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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Dia das Crianças reforça papel educativo de consultórios odontológicos na saúde bucal infantil

Especialista orienta como clínicas podem usar a data para conscientizar pais e fidelizar famílias por meio da prevenção 

 

Com a chegada do Dia das Crianças, clínicas odontológicas encontram uma oportunidade estratégica para unir conscientização e relacionamento com seus pacientes. Mais do que uma data comemorativa, o período pode ser aproveitado para fortalecer a educação em saúde bucal infantil e criar ações de fidelização voltadas a famílias com crianças pequenas.

De acordo com Sabrina Balkanyi, dentista formada pela USP, empresária e mentora de dentistas, o segredo está em transformar a data em um momento educativo. “O Dia das Crianças é uma excelente ocasião para ressignificar o cuidado. Quando o consultório entrega um brinde, uma cartilha ou promove uma ação lúdica, o impacto vai além do marketing,  é uma forma de despertar nas famílias o hábito da prevenção”, afirma.

A especialista, que há mais de 20 anos atua na área e hoje se dedica à gestão de clínicas e à formação de profissionais empreendedores, defende que campanhas desse tipo fortalecem o vínculo entre dentistas e pacientes. “Os pais valorizam quem se preocupa com a saúde dos filhos de forma genuína. Isso gera confiança e, naturalmente, fidelização”, completa.


Desigualdade no acesso e oportunidades de atuação

Dados do Jornal da USP mostram que, entre 2008 e 2022, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 29 milhões de atendimentos odontopediátricos para crianças de 0 a 14 anos. Apesar disso, apenas 13% ocorreram na região Nordeste e 7% no Centro-Oeste,  justamente as áreas com maior concentração de famílias em vulnerabilidade.

O mesmo levantamento aponta que 41% das crianças de cinco anos apresentam ao menos um dente com cárie não tratada, evidenciando uma lacuna importante nas ações de prevenção e orientação. “Os dados deixam claro que ainda há espaço para conscientização. Clínicas privadas podem e devem assumir um papel protagonista nesse processo, mostrando que prevenção também é responsabilidade compartilhada”, avalia Sabrina.


Ações que unem propósito e resultados

Para a especialista, o sucesso de campanhas voltadas ao público infantil depende do equilíbrio entre informação, empatia e engajamento. Ela sugere algumas estratégias práticas que podem ser aplicadas durante o mês de outubro:

  • Campanhas educativas temáticas: distribuição de kits com escova, fio dental e cartilha ilustrada sobre higiene bucal, acompanhada de mensagens aos pais com orientações preventivas.
  • Avaliações gratuitas: oferta de consultas preventivas para crianças como forma de estimular visitas regulares e identificar problemas ainda em estágio inicial.
  • Parcerias com escolas e creches: realização de palestras e oficinas de escovação supervisionada, com distribuição de materiais educativos.
  • Conteúdo digital direcionado: publicações em redes sociais com vídeos curtos sobre escovação, alimentação e uso de flúor, adaptados à linguagem infantil.

“As ações precisam ser simples, consistentes e alinhadas ao propósito da clínica. É assim que se constrói uma marca forte e, ao mesmo tempo, se cumpre uma função social importante”, reforça Sabrina.


Fundamentos técnicos e impacto social

As diretrizes do Ministério da Saúde recomendam o uso de dentifrício fluoretado com no mínimo 1000 ppm de flúor desde o surgimento do primeiro dente, com escovação ao menos duas vezes ao dia. Essa prática, somada ao acompanhamento periódico, reduz significativamente o risco de cárie precoce, especialmente na chamada “janela de infectividade”, entre 1,5 e 2,5 anos de idade,  fase em que a colonização bacteriana tende a aumentar.

Para Sabrina, ações como essas também ajudam a valorizar o papel do dentista na comunidade. “Quando o consultório vai além do atendimento clínico e se torna agente de educação em saúde, ele se diferencia. É uma maneira de mostrar que a odontologia pode transformar gerações, começando pelas crianças”, conclui.

 


Sabrina Balkanyi - dentista formada pela USP, empresária e mentora de dentistas. Há mais de 20 anos dedica-se a construir uma odontologia humana, com foco em transformar vidas por meio de sorrisos. Seu propósito é formar profissionais que, além de excelentes clínicos, também sejam grandes empresários da própria trajetória. Hoje atua 100% na gestão de suas unidades odontológicas, liderando áreas como estratégia, finanças, vendas, captação de pacientes e marketing. Também desenvolve produtos digitais cursos, mentorias, imersões e o Clube do Livro Além da Técnica, voltado a dentistas e profissionais autônomos que desejam fortalecer a gestão de seus negócios.
Para mais informações, visite o site oficial, Linkedin ou o Instagram.


Interesse por termos relacionados a corrida de rua movimentam 1,5 milhão de pesquisas no Google

 iStock
Buscas revelam crescimento na procura por informações sobre provas, rotinas de treino e equipamentos entre corredores amadores


Um levantamento realizado pela Esfera, programa de recompensas do Grupo Santander, mostrou que a corrida de rua segue como uma das modalidades esportivas mais buscadas no Brasil. Isso porque, entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram registradas 1,5 milhão de pesquisas no Google relacionadas ao tema. 

