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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Como vencer o Medo da Mudança


O medo é natural e necessário. Medo faz parte de nós, do nosso instinto de preservação. Muitas vezes temos medo porque não vemos com clareza, pois o medo é um estado de alerta. Quando passamos a ver com clareza nos libertamos do medo.

Enfrentamos o medo com o contraponto da coragem. Entretanto, a coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de enfrentá-lo.

Toda a mudança produz, inicialmente, um momentâneo desequilíbrio e desconforto. É neste momento que pode surgir o medo. Exemplos clássicos são as  mudanças de cidade, de escola, ou de emprego...Ou mudanças ainda mais radicais como casamento, separação, ou um procedimento cirúrgico....

Quem já não teve momentos de medo? Gosto de citar o meu próprio exemplo em que já enfrentei momentos de medo. Quando, em 2006, eu deixei o abrigo, proteção, conhecimento e segurança de 25 anos em uma instituição religiosa para arriscar uma nova vida, senti medo. Ao recomeçar a minha vida fora da instituição religiosa, com poucos recursos financeiros e materiais, precisei recomeçar a minha história. História que conto no eu livro “De Freira a Coach”, onde mostro a certeza de que cada dia é uma nova possibilidade de transformação e superação do medo.

Existem coisas que você pode fazer para  superar o medo da mudança. Vou passar a seguir três dicas para que você possa superar o medo de uma mudança, seja pessoal ou profissional.
  1. Uma das primeiras coisas é a batalha com a sua mente. O pensamento inicial é de que a mudança possa não dar certo. Sempre que surgir esta sensação, você precisa estar atento para mudar este padrão de pensamento. Substitua-o por um pensamento positivo e afirme com clareza a si mesmo de que vai dar certo. Este exercício deve ser constante.
  2. Toda mudança precisa de um planejamento. Eu, particularmente precisei fazer uma mudança abrupta, pela necessidade de uma decisão urgente. Entretanto é sempre aconselhável o prévio planejamento de uma mudança. Por vezes é importante planejar a mudança com a sua família, planejar a parte financeira, quais os passos que você precisa dar, criar uma rota de ação
  3. Estabelecer data e horário para iniciar a mudança. Para sair da zona de conforto, para entrar em ação e ter a clareza de qual o primeiro passo que você vai dar, escreva as coisas que você precisa executar, estabelecendo com clareza a data e mesmo horário em que será executado. .
 Mudança dá trabalho e precisamos nos preparar, pois são as mudanças que nos proporcionam a evolução. Imagine se eu não tivesse tomado a decisão de mudar. Provavelmente não estaria hoje aqui falando com você. Encare a mudança de forma positiva, seja protagonista nos processos de mudança. Desapegue-se do passado e viva seu presente, pois quem vai mudar a sua vida é você.

Se tudo que eu estou te falando está fazendo sentido até aqui, é sinal que você está começando a entender os princípios da transformação que você quer para sua vida e para sua carreira.






Ana Slaviero - palestrante, coach de alta performance e especialista em transição de carreiras

Traição: perdoar ou não?


 Perdoar faz bem para a saúde física e mental

Por que insistimos em trair se poderíamos por fim a um relacionamento sem quebrar o acordo de monogamia e a confiança estabelecidos entre o casal? Uma separação seria a solução mais simples e deixaria menos ressentimentos. Segundo psicólogos e especialistas, o término de uma relação é um processo que vai amadurecendo aos poucos. Para alguns, causa tamanho incômodo que preferem cometer pequenos deslizes a colocar um ponto final. Outras pessoas dissociam o amor do sexo, sentem desejo e realizam suas fantasias sem deixar de amar o parceiro. Distanciamento, falta de valorização pelo parceiro, oportunidade irresistível ou até mesmo vingança são outros fatores que motivam as traições.
Mas, o interessante é constatar que, mesmo reconhecendo já ter cometido uma traição, nem todos estão dispostos a perdoar. Pesquisa realizada pelo site de relacionamento sugar, MeuPatrocínio, apontou que 56,6% dos seus usuários admitem ter traído os seus parceiros e 72% dizem saber que foram vítimas da quebra de confiança. Por outro lado, quando questionados se perdoariam o deslize, as opiniões se dividem: 57% não concederiam o perdão, enquanto 43% dariam mais uma chance à relação. As reações à traição divergem e parecem ter relação direta com o nível de privacidade. Se revelada durante uma confidência, a tendência mais frequente é o perdão. Se o caso teve repercussão e ficou público, o problema ganha outras proporções e exige uma satisfação, igualmente pública que, na maioria das vezes, resulta em separação.
Perdoar não significa, necessariamente, dar continuidade à relação que demonstrou ter algum tipo de desgaste. O perdão é um processo que deveria finalizar a dor causada por um ressentimento, desgosto ou raiva – sentimentos comuns que afetam aqueles que foram traídos. Dr. Marcelo Katz, médico cardiologista, comenta que perdoar é um ato simples, mas ao mesmo tempo complexo, que traz um alívio interior e benefícios ao coração. “Perdoar não é colocar as angústias, problemas e mágoas debaixo do tapete. Existe todo um processo para que isso ocorra.

