compromisso é continuar inovando e contribuindo para um futuro onde a prevenção seja a regra, não a exceção”, finaliza Gindri. 


Massagem: aliada fundamental na performance de atletas

72% dos atletas profissionais que recebem acompanhamento frequente de um massagista são mais produtivos 

 

A preparação física de atletas profissionais ultrapassa os treinos diários e exige cuidados especiais, incluindo uma recuperação muscular adequada. Nesse contexto, a massagem esportiva tem ganhado cada vez mais relevância, não apenas para aliviar dores, mas também para melhorar o desempenho e prevenir lesões. De acordo com um estudo publicado em 2020 no Journal of Sports Science & Medicine, a massagem pode reduzir sensivelmente a tensão muscular, promover maior amplitude de movimento e colaborar na eliminação de metabólitos acumulados após exercícios intensos.

Em equipes de alto rendimento, a presença de um massoterapeuta já se tornou rotina, e muitos times investem em profissionais que acompanhem os treinos e viagens, garantindo assistência imediata aos atletas. De acordo com o massoterapeuta Fernando Fappi, “é importante que os jogadores recebam sessões de massagem frequentes demonstram maior regularidade de performance, pois o corpo se recupera mais rapidamente das microlesões causadas pela atividade intensa”. Fappi destaca ainda que, em esportes de contato, o desgaste físico é acentuado, tornando o trabalho de um massoterapeuta quase indispensável.


Recuperação muscular mais rápida e eficiente

A massagem esportiva age no aumento da circulação sanguínea, essencial para levar nutrientes e oxigênio às fibras musculares, acelerando a regeneração pós-treino. Estudos do National Institutes of Health (NIH) apontam que atletas submetidos a sessões regulares de massagem relatam menor incidência de dores tardias (dor muscular de início tardio) e mais disposição para retomar atividades de alta intensidade. Além disso, o procedimento ajuda a soltar pontos de tensão (trigger points), ampliando a flexibilidade e reduzindo a rigidez muscular.


Prevenção de lesões e maior longevidade na carreira

A alta carga de treinos e competições pode resultar em desequilíbrios musculares e sobrecargas específicas em tendões e articulações. Nesse sentido, a massagem atua como um instrumento de prevenção, pois identifica e alivia tensões antes que se transformem em lesões mais graves. “É possível perceber, ao longo do atendimento, pontos de dor ou hiperextensão que o atleta talvez não notasse sozinho. A intervenção rápida impede a evolução do quadro e mantém a equipe médica informada”, explica Fappi.

Uma pesquisa divulgada pela American Massage Therapy Association (AMTA) em 2019 revelou que 72% dos atletas profissionais que recebem acompanhamento frequente de um massagista reportam menos episódios de contraturas musculares e maior longevidade esportiva. Para os clubes, essa redução em afastamentos por lesão representa economia de recursos e melhor desempenho coletivo nos campeonatos.


A relevância do massoterapeuta em comissão técnica

Assim como nutricionistas, preparadores físicos e fisioterapeutas, o massoterapeuta vem se integrando de forma mais ampla às comissões técnicas. O trabalho conjunto permite que o profissional aplique as técnicas de massagem no momento certo: seja logo após o jogo ou no intervalo entre os treinos, otimizando a recuperação do atleta. Em competições de calendário apertado, como torneios de futebol ou basquete, o período de recuperação é menor, o que torna a massagem ainda mais decisiva.

“Quando a massagem se torna parte do planejamento de recuperação, podemos prevenir um desgaste maior e, principalmente, evitar que um incômodo evolua para uma contusão séria”, reforça Fappi. A sinergia entre áreas, somada ao uso de recursos complementares (como crioterapia e alongamentos específicos), potencializa os benefícios da massagem e traz resultados palpáveis nos gramados, quadras ou pistas.


Benefícios psicológicos e redução do estresse

Outro aspecto relevante do acompanhamento constante de um massoterapeuta é o efeito psicológico positivo. Atletas submetidos a rotinas de treino intensas e competições de alto nível vivem sob forte pressão, podendo desenvolver estresse e ansiedade. A massagem, segundo estudos do International Journal of Neuroscience, estimula a liberação de endorfinas e serotonina, hormônios ligados à sensação de bem-estar, contribuindo para melhorar a concentração e manter o equilíbrio emocional.


