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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Os segredos por trás da vacina: como garantir sua eficácia na proteção contra a dengue?

Divulgação
Microsoft Bing
Conservação, transporte correto, manuseio adequado e aplicação; Grupo Polar referência em cadeia fria, explica o processo


A temporada de dengue está chegando ao Brasil, marcada por altas temperaturas e chuvas intensas, criando um ambiente propício para a proliferação do mosquito transmissor. Em 2024, o Brasil bateu o recorde de casos e mortes da doença: de acordo com dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, até 28 de dezembro, o país registrou 6.652.053 casos da doença. Foram confirmadas 6.022 mortes e 902 óbitos ainda estão em investigação. 

Diante desse cenário, a expectativa em torno da vacina Qdenga®* é grande, mas o receio de que a doença se espalhe rapidamente, como aconteceu no ano anterior, também cresce. Mas para que a imunização auxilie no combate, a conservação e o manuseio adequado das vacinas são fundamentais.
 

Você sabia que uma simples variação de temperatura pode comprometer completamente a estabilidade de uma vacina? 

Isso ocorre porque muitas vacinas, como a Qdenga®, são liofilizadas – ou seja, vêm em pó e precisam ser misturadas com um diluente antes da aplicação. De acordo com a bula, a vacina deve ser conservada sob refrigeração entre 2°C e 8°C. “Após o preparo, a solução reconstituída com o diluente deve ser utilizada imediatamente. Se isto não for possível, deve ser utilizada dentro de 2 horas. Após esse período, a vacina deve ser descartada. Não a devolva à geladeira”, ressalta a instrução. “Esse rigor é necessário para garantir segurança e eficácia”, explica a farmacêutica e gerente comercial do Grupo Polar, Viviane Aquino. 

Outro ponto importante refere-se ao transporte. A vacinação domiciliar, por exemplo, é uma opção prática e confortável para muitas famílias, no entanto, o imunizante deve ser transportado em uma embalagem qualificada, como caixas térmicas de alta tecnologia, que mantêm a temperatura ideal e evitam as chamadas “excursões térmicas” – variações que podem tornar a vacina ineficaz. 

A tecnologia aqui é um aliado poderoso, mas o cuidado humano também é essencial. A reconstituição da vacina só deve ser feita no momento exato da aplicação. Isso evita que o produto perca estabilidade antes de ser administrado, garantindo que a proteção contra a dengue seja completa. 

“Quando o ambiente de vacinação é em casa, ele precisa ser preparado como se fosse uma pequena sala de imunização: limpo, livre de contaminação, com materiais descartáveis e – é claro – com a presença de um profissional capacitado. É ele quem garante a reconstituição e aplicação corretas, seguindo as orientações do fabricante. Além disso, a aplicação da Qdenga® é subcutânea, o que exige habilidade técnica para escolher o local correto e administrar a dose com precisão”, explica Viviane.
 

Já parou para pensar no impacto de um manuseio inadequado? 

Se o transporte, armazenamento, reconstituição ou aplicação forem feitos de maneira errada, toda a eficácia da vacina pode ser comprometida, deixando o paciente vulnerável à dengue – e o pior: sem possibilidade de refazer o processo. Isso torna o cumprimento das recomendações ainda mais importante. 

A farmacêutica aponta que se seguir as orientações de conservação não apenas evita desperdícios, mas também assegura o uso racional de recursos. “É fascinante pensar que cada dose passa por uma cadeia de cuidados tão rigorosa antes de ser aplicada. Desde sua fabricação até o descarte de doses não utilizadas, tudo é pensado para garantir que ela chegue ao paciente em sua forma mais eficaz”, esclarece.
 

Qdenga® - vacina produzida pelo laboratório Takeda Pharma protege contra os quatro sorotipos do vírus (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4). A Qdenga está disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, sendo distribuída gratuitamente para jovens de 10 a 14 anos.

 

Grupo Polar


Janeiro branco faz alerta para a saúde mental

Iniciada em 2014, na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, a campanha janeiro branco tem como objetivo promover a conscientização sobre a importância do bem-estar e da saúde mental. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com algum tipo de transtorno mental. Número alarmante que traz preocupação. 

Ao longo de 2023, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 11.502 internações relacionadas à autodepreciação, o que representa uma média diária de 31 casos. Em 2024, uma pesquisa realizada pelo Calendário da Saúde, apontou que 45% dos entrevistados mencionaram sofrer de ansiedade, com uma maior prevalência entre mulheres (55%) e jovens de 18 a 24 anos (65%).  

Uma pesquisa comandada pela CAUSE, em parceria com o Instituto de Pesquisa IDEIA e PiniOn, para a maioria dos brasileiros, a ansiedade foi a palavra do ano de 2024. Segundo a CEO do Instituto de Pesquisa IDEIA, Cila Schulman, “a ansiedade no Brasil de 2024 não é apenas uma questão individual; ela está ligada a um contexto social mais amplo. As pressões do cotidiano moderno, o impacto das redes sociais e o ritmo acelerado de mudanças geram um ambiente de sobrecarga emocional e mental”. 

