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quarta-feira, 12 de março de 2025

Atividade turística é bem avaliada por moradores de destinos paulistas, revela pesquisa

Caverna do Parque do Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar),
um dos atrativos do Vale do Ribeira. A conservação ambiental
é um dos benefícios da atividade turística.
 Foto: De Mochila e Caneca

Dados coletados em 438 municípios ajudam a direcionar políticas públicas e gerar benefícios a quem mora e quem visita

O impacto da atividade turística foi bem avaliado por 85% dos moradores paulistas, trazendo benefícios para a economia, o meio ambiente, as atividades culturais e o planejamento estratégico do município, segundo a Pesquisa de Percepção do Turismo (2024-2025) , realizada pelo Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), com o apoio dos municípios. 

 

De acordo com a população, o turismo ajuda a impulsionar atividades socioculturais (74,3%), pois estimula a realização de eventos, feiras e celebrações que preservam o legado e as tradições regionais. O turismo também exerce um papel de destaque no planejamento e na gestão do município (68,6%), com benefícios diretos na infraestrutura e logística local, facilitando os deslocamentos da população. 

 

A economia local também ganha com a atividade turística, na opinião de 66,4% dos entrevistados, já que acrescenta renda e oportunidades de emprego aos moradores. Por fim, a atividade turística beneficia o meio ambiente, na opinião de 64,2% da população, uma vez que valoriza a biodiversidade e os recursos naturais do município.  

 

Algumas regiões turísticas de São Paulo, como a de Mananciais, Aventura e Negócios, avaliaram acima da média (75%) os impactos ambientais do turismo. A região é formada por municípios da Grande SP: Cotia, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Vargem Grande Paulista. 

  

“Um dos princípios básicos da atividade turística é que ela beneficie, primeiramente, aquele que mora no próprio município, acrescentando oportunidades de emprego aos moradores e elevando os indicadores socioeconômicos”, afirma o secretário Roberto de Lucena, de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo.

 

Embora o turismo seja visto principalmente como benéfico para as cidades do Estado de SP, com impacto positivo na economia e na infraestrutura, a pesquisa também capta a necessidade de mitigar eventuais impactos negativos, como o aumento do fluxo de veículos e a sobrecarga de alguns serviços públicos, com implicações importantes para políticas públicas.  

 

A pesquisa realizada pelo CIET-SP ocorre pelo quinto ano consecutivo. Os dados coletados fornecem uma base sólida para os gestores municipais de turismo medirem e monitorarem a satisfação local com o turismo e a percepção dos habitantes com o impacto sociocultural, ambiental e econômico da atividade turística, garantindo um crescimento sustentável do turismo paulista.

 

SOBRE A PESQUISA


É a quinta vez que a pesquisa é realizada pela Setur-SP. Perguntas de perfil e de opinião foram compartilhadas por meio de um formulário online no período de 21 de novembro de 2024 a 09 de fevereiro de 2025, contabilizando 30.016 formulários válidos respondidos por 438 municípios. Entender como o turismo é percebido pelos munícipes é fundamental para avaliar a continuidade e/ou a necessidade de eventuais ajustes na gestão de destinos turísticos.



Senac Departamento Nacional é o novo integrante da maior rede global de sustentabilidade corporativa: o Pacto Global da ONU

Iniciativa já está presente em 162 países e tem como objetivo mobilizar empresas e entidades para a adoção de novas práticas de governança

 

 O Departamento Nacional do Senac acaba de dar um passo importante em sua jornada de compromisso com a sustentabilidade, ao ingressar no Pacto Global da ONU no Brasil. A iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) visa mobilizar a comunidade empresarial na adoção e promoção de dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. 

Com a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Pacto Global assumiu a missão de engajar o setor privado nesta nova agenda, e o Senac, alinhado a essa visão, passa a integrar esse movimento global. 

Em sua busca por um futuro mais sustentável, o Senac já desenvolve diversas ações alinhadas aos ODS, e elencou alguns que mais conversam com sua estratégia: 

• ODS 4 - Educação de qualidade: oferta de cursos e programas de educação profissional que promovem a inclusão social e a igualdade de oportunidades; desenvolvimento de projetos pedagógicos inovadores que estimulam o pensamento crítico e a criatividade. 

• ODS 8 - Trabalho decente e crescimento econômico: formação de profissionais qualificados para o mercado de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento econômico do país; promoção de práticas de gestão de pessoas que valorizam a diversidade e o respeito aos direitos humanos e trabalhistas. 

• ODS 10 – Redução das desigualdades: ações que empoderam e promovem a inclusão social e econômica de todos, independentemente da idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem, religião ou condição econômica. 

• ODS 12 - Consumo e produção responsáveis: implementação de práticas de gestão ambiental que visam a redução do consumo de recursos naturais e a geração de resíduos; desenvolvimento de projetos - como o Programa Ecos de Sustentabilidade -, que sensibilizam colaboradores e as comunidades para a importância do consumo consciente. 

“A adesão do Senac ao Pacto Global da ONU reforça nosso compromisso com uma educação transformadora e com a atitude sustentável, que é um dos nossos valores institucionais. Queremos formar profissionais que contribuam para um futuro melhor, mais justo e menos desigual. Ao integrarmos essa rede, fortalecemos esses princípios e somamos forças com organizações de todo o mundo que adotam práticas de governança éticas e socioambientalmente responsáveis." ressalta José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. 

Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU. Com mais de 21 mil participantes, incluindo 18 mil empresas e 3.800 organizações não empresariais, a iniciativa abrange 162 países. É a maior ação de sustentabilidade corporativa do mundo. Ao aderir ao Pacto Global, as empresas se comprometem a reportar anualmente seu progresso em relação aos Dez Princípios, promovendo a transparência e incentivando a evolução constante das práticas internas de sustentabilidade. 

No Brasil, o Pacto Global da ONU foi criado em 2003, e hoje é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 1.900 participantes. Os mais de 50 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água e Saneamento, Alimentos e Agricultura, Energia e Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Para mais informações, siga @pactoglobalonubr nas mídias sociais ou visite o website www.pactoglobal.org.br.


Cartórios do Brasil: 20% dos casais maiores de 70 anos já optam pela liberdade na escolha do regime de bens*

Desde o ano passado, pessoas maiores de 70 anos podem realizar escritura de pacto antenupcial e se casar ou viver em união estável sem a obrigatoriedade do regime da separação obrigatória de bens

 

O fim da obrigação de que pessoas maiores de 70 anos se casem com a exigência do regime de separação total de bens, decidido há exato um ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF), começa a mudar o comportamento desta parcela da população brasileira. A nova regra, que possibilita a liberdade de escolha da divisão patrimonial no casamento para esta faixa etária, fez com que 20% dos matrimônios ocorridos neste período, envolvendo pessoas nesta idade, optassem por regime diferente do que era obrigatório. 

Em 1º de fevereiro do ano passado, o STF decidiu que o regime obrigatório da separação de bens para casais maiores de 70 anos pode ser afastado por manifestação das partes, permitindo aos casais nessa faixa etária a liberdade de escolher o modelo patrimonial que melhor atenda aos seus interesses, realizando uma escritura pública de Pacto Antenupcial em qualquer um dos 8.344 Cartórios de Notas brasileiros. 

Segundo o estudo promovido pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), entidade representativa dos Cartórios de Notas do país, no último ano foram registrados no Brasil 12.270 casamentos onde pelo menos um dos cônjuges era maior de 70 anos, sendo que em 2.427 destes o regime foi diferenciado (comunhão parcial, comunhão universal, participação final nos aquestos). Em 9.844 uniões, o regime permaneceu sendo o da separação obrigatória de bens, até então obrigatório no Brasil. 

“Neste primeiro ano de vigência pudemos observar um grande movimento das pessoas desta faixa etária buscando usufruir desta liberdade contratual que lhes foi permitida pela decisão do STF”, explica Giselle Oliveira de Barros, presidente do CNB/CF. “Temos visto no país um aumento contínuo na expectativa de vida do brasileiro e este número de 20% reflete a autonomia destas pessoas em dispor do seu patrimônio de acordo com seu interesse, já que estão em plena capacidade para expressar sua vontade e desejos”, diz. 

A mudança aprovada pelo STF no ano passado representa uma quebra de paradigma histórica no Direito brasileiro, uma vez que o regime da separação de bens, em sua face obrigatória por razões etárias, existe desde o Código Civil de 1916, a princípio tornando compulsório o regime de separação para o homem maior de 60 e a mulher maior de 50 anos. Já no Código de 2002 se manteve o critério, apenas igualando a idade de ambos para 60 anos, até que a Lei 12.344/10, elevou a idade base para 70 anos. 

Segundo a tese fixada pelo STF "nos casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoa maior de 70 anos, o regime de separação de bens previsto no artigo 1.642, II do CC, pode ser afastado por expressa manifestação de vontade das partes, mediante escritura pública". Caberá ao Cartório de Notas orientar devidamente os interessados nessa faixa etária sobre a nova possibilidade, fornecendo informações claras e acessíveis, garantindo que os envolvidos compreendam as mudanças e exerçam sua escolha de maneira consciente.

 

*Pacto Antenupcial - Como fazer?*

O Pacto Antenupcial é um contrato celebrado pelos noivos para estabelecer o regime de bens e as relações patrimoniais que serão aplicáveis ao casamento ou à união estável. Necessário quando as partes querem optar por um regime de bens diferente do regime legal, que é o regime da comunhão parcial de bens, e agora passa a ser o caminho para os maiores de 70 anos que desejam contrair uma relação sem a obrigatoriedade do regime da separação obrigatória de bens. 

O pacto antenupcial deve ser feito por escritura pública de forma física em Cartório de Notas ou pela plataforma e-Notariado (www.e-notariado.org.br) e, posteriormente, deve ser levado ao cartório de Registro Civil onde será realizado o casamento, bem como, após a celebração do casamento, ao Cartório de Registro de Imóveis do primeiro domicílio do casal para produzir efeitos perante terceiros e averbado na matrícula dos bens imóveis do casal. O regime de bens começa a vigorar a partir da data do casamento e somente poderá ser alterado mediante autorização judicial. 

Antes do casamento ou da união estável, as partes devem comparecer ao Cartório de Notas com os documentos pessoais (RG e CPF originais), para fazer o pacto antenupcial. O preço do ato é tabelado por lei estadual.

