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| Peça “MEU CORPO ESTÁ AQUI” Pedro Henrique França e Juliana Caldas em cena Crédito: Fábio Alcover |
André Naves destaca a peça "Meu Corpo Está Aqui",
sucesso nacional, como marco na luta por inclusão, afeto e justiça social
No mês em que se
celebra o amor, o Defensor Público Federal André Naves chama atenção para um
tema ainda cercado de tabus: a sexualidade e o afeto de pessoas com deficiência
(PcDs). Em alusão ao Dia dos Namorados, Naves destaca a importância de
produções culturais como a peça "Meu Corpo Está Aqui", que vem
percorrendo todo o país, levando uma reflexão potente sobre amor, desejo e
pertencimento nos corpos PcDs.
"O amor é um
direito, assim como o desejo. Falar sobre sexualidade de pessoas com
deficiência é romper com séculos de invisibilidade. A peça 'Meu Corpo Está
Aqui' é um manifesto artístico que nos convida a enxergar a humanidade plena
desses corpos, que sentem, amam e desejam como qualquer outro", afirma o
Defensor Público.
O espetáculo, que
tem emocionado plateias de Norte a Sul do Brasil, traz no elenco artistas como
Juliana Caldas, Pedro Henrique França, Bruno Ramos, Rafael Muller e Jadson
Abraão. A montagem mistura depoimentos reais e ficcionais, retratando os
desafios, preconceitos e as vivências afetivas e sexuais de pessoas com deficiência.
Dirigida por Julia Spadaccini e Clara Kutner, a obra já foi reconhecida com
premiações como o FITA Revelação, APTR e Prêmio Shell.
"Precisamos
entender que a sexualidade é um direito humano fundamental. Negar ou silenciar
esse aspecto na vida das pessoas com deficiência é perpetuar uma lógica de
exclusão. Temos que desconstruir mitos e combater preconceitos. Produções como
essa são fundamentais para promover uma cultura de justiça social e
inclusão", enfatiza Naves.
Dados da
Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que mais de 1 bilhão de pessoas no
mundo vivem com algum tipo de deficiência — cerca de 15% da população global.
No Brasil, segundo o IBGE, são mais de 18 milhões de pessoas. “E ainda assim,
seus corpos são sistematicamente invisibilizados quando o tema é amor, desejo e
prazer”, diz o Defensor Público, que complementa: "O amor é para todos os
corpos. E garantir que isso se reflita na cultura, nas políticas públicas e na
vida cotidiana é um passo essencial para uma sociedade verdadeiramente justa e
inclusiva", conclui.

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