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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Novo REFIS para o novo normal

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deve retirar do papel o projeto de renegociação de dívidas com a União. Com novas possibilidades de parcelamento de dívidas fiscais, descontos sobre juros e multas, entre outras benesses fiscais, a proposta prevê a retomada do prazo de adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT).

Apoiada publicamente por entidades ligadas ao setor produtivo como FECOMÉRCIO/SP, Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a proposta é polêmica e enfrenta resistência do Ministério da Economia e outros setores da sociedade, sob o argumento de que projetos de parcelamento foram aprovados repetidas vezes nas últimas décadas com o objetivo de buscar picos de liquidez, mas sem maiores preocupações com os efeitos negativos dessa espécie de política fiscal.

Um dos principais efeitos negativos citados é o incentivo aos contribuintes que não honram as suas obrigações, sempre confiantes na instituição de um próximo programa de parcelamento. Outro, é o grande número de contribuintes que aderem apenas para renovar as certidões negativas, o que conseguem com o pagamento apenas das primeiras parcelas, refletindo em baixa arrecadação.

Um estudo apresentado pela Confederação Nacional do Transporte ao Senado Federal demonstrou que os efeitos negativos decorrentes dos programas de regularização não superam os efeitos positivos gerados para empresas com reais dificuldades de liquidez. Ademais, segundo a pesquisa, o montante arrecadado nos últimos programas de parcelamento federais (Refis da crise, PRT e PERT) somou 250 bilhões, o que afasta a alegação de baixa arrecadação.

É certo também que algumas medidas avançaram no país para superação dos efeitos negativos da política do “Refis contumaz”, como a lei de transação tributária (Lei nº 13.988/2020) e a nova lei de falências e recuperação judicial (Lei nº 14.112/2020). Ambas conseguem individualizar melhor os setores impactados pela crise e, assim, mitigar o efeito “carona” dos oportunistas. Contudo, por serem mais restritivas, não são suficientes para contornar a crise gerada pela pandemia e dar o fôlego de caixa na extensão e abrangência que o setor produtivo precisa para a retomada da economia. Como bem disse o escritor português José Saramago, “a única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça; aparar-lhe as unhas não serve de nada”.

O projeto de Lei nº 4.728/2020 - que reabre o prazo de adesão ao Pert -, portanto, busca a instituição de um programa de regularização tributária ampla para um momento que demanda medidas excepcionais. É nesse sentido a justificativa do projeto em discussão, onde se lê que a pandemia “agravou e consolidou a crise econômica iniciada em 2015 e comprometeu ainda mais a capacidade das pessoas jurídicas pagarem os tributos devidos”, de modo que “o programa amplia a perspectiva de arrecadação no futuro próximo, o que será de absoluta necessidade para que o Brasil possa retomar o crescimento econômico o mais rápido possível”.

Para superar a necessidade de políticas arrecadatórias amplas e de curto prazo, é preciso melhorar o controle de gastos públicos e concretizar a agenda de reformas estruturais, sobretudo a tributária. Todavia, o país não conseguiu avanços significativos e a pandemia esfriou o ímpeto do debate sobre as propostas de reforma tributária em trâmite no Congresso, em vista das novas incertezas econômicas e fiscais.

A aprovação de um programa de parcelamento e regularização tributária, neste momento excepcional, não significará o abandono do objetivo de, a longo prazo, vencer os efeitos negativos da política do “refis contumaz”, mas o reconhecimento da necessidade de uma medida concreta e firme para conter a crise econômica decorrente da pandemia da Covid-19.

 


Ayrton Ruy Giublin Neto - advogado, mestre em Direito Econômico e Financeiro, é professor de Direito Tributário da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo.


Mercado de máquinas agrícolas cada vez mais aquecido

A indústria de máquinas e implementos agrícolas iniciou o ano de 2021 aquecida. No primeiro trimestre deste ano registrou alta na sua produção física de 40,3% em relação ao valor registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados publicados pelo IBGE na sua pesquisa industrial mensal (PIM-PF). As altas nos preços das commodities, a nova safra recorde, o real desvalorizado, entre outros fatores têm estimulado os investimentos no campo na busca por ganho de produtividade.

Podemos afirmar que o quadro de recuperação iniciou no final do segundo trimestre de 2020 e manteve-se pelos trimestres seguintes o que permitiu ao setor, ainda em 2020, registrar crescimento de 6,3%. Mantido o atual volume de produção, devemos registrar aumento de mais 20% em 2021. Crescer quase 30% em apenas dois anos é um número muito positivo para indústria de máquinas e implementos agrícolas.

