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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Médicos alertam: uso excessivo do repelente pode causar intoxicação




 Produto é para ser utilizado inclusive nas primeiras horas do dia e com orientação médica

Não há nada mais angustiante que o cair da tarde e aqueles zumbidos de mosquitos, principalmente na hora de dormir. Mas engana-se quem acha que deve se proteger somente quando eles estão mais visíveis. O mosquito Aedes Aegypti, transmissor de vírus como Zika, Dengue e Chikungunya ataca mais nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. Por isso, é importante o uso do repelente logo ao acordar, juntamente com o filtro solar.
Segundo Dr. Rafael Cavanellas, dermatologista da Clínica Fares, o uso do repelente deve-se dar nas primeiras horas do dia. No caso dos bebês, assim que sair do berço, este coberto com mosquiteiro. Ele frisa nunca aplicar o produto nas mãos dos pequenos para não ter perigo do produto ser levado à boca. Ainda para as crianças, o especialista destaca a importância de consultar o pediatra para a utilização do produto adequado à pele, sendo recomendada a utilização apenas a partir dos seis meses de vida.
Para todas as idades o procedimento ideal é aplicar o filtro solar, maquiagem, hidratantes e demais produtos, esperar secar por 15 minutos, para seguir com a camada de repelente. Uma outra orientação é aplicar somente nas áreas da pele que ficarão expostas ou por cima da roupa. “O repelente libera uma substância que fica envolta ao corpo em média até 4 cm da região aplicada. Por isso, passar por cima das roupas é importante”, destaca Cavanellas.
O médico também alerta para o uso excessivo de aplicações, sendo necessário seguir a recomendação de cada repelente para evitar a intoxicação. Para a noite, é essencial tomar um banho para remover o produto antes de dormir evitando que substância fique durante muito tempo no corpo. Após o banho normal, de mar ou piscina, é recomendada a reaplicação, porém, segundo o especialista, deve ser respeitada a dose máxima de aplicação diária por faixa etária. 
O mais importante, para ele, é verificar junto ao médico especializado qual o tipo de repelente para cada idade, quanto à concentração e ao princípio ativo, e ter cuidado com repelentes caseiros, cuja eficácia não tem comprovação científica. “Alguns podem proteger, mas por apenas 20 minutos”, completa.
 Abaixo, algumas orientações da Associação Brasileira de Dermatologia sobre o uso de repelentes e outras medidas de se prevenir contra o mosquito:


Qual o repelente ideal, seguro e como deve ser usado?

Atenção: crianças até 6 meses de idade não podem usar repelentes! 
Repelentes para crianças entre 6 meses a 2 anos de idade
Aqueles que têm na composição a seguinte substância:
IR3535– duração de até 4 horas, aplicar uma vez ao dia 

Repelentes para crianças entre 2 a 7 anos de idade
Aqueles que têm na composição qualquer uma das seguintes substâncias: IR3535 – duração de até 4 horas, aplicar até duas vezes ao dia
Icaridina 20- 25% – duração de 10 horas, aplicar até duas vezes ao dia
DEET infantil 6-9% – duração de 4-6 horas, aplicar até duas vezes ao dia 

Repelentes para crianças a partir de 7 anos de idade
Aqueles que têm na composição qualquer uma das seguintes substâncias: Icaridina 20- 25% – duração de 10 horas, aplicar até três vezes ao dia
DEET infantil 6-9% – duração de 4-6 horas, aplicar até três vezes ao dia
IR3535– duração de até 4 horas, aplicar até três vezes ao dia 

Repelentes para adultos, idosos e gestantes
Aqueles que têm na composição qualquer uma das seguintes substâncias: Icaridina 20 - 25% – duração de 10 horas, aplicar até três vezes ao dia
DEET  10-15%-  duração de 6-8 horas, aplicar até três vezes ao dia
IR3535 -  duração de até 4 horas, aplicar até três vezes ao dia 
Outras medidas que podem afastar o mosquito:  
·         Repelentes elétricos (que liberam inseticidas) são úteis para reduzir a entrada dos mosquitos. Coloque-os próximo de portas e janelas. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a literatura científica não respalda a eficácia de aparelhos que emitem luzes nem aparelhos ultrassônicos.
·         Não use hidratantes e cosméticos com perfumes. Eles atraem o mosquito. 
·         Prefira roupas claras, manga longa e calça comprida (roupas escuras atraem o mosquito). Evite roupas muito coladas ao corpo, pois elas facilitam a picada.  
·         Resfrie o ambiente: ar condicionado e ventilador espantam o mosquito. Utilize telas nas janelas e portas. Em berços e camas, mosquiteiros. É permitida a aplicação de repelentes em spray sobre o mosquiteiro para aumentar sua eficácia. 

 Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Microcefalia exige esforço maior do governo. Dizer para a população não engravidar não é solução!