A pessoa que perdoa fica mais otimista e afetuosa. O peito agradece. Isso porque o nível de adrenalina, hormônio liberado em situações estressantes, diminui. A pressão arterial tende a ficar estável e o sono melhora. Ou seja, há um enorme ganho de qualidade de vida”, afirma o cardiologista.

Se você quiser viver bem depois e apesar de uma traição pense em perdoar, mesmo que se separe da pessoa. Você estará fazendo um bem para o seu corpo, garantindo o bem-estar necessário para recomeçar.



MeuPatrocínio


Técnica aprimora relacionamentos pessoais e profissionais


Rapport estabelece ligação de empatia para gerar confiança e comunicação mais eficaz


Ouvir e ser ouvido em uma conversa permite estabelecer confiança entre as pessoas envolvidas. Quando isto acontece, é criada uma ligação de empatia na qual as pessoas estão em plena sincronia, tornando a comunicação mais eficaz. Uma das técnicas que contribuem neste processo é o rapport – que, segundo o estrategista Anthony Robbins, é a “capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum”.

Emerson Vamondes, especialista em comportamento humano e PNL (Programação Neurolinguística), salienta que dominar este artifício permite aprimorar os relacionamentos pessoais e profissionais. “Como é gerada uma relação de confiança, a interação entre os indivíduos é maior, o que aumenta a fluidez da troca de ideias”, explica. “A comunicação, seja com amigos e familiares ou no ambiente profissional, se torna bem-sucedida, dado que as partes se tornam mais abertas a novos conceitos”, completa.

Exemplo é que na vida pessoal, a ferramenta permite mostrar aos filhos ou cônjuges que entende os problemas pelos quais estão passando, estando disponíveis para ajudar. No âmbito profissional, sobretudo no ramo de vendas, a técnica ajuda a fechar negócios e conquistar clientes, já que a pessoa mostra que não está interessada apenas em firmar contrato ou fazer uma venda, mas também em ajudar o cliente a encontrar soluções para seus problemas.

Inicialmente utilizado pela psicologia com o objetivo de estabelecer conexão entre paciente e terapeuta, o rapport está baseado em três pilares. O primeiro é o espelhamento, que é baseada na cópia da linguagem corporal – tais como gestos, expressões faciais e postura – do interlocutor. “Porém, é preciso prestar atenção e adotar a linguagem não-verbal de forma gradual e sutil, caso contrário, a pessoa pode perceber e se tornar resistente à conversa”, orienta.

Vamondes lembra que este processo também ocorre inconscientemente. “Quando passados muito tempo com um amigo, começamos a imitar seus gestos e postura ou, se viajamos para outro estado, voltamos imitando sotaques e reproduzindo dialetos, tudo soando de forma natural”, pontua.

O segundo pilar é a reciprocidade, ou seja, oferecer benefícios, como favores ou presentes, sem esperar nada em troca. O especialista em comportamento humano e PNL assinala que isto desperta a vontade da pessoa beneficiada retribuir a ação voluntariamente.

O terceiro ponto consiste em encontrar interesses em comum, que podem ser problemas, dores ou, até mesmo, hobbies, a exemplo de esportes, filmes, livros e música. “Esta etapa é essencial para fortalecer a ligação entre as pessoas, sobretudo quando o fator comum é um problema, uma vez que elas podem se juntar para encontrar uma solução”, afirma o profissional. “Entretanto, toda opinião deve ser verdadeira pois o rapport é criado a partir da sinceridade e não da manipulação”, alerta.

Ainda que estes sejam os aspectos que balizam a técnica, outros elementos, como tom e volume da voz, equilíbrio emocional e timing também fazem parte do processo. Embora boa parte seja realizada inconscientemente, a prática é essencial, visto que permite identificar padrões comportamentais com mais eficiência. Assim, aplicar os pilares do rapport na comunicação cotidiana fica mais fácil.






Emerson Vamondes - Após atuar por 16 anos como engenheiro elétrico em grandes empresas do País, Emerson Vamondes decidiu se dedicar integralmente ao comportamento humano. É presidente do Instituto Evoc (Evolução Comportamental), onde desenvolve cursos voltados para coaching e PNL (Programação Neurolinguística). Em 2014, o profissional idealizou a Academia da Liderança, cujo objetivo é a formação de líderes por meio do desenvolvimento de capacidades comportamentais. Dois anos mais tarde, criou o Instituto Evoc, que busca a evolução comportamental em sua essência. Mais informações em: www.institutoevoc.com.br.


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