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terça-feira, 9 de agosto de 2016

O que nos espera no futuro do trabalho?



A pesquisa Future of Work feita pela ADP traz 5 tendências mostradas pela força de trabalho no Brasil e no mundo

Mudanças tecnológicas e culturais sempre nortearam o desenvolvimento dos espaços de trabalho, que estão acontecendo cada vez mais rápido, englobando cada vez mais pessoas. O efeito dominó desses avanços e as mudanças em massa possuem impactos significativos na forma como as pessoas vivem e trabalham em todo o mundo. A tecnologia, em particular, tem permitido aos funcionários uma maior sensação de liberdade, eficiência e conectividade sem as limitações tradicionais de tempo e lugar.
A ADP, empresa líder global em soluções de Gestão do Capital Humano, levantou informações para descobrir quais são as maiores mudanças do mundo do trabalho e quais as tendências esperadas para os próximos anos. Nesse estudo, intitulado Future of Work, foram entrevistadas mais de 2 mil pessoas que trabalham em empresas com 250 ou mais empregados, no Brasil e países como Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Austrália, China, Índia e Cingapura.
Abaixo, estão 5 principais pontos que guiarão o futuro do trabalho, de acordo com o estudo:
1. Liberdade
As pessoas querem liberdade para desfrutar de suas vidas. Cerca de 77% dos brasileiros querem ter controle e flexibilidade para fazer o seu trabalho quando, onde e como quiserem. Esta liberdade de escolha tem sido amplamente concedida devido ao aumento da capacidade e facilidade para trabalhar a partir de dispositivos móveis.
2. Conhecimento
Acesso às pessoas, ferramentas e informações necessárias para fazer seu trabalho, e tempo para aprender novas habilidades enquanto realizam seus deveres. Essa necessidade nasce da demanda dos empregadores em ter funcionários que produzam mais, em menos tempo e que façam parte de uma força de trabalho multiqualificada. 75% dos brasileiros entrevistados acham provável a adoção de tecnologia como o principal instrumento de aprendizado e registro de novos conhecimentos no meio corporativo.
3.  Autogestão
A tecnologia permitirá ainda mais independência para que as pessoas administrem sua produtividade e desempenho e que também recebam feedback e reconhecimento em tempo real. Isto, provavelmente, irá remover as barreiras à colaboração e redefinirá a relação entre funcionários e seus gerentes. No caso do Brasil, a implementação destas tecnologias é vista como improvável por parte dos funcionários. Apesar de desejarem, apenas 39% dos entrevistados acreditam que as empresas do país irão investir em sistemas de autogestão nos próximos anos.
4. Estabilidade
A possibilidade de buscar talentos ao redor do mundo através de meios tecnológicos e contratar trabalhadores por demanda ao invés de funcionários de longo prazo se tornará mais atraente para as organizações. Isso pode trazer um nível de incerteza que prejudica a estabilidade da força de trabalho, pois certamente, a competitividade crescerá, e pode ser mais difícil encontrar um trabalho. Apesar disso, os brasileiros parecem não temer essa tendência: 61% dos entrevistados acreditam que as empresas do país não adotarão essa tendência. 
5. Significado
O salário já não é um motivo suficiente para as pessoas irem ao trabalho, elas precisam de algo maior – projetos que tenham um significado importante, que causem impacto na sociedade e que beneficie o bem-estar das pessoas. Trabalhar para organizações que tenham metas alinhadas às aspirações pessoais traz mais significado e propósito em sua vida, e também demonstra, por parte da empresa, um comprometimento com as pessoas que trabalham para eles. Outra tendência mundial que difere na opinião dos brasileiros, somente 36% dos entrevistados consideram fundamental trabalhar em projetos alinhados à suas aspirações pessoais.


Sobre a ADP (NASDAQ-ADP)
Tecnologia poderosa com um toque humano. Empresas de todos os tipos e tamanho ao redor do mundo confiam no software de cloud e nas percepções de especialistas da ADP para ajudar a desbloquear o potencial de seus funcionários. RH. Talento. Benefícios. Folha de Pagamento. Compliance. Trabalhamos juntos para construir uma força de trabalho melhor. Para mais informações, visite ADP.com.br

Segundo semestre é o momento para negociar dívidas



Quatro em cada dez brasileiros estão com as contas atrasadas; educador financeiro dá dicas de como começar a quitar os débitos

Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 58 milhões de brasileiros estão com dívidas em atraso e, só em abril, 500 mil consumidores entraram para a lista de devedores e negativados. Isso representa quatro em cada dez adultos com nome na lista de inadimplentes. "A inadimplência atingiu seu ápice. Não dá mais para remediar a situação, é hora de controlar de vez o orçamento", preocupa-se o educador financeiro Pedro Braggio.

