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sábado, 9 de novembro de 2024

A doença da abundância


Pertencente ao final da chamada geração "baby boomer" (1946-1964), vivi em um tempo de poucas ou quase nenhuma opção. Os que, como eu, nasceram a partir de 1960, enfrentaram um período desafiador. Durante a infância e parte da juventude, a energia elétrica era escassa e muitos cresceram sem televisão, geladeira ou telefone. O transporte era extremamente limitado e viagens de 100 km podiam levar dias. A escola pública seguia um modelo meritocrático e excludente: quem não aprendia era retirado e enviado ao trabalho. Em pouco mais de 40 anos, porém, testemunhamos uma transformação radical — hoje, vivemos em uma era de abundância.

Temos abundância de alimentos, apesar de ainda haja fome no mundo. Há uma abundância de opções de lazer, de meios de transporte e de formação profissional, especialmente nas grandes e médias cidades, mesmo diante de críticas. O que dizer dos tratamentos médicos? Sofremos muito menos dor física, cirurgias são realizadas sem grande sofrimento, e já não há necessidade de extrair dentes com tanta frequência. Conseguimos até praticamente zerar a mortalidade infantil e materna, felizmente.

A educação também se transformou. Podemos mudar de curso de graduação, abandonar uma formação e começar outra, e temos vagas nas escolas para praticamente todos. Acesso à informação e ao conhecimento é algo que nunca faltou.

Apesar de tudo isso, nossa sociedade está adoecida. A abundância não trouxe qualidade às relações interpessoais, nem à educação dos jovens. Sofremos com a deterioração da formação profissional, a falta de esforço, a impaciência, a ansiedade, a insônia e a intolerância. Nunca consumimos tantos medicamentos, seja para dormir, seja para ficar acordado ou se manter concentrado. Vivemos com medo e desconfiança. Costumo dizer que, atualmente, não confiamos nem em nossa própria mãe.

Além disso, a abundância de crédito nos levou a outro tipo de escravidão moderna. A facilidade com que acessamos crédito cria uma ilusão de liberdade financeira, enquanto muitos se afundam em dívidas que limitam, ao invés de expandir, sua liberdade real.

Suspeito que essa abundância seja a causa de tantas doenças psicológicas e emocionais. O acesso instantâneo à informação nos deixa inseguros quanto ao futuro. A enorme variedade de alimentos e bebidas nos torna cada vez mais exigentes e insatisfeitos. A vasta gama de profissões à disposição nos faz desistir diante das primeiras dificuldades, acreditando que não vale a pena se esforçar tanto.

Mas existe ainda outro tipo de escravidão, mais sutil: somos escravos de nossas próprias escolhas. Hoje, não somos mais escravos de alguém, de uma religião ou de uma causa específica, mas sim de nossas decisões e da abundância de opções à nossa volta. As inúmeras possibilidades, que deveriam nos libertar, acabam nos aprisionando em dúvidas, incertezas e expectativas inalcançáveis. A liberdade, paradoxalmente, se transforma em um fardo.

O excesso de zelo com nossos filhos cria uma geração mais exigente e egocêntrica. A "lei do menor esforço" faz com que busquemos sempre o caminho mais fácil. E a tecnologia, em vez de nos ajudar a reduzir o trabalho, nos prende ao celular, que se tornou uma ferramenta que demanda nossa atenção 24 horas por dia, sete dias por semana. Como sair desse ciclo? A minha resposta é simples: #aceitaquedoimenos.

 

Ademar Pereira - educador e presidente do Instituto Destino Brasil, e ex-presidente do Sinepe/PR.


Qual o momento ideal para o pedido de casamento?

Psicóloga explica o que realmente importa na tão sonhada decisão na vida de muitos casais

 

Recentemente, uma influenciadora digital gerou grande repercussão ao compartilhar nas redes sociais que havia estabelecido um “prazo” para o namorado fazer o pedido de casamento. Após seis anos de relacionamento, ela se preparou para o aguardado momento indo ao salão de beleza – pela quinta vez – mas, no final, se decepcionou quando o pedido não aconteceu. A história, que ultrapassou 4,5 milhões de visualizações, provocou debates entre seus seguidores sobre expectativas e o “momento certo” para esse passo tão esperado. Afinal, será que existe um momento ideal para o pedido?

Segundo a psicóloga Laís Melquíades, sexóloga e especialista em relacionamentos, não há uma regra universal para essa decisão. “A gente tende a achar que existe um momento perfeito, em que tudo vai estar impecavelmente alinhado para fazermos as escolhas certas. Mas essa espera só deixa as decisões menos leves e prazerosas, e na maioria das vezes, traz uma série de frustrações que poderiam ser evitadas”, comenta.

Para Laís, mais do que o tempo de relacionamento ou a estabilidade financeira, a decisão pelo casamento envolve fatores como comunicação e alinhamento de valores. “Conhecer bem o parceiro é ótimo, mas isso não elimina os desafios da vida a dois! No fim das contas, o que realmente conta não é o tempo de namoro, mas sim a qualidade do vínculo e a disposição para enfrentarem os obstáculos juntos”, observa.

Outro ponto relevante é a situação financeira. Embora muitos casais busquem estabilidade antes do casamento, Laís alerta sobre o risco de transformar essa busca em uma espera interminável. “O desejo por segurança é natural e importante, afinal nenhuma relação se sustenta de luz e água, mas é preciso definir limites realistas para que o planejamento financeiro não se torne uma barreira. Um casamento também é uma parceria para enfrentar momentos de incerteza juntos”.

