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domingo, 31 de maio de 2026

 Dia do Meio Ambiente , pensar globalmente e agir localmente 

 

O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado anualmente em 5 de junho. Instituída pela ONU em 1972, a data neste ano foca nas mudanças climáticas, destacando ações urgentes para a proteção do planeta.  

Em 1992, a Conferência do Rio elegeu a Agenda 21 como instrumento de construção do desenvolvimento sustentável, para conter a degradação ambiental e permitir a continuidade da vida no planeta. 

A Agenda 21 global apontou as condições da ordem mundial necessárias para a viabilização do desenvolvimento sustentável e estabeleceu os princípios para a construção das agendas 21 dos países, regiões, estados, cidades, de modo a que a adoção da sustentabilidade por todos os cidadãos do mundo pudesse mudar os rumos do crescimento econômico global ambientalmente predatório e socialmente excludente. A idéia que se consagrou foi pensar globalmente e agir localmente. 

No Brasil, desde 1981, a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, tendo, a dimensão ambiental, sido ainda mais fortalecida na Constituição de 1988, o que nos legitimou a sediar, em 1992, a citada Conferência, considerado o mais significativo evento diplomático do final do século XX. 

"Nos últimos anos, o país passou por um intenso processo de regulamentação e de institucionalização para o controle das atividades degradadoras, e de tentativa de internalização da proposta do desenvolvimento sustentável nos setores públicos e privados e no cotidiano dos cidadãos", salienta Vininha F. Carvalho, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

 

Este esforço de internalização, apesar dos resultados já colhidos pelas atitudes espontâneas de cada um dos setores, tem custado um pouco a fluir, dada à dificuldade natural de incorporação, pela sociedade, da inovação que representa construir agendas de compromisso para a sustentabilidade. 

Os efeitos sociais e ecológicos da globalização têm sido largamente debatidos pelos acadêmicos e líderes comunitários. As análises feitas por eles nos mostram que a nova economia está gerando um sem-número de conseqüências danosas, todas elas ligadas entre si: o aumento da desigualdade e da exclusão social, o colapso da democracia, uma deterioração mais rápida e mais extensa do ambiente natural, e uma pobreza e numa alienação cada vez maiores. 

A Gestão Ambiental visa ordenar as atividades humanas para que estas originem o menor impacto possível sobre o meio. Esta organização vai desde a escolha das melhores técnicas até o cumprimento da legislação e a alocação correta de recursos humanos e financeiros. 

A utilização descontrolada de agrotóxicos e prática de queimadas, por exemplo, deveriam ser rigorosamente proibidos, tendo em vista seus impactos nefastos sobre o meio ambiente. O primeiro, destruindo e poluindo o solo e subsolo e, o segundo sobre, contribuindo para o incremento do efeito estufa, e consequentemente, como as rápidas e severas mudanças climáticas. 

"Diante do cenário de degradação ambiental aliado com a desigualdade social que vivemos, precisamos refletir e agir , sobre o meio ambiente e a necessidade de buscarmos um novo modelo de desenvolvimento sustentável, para que o mundo utilize de maneira mais racional os recursos naturais e que também se busque uma melhor distribuição de renda, já que muitos dos problemas ambientais estão relacionados com a miséria", finaliza Vininha F. Carvalho.

 

Brasil concentra 95,5% dos casos de leishmaniose visceral nas Américas e alerta para a proteção dos cães


Zoonose grave, que pode ser fatal para humanos e pets, tem os cães como principal reservatório em áreas urbanas

 


O Brasil enfrenta um desafio crítico de saúde pública que muitas vezes passa despercebido pelos responsáveis de pets nos grandes centros urbanos: a leishmaniose visceral. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) revelam que o país é responsável por 95,5% dos registros da doença em todas as Américas. Considerada uma zoonose grave, ou seja, infecção transmitida entre animais e humanos, a enfermidade registou nos últimos anos uma média de 2.000 novos casos anuais em pessoas no Brasil, com uma taxa de letalidade preocupante de aproximadamente 8,5%, segundo o Ministério da Saúde.
 

A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito-palha infectado pelo protozoário Leishmania. No ambiente doméstico, o cachorro é o principal reservatório do parasita. Isso significa que, embora o animal não transmita a doença diretamente para o humano, ele é a fonte onde o mosquito se infecta para depois espalhar a enfermidade.


O perigo silencioso do outono

Diferente do que muitos responsáveis de pets acreditam, o risco de transmissão da leishmaniose não termina com o verão. No outono, a queda das folhas e o aumento da umidade residual criam o criadouro perfeito para o mosquito-palha, que se reproduz em locais ricos em matéria orgânica, úmidos e com pouca luz. 

Esse cenário climático tem impulsionado a expansão da doença para grandes centros urbanos e municípios anteriormente considerados livres do parasita. "A leishmaniose deixou de ser uma preocupação restrita ao ambiente rural. Hoje, ela é uma realidade nas metrópoles, com incidência em todo o território nacional, o que coloca a vigilância em estágio de atenção máxima independentemente da sazonalidade", alerta Kathia Soares, médica-veterinária da MSD Saúde Animal.