As contas bancárias são as que mais registram pagamentos atrasados, porém, cada vez mais, contas como de energia elétrica e água estão ficando pendentes. O educador aconselha que para renegociar as dívidas com os bancos é importante avaliar condições de taxas e juros dos concorrentes e, sobretudo, fazer cálculos realistas. “O inadimplente deve se comprometer apenas com o que realmente poderá ser pago. Por outro lado, parcelamentos muito longos devem ser evitados”, indica.

Pedro ainda aconselha que o acordo seja feito sempre pessoalmente e não ocorra exatamente na primeira visita ao gerente, por pressão ou desespero. “Ao negociar e começar a pagar sua dívida, não caia novamente no descontrole a ponto de não cumprir o combinado. Se isso ocorrer, as taxas para renegociação são ainda maiores. Prometeu pagar, pague”, alerta.

Com relação à prioridade das contas, comece por aquelas que possuem juros mais altos. Deixar o cartão de crédito em casa e esquecer a possibilidade de um novo empréstimo também são formas de se evitar novas contas. “Só com educação financeira podemos alcançar felicidade na nossa relação com o dinheiro e isso inclui renúncia e disciplina”, finaliza Pedro Braggio.




Pedro Braggio - Há 20 anos, atende famílias e empresas ajudando-os a cuidar das finanças por meio de palestras, cursos, encontros individuais e grupos de apoio financeiro. É graduado em Ciências Contábeis e especialista em Finanças. Desde criança, Pedro enfrentou dificuldades financeiras na família e assumiu o controle do orçamento doméstico aos 9 anos. O talento natural o impulsionou a auxiliar mais pessoas no equilíbrio da saúde financeira.

OS DIREITOS HUMANOS E A LEI



            Há mais de meio século, partidos de esquerda priorizaram a infiltração na política estudantil e a tomada dos seus organismos de representação. Acompanhei uma parte dessa história e posso testemunhar que, já então, a conduta dos jovens militantes era, tanto quanto agora, de estilo autoritário, presunçoso e arrogante.  Nas disputas eleitorais, nas assembleias e congressos estudantis, e na afirmação de suas causas, colocavam-se aqueles jovens colegas acima da lei, das regras e da ordem. Não surpreende a constante reiteração de tais comportamentos ao longo dos anos. Afinal, onde o comunismo foi democrático, respeitoso e tolerante?
            Assim, em junho deste ano, por exemplo, mais de 150 escolas do Estado foram invadidas por pequenos grupos de estudantes ligados a dois ou três partidos de esquerda. Entravam, aferrolhavam as portas e declaravam que a escola lhes pertencia. Eles não queriam aulas, que se danassem, então, os colegas, os professores e todas as famílias prejudicadas com a paralisação do ano letivo. E ai de quem dissesse que a escola é um patrimônio público! Era logo rotulado fascista, expressão que podia muito bem, pelo que estavam a fazer, ser proferida pelos próprios se diante de um espelho.
            Outras invasões ocorreram na mesma época, entre elas a do prédio da Secretaria da Fazenda, no último dia 15 de junho, durante a greve dos municipários. Eram algumas dezenas de menores de idade, acompanhados de uma dúzia de adultos. Que relação poderia haver entre a pauta corporativa dos servidores e o movimento estudantil? Para que precisavam os maiores, da presença dos menores? Ora, a causa era política, ou melhor, a política era a causa. Quem não vê? Resultado da operação invasora: muito dano ao patrimônio público. Para que isso? Procure suas respostas em alguma obra sobre práticas fascistas.
            Feito o rescaldo, ocorreu o necessário inquérito policial, houve denúncia ao Ministério Público e o promotor Luís Felipe Tesheiner, incumbido do processo referente aos maiores de idade, não prevaricou, não deixou de cumprir seu dever funcional. Fez o que inequivocamente lhe competia diante de um conjunto de crimes simultâneos, que vão do dano qualificado ao aliciamento de menores. Pronunciou-se pelo acolhimento, sugerindo uma pena branda de comparecimento periódico ao Foro da Capital durante dois anos ao longo dos quais os acusados não podem se envolver em ações semelhantes. 
            Em sua incomparável capacidade de escolher o lado errado, afrontar a sociedade, ignorar as vítimas, desprezar os danos e abraçar os culpados, arrepiaram-se os membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-RS). Cavalgaram o surrado chavão da "criminalização dos movimentos sociais" e cuidaram de apontar ao digno promotor algo que seria o verdadeiro "sentido de sua missão constitucional". No entender do CEDH-RS, esse sentido seria afagar os responsáveis, louvar sua dedicação à causa que os levou a aliciar, invadir e depredar, e pedir um autógrafo aos bravos combatentes do movimento revolucionário.


Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

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