A mecanização do campo não se traduziu em aumento do desemprego, ao contrário, o forte aumento da demanda por máquinas elevou a contratação de mão de obra em mais de 18% nas indústrias fabricantes de máquinas e implementos. O quadro pessoal que em março de 2020 era de 45.160 pessoas em março de 2021 já estava em 53.715 pessoas.

Um indicativo de que o cenário deve manter-se aquecido é o número semanas para atender os pedidos em carteira que se elevou em 30% nos últimos 12 meses. O nível de utilização da capacidade instalada também se elevou, em março de 2021 chegou a 75,3% contra 71,34% em 2020. Aumento médio anual de 5,6%. Isso é um bom sinal, porque a melhora deste segmento tende agora a se espalhar por outros setores da economia na medida em que ele mesmo tende a expandir ou modernizar suas operações para atender ao aumento de demanda.

Pesquisa realizada no início deste ano, com fabricantes de máquinas e equipamentos já previa forte expansão nos investimentos, não só reposição de bens depreciados, mas, principalmente, para modernização tecnológica e ampliação da capacidade industrial.

As importações brasileiras de máquinas agrícolas também registraram alta no primeiro trimestre do ano na comparação com mesmo período de 2020 (12,9%), mas tratam-se, na sua maioria, de aquisição de bens não produzidos localmente. O setor de máquinas agrícolas nacional se destaca internacionalmente pela inovação tecnológica. É um dos setores da indústria de máquinas que mais contribuem com superávit na balança comercial brasileira.

O cenário de crescimento na produção e emprego do setor deve-se à colheita recorde de grãos na safra 2020/21, às boas expectativas para a temporada 2021/22, à elevação do preço de commodities como soja e milho no mercado internacional, aliados à alta do câmbio. Fatores que promoveram o incremento

da rentabilidade dos agricultores. Mais capitalizado, o agronegócio está investindo na atualização das máquinas. Enquanto esses fundamentos se mantêm favoráveis, a produção e vendas devem continuar fortes. Inclusive durante todo o ano de 2022.

Esses resultados mostram que a pandemia pouco afetou o setor de máquinas agrícolas. Os pontos de atenção estão relacionados à falta de matéria-prima e componentes no geral e no aumento excessivo do preço de insumos, como o aço, alumínio, plástico entre outros. Ainda que o desabastecimento de matéria prima e insumo não tenha provocado paralisação de fábricas, tem obrigado fabricantes a renegociar com os clientes.

O mercado de máquinas agrícolas está aquecido como poucas vezes na história. O Brasil se tornou um grande fornecedor de alimentos para o mundo. Temos ótimas perspectivas para o médio e longo prazo. Vamos trabalhar com atitude, positividade, protagonismo e otimistas para atender as demandas que virão nos próximos meses.

 


João Marchesan - Administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.


Por quais motivos temos que ter Programas de Compliance implementados no mercado da saúde?

Quando pensamos no mercado da saúde, a primeira ideia que passa em nossa cabeça seria a dicotomia vida versus morte. Sem uma boa saúde, sem tratamento adequado, a morte pode chegar mais cedo tanto para todos nós, quanto para nossos entes queridos e amigos.

Devido a dicotomia acima, temos a questão de que uma saúde bem gerida tem como consequência uma sociedade mais saudável, portanto, mais ativa para trabalhar e contribuir para a sociedade e pagar impostos, que são parcialmente revertidos para a saúde pública. Sendo a saúde um direito universal de todos os cidadãos brasileiros definidos na Constituição Federal de 1988. Entretanto, mesmo com este direito garantido, os governos falharam (sem qualquer conotação ideológica sendo tratada neste artigo).

Grandes escândalos de corrupção em todos os níveis na saúde aconteceram com o passar dos anos. Os investimentos na saúde pública, ano após ano, foi diminuindo. Iniciou-se a prevalência ou quase monopólio das administradoras dos planos de saúde, onde quem tem dinheiro pode ter um atendimento adequado e humanizado.

Surge, então, em 2020, uma pandemia global e aparentemente nosso governo não estava preparado para enfrentar as questões de saúde envolvidas na mesma. Não havia nenhum protocolo de governança para tratar destes casos, que podem ser improváveis, mas a vida demonstrou que acontecem e irão continuar a acontecer mais e mais vezes.

