70% dos
vendedores disseram que a retenção de clientes se tornou uma prioridade maior
desde a pandemia
A retenção de clientes se
tornou prioridade entre os vendedores do mundo todo desde o início da crise do
coronavírus. Dados da pesquisa do LinkedIn, o Cenário de Vendas, mostram que
70% da força de vendas acredita nessa medida para sustentar seu negócio de
agora em diante. Essa sustentação vem com um grande desafio decorrente da nova
realidade dos negócios: uma queda na taxa de resposta dos clientes, apontada
por 44% dos profissionais de vendas. Esse cenário impõe uma mudança de
comportamento dos vendedores que precisam ser mais parceiros e consultivos nos
seus relacionamentos com os clientes, tendência que já vem sendo sinalizada
pelo aumento de 40% no volume de abordagens mais amigáveis por parte de
representantes de vendas após o início da crise do COVID-19.
No Brasil, o fluxo de
vendas foi reescrito pela Covid-19 enquanto o país tem lidado com as
consequências sociais e econômicas da pandemia. Essa disrupção dos últimos
meses acelerou o uso de novas táticas nos negócios. Algumas mudanças que os
vendedores e suas organizações planejavam ao longo de meses ou anos ocorreram
em poucas semanas. Dados da pesquisa do LinkedIn mostram que, antes da
pandemia, o planejamento de aumentar o investimento em tecnologia de vendas era
mais intenso no Brasil do que em outros países, como Estados Unidos,
Reino Unido, Alemanha, França e México. Além disso, os vendedores brasileiros
estavam mais propensos a descrever as ferramentas digitais como críticas para o
seu sucesso do que os vendedores de qualquer outro lugar. 57% das empresas
consultadas já planejavam aumentar o investimento em tecnologia de vendas em
10% ou mais.
“As empresas precisaram
responder a desafios imediatos, colocando uma nova perspectiva nas tendências
duradouras de vendas e dando uma nova urgência a mudanças nos negócios que já
estavam ocorrendo. Em 2019, o tempo que os vendedores do Brasil passaram
aprendendo novas habilidades no LinkedIn Learning foi 3,5 vezes mais do que outras
profissões no país. Isso nos mostra que os vendedores já estavam desenvolvendo
muitas das competências necessárias para construir relacionamentos com
compradores de forma remota, e que as organizações de vendas já estavam
priorizando o investimento em conhecimento associado à capacidade de
gerenciamento de mudanças”, explica Ana Almeida, gerente de Marketing do
LinkedIn.
Nova Realidade
1. As organizações de
vendas devem se adaptar a orçamentos reduzidos e ciclos de vendas mais longos,
o que poderia conduzir a uma mudança em como o desempenho dos vendedores é
avaliado.
2. Fortalecer os
relacionamentos com os clientes é ainda mais vital, à medida que os vendedores
se adaptam a processos de compra mais longos e interrupções nas suas principais
contas.
3. Vendas remotas
significam vendas digitais e elas vieram para ficar, com os vendedores se
apressando para aprender novas competências e compradores descobrindo que, em
alguns aspectos, preferem as interações digitais.
E como ficam os
compradores?
Com o confinamento, as
atividades comerciais e a confiança caíram drasticamente e isso tem um impacto
direto nos planos de despesas dos compradores:
· O
otimismo entre os compradores B2B (business to business) no Brasil caiu mais de
20% em um mês, entre abril e maio, de acordo com a esse estudo da McKinsey
· O
mesmo estudo da McKinsey aponta que 55% dos negócios brasileiros cortaram
seus orçamentos e 47% planejam cortar despesas no futuro
· Por outro lado, os
compradores B2B no Brasil estão 2,7 vezes mais dispostos a preferir a interação
digital a conversas de vendas tradicionais.
· Isso
provavelmente levará a ciclos de vendas mais longos, exemplificado pelos
44% dos vendedores nos Estados Unidos relatando que agora leva mais tempo
para fechar negócios
· Dentre
estes profissionais, 55% esperam que seu ciclo de vendas diminua, com
14% prevendo uma queda significativa
No mundo, 60% dos
profissionais de vendas esperam fechar menos negócios em decorrência da crise.
No Brasil, isso poderia acelerar as mudanças quanto a como as empresas avaliam
o desempenho de equipes de vendas. A pesquisa do LinkedIn mostra que a
satisfação do cliente e a utilização do produto vêm se apresentando como
indicadores tão importantes quanto mensurar exclusivamente cotas individuais de
vendas. “Com a capacidade dos representantes de vendas de fechar negócios restrita,
é provável que essa ênfase em outras formas de avaliação de valor aumente”,
destaca Ana.
O estudo do Cenário de
Vendas no Brasil do LinkedIn mostra ainda que os profissionais de vendas se
beneficiam dos níveis de confiança e trabalham para que esta seja mantida agora
num ambiente digital, que substituiu negociações físicas por atendimentos
remotos. De acordo com 89% dos compradores, os profissionais de vendas do
país têm uma reputação positiva, sendo que 49% a descrevem como muito
positiva. Também, 63% dos profissionais de vendas do Brasil consideraram
uma relação de confiança como um dos dois principais fatores que ajudam a
fechar uma venda. O desafio está justamente em manter esse índice agora no
universo digital, uma vez que a natureza da profissão sempre esteve direcionada
ao fortalecimento de habilidades nas relações presenciais.
Classificada fortemente em
segundo lugar dentre os fatores mais importantes para fechar negócios foi a
capacidade de demonstrar o ROI (retorno sob investimento, em português) de uma
transação, listada por 49% dos vendedores como um dos dois principais
fatores. Com a confiança nos negócios baixa, é provável que esse seja um fator
ainda mais importante no futuro.
A revolução das vendas
O cenário de vendas no
Brasil passou por uma rápida transformação nos últimos anos, à medida em que as
redes sociais emergiram como um canal dominante de vendas e as organizações de
vendas aumentaram seus investimentos em tecnologia e profissionais de vendas
capacitados tecnologicamente. Agora os vendedores devem se preparar para uma
mudança ainda maior.
“A crise do coronavírus
impôs vários meses de venda remota, onde as reuniões presenciais são
extremamente limitadas. É preciso explorar formas de demonstrar criatividade e
conhecimento do negócio em chamadas de vídeo e plataformas de redes sociais. No
entanto, eles também precisam da capacidade de criar relacionamentos virtuais
por meio de insights e um entendimento mais profundo das necessidades dos
clientes. Os vendedores de maior sucesso do Brasil sempre se concentraram em
ganhar a confiança de seus compradores. Eles precisam adotar novas formas de
fazer isso”, alerta a executiva.
Para entender como esse
cenário está mudando, o LinkedIn reuniu no estudo Cenário de Vendas 2020, dados
de sua pesquisa com mais de 500 profissionais de vendas e 500 compradores B2B
no País, que ocorreu em dezembro de 2019 e que fornece um panorama detalhado de
como as organizações de vendas estavam evoluindo antes da pandemia. O resultado
foi associado a outros estudos do mercado que dão um panorama em tempo real da
situação econômica e dos negócios no Brasil, assim como estatísticas sobre o
engajamento de usuários na plataforma do LinkedIn durante a pandemia. Em meados
de março, 200 profissionais da área comercial foram questionados sobre como
viam o impacto da pandemia nos negócios. O mesmo questionamento ocorreu
novamente no início de abril com 511 vendedores. Embora essas últimas pesquisas
não sejam focadas no Brasil, elas forneceram um contexto importante sobre os
desafios que as equipes de vendas provavelmente enfrentarão.
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