Há diversos transtornos mentais no mundo, e na maioria das vezes são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e comportamentos anormais, que também podem afetar as relações com outras pessoas. Mas, existem estratégias eficientes para a prevenção de transtornos mentais como a depressão. São vários tratamentos eficazes para os transtornos mentais e maneiras de aliviar o sofrimento causado por eles. Um deles, é o uso da cetamina.  

Aprovada pelo FDA, em 2019, para uso no tratamento de depressões severas e resistentes, a cetamina mostra-se como uma das alternativas promissoras contra o transtorno depressivo maior (TDM), a depressão resistente ao tratamento (DRT), especialmente quando há ideação suicida. Conhecida por sua ação rápida, o tratamento exige uma avaliação cuidadosa e monitorada, devido às contraindicações. Estudos apontam que em torno de 70% dos pacientes com depressão refratária, sentem uma melhora na primeira sessão de infusão do anestésico. 

A droga é um antagonista do receptor glutamatérgico N-metil-d-aspartato (NMDA), que foi proposto para contribuir com sua eficácia antidepressiva. No entanto, ela tem uma série de efeitos complexos em processos centrais e sistêmicos mais amplos que foram propostos para formar os fundamentos biológicos do TDM. 

É o primeiro exemplar de um antidepressivo de ação rápida com eficácia para sintomas resistentes ao tratamento de transtornos de humor. Sua descoberta surgiu de uma reconceitualização da biologia da depressão. Insights neurobiológicos sobre a eficácia da cetamina lançam nova luz sobre os mecanismos subjacentes à eficácia antidepressiva. 

Os efeitos antidepressivos rápidos, profundos e sustentáveis ​​da cetamina parecem prontos para transformar o tratamento da depressão, enquanto os mecanismos pelos quais ela pode funcionar estão derrubando a sabedoria popular sobre a neurobiologia subjacente.

  

Leonardo Boni - médico anestesista, diretor da Anescorp - Anestesia e Terapia Infusional, parceira da WMC+


Caso Ana Hickmann: Entenda a Pensão Compensatória que a apresentadora foi condenada a pagar ao ex-marido

 Essa modalidade de pensão vai além do sustento e busca restabelecer o equilíbrio financeiro entre ex-cônjuges após o divórcio. O advogado Lucas Costa explica como funciona e em quais casos é aplicada 

 

Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo trouxe à tona um conceito pouco conhecido no Direito de Família: a Pensão Compensatória. Ana Hickmann foi condenada a pagar R$ 15 mil mensais ao ex-marido Alexandre Correa, uma medida que busca reequilibrar financeiramente os ex-cônjuges após o divórcio.

Mas o que são alimentos compensatórios? Por que são diferentes da pensão alimentícia tradicional? Lucas Costa, advogado especializado em Direito de Família e fundador do "Escritório para Mães" (@escritorioparamaes), explica como esse tipo de pensão funciona e quando é aplicado.


O que são alimentos compensatórios?

Diferente da pensão alimentícia voltada à subsistência, os alimentos compensatórios têm um objetivo específico: restaurar o equilíbrio econômico entre as partes após o fim do casamento. Segundo Lucas Costa, essa modalidade é aplicada quando há uma disparidade patrimonial significativa causada pela separação.

“Não se trata de custear necessidades básicas, mas de compensar o cônjuge que ficou em desvantagem econômica devido ao divórcio. Isso é especialmente relevante quando o patrimônio foi construído em conjunto, mas ficou sob administração exclusiva de uma das partes”, explica Lucas.

No caso de Ana Hickmann, a decisão levou em conta que Alexandre foi afastado da administração das empresas que dividia com a apresentadora, sua principal fonte de renda durante o casamento. Embora o patrimônio tenha sido majoritariamente gerado pela imagem e sucesso de Ana, o tribunal reconheceu a participação ativa de Alexandre na gestão, justificando a necessidade de compensação financeira.

Por que a pensão foi aplicada neste caso?

Lucas exemplifica a lógica por trás dessa modalidade: “Imagine um casal que possui uma empresa conjunta. Após o divórcio, essa empresa permanece sob a administração de um dos cônjuges. O outro, que dependia dessa fonte de renda, pode requerer alimentos compensatórios enquanto reestrutura sua vida financeira”.

Foi exatamente essa lógica que embasou a decisão no caso de Ana e Alexandre. A justiça avaliou que Alexandre contribuiu ativamente para os negócios do casal e que seu afastamento gerou um desequilíbrio patrimonial que precisa ser temporariamente corrigido.


Diferenças entre pensão alimentícia e compensatória

Muitas pessoas confundem esses conceitos, mas Lucas esclarece: “A pensão alimentícia visa garantir a subsistência de quem depende financeiramente do ex-cônjuge, como filhos menores ou um cônjuge comprovadamente dependente. Já os alimentos compensatórios não têm relação direta com sustento, mas com a compensação pelo desequilíbrio econômico gerado pelo fim do casamento”.

