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terça-feira, 9 de agosto de 2016

STATO lista 8 dicas para construir (e manter) um bom networking



Confira como melhorar sua base de contatos e garantir um upgrade na sua carreira


Conectados por redes sociais, todos estão inseridos em uma espécie de aldeia global que favorece ações de networking (rede de contatos). Que pode ser muito bem usado na vida profissional, mas lembre-se também estamos igualmente expostos como pessoas. Não basta ser bom, se você quer crescer e se manter bem colocado no mercado, vai precisar de uma boa rede de comunicação.

            Networking – pode até soar um pouco assustador, principalmente para os tímidos, mas na prática não é difícil. Pesquisa realizada pela STATO mostra que mais da metade das oportunidades de um novo emprego surgem por meio de networking. O networking pode se tornar forma de potencializar suas oportunidades. Confira as dicas:

1        – Foque na qualidade e não quantidade
Não basta entrar no Facebook ou LinkedIn e adicionar todo mundo ou sair distribuindo todos os seus cartões de visitas por ai. A força da sua rede de contatos depende mais da qualidade das conexões estabelecidas. O importante não é quanta gente você conhece, mas quem você conhece como essas pessoas estão relacionadas aos seus interesses e o que faz com tudo isso.

2        – Aproveite as situações
Fora das redes sociais também é necessário fazer networking, claro. É possível, por exemplo, que você encontre um antigo colega num restaurante, que não vê há muito tempo, a dica é ir até ele sim, cumprimentar e perguntar se ele se lembra de você, etc. 

Se for alguém que você não conhece, mas quer muito estabelecer um contato, também pode ir até lá, se apresentar e dizer algo como: ‘eu acho que você é a pessoa tal e etc’. Seja educado e gentil nessa hora e observe se sua atitude não está incomodando ninguém. Ao menor sinal de constrangimento, peça desculpas pelo incômodo e não force a barra.

3        – Mostre seu interesse pelos outros e crie troca
Um relacionamento só cresce se existe interesse mútuo. Quando acabar de conhecer alguém, pergunte coisas sobre a pessoa ao invés de falar só de si mesmo e de suas opiniões, logo de cara. Demonstrar interesse e construir uma conversa é essencial para uma boa relação.

Por outro lado, se você perceber que a outra pessoa não está genuinamente interessada, desista e parta para outra. Isso também vale para pessoas por quem você não tem interesse – não insista. O melhor é se concentrar em relacionamentos bons e agradáveis para ambos os lados.

4        – Cultive contatos
Para manter um contato vivo, uma comunicação recorrente é importante. Mesmo um lembrete de aniversário ou um artigo que possa acrescentar fazem a diferença. Conexões vão muito além de trabalho, mesmo em outros momentos de vida, alguns de seus contatos podem ser interessantes para os dois lados. Mantenha pessoas com conexões verdadeiras na sua rede, que sempre pode ser ampliada, inclusive de forma espontânea.

5        – Esteja sempre atualizado e bem informado 
Manter-se inteirado e conectado para ser notado no seu meio é essencial. Seja uma fonte de informações em sua área de atuação, para isso, estude o mercado de trabalho, leia matérias recentes sobre áreas de interesse e mantenha-se a par das novidades. 

Participe de fóruns e grupos que discutam temas correlatos, converse com pessoas e sempre divulgue sua opinião na sua rede. Por meio desse processo, você pode se tornar referência e mais conhecido e, portanto ter acesso a oportunidades que sejam do seu interesse. Em contra partida, para estar disponível precisa ser encontrado, tenha seus dados atualizados num currículo e nas redes sociais, como no LinkedIn. 

6        – Não se limite a contatos do presente
Um colega com quem você já trabalhou, ex-chefe, um professor antigo, um amigo de infância, VIZINHOS, FAMILIARES, AMIGOS DE AMIGOS, não importa. Mesmo que essas pessoas não trabalhem efetivamente na área em que deseja, elas têm outros contatos que podem eventualmente te apresentar, o que fortalece e sustenta o conceito da rede. Participando de qualquer situação que favoreça o networking, busque conversar também com pessoas novas, ao invés de só se manter em grupos de conhecidos.

7        – Seja zeloso:
Um bom networking é como um processo de vendas, tem 3 fases - o pré, o durante e o pós, e todas merecem atenção. Antes de qualquer contato se prepare e tenha claro o objetivo do encontro. Durante o contato: saiba ouvir, divulgue nas “entrelinhas” seus projetos e interesses e sempre combine o follow-up para dar sequência. Depois é importantíssimo agradecer, retribuir e cultivar a relação.  