 

Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF)


Como transformar o Dia do Consumidor em uma estratégia de fidelização

pexels
Especialista explica como varejistas podem ir além dos descontos para conquistar clientes a longo prazo

 

A ideia inicial do Dia do Consumidor surgiu como uma oportunidade para o varejo impulsionar vendas e atrair clientes. Inspirado na Black Friday dos Estados Unidos, o evento se consolidou no Brasil nos últimos anos, movimentando desde o e-commerce até às lojas físicas. No entanto, especialistas alertam que o sucesso da data não deve se resumir a descontos agressivos ou ações pontuais. Para o marketing de produto, o grande desafio é transformar essa oportunidade em uma estratégia sustentável de fidelização e relacionamento com o cliente.

Rafael Ribas, especialista em marketing de produto, destaca que muitos varejistas ainda veem o Dia do Consumidor como uma ação imediatista, focada apenas no aumento de faturamento no curto prazo. “O erro mais comum é tratar a data apenas como uma liquidação. A marca precisa ir além dos descontos, oferecendo um atendimento personalizado e criando uma experiência de compra diferenciada”, explica Ribas. Segundo ele, o consumidor moderno é muito mais exigente, pesquisa preços em tempo real e busca mais do que apenas economia: ele quer conveniência, exclusividade e conexão com os valores da marca.

A personalização é um dos caminhos para conquistar a fidelidade do consumidor. Marcas que utilizam dados de compra para oferecer ofertas customizadas, comunicação segmentada e uma jornada de compra fluida – do primeiro clique ao pós-venda – conseguem um engajamento maior. “Hoje, a experiência do usuário é fundamental. A guerra de preços entre marcas não fideliza clientes, mas um processo de compra intuitivo, com opções flexíveis de entrega e atendimento eficiente, faz toda a diferença”, ressalta o especialista.

Outro ponto essencial é a integração dos canais físicos e digitais, o chamado omnichannel. O consumidor espera encontrar a mesma oferta e o mesmo padrão de atendimento em todos os pontos de contato com a marca, seja na loja online ou no ponto físico. Segundo Ribas, muitas empresas perdem clientes ao oferecer promoções inconsistentes entre os canais. “A experiência deve ser contínua, sem discrepâncias imensas de preço. Mesmo que seja possível ter dois preços diferentes ou promoções apenas no ambiente virtual ou presencial, valores muito irregulares entre plataformas podem quebrar a confiança do cliente”, alerta.

Além disso, o marketing emocional tem um papel decisivo na fidelização. Criar uma narrativa envolvente em torno dos produtos, utilizando storytelling para conectar o consumidor à marca, fortalece a lealdade. Ribas ressalta que a fidelização vai muito além de um bom preço: “As marcas precisam mexer com as emoções do consumidor. Atendimento diferenciado, ambiente agradável e personalização fazem com que o cliente volte não apenas pelo preço, mas pela experiência que viveu”.

A lição para os varejistas é clara: o Dia do Consumidor deve ser tratado como uma oportunidade estratégica, e não apenas como uma liquidação sazonal. Para garantir um impacto duradouro, é essencial oferecer uma experiência completa, investir na personalização e construir um relacionamento sólido com o cliente. “O grande diferencial não está em quem vende mais barato, mas em quem consegue fazer o consumidor voltar depois da promoção”, conclui Ribas.


RDPR
Rafael Ribas - Especialista em Marketing de Produto
@rdpr.oficial
contato@rdpr.com.br
Rua Vicente de Carvalho, 426 - Curitiba/PR

 


BOLETIM DAS RODOVIAS

Rodovias concedidas com lentidão e congestionamento nesta manhã 

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta quarta-feira (12).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - A Rodovia Anchieta (SP-150) apresenta lentidão no sentido capital entre o km 22 ao km 17 e do km 13 ao km 10, sentido litoral o motorista encontra lentidão do km 63 ao km 65. Já a Rodovia dos Imigrantes (SP-160) tem tráfego lento para quem segue sentido capital do km 20 ao km 14. No sentido litoral, o tráfego é normal.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) registra pontos de lentidão no sentido capital entre o km 62 ao km 60, do km 24 ao km 21, do km 14 ao km 11+360 e congestionado do km 113 ao km 104, sentido interior, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 18 ao km 13+360, no sentido interior, o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego lento no sentido capital do km 38 ao km 34 e no sentido interior do km 98 ao km 100 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há lentidão do km 19 ao km 16 pista marginal e marginal e do km 32 ao km 24 por conta do excesso de veículos. No sentido interior, o tráfego é lento do km 22 ao km 24, pista marginal e expressa.


Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há congestionamento do km 27 ao km 16 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


terça-feira, 11 de março de 2025

Covid-19: 5 Anos Depois – Lições, Desafios e o Futuro da Saúde Pública


Há exatos cinco anos, em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu a Covid-19 como uma pandemia pela primeira vez. Naquele momento, o mundo começava a encarar uma crise sanitária sem precedentes, que impactaria drasticamente todas as dimensões da sociedade: da saúde pública à economia, das relações de trabalho às estruturas sociais.