Nesse sentido, o estudo também mapeou as principais perguntas feitas sobre essa modalidade. Mas, afinal, como funciona esse esporte tão popular no país?


O que é corrida de rua?

É uma atividade aeróbica de longa distância praticada ao ar livre, geralmente em vias urbanas, parques ou trilhas. As provas vão desde percursos curtos, de 5 km, até desafios mais exigentes, como maratonas (42 km).

Além da variedade de distâncias, pode ser praticada individualmente ou em grupo e não exige equipamentos complexos, fator que contribui para sua popularidade. Para começar, o ideal é passar por uma avaliação médica completa, que inclua exames físicos e nutricionais. 

Com a liberação profissional, recomenda-se iniciar os treinos de forma gradual, equilibrando corrida com fortalecimento muscular. Ademais, alongamentos antes e depois das atividades, hidratação adequada e alimentação leve completam a preparação. 

Em agosto de 2025, os dados de busca no Google reforçam esse interesse, a maratona, com seus 42 km, registrou 49,5 mil pesquisas, seguida pela meia maratona (21 km), com 18,1 mil. As distâncias mais curtas também despertaram atenção, somando 2,4 mil buscas para os 5 km e 720 para os 10 km. 


Principais dúvidas sobre corrida de rua no Google

Além de apontar que os termos relacionados à corrida de rua somaram 1,5 milhão de pesquisas, o estudo da Esfera também mapeou as perguntas mais recorrentes dos brasileiros sobre a modalidade. 

 

 

O que é pace na corrida? 

Indica o tempo médio gasto para percorrer um quilômetro. Dessa forma, a métrica, expressa em minutos por quilômetro, ajuda a controlar a intensidade do treino.


O que é RP na corrida?

RP significa “recorde pessoal”. Trata-se do melhor tempo já conquistado pelo corredor em determinada distância.


O que comer antes de uma corrida de 5 km?

Muitas pessoas buscam na internet o que comer antes de uma corrida de 5 km, mas é preciso ter cuidado. A tolerância a certos alimentos, o horário da refeição, a intensidade do treino e até mesmo o histórico de saúde são fatores que influenciam diretamente na resposta. De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, é fundamental manter a hidratação antes, durante e após a prática de atividade física, além de buscar uma alimentação adequada e saudável sempre que possível.


Quantos quilômetros tem a Corrida de São Silvestre?

A tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, realizada em São Paulo, no dia 31 de dezembro, tem 15 km de percurso. Acontece na Avenida Paulista, e em 2025, tem a expectativa de participação de 50 mil atletas.


Qual o melhor tênis para corrida?

A pergunta sobre tênis de corrida também aparece no levantamento. Não existe um modelo ideal, já que a escolha depende de fatores individuais. O mais importante, como destaca o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, é focar no conforto e na adaptação. A recomendação geral para qualquer atividade física é usar roupas leves e, principalmente, calçados confortáveis. O essencial é que o tênis ofereça segurança e permita que o corredor concentre-se na prática de forma adequada e sem desconfortos.


Afinal, por que correr faz bem para a saúde?

Conforme o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, incorporar a atividade física no dia a dia é fundamental para o desenvolvimento humano e o bem-estar. Práticas como a corrida contribuem para uma vida mais plena, aumentando sua energia e disposição, além de reduzir o cansaço. Somado a isso, a atividade física regular ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, e também auxilia no controle da pressão alta e reduz o risco de desenvolver doenças do coração.

 

Confira os 5 empregos com alta demanda para freelas no segundo semestre de 2025

Diversas gerações buscam flexibilidade e controle sob suas carreiras, trabalho freelancer viabiliza esse cenário e atrai companhias

 

 

A demanda por empregos temporários e oportunidades freelancer tem crescido cada vez mais no cenário brasileiro. Uma pesquisa da Upwork apontou que 44% dos profissionais millennials e 52% da geração Z realizaram trabalho freelancer em 2023. Seja por uma questão de necessidade de complementar renda ou pela flexibilidade que esse formato de trabalho permite, o modelo é benéfico também para as companhias, que enxergam nele uma oportunidade para ampliarem seus serviços e presença online, sem necessariamente aumentar seus quadros fixos de funcionários.

 

O número de trabalhadores independentes no país já supera milhões. Isso reflete uma tendência global de maior adesão ao trabalho remoto e por demanda, graças à fatores como digitalização de processos e o avanço do e-commerce.

 

“Grande parte das oportunidades freelancer hoje estão voltadas para o mercado digital, podendo ser realizadas de qualquer lugar e são ideais para quem busca flexibilidade e autonomia. Com disciplina, planejamento e foco na qualidade das entregas, os profissionais conseguem aproveitar ao máximo as oportunidades do mercado e construir uma trajetória estável e bem-sucedida”, comenta Samyra Ramos, country manager da Higlobe, fintech para profissionais remotos que recebem salário em moeda estrangeira. 

