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quinta-feira, 10 de junho de 2021

As pessoas estão ficando doentes emocionalmente diante da atual pandemia

A pandemia está trazendo muito mais doenças do que somente a Covid-19. Psicanalista Dr. Italu Colares mostra como a saúde emocional está correndo sérios riscos neste cenário tão adverso. 

A pandemia de COVID-19 instalou uma crise esmagadora e surpreendeu a civilização humana, ao invadir rapidamente os territórios e se alastrar ao redor do mundo inteiro, gerando ameaças e grandes desafios à existência humana. Mas não foi a primeira vez que a humanidade esteve em perigo. Basta lembrar que antes de sofrer com os efeitos da Covid-19, a sociedade teve que superar a peste negra, gripe espanhola e o H1N1. 

Agora, ao enfrentar uma ameaça real de um microorganismo “invisível”, que produz tensão emocional e provoca mudanças que repercutiram em múltiplas dimensões da vida de cada ser humano, “o vírus tem ameaçado diretamente a independência, a autonomia e o senso de controle da própria vida da maior parte da população mundial”, revela o Pós doutor em Educação Eletrônica, psicanalista, licenciado em filosofia e teólogo, Dr. Italu Colares. Diante desse cenário difícil, ele observa que “todos estão preocupados, e isso é natural. As pessoas estão perdendo pessoas próximas para a doença. Como se não bastasse, muitos estão isolados e essa solidão está ‘enlouquecendo’ as pessoas”. 

Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) descreve que o número de pessoas com depressão aumentou de 4,2% para 8% entre os meses de março e abril de 2020, e que o número de pessoas com ansiedade elevou de 8,7% para 15%. O estresse elevou também os níveis de irritabilidade, provocou alterações do sono, aumento do consumo de tabaco, de álcool e de outras substâncias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as respostas psicológicas são manifestações naturais, reativas à condição de mudança inesperada e aleatória. Entretanto, a direção da OMS faz importante alerta para o fato de que os efeitos danosos na saúde mental das pessoas frente à grave crise que vivemos, tem sido extremamente preocupante e chama a atenção dos governantes e sociedade civil para a necessidade de aumentar o investimento em serviços de saúde mental, por ser parte importante da saúde e bem-estar geral. 

“Somos seres sociáveis e temos a necessidade de nos relacionar uns com os outros”, afirma o psicanalista. “Além de estarmos enclausurados a solidão nos remete mais ao passado lembrando dos nossos traumas e pauras de maneira que isso afeta o nosso convívio com nossos familiares. Como dizia Freud: vivemos o passado no presente. O cenário atual tem aflorado os problemas familiares. E, ainda temos o problema da rotina do não contato e do medo constante do inimigo invisível”, reforça.

Mas, diante da atual situação, como a humanidade deve lidar com essa situação? Segundo o filósofo, devem-se seguir alguns apontamentos diante da atual situação:

 

1.       Interaja com as pessoas 

“A sociologia assim como a psicologia aceitam isso como um padrão. Somos seres sociáveis. Precisamos de interação social. Precisamos interagir. Freud acreditava na cura por meio da fala. Mas como fazer isso diante do quadro atual? É evidente que no período da peste negra a população não tinha acesso à tecnologia disponibilizada nos dias atuais. Então devemos usar a tecnologia disponível ao nosso favor para interagir, conversar e nos relacionar com as pessoas queridas que estão distantes de nós por meio da internet. Isso será de grande valia. Também é o momento para que as famílias interajam em suas casas e desliguem os dispositivos eletrônicos e se relacionem ao máximo. Aproveite a oportunidade”.

 

2.       Procure fazer coisas que gosta dentro das atuais limitações 

“Quanto tempo você não faz aquele bolo que você tanto gosta? E aquele idioma que todo ano diz que vai aprender e você só protela? Há quanto tempo você não brinca com o seu filho? A quanto tempo você não lê um livro? Pense nas coisas que gostaria de fazer e faça com as limitações impostas nesse novo tempo”.

 

3.       Não deixe os protocolos sanitários 

“Por mais que esteja difícil, não deixe os cuidados de lado. Mantenha para que assim no dia de amanhã você possa viver e não ser atingido por esse vírus letal”.

 

4.       Meditação 

“A meditação no passado era algo praticado exclusivamente por budistas, monges tibetanos, cabalistas e orientais. Hoje, empresários e profissionais liberais a têm praticado por reconhecer a sua eficácia. Usufrua disso. No YouTube tem vários áudios disponibilizados para meditação. Com certeza você pode começar hoje. Fazendo a meditação você poderá se conhecer mais e também entenderá coisas que no estado alerta muitas vezes você não entende”.

 

5.       Apego espiritual 

“Carl Gustav Jung foi discípulo da escola freudiana. Apesar de discordar de seu mestre, Jung proporcionou grandes contribuições para a psicologia analítica. Jung acreditava que o homem possui além de um inconsciente individual um inconsciente coletivo. Em diversos dos seus trabalhos, ele desenvolveu uma ligação muito forte com a espiritualidade demonstrando assim o trabalho terapêutico que tem a religião e a espiritualidade. Em que você acredita? Exercite isso. Ore, fale com o divino, medite, com certeza isso fará com que você esteja muito mais saudável emocionalmente, psicologicamente e até fisicamente, pois essas atividades provocam reações bioquímicas em nossos corpos”.


 MF Press Global

Dia dos namorados: não se afogue em mágoas

Photo by Artem Beliaikin on Unsplash
Veja 5 dicas de como superar o fim do relacionamento e quem sabe ter o seu amado(a) de volta 

 

Nesse sábado, 12 de Junho, se comemora no Brasil o Dia dos Namorados. É um período em que os restaurantes lotam, e reservas devem ser feitas meses antes. Com a pandemia, esses mesmos restaurantes se preparam para os deliveries e entregas de mimos com as refeições para os casais apaixonados. O que pode ser um bom dia para uns, pode ser um dia desafiador para outros.

Com a pandemia, muitos casais colocaram um ponto final na relação. No ano de 2020, 43,8 mil processos de separações foram registrados, segundo levantamento realizado pelo Colégio Notorial do Brasil - Conselho Federal (CNB/CF), superando os anos anteriores. Para Stella Azulay, especialista em análise de perfil e neurociência: "A ciência não tem uma resposta para quanto tempo leva para superar alguém. A perda, porém, não pode ser avaliada somente pelo tempo que o casal ficou junto, mas sim pela intensidade da relação", explica.