De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, no inverno do ano passado os casos de dengue aumentaram 840%, contrariando todas as expectativas. Este ano, a doença tomou proporções epidêmicas e as oscilações climáticas devem agravar ainda mais o quadro. Até agora, o se fez no sentido de combater o mosquito aedes aegypt não se mostrou eficiente, já que está totalmente adaptado ao Brasil.  Sem vacinas no curto prazo e sem estratégias públicas consistentes e duradouras de combate e prevenção, tudo o que temos visto é a expressão de medo no rosto das pessoas que temem ser infectadas. Como se não bastasse esse grande problema – cuja solução passa longe de apenas garantir que as pessoas não deixem água parada dentro de casa – agora tomamos ciência de que o vírus Zika é transmitido pelo mesmo mosquito e, mais grave ainda, é responsável por um aumento expressivo de casos de microcefalia.

Com sintomas muito parecidos com a dengue, só que mais brandos, o Zika já comprometeu quase 1.300 recém-nascidos, em pouco mais de 310 municípios brasileiros. A maioria dos casos foi diagnosticada nas Regiões Norte e Nordeste, embora alguns casos de microcefalia estejam sendo investigados em Minas Gerais e São Paulo. Essa doença é responsável por um atraso no desenvolvimento neurológico, mental, psíquico e motor da criança – em maior ou menor grau. Assim como aconteceu com a dengue, não vai demorar para a doença ganhar proporção nas demais regiões. O Estado de São Paulo, por exemplo, já declarou que vai recorrer até mesmo ao Exército se preciso for para reforçar suas ações de combate aos criadouros do mosquito aedes aegypt, tanto em áreas públicas, como dentro das residências. A partir do próximo ano, também estará mais acessível o teste que permite confirmar a doença.

No meio de todo esse cenário assustador, em que há risco iminente de aumentar o número de crianças com esse tipo de malformação, uma recomendação do Ministério da Saúde – dita e desdita algumas vezes – tem chamado atenção de todos: evitar a gravidez. Oras, não há bom senso no mundo que justifique uma orientação desse tipo. Até porque ela não vem acompanhada de um prazo. Casais que planejavam ter um bebê em 2016 devem esperar até quando? Haja vista o descontrole com relação à dengue, por quanto tempo as mulheres devem esperar para poder engravidar com segurança? Até agora, ninguém trouxe essa informação.

Vale lembrar que, aos vinte e poucos anos, todo mês a mulher tem entre 20% e 25% de chance de engravidar – tendo relações sexuais frequentes durante seu período fértil. Dos 30 aos 34 anos, as chances caem para 15% ao mês. Quem tem mais de 35 anos tem apenas 10% de chance por mês de engravidar – e essa possibilidade só faz diminuir com o passar do tempo. Diante dessa realidade, esperar por quanto tempo?

Não é possível que, para controlar um surto de microcefalia, por mais inesperado que isso possa ter sido para as autoridades brasileiras, tudo o que se possa fazer seja recomendar que as mulheres evitem engravidar. Quando o governo fala em pesquisar e investir no desenvolvimento de vacinas, se esquece de determinar prazos e metas. É preciso muito mais do que se mostrar inquieto e surpreso com os estragos que essa malformação pode representar para as mães, as famílias, a sociedade e a economia como um todo. Só não pode colocar a culpa nas mães.

 Prof. Dr. Assumpto Iaconelli Junior - especialista em Medicina Reprodutiva e diretor do Fertility Medical Groupwww.fertility.com.br

Consumidores devem ficar atentos durante compras pela internet




Pesquisa de preços abaixo do mercado e dados sobre a empresa vendedora devem ser verificados antes de aquisições pelo e-commerce

O Natal é a época do ano que as pessoas mais trocam presentes. Para encontrar a lembrança ideal e com um preço atrativo, muitos consumidores recorrem à internet para fazerem suas compras. No mesmo período de 2014 o ticket médio gasto pelos brasileiros por meio do e-commerce foi de R$ 388, segundo a E-bit (empresa referência na divulgação de informações do e-commerce). As categorias de produtos mais procuradas foram: moda e acessórios, cosméticos, perfumes e saúde, eletrônicos, telefonia e celulares e informática. Para a compra on-line não dar dor de cabeça alguns cuidados são essenciais.
Segundo o diretor executivo da Rebellion Digital, Fernando Mansano, profissional com 15 anos de experiência em e-commerce e marketing digital, é fundamental que o comprador pesquise sobre a empresa antes da compra. “Deve-se verificar se é uma loja conhecida e se existe mesmo. Observar reclamações em sites de queixas e se foram resolvidas e também como está a avaliação do estabelecimento”, comenta.
Outro alerta é se a oferta for muito vantajosa. “O velho ditado ‘quando a esmola é demais, o santo desconfia’, deve ser colocado em prática durante uma aquisição pela internet, quando os preços estão muito abaixo do mercado. Sempre prefira formas de pagamento que garantem o dinheiro de volta caso o produto não chegue dentro do prazo”, explica Mansano.
“A demanda de entregas de mercadorias no final de ano aumenta muito. Com isso, o prazo pode ser maior, mas deve ser informado pelo fornecedor no ato da compra e deverá ser cumprido. Se houver atraso, o consumidor precisa primeiramente entrar em contato com a loja para saber sobre a situação do pedido e se não for solucionado o caso rapidamente, uma opção é procurar o órgão de defesa do consumidor. Em casos extremos, entrar na justiça pode ser a solução”, analisa Fernando Mansano.

 Rebellion Digitalwww.rebellion.com.br

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