O caso da influenciadora destaca como as redes sociais podem influenciar as expectativas dos casais. A exposição online e a comparação constante com outros relacionamentos acabam gerando uma pressão que pode dificultar decisões pessoais."As redes sociais criam a impressão de que os relacionamentos são sempre perfeitos, mas essa comparação constante pode ser uma armadilha. Casais que se influenciam por esses padrões podem acabar fazendo escolhas que não refletem a verdadeira realidade deles." alerta Laís.

Para aqueles que se sentem influenciados pelas redes, a psicóloga recomenda uma pausa para conversar sobre desejos e expectativas, distantes das pressões externas. “Cada casal tem o seu próprio ritmo, e é essencial respeitar isso.”

A psicóloga também reforça o papel da intuição na hora de perceber o momento certo para um compromisso mais sério."Muitas vezes, precisamos nos guiar por aquele sentimento lá no fundo. Mas é importante saber diferenciar uma intuição que faz sentido de uma pressão externa ou do medo de perder o parceiro."

Por fim, Laís ressalta que quanto mais alguém se sente bem consigo mesmo, mais isso reflete positivamente no relacionamento. “Quando nos amamos e estamos bem com quem somos, nossas decisões se tornam mais assertivas, especialmente quando envolvem outras pessoas. Afinal, quem ama e genuinamente, se ama em primeiro lugar.” No final das contas, um relacionamento sólido se constroi com escolhas conscientes e com o compromisso de enfrentar desafios juntos, sem a necessidade de um cenário idealizado.

 


Laís Melquíades - Laís Melquíades é psicóloga cognitivo comportamental. Terapeuta individual e de casal especialista em sexualidade e relacionamento. Palestrante e apresentadora do quadro “meu amigo perguntou”, onde aborda temas de sexualidade de forma leve e divertida, respondendo as dúvidas do público da rádio.


O farol na escuridão

O menino Carl Gustav, que um dia se tornaria o psiquiatra suíço Carl Jung, era uma criança quieta e solitária, que passava muito tempo brincando, e pensando, sem interagir com ninguém. Gostava de sentar numa pedra no quintal de sua casa, e, algumas vezes pensava com seus botões se ele era um menino encima de uma pedra, ou se ele era a pedra em que aquele menino estava sentado. Como se pudesse olhar a si mesmo de fora, como um personagem que aquela pedra via há muitos séculos passando em seu caminho. A pedra era mais antiga e representava essas coisas atemporais que temos debaixo do nariz e não damos muita importância.

Desde essa infância solitária que o pequeno Carl Gustav sentia em si duas personalidades ou, eu diria, dois centros de Consciência: a de um menino rude, desajeitado e desadaptado socialmente que frequentava a escola sem grande destaque, ou um de um ser mais antigo e sábio, conectado ao Tempo e à Eternidade. Ele batizou essa primeira personalidade de seu número 1. A outra personalidade era seu número 2.

Com o passar dos anos, o menino foi virando um jovem ainda pouco social, mas com melhor desempenho acadêmico. O seu número 1 se interessava por Ciências Naturais e Biologia. O seu número 2 apreciava a Filosofia e as grandes ideias. O seu pai era um pastor protestante pobre, frequentemente deprimido, que morreu quando ele iniciava a faculdade de Medicina. Foi com grande sacrifício e privação que o jovem Jung conseguiu concluir a faculdade. O seu número 1 queria fazer alguma especialidade clínica ou cirúrgica que iriam dar mais conforto econômico para ele e sua família restante. Mas ao perceber que a Psiquiatria daria um espaço para o número 2, conciliando a Ciência Médica com a Filosofia e seus estudos de fenômenos espíritas, muito em voga na transição do século XIX para o XX, então ele não teve dúvidas, para estranheza de professores e família. Ele iria ingressar naquela especialidade jovem e imprecisa, com pacientes crônicos e poucos recursos terapêuticos para ajudá-los. Caso o leitor não saiba, eu sou psiquiatra também, de orientação junguiana e trago em mim um sentimento muito profundo de gratidão não só por Carl Jung, mas pelos psiquiatras e estudiosos da época. Um deles, Karl Jaspers, chegou a viver dentro de um hospital psiquiátrico e descrevia, descrevia, tudo o que via para tentar entender a complexidade do sofrimento e as dificuldades de achar caminhos de tratamento para aquelas pessoas. Ainda hoje eu ouço alguém falando que “não vou ao psiquiatra porque não sou louco”. Isso se deve provavelmente a esse cenário histórico onde pouco ou nada se podia fazer pelos pacientes, que viviam institucionalizados em manicômios, um modelo que começou a ser questionado e transformado há menos de cinquenta anos.

Os pesquisadores, no tempo de Jung, descreviam com muito pormenor as funções mentais e as alterações que viam diante de seus olhos. Jung logo se interessou pelo trabalho de um neurologista vienense chamado Sigmund Freud, e deve ter sido um dos primeiros psiquiatras a aplicar na clínica as ideias de Freud, de quem se tornou grande amigo e discípulo e, alguns anos depois, dissidente e desafeto. Mas esse não é o assunto desse artigo. Jung passou a primeira metade se sua vida atendendo às demandas de sua personalidade número 1: casou com uma moça muito rica que também viraria uma analista Junguiana, Emma Jung. Teve cinco filhos e tornou-se um psiquiatra e psicoterapeuta mundialmente conhecido. Com o rompimento com Freud, passou por um período de grande isolamento e angústia, até que mergulhou dentro de si mesmo para dar à luz a seu sistema e compreensão da alma humana, a Psicologia Analítica. Pode-se dizer que ele mergulhou no seu número 2, que foi tomando uma dimensão cada vez mais profunda e importante na sua vida.