 

Baseado em insights das principais plataformas globais sobre as maiores demandas atuais, como a Upwork, essa são as cinco funções freelancer com maior alta para o segundo semestre de 2025:

 

1. Representante de suporte 


Este profissional é a linha de frente no relacionamento com o cliente. Suas principais responsabilidades são gerenciar e responder a clientes em tempo real por meio de plataformas de chat online e e-mail. O foco é a solução imediata de problemas, o esclarecimento de dúvidas e o gerenciamento de múltiplas interações simultâneas, seguindo processos de atendimento estabelecidos pela empresa. 

 

O Representante de Suporte pode se beneficiar de cursos como Atendimento ao Cliente Online e Comunicação Interpessoal, que o ajudam a desenvolver algumas das principais habilidades para a função: rapidez de raciocínio e comunicação clara e empática.

 

2. Agente de suporte Técnico


O Agente de Suporte Técnico é o especialista responsável por resolver questões técnicas. O trabalho envolve auxiliar clientes a solucionar problemas de software, hardware básico ou dificuldades com contas e acesso. Atua como Help Desk inicial, oferecendo orientações práticas e, se necessário, escalando chamados mais complexos. 

 

O profissional pode encontrar boa preparação em cursos como Fundamentos de Suporte Técnico e Redes de Computadores. Para ter sucesso, precisa desenvolver capacidade de diagnóstico e paciência no atendimento.


 

3. Assistente executivo (Virtual)


O Assistente atua como o braço direito na gestão do tempo e das tarefas do contratante (geralmente um executivo ou empresário). A função envolve a gestão completa de agenda (marcação de reuniões, lembretes de compromissos), organização e triagem de e-mails, e agendamento de viagens. É um trabalho que exige organização e discrição. 

 

O Assistente Executivo Virtual pode buscar formação em cursos como Assistente Virtual Profissional e Gestão de Tempo e Produtividade. Suas habilidades-chave são a organização avançada e o domínio de ferramentas digitais, como Google Workspace e Outlook.

 

4. Assistente virtual de mídias sociais


Com a necessidade de manter uma presença digital ativa e engajadora, este profissional cuida de toda a rotina das redes sociais. Suas atividades incluem o planejamento e a criação de conteúdo (calendário editorial), agendamento de publicações, monitoramento de comentários e análise de engajamento nas plataformas. 

 

Este profissional deve considerar cursos como Gestão de Mídias Sociais e Marketing Digital. Criatividade na produção de conteúdo e capacidade analítica para interpretar métricas são competências fundamentais.


 

5. Gerente de e-commerce


Com o mercado de vendas online em expansão, o gerente de e-commerce é fundamental para o bom funcionamento da loja virtual. Suas responsabilidades incluem a supervisão diária das operações, o processamento de pedidos, a gestão de promoções, o atendimento ao cliente, o controle de estoque e as atualizações de back-end da plataforma. 

 

O Gerente de E-commerce pode se capacitar em cursos como Gestão de E-commerce e Estratégias de Vendas Online. As habilidades mais valorizadas são o planejamento estratégico e o conhecimento de plataformas digitais como Shopify, VTEX e WooCommerce.

 

O segundo semestre de 2025 ainda reserva muitas oportunidades para profissionais que desejam atuar como freelancer - principalmente em segmentos digitais. Por isso, a executiva reforça que é indispensável investir em qualificação, desenvolver habilidades específicas e valorizar diferenciais pessoais para conquistar vagas e construir uma carreira independente bem-sucedida.

 

 

Higlobe

 


Dia das Crianças deve movimentar quase R$ 10 bilhões e desafia famílias e varejo a pensar o consumo consciente

Especialistas do setor mostram que educação, iniciativas públicas e privadas e programas de responsabilidade social podem refletir em oportunidade de aprendizado e impacto, além de garantir o sucesso em vendas
 

O Dia das Crianças de 2025 deve registrar um movimento de R$ 9,96 bilhões no varejo brasileiro, representando aumento modesto de 1,1% em relação a 2024, quando o faturamento chegou a R$ 9,85 bilhões. Mesmo assim, a data permanece firme no ranking de vendas, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães, que registraram R$ 72,8 bilhões e R$ 14,5 bilhões, respectivamente, segundo a Confederação Nacional do Comércio. 

Enquanto parte do setor comemora os números, especialistas chamam a atenção para a necessidade de promover o consumo consciente, especialmente entre crianças, um público cada vez mais impactado por campanhas publicitárias e tendências digitais. 

Programas educativos desenvolvidos por órgãos como o Procon-SP têm se mostrado ferramentas importantes nesse processo. A animação “Consuminho”, por exemplo, oferece uma narrativa lúdica para que crianças entendam conceitos de consumo, direitos e deveres como consumidor. Segundo Roberta Faria, cofundadora e CEO da MOL Impacto, iniciativas desse tipo podem fazer diferença quando combinadas ao dia a dia familiar. 