No caso de Ana Hickmann, o valor de R$ 15 mil foi estipulado como provisório e será mantido até que haja uma decisão final no processo. Essa quantia reflete o entendimento judicial de que o afastamento de Alexandre das empresas representou uma perda econômica significativa para ele.


Quando os alimentos compensatórios são aplicados?

Lucas aponta os principais cenários em que esse tipo de pensão costuma ser concedido:

· Patrimônio construído em conjunto: Mesmo que um dos cônjuges não tenha sido responsável direto pelo trabalho que gerou o patrimônio, sua contribuição indireta (gestão, apoio, administração) é considerada.

· Desequilíbrio econômico significativo: Quando o patrimônio ou negócio conjunto é a principal fonte de renda de ambos e a divisão favorece uma das partes.

· Exclusividade na administração dos bens: Quando um dos cônjuges é afastado da gestão de bens ou empresas compartilhadas.

“A compensação é uma forma de equilibrar temporariamente as consequências econômicas do divórcio”, destaca Lucas.


Uma decisão que gera debates

A decisão que condenou Ana Hickmann a pagar alimentos compensatórios reacendeu discussões sobre desigualdades econômicas nos divórcios, especialmente em casamentos de longa duração. Para Lucas Costa, esses casos mostram como o Direito de Família busca corrigir situações em que um dos cônjuges fica em posição financeira fragilizada.

“É importante lembrar que os alimentos compensatórios não são permanentes. Eles duram até que o beneficiário consiga se reestruturar economicamente ou até que o patrimônio seja devidamente dividido no processo judicial”, explica Lucas.

Alexandre também foi condenado a pagar uma pensão alimentícia de R$ 4.500 para o filho do casal, Alezinho. Esse equilíbrio financeiro reforça o papel da Justiça em proteger as partes envolvidas, sempre buscando minimizar os impactos da separação.

 

Lucas Costa - Advogado, formado pelo Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA), com pós-graduação em direito processual civil pela Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDCONST). Por dois anos foi membro do grupo de pesquisa em Direito de Família da UNICURITIBA. Foi membro do Grupo Permanente de Discussão da OAB/PR na área de Planejamento Sucessório. É membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). Tem nove anos de experiência na defesa de mulheres em ações envolvendo violência doméstica e nas áreas de família e sucessões. Possui escritório físico há seis anos na cidade de Curitiba/PR, atendendo em todo o Brasil.

 

Ibmec oferece oportunidade de estudar com até 100% de bolsa em 2025

Vagas são oferecidas por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) realizado em 2024


O Ibmec começa o ano de 2025 oferecendo a oportunidade de ingresso na instituição com até 100% de bolsa, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e avaliação dos alunos de alta performance. A partir da divulgação do resultado do ENEM de 2024 pelo MEC, que será na próxima segunda-feira (13), os interessados já podem concorrer às bolsas, desde que tenham atingido pontuação mínima de 650 pontos e estejam inscritos na forma de ingresso Enem em Graduação 2025.1.

A seleção, que tem a denominação de Bolsa Mérito Enem, é composta por duas etapas: a primeira, que avalia a nota obtida pelo candidato no ENEM; e a segunda, que considera suas habilidades socioemocionais em uma dinâmica de grupo.

As vagas estão disponíveis para as unidades do Ibmec em Belo Horizonte, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre as opções de curso estão Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Ciências de Dados e IA, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Direito, Engenharia Civil, Engenharia da Computação, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia de Software e Relações Internacionais.

Os candidatos que não alcançarem a nota exigida para bolsa via Enem, mas que atingirem o mínimo de 550 pontos também podem se inscrever para outras vagas disponíveis na instituição. Além desta oportunidade, o Ibmec oferece outras modalidades de bolsas com base em critérios e condições específicas. As inscrições para a Bolsa Mérito Enem devem ser feitas no site www.ibmec.br/selecao até 15/01 e para as outras vagas até o dia 31 de março.

O diretor Nacional do Ibmec, Reginaldo Nogueira, destaca que a seleção dos candidatos à bolsa mérito com base na nota do ENEM será focada em alunos com desempenho de excelência. ”Buscamos talentos de alto nível, por isso aumentamos a nota mínima de corte para 650 pontos. Assim, quanto maior a nota, melhor posicionado estará o candidato na seleção”, diz.

Nogueira destaca ainda a importância do trabalho de acompanhamento dos bolsistas pela equipe do CASA, a Coordenadoria de Apoio e Suporte ao Aluno do Ibmec. "A aprovação no vestibular é apenas o primeiro passo na jornada do aluno em uma nova fase de vida. Por isso, o acompanhamento de nossa equipe de profissionais faz toda a diferença, não só para esclarecer dúvidas técnicas ou burocráticas sobre a seleção, mas também para oferecer o suporte necessário para que os jovens se adaptem a esse novo ciclo desde o apoio emocional até o desenvolvimento de sua carreira", afirma.

Com mais de 50 anos de história, a instituição oferece 14 cursos de graduação em Exatas, Humanas e Tecnológicas em suas unidades. Todos os cursos contam com trilhas de tecnologia desde o primeiro semestre, para que os alunos desenvolvam uma visão holística em suas áreas com a ajuda de ferramentas como análise de dados.
  

