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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Flexibilidade e estratégia: contratações temporárias crescem 15% no Brasil, diz Page Interim

  

Multinacionais investem em profissionais temporários para garantir continuidade de projetos, otimização de processos e eficiência operacional em cenário econômico volátil

 

O mercado de trabalho temporário no Brasil vem crescendo de forma expressiva, movido pela necessidade das empresas de sustentar áreas-chave e viabilizar projetos estratégicos, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. 

Um levantamento da Page Interim, unidade do PageGroup especializada em recrutamento temporário e terceirizado, aponta aumento de 15% nas contratações no primeiro semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os setores de finanças, tecnologia, vendas e marketing lideram a demanda, refletindo a importância de perfis estratégicos para decisões de negócio e suporte operacional. 

“O avanço das contratações temporárias no Brasil e na América Latina reflete uma estratégia calculada das matrizes globais: alocar profissionais de forma flexível para projetos críticos, como centralização de processos de suporte, integração de sistemas, implementação de novas tecnologias e transferência de operações. Essa abordagem não só garante continuidade e eficiência operacional, como também protege o orçamento e minimiza riscos, demonstrando maturidade no planejamento de recursos humanos", afirma Maíra Campos, diretora-executiva da Page Interim. 

Maíra destaca sua visão sobre o contexto atual: “Em um cenário econômico volátil, a flexibilidade de contar com profissionais temporários preparados e ágeis se torna um diferencial competitivo. Permite que as empresas respondam rapidamente a mudanças no mercado, otimizem investimentos e assegurem que operações críticas funcionem sem comprometer custos fixos ou eficiência. Esse movimento direcionado não é apenas uma reação à incerteza econômica, mas uma oportunidade de reforçar processos, fortalecer áreas-chave e sustentar decisões de negócio com maior previsibilidade.”
 

Perfis e posições mais demandados 

O mercado brasileiro de temporários segue tendências globais:

  • Funções estratégicas: senioridade elevada, especialmente em vendas e marketing, com salários a partir de R$ 25 mil, voltadas para projetos de negócio e liderança de times.
     
  • Funções transacionais e de apoio: posições em finanças, tecnologia e operações, com salários entre R$ 9 mil e R$ 12 mil, focadas em implementação de sistemas, otimização de processos e suporte contínuo. 

“Identificamos que os profissionais temporários precisam chegar prontos, com capacidade de absorver rapidamente responsabilidades e entregar resultados consistentes. É isso que diferencia nossa atuação e garante alto índice de efetivação”, acrescenta Maíra.
 

O novo "normal" da contratação: profissionais flexíveis em alta 

Nos últimos anos, o mercado de trabalho tem passado por mudanças profundas, e uma delas é a valorização dos profissionais temporários e interinos. Em um cenário marcado por incertezas econômicas e necessidade de adaptação rápida, a flexibilidade se tornou um ativo estratégico para as empresas que precisam manter projetos críticos em andamento sem comprometer sua estrutura. 

Nesse contexto, a Page Interim tem se consolidado como uma referência no Brasil, desenvolvendo um modelo de negócios que hoje é replicado em países como França e outras regiões da América Latina. A proposta da consultoria vai além do simples fornecimento de mão de obra: trata-se de oferecer soluções completas que conectam empresas e profissionais de forma ágil e assertiva. 

Os números refletem a eficácia desse modelo. Um dado que chama a atenção é a alta taxa de conversão: 65% dos profissionais temporários contratados pela Page Interim são efetivados em posições permanentes, demonstrando que há um alinhamento consistente entre as expectativas das empresas e o perfil dos talentos selecionados. 

Outro ponto relevante é a eficiência no processo seletivo. Em 80% dos casos, a contratação acontece já na primeira shortlist entregue ao cliente, o que reforça a capacidade da Page Interim de identificar rapidamente o candidato certo, evitando perdas de tempo e garantindo que projetos estratégicos sigam seu curso sem atrasos.  