O maior desafio, segundo a especialista, está no fato de que os sinais clínicos podem demorar a aparecer e, muitas vezes, serem confundidos com outras doenças. “Feridas que não cicatrizam, crescimento anormal das unhas, perda de peso e apatia são sinais de alerta importantes. O diagnóstico nem sempre é simples, e muitos animais acabam evoluindo a óbito em decorrência das complicações da infecção. Por isso, a prevenção contínua é a forma mais eficaz de proteger a saúde do animal e reduzir a circulação do parasita no ambiente”, explica Kathia.


Prevenção

Diferente de outras enfermidades, a leishmaniose canina não possui cura parasitológica. Uma vez infectado, o cão portará o protozoário pelo resto da vida. "O tratamento disponível hoje controla as manifestações clínicas e melhora a qualidade de vida, mas o pet continua sendo uma fonte de infecção e pode ter recaídas, sem falar é claro, no custo emocional e financeiro que são altíssimos. Por isso, a prevenção não é apenas uma escolha, é uma responsabilidade com a vida do animal e da família", reforça Kathia. 

Estudos de larga escala e as diretrizes do Brasileish – grupo que reúne especialistas das áreas de saúde animal, humana e ambiental para promover conhecimento e estratégias de controle da leishmaniose no Brasil, sob o conceito de Saúde Única - apontam o uso de coleiras com ação repelente e inseticida como uma das medidas mais eficazes em saúde pública. De acordo com o Ministério da Saúde, a utilização em larga escala dessas coleiras em regiões endêmicas é capaz de reduzir significativamente a incidência da doença em humanos. 

A especialista destaca que além do uso contínuo da coleira com ação repelente e inseticida, é essencial que o responsável cuide do manejo ambiental, mantendo quintais e jardins limpos, sem acúmulo de folhas ou frutos apodrecidos, que funcionam os criadouros do mosquito. A médica-veterinária também orienta que se evite passeios ao entardece/anoitecer e amanhecer, períodos de maior atividade do vetor, e sugere a instalação de telas de malha fina em janelas e canis. 

"Proteger o cão com a coleira com ação repelente e inseticida é, na prática, interromper o ciclo da doença na comunidade. É um gesto de cuidado que transcende o bem-estar individual e se torna um ato de preservação da saúde pública", conclui.
 

Inovação a serviço da Saúde Única 

Para apoiar a sociedade no combate a essa zoonose, a MSD Saúde Animal oferece em seu portfólio a coleira Scalibor®, presente no mercado há 25 anos, sendo referência mundial em proteção contra o mosquito-palha. Inclusive, o produto é componente do manejo integrado do Sistema Único de Saúde (SUS) sendo distribuído gratuitamente em municípios prioritários como ferramenta de combate e controle da Leishmaniose Canina. 

Com duração de ação de 4 meses, a Scalibor® é a única no mercado com estudos científicos que comprovam que seu uso em larga escala na população canina contribui diretamente para a redução de casos de leishmaniose também em humanos. Ao integrar inovação com a consciência do responsável, a companhia reforça que a proteção do pet é o elo fundamental para uma vida mais longa e saudável para toda a família.



MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA
Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).


CasAdote reforça debate sobre adoção responsável diante do aumento de animais em situação de vulnerabilidade no Brasil

Levantamentos do setor de proteção animal apontam milhões de cães e gatos vivendo sem responsável definido no país; abandono e adoções impulsivas seguem entre os principais desafios das organizações 



O crescimento do número de cães e gatos em situação de vulnerabilidade no Brasil tem ampliado o debate sobre adoção responsável e permanência dos animais nos lares. Em São Paulo, a CasAdote, centro permanente de adoção localizado na Vila Madalena, afirma que parte dos desafios enfrentados pelas organizações de proteção animal está relacionada a adoções realizadas sem planejamento de longo prazo.

Dados de entidades do setor pet e da proteção animal apontam que o Brasil possui atualmente cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivendo em condição de vulnerabilidade, incluindo animais abandonados, resgatados ou sem responsável definido. Os levantamentos também indicam que aproximadamente 185 mil animais vivem sob tutela de ONGs e grupos independentes de proteção animal.


Segundo a CasAdote, fatores como mudança de residência, dificuldades financeiras, alteração na rotina familiar e desconhecimento sobre os custos permanentes de manutenção estão entre os principais motivos relatados em casos de abandono ou devolução após adoções.

A organização informa que o processo de adoção inclui entrevistas, avaliação de perfil familiar e orientações sobre adaptação, rotina veterinária, custos permanentes e período de convivência. A proposta é reduzir adoções impulsivas e aumentar a permanência dos animais nos lares.

O tema também mobiliza o poder público. A Prefeitura de São Paulo mantém campanhas permanentes de incentivo à adoção responsável e programas de atendimento veterinário gratuito para animais adotados em ações municipais.

De acordo com a legislação brasileira, abandono e maus-tratos contra animais são crimes previstos na Lei Federal nº 9.605/1998. Em 2020, a Lei nº 14.064 ampliou a pena para maus-tratos contra cães e gatos, estabelecendo reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda.