Em datas especiais, como essa do Dia dos Namorados, as pessoas que passaram pela separação podem ficar mais sensíveis. "Em épocas que ocorrem festas que lembram a união das pessoas, como Dia dos namorados, Natal, ou datas especiais que marcam a vida do casal podem desencadear ações erradas pelo companheiro(a) que foi deixado(a) ou mesmo aquele que resolveu colocar o ponto final na relação. Como insistir para voltar a relação, chorar, usar de toda a dramatização possível, e etc. Por isso, que neste momento, contar com um especialista pode ajudar, e muito, a superar o relacionamento ou até mesmo voltar com a pessoa que ama", explica Maicon Paiva, do Casa de Apoio Espiritual Espaço Recomeçar , que atua com espiritualidade há mais de 20 anos e tem o Serviço de Amarração para quem deseja voltar com o seu amor e/ou Limpeza Espiritual para seguir em frente. Tudo de forma transparente, sem prejudicar, e abrindo os caminhos dos indivíduos.

Para o psiquiatra Carlos Filinto, professor colaborador da FCM Unicamp (Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas), há quatro estágios em um envolvimento amoroso: atração inicial, paixão, firmação do vínculo e por fim o amor. Há uma série de reações emocionais durante um rompimento: "Essa mesma pessoa que estava dotada de um grande poder de te jogar para cima, agora é dotada de um grande poder de te jogar para baixo. O efeito da rejeição no momento da paixão é muito significativo no psiquismo", afirma Filinto.

Pensando em toda a sua experiência, Maicon Paiva, Espiritualista do Espaço Recomeçar elaborou 5 dicas para quem teve um término recente:

 

• Redescubra prazeres

O que você gostava de fazer antes, e que por causa do relacionamento deixou de fazer? Redescubra o prazer que é estar consigo mesmo, crie uma rotina de auto cuidado. Lembre-se : você é sua melhor companhia!

 

• Busque uma rede de apoio

Ter amigos e socializar (mesmo à distância) é fundamental para sabermos que embora não haja mais o relacionamento amoroso, você não estará sozinho(a)! Dê risadas, fale da vida e comece novos projetos. Ocupe sua mente com coisas boas!

 

• Busque auxílio espiritual

Meditação, Yoga, Tarô Terapêutico e Búzios podem auxiliar a entender os finais de ciclos de uma forma melhor. O Espaço Recomeçar, oferece Limpeza Espiritual e a

Abertura de Caminhos, para que você possa atrair energias positivas para a sua vida! Certificando que só foi um encerramento necessário para que um novo ciclo possa surgir!

 

• Dê um tempo das redes sociais

A busca pelo autoconhecimento requer um cuidado com o que você lê e posta. Tirar este tempo para você é essencial. Dar um tempo, é respeitar seu processo de cura. Ficar vendo fotos, postagens, e o perfil da pessoa só solidifica mais a ferida!

 

• Busque auxílio psicológico

Há diversos métodos psicológicos que podem nos auxiliar, uma boa sessão de terapia olha com cuidado para nossas dores. Abre gavetas emocionais e nos ajuda a superar os sofrimentos. E, nada de pressa! Um passo a cada dia!

 

Espaço Recomeçar

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Dia dos Namorados: Pandemia trouxe impactos à vida sexual e à intimidade dos casais

Pesquisas mostram declínio nos relacionamentos íntimos em inúmeros países e psicólogos ensinam como criar estratégias para manter o clima aquecido nas relações amorosas


A pandemia do novo coronavírus forçou o distanciamento físico, social e alterou a forma como as pessoas se relacionam. Os impactos dessas mudanças não foram sentidos apenas nas rotinas de trabalho, nos estudos e nos encontros com a família e os amigos. Os relacionamentos amorosos levaram um balde de água fria, segundo pesquisas realizadas no Brasil e no exterior.

Nos Estados Unidos, Itália, Índia e Turquia, a atividade sexual dos casais entrou em declínio logo que o lockdown foi anunciado. No Brasil, levantamento feito pelo Datafolha revelou que mais de 30% dos solteiros relataram piora na satisfação sexual antes mesmo da situação da Covid-19 se agravar no país. Um reflexo de que, se as coisas não vão bem fora da cama, é preciso esforço extra para manter o relacionamento sexual aquecido.

Professor do curso de Psicologia do UniCuritiba – instituição da Ânima Educação, uma das principais organizações de ensino superior do país, o psicólogo Felipe Miranda Barbosa vem pesquisando os efeitos da pandemia na vida das pessoas. Segundo ele, estímulos aversivos e fatores estressantes têm reflexos nos comportamentos românticos. “O comportamento e a saúde mental estão alterados por conta de tudo o que estamos vivendo e os relacionamentos íntimos têm sido alterados, contribuindo para esse declínio em comportamentos sexuais”, explica.

A orientação do neuropsicólogo, mestre em Psicologia e especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva é ampliar o repertório romântico. “É preciso reforçar o afeto, o carinho e a sexualidade, observar os esforços e tentativas do parceiro (a) e respondê-los à altura. Um caminho é criar um momento a dois com frequência planejada, organizada e fazer demonstrações diferentes do habitual na relação”.

Criatividade para fugir da rotina

Na avaliação do psicólogo Perci Klein, mestre em Psicologia da Saúde com atuação em psicologia social, dinâmica das relações interpessoais e psicologia da comunicação, as interferências externas causam impactos emocionais em graus diferentes em cada indivíduo, independentemente do gênero. “Cada pessoa reage de uma forma muito particular às crises, doenças, problemas familiares e no trabalho. Os reflexos disso no relacionamento íntimo e na libido são complexos e variados”, comenta.

Para manter o desejo em alta, continua Perci, que também é professor do curso de Psicologia do UniCuritiba, a saída é fugir da rotina. “Muitos casais deixam a relação amorosa se transformar em amizade ou cair na mesmice. A sugestão para evitar que o relacionamento a dois esfrie é criar novas formas de reconquistar o companheiro ou a companheira, despertando o amor e o desejo.”