Hoje a Neurociência ajudaria muito Jung a entender o que se passava em sua mente: o número 1 é um tipo de processamento muito ligado ao lado esquerdo do nosso Cérebro: ele é organizado, objetivo e lógico, com decisões racionais e sequenciais. É uma parte do Cérebro extremamente comprometida com a nossa sobrevivência e passagem dos nossos genes adiante, de preferência em boas condições competitivas. Essa é a má notícia, gente: essa parte do Cérebro está se lixando para a nossa Felicidade: ele quer segurança e domínio de território, o resto não é prioridade.

O número 2, por sua vez, é o lado direito do Cérebro, esse sim mais afetivo, intuitivo e com capacidade de relaxamento e atenção amorosa. Esse Cérebro está mais conectado à sabedoria e à visão ampla do mundo e do tempo. As pessoas que desenvolvem, a muito custo, esse lado do Cérebro, costumam ser aquelas que conseguem enxergar o futuro no meio do barulho e da fúria de nossos medos e rancores.

Jung, na medida em que envelhecia, foi deixando para trás sua personalidade heróica e algo desagradável socialmente, seu número 1, para virar o sábio de Kusnatch, o mestre de muitas e talentosas gerações de terapeutas e curadores. O número 2 realizado.

Numa famosa entrevista do já idoso professor Jung à BBC, o repórter perguntou se ele acreditava em Deus: Jung respondeu na lata – Eu não acredito, eu sei! O “Eu Sei” é uma tradução para o “I Know”, que do Inglês pode ser entendido como Eu Sei, mas também “Eu conheço”; “Eu experimentei”. A sua personalidade número 1 foi cedendo espaço para o número 2, que experimentou a eternidade, e descobriu que ele era, na verdade, a Pedra e o menino sentado nela. Ele não precisava acreditar em Deus: ele O tinha experenciado.

Nos dias de hoje, onde o número 1 engoliu o número 2 da maioria das pessoas, temos a sensação de risco, de ameaça a nossa sobrevivência, de necessidade de acumular dinheiro e segurança, enquanto o mundo desmorona lá fora. Os terapeutas, os curadores e as pessoas de bem continuam tentando fazer a união entre esses dois lados do Cérebro, na direção de um futuro de Atenção Amorosa e Entendimento. Sei que isso, hoje, parece muito distante. Mas está aqui, dentro de todos, a semente que temos que cuidar e proteger. As pessoas que conseguiram e conseguem essa síntese do número 1 e 2 que nos habitam, servem de farol nesse mar revolto que atravessamos. Hoje em dia, mais do que nunca.

 

Marco Antonio Spinelli - médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação junguiano e autor do livro “Stress o coelho de Alice tem sempre muita pressa”



Como dispositivos de IA auxiliam pessoas com TDAH na gestão de tarefas

Para neuropsicólogo Aslan Alves, mecanismos podem ser úteis no dia a dia, mas não substituem tratamentos convencionais

 

O uso da tecnologia como um mecanismo auxiliar no tratamento de algumas doenças e transtornos já é realidade e pode trazer benefícios e qualidade de vida ao paciente. O uso da inteligência artificial no apoio a pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), por exemplo, pode ser interessante na criação de rotinas, mas não substitui a necessidade de um tratamento convencional. 

O tema foi debatido em um evento organizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com a Amazon, em São Paulo. Durante o evento, foi apresentado como o dispositivo virtual Alexa vem sendo usado na criação de rotinas, gerenciamento do tempo e no combate à procrastinação por pessoas com TDAH. 

O neuropsicólogo Aslan Alves esteve no encontro e pontuou que a tecnologia não substitui estratégias comportamentais e habilidades desenvolvidas fora de casa, onde a IA nem sempre está disponível. “É importante que as pessoas criem métodos que sejam funcionais também em ambientes sem a presença da Alexa. A inteligência artificial ajuda a organizar a vida em casa, mas manter o equilíbrio é essencial para preservar a autonomia e o desenvolvimento da memória”, afirma.

O uso da IA pode reduzir a sobrecarga cognitiva e melhorar a qualidade de vida de quem tem TDAH. Entretanto, o neuropsicólogo acredita que o ideal é utilizar a tecnologia sem se tornar dependente dela, para que as habilidades de memória e organização continuem sendo praticadas. “A tecnologia serve como um suporte, mas incentivar a independência e a habilidade de lidar com as tarefas sem ela é importante para garantir o desenvolvimento contínuo e a autonomia do indivíduo”, disse Aslan Alves.

Segundo dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 2 milhões de pessoas sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade no Brasil. A prevalência de TDAH é estimada em 7,6% em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos, 5,2% nos indivíduos entre 18 e 44 anos e 6,1% nos indivíduos maiores de 44 anos.

 

Aslan Alves - CPR 05/54575 - Psicólogo com pós-graduação em Neuropsicologia, especialista no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Com mais de cinco anos de experiência, atualmente dedica-se ao atendimento com abordagem da TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) e à realização de avaliações neuropsicológicas detalhadas para crianças e adultos, com desenvolvimento de protocolos personalizados para avaliação psicológica e neuropsicológica. Atuou como coordenador do setor de Neuropsicologia em clínica de saúde mental e trabalhou na linha de frente contra a COVID-19, oferecendo suporte vital aos setores clínicos, CTI e emergência durante a crise sanitária.