A CasAdote afirma que a convivência presencial e contínua entre visitantes e animais ajuda no processo de escolha e adaptação. O espaço funciona como centro permanente de adoção e convivência, reunindo cães e gatos resgatados por ONGs e protetores parceiros.

Levantamentos do mercado pet também indicam que o Brasil possui uma das maiores populações de animais domésticos do mundo, com mais de 160 milhões de pets entre cães, gatos, aves e outros animais de companhia.

Segundo a CasAdote, a discussão sobre adoção responsável envolve não apenas o resgate dos animais, mas também conscientização da população, políticas públicas e planejamento familiar antes da decisão pela adoção.


Quando é a hora de dar um pet para o seu filho?

Especialistas explicam os benefícios da convivência com animais na infância e os cuidados que as famílias devem considerar antes da adoção


O desejo das crianças por um animal de estimação costuma surgir cedo, seja após conviver com amigos que têm pets, assistindo a filmes ou simplesmente demonstrando interesse por cuidar de um bichinho. Mas a decisão de adotar um animal exige planejamento, alinhamento familiar e avaliação da rotina da casa. 

Segundo Marcelo Freitas, psicólogo e orientador educacional do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), a convivência com pets traz benefícios importantes para o desenvolvimento emocional, social e até cognitivo das crianças. Mas os pais e responsáveis devem agir de forma consciente, e refletir se a família está realmente preparada para assumir essa responsabilidade. 

“Os pets favorecem o desenvolvimento da empatia, da afetividade e do senso de responsabilidade. A criança aprende, na prática, que existe um outro ser com vontades e necessidades de alimentação, atenção, carinho e cuidados. Isso contribui para a construção de vínculos afetivos mais saudáveis e para o amadurecimento emocional”, explica. 

A convivência com animais também pode ajudar crianças a lidarem melhor com emoções, ansiedade e até frustrações do dia a dia. Outro ponto importante é que o vínculo com os animais pode ensinar valores importantes de forma natural, como respeito, cuidado, paciência e compromisso. 

“A presença de um pet também tende a estimular brincadeiras, interação e reduzir o tempo excessivo diante das telas e dispositivos. É verdade que o animal não substitui relações humanas, mas pode funcionar como uma importante fonte de acolhimento emocional. Além disso, muitas crianças que têm animais de estimação se sentem mais seguras, confiantes e até mais comunicativas, impactando positivamente o relacionamento com outras crianças e adultos”, afirma o especialista. 

Segundo Freitas, a convivência com um animal pode ser ainda uma oportunidade importante para ensinar responsabilidade às crianças, desde que as tarefas sejam compatíveis com a idade e sempre supervisionadas pelos adultos. “A criança pode participar de pequenas rotinas, como ajudar a colocar água e comida, acompanhar passeios, organizar os brinquedos do pet ou participar dos momentos de cuidado. Isso contribui para desenvolver compromisso, organização e senso de cuidado com o outro”. 

Mas é fundamental que os pais entendam que a responsabilidade principal nunca deve ser transferida para a criança, e não se pode cobrar dela atitudes e tarefas das quais ela não está preparada emocionalmente e fisicamente para desempenhar. “O adulto é quem deve ser o responsável principal pelo bem-estar do animal. Questões como saúde, higiene, alimentação adequada, gastos e bem-estar do animal precisam permanecer sempre sob responsabilidade dos adultos”, alerta o psicólogo. 

Se a família decidir não adotar um pet naquele momento, é importante conduzir essa conversa com honestidade e acolhimento, sem tratar a decisão como punição ou desvalorização do desejo da criança. “Os pais podem explicar, de forma didática e adequada para a idade, que ter um animal exige tempo, rotina, recursos financeiros e disponibilidade emocional. Mostrar que a decisão envolve responsabilidade ajuda a criança a compreender limites e a lidar melhor com frustrações. Além disso, existem outras formas de estimular o contato saudável com animais, como conviver com pets de familiares, participar de atividades educativas ou visitar espaços apropriados”, acrescenta.
 

Pet não é brinquedo! 

Já do ponto de vista prático, a adoção de um animal exige planejamento e adaptação da rotina familiar. Segundo Julia Vieira, veterinária responsável pelos animais da PetFarm do colégio Progresso Bilíngue de Indaiatuba (SP), antes de escolher um pet é importante avaliar fatores como espaço disponível na casa, tempo para cuidados diários, custos envolvidos e perfil da família. 

É importante que os adultos façam uma reflexão prática e sincera sobre o que essa adoção vai representar no dia a dia da casa: quem será responsável pelos cuidados do animal se a família costuma viajar nos finais de semana e nas férias; ou ainda, o sofrimento que o bicho pode ser exposto, sem companhia, em casos onde a família passa pouco tempo em casa. 

“Um pet precisa de tempo, atenção, acompanhamento veterinário, alimentação adequada, higiene e cuidados constantes. Muitas famílias pensam apenas no momento da chegada do animal, mas é importante lembrar que ele fará parte daquela rotina”, explica Julia. 