“Hoje, vemos empresas precisando manter seus projetos estratégicos em andamento sem abrir mão da eficiência ou do controle orçamentário. O que fazemos é justamente permitir que esses projetos sigam com profissionais altamente capacitados, alocados de forma rápida e precisa. É essa combinação de agilidade e resultados mensuráveis que tem se tornado um verdadeiro diferencial competitivo no mercado brasileiro”, afirma Maíra Campos, diretora-executiva da Page Interim.
 

Profissionais por projeto: a flexibilidade que define um novo mercado 

O mercado de trabalho brasileiro está passando por uma transformação estrutural no perfil dos profissionais. Cada vez mais, pessoas buscam oportunidades que valorizem especialização e atuação por projetos ou períodos temporários, priorizando flexibilidade, autonomia e a possibilidade de equilibrar objetivos profissionais com qualidade de vida. Esse movimento não se limita a nichos isolados: setores como tecnologia, marketing, finanças e operações estratégicas estão na vanguarda dessa mudança, refletindo uma cultura de trabalho mais dinâmica e adaptável, que responde a um cenário econômico e empresarial cada vez mais volátil.
 

Maíra Campos - diretora-executiva da Page Interim, destaca: "O profissional brasileiro está se adaptando rapidamente a uma nova realidade, na qual flexibilidade e especialização são cada vez mais valorizadas. Observamos uma demanda crescente por atuação por projetos, temporadas ou como freelancers, especialmente em áreas estratégicas e de alta complexidade. Essa tendência não é passageira: está redefinindo carreiras, expectativas e a forma como empresas estruturam seus times. Compreender e se preparar para esse novo perfil é essencial para empresas que buscam competitividade e inovação no mercado."


Halloween e Dia dos Mortos: 4 destinos no mundo para conhecer a história e experiência

 

Cerca de 66% dos brasileiros ou comemoram ou fazem compras relacionadas ao Halloween, enquanto Dia dos Mortos é celebrado em filmes da Disney; Civitatis revela destinos onde viajantes podem conhecer data

 

O Halloween vem crescendo de forma expressiva no Brasil. Segundo pesquisa da Ecglobal realizada em 2024, cerca de 66% dos brasileiros afirmaram que celebram ou fazem compras relacionadas ao tema, um dado que mostra como a data ganhou força e se consolidou no calendário nacional. Já o Dia dos Mortos ganhou maior atenção internacional após o filme infantil da Disney “Viva - a Vida é uma Festa!”, que gerou grande repercussão. 

“Isso demonstra o quanto o Halloween passou a fazer parte da cultura brasileira, com dois terços da população se conectando à celebração. Hoje, muitas pessoas que viajam para destinos onde a data é tradicionalmente celebrada buscam experiências para se aprofundar nela, seja para conhecer histórias e tradições ou para viver uma imersão na atmosfera das celebrações”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil. 

Pensando nesse movimento, a Civitatis, plataforma global especializada em passeios guiados e experiências de viagem, selecionou cinco destinos onde o viajante pode conhecer um pouco mais da história do Halloween em 2025, com sugestões de tours e atividades.

 

Dublin, Irlanda

 

 Pessoas fantasiadas em Dublin durante o Halloween


A Irlanda é considerada a terra mãe do Halloween por muitos historiadores, com tradições que remontam ao festival celta de Samhain. Dublin oferece um ambiente perfeito para quem quer sentir o Halloween em sua essência ancestral: ruas históricas, castelos, lendas antigas e pubs que recontam histórias sombrias ao cair da noite. 

Para quem quiser explorar a cultura do local visto como a origem do Halloween, vale fazer a excursão ao Vale Celta de Boyne e aos locais antigos, que visita a Colina de Tara, o Castelo de Trim, tumbas megalíticas de Loughcrew e a Abadia de Forem, onde encontrarão paisagens verdes, ruínas e tradições antigas. 

 

New Orleans, EUA

 

French Quarter, em New Orleans, durante o Halloween

 

Nos Estados Unidos, o Halloween se transformou em um dos feriados mais emblemáticos do país, e Nova Orleans é, sem dúvida, um dos destinos que melhor traduzem a celebração da data. Conhecida por sua rica mistura cultural, a cidade foi influenciada por séculos de crenças africanas e católicas, que deram origem ao famoso vudu. 