“As crianças aprendem muito pelo exemplo. O que os pais e responsáveis fazem, e como mostram suas escolhas, acaba sendo internalizado. É uma forma prática de ensinar valores de consumo consciente, que vão além da estética ou do apelo da propaganda”, afirma Roberta. Ela reforça que o comportamento familiar, aliado a projetos escolares, é capaz de criar hábitos duradouros. 

Escolas têm buscado ampliar essa educação prática. Hortas escolares, feiras de troca de brinquedos e oficinas de sustentabilidade aparecem como exemplos de como crianças podem experimentar, discutir e refletir sobre o valor do que consomem. Além de incentivar a consciência ambiental, essas atividades promovem habilidades de convivência e negociação. 

O varejo também tem papel estratégico na transformação do consumo infantil. Em 2025, o Grupo Ri Happy (formado por Ri Happy e PBKids), em parceria com a MOL Impacto, lançou os baralhos educativos “Vamos Brincar Lá Fora” e “Vamos Brincar Aqui Dentro”, com sugestões de brincadeiras divertidas, simples e acessíveis, que incentivam o brincar em família, tanto dentro de casa quanto ao ar livre. Os baralhos estão à venda nas lojas e sites das empresas por R$ 11,99 e têm potencial de gerar mais de R$ 295 mil em doação. Desde o início da parceria entre a MOL Impacto e o Grupo Rihappy, já foi doado mais de R$ 2,2 milhões para ONGs como AACD, SOS Mata Atlântica e Amigos do Bem. 

“A proposta é que a data não seja apenas sobre o ato de comprar, mas também sobre ensinar e estimular o desenvolvimento das crianças. É possível unir diversão, aprendizado e impacto social”, explica Roberta Faria.

 

MOL Impacto
molimpacto.com.br


Adulteração de bebidas expõe bares a riscos criminais e de responsabilidade com consumidores

Mesmo quem alega desconhecimento pode responder na Justiça; especialistas explicam implicações legais

 

A recente onda de intoxicações provocadas por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol em São Paulo, que já resultou em mortes e dezenas de atendimentos hospitalares, abriu um debate urgente sobre as responsabilidades legais de bares e restaurantes que comercializaram os produtos. Enquanto a Polícia Federal e a Polícia Civil investigam a atuação de redes criminosas por trás da adulteração, consumidores buscam explicações e reparação. 

Segundo o advogado Raphael Medeiros, especialista em direito do consumidor, os estabelecimentos não podem simplesmente alegar desconhecimento como forma de se eximir de responsabilidade. “O Código de Defesa do Consumidor estabelece responsabilidade objetiva para fornecedores. Isso significa que, independentemente de dolo ou culpa, bares e restaurantes podem ser responsabilizados pelos danos causados ao cliente, mesmo que tenham adquirido a bebida adulterada acreditando que fosse regular. O consumidor não pode assumir o risco por falhas na cadeia de fornecimento”, explica. 

Na prática, isso abre caminho para ações de indenização tanto individuais quanto coletivas, além da atuação de órgãos como Procon e Ministério Público. Medeiros alerta ainda que caberá ao comerciante demonstrar que adotou procedimentos mínimos de segurança, como a compra de distribuidores confiáveis e a verificação de selos fiscais. Já do ponto de vista criminal, o advogado Vinicios Cardozo, especialista em direito penal, afirma que a apuração precisará separar casos de dolo (quando há intenção de fraudar) de situações em que o comerciante agiu de boa-fé. 

“Se ficar provado que o bar comprava bebidas de origem duvidosa, sem nota fiscal ou de fornecedores clandestinos, pode haver responsabilização por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 272 do Código Penal, além de associação criminosa se houver vínculo com redes de adulteração. Já quem adquiriu os produtos de distribuidores regulares, mas acabou enganado, tende a responder apenas na esfera civil, não criminal”, afirma Cardozo. 

Vinicios Cardozo ressalta ainda que o Ministério Público pode oferecer denúncia criminal contra intermediários e distribuidores envolvidos diretamente na adulteração ou ainda quando ocorre uma negligência severa na aquisição das bebidas pelos comerciantes, enquadrando-os em crimes graves com penas que podem ultrapassar dez anos de prisão.

“O mesmo vale para eventuais indenizações às vítimas. O Poder Judiciário brasileiro já se deparou com esta matéria, a exemplo do caso da cervejaria Backer em 2019, em que os donos/sócios foram processados criminalmente e sofreram medidas cautelares severas (quebra de sigilo, proibição de sair do país, bloqueio de bens), além de responderem em frentes cível/coletiva e administrativa.” 

Enquanto isso, autoridades sanitárias reforçam a recomendação de que bares e restaurantes façam auditorias imediatas em seus estoques e adotem critérios mais rígidos de aquisição. Para o consumidor final, a orientação é verificar procedência, desconfianças sobre preço abaixo do mercado e, em caso de suspeita, acionar os canais oficiais de denúncia. 