Homens da nova geração são vistos como descompromissados por 69,5% das mulheres, segundo pesquisa

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Para justificar, 75% dizem que sentem falta de cavalheirismo, como abrir a porta do carro ou pagar a conta no encontro

 

É tanto "boy lixo" por aí que as mulheres estão até desacreditadas, né? Segundo uma pesquisa realizada pela plataforma MeuPatrocínio, pioneira em relacionamentos Sugar na América Latina, mais de 69,5% das usuárias cadastradas consideram que os homens mais jovens mostram-se descompromissados. Esse é um dos fatores que têm impulsionado algumas dessas mulheres a adotar a hipergamia, que é a preferência por se relacionar com alguém mais bem-sucedido e financeiramente estável.

 

Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos da plataforma, afirma que esses relacionamentos ‘hipergâmicos’ geralmente envolvem homens mais maduros e bem-sucedidos, que também podem ser conhecidos como 'Sugar Daddies'. São homens que oferecem não apenas segurança emocional, mas também um estilo de vida mais confortável e luxuoso.

 

"Essa desilusão com homens mais novos é super compreensível. Muitas mulheres relatam frequentemente comportamentos imaturos, falta de compromisso e até desrespeito, o que acaba gerando frustração e perda de confiança nas relações. Por isso, após muitas frustrações, muitas delas adotam um estilo de vida onde encontram parceiros que oferecem estabilidade emocional, conforto e segurança, algo raro de se encontrar em relações mais convencionais, onde a falta de compromisso e seriedade costuma ser rotineira, o contrário do que um homem mais maduro e bem-sucedido pode proporcionar: o famoso 'Sugar Daddy'," comentou o especialista.

 

Mulheres sentem falta do cavalheirismo à moda antiga 

O levantamento foi realizado a partir de uma pesquisa interna que contou com a participação de mulheres cadastradas no MeuPatrocínio como Sugar Babies. Os dados mostram que 69,5% delas veem a nova geração de homens como descompromissada, o que leva elas a priorizar conexões com homens mais experientes.

 

Para justificar, 75% dizem que sentem falta de cavalheirismo, como abrir a porta do carro ou pagar a conta no encontro. Além disso, cerca de 60% afirmam que priorizam a estabilidade emocional e financeira dos parceiros, algo que muitas vezes não encontram em homens mais jovens. Também, 55% das mulheres relataram que se sentem mais à vontade para serem elas mesmas em relacionamentos com homens mais maduros, onde a comunicação é mais aberta e transparente. 

“O fato de muitas mulheres sentirem falta do cavalheirismo à moda antiga as levou para uma nova realidade na busca por alguém; estão à procura de relacionamentos sinceros, leves e maduros. Gestos simples, como abrir portas ou ter um cuidado extra, vão muito além da educação; são formas de demonstrar carinho e de valorizar a pessoa que está com você. E é exatamente esse o principal pilar de relacionamentos hipergâmicos,

 

Caio Bittencourt - especialista em relacionamentos do MeuPatrocínio


Enem 2024: Yoga com neurociência pode ajudar no seu desempenho na prova. Saiba como

 

O NeuroYoga ajuda a melhorar o desempenho de vários processos cerebrais, o que ajuda bastante nos seus resultados em uma prova, como o Enem, por exemplo, afirma o criador do Método Kaiut Yoga, Francisco Yoga 

 

A primeira fase do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 vai acontecer no próximo domingo (3), para 4,3 milhões de inscritos confirmados.  

Ao todo, são cerca de 10 mil salas de aplicação em 1.753 municípios de todos os estados e o Distrito Federal.

 

Os inscritos


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 conta com 4.325.960 inscrições confirmadas, representando um aumento de 9,95% em relação ao ano anterior. As provas, organizadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro.

 

Entre os inscritos, 1,8 milhão já completou o ensino médio e 1,6 milhão concluirá em 2024. Mais 841.546 estão no 1º e 2º anos e 24.723 são treineiros. São Paulo lidera com 645.849 inscrições.

 

Como ver o seu local de prova?


Para verificar o local de prova do Enem 2024, o candidato deve acessar a página do participante (enem.inep.gov.br/participante/) e fazer login com o CPF e a senha do gov.br.

 

Ansiedade: Uma inimiga do bom desempenho


Mesmo com uma boa base de estudos para a prova é importante controlar a ansiedade e o estresse do dia da prova para ter um bom desempenho no certame.

 

Para isso, o Yoga pode ser um grande aliado, como explica o professor de Yoga e criador do Método Kaiut Yoga, Francisco Kaiut.

 

“O Yoga ajuda a equilibrar o corpo e a mente, o que já é uma grande vantagem para quem vai fazer uma prova”.

 

“Com a prática, é possível melhorar o controle do estresse, aumentar a concentração, fortalecer a memória e até ganhar mais resistência física, um combo que ajuda a melhorar o seu desempenho”, explica.

 

NeuroYoga: Cuidado com a mente que ajuda seu desempenho


O NeuroYoga é uma prática que combina o Yoga tradicional com descobertas científicas sobre o cérebro e o sistema nervoso.

 

Essa modalidade ajuda na melhora da plasticidade cerebral, flexibilidade mental, equilíbrio do sistema nervoso autônomo, conectividade entre áreas do cérebro e aumento da capacidade cerebral em regiões específicas.