A propagação da doença para o Ocidente teve um marco na Itália, que rapidamente se tornou o epicentro da Covid-19 na Europa. As cenas de hospitais lotados, profissionais de saúde exaustos e cidades inteiras em lockdown foram o prenúncio do que o restante do mundo enfrentaria. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em São Paulo: um homem de 61 anos, que havia retornado de uma viagem à Itália, foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein. A partir daí, os registros da doença escalaram de forma vertiginosa, levando o país a uma crise sanitária devastadora.

Cinco anos depois, o Brasil acumula cerca de 39,2 milhões de casos confirmados e mais de 715 mil mortes em decorrência da Covid-19. São números que representam vidas interrompidas, famílias enlutadas e uma sociedade profundamente impactada por um inimigo invisível, que testou nossa resiliência e nossa capacidade de resposta coletiva.
Durante os momentos mais críticos da pandemia, enquanto os países tentavam conter o avanço dos casos, cientistas trabalhavam em tempo recorde para desenvolver vacinas. No Brasil, a Coronavac, fruto de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac, marcou o início da imunização da população. A vacinação foi um divisor de águas na luta contra o vírus e demonstrou a importância da ciência e da pesquisa para a proteção da sociedade.

No entanto, a batalha contra a Covid-19 não foi travada apenas no campo da saúde. Tivemos que vencer também o negacionismo, as fake news e a desinformação, que colocaram em risco a adoção de medidas sanitárias fundamentais, como o uso de máscaras, o distanciamento social e, principalmente, a vacinação em massa. Enfrentamos um período em que a crise sanitária se misturou à crise política, tornando o combate ao vírus ainda mais desafiador.

Os trabalhadores brasileiros sentiram na pele os impactos da pandemia. Milhares perderam seus empregos, viram seus direitos ameaçados e precisaram se adaptar a novas formas de trabalho, como o home office, enquanto outros, como os profissionais de saúde, do comércio essencial e da limpeza urbana, permaneceram na linha de frente, garantindo o funcionamento da sociedade. O movimento sindical teve papel fundamental nesse período, lutando por medidas de proteção, condições de trabalho dignas e auxílio emergencial para os mais vulneráveis.

O Sindicato dos Comerciários teve um papel essencial na proteção dos trabalhadores do comércio. Em meio ao avanço da Covid-19, a entidade negociou com redes de supermercados a instalação de divisórias acrílicas nos caixas, garantindo uma barreira de proteção entre funcionários e clientes. Essa iniciativa pioneira, conquistada pelo Sindicato, tornou-se um modelo e foi adotada em estabelecimentos de todo o país, reduzindo a exposição ao vírus e ajudando a preservar vidas. A atuação sindical foi decisiva para garantir segurança e dignidade aos trabalhadores em um dos momentos mais críticos da história recente.

Cinco anos depois, ainda vivemos as consequências da pandemia. Muitas pessoas que contraíram a doença convivem com sequelas prolongadas, como fadiga crônica, dificuldades respiratórias e comprometimentos neurológicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) segue lidando com os desafios de um pós-pandemia que exige atenção contínua à saúde pública. O impacto econômico também ainda é sentido, com o aumento da desigualdade social e a necessidade de reconstrução do mercado de trabalho.
Se há algo que a pandemia nos ensinou, é que a solidariedade e a valorização da vida devem estar no centro das nossas decisões. A luta pela saúde pública, pelo fortalecimento do SUS, pela valorização da ciência e pela garantia de direitos dos trabalhadores não pode ser esquecida.

A pandemia nos mostrou o quão vulneráveis somos, mas também o quão fortes podemos ser quando nos unimos em prol do bem comum. Que este marco de cinco anos sirva para lembrarmos não apenas das vidas perdidas, mas também da importância de seguirmos vigilantes, fortalecendo políticas públicas de saúde e enfrentando, com ciência e responsabilidade, os desafios que ainda estão por vir.

Ricardo Patah – presidente da UGT

 

Calor extremo atrapalha aprendizado

Envato
 Saiba como garantir o bem-estar e o desempenho escolar das crianças


As crianças são particularmente vulneráveis às altas temperaturas devido a fatores fisiológicos e comportamentais. Seus corpos aquecem e perdem calor mais rapidamente, e a desidratação pode ocorrer de forma acelerada, afetando funções cerebrais e a capacidade de concentração. 

A desidratação é um dos principais perigos nesse cenário. “Bebês e crianças pequenas não manifestam sede da mesma forma que os adultos, por isso é essencial oferecer líquidos regularmente. A desidratação pode causar fadiga, tontura, dor de cabeça e até confusão mental, interferindo diretamente na concentração”, alerta Andrea Dambroski, médica pediatra do Departamento de Saúde Escolar dos colégios da Rede Positivo.  

Além disso, o calor excessivo sobrecarrega o sistema cardiovascular e metabólico, resultando em cansaço e irritabilidade. “Isso afeta diretamente o comportamento e a disposição para atividades cognitivas. Crianças cansadas e desconfortáveis têm mais dificuldade para prestar atenção e absorver informações”, complementa. 

Diversos estudos indicam que o ambiente térmico influencia o desempenho cognitivo. Uma pesquisa publicada na revista PLOS Medicine revelou que o aumento das temperaturas médias em salas de aula reduz significativamente a capacidade de aprendizado. Segundo o estudo, alunos expostos a temperaturas superiores a 26°C apresentam queda no desempenho em testes de matemática e leitura. 