Virtual X presencial

Um dos aplicativos de relacionamento virtual mais populares do Brasil divulgou mudanças no comportamento dos usuários ao longo de 2020: 16% recorreram ao recurso Passaporte para conversar com pessoas de todo o mundo, já que sair de casa está mais difícil. A troca de mensagens aumentou, em média, 25%, e o tempo das conversas ficou 20% mais longo.

Para o psicólogo Felipe Miranda Barbosa, o fenômeno das relações digitais veio para ficar e se solidificou com as restrições impostas pela pandemia. “O meio digital contribuiu para que mais pessoas pudessem se conhecer e, com o uso de aplicativos, se aproximar de quem tem interesses em comum, facilitando a conversação, reforçando qualidades e promovendo encontros online, mas o contato físico e próximo jamais será substituído.”

A mudança abrupta nos modos de convivência e nos relacionamentos íntimos, explica Perci Klein, exige atenção. “Muita gente está sentindo falta do contato físico, como os namorados que, em muitos casos, tiveram de se manter afastados por conta do isolamento social, e há casais tendo que lidar com a convivência intensa dentro da própria casa. As pessoas não estavam preparadas para viver dessa forma e, de um dia para o outro, tudo mudou. É preciso mais comunicação e compreensão para reequilibrar as relações.”

A dica é buscar a reconexão assim que os primeiros problemas surgirem e, diante das dificuldades para encontrar o equilíbrio, recorrer à ajuda especializada. Casais em crise podem – e devem – contar com a ajuda de psicólogos para restaurar a relação e aliviar o estresse, a ansiedade e outros efeitos causados pela pandemia da Covid-19.


Ânima Educação


O que há por trás da cultura do cancelamento

André Dória, psicólogo e psicanalista da Holiste Psiquiatria, explica que o aumento do discurso de ódio nas redes está ligado a uma forma de satisfação perversa que transforma admiração em ódio


Muitas celebridades vêm se afastando das redes sociais por causa de ataques e ameaças virtuais. No Brasil, a cantora Luiza Sonza foi a última vítima dos conhecidos “haters” de internet - contas que disseminam o ódio contra famosos e anônimos. A artista anunciou que adiou o lançamento do novo álbum e se dedicará a cuidar da saúde mental. Assim como ela, o “detox” das redes sociais está cada vez mais comum, mas, afinal: por que os ataques nas redes sociais aumentaram tanto?

André Dória, Coordenador do Núcleo de Transtorno Bipolar da Holiste Psiquiatria, conta que a psicanálise ajuda a explicar esse fenômeno: “A psicanálise já nos ensinou que, muitas vezes, precisamos eleger um mestre imaginário para justamente poder destruir a relação com ele. Há uma forma de satisfação perversa nesse movimento: quando aquele, ou aquela, que elejo como referência não satisfaz às minhas projeções, eu elimino. Cancelo. Como as redes sociais são uma profusão de ídolos para todos os ideais, trazem também a profusão do efeito reverso: o ódio pelo ideal frustrado”, explica.


Não me representa!

De acordo com o psicólogo, o pesadelo do cancelamento é, muitas vezes, antecedido por um sonho de um mundo perfeito em torno de uma figura pública. O problema é que, apesar de intensa, essa relação de identificação é bastante frágil. Nas redes, há representantes de temas para todos os gostos: meio ambiente, casamento perfeito, família perfeita, neonazismo, puritanismo, sucesso profissional e muito mais.

“Ao decidir seguir uma celebridade que defende uma determinada causa, por exemplo, a relação de quem a segue é uma relação de representação: aquela celebridade me representa. Uma ação, uma palavra, um gesto, fora do que os seguidores esperam, e que foge ao traço que os identificam com celebridade, transforma o sentimento de admiração em ódio. É aí que reside a fragilidade dessas identificações: elas só se sustentam quando o outro reflete o que eu penso, o meu ponto de vista”, detalha.

Deste modo, este ódio disseminado nas redes pode ser considerado um sentimento narcísico - ou seja, egoísta. “Como diz Caetano Veloso: Narciso acha feio o que não é espelho”, comenta o especialista.


Como lidar com o ódio nas redes sociais?

O uso da expressão detox indica que há uma intoxicação. Afinal, por que cada vez mais pessoas decidem se afastar temporariamente das redes sociais? Segundo André Dória, existem inúmeras respostas possíveis, mas, inicialmente, “estamos intoxicados pela velocidade dos tempos atuais”.

“As redes sociais são a tradução dessa aceleração, pulverizando as três etapas que guiavam nossa tomada de decisões: o tempo de ver, compreender e concluir. Hoje, já saltamos diretamente para a conclusão. O exemplo das fake news ilustra isso. Ao receber uma informação em sua rede social, ou num aplicativo de mensagens, muitas pessoas de imediato já passam adiante, sem verificar nem refletir criticamente sobre a informação recebida. Nesse sentido, a intoxicação é generalizada, não afeta somente artistas, cantores ou atletas”, aponta.

O profissional diz que não há uma fórmula mágica para lidar com os ataques virtuais, a não ser contar com bons advogados, bons psicólogos e a consciência sobre a volatilidade das identificações que sustentam a comunidade virtual em torno de causas ou figuras públicas. Outra dica para um uso saudável da internet é avaliar se o uso não se tornou um vício. “Talvez haja uma pista que sirva para nos orientar: quando perdemos a capacidade de escolha, nos vemos reféns do uso compulsivo”, alerta.

 


Holiste 

www.holiste.com.br


Dia dos namorados: Nathalia Arcuri ensina como falar de dinheiro em um relacionamento

No próximo sábado, 12, comemora-se o Dia dos Namorados. Mas além de presentes, o que mais pode ser feito para cuidar de um relacionamento? Falar sobre dinheiro ainda é considerado um tabu na vida de muitos casais e por isso, tende a ser motivo de brigas e até mesmo términos inesperados. Segundo Nathalia Arcuri, especialista em finanças e fundadora da Me Poupe!, isso só acontece porque, nestes casos, ainda não entenderam a maneira correta de tratar do assunto. Em comemoração a data, ela separou, então, algumas dicas que prometem ajudar quem deseja abrir o jogo sem gerar desentendimentos.

 

1) Trate a dinheirofobia: este é um termo usado para definir quem tem medo de falar sobre dinheiro ou fala somente quando há dívidas e gastos excessivos. Discutir o tema não deve ser uma cobrança e sim, na verdade, uma forma de expor planos, metas e opiniões que coloquem em jogo quais são os desejos individuais e conjuntos de cada casal. Não fale sobre o assunto pela ótica do problema, aposte em um tom que busque sempre a solução.