A veterinária destaca ainda que a escolha do animal não deve ser feita apenas com base no desejo da criança ou na aparência do pet. “Nem sempre o pet que a criança deseja é o ideal para aquela realidade. Animais muito agitados, por exemplo, podem não ser adequados para famílias com crianças muito pequenas. Da mesma forma, algumas espécies demandam cuidados específicos e uma rotina mais estruturada. Por isso, pesquisar antes e entender as necessidades do animal é essencial para evitar frustrações e dificuldades futuras”, afirma. 

Porte, nível de energia, necessidade de espaço e perfil comportamental fazem diferença na adaptação. A profissional destaca que o conhecimento da etologia — ou seja, do comportamento natural de cada espécie — é fundamental para garantir bem-estar tanto ao animal quanto à família. Compreender como aquele pet se comunica, interage, gasta energia e reage ao ambiente ajuda na escolha mais adequada e contribui para uma convivência mais saudável, segura e respeitosa. 

Outro cuidado importante é preparar a criança para construir uma convivência saudável e respeitosa com o pet desde o início, evitando acidentes domésticos, como quedas, mordidas e arranhões, tanto da criança como do animal. “Os adultos devem ensinar desde cedo que o pet não é brinquedo. É importante orientar a criança a respeitar o espaço do bicho, evitar brincadeiras bruscas e entender sinais de desconforto ou estresse. A interação precisa ser supervisionada, principalmente nos primeiros meses e com crianças menores”, alerta. 

A veterinária também reforça a importância da adoção responsável, que precisa ser encarada como uma escolha de longo prazo. “Antes de levar um animal para casa, a família deve refletir se conseguirá oferecer qualidade de vida ao pet ao longo de toda a vida dele, às vezes por quase duas décadas ou mais. Em muitos casos, esperar o momento mais adequado pode ser a decisão mais consciente e responsável tanto para a criança quanto para o animal”, recomenda. 

A seguir, a veterinária elenca opções de adoção que fazem mais sentido diante de cada rotina e configuração familiar:
 

Famílias com crianças pequenas: costumam se adaptar melhor a animais mais dóceis, pacientes e sociáveis. Entre os cães, raças como Labrador, Golden Retriever, Beagle e Cavalier King Charles Spaniel geralmente apresentam perfil mais amigável para convivência familiar e toleram melhor interações constantes e brincadeiras.
 

Famílias mais ativas: podem se identificar com cães de maior nível de energia, que gostam de passeios, atividades físicas e brincadeiras frequentes. Raças como Border Collie, Labrador, Golden Retriever, Australian Shepherd e Jack Russell Terrier costumam demandar mais estímulo físico e mental no dia a dia. Nesses casos, é importante que os tutores tenham tempo disponível de no mínimo cerca de duas horas diárias para gastar a energia do animal e estimular o pet fisicamente e mentalmente, evitando estresse e comportamentos destrutivos.
 

Famílias com pouco espaço ou rotina mais reservada: os gatos podem ser uma boa alternativa. Os gatos passam a demandar menos manejo externo, como passeios diários, quando a família consegue adaptar a casa para as necessidades do animal como espécie - pensando em verticalização de ambientes, esconderijos e locais adequados para higiene e alimentação (caixas de areia e fontes de água).

Além disso, muitos felinos apresentam personalidade mais tranquila, observadora e seletiva nas interações, o que pode combinar melhor com ambientes mais silenciosos e rotinas menos agitadas. Ainda assim, precisam de estímulos, brinquedos, enriquecimento ambiental e respeito ao próprio espaço.
 

Contudo, antes da adoção, é importante avaliar se algum membro da família possui alergias respiratórias ou sensibilidade ao pelo, à saliva ou à descamação da pele dos animais, já que a convivência pode intensificar sintomas como rinite, espirros e irritações respiratórias em pessoas predispostas.
 

Famílias que passam muito tempo fora de casa: devem avaliar com cautela a adoção de animais que exigem atenção constante ou sofrem mais com longos períodos sozinhos. Algumas espécies e raças podem desenvolver ansiedade, estresse e comportamentos destrutivos quando ficam isoladas por muitas horas, principalmente quando há erro de manejo durante a rotina do animal, fazendo-se necessária uma pesquisa minuciosa sobre o manejo comportamental da espécie escolhida.
 

Famílias que buscam pets considerados de menor manejo: animais como peixes, hamsters e alguns roedores podem parecer opções mais simples, mas também exigem cuidados específicos com alimentação, higiene, habitat adequado e acompanhamento veterinário, além de serem animais pouco interativos e que podem sofrer durante o manejo, sendo espécies indicadas apenas para observação, e não para interação direta com os humanos.
 

Famílias sem experiência prévia com animais: o ideal é evitar escolhas impulsivas baseadas apenas na aparência do pet, modismos ou vídeos da internet. Algumas raças e espécies demandam treinamento, socialização e manejo mais complexos, o que pode dificultar a adaptação.
 

Em todos os casos: o mais importante é escolher um pet compatível com a realidade da família, considerando tempo disponível, espaço, custos, rotina e disposição para oferecer cuidado e bem-estar ao animal ao longo de toda a vida do bicho.