Outro estudo realizado pela Universidade de Harvard mostrou que estudantes que frequentam escolas sem climatização têm 13% menos chances de obter boas notas em comparação com aqueles que estudam em ambientes refrigerados. Isso ocorre porque o calor excessivo prejudica a memória de curto prazo e reduz a capacidade de resolver problemas. 

“A aprendizagem depende de diversos fatores, e a temperatura do ambiente tem um impacto significativo”, reforça Andrea. “Ambientes muito quentes provocam sonolência, desconforto e menor capacidade de raciocínio lógico, comprometendo o rendimento escolar”, complementa.

 

Medidas essenciais para proteger as crianças

Com o aumento das ondas de calor, torna-se fundamental adotar estratégias para minimizar os impactos das altas temperaturas no aprendizado, como a adaptação do ambiente escolar e o reforço dos cuidados com hidratação, roupas e alimentação. “Garantir que as crianças estejam confortáveis e saudáveis é essencial para um melhor desempenho escolar e um desenvolvimento mais equilibrado”, destaca a especialista, que recomenda alguns cuidados cruciais para os momentos de estudo, seja em casa ou na escola:

 

1. Hidratação constante

“O ideal é que as crianças bebam água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. A garrafinha de água deve ser um item indispensável na mochila escolar”, destaca a médica. Além disso, sucos naturais, frutas com alto teor de água, como melancia e laranja, e água de coco ajudam a manter a hidratação. “Os líquidos devem estar sempre disponíveis e à vista da criança", reforça.

 

2. Roupas confortáveis

O tipo de vestimenta também influencia a regulação térmica do corpo. "O melhor é optar por roupas leves e soltas, feitas de tecidos como algodão, e de cores claras, que refletem a luz solar e evitam o superaquecimento", sugere Dambroski. Molhar a nuca, os pulsos e os pés com água fria durante intervalos regulares também ajuda no resfriamento do corpo, proporcionando um alívio imediato.

 

3. Ventilação

A infraestrutura escolar tem papel essencial no bem-estar dos alunos. “É importante que as salas sejam bem ventiladas e, sempre que possível, climatizadas. Caso não haja ar-condicionado, é recomendável manter portas e janelas abertas para a circulação do ar e utilizar ventiladores”, indica a pediatra. Já em casa, o professor de Física do Curso Positivo, Fábio Carneiro, recomenda abrir portas e janelas opostas no início da manhã e à noite, criando correntes de ar, para que o vento circule melhor e resfrie o ambiente. “Durante os períodos do dia mais quentes, próximo ao meio dia, feche as janelas para evitar a entrada do ar quente e ligue ventiladores”, explica. 

 

4. Proteção contra o sol

Durante os intervalos e atividades ao ar livre, é importante buscar sombra e evitar o sol direto  entre 10h e 16h. “O uso de protetor solar, chapéus e bonés deve ser incentivado para proteger a pele das crianças”, lembra a especialista. “Em casa, mantenha cortinas fechadas para bloquear o sol direto. Pendurar toalhas claras e lençóis úmidos na janela também impede a exposição direta ao sol e ajuda a resfriar o ar que entra”, sugere Fábio.

 

5. Soluções caseiras

O professor de Física recomenda algumas soluções simples para amenizar o calor. “Recipientes com água gelada ou gelo nos ambientes de estudo ajudam a resfriar o ar quando evaporam. Uma garrafa pet cheia de água congelada na frente do ventilador cria um efeito de ar-condicionado improvisado”. 

 

6. Fontes de calor

Um ambiente claro é fundamental para os estudos, porém, as lâmpadas podem aquecer ainda mais o ambiente. Nesse caso, a dica é dar preferência às lâmpadas LED, que esquentam menos do que as incandescentes. Além disso, aparelhos eletrônicos e carregadores também emitem calor, por isso, nos dias mais quentes é importante mantê-los desligados durante os estudos.

 

7. Alimentação leve e nutritiva

Nos dias mais quentes, o metabolismo trabalha mais para equilibrar a temperatura corporal. Refeições pesadas podem causar desconforto e reduzir a disposição para atividades escolares. “O ideal é oferecer alimentos leves, de fácil digestão e ricos em água, como frutas, legumes e carnes magras”, sugere a pediatra.

 

8. Sono de qualidade 

O calor também interfere no sono das crianças, impactando diretamente o aprendizado. “O ambiente de descanso deve estar sempre arejado. Se necessário, ventiladores ou ar-condicionado podem ser utilizados em temperatura amena, idealmente em torno de 23°C”, aconselha a médica. Evitar roupas e cobertas pesadas também contribui para noites mais tranquilas.

 

Sinais de alerta

Mesmo com os devidos cuidados, é imprescindível estar atento aos sinais de desidratação e estresse térmico. "Fraqueza, sonolência, dor de cabeça, lábios secos, olhos fundos, tontura e irritabilidade são indicativos de que algo não está bem. Se houver vômitos ou febre baixa persistente, a criança deve ser levada ao médico imediatamente", alerta a médica.