 

2) Não julgue! Isso mesmo, se não afetar seus objetivos pessoais, seu parceiro pode ter a liberdade de destinar o dinheiro que ganha para onde achar necessário. É claro que existem metas compartilhadas, mas também é importante para uma relação considerar quais são as individuais - para gastos ou investimentos, pense sempre no meu, no seu e nos nossos. Não há nada de errado nisso.   


3) Escolha o momento certo para falar das finanças: Simples, né? Assim como tudo na vida, entenda que cada coisa tem seu tempo e use isso ao seu favor. Falar de dinheiro não deve ser um problema, trate de forma tranquila, marque um dia específico, discuta de um jeito divertido.


4) Evite esconder contas, assim como também evita esconder um segredo: afinal, se você não pode falar, não deveria nem ter feito. Trabalhe com o jogo limpo e aberto e essa será a melhor maneira de tornar o assunto cada vez mais comum e leve, do jeito que deve ser.

 

5) Por fim, não deixe de investir porque seu parceiro não investe: existem vários tipos de pessoas no mundo e é normal que em um relacionamento cada uma delas pense de um jeito diferente. Porém, não é porque quem está do seu lado não cuida do dinheiro, que você também não deve cuidar. Não deixe para trás seus próprios objetivos só porque não são iguais ao do seu parceiro. Lembre-se, assim como dito em outras dicas deste texto, é muito importante considerar a individualidade de sonhos e metas, ao mesmo tempo em que trabalha o conjunto.

 



Nathalia Arcuri - especialista em finanças e fundadora da maior plataforma de entretenimento financeiro do mundo, a Me Poupe!. É jornalista e aprendeu a investir sozinha. Especializou-se em planejamento financeiro pelo INSPER e em 2014 ganhou o prêmio máximo de planejamento financeiro do Brasil pelo Instituto Planejar. Foi vencedora dos prêmios Influency.me na categoria Negócios (2020) e iBest na categoria Melhor conteúdo de investimentos (2020), além de tetracampeã do Prêmio Influenciadores Digitais na categoria Empreendedorismo e Negócios. É considerada a mulher mais influente da internet de acordo com IPSOS 2019 e a jornalista mais admirada de Negócios, Economia e Finanças (2020) pelo Jornalistas&Cia. Foi a única influenciadora brasileira a ser convidada para o Fórum Econômico Mundial 2020, em Davos. É autora do “Guia Prático Me Poupe! - 33 dias para mudar sua vida financeira”, lançado em dezembro de 2020 e do best-seller “Me Poupe! 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso”, com mais de 500 mil cópias vendidas. Além de diretora de conteúdo das plataformas digitais e CEO da Me Poupe!, Nathalia comanda o programa Me Poupe 89! todas as segunda-feiras às 9hs da manhã na Rádio Rock e o Me Poupe! Show, às terças, na Rede TV!.

 

Sensação de Exaustão Mental: saiba como lidar com ela

 Excesso de informações e sentimentos provocados pela pandemia vêm provocando efeitos nocivos à saúde mental, incluindo dificuldade constante de concentração, insônia e até mesmo crises de ansiedade e depressão


Cansaço, estresse mental, tristeza. Esses são alguns dos adjetivos que podem descrever como anda a saúde mental da população um ano após o início da pandemia. Com o aumento de casos e mortes e novos lockdowns podendo ser decretados, a esperança de que a situação pudesse mudar vai sendo adiada, gerando ainda mais ansiedade na população.

Os dados confirmam a tendência. Um estudo encomendado pela revista Veja aponta que mais de 80% da população acha que a crise está demorando mais do que esperava e cerca de 73% veem o número de óbitos muito acima do que imaginavam. A preocupação em perder algum parente é grande para 48% dos brasileiros e cerca de 8% temem ficar desempregados. São medos que, aliados com uma rotina mais sobrecarregada de home office para muitos, abalam em muito o equilíbrio mental.

Para o psiquiatra Marco Abud, especialista no assunto, o excesso de informações acaba preenchendo nosso cérebro de tal maneira que resulta em um turbilhão de reflexões que, em alguns casos, leva a um descontrole emocional capaz de levar à dificuldade constante de concentração, insônia, e até mesmo crises de ansiedade e depressão.

"Não existe ainda um consenso que classifique o que vem sendo denominado de ‘aceleração do pensamento’ como um distúrbio, até por conta da necessidade de estudos científicos mais robustos que apontem com mais clareza para as causas e consequências dessa condição, mas de fato a dificuldade em parar de pensar traz efeitos nocivos para a nossa saúde geral. Entre as consequências estão a elevação no nível de preocupações e excesso de tarefas, o que faz com que acabem sendo desencadeados outros sintomas que impactam na nossa qualidade de vida. A exemplo disso, podem ocorrer a elevação dos batimentos cardíacos, sensação de fadiga, falta de ar, dor de cabeça e até outros sinais físicos que saltam aos olhos, como a queda excessiva de cabelos", explica.

Fundador do canal Saúde da Mente no YouTube, o maior sobre o tema no Brasil - somando atualmente mais de 1,5 milhão de inscritos - , Abud afirma que há formas para controlar esse tipo específico de ansiedade e que, com apoio médico, é possível passar a reconhecer os gatilhos responsáveis por desencadear o problema e aprender a frear seus avanços.

"Para muitos de nós, o celular se tornou instrumento de trabalho em tempo integral nesta pandemia, fazendo com que a nossa dependência em estarmos conectados 100% do tempo traga prejuízos gerais ao nosso bem estar físico e mental. Mas a partir de medidas simples, como criar o hábito de restringir o uso do aparelho em momentos como a hora das refeições e perto da hora de dormir, podem trazer de cara uma melhora efetiva na redução desses sintomas de aceleração".

Técnicas de controle da respiração e meditação, assim como a adoção rotineira de atividades físicas e de iniciativas que permitam que possamos sair do piloto automático, buscando outras formas de interação que façam com que o nosso cérebro relaxe, também são aliadas nessa busca pelo equilíbrio mental. E o médico enfatiza: não tenha receio de buscar aconselhamento especializado para lidar com essas questões.

