Uma análise feita pela equipe de CarroAluguel.com, o portal pioneiro em comparação de ofertas para locação de veículos desde 2007, com base nas informações de mercado, da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis e das empresas de aluguel parceiras.
Desde que fomos tomados pela
pandemia, o turismo de lazer e negócios como um todo foi impactado e o mercado
do aluguel de carros não ficou de fora, sendo necessário se ajustar para
sobreviver à crise.
Em um primeiro momento, mais
especificamente abril de 2020, quando
o movimento de locação de carros diminuiu em função das barreiras sanitárias
dos municípios, e também porque muitos motoristas de aplicativos fizeram a
devolução de veículos, as locadoras chegaram a ficar sem espaço em suas
garagens para guardar tantos automóveis. Uma das alternativas foi vender
parte da frota, com o plano de retornar às compras quando tudo voltasse ao
normal.
Essa estratégia se mostrou
efetiva, tendo em vista que a procura por seminovos aumentou substancialmente,
principalmente porque as montadoras, seja por falta de peças ou pela redução do
quadro de colaboradores, deixaram de entregar carros novos ao mercado. O que
ajudou as locadoras no que se refere à revenda de veículos, um dos principais
segmentos trabalhados por essas empresas.
Ao mesmo tempo, foram criadas
promoções para aluguel mensal, visando atender uma parcela da população que
precisava continuar se locomovendo com segurança, e a busca por esse tipo de
serviço aumentou a níveis nunca antes vistos.
O setor de aluguel de carros
nunca parou, na verdade ele foi se adaptando e na medida que aconteceu a
flexibilização sanitária / abertura do comércio, o interesse por parte do
público foi crescendo. Clientes que locaram veículos mensais, pensando ser uma
solução passageira, renovaram mês após mês. Some isso a carência de voos e a
percepção de que o turismo regional é crescente, as pessoas estão se
locomovendo até 250 Km em torno de suas residências.
Meses se passaram e o normal
infelizmente ainda não chegou, porém, o comportamento do consumidor brasileiro
mudou, e sem aviso, na entrada do último trimestre do ano, a procura por carros
para alugar subiu expressivamente. Acontece que rodar com automóvel alugado é
uma das opções mais seguras durante a quarentena, já que o veículo é destinado
ao uso exclusivo, e muitas pessoas não se sentem à vontade em utilizar meios de
transporte compartilhados.
Para as empresas do ramo, o
sentimento de alívio se tornou também preocupação, já que adquirir carros novos
para suprir a demanda não está sendo uma tarefa fácil. Segundo Paulo Miguel Jr.
- Presidente da ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, “Com a
retomada de forma acelerada, muitas locadoras não estão encontrando veículos
novos para comprar”.
Parte do motivo é que a
indústria automotiva não está conseguindo acompanhar essa movimentação. Em
função da pandemia, as montadoras não estão fabricando como antes, e além
disso, as mesmas estão priorizando as vendas para o público final, em
detrimento às empresas de locação.
Estima-se um déficit de
aproximadamente 100.000 carros para o setor, cuja regularização deverá ocorrer
apenas no primeiro trimestre de 2021, há quem diga que isso ocorra apenas
depois do mês de março.
E agora, vai faltar carro? Os meses de dezembro e janeiro são tradicionalmente
considerados de alta temporada, quando o movimento chega a aumentar até 200%, e
consequentemente, conforme a lei da oferta e demanda, os preços sobem. Neste
ano em particular, já estamos verificando essa situação ocorrendo mais cedo
ainda.
O que fazer? Vai faltar veículo sem dúvida, principalmente próximo às datas
comemorativas, como Natal e Ano Novo, a saída é antecipar as reservas e assim
garantir a disponibilidade. Tendo em mente que se os preços estão altos agora,
a tendência, caso haja automóveis à disposição, é que subam ainda mais, pois as
locadoras adotam o sistema de tarifas flutuantes.

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