 

Colégio Positivo

 

Mulher viraliza ao mostrar bebê 'brincando' com DIU: médica explica riscos e eficácia do método

Exame de ultrassom de gestante com DIU levanta questionamentos sobre a eficácia do método contraceptivo e viraliza nas redes sociais. Especialista esclarece mitos e verdades sobre o dispositivo intrauterino


Recentemente, uma notícia viralizou e gerou um intenso debate nas redes sociais: a falha do DIU. O caso de Letícia Gilioli, 27 anos, moradora de Ribeirão Preto (SP), chamou atenção quando ela compartilhou um exame de ultrassom que mostra seu bebê chutando o dispositivo intrauterino (DIU), que ela utilizava há quatro anos para evitar a gravidez. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de falha desse método contraceptivo é de apenas 0,7%. No entanto, relatos semelhantes se multiplicaram nas redes sociais, gerando dúvidas entre as mulheres sobre a real eficácia do DIU.

A Dra. Karina Tafner, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana, explica que os dispositivos intrauterinos (DIUs) são considerados métodos contraceptivos altamente eficazes. "O DIU de cobre tem uma taxa de falha de aproximadamente 0,8% no primeiro ano de uso, enquanto o DIU hormonal, que libera levonorgestrel, apresenta uma taxa de falha de cerca de 0,2% no mesmo período. Esses índices são comparáveis aos de métodos definitivos, como a laqueadura tubária, que tem uma taxa de falha de 0,5%", esclarece a especialista.

Entretanto, apesar de serem considerados altamente eficazes, nenhuma forma de contracepção é 100% infalível. "Fatores como deslocamento ou expulsão do dispositivo podem comprometer sua eficácia e levar a uma gestação inesperada. Por isso, é essencial que a mulher faça consultas regulares para monitorar a posição do DIU", enfatiza a Dra. Karina.

O DIU pode sofrer deslocamento dentro do útero, o que reduz ou elimina sua eficácia. Existem dois principais tipos de deslocamento:


Expulsão: "O DIU pode ser parcialmente ou totalmente expulso, especialmente nos primeiros meses após a inserção. Fatores de risco incluem idade jovem, não ter tido filhos (nuliparidade) e inserção pós-parto ou pós-aborto. A taxa de expulsão varia entre 2,2% e 11,4% nos primeiros 10 anos de uso", explica a médica.


Migração: "Embora rara, a migração ocorre quando o DIU perfura a parede uterina e se desloca para a cavidade pélvica ou abdominal. A incidência desse problema é estimada em 1 a cada 1.000 inserções e pode ser favorecida por fatores como inserção durante a lactação ou pós-parto", complementa.

Mulheres que usam o DIU devem ficar atentas a sinais como dor abdominal persistente, sangramento anormal, sensação de que o dispositivo está fora do lugar ou dificuldade para sentir os fios do DIU. "Se a paciente perceber que os fios do DIU não estão mais palpáveis ou sentir algum desconforto diferente, é fundamental procurar um médico para avaliação", orienta a Dra. Karina.

Se uma gravidez ocorre enquanto o DIU está presente, é essencial buscar atendimento médico imediato. "A remoção do DIU é geralmente recomendada para reduzir os riscos de complicações, como aborto espontâneo, infecção e parto prematuro", explica a ginecologista.

Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando fatores como a posição do DIU e o histórico clínico da paciente.

"O DIU continua sendo uma das opções mais seguras e eficazes de contracepção, mas como qualquer outro método, precisa de acompanhamento. Consultas regulares com um ginecologista garantem que o dispositivo está na posição correta e funcionando adequadamente", reforça a Dra. Karina.

   



Dra Karina Tafner - CRM:118066 @drakarinatafner. Especialista em Gineoclogia e Obstetrícia pela Santa Casa de São Paulo. Especialização em Ginecologia Endocrinologica e Reprodução Assistida pela Santa Casa de São Paulo. Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrasgo. Título de Especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo. Livre docente da Pós graduação de reprodução assistida da Sociedade paulista de medicina reprodutiva e da Santa Casa de SP. Sócia Fundadora da Clínica FIVSP. Há 15 anos atuando na área de ginecologia e reprodução assistida ‎

Mês das Mulheres reforça a importância dos cuidados e avanços no tratamento de cânceres femininos

Para a oncologista clínica Drª Ticila Melo, da Imuno Santos, a imunoterapia é um dos novos métodos utilizados no tratamento da doença   

 

Março é um mês que vai além da luta e das conquistas das mulheres. É também um mês para alertar sobre a importância do cuidado com a saúde feminina. Um dos principais desafios é o Câncer de Mama, que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), deverá registrar aproximadamente 73.610 novos casos no Brasil neste ano. 

E o desafio não se limita a esse gênero de tumor; tipos como de ovário e de colo do útero ocupam posições altas no índice de cânceres comuns no país. Em dados divulgados também pelo INCA, em 2022, neste ano, serão cerca de 17 mil casos de câncer de colo do útero registrados no país, sendo este o terceiro com mais incidência e com, com pelo menos 6 mil brasileiras foram a óbito devido à doença. 

O Câncer de Mama ganha mais destaque durante o ‘Outubro Rosa’, porém a conscientização e os cuidados devem contínuos, especialmente porque um em cada três casos pode ser curado quando descoberto no primeiro estágio.