Julia Orteiro Vieira - médica veterinária, com atuação na clínica e pós graduanda em cirurgia de animais de pequeno porte. Além da prática veterinária, desenvolve projetos interativos voltados ao contato seguro e educativo entre crianças e animais, promovendo aprendizado, vínculo e desenvolvimento por meio de experiências lúdicas. Atua também em atividades no centro de equoterapia e em ações guiadas de educação assistida por animais no colégio Progresso Bilíngue, unindo bem-estar, conhecimento e interação de forma humanizada e segura.


Marcelo Tucci de Freitas - psicólogo clínico TCC, com especialização em adolescência; pedagogo; possui MBA em Gestão Educacional, e atualmente é orientador educacional do Ensino Fundamental Anos Finais no Brazilian International School - BIS. Com mais de 30 anos de experiência na área educacional atuou em diversas instituições de ensino básico e superior, na coordenação pedagógica e como docente de Psicologia e Ética.


International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.


Da emergência a adoção: veterinário narra casos reais e retrata a complexidade da relação entre humanos e pets

Divulgação
Com mais de 10 anos de atuação, Victor Soares apresenta uma história sobre cuidado, negligência, conexão emocional e os bastidores da medicina veterinária no livro "Não era passeio, era consulta" 

 

No fim de um plantão exaustivo, uma husky siberiano de nove meses chega ao hospital veterinário em estado crítico após uma sequência de convulsões. A canina, chamada Loba, mal conseguia reagir aos procedimentos, enquanto o tutor demonstrava pressa para encerrar o caso. É a partir dessa cena de que o médico veterinário Victor Soares inicia a narrativa de Não era passeio, era consulta, livro publicado pela Editora Rua do Sabão, que transforma experiências reais da profissão em reflexões sobre vínculo, negligência e responsabilidade afetiva com os animais. 
 
Ao unir memória autobiográfica, bastidores hospitalares e análise social, o autor apresenta a relação entre humanos e animais sob o ponto de vista de quem convive diariamente com emergências, eutanásias e decisões difíceis.  

Enquanto o narrador enfrenta o esgotamento emocional causado pela profissão, a protagonista de quatro patas reage aos traumas acumulados por uma criação negligente. Por meio de tropes literárias como found family, segunda chance e conexão entre humano e animal nos tempos atuais, Victor Soares descreve a recuperação de Loba após sua família desistir dela, entrelaçando à narrativa ensaios, relatos e histórias de outros pacientes que foram marcantes na sua carreira.  

Situações comuns na rotina veterinária, que raramente aparecem fora do consultório, também são discutidas na obra, entre elas o peso das decisões clínicas, a pressão emocional sobre os profissionais e a chamada “fadiga por compaixão”, condição causada pelo contato constante com sofrimento e perdas. O escritor ainda traz para o debate assuntos muito importantes para a criação de cães e gatos, como obesidade animal, luto, compreensão da natureza animal e evidencia a importância do cuidado e do amor aos bichos de estimação. 

Esta obra inaugura um novo olhar sobre a literatura veterinária no Brasil [...] o autor nos conduz pelos meandros da medicina veterinária moderna, explorando temas cruciais como a crescente humanização dos pets, os dilemas éticos da profissão e as profundas transformações na relação entre tutores e animais no período pós-pandemia. Cada capítulo equilibra com maestria o drama real dos casos clínicos com reflexões perspicazes sobre comportamento animal, antropomorfização e os desafios contemporâneos do cuidado com nossos companheiros de quatro patas, descreve Juliana Cunha, crítica literária que assina a orelha da obra. 

Em Não era passeio, era consulta, o autor mostra como o cuidado com os animais vai muito além do afeto: exige responsabilidade emocional, limites e empatia. Ao acompanhar a trajetória de Loba, o leitor é convidado a refletir sobre temas fundamentais para a criação de cachorros e gatos, como: adoção responsável, finitude, respeito e compreensão da natureza dos bichos, além dos riscos de transformá-los em projeções humanas. Com casos tão impactantes quanto reais, este livro amplia o debate sobre a criação dos companheiros de quatro patas de forma inédita, e reforça como vínculos podem transformar não apenas a vida dos pets, mas também das pessoas ao redor deles.  


Divulgação

Ficha técnica:  

Título: Não era passeio, era consulta 
Subtítulo: Um veterinário no centro da relação humano-animal  
Autor: Victor Soares 
Editora: Rua do Sabão 
ISBN/ASIN:978-65-5245-044-9 
Gênero: autoficção  
Número de páginas: 150 
Preço: R$ 68,90 
Onde encontrarAmazon  
 

Sobre o autor: Victor Soares é médico veterinário formado pela UNESP de Jaboticabal, pós-graduado em Oncologia de cães e gatos e tem mais de dez anos de atuação clínica. Sócio-proprietário do hospital veterinário Vet Domus, construiu sua trajetória profissional no atendimento de cães e gatos, com experiência em emergências, internação e rotina hospitalar. Com Não era passeio, era consulta, estreia na literatura ao transformar vivências da medicina veterinária em uma narrativa sobre cuidado, vínculo, saúde mental e os desafios da relação entre humanos e animais na atualidade. 
 