Perspectivas futuras no esporte de alto desempenho

Com a evolução das técnicas manuais e a crescente conscientização sobre a importância do descanso e da recuperação, a tendência é que mais equipes incluam massoterapeutas em suas rotinas de treinamento. Além disso, novos protocolos de pesquisa apontam para o uso de equipamentos complementares à massagem (como pistolas de liberação miofascial e dispositivos vibratórios), aumentando o leque de possibilidades para atender atletas de diferentes modalidades.

Para Fernando Fappi, “a massagem esportiva deixou de ser um ‘luxo’ e passou a ser vista como necessidade. Cada vez mais, times profissionais dedicam um espaço específico para a terapia manual dentro de seu centro de treinamento, porque enxergam no massoterapeuta um pilar imprescindível de saúde e desempenho”.

  

Massoterapia
Fernando Fappi - Massoterapeuta
ffappi@hotmail.com
R Frei Henrique de Coimbra, 1272 - Hauer

 

Butantan estuda desenvolvimento de vacina em aerossol contra pneumonia

Imunizante com custo menor do que as vacinas disponíveis oferece vantagens de maior cobertura e logística mais barata

 

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde, está desenvolvendo uma vacina em aerossol contra infecções pela bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), causadora de pneumonia bacteriana, otite, meningite e sepse, entre outros quadros.  

Trata-se de uma vacina composta por nanopartículas contendo proteínas do pneumococo, composição diferente das vacinas pneumocócicas conjugadas (VPCs), compostas por polissacarídeos de diferentes sorotipos do pneumococo conjugados com proteínas; e das vacinas polissacarídicas (VPPs), que contêm polissacarídeos livres do pneumococo em sua composição. A vacina deverá atuar diretamente na proteção pulmonar contra pneumonia, já que forma uma barreira contra a bactéria no local de entrada do organismo.  

Além de dispensar o uso de agulha, esta é uma vacina seca, com menos restrições de armazenamento e distribuição, o que contribui para o seu baixo custo. 

 “As formulações atuais são bem caras e complexas e têm proteção específica para alguns sorotipos. A ideia dessa vacina é que isso não ocorra, porque é uma vacina independente de sorotipo e com custo menor por não ter necessidade de purificar cada polissacarídeo dos diferentes sorotipos separadamente”, afirma a pesquisadora do Laboratório de Bacteriologia do Instituto Butantan Eliane Miyaji. 

O estudo, feito em parceria com a Liverpool John Moores University (LJMU), do Reino Unido, foi desenvolvido em etapas. Na primeira, Tasson e a equipe do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Butantan produziram os antígenos proteicos. Na segunda, as proteínas foram levadas para o Reino Unido pelo então estudante de pós-graduação, que trabalhou na produção de lipossomos – tipos de nanopartículas formadas por lipídeos arranjados em camadas duplas que formam uma espécie de esfera envolvendo os antígenos – no laboratório do professor de Nanomedicina da Escola de Farmácia e Ciências Biomoleculares da LJMU, Imran Saleem. 

O projeto recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Medical Research Council (MRC) do Reino Unido. Agora, a equipe se prepara para submeter novo projeto para financiamento dos ensaios pré-clínicos.

 

Outras vacinas contra pneumococo 

No Brasil, estão disponíveis a VPC10, VPC13, VPC15 e a VPP23, que previnem contra dez, 13, 15 e 23 sorotipos de pneumococo, dentre os mais de 100 existentes. A VPC10 é indicada para crianças de dois meses até cinco anos e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). A VCP13 é indicada para crianças e adultos com mais de 50 anos, enquanto que a VPP23 é indicada para a população acima de 60, podendo ser utilizada em esquema vacinal em combinação com a VCP13. Embora tenham eficácia mais do que comprovada, o uso dessas vacinas tem levado a uma substituição dos sorotipos prevalentes na população, causando um aumento da incidência de doenças pneumocócicas por sorotipos não incluídos nas formulações vacinais. 