 Mesmo com avanços promissores no tratamento contra o câncer, cuidar da saúde é um ato de amor e a prevenção é a principal estratégia. Exames de rotina, como hemogramas, mamografia, ultrassom mamária, preventivo e ultrassom vaginal são fundamentais para detectar alterações precoces.

Caso o paciente perceba qualquer alteração, como nódulos na mama, sangramentos irregulares ou mudanças no corpo, é importante que a paciente procure ajuda especializada de forma rápida, pois o diagnóstico precoce é a chave para um tratamento eficaz e menos agressivo.

 

Evolução nos tratamentos 

Diante de tantos diagnósticos, a medicina tem evoluído, trazendo novas abordagens terapêuticas que ampliam as chances de sucesso no tratamento e cura. Além das opções tradicionais, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, a medicina ampliou as técnicas e uma vem ganhando destaque, a imunoterapia, que já é utilizada para alguns tipos de tumores que atingem as mulheres, como os de endometrio, colo de útero e mama. 

A abordagem tem sido importante em tumores ginecológicos avançados ou resistentes a outros métodos; diferentemente da quimioterapia, que age diretamente sobre as células cancerígenas, a técnica estimula o sistema imunológico do próprio paciente a reconhecer e combater o tumor. 

Para a Drª Ticila Melo, oncologista clínica da Imuno Santos, a opção tem sido uma importante alternativa. “A imunoterapia é uma medicação imunobiológica que vai estimular o sistema imune, fazendo com que combata as células do câncer. Em alguns casos, pode haver um tratamento combinado de imunoterapia com quimioterapia, mas isso depende do tipo de tumor, localização”, esclarece a médica. 

A administração do medicamento ocorre de forma endovenosa, e, apesar de trazer ótimos resultados, pode causar efeitos colaterais por conta da ativação do sistema imunológico, incluindo reações autoimunes. Por isso, é fundamental que cada caso seja avaliado individualmente por um oncologista. 

“A imunoterapia administrada endovenosa vai ativar o sistema imune do próprio paciente a combater células cancerígenas, porém, como o sistema imunológico é hiperativado, podem ocorrer também efeitos colaterais que afetam o organismo como um todo, ativando uma doença autoimune. Isso sempre deve ser conversado durante a consulta com o médico. Mas é fato que hoje em dia é uma opção de tratamento com ótimas respostas, trazendo benefícios para nossos pacientes”, alerta a Drª Ticila. 

Já a conhecida quimioterapia, outro tratamento amplamente utilizado no combate ao câncer de mama, ovário e colo de útero, tem funcionamento distinto. Ela pode ser administrada de forma oral, intravesical ou endovenosa, e sua ação é diretamente sobre as células, impedindo o seu crescimento. Ambas as abordagens têm suas indicações específicas e são escolhidas com base nas características do tumor e na resposta do organismo ao tratamento.

  

Dra. Ticila Melo - oncologista clínica e integra o corpo médico da Imuno Santos, onde atua no tratamento e acompanhamento de pacientes com câncer. Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (2008), Ticila aprofundou seus conhecimentos com residência em Clínica Médica (2009-2011), tem uma especialização em Oncologia Clínica (2011-2014) e pós-graduação lato sensu em Cuidados Paliativos pelo Instituto Paliar, aprimorando sua abordagem no suporte integral ao paciente oncológico. Além disso, a médica possui o Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), reforçando sua expertise na área.

 

Saiba como perceber se a criança precisa de óculos

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O oftalmologista Fernando Tarcha alerta que chegar muito perto para observar algo, tropeçar constantemente ou piscar demais em ambientes claros pode ter relação com a dificuldade para enxergar


As doenças refrativas podem surgir a partir do nascimento e quando o diagnóstico demora, a criança é obrigada a conviver com a visão embaçada sem saber que há algo errado, pois não possui uma referência do que é enxergar com nitidez. “É importante os pais garantirem o acompanhamento oftalmológico no período da infância, além de ficarem atentos aos sinais que podem indicar problemas oculares”, alerta o oftalmologista especialista em cirurgia refrativa Dr. Fernando Tarcha, do H.Olhos, Hospital de Olhos da rede Vision One. 

O médico cita algumas situações que podem ter relação com a dificuldade para enxergar:
 

- se aproximar demais quando vai observar algo;

- cair ou tropeçar com frequência;

- olhos que coçam ou lacrimejam constantemente;

- piscar muito em ambientes claros;

- queixas de dor de cabeça.
 

Na idade escolar, a redução da capacidade visual pode causar desinteresse pelas atividades de leitura e escrita, interferir no aprendizado e na realização de tarefas que exigem atividades motoras, como jogar bola.

“Os exames oftalmológicos são essenciais para avaliar a saúde dos olhos e identificar alterações que podem indicar problemas de visão. Quando recomendado pelo médico, o uso dos óculos ajuda a corrigir o grau, contribui para o desenvolvimento visual e cerebral, além de possibilitar que a criança descubra um mundo novo à sua volta”, complementa o oftalmologista.

De acordo com o Dr. Fernando Tarcha, as doenças refrativas mais comuns na infância são: 

Astigmatismo – causa distorção da imagem;

Hipermetropia – dificulta a visão de perto;

Miopia – dificulta a visão de longe. 