Portanto, se a saúde pública e privada já tivesse implementado Programas de Compliance efetivos não veríamos tantos escândalos na mídia, como aconteceu nos últimos anos. Não gostaria de generalizar, temos excelentes instituições privadas que tem Programas de Compliance de primeiro nível, mas se trata da exceção.

O Programa de Compliance para o mercado da saúde nada mais é, do que o cumprimento às leias e aos princípios éticos que regem as boas práticas empresariais, o estímulo à uma cultura de controles internos, possibilitando assim, o entendimento e cumprimento por parte dos operadores, dos requisitos dos órgãos reguladores e fiscalizadores.

O mercado da saúde deve incorporar o Compliance na gestão de todas as suas atividades, desde o consultório médico, até os grandes hospitais, por meio de uma gestão apropriada. Dessa forma, os riscos de Compliance podem ser minimizados ou até extintos, por isso, é interessante que a organização invista na elaboração de um programa de Compliance eficiente. Através do Compliance, caso seja efetivo, há possibilidade de diminuição de possíveis danos à reputação da organização e de seus funcionários, prevenção à cassação da licença da companhia, impedimento de sanções administrativas, pecuniárias e até mesmo criminais.

A prevenção ainda traz o benefício de não despender de gastos com processos judiciais e indenizações. Um dos maiores benefícios de se ter um Programa de Compliance eficiente, consiste na empresa conquistar a admiração e confiança dos clientes, repercutindo em uma boa reputação e no aumento da capacidade de atração de clientes, e com isso, aumento do lucro da organização.

Sabe-se que os desvios de médicos e colaboradores no ramo hospitalar, não são apenas condutas impróprias de uma pessoa isoladamente. Frequentemente a falha advém de problemas sistêmicos e institucionalizados. O programa de Compliance deve ser seguido principalmente pela alta administração, que deverá dar o exemplo aos seus subordinados, criando uma nova cultura baseada nos mais altos padrões de ética. Com a identificação dos riscos, cria-se um cenário mais fácil de mitigação dos mesmos, e mais, cria-se meios de provas, para alguma eventual ação, de que a organização preza e age corretamente, podendo argumentar, não há conivência em algum caso isolado de algum desvio no padrão de ética de algum indivíduo isoladamente.

Há um crescimento da implantação do Programa de Compliance na área da saúde, principalmente com o advento da Resolução Normativa nº 443, de 25 de janeiro de 2019, da Agência Nacional de Saúde, as operadoras de saúde, tiveram que adotar práticas mínimas de governança corporativa, com ênfase em controles internos e gestão de riscos.

Nessa resolução, há a obrigatoriedade da implementação do programa para empresas de médio e grande porte, enquanto às de pequeno porte, é facultativa. Há também benefício na redução de capital regulatório, através da comprovação ao atendimento de todos os requisitos da regulamentação.

O que se espera para o futuro, é que cada vez mais a saúde pública e privada implemente Programas de Compliance efetivos não porque existe uma obrigação legal, mas devido a vontade de demonstrar para a sociedade transparência, integridade e comprometimento com a vida.

 



Waldyr Ceciliano – CEO da True Auditoria, Consultoria e Serviços, especialista em saúde, formado em medicina pela Universidade Federal Fluminense

 

Patricia Punder - advogada é compliance officer com experiência internacional. Professora de Compliance no pós-MBA da FIA e LEC – Legal Ethics and Compliance (SP). Uma das autoras do “Manual de Compliance”, lançado pela LEC em 2019 e Compliance – além do Manual 2020.  Com sólida experiência no Brasil e na América Latina, Patrícia tem expertise na implementação de Programas de Governança e Compliance, LGPD, ESG, treinamentos; análise estratégica de avaliação e gestão de riscos, gestão na condução de crises de reputação corporativa e investigações envolvendo o DOJ (Department of Justice), SEC
(Securities and Exchange Comission), AGU, CADE e TCU (Brasil).

 

PrevCOV: começa fase de coleta de sangue para pesquisa sobre Covid-19 no Brasil

Amostras serão armazenadas em soroteca nacional; os resultados poderão ser consultados pelos participantes

 

Já começou a coleta de sangue dos participantes da Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (PrevCOV). As amostras coletadas farão parte da soroteca nacional de Covid-19 e ajudarão o Ministério da Saúde a entender a dinâmica da doença no Brasil e a adotar medidas de prevenção e controle do coronavírus. 

Os selecionados na PrevCOV devem ficar atentos, pois serão contatados até o final de julho para agendamento da coleta. A pasta não solicita código de celular para confirmar informações e nenhum participante terá seus dados divulgados. 