Butantan
butantan.gov.br
Facebook: Butantan Oficial
Instagram: @butantanoficial
YouTube: @CanalButantan
X/Twitter: @butantanoficial
LinkedIn: Instituto Butantan
TikTok: @institutobutantan


Nariz torto é indicativo de desvio de septo! Saiba o porquê

Mais do que uma questão estática, deformidade nasal pode comprometer a respiração e impactar a saúde de maneira geral; cirurgião do Hospital Paulista explica causas e tratamentos recomendáveis


O nariz torto, muitas vezes visto como uma peculiaridade estética, pode estar associado a questões de saúde bem mais sérias – o que torna o assunto também de interesse daqueles que não se apegam tanto aos padrões de beleza.

Isso porque a deformidade nasal também pode ser indicativo de desvio de septo. Ou seja, um desalinhamento da estrutura que separa as nossas duas cavidades do nariz e pode comprometer a respiração, impactando a saúde de maneira geral.

Portanto, mais do que uma questão estética, é algo a ser observado com atenção a quem deseja viver com qualidade - conforme explica o Dr. Thássio Zaccarof, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista em cirurgias nasais.

"Um septo nasal com desvio acentuado pode ocasionar uma laterorrinia, ou seja, o nariz torto. Essa condição ocorre quando o dorso do nariz, que é a parte cartilaginosa, se apoia de maneira irregular sobre o septo, provocando esse efeito estético. O que muitos não sabem, no entanto, é que mais do que um traço individual da aparência, esse pode ser um sinal de problemas respiratórios.”

O médico destaca que o desvio septal pode gerar complicações significativas em termos de qualidade de vida. "Quando o nariz é torto, o indivíduo pode apresentar obstrução nasal, que pode levar a sinusites, cefaleias e à chamada hiposmia, que é a diminuição do olfato. Esses problemas não só afetam a qualidade de vida, mas também podem impactar a saúde geral do paciente.”


Tratamentos

Para aqueles que desejam corrigir o desvio, a cirurgia é a única solução. "Esse é um problema anatômico, e a cirurgia pode corrigir tanto a parte funcional como a estética", explica o especialista. Isso significa que, além de respirar melhor, os pacientes podem sair da sala de cirurgia com um nariz mais harmonioso.



Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


ANS abre Consulta Pública para avaliar incorporação de terapia-alvo para câncer de pulmão de não pequenas células avançado com fusão no gene RET

Agência vai receber opiniões da sociedade e relatos técnicos de especialistas por meio do seu site até dia 25 de fevereiro

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abre hoje a Consulta Pública de número 150[1] para avaliar a incorporação, na rede privada de saúde, de selpercatinibe, da Eli Lilly do Brasil. Selpercatinibe é uma nova terapia-alvo para tratamento de pacientes com Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células (CPNPC) avançado com fusão no gene RET1. Profissionais de saúde, pacientes e demais interessados podem participar da consulta pública aqui. 

Selpercatinibe foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de CPNPC avançado com fusão no gene RET em pacientes adultos[2].

 

Sobre o Câncer de Pulmão

O câncer de pulmão é um dos mais incidentes[3] e, em 2020, foi a principal causa de morte por câncer no mundo[4]. Especificamente no Brasil, foram mais de 28,6 mil óbitos por esta causa[5]. No país, a taxa de incidência vem caindo, mas as estimativas de 2023 ainda apontam esse como o terceiro tipo de câncer mais comum em homens e o quarto em mulheres3. 

O câncer de pulmão é classificado em subtipos histologicamente distintos, sendo o Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células (CPNPC) o mais incidente[6]. Para o triênio de 2023 a 2025, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 32 mil novos casos de câncer de pulmão no Brasil, sendo que cerca de 85% deles correspondem ao subtipo CPNPC3.

 

Sobre biomarcadores acionáveis e medicina de precisão

Após o diagnóstico do CPNPC ainda é possível identificar biomarcadores acionáveis, pois existem diferentes mudanças ou alterações genômicas que podem causar o câncer. Uma alteração genômica oncogênica significa que em algumas células os genes mudaram e podem dar origem a células tumorais[7]. 