 

 

Francisco Kaiut - professor de yoga, quiroprata e terapeuta natural que dedicou sua vida a encontrar uma abordagem simples e fácil para lidar com os desconfortos no corpo, dores crônicas e ansiedade. Essa busca resultou na criação do Método Kaiut Yoga, um método moderno de yoga que proporciona saúde e bem-estar, especialmente frente aos problemas da vida contemporânea.


Lidando com a perda pela morte

Um olhar sobre o luto, a eternização da memória e o papel da psicoterapia


Perder alguém que amamos é uma das experiências mais difíceis que podemos enfrentar. O luto é um processo natural, composto por fases que nos ajudam a lidar com essa dor. O psicoterapeuta Luti Christóforo comenta sobre este assunto tão importante. "Embora Elisabeth Kübler-Ross tenha popularizado as cinco fases do luto (negação, raiva, barganha, depressão e aceitação), é importante lembrar que essas fases não acontecem necessariamente de maneira linear. Cada pessoa vivencia o luto de forma única, podendo passar por uma ou mais dessas etapas em momentos diferentes, ou mesmo pular algumas", explica o profissional. 

Mais do que entender as fases, é essencial desenvolver uma nova perspectiva sobre o luto: a de focar na gratidão pela presença que aquela pessoa teve em nossas vidas, ao invés de focarmos exclusivamente na dor da perda. Sobre isso Luti cita Jung, “Não há despertar de consciência sem dor”. Esse despertar nos convida a olhar além da ausência física e perceber que, embora a pessoa não esteja mais entre nós, ela pode ser eternizada em nossos pensamentos, sentimentos e memórias. 

A morte é um evento natural, e a perda deve ser vista não como uma tragédia absoluta, mas como uma oportunidade de reconhecer o valor que aquela pessoa trouxe à nossa existência. Epicteto, um dos grandes filósofos do estoicismo, nos lembra que “não é o que acontece com você, mas como você reage a isso que importa”.  

Assim, ao lidarmos com a morte, podemos escolher lembrar e celebrar a vida compartilhada, em vez de nos concentrarmos apenas no sofrimento da perda. "É inegavelmente triste perder alguém, mas seria ainda mais triste nunca ter conhecido ou convivido com essa pessoa. Por isso, cada momento ao lado de quem amamos deve ser lembrado com gratidão", diz o psicoterapeuta. 

Lidar com o luto, portanto, não é sobre esquecer ou superar, mas sobre transformar a dor em uma conexão eterna com a pessoa que partiu. Nossas lembranças e a influência dessa pessoa em nossas vidas são o que realmente permanece, tornando-a imortal em nossas memórias. Como Jung também afirmou: “Aquilo a que você resiste, persiste. Aquilo a que você se permite, se transforma.”

 

- importância de demonstrar nossos sentimentos enquanto há tempo 

Um dos maiores aprendizados que o luto pode nos trazer é a importância de demonstrar e verbalizar nossos sentimentos pelas pessoas que ainda estão vivas. Muitas vezes, deixamos para expressar nosso amor, gratidão e apreço apenas em momentos de despedida ou quando já é tarde demais. Precisamos cultivar o hábito de dizer “eu te amo”, “eu me orgulho de você” ou simplesmente “obrigado” com frequência, para que não carreguemos arrependimentos ou sentimentos de culpa por não termos feito isso enquanto podíamos. A morte de alguém querido deve nos lembrar de fortalecer as relações com aqueles que ainda estão ao nosso lado, valorizando cada momento e criando laços mais profundos e significativos com as pessoas que fazem parte de nossas vidas.

 

- O papel da psicoterapia no enfrentamento do luto 

Embora o luto seja uma experiência natural, ele pode, em alguns casos, se tornar tão intenso que interfere na vida cotidiana e no bem-estar emocional. Nessas situações, a psicoterapia é uma ferramenta essencial para ajudar a pessoa a lidar com a dor e desenvolver maior resiliência. Através da terapia, o enlutado pode expressar seus sentimentos em um ambiente seguro e acolhedor, onde a dor é validada e compreendida. 

A psicoterapia não tem como objetivo “curar” o luto, pois ele não é algo que deva ser simplesmente superado. Em vez disso, o processo terapêutico auxilia a pessoa a encontrar formas saudáveis de conviver com a perda, integrando-a à sua vida de maneira mais harmoniosa. "A terapia ajuda a pessoa a reconstruir sua identidade e seu propósito após a perda de alguém querido, proporcionando um espaço para reflexão sobre a continuidade da vida", diz Luti Christóforo. 

Por meio da psicoterapia, o indivíduo pode aprender a cultivar resiliência, ou seja, a capacidade de enfrentar e se adaptar a situações difíceis. Além disso, a terapia oferece ferramentas para desenvolver a paz consigo mesmo, permitindo que a pessoa encontre um equilíbrio entre a dor da ausência e a gratidão pela memória do que foi vivido. Com o tempo, essa abordagem promove um processo de cura emocional, em que o luto deixa de ser uma ferida aberta para se tornar uma cicatriz que simboliza o amor e a conexão com a pessoa que partiu.

 

A importância do autocuidado no processo de luto 

Além da psicoterapia, é fundamental praticar o autocuidado durante o processo de luto. Atividades que promovem bem-estar, como meditação, exercícios físicos, alimentação equilibrada e momentos de lazer, podem trazer alívio para o corpo e a mente. O luto pode esgotar nossas energias emocionais e físicas, e cuidar de si mesmo, mesmo nas pequenas ações do dia a dia, é essencial para ajudar a manter o equilíbrio emocional. Essas práticas simples fortalecem a resiliência e ajudam a enfrentar a dor com mais recursos internos, promovendo um processo de cura mais saudável.