Essas condições visuais são causadas por problemas no formato do olho ou da córnea, camada transparente que cobre a parte frontal do globo ocular. O astigmatismo, a hipermetropia e a miopia são classificados como de grau baixo, moderado ou alto, sendo que a alteração da visão pode aumentar à medida que o olho cresce. O médico explica que “geralmente o grau se estabiliza entre os 18 e 21 anos. A partir dessa idade, se ele estiver estável, o paciente que deseja deixar de usar os óculos ou as lentes poderá conversar com o oftalmologista sobre a realização da cirurgia refrativa”. 

O Dr. Fernando Tarcha reforça, no entanto, que no período da infância é muito importante utilizar os óculos para corrigir o grau. Nesta fase da vida o sistema visual ainda está em formação e a falta do dispositivo, quando seu uso é indicado, pode causar ressecamento dos olhos, visão prejudicada, dor de cabeça e até deficiência visual permanente. Vale lembrar que o primeiro exame oftalmológico deve ser realizado entre 6 e 12 meses de vida, sendo que a partir dos três anos, a recomendação é passar por consultas periódicas com o oftalmologista a cada seis meses.

 

Dia Mundial do Rim e Março Vermelho alertam para o câncer renal

Tumores que afetam os rins são silenciosos em seus estágios iniciais, quando a doença apresenta melhores chances de cura

 

O câncer de rim é um dos 13 tipos de câncer que mais acometem os brasileiros e que deve registrar em 2025 cerca de 12 mil casos. Por apresentar sintomas inespecíficos, perto de 15% dos diagnósticos da doença ocorrem de maneira incidental. Conscientizar a população sobre sinais, riscos e formas de prevenção é a missão da campanha Março Vermelho, que coincide com a celebração do Dia Mundial do Rim, em 13 de março – a data criada pela International Society of Nephrology (ISN) é comemorada anualmente na segunda quinta-feira do mês.

Os tumores que afetam os rins geralmente são silenciosos em seus estágios iniciais, quando a doença apresenta melhores chances de cura. Se originam nas células dos rins, órgãos responsáveis por filtrar o sangue e eliminar toxinas.

Tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, histórico familiar e exposição a substâncias químicas tóxicas são os principais causadores do câncer de rim. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e confirmado por biópsia.

“Nos estágios iniciais, o câncer de rim pode não apresentar sintomas. Em fases mais avançadas, os sinais podem incluir sangue na urina (hematúria), dor lombar persistente, massa abdominal palpável, fadiga e perda de peso inexplicável”, detalha o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas (COC).

“A campanha busca informar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura, e combater o estigma em torno da doença. Compartilhar informações e apoiar iniciativas de conscientização são formas de contribuir para a luta contra o câncer de rim”, completa Medina.


 Prognóstico

Ao contrário do câncer de mama ou de próstata, que dispõem de protocolos de prevenção, não existe rastreamento para o câncer de rim. A exceção são famílias com síndromes genéticas associadas à ocorrência do câncer renal. Neste caso é realizado o acompanhamento personalizado para a situação de risco.

O prognóstico depende de diferentes fatores. Quando a doença está localizada, os prognósticos são bastante otimistas. “Todos os prognósticos são definidos pelo fato de a doença ser ou não metastática e alguns dados clínicos importantes, como a presença de anemia, de gânglios, contagem de plaquetas, dosagem de albumina, entre outros”, diz o oncologista do COC André Moraes.

Adotar uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos, evitar o tabagismo, manter um peso saudável e controlar a pressão arterial são formas de minimizar os riscos da doença.


 Tratamento

Dependendo do estágio do tumor de rim no momento do diagnóstico, o tratamento pode incluir cirurgia (remoção parcial ou total do rim), terapias-alvo, imunoterapia ou radioterapia.

A cirurgia é o tratamento base para a doença. Em um terço das vezes é possível realizar uma cirurgia conservadora, em que é retirada apenas a parte onde se localiza o tumor e preservado o restante do rim.

Quando o tumor mostra característica de risco maior para uma futura metástase, existem tratamentos adjuvantes eficientes para reduzir a chance da recidiva, feitos com imunoterapia e terapia alvo-dirigida. A imunoterapia é uma estratégia que produz anticorpos específicos para a inativação das proteínas que são inibidoras da ativação imunológica. A terapia alvo-dirigida usa medicamentos capazes de bloquear as células que provocam o crescimento descontrolado do câncer.


 Tipos

Os rins desempenham variadas funções. Eliminam substâncias nocivas do sangue, mantêm o equilíbrio de água e sais do corpo, fabricam hormônios que estimulam a produção de glóbulos vermelhos e ajudam a regular a pressão arterial.

Também conhecido como adenocarcinoma renal ou hipernefroma, o câncer de rim raramente acomete indivíduos com menos de 45 anos – é mais presente em pessoas do sexo masculino com idades entre 50 e 70 anos. A doença possui subtipos, sendo o mais frequente deles o câncer renal de células claras, que responde por 85% dos casos.

O segundo tipo mais comum de câncer de rim é o Carcinoma Papilar de Células Renais, que responde por 10% a 15% dos casos. Ele pode causar o bloqueio da urina, além de provocar dor. 



Centro de Oncologia Campinas
Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas
Telefone: (19) 3787-3400


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