Aproximadamente 50% dos diagnósticos de CPNPC, ou seja, 1 em cada 2 pacientes são identificados com um biomarcador acionável. O RET (Rearranged during Transfection) está entre os biomarcadores e corresponde a cerca de 2% dos diagnósticos7 [8] [9] [10] [11]. 

A medicina de precisão oferece terapias alvo guiadas para alterações genômicas e permite que, hoje, os pacientes recebam o tratamento mais adequado para sua patologia, com ação diretamente no biomarcador3. 

Selpercatinibe é uma terapia alvo indicada para o tratamento de alterações do gene RET e funciona como um mecanismo de chave e fechadura1. A ativação do gene RET em uma célula causa proliferação celular desordenada, comparável a uma torneira aberta jorrando água sem controle. O selpercatinibe atua como um registro, fechando essa torneira e, consequentemente, interrompendo o problema de forma direcionada, interagindo especificamente com as células pulmonares que possuem essa alteração genética. 

“Por ser um medicamento altamente seletivo, selpercatinibe mostrou ser eficaz e seguro nos estudos clínicos de fase 1/2, dados que se confirmaram no estudo clínico de fase 3 (LIBRETTO-431). Mais especificamente, selpercatinibe reduziu em 53% o risco de progressão da doença ou morte, apresentando o dobro de tempo de sobrevida livre de progressão em relação ao tratamento padrão atual (quimioterapia associada a pembrolizumabe). Os estudos também comprovaram que essa nova droga atua estabilizando metástases cerebrais com um perfil de segurança adequado”, explica Cristiane Sedlmayer, diretora médica sênior de Oncologia da Eli Lilly do Brasil.[12][13] [14] 

 

Mecanismo de participação da sociedade em decisões importantes 

O contínuo avanço científico permite que médicos tenham um arsenal terapêutico cada vez mais amplo para cuidar dos pacientes e as Consultas Públicas fazem parte do caminho para ampliar o acesso a essas descobertas pela população. 

As Consultas Públicas são mecanismos que promovem e reafirmam a participação da sociedade em decisões da ANS, por meio de discussões abertas sobre temas relevantes. As opiniões recebidas subsidiam a tomada de decisão, tornando as ações governamentais mais democráticas e transparentes. Qualquer cidadão, membros de sociedades científicas, entidades profissionais, universidades, institutos de pesquisa e representantes do setor regulado, pode participar dessa e de outras consultas públicas abertas pela agência por meio do site da ANS.

  

Lilly
Para saber mais, acesse o site da Lilly do Brasil
Instagram, Facebook e LinkedIn.



Referências

[1] DOU. Ministério da Saúde/Agência Nacional de Saúde Suplementar. CONSULTA PÚBLICA ANS Nº 150, DE 3 DE FEVEREIRO DE 2025. Disponível em: Link Acesso em 06/02/2025.

[2] Retsevmo® (selpercatinibe). Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=RETSEVMO. Acesso em 15/01/2025

[3] Pacheco FA, Paschol MEM, Carvalho MGC. Biomarcadores tumorais no câncer de pulmão: um caminho para uma terapia biológica. J Pneumol. 2002; 28(3):143-49

[4] Phase1/2 study of LOXO-292 in patients with advanced solid tumors, RET fusion-positive solid tumors, and medullary thyroid cancer  (LIBRETTO-001). Disponível em: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03157128 - Acesso em 09/01/2025

[5] Zhou C, Solomon B, Loong HH, et al. First-line selpercatinib or chemotherapy and pembrolizumab in RET fusion-positive NSCLC. N Engl J Med. 2023;389(20):1839-50

[6] Dorantes-Heredia R, et al. Transl Lung Cancer Res. 2016;5:401-412

[7] National Library of Medicine - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9971812/ - Acesso em Janeiro de 2024

[8] Drilon A, Hu ZI, Lai GGY, et al. Targeting RET-driven cancers: lessons from evolving preclinical and clinical landscapes. Nat Rev Clin Oncol. 2018;15(3):151-167