Os resultados dos exames poderão ser consultados pelos participantes, por sistema próprio construído para a pesquisa, e instruções específicas serão dadas no momento da coleta. Para saber se está na lista, basta ligar na Ouvidoria do SUS, no número 136. No mesmo telefone podem ser tiradas quaisquer dúvidas sobre o estudo. 

Após a coleta de sangue, o laboratório irá identificar e transportar as amostras para laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que realizará a análise para SARS-CoV. A pesquisa contará com a participação de 211.129 brasileiros, em mais de 62 mil domicílios de 274 municípios. Após análise laboratorial, o resultado será encaminhado ao usuário e uma parte da amostra coletada será armazenada no Biobanco da Fiocruz. 

O estudo será voltado, principalmente, para a avaliação a prevalência da Covid-19 na população brasileira, em diferentes recortes geográficos. Os dados da pesquisa também permitirão cálculos mais precisos de indicadores de morbidade e de letalidade pela doença. 


COMO A PESQUISA É REALIZADA 

O Ministério da Saúde já entrou em contato com os cidadãos por SMS/Whatsapp para informar a participação na pesquisa. Os selecionados continuam recebendo ligação para confirmar a participação no estudo e para realizar entrevista e agendamento para coleta de material biológico de todos os moradores da residência que aceitarem participar. 

Nessa nova etapa que começou, profissionais de saúde de laboratório do Grupo Pardini (empresa contratada) realizam a coleta amostra de sangue dos moradores da residência selecionada. Todos os participantes recebem o termo de consentimento livre e esclarecido e os menores de 18 anos devem ter autorização dos pais ou responsáveis para participar do estudo. 

Saiba mais sobre a PrevCOV aqui. 


 

Ministério da Saúde


Dia dos Namorados: investir é opção de presente

Data é uma oportunidade para casais iniciarem vida financeira em conjunto, aponta especialista


O Dia dos Namorados está chegando e essa é uma oportunidade de fortalecer as finanças a dois, pensando em investimentos para o futuro. Para Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb (https://yubb.com.br/), maior buscador de investimentos do país, a data traz a possibilidade do casal iniciar uma vida financeira conjunta, e isso pode custar até menos do que um presente.

“Tanto investir quanto namorar é criar hábitos. Quando há um relacionamento, sempre ocorre de as rotinas mudarem, de o casal criar novos comportamentos. Então, por que não colocar a vida financeira nessas mudanças? E investir não é um bicho de sete cabeças, o principal ponto é criar um costume: sempre que receberem seus salários, o casal deve separar uma quantia para os investimentos. Mas nunca se comprometer com o que não consegue arcar. Vale começar com pouco, R$ 30, R$ 50 ou R$ 100, e ir aumentando o valor quando puder”, explica Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb.

Para saber o quanto o casal consegue separar a cada mês, a dica é fazer um controle das despesas essenciais. “É importante anotar os gastos com alimentação, moradia, água, luz, telefone, gasolina e outras despesas fixas. E a soma desses valores indicará o custo de vida mensal do casal. A definição dos gastos é essencial para saber o quanto poderá ser destinado aos investimentos”, detalha Pascowitch.


Como saber onde investir?

Após juntar o dinheiro, o desafio seguinte é escolher onde investi-lo. “Para começar, eu recomendo investimentos de renda fixa com baixo risco e liquidez diária. São os investimentos onde o rendimento é menor, mas não há riscos de perda do dinheiro. E aí, conforme o casal for se familiarizando com o ambiente dos investimentos, ele pode arriscar ir para outros caminhos”, pontua Bernardo. 

No Brasil, a forma mais popular de investimento é a poupança, mas ela não é a mais recomendada. “O problema da poupança é seu baixo rendimento. É importante buscar outras opções em renda fixa que tenham um melhor rendimento, mas com a mesma segurança, como CDB, LCI, LCA e fundos de investimento”. 

Com a internet e a modernização do mercado financeiro, corretoras e bancos digitais estão ganhando espaço ao auxiliar pessoas que desejam começar a investir. O Yubb também criou um Guia de Melhores Empresas de Investimento, disponível gratuitamente em seu site oficial, com o objetivo de incentivar o investimento no país.

“Nós ainda temos aquela visão de que investir é para um público segmentado, mas não é assim, e a internet está auxiliando na difusão da educação financeira. As informações estão mais acessíveis, é só o casal ficar atento. Agora, uma última dica: ao escolher uma corretora, procure aquela que tem menos taxa. Afinal, quanto menos você pagar, mais dinheiro tem para render”, conclui Bernardo.