BOLETIM DAS RODOVIAS

Anhanguera com interdição no sentido capital


Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta sexta-feira (10). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Tráfego normal no sentido litoral da Rodovia Anchieta (SP-150). O motorista que segue em direção à capital, encontra congestionamento do km 13 ao km 10. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160) tem tráfego normal no sentido capital e congestionamento no sentido litoral, do km 40 ao km 43.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal no sentido interior da Rodovia Anhanguera (SP-330). No sentido capital, há interdição no km 409+608. Já na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) sentido interior, o tráfego é normal. Sentido capital, há lentidão do km 15 ao km 13+360.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Na Rodovia Raposo Tavares (SP-270) há lentidão no sentido interior do km 36+400 ao km 37+400. No sentido capital, o tráfego é normal. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), o tráfego é normal sentido capital, mas no sentido interior, há lentidão do km 20 ao km 24.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta lentidão do km 22 ao km 17 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


São Bernardo tem 20 crianças e adolescentes à espera de apadrinhamento afetivo

Freepik

Projeto Fênix recebe inscrições até 19/2 para quem deseja oferecer convivência familiar e comunitária a menores 

 

Em uma iniciativa que une amor, dedicação e compromisso, o Projeto Fênix, da ONG Ficar de Bem, vem transformando a vida de crianças e jovens em situação de acolhimento no Grande ABC. Criado em 2016, o projeto tem como principal objetivo promover o apadrinhamento afetivo, proporcionando convivência familiar e comunitária para menores de 6 a 18 anos que vivem sob a proteção do Estado. Atualmente, 20 crianças e adolescentes aguardam na fila para serem apadrinhadas na cidade de São Bernardo do Campo.

Desde o início, o Projeto Fênix conta com o apoio da organização alemã KNH (Kindernothilfe), que tem como missão global apoiar crianças e jovens vulneráveis por meio de projetos sustentáveis e educacionais. A KNH oferece suporte financeiro em ciclos de cinco anos, e essa é a segunda vez que o Fênix recebe esse apoio. A primeira etapa ocorreu entre 2016 e 2021, formando 20 padrinhos, a segunda, em vigor, teve início em março de 2021, com previsão de duração até março de 2026.

A base do projeto é respaldada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especificamente no artigo 19-B, que estabelece a importância do fortalecimento de laços comunitários e afetivos para crianças e adolescentes em situação de acolhimento. “O apadrinhamento afetivo é uma forma de oferecer uma experiência rica de convivência, amor e aprendizado para crianças e jovens que, por diversas razões, não podem retornar às suas famílias de origem”, afirma Ariane Bravin, psicóloga e coordenadora de projetos da ONG Ficar de Bem.

Os interessados em apadrinhar precisam atender a alguns requisitos. Não estar inscritos na lista de adoção é um critério fundamental, assim como demonstrar estabilidade emocional e familiar. A avaliação não prioriza condição financeira, mas sim a capacidade de oferecer um ambiente acolhedor e seguro. “O objetivo é garantir que o padrinho ou madrinha esteja preparado para estabelecer um vínculo afetivo sólido, sem criar falsas expectativas para a criança ou jovem”, explica Ariane.

Para se tornar um padrinho ou madrinha, é necessário cumprir requisitos adicionais: ter idade mínima de 25 anos e uma diferença de idade mínima de 14 anos para o afilhado, residir em São Bernardo do Campo e não ser técnico, educador ou outro profissional diretamente envolvido com o acolhido. Além disso, pessoas do círculo comunitário ou amigos da criança e do adolescente também devem passar pelos processos de cadastro e avaliação.

O processo de apadrinhamento inclui entrevistas individuais, visitas domiciliares e treinamentos específicos que abordam temas como desenvolvimento infantojuvenil, formação de vínculos afetivos e expectativas reais sobre a convivência. Uma palestra com uma defensora pública também faz parte do programa, esclarecendo direitos e deveres envolvidos. O processo de preparação tem duração aproximada de três meses e inclui a entrega de documentos, como cópias de RG, CPF, comprovante de residência e certidão negativa de antecedentes criminais.

Para as crianças, também há um preparo especial. Elas participam de oficinas que explicam o processo, permitindo que compreendam que o apadrinhamento não é adoção, mas uma forma de criar uma relação afetiva positiva e duradoura.

O apadrinhamento começa com encontros mensais entre a criança e a família madrinha, com a esperança de que essa convivência se torne mais frequente ao longo do tempo. O processo completo, desde a inscrição até a primeira noite da criança na casa do padrinho, leva cerca de seis meses. “Apesar da burocracia, cada etapa é pensada para garantir a segurança emocional e física tanto da criança quanto da família”, reforça Ariane.