Instagram: @victorsoares.vet   


Fato ou fake: sedar pets em viagens aéreas é a melhor forma de reduzir o estresse dos animais?

Especialista alerta que o uso de sedativos deve ser avaliado e que adaptação à caixa de transporte é a principal recomendação para garantir o bem-estar dos animais durante o voo

 

Com o aumento das viagens aéreas envolvendo cães e gatos, cresce também a busca por informações sobre os cuidados necessários para garantir o bem-estar dos animais durante o transporte. Entre os temas que mais geram dúvidas entre tutores está o uso de sedativos antes do embarque.

Embora a sedação ainda seja uma prática considerada em situações específicas, especialistas e entidades internacionais de medicina veterinária e transporte aéreo recomendam cautela, destacando que o procedimento deve ser avaliado caso a caso e sempre com orientação profissional. As diretrizes da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), por exemplo, reforçam que a prioridade deve ser a adaptação comportamental do animal e o uso adequado das caixas de transporte, em vez da sedação como medida padrão.

Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news sobre sedação de pets em viagens aéreas. 


Fatos

Sedação pode aumentar riscos respiratórios e cardíacos: medicamentos sedativos podem causar depressão do sistema respiratório e cardiovascular, especialmente em ambientes como a cabine ou o porão da aeronave, onde há variações de pressão e estresse adicional. 

Pets que necessitam de medicação com efeito sedativo não são considerados aptos para viagens aéreas: especialistas alertam que a sedação não é recomendada para o transporte aéreo de animais. Caso o pet precise de medicamentos que provoquem sonolência ou sedação para conseguir viajar, a condição deve ser reavaliada junto ao médico-veterinário, já que os efeitos podem comprometer a segurança e o bem-estar do animal durante o voo. 

Preparação prévia é a principal recomendação: a aclimatação do pet à caixa de transporte, passeios antes do embarque e manejo adequado da alimentação e hidratação são considerados medidas mais seguras e eficazes para reduzir o desconforto durante o voo. 


Fake

Sedar o pet é a melhor forma de deixá-lo calmo durante o voo: a sedação não é considerada uma estratégia segura para “acalmar” o animal. Especialistas explicam que o pet pode perder reflexos naturais de proteção, como o equilíbrio e a capacidade de se reposicionar, aumentando o risco de acidentes dentro da caixa de transporte. 

Todos os pets devem ser sedados para viajar melhor: a maioria dos veterinários e entidades internacionais não recomenda o uso preventivo de sedativos. Em vez disso, a adaptação gradual à caixa de transporte semanas antes do voo é apontada como a estratégia mais eficaz. 

Sedar o animal reduz o estresse da viagem: pesquisas indicam que o transporte aéreo é naturalmente estressante e que a sedação não necessariamente reduz esse estresse de forma eficaz, podendo inclusive mascarar sinais importantes de sofrimento do animal. 

‘’Ainda existem muitas dúvidas em torno da sedação, mas é importante reforçar que essa não deve ser uma decisão automática. Cada caso precisa ser avaliado individualmente por um médico-veterinário, levando em conta o perfil e as condições de saúde do pet. Na maioria das situações, a preparação antecipada, com adaptação à caixa de transporte e manejo adequado antes do voo, já é suficiente para reduzir o estresse e tornar a experiência mais tranquila para o animal e para o tutor’’, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 


PETFriendly Turismo 


Vacinação felina: atrasar vacinas pode colocar a saúde dos gatos em risco

Divulgação
Especialista alerta que atrasos na vacinação podem aumentar riscos de doenças graves e silenciosas 

Muitos tutores ainda associam a vacinação de gatos apenas à campanha anual contra a raiva, mas a proteção dos felinos vai muito além disso. Assim como acontece com os humanos, os gatos precisam de um calendário vacinal completo e atualizado para prevenir doenças infecciosas que podem comprometer seriamente a saúde — e, em alguns casos, levar à morte. 

Além da proteção individual, a vacinação também ajuda a reduzir a circulação de doenças entre os gatos, especialmente em ambientes com maior convivência, como gatis, hotéis e clínicas veterinárias. 

Segundo a médica-veterinária Vanessa Barreto, da CatLife, a prevenção continua sendo uma das principais ferramentas para garantir qualidade de vida aos felinos. “Muitas doenças preveníveis por vacina ainda são bastante comuns na rotina clínica, principalmente quando há atraso no calendário vacinal ou interrupção das doses de reforço”, explica. 

De olho nos felinos: a vacina múltipla felina — conhecida como V3, V4 ou V5 — é fundamental para a prevenção de doenças respiratórias e virais bastante frequentes entre os gatos. A V3 é considerada essencial e recomendada para todos os felinos, pois protege contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia felina. Já a V4 amplia essa cobertura ao incluir proteção contra a clamidiose felina, sendo mais indicada para gatos com acesso à rua ou que convivem com muitos outros animais. A V5, por sua vez, contempla todas as doenças da V4 e também protege contra a FeLV (Leucemia Viral Felina), um retrovírus incurável considerado uma das doenças infecciosas mais preocupantes entre os gatos. Antes da aplicação da V5, porém, é indispensável a realização do teste para FeLV. 