Yubb


Etecs divulgam a lista preliminar de inscrições deferidas e indeferidas

Informações sobre as inscrições deferidas e indeferidas podem ser acessadas somente pela internet

Foto: Gastão Guedes


 

 A confirmação ou a recusa das inscrições será divulgada pelo site vestibulinhoetec.com.br nesta sexta-feira; recurso será em 14 e 15 de junho

 

A partir das 15 horas desta sexta-feira (11), estará disponível em vestibulinhoetec.com.br a relação de inscrições deferidas e indeferidas no processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o segundo semestre de 2021. A lista inclui os candidatos cuja documentação e notas das disciplinas de Português e Matemática inseridas no sistema foram aceitas ou rejeitadas após conferência dos organizadores do Vestibulinho. 

O período para apresentação de recurso ocorre nos dias 14 e 15 de junho. Caso seja necessário, o candidato poderá retificar as notas inseridas e reenviar os documentos comprobatórios (informados erroneamente, ilegíveis, incompletos ou diferentes do que deveriam ter sido anexados). O resultado do recurso será divulgado no dia 22 de junho. 

A verificação da lista preliminar de inscrições deferidas e indeferidas, do período para recurso, da lista de classificação e da convocação para matrícula é de inteira responsabilidade do candidato.

 

Histórico escolar 

A seleção dos candidatos se dará por meio de análise do histórico escolar, sem a realização de prova presencial ou online. Serão avaliadas as notas de Português e Matemática do primeiro ano do Ensino Médio ou do primeiro termo do Ensino Médio na modalidade EJA, concluídos até 31 de dezembro de 2020. O novo critério de seleção foi adotado visando atender ao distanciamento social, para prevenir a transmissão do coronavírus, e respeitando as recomendações do Governo do Estado de São Paulo e autoridades sanitárias. 

Ao todo, o Vestibulinho oferece 45.986 vagas para o Ensino Técnico (presencial, semipresencial e online) e Especialização Técnica. As vagas são destinadas às Etecs e às classes descentralizadas (unidades que funcionam com um ou mais cursos técnicos, sob a administração de uma Etec) por meio de parcerias com as prefeituras do interior e da Capital (aulas nos CEUs) e com a Secretaria estadual da Educação para oferta de cursos técnicos em salas de escolas estaduais. 

Em 28 de junho de 2021 serão divulgadas as listas de classificação geral e de convocação para envio dos documentos de matrícula. O início das aulas de todos os cursos será de forma remota ou híbrida (parte presencial e parte virtual), até que as regras do isolamento social sejam flexibilizadas e seja possível o retorno pleno das atividades presenciais nas Etecs e nas classes descentralizadas. 

Moradores da Capital e Grande São Paulo podem esclarecer dúvidas pelo telefone (11) 3471- 4071. Nas demais localidades, o número é 0800 772 2829. Também é possível se informar pelo site.

 


Centro Paula SouzaAutarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o Centro Paula Souza (CPS) administra as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e as Escolas Técnicas (Etecs) estaduais, além das classes descentralizadas – unidades que funcionam com um ou mais cursos, sob a supervisão de uma Etec –, em cerca de 360 municípios paulistas. As Etecs atendem mais de 228 mil estudantes nos Ensinos Técnico, Integrado e Médio. Nas Fatecs, o número de matriculados nos cursos de graduação tecnológica supera 94 mil alunos.


Check Point Software alerta para campanhas de phishing que exploram o Dia dos Namorados

Imagem divulgação Check Point Software
Os especialistas da empresa advertem aos usuários que se previnam contra os golpes e as ciberameaças em transações online em datas comemorativas

 

Pelo segundo ano consecutivo, o Dia dos Namorados no Brasil, que será comemorado no próximo sábado (12 de junho), deverá apresentar grande movimentação do comércio eletrônico e de outras transações online. De acordo com o PROCON de São Paulo, "só nos quatro primeiros meses deste ano foram registradas mais de 105 mil demandas de consumidores que tiveram problemas com compras pela Internet; e as reclamações de e-commerce somaram 49% das reclamações na comparação com as outras modalidades de compras".

Atentos a mais uma data comemorativa, os cibercriminosos procuram novas maneiras de divulgar suas campanhas de atividades maliciosas, especialmente o phishing, para enganar suas vítimas aproveitando as compras online. Nesse sentido, os especialistas da Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, alerta para os e-mails de phishing como principal vetor de ataque usados pelos cibercriminosos e que exploram essa data.