"É essencial que deixemos de tratar os assuntos relacionados à saúde mental como tabu. Assim como sabemos que é preciso buscar apoio médico quando sentimos uma dor estomacal ou dificuldade para enxergar letras miúdas no momento da leitura, buscar o diagnóstico para transtornos que causam o desequilíbrio emocional não deveria ser motivo de dúvidas. O acompanhamento profissional irá garantir um olhar para os sintomas específicos de cada indivíduo e, de acordo com a gravidade do caso, indicar as condutas terapêuticas mais assertivas", reforça Abud.

Acima de tudo, a chave está em lembrar que, antes de qualquer outra urgência, o respeito a si mesmo deve prevalecer. "É impossível deixar a agenda de lado e esquecer os compromissos. Não há mal algum em fazer uma coisa de cada vez, e mesmo que a lista de tarefas pareça estar repleta de urgências, lembre-se de avaliar as reais prioridades e organizá-las numa ordem lógica antes de começar a fazer tudo de uma vez. Isso permitirá que você direcione a sua concentração e consiga concluir uma ação antes de iniciar outra, o que, certamente, trará muito mais proveitos ao final do dia. E não não deixe de estabelecer limites: pequenas pausas ajudam a ‘recarregar as baterias’ e é preciso criar uma agenda que limite as horas de trabalho - mesmo estando em home office - e garanta a preservação dos momentos de descanso", finaliza Marco Abud.

A seguir, confira cinco dicas para "desacelerar" os pensamentos e controlar a sensação de exaustão mental:



Desconectar

Os aparelhos eletrônicos se tornaram tão essenciais nas nossas vidas que parece não ser mais possível viver sem um celular por perto - e sem sinal de internet o mundo parece até que irá desabar. O problema é que esse vício em nos mantermos conectados, leva a um ciclo sem fim de excesso de informações que chegam por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e inúmeros outros canais de comunicação digital. Esse excesso, contudo, faz com que a nossa mente permaneça em alerta máximo o tempo todo. E o remédio para isso é um só: concentre-se no que estiver fazendo e largue o celular quando ele não for essencial para aquela atividade específica.



Organize uma lista de tarefas antes

A pandemia e toda adaptação ao home office trouxe a sensação para muitas pessoas de que falta tempo para dar conta do trabalho e ainda tocar os afazeres domésticos. Afinal, é preciso dar conta de participar de reuniões virtuais, produzir aquilo que é necessário para o bom andamento do trabalho, cozinhar as refeições (e lavar a louça), ajudar os filhos nas tarefas… Uma lista de tarefas que parece interminável, não é mesmo? Mas a verdade é que na maioria das vezes é totalmente possível dar conta de tudo isso sem abrir mão dos momentos de relaxamento e descanso. O poder de estabelecer limites cabe só a você mesmo e nem sempre aquela tarefa que parecia tão essencial precisa ser feita com urgência. Reflita e crie uma agenda, só assim será possível focar no que precisa ser feito sem deixar que o desespero te faça se autosabotar.



Faça pausas

Que tal aproveitar para almoçar com calma ao som das suas músicas favoritas? Ou talvez tentar sentar à mesa no mesmo horário que as pessoas que moram com você e aproveitar o momento para conversar um pouco sobre temas que sejam do interesse de todos? Vale também levantar no meio da tarde para tomar um cafezinho ou comer uma fruta longe do computador. Esses momentos de descontração e distração são excelentes para ajudar o cérebro a relaxar antes de retornar ao nível máximo de produtividade.



Pratique alguma atividade de lazer

Não é novidade que a prática de exercícios físicos traz benefícios para o corpo e a mente. Quando nos movimentamos o cérebro libera hormônios como endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina, que provocam a sensação de bem-estar e, com isso, ajudam a controlar os níveis de estresse. Vale caminhar, dançar, praticar os mais variados esportes.

Mas não é só isso: tocar um instrumento, pintar, cozinhar, ler ou incluir qualquer outra ação na sua rotina que contribua para te trazer prazer e aliviar a tensão são sempre bem-vindos. Entre a comunidade médica também há um consenso sobre o valor das chamadas práticas integrativas, como a meditação e a ioga, que exercem papel essencial para o equilíbrio entre corpo e mente, ajudando no controle da respiração e relaxamento em prol da saúde mental.



Se sentir que algo está fora de controle, procure ajuda profissional

Quando tentar colocar as ideias em ordem se torna um motivo de desespero é hora de pedir apoio. Ainda mais diante desse período de mais de um ano de incertezas que seguimos enfrentando, é comum nos sentirmos desorientados, sem saber como processar o volume de dados, tarefas e preocupações que insistem em nos rondar. O aconselhamento médico profissional irá contribuir nesse processo de reencontro com o seu equilíbrio e te dar as ferramentas para lidar da melhor maneira com essas dificuldades.


Número de acidentes domésticos com idosos aumenta na pandemia

Quedas estão entre as principais causas de lesões e fraturas nesta faixa etária


Enfraquecimento muscular, perda óssea, diminuição da velocidade de reação e equilíbrio, além de redução da nitidez e clareza da visão, estão entre os fatores que colocam a população com mais de 60 anos no grupo de risco para acidentes domésticos.

Dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), do Ministério da Saúde, indicam que, para cada três indivíduos com mais de 65 anos, um sofre uma queda anualmente e que, para cada 20 idosos que caíram, ao menos um sofre uma fratura ou necessita de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos ou mais, 40% caem anualmente.

Os números preocupam as entidades de saúde, sobretudo em meio à pandemia da Covid-19, em que o longo período de isolamento social levou ao aumento de casos de acidentes em casa entre os idosos.

Segundo dados da USP (Universidade Federal de São Paulo), 13% das pessoas com mais de 60 anos caem de forma recorrente, número que chegou a 30% na pandemia.

O médico Paulo Renzo, da CER Ilha do Governador, Emergência do Hospital Municipal Evandro Freire, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, no Rio de Janeiro, destaca que o atendimento para este perfil é bastante comum e que essa demanda aumentou significativamente com a pandemia.

“O confinamento, principalmente em relação aos idosos, impacta diretamente no aumento de acidentes domésticos. A nova condição de isolamento social, sem os devidos cuidados para manter a sanidade física e mental, contribui muito para isso. Os idosos deixaram de realizar suas atividades fora de casa e, consequentemente, perdem condicionamento físico e mental. Ganham em ansiedade e depressão”, explica o Dr. Renzo.