As inscrições para o apadrinhamento estão abertas até o dia 19 de fevereiro. Para quem deseja conhecer melhor o projeto, serão realizadas cinco reuniões informativas nas seguintes datas: 4 de fevereiro, às 10h (presencial), 6 de fevereiro, às 20h (online), 12 de fevereiro, às 18h (presencial), 15 de fevereiro, às 10h (presencial) e 20 de fevereiro, às 20h (online). As reuniões presenciais acontecem na sede do projeto em Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo.

Mais informações e a inscrição podem ser obtidas na ONG Ficar de Bem: https://ficardebem.org.br/ ou pelo WhatsApp: 99862-4355

 

Nova versão de malware ressurge usando código do antivírus da Apple

Shutterstock
Nova versão do Banshee Stealer contorna proteções de antivírus e ameaça mais de 100 milhões de usuários do sistema operacional macOS

 

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças Check Point Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), pioneira e líder global em soluções de segurança cibernética, descobriu uma nova versão e ainda mais oculta do Banshee Stealer para macOS, inicialmente relatada no final de 2024. Uma das inovações observadas na versão mais recente deste malware de roubo de informações (infostealer) foi a introdução de criptografia de sequência de caracteres (strings), retirada do XProtect da Apple. Isso provavelmente fez com que os sistemas de detecção de antivírus ignorassem o malware, tornando-o uma ameaça mais potente para os usuários. 

Embora o código-fonte do Banshee Stealer tenha vazado em novembro de 2024 e sua operação tenha sido oficialmente encerrada, os pesquisadores da CPR identificaram campanhas ativas distribuindo o malware por meio de sites de phishing. Para agravar a ameaça, uma nova versão do Banshee foi detectada, com capacidade de roubar dados sensíveis e informações de carteiras de criptomoedas de usuários de macOS. 

Com o aumento da popularidade dos dispositivos macOS, que hoje contam com um número de usuários de macOS ultrapassando 100 milhões, eles estão se tornando alvos prioritários para cibercriminosos. O aumento de ameaças sofisticadas como o Banshee macOS Stealer destaca a importância de atenção redobrada e medidas proativas de segurança cibernética. 

Essa descoberta destaca o perigo contínuo de malwares cujo código foi vazado, que continuam alimentando ataques cibernéticos mesmo após o encerramento oficial de suas operações. À medida que cresce o uso de carteiras de criptomoedas em dispositivos macOS, torna-se ainda mais crucial que os usuários adotem medidas proativas de cibersegurança. Embora o XProtect forneça uma defesa valiosa, a sofisticação crescente dos malwares exige maior vigilância e camadas adicionais de segurança para proteger contra ameaças emergentes. 

O malware Banshee Stealer tem como alvo uma ampla gama de dados pessoais, expondo dados críticos e incluindo credenciais de carteiras de criptomoedas. As carteiras populares em dispositivos macOS, como Trust Wallet, MetaMask e Coinbase Wallet, estão entre os principais alvos. De acordo com um relatório da Dune Analytics, a Trust Wallet conta com cerca de 170 milhões de usuários em todo o mundo, com aproximadamente 2,5 milhões de novos usuários a cada mês. 

Além do perigo da ciberameaça, há o impacto para as empresas, as quais devem reconhecer os riscos mais amplos representados pelo malware moderno, incluindo violações de dados dispendiosas que comprometem informações confidenciais e prejudicam reputações, ataques direcionados a carteiras de criptomoedas que ameaçam ativos digitais e interrupções operacionais causadas por malware oculto que evita a detecção e causa danos a longo prazo antes de ser identificado.

 

Como o Banshee Stealer opera 

A funcionalidade do Banshee Stealer revela uma sofisticação por trás dos malwares modernos. Uma vez instalado, este malware: 

- Rouba dados do sistema: Alvo de navegadores como Chrome, Brave, Edge e Vivaldi, além de extensões de navegador para carteiras de criptomoedas. Explora uma extensão de autenticação em dois fatores (2FA) para capturar credenciais sensíveis. Também coleta detalhes de software e hardware, endereços IP externos e senhas do macOS. 

- Engana os usuários: Utiliza pop-ups convincentes que se parecem com prompts legítimos do sistema para enganar os usuários e induzi-los a inserir suas senhas do macOS. 

- Evita detecção: Emprega técnicas contra análises para escapar de ferramentas de depuração e mecanismos de antivírus. 

- Exfiltra dados: Envia as informações roubadas para servidores de comando e controle por meio de arquivos criptografados e codificados.

Painel de login do Banshee

Os pesquisadores da Check Point Software verificaram ainda que uma das mudanças significativas na versão mais recente do Banshee Stealer foi a remoção da verificação de idioma russo. Antes, o malware encerrava suas operações ao detectar configurações de idioma russo. Essa alteração indica uma mudança notável na estratégia de direcionamento, sugerindo que o malware agora está sendo utilizado por novos agentes de ameaça que não têm preocupação em atingir usuários russos. Diferentemente dos operadores originais, que evitavam deliberadamente alvos na Rússia, esses novos grupos parecem não ter restrições geográficas ou políticas, ampliando ainda mais o alcance potencial do malware e intensificando sua ameaça global. 