Os ataques de phishing podem ser extremamente direcionados, bem planejados e apoiados por uma grande quantidade de pesquisas. Para garantir o sucesso, os atacantes passam muito tempo estudando seus alvos. Os ataques de phishing utilizam diferentes vetores, sendo o e-mail o mais comum. Outros vetores de ataques comuns são sites de phishing e mensagens de texto geralmente destinadas a roubar credenciais para realizar invasões de conta e, até mesmo, a criação de páginas da web falsas. Isso pode levar a resultados bastante prejudiciais, como roubo de dados, transferências fraudulentas de dinheiro, entre outras transações.

"Os cibercriminosos são especialistas em aproveitar momentos de excessivo tráfego na web para disseminar suas campanhas de ciberataque e multiplicar sua taxa de sucesso. Os dias marcados como comemorativos, como o próximo Dia dos Namorados, são algumas de suas datas favoritas, já que o aumento nas compras de presentes faz com que as buscas online por ofertas ou produtos com desconto cresçam significativamente, facilitando assim o trabalho dos atacantes na hora de enganar suas vítimas", afirma Thiago Mourão, Engenheiro de Segurança e Evangelista em Cibersegurança da Check Point Software Brasil.

Como evitar ser vítima desses ataques

Os especialistas da Check Point Software destacam que a prevenção é a melhor ferramenta para evitar riscos, por isso compartilham uma série de recomendações para uma experiência online segura:

• Verificar se está realizando uma compra online de uma fonte segura. Uma maneira de fazer isso é NÃO clicar em links promocionais recebidos em e-mails e, em vez disso, pesquisar no Google ou em qualquer outro buscador o nome da empresa desejada e clicar no link da página de resultados.

• Nunca compartilhar as informações pessoais. O roubo de informações é um alvo comum de ataques cibernéticos. É comum usar os mesmos nomes e senhas em contas diferentes, portanto o roubo de dados de uma conta permitirá ao atacante o acesso às demais contas. Assim, não compartilhe suas informações pessoais, nem adote os mesmos nomes e senhas em diversas contas e aplicativos.

• Ter sempre cuidado com e-mails que sugerem alteração de senha. Se o usuário receber um e-mail solicitando que altere sua senha sem ter pedido isso, acesse sempre a página da conta ou do aplicativo diretamente (não clique no link do e-mail recebido) e altere sua senha da mesma página (e de outras contas que contenham a mesma senha). Ao clicar no link será possível alterar a senha da conta. Não saber sua senha é um dos problemas que os cibercriminosos enfrentam ao tentar acessar suas contas online. Ao enviar um e-mail falso para alterar a senha, eles redirecionam as vítimas para uma página de phishing, a fim de convencê-las a inserir suas informações pessoais e enviá-las.

• Cuidado com as técnicas de engenharia social. As técnicas de engenharia social são projetadas para tirar vantagem da natureza humana. Os cibercriminosos estão cientes desse fato e tiram vantagem disso para se passar por CEOs, CIOs, CISOs, CFOs, entre outros executivos, com o objetivo de fazer solicitações urgentes e, assim, aumentar a possibilidade de erro do funcionário. Os ataques de phishing geralmente usam essas técnicas para convencer seus alvos a ignorar suas suspeitas sobre um e-mail e clicar em um link ou abrir um anexo.

• Cuidado com as ofertas "especiais". Se a oferta ou promoção parecer BOA demais para ser verdade, provavelmente será falsa. Ou seja, um desconto de 80% no novo modelo do iPhone ou em uma joia, geralmente, não é uma oportunidade de compra confiável.

• Atentar para os erros de ortografia. Marcas confiáveis não cometem erros de ortografia no corpo do texto, no nome do seu domínio ou na extensão da web que usam. Por esse motivo, qualquer e-mail com o nome de uma marca ou empresa digitado incorretamente é um sinal de alerta inevitável de que há uma tentativa de phishing.

• Manter os softwares atualizados. Muitas vezes os cibercriminosos acessam a aplicações e softwares de segurança por meio da exploração de vulnerabilidades presentes nesses programas. Manter os softwares constantemente atualizados é fundamental para evitar estes ataques.

• Utilizar autenticação de múltiplo fator. Defina mais do que um passo de autenticação para os seus acessos. Desta forma, mesmo que a sua senha seja roubada por um cibercriminoso, este não conseguirá acessar a conta visto ser necessária mais do que uma confirmação de identidade. Impressão digital ou um código enviado para o seu contato telefônico são exemplos de segundos fatores de autenticação.