A veterinária também reforça que não existe um protocolo vacinal único para todos os animais. “Muitos tutores acreditam que gatos que vivem exclusivamente dentro de casa não precisam de vacinação, mas isso é um mito. Mesmo sem acesso à rua, eles continuam expostos a riscos indiretos, inclusive por contato com objetos, roupas ou sapatos. Cada gato possui um estilo de vida, nível de exposição e necessidades específicas. Por isso, a individualização do protocolo vacinal é fundamental para garantir proteção adequada e segurança”, finaliza. 

Além de seguir corretamente o calendário vacinal, especialistas reforçam a importância de realizar consultas preventivas regulares, já que o acompanhamento veterinário ajuda a identificar possíveis alterações de saúde de forma precoce. Outro ponto importante é evitar a automedicação e manter atenção à procedência das vacinas, que devem ser aplicadas apenas por médicos-veterinários e em clínicas de confiança. 

Para apoiar esse acompanhamento contínuo, os planos de saúde para gatos também vêm ganhando espaço entre os tutores, facilitando o acesso a consultas, exames e vacinas de rotina. O cuidado preventivo reduz riscos, aumenta a previsibilidade dos custos e contribui diretamente para uma vida mais longa e saudável dos seus felinos.

 

CatLife
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Problemas urinários em gatos acendem alerta entre tutores e impulsionam busca por alimentação preventiva

Com o aumento da população felina no Brasil e a crescente preocupação dos tutores com longevidade, bem-estar e qualidade de vida, especialistas têm voltado atenção para um dos problemas de saúde mais recorrentes entre os gatos domésticos: as doenças do trato urinário e os quadros renais.

Segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB) e da Abinpet, a população de gatos no país já ultrapassa 30 milhões de animais e registrou crescimento de 5,4% nos últimos anos. O movimento é impulsionado principalmente pela urbanização, pela adaptação dos felinos a espaços menores e pelo avanço da humanização dos pets, cenário que também vem ampliando a procura por estratégias de prevenção e bem-estar animal.

Na medicina veterinária, especialistas observam que fatores naturais da espécie contribuem para o aumento dos casos urinários e renais. Os gatos costumam ingerir pouca água ao longo do dia, hábito que favorece a formação de cristais e cálculos urinários, além de outras complicações que podem impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida dos animais.

“Hoje os tutores procuram mais exames preventivos e os veterinários conseguem diagnosticar essas condições com maior frequência e a saúde renal é um tema essencial na medicina veterinária felina. A nutrição tem papel fundamental na prevenção dessas enfermidades, promovendo bem-estar e aumentando a longevidade dos gatos domésticos”, explica Caroline Pinto, cientista da unidade Pet Food e Rendering da Kemin Industries.

Nesse contexto, pesquisas científicas vêm reforçando o papel da alimentação no suporte à saúde urinária dos pets. Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) avaliou os efeitos da utilização de um aditivo regulador de acidez em alimentos completos para cães e gatos, apontando benefícios relacionados ao equilíbrio do ambiente urinário.

Pensando nisso, a unidade de Pet Food e Rendering da Kemin Industries lançou na América Latina o BALSURE™ DRY, solução desenvolvida para auxiliar no equilíbrio cátion-aniônico das dietas e contribuir para reduzir a formação de cristais e cálculos urinários.

Entre os diferenciais da tecnologia está o menor aporte sobre os níveis de fósforo da dieta, tema que vem ganhando relevância entre fabricantes de alimentos pet devido à relação do mineral com a saúde renal dos animais.

“O desenvolvimento da solução foi motivado pela necessidade de atender desafios relevantes da nutrição felina, especialmente relacionados ao equilíbrio do ambiente urinário, além da demanda do mercado por alternativas práticas, eficientes e tecnicamente consistentes”, afirma Mariane Bortolo, gerente de produtos da Kemin.

Mariane destaca ainda que a alimentação pet vem passando por uma transformação. “Hoje os tutores buscam produtos com funcionalidade, ingredientes de qualidade e respaldo científico. A alimentação deixou de ser apenas nutrição básica e passou a atuar também como ferramenta de promoção de saúde e bem-estar”, comenta.

O BALSURE™ DRY pode ser utilizado em diferentes categorias de alimentos completos para cães e gatos, incluindo formulações econômicas, premium e super premium.


Microbiota em equilíbrio: saúde intestinal influencia imunidade, comportamento e qualidade de vida de cães e gatos

Divulgação
Coceiras recorrentes, otites de repetição, alterações nas fezes e até quadros de ansiedade podem ter origem no intestino. Especialista explica como a microbiota impacta diretamente a saúde e o bem-estar dos pets.

 

Coceiras que não passam, otites de repetição, fezes irregulares, pelagem opaca, alterações no apetite e até sinais de ansiedade podem ter uma origem que muitos tutores ainda não associam de imediato: o intestino.