“O macOS está exposto a ataques assim como qualquer outro sistema operacional. Historicamente, era considerado mais seguro que o Windows, mas essa percepção está mudando gradualmente. Campanhas modernas de malware, que visam tanto usuários de macOS quanto de Windows, estão se tornando mais sofisticadas. Cibercriminosos dependem fortemente de técnicas de engenharia social, como phishing e atualizações de software falsas, para enganar os usuários e induzi-los a baixar softwares maliciosos. Esses ataques não se limitam a um único sistema operacional, pois eles exploram vulnerabilidades humanas comuns, e não as falhas específicas de plataforma”, explica Eli Smadja, gerente do Grupo de Pesquisa em Segurança da CPR.

 


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Tecnologia que ajuda ou sobrecarrega ainda mais? O desafio de acompanhar a era da IA na saúde


A tecnologia tem avançado rapidamente na área da saúde, prometendo aliviar a carga burocrática dos profissionais e melhorar a qualidade do atendimento ao paciente. Recentemente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou uma plataforma digital para emissão e validação de atestados médicos, uma iniciativa importante no combate a fraudes e na facilitação do trabalho dos médicos. Contudo, a implementação de novas tecnologias também traz desafios que merecem atenção, como a sobrecarga no dia a dia e a necessidade de adaptação constante. 

De acordo com o estudo “Clinician of the Future: Attitudes Toward AI”, realizado pela Elsevier, 31% dos profissionais de saúde globalmente e 47% nos EUA consideram deixar seus cargos nos próximos anos devido ao burnout – uma síndrome de esgotamento físico e mental causada pelo excesso de demandas e pela falta de tempo. 

No ambiente dos consultórios, a sobrecarga não vem apenas do volume de atendimentos, mas também da quantidade de anotações, preenchimentos de prontuários e tarefas administrativas que consomem horas preciosas. O resultado? Profissionais sobrecarregados, menos tempo dedicado aos pacientes e maior risco de exaustão. 

Nesse cenário, soluções baseadas em Inteligência Artificial estão mudando a dinâmica do trabalho. Um exemplo é o Noa Notes, um assistente inteligente de anotações que automatiza o preenchimento de prontuários durante a consulta. Com o Noa, o profissional pode: reduzir drasticamente o tempo gasto com anotações manuais; focar no paciente, melhorando a qualidade do atendimento; garantir registros completos, organizados e precisos, sem esforço adicional. O Noa Notes não apenas simplifica as tarefas burocráticas, mas também devolve ao profissional o que é mais valioso: tempo e atenção para cuidar do paciente. 

Além das demandas diárias, a rápida introdução de novas tecnologias exige que os profissionais de saúde aprendam a operar ferramentas complexas, o que pode ser um desafio adicional. A pergunta que muitos fazem é: “Como aprender tudo isso sem me sobrecarregar ainda mais?” 

Uma dica prática é utilizar o Google AI Studio Live. Essa ferramenta gratuita permite que o usuário compartilhe sua tela em tempo real e converse com uma IA, solicitando ajuda para aprender sobre sistemas novos ou ferramentas em uso. A IA, que funciona em português, oferece um suporte quase imediato, facilitando o processo de aprendizado sem a necessidade de treinamentos extensos ou demorados.

Imagine usar o Noa Notes pela primeira vez, com o Google AI Studio Live você pode pedir ajuda passo a passo para entender a ferramenta e otimizar seu uso, reduzindo a curva de aprendizado. 

A inteligência artificial, com soluções como o Noa Notes, tem o potencial de transformar o cenário da saúde ao reduzir a sobrecarga administrativa e devolver o foco ao atendimento humanizado. Quando aliada a ferramentas práticas de aprendizado, como o Google AI Studio Live, a IA deixa de ser uma fonte de estresse e se torna uma aliada essencial na rotina dos profissionais. 

O objetivo final deve ser sempre proporcionar um atendimento de qualidade e centrado no paciente. E, para isso, é fundamental que a tecnologia seja intuitiva, eficiente e verdadeiramente funcional, ajudando o profissional de saúde a ter mais tempo para aquilo que realmente importa: cuidar das pessoas.

 


Felipe Locatelli - Gerente de Projetos Estratégicos de IA na Doctoralia, maior plataforma de saúde do mundo.


Vai começar o Big Brother... da Receita Federal


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 Consultório da fama

Janeiro chegou, e com ele a expectativa pelo início de mais uma temporada do Big Brother Brasil. Milhões de brasileiros estão prontos para acompanhar as intrigas, estratégias e movimentos dos confinados em uma casa cheia de câmeras. Mas o que muitos talvez não saibam é que, enquanto isso, um outro tipo de "Big Brother" já está em andamento — não na televisão, mas nos bastidores da fiscalização tributária brasileira. Com o aprimoramento do e-Financeira, a Receita Federal está transformando o sistema tributário em um verdadeiro reality show das finanças.