Além disso, a Check Point ressalta que é fundamental contar com as ferramentas de segurança. As soluções antiphishing da Check Point incluem diferentes produtos desenvolvidos para diferentes vetores de ataque: e-mail, dispositivo móvel, endpoint e rede.

 

Check Point Software Technologies Ltd

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Como escapar do fator previdenciário com uma revisão de aposentadoria


Quase todo segurado que contribuiu para o INSS e parou de trabalhar reclama do valor da aposentadoria. A sensação é de que depois de tantos anos de contribuições o benefício foi decaindo, levando junto a qualidade de vida  

Muitos desses aposentados podem se valer de uma revisão para diminuir ou excluir o fator previdenciário, que compromete até 40% do valor dos benefícios.  

Sucessivas regras contribuíram para minguar o dinheiro dos aposentados, sob alegação de evitar danos à previdência. O governo costuma ser habilidoso nessa engenharia e o fator previdenciário é um exemplo disso. 

Em 1998 o governo Fernando Henrique submeteu ao Congresso Nacional a proposta de emenda constitucional reduzindo a idade mínima para as aposentadorias.  

A intenção do governo era fazer com que as mulheres passassem a se aposentar aos 55 anos e homens aos 60. Mas o voto equivocado de um deputado da base governista pôs tudo a perder. Era preciso criar uma saída. Foi assim que surgiu o fator previdenciário nas contas do INSS.    

O fator previdenciário leva em conta o tempo de contribuição e a idade do segurado ao pedir a aposentadoria no INSS.  

Desde 1999 essa regra de cálculo é aplicada com a intenção de desestimular aposentadorias precoces. 

Até então era possível se aposentar mais jovem porque muita gente começava a trabalhar cedo, alcançando o tempo de contribuição de 30 anos se mulher e 35 se homens.  

 

Aposentadorias com o fator previdenciário 

O fator previdenciário é aplicado em aposentadorias de direito adquirido, aquelas que ainda podem ser requeridas pelas pessoas que tinham alcançado os requisitos para se aposentar antes da reforma, mas não o fizeram.  

E também na regra de pedágio de 50%.

 

  

O fator previdenciário aplicado à Aposentadoria por Tempo de Contribuição  

Até 13 de novembro de 2019, quando a reforma da previdência foi promulgada e as novas regras começaram a valer, ainda era possível se aposentar com 30 anos de contribuição para as mulheres e 35 anos para os homens.  

O cálculo da aposentadoria era feito com 80% das maiores contribuições, de julho de 1994 até a data do pedido x fator previdenciário. 

Para fugir do fator previdenciário era preciso atingir a pontuação determinada para cada ano.  

De 2015 a 2018 a soma da idade + tempo de contribuição deveria ser de 85 pontos para as mulheres e 95 para homens. Já de 2019 a 2020, passou de 86 para mulheres e 96 para homens, chegando a 2021/ 2022 em 87/97, respectivamente mulheres e homens.

 

O fator previdenciário aplicado à aposentadoria por idade  

Outra regra de direito adquirido com fator previdenciário é a Aposentadoria por Idade. Essa regra exigia 15 anos de contribuição (180 meses de carência) para os dois sexos, 60 anos de idade para mulher e 65 anos para o homem.  

A base de cálculo é a mesma da Aposentadoria por Tempo de Contribuição de direito adquirido. A diferença nesse caso é que o fator previdenciário só pode ser utilizado se o valor da aposentadoria aumentar. Tem que ser melhor para o segurado. 

 

O fator previdenciário na Regra de Transição com pedágio de 50%

Com a reforma da previdência, surgiu mais uma regra de aposentadoria com fator previdenciário: a regra de pedágio de 50%.

Essa regra facilita a aposentadoria das pessoas mais jovens, que estavam a dois anos de completar o tempo de contribuição quando entrou em vigor a reforma da previdência. Não há exigência de idade mínima, mas é preciso que o homem tivesse no mínimo 33 anos de contribuição e a mulher 28 anos de contribuição em 13 de novembro de 2019.

O cálculo dessa aposentadoria é feito com 100% da média dos salários computados desde julho de 1994, mais o fator previdenciário. 

 

Veja na prática como o fator previdenciário prejudica uma aposentadoria

Para quem não é do “ramo”, fazer contas é uma parte um pouco maçante e complicada do direito previdenciário, mas é extremamente necessária.  

Por isso vou simplificar as coisas com exemplos práticos.  