Segundo ele, os acidentes e suas consequências são de ampla variedade quanto à complexidade. Entre os casos mais frequentes que chegam à Emergência do Evandro Freire estão os idosos com fraturas e contusões. Em geral, ocasionadas por quedas da própria altura. 

“Estamos percebendo também, nestes tempos de pandemia, o aumento de casos de inapetência, depressão e ansiedade”, ressalta o especialista, o que fragiliza e até pode gerar acidentes.

Ao tratar de pacientes idosos, todo cuidado é pouco. “Eles sempre geram preocupações quanto à gravidade, pois a fragilidade é inerente à idade e à complexidade. Então, tratamos e investigamos todos os casos, desde os mais simples aos mais complicados”, reitera o médico. Ele lembra que fraturas e lesões podem impactar seriamente a mobilidade e autonomia do paciente e até deixar sequelas.

Segundo o Dr. Renzo, cuidar do ambiente onde vive a pessoa idosa é muito importante, eliminando do caminho qualquer objeto que possa servir de vetor para acidentes. E cita, como exemplo, manter caminhos livres de tapetes, móveis em excesso, entre outras providências preventivas relacionadas ao manejo da rotina domiciliar.

O médico destaca, porém, que a melhor maneira de manter as pessoas idosas longe das situações de risco é dando atenção a elas, considerando, claro, todos os cuidados necessários ao enfrentamento da pandemia.

“Familiares ou cuidadores devem incluir as pessoas idosas no contexto familiar, participando não só das atividades da casa, como das atividades lúdicas (jogos de quebra-cabeça, palavras cruzadas e leituras). Se houver quintal ou varanda na residência, é importante levá-las para um banho de sol, nos horários apropriados (antes das 10h ou depois das 16h) e, principalmente, reservar um tempo para ouvi-las. Elas têm muita sabedoria, histórias de vida e, certamente, amam compartilhar e reviver suas memórias”, orienta o especialista.


Como proteger o idoso

Quando pensamos na segurança do idoso dentro de casa, qualquer cômodo pode ser perigoso. Móveis frágeis, objetos de decoração, cadeira bamba, piso escorregadio ou tapetes soltos possuem grande potencial de risco para quedas.

Doenças específicas mais comuns entre idosos, como Parkinson, esclerose múltipla e artroses, além do aumento da probabilidade de uso de medicamentos sedativos, impactam no equilíbrio e na estabilidade, afetando sua segurança no dia a dia.

Quedas (de escadas, cama, pisos molhados etc.) e acidentes com utensílios domésticos (facas, pregos e vidros, entre outros), além de queimaduras, são os principais responsáveis por fraturas e lesões, em alguns casos com consequências graves.

Além disso, descuidos com instrumentos de cozinha ou construção podem causar lesões nos vasos sanguíneos, tendões e nervos das mãos, enquanto as quedas podem gerar fraturas que necessitem de intervenção cirúrgica.

Portanto, são recomendadas pelas autoridades de saúde alguns cuidados básicos e adaptações nos ambientes:

- A iluminação de todos os cômodos da casa deve ser reforçada.

- Móveis pequenos, como criados-mudos, servem como sustentação para o idoso, portanto devem estar firmes e, preferencialmente, sem rodinhas.

- Atenção especial a possíveis vazamentos em pias e vasos sanitários, evitando que o piso fique molhado.

- Adequar os principais acessos da casa para evitar que o idoso precise subir e descer escadas com frequência.

- Inserir barras de apoio, principalmente nos banheiros.

- Dar preferência ao uso de pisos antiderrapantes e evitar tapetes.

- Durante o manuseio do fogão, manter os cabos de panelas sempre voltados para dentro e dar preferência a equipamentos com acendimento automático e trava de segurança.




Dr. Renzo frisa que, em caso de qualquer acidente, familiares ou cuidadores devem procurar atendimento médico imediatamente.

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”

 

Amor ou dependência emocional?

O psicanalista e coach Dr. Júnior Silva explica como aprender a diferenciar uma situação da outra e não machucar o coração

 

Uma linda história de amor, com sentimentos equilibrados. Um relacionamento harmônico e... Que seja eterno! Esse é um desejo, praticamente, unânime da humanidade, não é? Às vésperas do Dia dos Namorados, então, nem se fale. Quem está acompanhado só quer fazer o relacionamento dar certo a qualquer preço e quem está sozinho sente-se melancólico e segue em busca do tal “amor da vida”.

E o problema está aí! Nessa busca incessante do grande amor de sua vida, muita gente acaba confundindo um sentimento com dependência emocional. É aquela famosa questão de não conseguir ficar sozinho e, sempre, ter a necessidade de se apoiar em algum relacionamento, ainda que falido, abusivo e que, na maioria das vezes, só faz sofrer.

Mas como entender se é amor ou a terrível dependência emocional? O psicanalista e coach Dr. Júnior Silva, explica um pouco sobre essa tênue linha que separa um sentimento verdadeiro e saudável, de algo doentio. “A procura por um amor verdadeiro pode nos colocar em grandes ciladas, mas que juramos de pés juntos, ser amor. Mal sabemos que aquele sentimento nada mais é que uma paixão, carência e pior, dependência emocional. Ou seja, a falta de percepção correta das emoções e sentimentos pode nos fazer tomar decisões desastrosas”, alerta Dr. Júnior.


Ciclos de infelicidade

Para ilustrar melhor a situação da dependência emocional, o psicanalista compartilha um texto da psicóloga Ane Caroline Janiro. E quantas vezes já não vimos esse filme, não é? Ou com nós mesmos, ou com alguém que conhecemos. Observe: “Ela é bonita, inteligente, mas não consegue ser feliz sozinha. Está em um relacionamento destrutivo, faz de tudo pelo parceiro, se anula, se esgota por ele, mendiga atos de amor. Não acredita em suas próprias capacidades, precisa da constante aprovação do companheiro e das outras pessoas. É insegura, sente ciúmes excessivamente, tem medo de ser abandonada e, por isso, se molda conforme a vontade alheia, se esquecendo completamente daquilo que ela realmente é. Quando seu relacionamento chega ao fim, tudo parece ser uma tempestade horrível! Passa pela fase do sofrimento insuportável. Depois decide: “agora tudo será diferente”! Mas por não acreditar em seu próprio valor, logo estará de novo envolvida com promessas de amor vagas, carícias e demonstrações de afeto não duradouras. Algo que para ela, agora sim, parece ser a chave de sua felicidade, mas na verdade está em uma nova prisão. E o ciclo todo se repetirá...”