Se na casa mais vigiada do Brasil as câmeras captam cada detalhe da rotina dos participantes, no "Big Brother da Receita", o olhar atento está voltado para cada movimentação financeira dos contribuintes. E com a ampliação do leque de informações coletadas, incluindo agora os dados de transações realizadas via Pix, a Receita Federal intensifica sua presença como "diretor" desse reality invisível, onde a edição pode levar empresários e microempreendedores ao "paredão" da malha fina. 

Prepare-se para entender como funciona esse reality fiscal, quais são as regras do jogo, e como empresários e MEIs podem evitar a eliminação. Afinal, no "Big Brother da Receita", jogar dentro das regras não é apenas uma escolha — é uma questão de sobrevivência financeira.

 

O que é o e-Financeira? 

Instituído em 2015, o e-Financeira é um sistema pelo qual instituições financeiras reportam à Receita Federal informações detalhadas sobre as transações de seus clientes. Anteriormente, esse compartilhamento de dados já ocorria, mas a partir de janeiro de 2025, o leque de informações será ampliado, incluindo: 

·         Transações via Pix: O meio de pagamento instantâneo que conquistou o país agora está sob o radar do fisco.

·         Operações com cartões de crédito: Dados que antes eram coletados pela Declaração de Operações com Cartão de Crédito (Decred) serão incorporados ao e-Financeira, com a Decred sendo descontinuada a partir de janeiro de 2025.

·         Instituições de pagamento: Fintechs e outras plataformas de pagamento digital também passam a ser obrigadas a reportar informações.

 

Impacto nos empresários e MEIs

 

Assim como no BBB, onde os participantes são constantemente observados, empresários e, em especial, os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem estar atentos às suas movimentações financeiras. A Receita Federal tem intensificado a fiscalização, e aqueles que não regularizam suas pendências podem enfrentar consequências sérias, como a exclusão do Simples Nacional.

 

Em outubro de 2024, a Receita notificou mais de 1,8 milhão de devedores do Simples Nacional, incluindo aproximadamente 1,21 milhão de MEIs com pendências fiscais. Esses contribuintes foram alertados sobre a necessidade de regularização para evitar a exclusão do regime a partir de 1º de janeiro de 2025.

 

A exclusão do Simples Nacional implica na perda de benefícios tributários e na obrigatoriedade de cumprir obrigações fiscais mais complexas, como a apuração de impostos pelo lucro real ou presumido. Além disso, o CNPJ do MEI pode ser tornado inapto, impossibilitando a emissão de notas fiscais e resultando no cancelamento de alvarás.

 


Lições do BBB para o mundo dos negócios

 

1.   Transparência total: No BBB, não há como esconder as ações; no mundo fiscal, a transparência é igualmente crucial. Mantenha suas obrigações fiscais em dia para evitar surpresas desagradáveis.

2.   Jogo em equipe: Assim como alianças são formadas no reality, contar com uma equipe contábil competente é essencial para navegar pelas complexidades fiscais.

3.   Evite o "paredão": No BBB, o paredão é temido; no universo empresarial, cair na malha fina da Receita pode ser igualmente preocupante. Regularize suas pendências e mantenha-se informado sobre as obrigações fiscais.

 

Enquanto milhões acompanham o Big Brother Brasil, a Receita Federal conduz seu próprio "reality show" fiscal, ampliando o monitoramento sobre as transações financeiras. Empresários e MEIs devem estar atentos às suas obrigações para não serem "eliminados" do jogo tributário.

 

Lembre-se: no Big Brother da Receita, o público não vota, mas as consequências são reais.

 

 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou recentemente o livro ‘A Verdade Sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia’, um guia prático e acessível para quem deseja alcançar a estabilidade financeira sem fórmulas mágicas ou promessas de enriquecimento fácil. O livro está disponível em versão física pela Amazon e versão digital pelo Google Play.

Versão Física (Amazon): https://www.amazon.com.br/dp/6501162408/ref=sr_1_2?m=A2S15SF5QO6JFU

Versão Digital (Google Play): https://play.google.com/store/books/details?id=2y4mEQAAQBAJ

Instagram: @andrecharone


Agricultores: protagonistas da gestão hídrica frente às mudanças climática

Os agricultores se destacam como atores-chave, não apenas porque são responsáveis pela produção de alimentos, mas porque têm o potencial de liderar uma mudança significativa na gestão de um recurso cada vez mais escasso.

Segundo dados globais, 70% da água disponível é destinada à agricultura. No México, esse percentual ultrapassa 80% em algumas regiões do norte, onde a implementação limitada de tecnologias de irrigação eficiente contribui para um desperdício de até 40%.

O setor que mais consome água no Brasil é a agricultura. Segundo o Relatório da Conjuntura de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), 50,5% do volume total de água usado no país é destinado à agricultura, principalmente na irrigação com a principal finalidade de complementar o regime de chuvas na produção agrícola.

Em resposta a essa realidade, a Kilimo, uma climatech latino-americana, trabalha diretamente com agricultores, comunidades locais e empresas para transformar as práticas de gestão hídrica nos territórios, adaptando-se às particularidades de cada região e utilizando a tecnologia como aliada para enfrentar esses desafios.


O que significa trabalhar nos territórios?