O fator previdenciário aplicado à aposentadoria no valor de R$ 3.000,00 de uma mulher com 30 anos de contribuição, ou de um homem com 35 anos de contribuição, resulta em um benefício final de R$ 1.614,90.

 

Se o fator previdenciário é o vilão da sua aposentadoria, veja se você tem possibilidade de eliminar ou reduzir esse prejuízo!  

Agora que você já entendeu o que é o fator previdenciário e quais regras de aposentadoria são afetadas com esse cálculo do INSS, vou falar sobre 5 revisões para somar tempo de contribuição às aposentadorias.  

Com a inclusão desses períodos é possível diminuir ou excluir o fator previdenciário.

 

Revisão para inclusão do Tempo de Serviço Militar ou Escola Técnica  

Sabe aquele tempo trabalhado no serviço militar ou de estudo em escola técnica? 

Muitas pessoas não apresentam os certificados desses períodos ou têm essa documentação ignorada pelo INSS, perdendo a soma desse tempo de contribuição e a chance de diminuir ou excluir o fator previdenciário.  

Esse pedido de revisão pode ser feito administrativamente no INSS ou na justiça. 

 

Revisão para inclusão do Tempo de Atividade Rural  

Outra possibilidade de revisão é para incluir o tempo de atividade rural.  

Recentemente o Superior Tribunal de Justiça aceitou que esse período pudesse ser computado desde os 12 anos, reconhecendo uma realidade brasileira, onde os filhos dessa idade já ajudam as famílias na lida do campo.  

Com o tempo rural reconhecido, é possível refazer os cálculos e eliminar prejuízos na aposentadoria.  

 

Revisão para inclusão do Tempo de Atividade Especial  

A revisão de aposentadoria para quem exerceu atividade nociva ou perigosa até 2019, é uma das mais vantajosas.  

O tempo trabalhado em condições insalubres ou perigosas vale 20% mais para mulheres e 40% mais para homens, aumentando a soma da contribuição.  

Para fazer essa revisão é necessário apresentar a documentação correta no INSS. 

Até 95, o enquadramento da atividade especial era por categoria. Bastava exercer uma das profissões listadas na legislação. De lá para cá é preciso fazer a comprovação através de um documento específico que hoje é o PPP - perfil profissiográfico previdenciário

 

Revisão para inclusão do tempo de trabalho no serviço público  

Levar períodos trabalhados junto a união, município ou estado, seja como servidor público, servidor contratado ou comissionado também ajuda a aumentar o tempo de contribuição e a sua aposentadoria.  

Vamos supor que você esteve trabalhando durante 4 anos em um órgão público, e lá foi feito o recolhimento de INSS. Muita gente acha que o reconhecimento do tempo será automático, visto que o recolhimento consta no CNIS. Isso não é real.  

Sempre que o contribuinte exerceu esse tipo de trabalho deverá apresentar os documentos que comprovam a atividade no poder público, são eles:  

●    Certidão de Tempo de Contribuição, caso seja servidor concursado, ou

●    Declaração de Tempo de Contribuição, para contratados e comissionados.

Também acontece de o segurado ter levado tudo certinho, mas mesmo assim o INSS não ter somado ao tempo de contribuição.  

Após corrigir esse erro, seja seu ou do INSS, períodos trabalhados no serviço público podem fazer o fator previdenciário diminuir ou desaparecer da sua aposentadoria.

 

Revisão para inclusão de tempo reconhecido em ação trabalhista  

Essa situação é parecida com a anterior. Quem ganha um processo trabalhista com reconhecimento de períodos ou valores ganhos precisa informar ao INSS.  

Muita gente acredita que não precisa fazer nada, que a Justiça do Trabalho se comunica com o INSS. É mais um engano, você tem que levar as provas se quiser aumentar seu tempo de contribuição e reduzir o fator previdenciário.  

Para finalizar, eu preciso te dizer que algumas dessas revisões podem ser pedidas diretamente no INSS, se você tiver segurança e as informações necessárias para isso.  

Mas vale o alerta: nunca peça uma revisão de aposentadoria diretamente no INSS sem antes consultar um advogado e ter a certeza de que seu benefício pode melhorar.  

Acompanhe outras notícias sobre seus direitos também em nosso Canal do Direito Trabalhista e Previdenciário.

 

Priscila Arraes Reino - advogada especialista em direito previdenciário e direito trabalhista, primeira secretária da Comissão da Advocacia Trabalhista da OAB/MS. Palestrante e sócia do escritório Arraes e Centeno Advocacia. Visite nosso site: arraesecenteno.com.br/

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