Esse deve se um exercício permanente, de modo que a rede se fortaleça e que você não tenha desconforto e constrangimento sempre que precisar recorrer a ela. Algumas coisas podem fazer você perder a sua rede, como ser utilitarista, não dedicar tempo para conversar, não retribuir e não agradecer às pessoas. Tenha consciência que cultivar bons relacionamentos é um exercício permanente. Abrir espaço em sua agenda para receber profissionais, retornar telefonemas e e-mails, almoçar com estas pessoas, estar verdadeiramente disponível.

8        – Esqueça a tal da culpa ou mal estar:
Sorriso falso, afinidade forçada e conversas mornas não precisam fazer parte deste ri­tual­! Vale avaliar, tudo que contraria a sua natureza se faz sentido para você ou não. 

O sentimento ruim pode acontecer porque parece que estamos aproveitando ou tirando vantagem, mas se conseguir fazer com que a outra pessoa sinta que se beneficiará desse relacionamento, tudo vai fluir bem melhor. Sem traumas. No mercado não há espaço para pessoas incompetentes só porque são amigas de alguém, você tem que ser realmente bom naquilo que você está se propondo 

Por isso, o bom networking é uma prática diária e não uma ação feita quando você precisar, visto assim, cultivar a sua rede de contatos faz bem mais sentido. Porque quem lembra dos “amigos” só para pedir ajuda certamente perde pontos e amizades.




Sobre a STATO           
A STATO  é uma consultoria especializada em recrutamento de executivos, desenvolvimento organizacional e transição de carreira/outplacement. A STATO atua em todas as etapas do ciclo dos profissionais nas empresas identificando, desenvolvendo e apoiando pessoas para o sucesso dos profissionais e das organizações. A empresa conta com especialistas em assuntos relacionados à carreira, seja do ponto de vista das organizações ou dos indivíduos.
Mais informações: http://www.statobr.com/

Pesquisa aponta que o estresse é o principal problema que afeta a saúde e produtividade dos trabalhadores brasileiros. Visão dos fatores que geram o problema diverge entre empresas e empregados




Com o objetivo de conhecer as estratégias e programas de saúde e produtividade das organizações nos mercados em que atuam, a Willis Towers Watson realizou a pesquisa Staying@Work – Health & Productivity (Saúde e Produtividade). O estudo, aplicado a 56 empresas no Brasil, apontou que o estresse é o principal risco à saúde dos empregados e à produtividade das organizações.

Na lista dos top 5 citados pelos empregadores estão:
·         Estresse (62%)
·         Falta de atividade física (44%)
·         Presenteísmo (42%)
·         Excesso de peso/obesidade (40%)
·         Maus hábitos alimentares (36%)
 


Saúde e produtividade são prioridades em todo o mundo
Numa visão global do estudo, que pesquisou quase 1.700 empresas de médio e grande porte em 34 países, o estresse também aparece em primeiro lugar, mostrando como esse problema afeta os trabalhadores em escala mundial.
Os números são ainda mais alarmantes quando vemos as estatísticas de outras regiões: EUA (75%); Europa, Oriente Médio e África (74%) e América Latina (72%). Apenas na Ásia Pacífico a preocupação com o estresse é menor, citada por 44% das empresas.


Fontes de estresse – visões desconexas entre empregados e empregadores
Ao se confrontar o que empregados e empregadores consideravam como as principais fontes de estresse relacionadas ao ambiente de trabalho, comparando com dados de uma segunda pesquisa, chamada Global Benefits Attitudes também realizada pela Willis Towers Watson, com a participação de 1.004 empregados no Brasil (quase 30.000 no mundo), foi revelada uma desconexão entre as visões de cada um. No quadro abaixo, vemos as principais desconexões no ranking do que empregadores e empregados consideram como fontes de estresse, por ordem de relevância:



Neste outro gráfico, podemos ver o ranking completo:




Saúde como prioridade para os empregados
A pesquisa Global Benefits Attitudes apontou ainda que 71% dos empregados brasileiros consideram a saúde como uma questão prioritária e 79% afirmam que os empregadores devem exercer um papel ativo em incentivá-los a levar um estilo de vida mais saudável.
De acordo com dados do estudo Staying@Work – Health & Productivity (Saúde e Produtividade), 80% dos empregadores pretendem aumentar o seu comprometimento com a saúde e produtividade de seus empregados nos próximos dois anos.