Durante o Halloween, as ruas do French Quarter ganham vida com desfiles, fantasias extravagantes e festas que tomam conta da cidade, mas é nos becos e cemitérios históricos que o clima sombrio realmente se manifesta. Uma opção é fazer o tour de mistérios e lendas de Nova Orleans, uma imersão entre casas mal-assombradas, histórias de bruxaria e os segredos obscuros da cidade. 

 

Oaxaca e San Miguel de Allende, México

 

 Dia dos mortos em Oaxaca, no México


É bem verdade que o Dia dos Mortos não é uma “versão mexicana do Halloween”, mas compartilha a época no calendário, fazendo com que muitos associem os dois culturalmente.

A riqueza de cores, crenças e rituais da festividade mexicana atrai viajantes para experiências em destinos como Oaxaca. A cidade se transforma nesta época, e o tour noturno do Día de Muertos por Oaxaca leva o público para conhecer seus altares decorados, panteões enfeitados, música, dança e gastronomia. 

A cidade de San Miguel de Allende também oferece uma atmosfera encantadora durante o Día de Muertos, com celebrações familiares, arte nas ruas, mercados com artefatos coloridos e uma celebração que une o sagrado ao festivo. No destino existe o tour do Dia dos Mortos em San Miguel de Allende, que inclui visitas à cripta da paróquia, cemitério local decorado, rituais familiares e comidas tradicionais.



Hopi Hari, Brasil
 

 

Durante o mês de agosto acontece a Noite do Terror no Hopi Hari

 

Embora o Brasil não tenha tradições antigas como o Samhain ou o Dia dos Mortos, parques temáticos tornam o Halloween uma experiência divertida e assustadora para todas as idades. Em 2025, o Hopi Hari realiza a “Hora do Horror – Circo dos Horrores: A Origem”, com personagens de terror, decorações especiais e clima de susto a partir do entardecer.

Além disso, para quem estiver em São Paulo ou região, há passeios culturais, tours noturnos ou visitas a casas antigas e cemitérios históricos que podem complementar a viagem com atmosfera gótica ou histórias de fantasmas locais.
 

 

Dia das Crianças: especialistas alertam sobre segurança dos brinquedos em data que promete ser a melhor em 12 anos

 Brinquedos devem ter selos que indiquem que testes como impacto, toxicidade, inflamabilidade e ruído foram realizados

 

As vendas para o Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, devem movimentar R$ 9,96 bilhões no comércio brasileiro – alta de 1,1% em relação a 2024. Caso a estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se confirme, essa será a melhor marca para a data nos últimos 12 anos. 

Com o aumento na procura por presentes, especialmente brinquedos, cresce também a responsabilidade dos adultos na hora da escolha. Os brinquedos destinados a crianças de até 14 anos devem obrigatoriamente ser certificados, passando por uma série de testes de segurança antes de chegarem ao mercado. 

A avaliação é conduzida por Organismos de Certificação de Produtos (OCPs) acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que verificam, entre outros aspectos, se o produto apresenta risco de intoxicação, sufocamento, queimadura, ferimento ou perda auditiva. Todos os produtos aprovados recebem o Certificado de Conformidade e são autorizados a exibir o selo do Inmetro – que deve estar visível na embalagem ou diretamente no brinquedo. 

“Os testes realizados são essenciais para garantir que o brinquedo não coloque a saúde da criança em risco. São analisados critérios como impacto e queda, toxicidade, resistência a mordidas e torções, inflamabilidade e ruído. Depois de passar por todas essas avaliações, o produto pode ser certificado com segurança”, explica Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac). Segundo ele, os brinquedos são enquadrados no nível mais alto de exigência previsto pela nova regulamentação do Inmetro, o que reforça a importância da certificação para esse tipo de produto.