[9] Amatu A, Sartore-Bianchi A, Siena S. NTRK gene fusions as novel targets of cancer therapy across multiple tumour types. ESMO Open. 2016;1(2):e000023

[10] Vansteenkiste JF, Van De Kerkhove C, Wauters E, et al. Capmatinib for the treatment of non-small cell lung cancer. Expert Rev Anticancer Ther. 2019;19(8):659-671

[11] Hirsch FR, Scagliotti GV, Mulshine JL, et al. Lung cancer: current therapies and new targeted treatments. Lancet. 2017;389:299-311

[12] Phase1/2 study of LOXO-292 in patients with advanced solid tumors, RET fusion-positive solid tumors, and medullary thyroid cancer (LIBRETTO-001). Disponível em: Link - Acesso em janeiro de 2024

[13] ZHOU, C. et al. First-line selpercatinib or chemotherapy and pembrolizumab in RET fusion–positive NSCLC. The New England Journal of Medicine, 2023. - LIBRETTO 431

[14] HADOUX, J. et al. Phase 3 trial of selpercatinib in advanced RET-mutant medullary thyroid cancer. The New England Journal of Medicine, 2023. - LIBRETTO 531

PP-SE-BR-0153 – FEVEREIRO 2025


Descoberta Chocante Sobre o Alzheimer: Falta de Carnitina Pode Dobrar o Risco para Mulheres

 

Pesquisadores da UFRJ identificam a relação entre baixos níveis de carnitina no sangue e a maior incidência de Alzheimer em mulheres. A descoberta pode revolucionar o diagnóstico e o tratamento precoce da doença.

 

O Alzheimer é a forma mais comum de demência no mundo, afetando mais de 35 milhões de pessoas. Mas o que sempre intrigou os cientistas é por que as mulheres têm o dobro de chances de desenvolver a doença em comparação aos homens. Uma nova pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trouxe uma descoberta inovadora: baixos níveis da molécula carnitina no sangue podem estar ligados ao Alzheimer em mulheres. 

O estudo, realizado com 125 pessoas acima dos 60 anos, no Brasil e nos Estados Unidos, revelou que mulheres com perda de memória apresentavam níveis reduzidos de carnitina, uma substância essencial para a produção de energia no cérebro. “Essa descoberta não apenas ajuda a entender melhor os mecanismos da doença, mas também abre portas para novas estratégias de prevenção e diagnóstico precoce, que podem ser fundamentais para conter a progressão do Alzheimer.”, afirma o médico nutrólogo Dr. Gustavo de Oliveira Lima. 

Mas, afinal, o que é a carnitina, como sua deficiência pode impactar o cérebro e como podemos garantir níveis adequados dessa substância para proteger a saúde cognitiva?
 

O papel da carnitina no organismo e no cérebro

A carnitina é uma molécula produzida no fígado e nos rins e tem um papel fundamental no metabolismo energético do corpo. Sua principal função é transportar ácidos graxos para as mitocôndrias, onde serão transformados em energia. Esse processo é essencial para o funcionamento celular, especialmente nas células do cérebro, que demandam altos níveis de energia para operar corretamente. 

Além da produção natural pelo corpo, a carnitina pode ser obtida através da alimentação, estando presente em carnes vermelhas, ovos, laticínios e leguminosas. 

A pesquisa da UFRJ sugere que, em algumas mulheres, os níveis de carnitina podem ser insuficientes, prejudicando a produção de energia no cérebro e favorecendo processos neurodegenerativos. “Essa deficiência pode estar ligada a fatores hormonais, genéticos ou mesmo dietéticos, o que reforça a importância da alimentação na saúde cerebral.”, alerta o médico.
 

Baixa carnitina e alzheimer: qual a relação?

Os cientistas ainda estão investigando por que as mulheres são mais suscetíveis à deficiência de carnitina e como isso impacta diretamente o risco de Alzheimer. No entanto, já existem algumas hipóteses:
 

1. Déficit energético no cérebro

A carnitina é essencial para que as células do cérebro tenham energia suficiente para funcionar corretamente. Quando há deficiência dessa molécula, ocorre um déficit energético nos neurônios, o que pode levar à degeneração cerebral progressiva.
 