 

Luti Christóforo - Psicólogo clínico.
WhatsApp: (41) 99809-8887
Instagram: @luti_psicologo
e-mail: lutipsicologo@gmail.com


A Black Friday e o preço psicológico do consumo desenfreado


A Black Friday está chegando e, com ela, uma infinidade de ofertas, descontos e promessas de oportunidades únicas. Mas, como psicólogo, sinto que é importante refletir sobre o lado menos visível desta data: o impacto emocional e psicológico que o frenesi de consumo pode causar. Em vez de trazer apenas satisfação, a Black Friday, para muitos, transforma-se em uma fonte significativa de estresse e ansiedade. 

O apelo comercial dessa época é poderoso. A publicidade se vale de estratégias que criam uma sensação de urgência: ou aproveitamos as ofertas, ou estamos "perdendo algo fundamental". Essa pressão — somada à competição por produtos limitados e à ideia de que estamos diante de uma oportunidade irrepetível — coloca as pessoas em um estado de alta tensão, gerando ansiedade. A gestão financeira é outro fator crítico: o medo de gastar demais e prejudicar o orçamento familiar acompanha muitos consumidores que, muitas vezes, ficam entre o desejo de economizar e a necessidade de manter o equilíbrio financeiro. 

As expectativas infladas são outra questão problemática. A Black Friday promete verdadeiras "pechinchas", mas a realidade, muitas vezes, decepciona. Quando o consumidor não encontra o que esperava, a frustração se instala, muitas vezes acompanhada por um sentimento de arrependimento. Na tentativa de aliviar essa sensação, as pessoas acabam consumindo ainda mais, alimentando um ciclo que traz alívio imediato, mas pode deixar marcas emocionais duradouras, como culpa e até sofrimento psíquico. 

Esse padrão de consumo impulsivo durante a Black Friday é preocupante e pode ser um sinal de alerta. Fiquemos atentos aos sintomas: estresse e ansiedade em níveis elevados, comportamentos impulsivos e até mesmo isolamento social podem indicar que a linha entre o prazer do consumo e o risco psicológico foi ultrapassada. Comportamentos assim, se mantidos, podem degradar a saúde mental e dificultar o controle das próprias finanças. 

Então, o que fazer? A resposta está no equilíbrio e na consciência. Planejar as compras e estabelecer um orçamento realista são atitudes essenciais para reduzir o risco de escolhas impulsivas e danos financeiros. É preciso estar atento às táticas de marketing e saber identificar o que é, de fato, uma boa compra e o que não passa de um apelo emocional cuidadosamente arquitetado. E, acima de tudo, é importante priorizar o bem-estar emocional. Praticar o autocuidado e buscar atividades que promovam relaxamento pode ajudar a atravessar esse período sem cair nas armadilhas do consumo desenfreado. 

Como psicólogo, reforço a importância de focar na qualidade das aquisições e não na quantidade. E, se o estresse se tornar excessivo, não hesite em buscar apoio. Família, amigos e profissionais da saúde mental estão aqui para ajudar. A Black Friday pode trazer boas oportunidades, mas que elas não venham ao custo da nossa paz e equilíbrio.

Thiago Lacerda - psicólogo e docente do curso de Psicologia da Estácio  


Como manter uma boa alimentação e exercícios físicos em épocas de viagens

Viajar é um dos grandes prazeres da vida. Sair da rotina, conhecer novos lugares e experimentar diferentes culturas traz uma sensação de liberdade e renovação. No entanto, manter hábitos saudáveis durante esses períodos pode ser um verdadeiro desafio. A rotina alimentar muda, os exercícios podem ser deixados de lado e, muitas vezes, o foco se volta completamente para o lazer. Mas é possível aproveitar ao máximo as férias sem descuidar da saúde. 

Com algumas dicas práticas e simples, é possível manter uma boa alimentação e realizar atividades físicas, mesmo fora de casa. A seguir, a nutricionista, Thainara Gottardi, traz orientações que podem ajudar durante período sem comprometer os seus hábitos saudáveis.
 

1. Planejamento é essencial

Uma das maiores armadilhas durante as viagens é o improviso. Por isso, o planejamento é o seu maior aliado. Antes de viajar, procure se informar sobre as opções de alimentação no seu destino. Verifique se há mercados próximos, restaurantes com opções saudáveis ou se o local onde ficará hospedado oferece uma cozinha onde você possa preparar suas refeições. Levar alguns lanches saudáveis, como frutas secas, oleaginosas e barras de proteína, também pode ser uma boa estratégia para evitar escolhas menos saudáveis em momentos de fome.
 

2. Mantenha a hidratação

Durante viagens, a hidratação costuma ser negligenciada, especialmente em voos longos ou quando estamos muito ocupados com passeios. O consumo adequado de água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, além de ajudar a controlar a fome e melhorar a disposição. Uma boa dica é sempre carregar uma garrafa de água e manter o hábito de beber líquidos ao longo do dia.
 

3. Faça boas escolhas na hora da alimentação

Comer fora faz parte da experiência de viagem, mas é importante fazer escolhas conscientes. Priorize refeições balanceadas, que incluam proteínas magras, legumes e verduras, e evite pratos muito gordurosos ou ricos em carboidratos simples. Uma boa prática é começar as refeições com uma salada, que traz saciedade e ajuda a controlar o apetite para o prato principal.
 