 

Ensaios realizados 

Entre os ensaios realizados, o de impacto e queda simula situações cotidianas, como a queda do brinquedo de uma mesa ou berço. Após o teste, o item não pode apresentar pontas cortantes, arestas afiadas ou peças pequenas que se soltem com facilidade. No teste de toxicidade, são verificados os limites de substâncias como chumbo, mercúrio e cádmio, que não podem estar presentes em quantidade prejudicial à saúde. 

Já os ensaios de tração e torção avaliam se partes manipuláveis permanecem firmes, enquanto o de inflamabilidade mede o tempo que o produto leva para entrar em combustão e o risco de propagação do fogo. O teste de ruído, por sua vez, assegura que o brinquedo não emita sons acima dos limites permitidos para proteger a audição das crianças. Produtos como mordedores ainda passam por testes específicos de mordida, com exigências adicionais, como furos que evitem o aprisionamento dos dedos e instruções claras de higienização na embalagem. 

“Para garantir a segurança, além do selo, é essencial observar se as informações na embalagem estão em português, incluindo a indicação de faixa etária, orientações de uso e dados do fabricante”, indica o presidente da Abrac. 

O comércio informal deve ser evitado, pois produtos falsificados ou fabricados fora das normas legais podem representar sérios riscos à saúde das crianças. Em caso de acidente, o consumidor pode informar o ocorrido ao Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), ferramenta importante para orientar ações de fiscalização e revisão regulatória.

 

Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade - Abrac


Guia de Redação: eixos temáticos para o Enem 2025

Especialista do Bernoulli analisa os temas que podem surgir na redação do Enem

 

A redação do Enem é uma das etapas mais aguardadas e também mais temidas pelos candidatos. Isso porque ela costuma tratar de uma questão-problema de relevância social e atual para o Brasil, exigindo dos estudantes não apenas domínio da escrita, mas também a capacidade de argumentar de forma consistente e apresentar uma proposta de intervenção viável. 

Na avaliação, não basta apenas escrever bem: é necessário demonstrar repertório, isto é, a capacidade de dialogar com referências diversas, de autores clássicos à cultura contemporânea. Por isso, acompanhar os acontecimentos ao longo do ano e compreender os principais eixos temáticos em destaque no debate público é fundamental para chegar bem preparado à prova. 

A seguir, a professora de Língua Portuguesa e Redação do Bernoulli Educação, Sidinéia Azevedo, aponta os eixos temáticos que tiveram mais destaque em 2025 e que podem estar no radar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o tema da redação. Para cada um deles, a professora compartilha os repertórios que podem enriquecer a argumentação e contribuir para conquistar a tão sonhada nota mil.

 

Criança e adolescente

Entre os eixos em destaque está o que envolve crianças e adolescentes. Em 2025, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 35 anos, uma data emblemática para discutir direitos e proteção integral. Além disso, episódios recentes trouxeram o tema para o centro do debate público: denúncias de exploração sexual na Ilha do Marajó, o premiado filme Manas, que aborda a temática, e a investigação do influenciador Felca sobre a adultização sexual infantil e juvenil. Esses acontecimentos reforçam a relevância do tema. 

“O último assunto da redação voltado especificamente para esse público foi há mais de uma década, quando o Enem propôs uma reflexão sobre publicidade infantil, o que aumenta a expectativa. O candidato deve ficar atento à questão da vulnerabilidade infantojuvenil, ao papel da sociedade na proteção de crianças e adolescentes e às políticas públicas que asseguram esses direitos”, destaca a especialista. 

O que acompanhar? 

·         ECA: Fundamental para compreender direitos, proteção integral e políticas públicas e pensar em propostas de intervenção inovadoras.


·         Filme Manas (2025): O longa, ambientado na Ilha do Marajó, no Pará, narra a história de uma jovem que luta para romper com um ciclo de violência que afeta as mulheres de sua comunidade, explorando temas como a exploração sexual infantil. 

Idoso

Outro eixo relevante é o que envolve a população idosa. Em 2025, casos de golpes financeiros envolvendo aposentados ganharam grande repercussão, levando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a modificar regras sobre empréstimos consignados. Esse cenário reforça a necessidade de discutir a vulnerabilidade dos idosos diante das tecnologias e a importância da alfabetização digital. 