2. Ação protetora contra inflamação e estresse oxidativo

A carnitina tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, ajudando a reduzir o estresse oxidativo – um dos fatores-chave no desenvolvimento do Alzheimer. Mulheres com níveis reduzidos de carnitina podem estar mais vulneráveis ao dano celular causado pelos radicais livres.
 

3. Influência dos hormônios femininos

Os hormônios sexuais femininos, como o estrogênio, influenciam o metabolismo energético do cérebro. Após a menopausa, a queda desses hormônios pode impactar os níveis de carnitina, tornando as mulheres mais suscetíveis a problemas cognitivos.
 

Diagnóstico e tratamento: a nova fronteira contra o alzheimer

A descoberta sobre a carnitina pode ter um impacto significativo no diagnóstico precoce do Alzheimer. Com exames de sangue que avaliem os níveis dessa molécula, médicos poderão identificar pacientes em risco antes do surgimento dos sintomas mais severos. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de intervenção eficaz.

Atualmente, o tratamento do Alzheimer se baseia no controle dos sintomas e na tentativa de retardar a progressão da doença. No entanto, a pesquisa da UFRJ abre um novo caminho para estudos que avaliem se a reposição de carnitina pode ser uma estratégia para proteger o cérebro e prevenir o avanço da doença em mulheres com predisposição.
 

Como aumentar os níveis de carnitina naturalmente?

Embora mais estudos sejam necessários para confirmar a relação entre suplementação de carnitina e prevenção do Alzheimer, garantir níveis adequados dessa substância na alimentação pode ser uma estratégia promissora para a saúde cerebral.
 

Aqui estão alguns alimentos ricos em carnitina que devem fazer parte da sua dieta:

  • Carnes Vermelhas (principalmente cordeiro e carne bovina)
  • Peixes (salmão e bacalhau)
  • Frango
  • Ovos
  • Leite e derivados (iogurte, queijo)
  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico)
  • Abacate (embora em menor quantidade, é uma fonte vegetal interessante)

Para mulheres vegetarianas ou veganas, pode ser interessante avaliar os níveis de carnitina com um profissional de saúde e, se necessário, considerar alternativas como a suplementação.
 

Prevenção: além da alimentação, o que mais pode proteger o cérebro?

Além de manter bons níveis de carnitina, outros hábitos podem ajudar a proteger o cérebro do envelhecimento precoce e reduzir o risco de Alzheimer:
 

Exercícios físicos regulares: Atividades aeróbicas aumentam o fluxo sanguíneo cerebral e ajudam a preservar a memória.

Sono de qualidade: Dormir bem é essencial para a regeneração das células do cérebro.

Controle do estresse: O estresse crônico aumenta a inflamação e acelera o declínio cognitivo.

Dieta anti-inflamatória: Além da carnitina, nutrientes como ômega-3, vitamina B12, cúrcuma e flavonoides das frutas vermelhas também ajudam a proteger o cérebro.

Exercícios cognitivos: Aprender novas habilidades, ler, fazer palavras-cruzadas ou tocar instrumentos musicais mantém o cérebro ativo. 

A pesquisa da UFRJ traz um avanço significativo para entender por que as mulheres são mais vulneráveis ao Alzheimer e como a carnitina pode ser uma peça-chave na prevenção e no diagnóstico precoce da doença.

Com essa nova informação, é possível pensar em estratégias personalizadas para a saúde das mulheres, desde a adoção de uma alimentação rica em carnitina até exames que monitorem seus níveis ao longo da vida.

“Se você deseja proteger sua saúde cerebral e reduzir os riscos de Alzheimer, comece agora a investir em hábitos saudáveis e consulte um profissional para avaliar suas necessidades nutricionais. O cérebro agradece!”, conclui Dr. Gustavo de Oliveira Lima.