O caso expõe graves falhas na fiscalização da cadeia de bebidas no Brasil e reforça o alerta para o setor de bares e restaurantes que a necessidade de garantir segurança ao consumidor passa a ser também uma questão de sobrevivência jurídica. “Entre o risco de responder por falhas de fornecedores e a obrigação de adotar controles mais rigorosos, o setor se vê pressionado a rever práticas e processos para não ser responsabilizado indenizações milionárias além de eventual apuração na esfera criminal”, completa Vinicios Cardozo.


Importações sob suspeita, gargalos em Minas Gerais e defasagem dos preços: o que marcou o diesel em setembro


Setembro foi mais um mês de respiro nos preços internacionais do diesel. No Brasil, no entanto, o valor cobrado nas bombas pouco se mexeu, reflexo direto da política da Petrobras, que já acumula cinco meses sem reajustes. Apesar do alívio no mercado externo, o mês também foi marcado por turbulências internas, com problemas logísticos e investigações que colocam luz sobre riscos estruturais do setor.

 

Como mencionado anteriormente, a Petrobras manteve, pelo quinto mês consecutivo, os preços do diesel inalterados nas refinarias. Embora o valor praticado ainda esteja abaixo do custo de importação, a defasagem diminuiu um pouco em setembro, com a melhora na relação entre os preços internos e externos. Ainda assim, não houve repasse efetivo ao consumidor.

 

No mercado internacional, o diesel importado registrou mais um mês de queda, consolidando um movimento iniciado em agosto. A combinação entre a valorização do real e o recuo no preço do barril tem aliviado os custos de importação. Em setembro, o dólar caiu de R$5,42 para R$5,32, enquanto o barril do petróleo tipo Brent recuou de US$67,42 para US$67,02. Com isso, o acumulado do ano já chega a uma queda de aproximadamente 13%.

 

Apesar disso, essa queda do valor do diesel não chegou aos consumidores brasileiros. Isso porque a Petrobras mantém seus preços congelados desde maio. Mesmo assim, o valor praticado pela estatal segue abaixo da paridade internacional há quatro meses, segundo cálculos de agentes do setor. A dúvida que fica é: até quando a Petrobras vai conseguir sustentar essa defasagem? O mercado observa, de perto, os próximos movimentos — e qualquer mudança pode significar um novo ponto de virada para os preços do diesel no Brasil.

 

Entre os fatos que chamaram atenção no mês, o desdobramento da operação que investiga a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis ganhou novo capítulo. A Refinaria de Manguinhos (Refit), no Rio de Janeiro, foi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) por irregularidades operacionais e fiscais. A empresa, que vinha sendo uma das maiores importadoras de diesel russo no país, representando cerca de 10% do volume nacional, teve suspensas suas atividades até que as questões sejam esclarecidas. A apreensão de cerca de 91 milhões de litros de diesel em navios durante a operação também gerou preocupação sobre possíveis impactos no abastecimento e na concorrência no setor.

 

Outro ponto crítico foi o registro de problemas logísticos em Minas Gerais. O abastecimento foi afetado por dificuldades no bombeio de diesel da refinaria Regap para as bases de distribuição próximas, o que prejudicou o carregamento de caminhões e, consequentemente, o fornecimento do produto em algumas regiões do estado. A falha momentânea resultou em falta de produto em alguns pontos e aumentos pontuais de preços, até que a situação fosse normalizada. O episódio expõe um risco recorrente no Brasil: a alta dependência de fontes únicas de abastecimento em diversas regiões. Qualquer problema em uma refinaria ou terminal pode rapidamente se transformar em gargalo logístico e pressão de preços localizados.

 

Para quem está nas estradas, o mês de setembro termina com uma sensação mista. Por um lado, o cenário externo vem colaborando para uma queda de custos. Por outro lado, o congelamento interno nos preços da Petrobras gera dúvidas sobre até quando essa estratégia será sustentável. Além disso, os desdobramentos da operação que fechou a Refit e os gargalos logísticos reforçam a fragilidade do sistema e o quanto ele pode ser impactado por eventos pontuais.


Outubro começa com muitos olhos voltados para Brasília e para os próximos passos da Petrobras. A expectativa é de como a estatal vai equilibrar sua política de preços diante da defasagem, das pressões externas e do ambiente político-econômico. O mercado segue em compasso de espera, mas sempre sujeito a mudanças inesperadas — basta um solavanco no câmbio, no petróleo ou até mesmo um desdobramento jurídico, para que tudo mude de rumo.

 

Vitor Sabag - Especialista em combustível do Gasola


Golpes financeiros em alta: o alerta do caso GR Canis Majoris

O aumento de fraudes financeiras no Brasil expõe uma fragilidade preocupante do mercado de investimentos: a facilidade com que esquemas fraudulentos se estruturam por meio de fundos, gestoras e intermediários que simulam credibilidade para atrair investidores. O caso da GR Canis Majoris é um retrato emblemático desse fenômeno, revelando como estruturas empresariais complexas podem ser usadas para mascarar práticas ilícitas e dificultar o ressarcimento das vítimas. 