“A prova pode explorar como a sociedade lida com o envelhecimento, com os direitos da pessoa idosa e com os desafios impostos pela exclusão digital. Questões de letramento tecnológico e de proteção contra abusos financeiros ou emocionais são pontos de atenção”, afirma Sidinéia Azevedo.

 

O que acompanhar?

·         Estatuto do Idoso: Garantia de direitos e proteção social.


·         IBGE: acompanhar os dados e pesquisa sobre o envelhecimento no Brasil


Meio ambiente

Questões ambientais seguem entre os temas mais fortes para o Enem. O Brasil viveu recentemente episódios de enchentes e incêndios, ao mesmo tempo em que se prepara para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), a COP30, em Belém. Além disso, cresce a discussão sobre racismo ambiental, já que populações vulneráveis são as mais impactadas pelos desastres. 

“O Inep tende a associar problemáticas ambientais a recortes sociais, mostrando que não se trata apenas de um desafio técnico. O candidato deve se atentar às consequências para populações em situação de vulnerabilidade e pensar em soluções que integrem sustentabilidade e justiça social”, observa a especialista.

 

O que acompanhar?

·         COP30 (2025): Principais debates globais sobre meio ambiente.


·         Ailton Krenak: Ativista ambiental, filósofo e escritor indígena brasileiro que se destaca pela sua incansável luta em defesa dos direitos indígenas e da preservação da natureza.

 

Saúde mental e tecnologia

O impacto da tecnologia sobre a saúde mental também desponta como eixo relevante. Pesquisas mostram aumento de quadros de ansiedade e depressão associados ao uso excessivo das redes sociais, especialmente entre jovens. 

“Mais do que condenar a tecnologia, a prova pode exigir uma reflexão crítica sobre como ela é usada, seus impactos na saúde mental e como a sociedade pode equilibrar avanços digitais e bem-estar”, analisa Sidinéia.

 

O que acompanhar?

·         Livro: A fábrica de cretinos digitais: Os perigos das telas para nossas crianças, do Michel Desmurget.

 

Inteligência artificial na educação

Com a rápida expansão da inteligência artificial, o debate sobre seus impactos na escola se torna cada vez mais urgente. Professores já utilizam ferramentas de IA para elaborar materiais, e estudantes recorrem a elas em atividades de pesquisa e estudo. Mas os riscos de mau uso, como plágio ou dependência excessiva, estão no centro da discussão. 

“É um tema atual, que pode levar os candidatos a refletirem sobre o papel da escola no letramento digital e na mediação ética da tecnologia. A redação pode explorar tanto os benefícios quanto os desafios da IA no processo de ensino-aprendizagem”, explica a especialista.

 

O que acompanhar?

·         UNESCO: a organização internacional disponibiliza em seu site diversas pesquisas globais e recomendações sobre o uso da IA nas escolas.


·         Pierre Lévy: filósofo, sociólogo francês e pesquisador em ciência da informação e da comunicação.

 

Mais do que prever, é preciso se preparar

Embora acompanhar os principais eixos ajude na preparação, é importante lembrar que a redação do Enem não cobra apenas conhecimento temático, mas também habilidades de escrita, organização de ideias, repertório cultural e capacidade de propor soluções viáveis. 

“O estudante precisa treinar a escrita com regularidade, acompanhar os acontecimentos, analisar diferentes pontos de vista e construir repertórios sólidos. Mais do que adivinhar o tema, o que faz a diferença é a capacidade de articular argumentos de forma crítica, clara e criativa”, conclui Sidinéia Azevedo. 

Mais do que uma prova, a redação do Enem é um espaço para que o estudante mostre sua capacidade de refletir sobre os desafios do país e propor caminhos de transformação. Preparar-se, portanto, vai além de acumular informações: é exercitar o olhar crítico, a sensibilidade social e a habilidade de construir soluções possíveis. Assim, cada candidato pode transformar conhecimento em argumento e, principalmente, argumento em mudança.