Muito além da digestão, a saúde intestinal exerce papel central no equilíbrio do organismo de cães e gatos. O intestino concentra grande parte da atividade imunológica do corpo e abriga trilhões de microrganismos que atuam diretamente na absorção de nutrientes, no metabolismo, na resposta inflamatória e até no chamado eixo intestino-cérebro — uma conexão que influencia comportamento, disposição e qualidade de vida dos pets.

Segundo a médica-veterinária nutróloga Celina Okamoto, especializada em alimentação natural suplementada, a saúde intestinal deve ser encarada como base para o cuidado integral dos animais. “Antes de tratar pele, articulações ou até alterações comportamentais, é importante olhar para o intestino. É ali que o organismo define como vai absorver nutrientes, responder imunologicamente e controlar processos inflamatórios”, explica a veterinária.


Quatro pilares da saúde intestinal

De acordo com a especialista, a saúde intestinal se sustenta em quatro pilares principais:

  • Digestão e absorção eficientes
  • Integridade da mucosa intestinal
  • Microbiota equilibrada (eubiose)
  • Atividade imunológica adequada

Quando esse equilíbrio é rompido, condição conhecida como disbiose, o organismo pode sofrer impactos que vão muito além do sistema digestivo.


Sinais de que o intestino pode não estar saudável

O desequilíbrio intestinal nem sempre se manifesta apenas por diarreia ou vômito. Outros sintomas podem indicar alterações na microbiota intestinal, como:

  • Fezes amolecidas ou ressecadas
  • Flatulência excessiva
  • Vômitos frequentes
  • Coceiras recorrentes
  • Pelagem opaca e queda excessiva de pelos
  • Otites de repetição
  • Halitose persistente
  • Alterações no apetite
  • Oscilações de peso
  • Ansiedade, apatia ou irritabilidade

Nos gatos, episódios frequentes de vômito associados a bolas de pelo e alterações nas fezes também merecem atenção. “O intestino se comunica com o corpo inteiro. Muitas vezes, sintomas de pele, queda de pelo ou até alterações comportamentais podem ter relação com desequilíbrios intestinais”, reforça Celina Okamoto, responsável técnica da Botupharma.

 

Diarreia recorrente não deve ser normalizada

Quadros de diarreia frequente ou prolongada precisam de investigação clínica. Segundo a especialista, alterações persistentes podem estar ligadas a doenças inflamatórias intestinais, intolerâncias alimentares, parasitoses, alterações pancreáticas, desequilíbrio da microbiota e outras condições sistêmicas.

Quando não tratadas, essas alterações podem levar à má absorção de nutrientes, perda de peso, queda da imunidade, anemia, desidratação e piora da qualidade de vida do animal.

 

Alimentação pode transformar a microbiota rapidamente

A dieta exerce influência direta sobre o equilíbrio intestinal. Mudanças alimentares podem modificar a microbiota em pouco tempo, favorecendo ou prejudicando a saúde digestiva. Dietas com boa digestibilidade, fibras funcionais, prebióticos, probióticos e ingredientes nutricionalmente equilibrados contribuem para fortalecer bactérias benéficas, melhorar a integridade intestinal e reduzir processos inflamatórios.

Por outro lado, alimentos de baixa qualidade ou trocas bruscas na alimentação podem comprometer esse equilíbrio e aumentar desconfortos gastrointestinais. “Quando a alimentação é individualizada e equilibrada, conseguimos oferecer nutrientes mais adequados às necessidades de cada pet. Isso se reflete em fezes mais consistentes, melhora da pelagem, redução do prurido, mais disposição e qualidade de vida geral”, destaca a nutróloga.

 

Os sete erros mais comuns que prejudicam a saúde intestinal dos pets

  1. Oferecer restos de comida humana

Alimentos gordurosos, condimentados ou tóxicos para pets, como cebola, alho, chocolate, uvas e xilitol, podem causar sérios danos.

  1. Trocar a dieta de forma abrupta

Mudanças alimentares devem ser feitas gradualmente, geralmente entre sete e dez dias.

  1. Exagerar nos petiscos

Eles devem representar, no máximo, 10% das calorias diárias.

  1. Escolher alimento apenas pelo preço

Digestibilidade e qualidade nutricional também precisam ser consideradas.

  1. Deixar ração disponível o tempo todo

Essa prática pode favorecer obesidade e alterações metabólicas.

  1. Ignorar fase de vida e condições clínicas

Filhotes, idosos, gestantes e animais com doenças específicas precisam de dietas individualizadas.

  1. Negligenciar a hidratação

Especialmente nos gatos, a baixa ingestão de água pode desencadear problemas urinários e digestivos.

Intestino saudável é prevenção e qualidade de vida

Para Celina Okamoto, cuidar do intestino significa investir diretamente em prevenção, imunidade e longevidade. “Saúde intestinal não é tendência. É fisiologia. Quanto antes o tutor entender isso, mais qualidade de vida o pet pode ter ao longo dos anos”, finaliza.

 

Botupharma®


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