A estrutura formal das empresas não pode servir como escudo para impedir a reparação dos prejuízos. Esse entendimento, já consolidado na jurisprudência, permite a responsabilização solidária não apenas da empresa que firmou contratos diretamente com os consumidores, mas também de administradoras, gestoras e plataformas financeiras que contribuíram para dar aparência de legalidade ao esquema. 

No caso específico da GR Canis Majoris, relatórios da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já haviam apontado falhas relevantes na administração do Fundo Ultimate e da gestora de ativos Florida Investimentos. Diante disso, o Poder Judiciário vem reconhecendo a existência de um grupo econômico de fato, afastando alegações de ilegitimidade apresentadas por algumas das empresas envolvidas. 

Uma vez comprovada a fraude, a responsabilidade deve recair sobre todos que contribuíram para dar aparência de legalidade ao esquema. A responsabilização solidária garante que todos os envolvidos respondam pela restituição dos valores perdidos pelas vítimas, independentemente de seu papel específico dentro do grupo econômico. 

Diante dessa complexidade, a Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Instituto de Proteção e Gestão do Empreendedorismo e das Relações de Consumo (IPGE) surge como o caminho mais adequado para a busca de justiça. A ACP foi movida contra todos os integrantes do grupo econômico, comprovando as relações entre eles e assegurando uma análise completa das responsabilidades — e não apenas da empresa que assinou contratos diretamente com os consumidores. Essa via aumenta a probabilidade de ressarcimento das vítimas, além de isentá-las do pagamento de custas processuais na fase de conhecimento, em que se busca o reconhecimento do direito à reparação. 

Ao reunir todas as vítimas em uma única ação, a ACP evita decisões contraditórias, concentra provas relevantes e amplia as chances de ressarcimento efetivo. Mais do que reparar prejuízos, ela cumpre um papel social essencial: coibir práticas abusivas, proteger a economia popular e restabelecer a confiança no mercado financeiro. 

Por isso, a ação civil pública representa uma resposta firme e estruturada, oferecendo às vítimas a oportunidade de lutar juntas por seus direitos diante de um esquema complexo e milionário que afetou tantas pessoas ao mesmo tempo.

 


Jorge Calazans - advogado especializado na defesa de investidores vítimas de fraudes, ativista no combate às pirâmides financeiras e sócio do escritório Calazans e Vieira Dias Advogados.


Na irrigação, monitoramento é tão necessário quanto a água


IAC recomenda práticas que favorecem a disponibilidade hídrica com melhor resposta em produtividade, longevidade e sustentabilidade.
 

 

Na irrigação agrícola, a água deve ser considerada como um insumo que precisa ser manejado com monitoramento do clima, do solo, da planta ou pela associação destes com tecnificação e controle. Por se tratar de um processo dinâmico, que envolve a água no sistema solo-planta-atmosfera, são necessários o monitoramento e os ajustes de estratégias para gestão de acordo com as variações ocorridas no ambiente de produção agrícola, sendo a água aportada por chuva ou por irrigação. 

Por exemplo, dentre as diferentes respostas de cultivares de cana-de-açúcar à irrigação está a ocorrência de raízes a 80cm de profundidade, após 35 dias do transplantio de Mudas Pré-Brotadas, como ocorreu com a variedade IACSP95-5094. Esta condição proporciona aumento da água disponível do solo e melhor aproveitamento não somente das irrigações, mas também das precipitações naturais. “Esses e outros resultados atrelados à implementação de estratégias distintas de manejo da água compõem os benefícios que são fruto do monitoramento hídrico e de ajustes necessários”, comenta a pesquisadora e vice-coordenadora do Instituto Agronômico (IAC-Apta), Regina Célia de Matos Pires. 

Esse nível de desenvolvimento radicular mostra que a muda tem vigor, boa nutrição e alta capacidade de absorção de água e nutrientes, o que favorece o pegamento no campo, o melhor aproveitamento de água das chuvas e o desenvolvimento inicial da lavoura. Mudas com sistema radicular bem desenvolvido apresentam maior potencial produtivo e contribuem para a formação de canaviais mais homogêneos e duradouros. 

A resposta ao uso da irrigação depende de vários fatores, incluindo: objetivo, planejamento, instalação, operação, adequação das práticas culturais, monitoramento, estratégias de manejo, auditoria, avaliação e realinhamento de ações, se necessário. Essa orientação vale para o sistema irrigado na cana-de-açúcar e em outras culturas.
 

Diferentes modos de monitoramento: controle e entendimento dos fatores do clima

“É preciso avaliar o que está ocorrendo com as plantas - um ciclo longo de temperaturas mais baixas vai impactá-la de diversos modos, positiva ou negativamente”, orienta a pesquisadora do IAC. Assim, o monitoramento do clima é fundamental na tomada de decisão ao longo do ciclo e no entendimento dos resultados. 