 

Bernoulli Educação



O Dia do Professor e a docência em transformação: tecnologia, bem-estar e impacto social

Em um cenário de hiperconexão, especialistas defendem o uso crítico da IA e reforçam que saúde emocional e mediação humana seguem no centro da aprendizagem

 

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia Nacional do Professor, data instituída pelo imperador D. Pedro I quando, em 15 de outubro de 1827, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Mais do que uma data histórica, esta é uma oportunidade de refletir sobre os desafios e transformações da docência.

 

Uma pesquisa do Instituto Semesp (2024) aponta que 74,8% dos professores da educação básica enxergam a tecnologia e a inteligência artificial (IA) como aliadas no ensino. Mas também reconhecem desafios, como a dispersão dos alunos e a necessidade de atualização constante.

 

Além disso, o bem-estar emocional dos docentes deve estar no centro das atenções para que o ensino tenha qualidade. Veja como especialistas da Educação enxergam o futuro da docência e do papel do professor em quatro pontos essenciais.

 

Habilidades essenciais do professor

O futuro da profissão passa pela combinação de tecnologia e competências socioemocionais. “A BNCC determina que as escolas desenvolvam autoconsciência e autogestão, o que exige que os docentes também estejam preparados para ensinar inteligência emocional”, afirma Fabiane Cancian, professora de Laboratório Inteligência da Vida (LIV) da rede Anglo Alante. “Isso necessariamente implica a oferta de uma formação continuada aos docentes, intensificando sua preparação para o ensino da inteligência emocional”, argumenta.

 

Para Harley Sato, autor de Física do Sistema Anglo, é importante ao professor conhecer ferramentas digitais, mas só isso não basta. “Sem teoria de aprendizagem, a tecnologia pode gerar propostas pouco eficazes. O papel do professor é integrar ambos os saberes”.

 

Inteligência artificial como apoio

Na Beacon School, a prioridade é manter o foco no aluno. “A IA jamais substituirá o olhar humano, essencial para vínculos significativos”, afirma Maria Eduarda Sawaya, coordenadora de tecnologia educacional.

 

Professores também têm incentivado o uso crítico das ferramentas. “O professor deve mostrar que a IA pode ampliar repertórios e argumentos, mas sempre com validação crítica”, diz Julia Ferreira, linguista da plataforma Redação Nota 1000.

 

Bruno Bernardi, responsável pelo programa bilíngue Eduall, concorda e destaca os ganhos pedagógicos que estudantes ganham com as ferramentas. “Os alunos aprendem a elaborar prompts detalhados e a revisar os textos, o que melhorou a qualidade das produções”, observa. 

 

Saúde mental do professor

O cuidado com os educadores é outro ponto central. A FourC Bilingual Academy criou ações de apoio emocional e físico, como acesso a terapia online e espaços de descanso. “Também reforçamos o direito à desconexão, deixando claro que não se espera resposta fora do expediente”, explica Mariana Moraes, especialista em Recursos Humanos da escola. 

Mas ainda há barreiras. “Muitos professores sentem que não podem demonstrar vulnerabilidade. Sem apoio da gestão, iniciativas socioemocionais podem perder força”, ressalta Matheus Portelinha, assessor pedagógico do programa de educação socioemocional da SOMOS Educação, Líder em Mim. ”É essencial que a gestão e a coordenação compreendam e acreditem nos benefícios da educação socioemocional”, defende.

 

 

O professor como referência social


Em tempos de hiperconexão, em que a informação circula de forma instantânea e, muitas vezes, descontextualizada, o professor continua sendo uma referência fundamental na formação de cidadãos críticos, éticos e engajados com a sociedade. “Cabe a ele estimular pensamento crítico e engajamento social, usando a tecnologia como aliada”, afirma Aline Castro, diretora do Sistema de Ensino pH.