"Para nós, a territorialidade não é apenas um conceito; é um compromisso ativo com cada bacia e comunidade agrícola. Significa entender as realidades dos agricultores, seus desafios e sua relação com a água para transformar paradigmas", explica Jairo Trad, CEO e cofundador da Kilimo.

Os agricultores são os primeiros a experimentar as consequências da crise hídrica. Sem um manejo adequado da água, suas culturas e comunidades enfrentam enormes riscos. Reconhecê-los como aliados fundamentais na busca por soluções é essencial para avançar rumo a uma segurança hídrica sustentável. Este enfoque também inclui a participação de empresas comprometidas, criando um modelo de colaboração que amplifica o impacto positivo nas bacias.


Inovação para a gestão eficiente da água

A estratégia nos territórios se baseia em três pilares principais que combinam conhecimento local e ferramentas tecnológicas. A conversão da irrigação impulsiona a adoção de sistemas mais eficientes, reduzindo significativamente o desperdício de água. Através de ferramentas baseadas em dados, o modelo de Gestão de Irrigação permite monitorar em tempo real as necessidades hídricas das culturas e oferece recomendações práticas e personalizadas. Por sua vez, a agricultura regenerativa promove práticas que restauram a saúde do solo, aumentam sua capacidade de retenção de água e fortalecem a resiliência climática.

Essas ações integram a tecnologia com um enfoque territorial para garantir que as soluções não apenas otimizem o uso da água, mas também se adaptem às particularidades de cada bacia. Isso assegura resultados mensuráveis que beneficiem tanto as comunidades agrícolas quanto o meio ambiente.

Agir nos territórios oferece oportunidades. Este enfoque permite entender em profundidade as particularidades de cada região e trabalhar diretamente com os agricultores para implementar tecnologias e soluções que realmente respondam às suas necessidades.

Além dos resultados técnicos, essas ações geram um impacto social significativo, fortalecendo o senso de pertencimento das comunidades e posicionando os agricultores como protagonistas na busca pela segurança hídrica.

Para alcançar a segurança hídrica, é preciso trabalhar em equipe. A segurança hídrica é um desafio que exige um enfoque colaborativo. Investir na agricultura local, território por território, não só é benéfico para o meio ambiente, mas também fortalece as comunidades e garante o acesso a recursos hídricos para as gerações futuras.


Como identificar sorteios ilegais, participar e realizar promoções seguras

Nesse período de férias, a internet se enche de promoções, sorteios e rifas. No entanto, muitos desses sorteios são ilegais e podem levar a penalidades tanto para quem organiza quanto para quem participa. A ApliCap, empresa referência no mercado de capitalização desde 2011, traz informações essenciais para que consumidores e empresas evitem irregularidades e possam participar de ações legalizadas e seguras.

 

Rifas ilegais vs. sorteios legalizados

De acordo com Marcio Fritsch, diretor da ApliCap, a legislação brasileira proíbe rifas, mas permite a realização de sorteios regulamentados por meio de títulos de capitalização. Esses títulos, especialmente os da modalidade Filantropia Premiável, possibilitam que sorteios beneficiem entidades filantrópicas, como as APAEs, e ocorram em total conformidade com a lei. 

É possível a realização de sorteios de ações virtuais em total conformidade com a lei, a partir da formalização de um título de capitalização. Esse tipo de sorteio ocorre por meio de uma sociedade de capitalização”, explica Marcio Fritsch.

 

Dicas para identificar sorteios legais 

Para garantir que um sorteio é legalizado e seguro, é essencial observar os seguintes pontos: 

  1. Número do Processo Susep: Verifique se a ação possui registro junto à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que pode ser consultado no site oficial da autarquia.
  2. Sociedade de Capitalização: Confira se os títulos são emitidos por uma sociedade de capitalização autorizada pela SUSEP.
  3. Entidade Filantrópica: Em sorteios de filantropia premiável, verifique qual entidade será beneficiada pela ação. 

Para que o consumidor tenha maior segurança para participar desses sorteios, é necessário verificar se a ação está vinculada a uma Sociedade de Capitalização e a uma Entidade Filantrópica, se possui o registro junto à Susep e se apresenta as condições gerais do título de capitalização de forma clara e detalhada”, reforça Fritsch.

 

Como realizar uma ação legalizada

 Empresas e influenciadores que desejam realizar sorteios de forma legal devem seguir os seguintes passos: 

  1. Parceria com uma Sociedade de Capitalização autorizada pela SUSEP.
  2. Desenvolvimento do Regulamento: A sociedade de capitalização elabora o regulamento e registra a ação junto à SUSEP.
  3. Operacionalização da Ação: A sociedade de capitalização se responsabiliza por emitir os números dos sorteios, apurar os resultados, pagar os premiados e repassar as doações às entidades filantrópicas. 

A forma legalizada mais usual de operar sorteios online acontece através da estruturação de um título de capitalização da modalidade Filantropia Premiável. A sociedade de capitalização cuida de todas as etapas, garantindo conformidade e segurança para todos os envolvidos”, destaca o diretor da ApliCap.

 

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