Outro fator relevante é o monitoramento da água disponível no solo e da profundidade do sistema radicular das plantas. “Isso é muito importante sobretudo quando se realiza a irrigação de salvamento – ao conhecer essa disponibilidade consigo fazer o balanço hídrico e adotar estratégias mais assertivas na irrigação e em especial na modalidade de salvamento da cana, por exemplo”, completa. Regina Pires participou de um painel durante a Feira Internacional da Irrigação 2025, realizada em Campinas, em agosto deste ano, sobre o uso da técnica na canavicultura.
 

Caracterização da demanda da irrigação em diferentes épocas de plantio e corte da cana 

Variedades desenvolvidas pelos programas de melhoramento genético de cana como a IACCTC07-8008, IACSP01-5503 e CTC02-2904 foram avaliadas pela equipe do Instituto Agronômico em condições de sequeiro e irrigadas considerando as temperaturas do ar e das folhas e em cada experimento a resposta dos materiais genéticos se mostrou distinta. Isso reforça a importância do conhecimento da resposta das cultivares de cana em relação aos estresses hídricos e ambientais. 

A cientista destaca a relevância de utilizar variedades de cana com porte ereto e elevada eficiência no aproveitamento hídrico — ou seja, capazes de gerar maior produtividade por metro cúbico de água consumido. Em cultivares irrigadas por gotejamento subterrâneo, foram observadas variações nessa eficiência, com resultados entre 15 e 20 kg de colmo por metro cúbico de água aplicado. 

Ao simular a demanda de irrigações com dados diários de clima, valor de água disponível no solo e estabelecimento de critério de manejo para as irrigações, é possível estimar qual o valor de lâmina necessária e o número de irrigações, para cada época de plantio e colheita, com análise por vários anos. 

Além disso, esse tipo de estudo permite identificar, nos casos em que o sistema de irrigação não é capaz de suprir totalmente a lâmina de água demandada pelas plantas, os períodos específicos em que ocorrerá deficiência hídrica — considerando tanto a época do ano quanto os estágios de desenvolvimento da cultura. 

Com essas informações, é possível relacionar os momentos de escassez hídrica aos impactos potenciais sobre o desempenho da lavoura, segundo a pesquisadora do IAC, da Diretoria de Pesquisas dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

 

“Cada parâmetro monitorado aumenta a confiabilidade na tomada de decisão.” 

Segundo Regina Célia de Matos Pires, o monitoramento pode ser realizado não apenas com medições clássicas, mas também com as tecnologias atuais, como o uso de imagens obtidas por meio de câmeras, que podem facilitar muito o manejo e a tomada de decisão, em especial em grandes culturas.

A pesquisadora afirma que - na verticalização da produção com irrigação - há grande diferença entre o uso “tecnificado do insumo água e a aplicação artificial deste recurso” no cenário de utilização racional e promoção da eficiência hídrica. Na tecnificação, o monitoramento é fundamental.
 



Carla Gomes (MTb 28156) – Jornalista científica e assessora de comunicação IAC



Criminalistas ingressam com ação no STF para garantir a efetividade da lei federal que permite a gravação de audiências

A Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) com pedido de medida liminar, questionando a Resolução Conjunta nº 645/2025, editada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que impõe restrições à gravação audiovisual de audiências e procedimentos extrajudiciais. 

A ação, assinada pela diretoria nacional da entidade, requer a suspensão imediata da eficácia da Resolução até o julgamento final da ação, com efeitos erga omnes e eficácia vinculante, para resguardar os direitos e garantias constitucionais violados. 

A entidade sustenta que a norma viola diversos preceitos fundamentais da Constituição Federal, entre eles os princípios da legalidade, da publicidade dos atos processuais, do contraditório e da ampla defesa, além de restringir prerrogativas da advocacia previstas no art. 133 da Constituição Federal e no art. 6º do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994).

De acordo com a inicial, a resolução extrapola o poder regulamentar dos Conselhos ao condicionar o direito de gravação à autorização prévia da autoridade presidente do ato e à assinatura de termos de compromisso, criando obrigações e restrições não previstas em lei formal.  

A Abracrim também destaca que o artigo 367, §5º e §6º do Código de Processo Civil, assegura expressamente às partes o direito de gravar audiências “independentemente de autorização judicial”. 

O presidente nacional da Abracrim, Sheyner Asfóra, afirma que a medida tem por objetivo garantir a supremacia da lei federal e a preservação das prerrogativas da advocacia criminal. 

“A Resolução 645/2025 afronta o princípio da legalidade e atinge o núcleo essencial das garantias constitucionais da advocacia. O direito de gravar audiências é assegurado em lei, e qualquer limitação deve partir do Poder Legislativo, não de órgãos administrativos. A Abracrim cumpre seu papel institucional de zelar pelo Estado Democrático de Direito e pela inviolabilidade da atuação do advogado”, destaca o presidente. 

A entidade reforça que seguirá atuando de forma firme e técnica junto ao Supremo Tribunal Federal e às instituições republicanas para assegurar o pleno exercício das prerrogativas da advocacia criminal e a transparência dos atos processuais, pilares indispensáveis da justiça democrática.