Matrículas escolares: como escolher a escola ideal para crianças neurodivergentes



Professor Nilson Sampaio orienta famílias a avaliar respeito, empatia e preparo pedagógico na hora de matricular filhos com TEA, TDAH ou outras diferenças cognitivas

 

Chegou outubro e o período de matrículas escolares, quando muitos pais enfrentam a difícil tarefa de escolher uma escola que seja compatível com seus valores, seu orçamento e que garanta que seus filhos se sintam acolhidos, seguros e felizes. Isso é especialmente fundamental quando se trata de crianças neurodivergentes — como aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, dislexia e outras variações. 

O professor Nilson Sampaio, artista plástico, arte-educador e especialista em inclusão, explica que a escolha da escola para crianças com neurodivergências vai muito além da estrutura física. Para ele, é preciso observar o respeito, a formação dos professores, o diálogo com as famílias e a prática da empatia. “Salas adaptadas e recursos tecnológicos são importantes, mas o que realmente faz a diferença é o olhar humano, a forma como a criança é recebida, compreendida e incluída no dia a dia escolar, permitindo que se sinta segura, acolhida e capaz de desenvolver suas habilidades de forma plena”, avalia.

A escolha escolar tem impacto direto não só no aprendizado acadêmico, mas na autoestima, na saúde mental e no bem-estar emocional da criança. Segundo Sampaio, para crianças neurodivergentes, estar em ambiente acolhedor, com respeito às suas demandas cognitivas, sensoriais e emocionais, pode fazer diferença entre florescer ou sofrer com ansiedade, sobrecarga ou desmotivação. 

Para ajudar famílias nesse processo, o Professor Sampaio dá algumas dicas sobre o que verificar antes de escolher uma escola para os filhos:

 

Olhar da equipe - Pergunte diretamente: como a escola entende inclusão? O respeito vem antes de qualquer método pedagógico rígido. É crucial que professores, coordenação e direção enxerguem o aluno autista como parte integrante da comunidade escolar, com seus potenciais, limites e individualidades”, ressalta Sampaio.

 

Formação dos professores - Verifique se os educadores têm treinamento/experiência com TEA ou outras neurodivergências, ou ao menos abertura para aprender, por meio de formações continuadas, mentorias ou parcerias externas.


Parceria com a família - A escola deve ser um espaço de diálogo constante, onde os pais são ouvidos, participam das decisões e conhecem os planos pedagógicos para seus filhos.


Práticas pedagógicas adaptadas - Observar se a escola valoriza diferentes formas de aprender, oferecendo atividades lúdicas, criativas, adaptadas quando necessário.
Se há flexibilidade nos métodos de ensino, nos tempos de aprendizagem, no suporte individualizado”, explica o especialista.

 

Ambiente emocional acolhedor - É fundamental que a criança e os pais sintam segurança. Mais do que rampas ou acessibilidade física, atenção especial deve ser dada ao clima emocional: empatia, paciência, escuta, rotina clara e estímulos sensoriais controlados, entre eles iluminação, barulho e transições.

 

Outras dicas práticas: 

1.   Fazer visitas à escola em horários de aula e observar as interações entre professores e alunos no pátio e nas salas de aula;

2.   Conversar com professores e coordenadores sobre os casos de autismo na instituição;

3.   Se possível, buscar depoimentos de outras famílias de alunos neurodivergentes que frequentam a escola;

4.   Verificar a flexibilidade da escola para ajustes – por exemplo, nos tempos de transição, no uso de auxiliares e nos métodos de avaliação;

5.   Pesquisar se há suporte sensorial dentro da escola.

 


Nilson Sampaio - artista plástico, arte-educador e especialista em inclusão, reconhecido pelo trabalho com crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. Criador do método PAE (Paciência, Amor e Empatia), Sampaio alia arte e educação para promover ambientes acolhedores, respeitosos e inclusivos, valorizando a singularidade de cada aluno. Ao longo de sua carreira, desenvolveu projetos que integram formação de professores, diálogo com famílias e práticas pedagógicas adaptadas, fortalecendo a autonomia e o bem-estar emocional de crianças e adolescentes. Para mais informações, acesse o site do especialista (www.professorsampaio.com.br) ou o perfil oficial no Instagram: @oprofessorsampaio.


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