4. Mantenha a rotina de exercícios físicos

Mesmo sem acesso à academia, é possível manter o corpo ativo durante a viagem. Caminhar é uma das formas mais fáceis de se exercitar e, ao mesmo tempo, conhecer o destino. Explore a cidade a pé, faça trilhas ou alugue uma bicicleta. Para quem gosta de treinos mais intensos, existem aplicativos que oferecem séries rápidas e que podem ser feitas no quarto do hotel, sem necessidade de equipamentos.
 

5. Aproveite as atividades ao ar livre

Viagens são ótimas, mas a recomendação é manter o ritmo dos exercícios físicos e, se for o caso, a opção será praticar atividades ao ar livre. Caminhadas em parques e até mesmo aulas de ioga na praia podem ser formas divertidas de movimentar o corpo. Ao incorporar o exercício à sua rotina de lazer, você mantém o corpo ativo sem perder o foco na diversão.
 

6. Equilíbrio é a chave 

É importante ter em mente que viagem é um momento para relaxar e aproveitar. Não é preciso ser extremamente rígido com a alimentação ou com a rotina de exercícios. O importante é encontrar um equilíbrio. Aproveite as experiências gastronômicas do destino, mas sempre com moderação e sem exageros. 

A especialistas ainda ressalta que: “manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos durante as viagens é perfeitamente possível com um pouco de planejamento e disciplina. Dessa forma, é possível retornar das férias com a sensação de bem-estar, sem aquela preocupação com os “quilos extras” ou a perda de condicionamento físico. Lembre-se de que sua saúde deve sempre ser prioridade, e com pequenas mudanças de hábitos, é possível viajar e cuidar do corpo ao mesmo tempo”. 

Com essas dicas, suas próximas férias serão sinônimo de prazer, descanso e, claro, com saúde.


Em busca da Aurora Boreal: 4 dicas para se preparar fisicamente

Noel Bauza
A melhor época para conferir esse incrível espetáculo é entre os meses de setembro e abril

 

Viajar para o extremo norte do planeta em busca da Aurora Boreal é sem dúvida uma experiência única na vida, mas que requer preparo físico e resistência mínima, especialmente para brasileiros acostumados ao clima tropical. Regiões como Islândia, Noruega e Suécia apresentam temperaturas extremamente baixas durante o inverno, além de terrenos desafiadores que exigem uma condição física mínima para caminhadas e atividades ao ar livre.  

Para aproveitar essa experiência com segurança a aumentar suas chances de avistar a Aurora Boreal, o professor de educação física Felipe Kutianski, especialista em fisiologia do exercício, preparou 4 dicas essenciais. Confira:

 

1. Fortalecimento do sistema imunológico 

O frio intenso e o aumento do esforço físico em regiões mais gélidas podem sobrecarregar e enfraquecer o sistema imunológico. Para melhorar a resposta imune e reduzir os riscos de infecções respiratórias, o especialista recomenda a realização de treinamentos aeróbicos e de força com intensidade moderada a alta, independentemente da idade ou nível de condicionamento físico. 

“Inicie uma rotina com caminhadas rápidas, corridas curtas moderadas e exercícios em intensidade alta por pelo menos três vezes na semana por 10/20 minutos”, indica. “A prática de calistenia ou musculação também são ótimas opções para melhorar a circulação sanguínea e preparar o sistema imunológico”, aponta.
 

2. Resistência ao frio
 

Anders Nilsson

A exposição ao frio severo exige que o corpo se adapte a temperaturas que ele não está acostumado, mesmo que por um período curto de exposição. “Treinamentos de aclimatação ao frio, como caminhadas ao ar livre em temperaturas mais amenas (para quem mora em regiões mais frias do Brasil) ou até sessões curtas de imersão em água fria, ajudam o corpo a desenvolver maior tolerância térmica, o que pode tornar o turismo mais confortável para algumas pessoas”, diz.

 

3. Força e condicionamento físico para terrenos irregulares 

Os relevos ao norte do globo, especialmente em áreas de observação da Aurora Boreal, podem ser acidentados e com inclinações que demandam uma maior exigência da força muscular, equilíbrio e coordenação. Para garantir estabilidade, resistência e segurança nas caminhadas, o especialista sugere treinos de força focados em membros inferiores. 

“Exercícios de força para membros inferiores, como agachamento e passadas, e para o core, como abdominal e levantamento terra, melhoram significativamente o equilíbrio e a coordenação motora, ajudando a evitar acidentes em terrenos irregulares e escorregadios”, explica.


4. Atenção à respiração e treinamento cardiovascular 

O frio intenso também pode afetar a respiração. Segundo o especialista, o treinamento cardiovascular regular fortalece o coração e melhora a capacidade respiratória. “Treinamento de resistência, como corridas, ciclismo, remo e HIITs, podem aumentar a capacidade pulmonar e a eficiência do uso de oxigênio, essenciais para quem pretende enfrentar temperaturas baixas e caminhadas nessas regiões”, complementa Felipe Kutianski.


Como identificar as manipulações em um relacionamento? Caminhos para a autoafirmação


 
“Dizer não à tentativa de manipulação de alguém é o que de melhor se pode fazer por essa pessoa nessas circunstâncias. Dizer não estimula o outro a repensar sua atitude e, quem sabe, assumir a responsabilidade por si mesmo, usar sua força interior para realizar os seus desejos ou tarefas”, analisa a psiquiatra e psicoterapeuta Elizabeth Zamerul*, uma das maiores autoridades nacionais em Dependência Emocional e Codependência 

 

Imagine que você está em um relacionamento e, de repente, sente que está em um episódio de "House of Cards". Manipulação, jogos mentais e aquela sensação de que algo não está certo. Não, você não está ficando louco(a); é possível que você esteja lidando com manipulações emocionais. Mas como identificar essas armadilhas e, mais importante, como se afirmar e sair desse labirinto emocional? Vamos explorar isso com um pouco de leveza e humor.