Segundo Dr. Júnior, neste texto Ane Caroline descreve, exatamente, uma pessoa que sofre de dependência emocional afetiva. “E posso afirmar: casos assim são mais comuns do que podemos imaginar. São pessoas presas a relacionamentos frustrados, infelizes, mas que não conseguem se libertar”, analisa o profissional.


O tal do amor-próprio

Mas o que fazer para se evitar essa armadilha da dependência emocional, que só tende a deixar o lado psicológico de qualquer pessoa em frangalhos, com o passar do tempo?

Dr. Júnior dá a receita, que pode até parecer simples, mas colocar em prática requer esforço, atenção e até disciplina, além de autoconhecimento. “O que acontece é que antes de querer amar alguém, precisamos aprender a nos amar em primeiro lugar. Pode acreditar! Essa é a base para que possamos ter a segurança de encontrar o amor verdadeiro. Como podemos amar alguém se não aprendemos a nos amar primeiro?”, provoca o psicanalista.

E ele alerta para algo muito comum em nossa sociedade e que torna tão complicado as pessoas desenvolverem esse amor por si mesmo, se valorizarem. É que esse sentimento, em muitos casos, é julgado como egoísmo, desvio de conduta, arrogância. “Temos a interpretação errônea, e grave, de que nos amar é egoísmo. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Egoísmo é a falta de empatia, o ser fica preso no seu ego incapaz de olhar para necessidade e sentimentos do outro. O amor-próprio nos permite priorizar-se, sem nos diminuir ou sujeitar-se aquilo que não merecemos, mas com empatia ao próximo”, esclarece Dr. Júnior.

É justamente por essa falta de valorização própria, que muita gente acaba entrando numa dependência emocional, acreditando que só pode viver e ser feliz ao lado de alguém, condicionando toda sua vida a outra pessoa e se anulando. Mas com a falsa sensação de segurança, de que vive um lindo amor, quando, na verdade, está em uma grande furada e só vai se machucar.

“A partir do momento que não nos priorizamos e colocamos o outro à nossa frente, estamos as ensinando que aceitamos vir em último lugar. E se isso acontece é a certeza de que criou-se uma dependência emocional, e estamos longe do amor verdadeiro que tanto buscamos”, alerta Júnior, que ainda ressalta: “Quer um amor verdadeiro? Ame-se! E sem pressa, nem desespero, no caminho desse amor-próprio você encontrará um amor companheiro, maduro e verdadeiro”.

 


Dr. Junior Silva/Divulgação

Fotos: https://we.tl/t-EkFdtol3Yq


Mais da metade dos estudantes brasileiros estão mais ansiosos, tristes e dependentes dos pais

Pesquisa C6 Bank/Datafolha aponta também que 89% das crianças e adolescentes passaram a usar mais eletrônicos durante a pandemia   

 

Os 15 meses de pandemia mudaram profundamente a rotina das famílias brasileiras, com impacto direto sobre o comportamento e a saúde mental de crianças e adolescentes. A pesquisa C6 Bank/Datafolha divulgada hoje mostra que sete em cada dez estudantes com idade entre 6 e 18 anos estão mais dependentes dos pais e 89% passaram a usar mais celulares, computadores, TVs e videogames. Eles estão mais ansiosos (64%), mais tristes (52%), ganharam peso (54%) e se sentem sozinhos (45%).  

As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 14 de maio, com 2079 pessoas com mais de 16 anos, de todas as classes sociais e regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Do total da amostra, 744 entrevistados têm filhos com idade entre 6 e 18 anos. Esse estudo faz parte de uma série de pesquisas encomendadas pelo C6 Bank para entender os impactos da pandemia no país sob diversos aspectos.    

O levantamento feito pelo Datafolha aborda com os pais e responsáveis aspectos psicológicos e de comportamento relacionados aos estudantes, que no último ano foram afastados dos amigos, da escola e de familiares, mas também aponta os efeitos do ensino a distância nesse período. A pesquisa indica que 46% das crianças e adolescentes estão com dificuldade de aprendizagem. Esse índice é maior entre meninos e meninas de 6 a 10 anos (53%) do que entre jovens de 16 a 18 (41%). No total, dois em cada cinco relatam perda da capacidade de concentração.   

Os dados também refletem as diferenças entre as redes pública e privada no país. Enquanto 36% dos alunos de escolas públicas dizem ter perdido o interesse pelos estudos, esse percentual é de 28% entre estudantes de escolas privadas. Nesse grupo, a aprovação do ensino a distância também é maior (43%) do que entre alunos de escolas públicas (37%). A maior disparidade, no entanto, está nos impactos da interrupção da merenda escolar. A alimentação de 11% dos alunos de escolas públicas piorou sem as refeições oferecidas pela escola, enquanto entre estudantes do ensino particular esse percentual é de 4%. “As diferenças de resultados entre alunos de escolas públicas e privadas é preocupante e configura mais um sinal do aprofundamento das desigualdades gerado pela pandemia em um país já tão marcado por contrastes sociais e econômicos", afirma o diretor de pesquisas do Datafolha, Alessandro Janoni.  

Em maio, quando a pesquisa foi realizada, 27% dos alunos brasileiros de 6 a 18 anos tinham retomado as aulas presenciais. Entre estudantes de escolas particulares esse índice é de 55% e nas escolas públicas, de 22%. Quando questionados o que impediu o retorno à sala de aula, 65% dos entrevistados afirmaram que não voltaram porque a escola não reabriu. Outros motivos também foram apontados como o agravamento da pandemia (13%), evitar o risco de contaminação por coronavírus (7%), criança ou adolescente está com problema de saúde (6%) ou porque a escola não garante a segurança de todos (6%). Segundo o levantamento encomendado pelo C6 Bank, 91% das crianças e adolescentes de 6 a 18 anos matriculados na escola tiveram ensino remoto no último ano.


Reflexos das brincadeiras e atividades ao ar livre na aprendizagem

Sabemos que a criança brinca desde cedo e o brincar envolve múltiplas aprendizagens. O tempo integral de brincar é na educação infantil; à medida que as crianças crescem, as brincadeiras neste teor de ludicidade se modificam e diminuem.