Entretanto, a participação nos programas de saúde e bem-estar permanece baixa: apenas 57% dos empregados no Brasil participaram de alguma atividade no último ano, segundo o estudo Global Benefits Attitudes. A pesquisa aponta que ainda há uma parcela de empregados que se mostra reticente sobre o papel das empresas em oferecer iniciativas que os ajudem a ter um estilo de vida mais saudável:
·         51% afirmam que preferem gerenciar sozinhos a sua saúde
·         40% acham que as iniciativas oferecidas por suas empresas não atendem as suas necessidades
·         22% não querem que os empregadores tenham acesso as suas informações de saúde







Sobre a Willis Towers Watson
A Willis Towers Watson (NASDAQ: WLTW) é uma empresa global líder em consultoria, corretagem e soluções, que auxilia os clientes ao redor do mundo a transformar risco em oportunidade para crescimento. Com origem em 1828, a Willis Towers Watson tem 39.000 colaboradores em mais de 120 países. Desenhamos e entregamos soluções que gerenciam riscos, otimizam benefícios, desenvolvem talentos, e expandem o poder do capital para proteger e fortalecer instituições e indivíduos. Nossa perspectiva única nos permite enxergar as conexões críticas entre talentos, ativos e ideias – a fórmula dinâmica que impulsiona o desempenho do negócio. Juntos, desbloqueamos potencial.


Sobre as pesquisas
A pesquisa 2015-2016 Staying@Work – Health & Productivity (Saúde e Produtividade) teve como objetivo conhecer as estratégias e programas de saúde e produtividade das organizações nos mercados em que atuam. Foi aplicada entre maio e julho de 2015 e contou com a participação de 1.669 empresas em 34 países.

Já a pesquisa 2015-2016 Global Benefits Attitudes estudou as atitudes dos empregados em relação a seus benefícios de saúde e aposentadoria. O levantamento foi realizado entre os meses de junho e setembro de 2015 e ouviu 30.000 empregados em 19 mercados, representando todos os níveis de cargos e principais setores da indústria.

Como melhorar o estágio no Brasil



Criado para complementar a formação acadêmica, o estágio no Brasil acabou perdendo seu objetivo educacional com o passar dos anos. Uma cultura secular arraigada em nosso país parece pensar que estagiário é sinônimo de mão-de-obra de baixo custo. Uma espécie de ‘faz tudo’ e ‘pau para toda obra’ que é contratado sob os auspícios de aprendizado, mas que não se mostra efetivo.

Uma explicação para isso pode ser a elevada carga tributária brasileira associada às pesadas contribuições sobre salários, que tornam a operação das empresas muitas vezes um desafio. A Lei 6.494 de 1977, que regulamentava a situação dos estagiários, deixava enormes lacunas, o que permitia às empresas contratar estagiários com isenção dos encargos sobre os salários para cumprirem funções e papéis que não tinham relação com seu curso de formação. A nova lei do Estágio (11.788 de 2008) corrigiu erros da antiga e regulamentou a atividade, mas ainda existe o ‘jeitinho brasileiro’, ou seja, continuar contratando estagiários beneficiando-se das isenções, mas sem o compromisso com o processo de aprendizagem favorável à formação do jovem.

Além disso, também existe a reclamação das empresas que dizem receber estudantes com pouca formação acadêmica. Para resolver esse problema, algumas organizações criaram os Programas de Trainee. Neste modelo, as empresas selecionam profissionais que estejam formados em até, no máximo, 24 meses e os preparam para atuação em posições de gestão. É uma resposta das empresas à fragilidade de formação e modelo de preparação que as instituições de ensino ofertam.

Outra solução seria a chamada Aprendizagem Cooperativa ou CO-OP. Esse modelo vem sendo aplicado com excelentes resultados na Universidade de Waterloo, no Canadá, e adotado em outras Universidades mundo afora. A Aprendizagem Cooperativa é baseada em pesquisas que defendem a necessidade de cooperação como condição de desenvolvimento e progresso. Funciona com a revisão dos programas de ensino e aprendizagem que faz uma intercalação entre períodos letivos e momento com imersão total no mundo do trabalho, realizando avaliações e supervisão permanentes. O estudante consegue alternar estudo com prática, fazer rodízio de funções, explorando opções para carreira e construindo um networking.

Nessa modalidade, as empresas identificam talentos e ganham com as novas ideias e motivação dos estudantes. As instituições de ensino que oferecem essa possibilidade atraem mais estudantes, com aumento da visibilidade e reputação, já que proporcionam enriquecimento da comunidade educacional com graduados bem preparados e projetos colaborativos com os empregadores.

Mas, o que seria ideal no Brasil? É necessário que o sistema de estágio seja adequado a cada realidade social, cultural e local. Quando um sistema é suficientemente flexível para permitir adequações a cada realidade, boas experiências podem ser obtidas e bons resultados conquistados. Para isto, é fundamental que o estudante aplique no mundo do trabalho os conceitos que aprendeu na escola. E para a empresa deve ser visto como um investimento na renovação da organização, com as ideias e entusiasmo do jovem, que trará da escola novas visões de mundo que poderão ser adequadas à realidade corporativa. Para isto ocorrer, a empresa precisa estar aberta ao novo e a escola deve efetivar seu papel formativo e se beneficiar das experiências das organizações para rever permanentemente seus currículos e práticas.



Marcus Garcia - Especialista em inteligência motivacional e gestão de pessoas, e atua como professor do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), de Curitiba (PR).

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