 

Sinais de Manipulação: Como Identificar

 

1.Culpa Como Ferramenta de Controle

Se você se sente culpado por respirar ou por não atender a todas as demandas do seu parceiro, é hora de acender o sinal de alerta. Manipuladores adoram jogar a culpa para manter você sob controle. Lembre-se: você não é responsável por carregar o mundo nas costas, muito menos o humor alheio.

 

2.Medo: O Fantasma Invisível

O medo é uma ferramenta poderosa que manipuladores usam para manter o controle. Manipuladores podem usar ameaças sutis ou explícitas para criar um ambiente de medo, fazendo você sentir que está sempre pisando em ovos. Isso pode incluir ameaças de explosões emocionais, de terminar o relacionamento, de expor segredos (ameaça bem comum em relacionamentos LGBTQIAPN+) e outras. Esse medo é como um fantasma: parece assustador, mas não tem substância real. A chave aqui é reconhecer que ninguém deve viver com medo em um relacionamento. Enfrentar esse medo pode ser difícil, mas é essencial para recuperar sua autonomia emocional. Lembrar-se de que você tem o poder de escolher suas próprias reações é o primeiro passo para dissipá-lo. 

 

3.Vergonha: A Âncora Invisível

A vergonha é outra ferramenta comum que manipuladores usam para controlar. A vergonha pode ser comparada a uma âncora invisível que te impede de avançar. Manipuladores muitas vezes usam a vergonha para fazer você sentir que está constantemente afundando, minando sua confiança e autoestima. Se você se pega frequentemente duvidando do seu próprio valor ou se desculpando por ser quem é, é hora de reavaliar. A vergonha não deve ser uma âncora em sua vida. Reconhecer seu valor e se libertar desse peso é crucial para recuperar seu equilíbrio emocional. Lembre-se: todos cometemos erros, mas isso não define quem somos.

 

4.Gás é Para o Fogão, Não Para o Relacionamento

Gaslighting é um termo chique para quando alguém faz você duvidar da sua própria sanidade. Se você constantemente se pergunta se está exagerando ou se lembrando das coisas de forma errada, pode ser que esteja sendo "gaslitado". Confie na sua memória – ela é mais confiável do que você imagina.

 

5.A Montanha-Russa Emocional

Um dia, você é o sol da vida do seu parceiro; no outro, ele te trata como se você fosse um par de meias furadas. Essa montanha-russa emocional pode ser um sinal de manipulação. Relacionamentos saudáveis devem ser mais como um passeio no parque, não um filme de ação.

 

 

Caminhos para a Autoafirmação

Agora que você já identificou alguns sinais de manipulação, é hora de falar sobre como se afirmar e retomar o controle da sua vida.

 

1.O Poder do "Não"

Dizer "não" pode ser libertador. É como um superpoder que todos temos, mas que às vezes esquecemos de usar. Dizer não à manipulação não só ajuda você, mas também dá ao outro a chance de refletir sobre suas ações. Quem sabe, eles até assumem a responsabilidade por suas próprias vidas!

 

2.Estabeleça Limites Claros

Pense nos seus limites como uma cerca ao redor do seu jardim emocional. Eles protegem o que é importante para você e mantêm fora o que não é. Comunicar esses limites de forma clara e consistente é essencial para evitar manipulações.

 

3.Cultive a Autoestima

Cuide da sua autoestima como se estivesse cultivando uma planta rara. Requer atenção, paciência e dedicação. Quanto mais você se valoriza, menos espaço há para que outros o manipulem. Lembre-se: você é uma pessoa incrível e merece ser tratada com respeito e carinho. E como posso afirmar isso com tanta certeza? Porque todos os seres vivos possuem uma dignidade e um valor inerentes, que não dependem de conquistas externas ou da aprovação alheia. Reconhecer e nutrir essa dignidade é fundamental para florescer em todas as áreas da vida.

 

4.Busque Apoio

Não hesite em procurar ajuda de amigos, familiares ou até de um terapeuta. Conversar sobre suas experiências pode trazer novas perspectivas e fortalecer sua rede de apoio.

 

 

Conclusão

Identificar manipulações em um relacionamento pode ser desafiador, mas é o primeiro passo para a autoafirmação. Use o humor para aliviar a tensão, mas leve a sério o compromisso consigo mesmo(a). Afinal, você merece um relacionamento saudável e equilibrado, onde ambos possam crescer e florescer. E lembre-se: você é o protagonista da sua própria história, e não uma peça no jogo de alguém. 





Elizabeth Zamerul - psiquiatra e psicoterapeuta, uma das maiores autoridades nacionais em Dependência Emocional, Codependência e Relações Abusivas. Possui uma carreira de mais de 30 anos dedicados ao estudo e tratamento de Dependência Emocional / Codependência e de relacionamentos abusivos. Formada em Medicina pela USP e com Mestrado pela UNIFESP, onde desenvolveu o projeto "Violência entre Parceiros Íntimos", é conhecida por sua abordagem prática e compassiva. Além de sua atuação como terapeuta, ela tem se destacado como escritora, palestrante e influenciadora digital, com mais de 300 mil seguidores no YouTube e redes sociais. Relançou recentemente a obra "Juntos Porém Livres – Harmonizando Amor e Individualidade".
@elizabethzamerul

 

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