Brincar é uma atividade humana criadora, na qual a imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de ação, assim como de novas formas de construir relações sociais com outras crianças e adultos. Desta forma, a criança reinterpreta o mundo e produz novos significados, saberes e práticas.

Brincar fora da sala de aula desenvolve habilidades como correr, pular, subir, expressar-se e comunicar-se com o outro, interagindo, participando, cooperando, representando, argumentando, negociando e apropriando-se de muitas descobertas, como: bichinhos do jardim, diferentes tipos de folhas, pintura, piquenique, cuidados com a horta, contação de histórias, caminhada, pendurar roupas, abrindo lugar para curiosidade.

Tanto Piaget como Vygotsky nos mostram a importância do jogo simbólico e das brincadeiras na infância, na construção da personalidade e na interação do cognitivo e afetivo.

Piaget (1998) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa. Já Vygotsky (1978) define o brinquedo como algo que preenche as necessidades da criança, o que significa entendê-lo como algo que motiva para a ação.

O professor estabelece pontes de oportunidades de observar, falar, analisar expressões e gestos, registrar as hipóteses com anotações significativas, escuta e vê capas que representam super-heróis, bonecas como filhinhas, conduzindo o grupo com estratégias que estimulem atividades criativas e psicomotoras.

Antes mesmo da pandemia, a Educação Infantil do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré sempre primou por atividades fora da sala de aula. Somos privilegiados pelo espaço e área verde da nossa unidade, o que possibilita a interação e vivências com a natureza de forma direta.

Desenvolvemos um currículo apropriado para Educação Infantil, pautado na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) com fundamentos nos campos de experiências e princípios, que compreendem que a criança seja atendida nos seus direitos de aprendizagem: participar, explorar, brincar, expressar, conhecer-se e conviver.

É importante que a escola e a família estejam sempre estimulando as crianças com brincadeiras ao ar livre, oferecendo propostas de atividades como: plantar, correr, caminhar, andar de bicicleta, pular corda, caçar bichinhos com lupa, criando desafios, respeitando o tempo da criança e estimulando o contato e zelo pelo meio ambiente, auxiliando na saúde mental, emocional e física, além de favorecer na relação pais e filhos.



Ivoneide Ribeiro Martin - Orientadora Pedagógica e Educacional do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré.

 

O que o isolamento social nos ensina sobre relacionamentos?

Em momentos difíceis, capacidade de adaptação é fundamental para manter o bom convívio, afirma psicóloga da Rede São Camilo SP

 

Se por um lado os casais que já viviam juntos passaram a conviver em tempo integral, por outro aqueles que não moram na mesma casa precisaram se readequar à distância. Em ambos os casos, as medidas de isolamento social, impostas pela pandemia de Covid-19, impactaram a qualidade das relações amorosas.

De acordo com a psicóloga Camila de Cássia Ribeiro, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a mudança forçada pela situação atual trouxe consigo diversos fatores que podem prejudicar um relacionamento. É o que mostra um estudo realizado pela Universidade de Columbia.

Segundo o levantamento, a deterioração das relações está ligada ao aumento de sintomas de depressão e ansiedade neste período. “Medo do futuro, problemas financeiros, queda da qualidade do sono e alterações na rotina fazem parte deste combo”, explica a especialista.

Um dos reflexos disso está justamente no resultado de um levantamento realizado pelo Co­lé­gio No­ta­rial do Bra­sil, indicando que o número de divórcios em 2020 foi o maior desde 2007 em diversas regiões do país, com pico entre os três primeiros meses da pandemia.

“O convívio intenso dos casais, associado à redução nas distrações e ao aumento das preocupações no dia a dia, pode elevar ou evidenciar as incompatibilidades, causando desgaste emocional”, destaca.

Já para os casais que não vivem juntos o desafio está na manutenção do vínculo, uma vez que o momento exigiu a redução do contato físico, substituído muitas vezes por videoconferências e outros recursos virtuais.

“Tudo isso nos leva a compreender que um dos principais aprendizados que o isolamento social nos trouxe é a importância da adaptação”, ressalta a psicóloga.

Camila explica que o momento pode ser uma oportunidade valiosa para rever as prioridades na relação. “Empatia e flexibilidade são pontos fundamentais para que os casais consigam se conectar em momentos difíceis”, afirma.

Na prática, isso significa que a qualidade do relacionamento depende da predisposição de ambos em olhar para o cenário atual e criar meios que favoreçam o bem comum. Neste Dia dos Namorados, o segundo em meio à pandemia, a psicóloga dá algumas dicas aos casais:


Manter a individualidade

Aos que moram juntos, é necessário encontrar momentos no dia a dia para se dedicar a atividades particulares. Seja lendo um livro, assistindo a uma série, cultivando um hobby, o importante é que cada um preserve sua individualidade.

“O excesso de convivência tende a fazer com que as pessoas abram mão de si mesmos, como se os dois formassem uma única pessoa, o que pode ser prejudicial ao casal em longo prazo”, alerta.


Valorizar a comunicação

Essa dica vale para todas as relações. “Estejam juntos ou distantes, os casais devem exercitar a comunicação, de maneira que ambos se sintam estimulados a compartilhar seus pensamentos e sentimentos abertamente”, orienta a especialista.

Segundo ela, a conversa franca e transparente reduz a possibilidade de gerar mágoas e rancores, tão nocivos para uma relação. Além disso, esse hábito gera mais intimidade e reforça o vínculo do casal.



Quebrar o tédio com afeto

Com as opções de lazer restritas desde o começo da pandemia, a rotina tornou-se mais cansativa para muitos casais. Nessa hora, alguns gestos simples podem fazer a diferença, como mandar entregar pequenos agrados na casa do namorado ou namorada (um livro que a pessoa goste ou um docinho feito por você).

Para quem vive na mesma casa, a pessoa pode, por exemplo, preparar um café da manhã especial em um dia comum, criar um ambiente de cinema em casa, ouvir uma música ou ainda dançar na sala.

“O objetivo, aqui, é construir hábitos positivos que demonstrem afetividade, um elemento capaz de aumentar a sensação de bem-estar e que também ajuda a tornar a rotina menos desgastante”, finaliza a psicóloga.




Hospital São Camilo

@hospitalsaocamilosp

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