 
Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928. Nutrologia e Endocrinologia. Especialista em emagrecimento saudável e longevidade


Crianças consomem mais que o dobro da quantidade de açúcar recomendada pela OMS, alertam especialistas

 Endocrinologistas pediátricas chamam a atenção para o impacto do excesso de açúcar na saúde física, comportamental e cognitiva das crianças


O consumo diário de açúcar por crianças ultrapassa mais que o dobro do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de menos de 5% das calorias totais- aproximadamente 25 gramas ou seis colheres de chá por dia. De acordo com Aline Cruz Boschini, endocrinologista pediátrica do Hospital e Maternidade Santa Helena, no ABC Paulista, esse hábito alimentar está diretamente ligado ao aumento da obesidade infantil e de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), além de impactar aspectos comportamentais e cognitivos da criança.

Para a especialista, o consumo excessivo de açúcar, como parte de uma alimentação inadequada, tem consequências duradouras. “Se não intervirmos cedo, esse padrão alimentar pode levar a complicações graves ainda na juventude. Por isso, é essencial um acompanhamento regular e multidisciplinar para garantir uma infância saudável, prevenindo complicações que podem persistir na vida adulta”, alerta a médica.

Entre os principais impactos do consumo excessivo de açúcar, a endocrinologista pediátrica destaca os seguintes:

  • Físicos: obesidade, diabetes tipo 2, alterações no colesterol e aumento de cáries;
  • Cognitivos e comportamentais: hiperatividade, dificuldade de concentração e distúrbios no sono.


Como reduzir o consumo de açúcar?

Aline sugere estratégias práticas para combater o excesso de açúcar, que incluem:

  • Substituir bebidas açucaradas por água ou sucos naturais;
  • Incentivar o consumo de frutas frescas em vez de doces industrializados;
  • Limitar a oferta de alimentos ultraprocessados.

Além disso, a médica reforça a importância de consultas regulares com diferentes especialidades, entre elas os endocrinologistas pediátricos, que tratam doenças metabólicas, como o diabetes, e distúrbios hormonais que afetam o crescimento e desenvolvimento infantil. “Embora muitos pais ainda optem por levar seus filhos apenas ao pediatra, o endocrinologista é fundamental para identificar essas alterações e considerar as especificidades de cada fase da criança, uma vez que qualquer desordem nesse período pode ter consequências graves”, ressalta Aline.
 

Quadro alarmante

A obesidade infantil, uma das principais consequências do consumo excessivo de açúcar, afeta milhares de crianças brasileiras. Dados do Observatório de Saúde na Infância, da Fiocruz, apontam que, em 2022, uma em cada 10 crianças menores de cinco anos e um em cada três adolescentes (na faixa de 10 a 18 anos) apresentavam excesso de peso. 

Para prevenir esse cenário, a operadora de planos de saúde Amil oferece o Programa Obesidade Infantil, focado no tratamento conservador da doença de forma multidisciplinar, promovendo mudanças alimentares e de estilo de vida, com acompanhamento psicológico, nutricional e endocrinológico. “O tratamento deve ser integrado, abrangendo os aspectos físicos, emocionais e comportamentais da criança, além de envolver ativamente a família”, explica Maria Inês Lioi, endocrinologista pediátrica do Amil Espaço Saúde.
 

Causas da obesidade infantil

A obesidade infantil, um problema de saúde de incidência global, possui múltiplas causas e exige a atuação de vários profissionais de saúde, além do apoio da família. Entre os fatores que elevam os riscos estão:

  • Genética e histórico familiar;
  • Consumo elevado de alimentos ultraprocessados, incluindo aqueles com alto teor de açúcar;
  • Sedentarismo e excesso de tempo de tela;
  • Falta de atividades físicas e ao ar livre;
  • Ansiedade.

Para a médica Maria Inês, o diagnóstico precoce e o tratamento integrado são fundamentais para prevenir e controlar a obesidade infantil e suas complicações, uma vez que a doença pode ser tratada e até mesmo evitada. “Com o apoio de profissionais especializados, como endocrinologistas pediátricos, e o envolvimento da família, é possível adotar um estilo de vida saudável e evitar complicações de saúde no futuro”, conclui.


Posts mais acessados