EUA: 7 passos para tirar o visto em 2025

 Com mudanças recentes no processo, Taísa Bilecki, head de câmbio do Grupo Braza, orienta brasileiros sobre como aumentar chances de aprovação no país do Tio Sam

 

Viajar para os Estados Unidos continua sendo o sonho de muitos brasileiros, seja para turismo, estudo, negócios ou intercâmbio cultural. Em 2025, o país segue atraindo visitantes devido às oportunidades de aprendizado, cultura e empreendedorismo. 

Porém, o processo de solicitação do visto norte-americano ficou mais rigoroso neste ano. Novas regras tornaram a entrevista presencial praticamente obrigatória, além de aumento nas taxas e ajustes nos procedimentos. 

“As mudanças implementadas em 2025 tornam o processo de solicitação do visto norte-americano mais rigoroso e custoso. No entanto, seguindo os 7 passos de forma organizada, é possível reduzir riscos e aumentar as chances de aprovação”, destaca Taísa Bilecki, Head de Câmbio do Grupo Braza. 

Pensando nisso, a executiva reuniu abaixo algumas dicas para quem quer solicitar o visto este ano para o país do Tio Sam. Confira:

 

1. Identifique o tipo de visto adequado

É fundamental escolher a categoria que corresponde ao seu objetivo de viagem. O visto B1/B2 é indicado para turismo ou negócios de curta duração. Já os vistos F, M e J são destinados a estudantes, programas técnicos e de intercâmbio, e agora possuem exigências digitais adicionais. Para as oportunidades de trabalho, por exemplo, há modalidades como o H1B, ligadas a patrocínio de empresas americanas. Cada categoria tem regras, prazos e documentações específicas, um erro nessa etapa pode levar à recusa do pedido. É possível consultar todas as categorias de visto no site do departamento de estado dos EUA.

 

2. Preencha o formulário DS-160 com atenção

O DS-160 deve ser preenchido em inglês e incluir foto, dados pessoais, histórico de viagens, vínculos profissionais e acadêmicos, além de contatos nos Estados Unidos. Ao concluir, imprima a página de confirmação para a entrevista. Erros ou omissões podem atrasar a análise ou gerar suspeitas. Candidatos das categorias F, M ou J devem ajustar suas redes sociais para acesso público, permitindo verificações necessárias pelo governo americano.

 

3. Pague a taxa MRV e fique atento à Visa Integrity Fee

Após enviar o DS-160, é hora de pagar a taxa de solicitação do visto — chamada de Machine Readable Visa (MRV) —, que custa US$185. Esse valor é referente ao processamento do pedido e precisa ser quitado antes do agendamento da entrevista. O pagamento pode ser feito online e o comprovante deve ser guardado. Em 2025, o governo norte-americano havia anunciado a criação da Visa Integrity Fee, no valor de US$ 250, que elevaria o custo total do processo para até US$ 435. No entanto, a administração Trump suspendeu temporariamente a cobrança dessa taxa a partir de outubro de 2025, de modo que, por ora, os solicitantes pagam apenas a taxa MRV.

 

4. Organize sua documentação

Além dos documentos básicos como passaporte válido, confirmação do DS-160, comprovantes de pagamento e agendamentos, é recomendável apresentar provas adicionais de vínculos sólidos com o Brasil, como declarações de emprego, comprovantes de matrícula em instituições de ensino, extratos bancários e contratos de imóvel. Embora não seja obrigatório apresentar todos, cada peça evidencia estabilidade financeira e social no país de origem.

 

5. Participe da coleta biométrica e da entrevista presencial

O processo inclui registro de fotos e impressões digitais, seguido da entrevista no consulado. A partir de 2 de setembro de 2025, a entrevista passou a ser obrigatória para quase todos os solicitantes de B1/B2, inclusive menores de 14 e maiores de 79 anos, com exceções limitadas a casos diplomáticos e renovações específicas. Mesmo quando há possibilidade de isenção, o consulado pode convocar o candidato. Por isso, é importante se preparar e levar toda a documentação necessária.

 

6. Tenha atenção a seu comportamento na entrevista

No momento da entrevista, o comportamento do candidato é tão importante quanto a documentação. Respostas objetivas, coerentes com o DS-160, transmitem confiança. Evite exageros ou contradições e apresente-se de forma simples e honesta. 

Lembre-se de que o objetivo da entrevista é confirmar seu propósito de viagem, sua capacidade financeira para custeá-la e a certeza de que você retornará ao Brasil após a estadia. Como você viu, mostrar vínculos sólidos, como família, trabalho ou estudos em andamento, ajuda a reforçar essa percepção.

 

7. Acompanhe a análise e aguarde a emissão

Após a entrevista, seu passaporte ficará no consulado para o visto ser inserido em caso de aprovação. O prazo de devolução varia conforme a demanda e a localidade. O solicitante pode acompanhar o status pelo site oficial.

Caso haja dúvidas adicionais, o consulado pode solicitar documentos complementares. Considere que com o aumento no número de entrevistas obrigatórias, os prazos tendem a oscilar. Por isso, não deixe o processo para a última hora.

 


Grupo Braza


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